Jump to content
Siscomex - Comércio Exterior

All Activity

This stream auto-updates     

  1. Past hour
  2. Morreu em Los Angeles, EUA, o cantor e compositor americano Bill Withers. Ele tinha 81 anos. Segundo a família divulgou hoje (3), ele morreu em decorrência de problemas no coração na segunda-feira (30). Withers era considerado um dos mestres do soul. Ganhador de três prêmios Grammy e membro do Rock and Roll Hall of Fame, o cantor de Virgínia Ocidental marcou a história da música logo na sua estreia em 1971, com o álbum “Just As I Am”. Ele ficou famoso por canções icônicas nas décadas de 1970 e 1980, como “Lean On Me”, “Lovely Day” e “Ain’t No Sunshine”. Withers parou de lançar discos em 1985, mas sua música soul influenciou gerações de artistas posteriores do mundo do R&B e do hip-hop. “Estamos devastados com a perda de nosso amado e devoto marido e pai. Um homem solitário, com um coração motivado a se conectar com o mundo inteiro com sua poesia e música”, disse a família em comunicado oficial. Bill Withers, em foto de 1976Reprodução/Wikimedia Commons Ler artigo completo
  3. A avaliação positiva da atuação dos governadores disparou na última semana, em meio ao avanço da pandemia de coronavírus no Brasil. Segundo pesquisa XP divulgada nesta sexta-feira, 3, a parcela da população que considera o trabalho dos governadores “bom” saiu de 26% em março para 44% em abril. Essa foi a primeira vez desde o início da série histórica desse levantamento, que começou em outubro de 2019, que a perspectiva positiva da atuação dos governadores supera a negativa e a regular. Ao contrário do otimismo com os governadores, a pesquisa revela que a avaliação negativa do governo de Jair Bolsonaro tem crescido. Em março, a parcela da população que vê o governo como “ruim ou péssimo” chegou aos 42% em abril. Em março, o percentual era de 36%. A inversão na percepção sobre os rumos dos governos federal e estaduais acontece em meio a uma crise por conta da orientação de isolamento social para conter a pandemia da covid-19 no país. Há semanas Bolsonaro vem criticando a postura dos governadores em impor quarentena nos estados mais afetados, como São Paulo e Rio de Janeiro. Nesta quinta-feira, 2, ele reforçou que reforçou se a partir da próxima semana “não começar a voltar o emprego, vou ter de tomar uma decisão”. O posicionamento do presidente vai contra todas as indicações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do próprio Ministério da Saúde, que defendem a quarentena e o isolamento social para conter o vírus. Atualmente, no Brasil há mais de 7.000 pessoas confirmadas com a doença e 300 óbitos. A alta na perspectiva positiva sobre a postura dos governadores vai ao encontro com a opinião de 80% dos entrevistados que consideram o isolamento social como a melhor forma de se prevenir e evitar a alta das infecções. Em meio ao surto da pandemia do novo coronavírus, também cresceu a avaliação de que as as medidas econômicas do governo “estão no caminho errado”. No mês passado, 48% dos entrevistados disseram estar insatisfeitos com os planos econômicos. Em abril, o índice chegou a 50%. A pesquisa ouviu 1.000 brasileiros, nos dias 30 e 31 de março e 1º de abril. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais. Ler artigo completo
  4. A fabricante de chocolates Cacau Show está buscando formas criativas de vender 15 milhões de ovos de Páscoa em meio à crise causada pelo coronvírus. O feriado é daqui nove dias e expectativa do mercado é desanimadora. Um levantamento do Ibevar (Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo) projeta queda de 80% na intenção de compra de produtos de ligados à data. Uma das esperanças da empresa, que tem 2.300 lojas espalhadas pelo país, é de conseguir abrir suas unidades ainda antes da data comemorativa. A justificativa é de que a rede vende produtos perecíveis, com prazo curto de vencimento. “Temos conversado com os governos para sensibilizá-los. Se não vendermos os ovos, eles vão estragar. É diferente de sapato e calça jeans. Se um supermercado pode abrir e vender ovos de Páscoa, uma loja de chocolates também deveria poder”, disse à EXAME o presidente da empresa, Alexandre Costa. Atualmente, a grande maioria das unidades está fechada. Segundo a empresa, alguns estados permitiram a abertura de lojas de rua, com restrições. Até que a questão seja decidida, a companhia reforçou sua operação de e-commerce e também montou um modelo de drive-thru nas lojas. Nessa modalidade, o cliente compra o produto pelo site e busca em uma unidade, onde um funcionário leva o produto até o carro. A modalidade está funcionando em cerca de 30 unidades e deve ser expandida ao máximo possível nos próximos dias. Já as vendas no e-commerce, que antes da crise representavam 3% das vendas totais da empresa, hoje chegam a 25% dependendo do dia. Veja tambémNEGÓCIOSRicardo Eletro impulsiona vendas online em meio à pandemia do coronavírus2 abr 2020 - 17h04 A pandemia de coronavírus pegou a fabricante já com todos os ovos de Páscoa produzidos. São 15 milhões de unidades, 10% mais do que no ano passado. A data representa 25% do faturamento da empresa, que foi de 3,5 bilhão de reais em 2019. Historicamente, os cinco dias que precedem a Páscoa respondem por 50% das vendas de ovos para a Cacau Show. “Estou muito preocupado com o que vai acontecer com as empresas Brasil afora. Esse é o momento em que as empresas do setor colocam as contas em dia, é um mês que representa três meses de vendas”, afirma Costa. O empresário tem feito encontros virtuais com os franqueados da marca a cada 15 dias e está vendendo os ovos de chocolates a esses parceiros com desconto. Também doou 1 milhão de reais ao governo do estado de São Paulo para compra de materiais como respiradores. A fábrica da companhia está fechada e os funcionários do setor de produção estão em férias coletivas. Na parte administrativa, 80% estão trabalhando de casa ou de férias, e 20% continuam indo ao escritório, em especial aqueles que atuam no suporte a franqueados e no atendimento ao cliente do e-commerce. Delivery e Whatsapp Outras empresas do setor estão adotando práticas semelhantes para garantir ao menos uma parte das vendas. A Casa Bauducco, rede de lojas da Bauducco que vende produtos artesanais, dentre eles colombas e chocolates para a Páscoa, está com todas as unidades fechadas para o público, mas continua atendendo clientes via delivery próprio e parceiros como iFood e Loggi. A rede também reforçou a comunicação nas redes sociais, divulgando telefone e informações das lojas para quem quiser fazer uma encomenda. A Hershey inaugurou sua plataforma de comércio eletrônico em meio à pandemia. Além disso, intensificou a presença em marketplaces parceiros e agora está presente em plataformas do Carrefour, Magazine Luiza, Mercado Livre, OLX e outros. “O e-commerce já estava nos nossos planos, mas aceleramos o lançamento por causa da pandemia do coronavírus”, diz Marcel Sacco, gerente geral da Hershey Brasil e América Latina. De acordo com ele, é essencial estar em canais digitais, ainda mais nesse momento em que muitos consumidores estão testando as compras online pela primeira vez. A Hershey também criou uma loja própria dentro do aplicativo de delivery Rappi. “Vemos uma mudança de comportamento do consumidor, que está pedindo mais refeições no aplicativo já que não pode sair para comer. Temos que estar nesse canal”, diz Sacco.Para estar mais presente nesses aplicativos de delivery, a fabricante de doces lançou uma linha profissional, voltada ao food service, que pode ser usada pelos restaurantes para criar sobremesas. Sobre a páscoa, os produtos da marca lançados para a ocasião, como novas barras importadas e caixas presenteáveis, têm uma vantagem: não são sazonais. “Nossos produtos não têm embalagens com coelho ou orelha, podem permanecer na gôndola por mais tempo”, afirma o executivo. A empresa não atua com ovos de chocolate, então acredita que nesse momento sofrerá menos com quebra de preços. Segundo Sacco, as compras de páscoa são feitas principalmente na véspera em uma corrida pelos ovos nos supermercados, o que não irá acontecer esse ano. Muitos ovos também são comprados por pedidos das crianças, que vão juntos ao mercado com os pais, o que também está sendo evitado. A Lacta investiu na expansão de sua atuação em e-commerce por meio de um site e de firmou uma parceria com apps de entrega, para estimular a troca de presentes mesmo à distância. A marca doará mais de meio milhão de ovos de Páscoa para diversas entidades e instituições que atendem pessoas em vulnerabilidade social. Anualmente, a marca já doa 10.000 ovos na chamada Páscoa Solidária, mas ampliou o número em 50 vezes. O contato direto com o cliente tem sido a alternativa das chocolaterias artesanais, com a Cuore di Cacao, em Curitiba (PR). A marca está fazendo vendas via Whatsapp e pelo site, que pode ser acessado aqui. As entregas são gratuitas para compras acima de 50 reais. Assim como a Cacau Show, a Cuore também funciona no sistema de drive thru, em que o cliente faz a encomenda e busca o produto na loja sem precisar sair do carro. Em nota, a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab), afirma que “as indústrias estão trabalhando em conjunto com os pontos de enda para garantir a organização e disponibilidade dos produtos, além de também estarem fortalecendo seus serviços de atendimento via internet e por delivery como alternativas aos consumidores para o acesso aos produtos.” Veja tambémNEGÓCIOSUber Eats começa a fazer entregas de farmácias, pet shops e conveniências1 abr 2020 - 08h04 Perspectivas pessimistas Apesar dos esforços, as perspectivas são pessimistas. Um levantamento feito pelo Ibevar indica queda de 80% na intenção de compra de produtos focados na Páscoa em 2020, na comparação com o ano anterior. Já a venda de bens duráveis deve ter redução de 20% a 30% na intenção de compra no período. “Antes dessa crise, a expectativa era de que a Páscoa de 2020 seria bastante positiva. Agora o cenário é de uma recessão muito acentuada. Perdemos a Páscoa”, afirma Claudio Felisoni, presidente da entidade. Segundo Felisoni, já é possível afirmar que a crise causada pela pandemia afetará também as vendas no Dia das Mães, outra data importante para o varejo. Parte das vendas migrará para o e-commerce, mas não o suficiente para compensar as lojas fechadas. “Haverá uma substituição, mas de forma pífia”, afirma. Ler artigo completo
  5. O presidente do Itaú Unibanco, Candido Bracher, afirmou na quinta-feira, 2, em entrevista ao vivo ao jornal O Estado de S. Paulo, que o Brasil não vai conseguir fugir de uma forte crise econômica e de uma acentuada queda no PIB em 2020, na esteira da pandemia do novo coronavírus. Segundo ele, ainda é cedo para entender como será a retomada. Por isso, no momento, a prioridade deve ser a saúde. “Esse é o momento de sobrevivermos à crise.” Bracher disse ainda que a quarentena é “dolorosa sob ponto de visto econômico, mas é mais doloroso as pessoas morrendo em hospitais”. Segundo o executivo, o mundo tem dificuldades para lidar com a crise por sua origem em um fator de saúde pública – e não no mercado financeiro, como ocorreu em 2008. Para ele, os bancos podem ter um papel fundamental na retomada da economia: “É preciso irrigar a economia, permitindo que as cadeias econômicas continuem a funcionar. Isso coloca responsabilidade enorme nos bancos.” O sacrifício econômico, de qualquer forma, será forte, de acordo com o presidente do Itaú Unibanco. Ele acredita que a retração do Produto Interno Bruto (PIB) irá muito além da queda de cerca de 1% atualmente prevista pela instituição. “Eu peço desculpas ao meu economista-chefe, Mário Mesquita, mas tenho impressão que vai cair bem mais. Acho inevitável.” Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista: A crise do coronavírus é diferente das outras? Vejo a crise com grande preocupação, pois sua duração e intensidade ainda são ignorados por todos. Depende de fatores médicos e econômicos. O que difere esta crise é que a maior parte das crises que vivemos – a de 2008, a asiática e a russa – foram financeiras. Essa é uma crise de produção. Ela tem origem em um vírus, na saúde pública, e interrompe a produção em diversos setores ao mesmo tempo. Isso impacta muito os bancos. Se na crise de 2008 o sistema financeiro era problema, nesta (o sistema financeiro) é parte importante da solução. O sistema financeiro é necessário para que a economia não estanque. É preciso irrigar a economia, permitindo que as cadeias econômicas continuem a funcionar. Os bancos brasileiros estão preparados para agir? Como nunca estiveram. Uma parte fundamental são recursos tecnológicos. Se não houvesse a quantidade de clientes digitalizados e recursos que os bancos têm hoje, seria impossível atender ao público. Depois da crise de 2008, houve no mundo inteiro um movimento de exigir maior capitalização dos bancos. As exigências de capital que os reguladores impuseram aumentaram muito, fazendo com que os bancos estivessem mais bem preparados para esta crise. Como essa ajuda se dará? Injetando liquidez na economia. Num primeiro momento, existe uma grande demanda de liquidez. Um colega meu de banco comparou isso ao álcool gel. As empresas entraram no banco pedindo liquidez, assim como as pessoas entraram nos supermercados em busca de álcool gel. Houve uma demanda difícil de atender. O Banco Central agiu rapidamente, através de liberação de compulsório e outras medidas para restaurar a liquidez. Além da liquidez, é necessário crédito. Primeiro passo, é conceder crédito a quem já tem crédito. Na abertura da crise, as dívidas foram roladas em 60 dias. Nós, do Itaú, já fizemos mais de 150 mil dessas renovações. E no longo prazo? No segundo momento, tem o crédito adicional. As condições se deterioraram, e o risco de crédito se elevou muito. É fundamental os bancos se manterem saudáveis na crise. O Banco Central foi rápido nisso. A ideia da MP é financiar 100% da folha de pagamento das pequenas empresas, com seis meses de carência e depois 30 meses para pagar a uma taxa de 3,75%. Bancos vão arcar com 15% do risco de crédito e o governo, com 85%. Há uma discussão entre presidente e governadores sobre isolamento. Qual é a sua opinião? É uma pergunta para médicos e infectologistas. Mas me oriento pelos espetas. Todas as leituras que tenho feito mostram que não há alternativa razoável fora da quarentena horizontal (com toda a população confinada). Ela é dolorosa sob ponto de visto econômico, mas é mais doloroso as pessoas morrendo em hospitais. O Brasil tem muita gente que vive em favelas, fora de todos os cadastros oficiais. Os bancos terão o papel de fazer o dinheiro chegar a quem mais precisa? Temos de nos empenhar ao máximo para fazer o dinheiro chegar a essas pessoas, aos que são bancarizados, com a abertura de contas-pagamento e pelas maquininhas, que atingiriam os autônomos. O sistema financeiro tem capilaridade suficiente para isso. Os bancos aumentaram taxas de juros após o início da crise do coronavírus, como foi reportado ao longo da semana? Nossas taxas de juros para pessoas físicas e micro e pequenas empresas estão em linha com as praticadas antes. Houve um momento de elevação para grandes empresas. Nas grandes empresas, a dinâmica é diferente, a taxa é decidida caso a caso. Algumas empresas estão se mobilizando para ajudar o governo. O que o Itaú já fez? Logo no primeiro momento, anunciamos uma doação de R$ 150 milhões, pelos nossos institutos, destinada à compra de equipamentos médicos e atendimento a comunidades. Com Bradesco e Santander, fizemos a importação de 5 milhões de testes da China, contando com a ajuda da mineradora Vale na logística. Agora temos um programa de R$ 50 milhões de compra de máscaras de microempresas. Tentamos comprar respiradores, mas foi impossível. E agora estamos dando uma fiança para duas pequenas empresas brasileiras, que estão se propondo a produzir 6,5 mil respiradores. Algumas empresas já anunciaram demissões. Como o banco vai se comportar? Como presidente do banco, tive a possibilidade de garantir a manutenção do emprego pela duração da crise. Antecipamos o 13.º salário, pois pode haver despesas excepcionais neste período de crise. Mesmo assim, tenho preocupação com os funcionários de atendimento ao público. O maior problema é nas agências, pois uma parte do público não é digitalizada. Hoje nós começamos a entrega de máscaras e na quarta-feira 100% dos funcionários já terão recebido máscaras. Como o sr. vê o cenário da economia pós-pandemia? Ninguém pode dizer isso com segurança. A duração da crise depende de fatores médicos. É uma relação entre a quantidade de espaço nos hospitais e a quantidade de doentes. E da intensidade da crise depende de quanto de política fiscal contracíclica. O governo está disposto. Mas a disposição é uma coisa. Capacidade de fazer medidas chegarem à ponta é outra. A última previsão de nossa área econômica era de que o PIB cairia um pouco menos de 1% este ano. Peço desculpas ao meu economista-chefe, Mário Mesquita, mas eu tenho impressão que vai cair bem mais. Durante os últimos anos, a receita econômica era de corte de custos. É preciso entender que o cenário mudou – e que isso tem de ficar para trás agora? Sem dúvida. Tem uma frase boa de Keynes: quando os fatos mudam, eu mudo de opinião. Os fatos mudaram radicalmente e precisamos mudar de opinião. Não é momento de pensar em austeridade fiscal. Algo de positivo pode sair da crise do coronavírus? A gente só aprende alguma coisa de bom se a gente sobrevive à crise. É o momento de sobreviver à crise. E aqui eu acho importante que, na crise, haja esse sentimento de solidariedade, de que estamos na mesma trincheira. É o que tenho visto acontecer. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. As últimas notícias da pandemia do novo coronavírus: Mapa mostra como o Brasil e o mundo estão lidando com o novo coronavírus; As fake news sobre a epidemia que estão circulando pelo mundo; Prevenção contra coronavírus pode salvar 1 milhão de vidas no Brasil; Até 57%: os 100 fundos que mais perderam com a crise do coronavírus Os cuidados que as empresas precisam ter com funcionários; Vai fazer home office por causa do coronavírus? Confira as dicas Ler artigo completo
  6. Os motivos para se travar guerras e a exploração do trabalho estão presentes em toda a obra do artista japonês Shintaro Kago. Sua produção mais icônica vem de um campo não tão popular, classificada como “ero guro nonsense”, que explora o erotismo grotesco com figuras femininas dilaceradas. Ao pedir licença para essa violência sensual, o mangá Dementia 21, lançado no Brasil pela editora Todavia, é uma exceção no universo de Kago, mesmo que não deixe de tecer críticas à sociedade contemporânea e seus tabus. Originalmente lançado no Japão entre 2011 e 2013, Dementia 21 tem 37 capítulos reunidos em sete volumes. A primeira edição da Todavia traz 17 capítulos em 280 páginas. Recheado de comicidade à primeira vista, o mangá está repleto de figuras estranhas como alienígenas, dentaduras ambulantes, gigantes e velhinhos com poderes paranormais. Sem esconder os contornos surreais, Dementia 21 carrega uma forte crítica à sociedade, a partir das relações de trabalho da protagonista, a jovem Yukie Sakai, uma cuidadora de idosos. Funcionária bem-sucedida da empresa Green Net, Yukie inicia uma jornada que ganha tons de sonho, e pesadelo. Em cada capítulo, ela deve visitar a casa de seus clientes e receber boas avaliações pela prestação de trabalho. Conhecida no ramo pela excelência, ela serve sopas para os velhinhos, ajuda no banho e aplica medicação nos pacientes. O que parece uma atividade simples abre janelas para um universo perturbador e divertido. É a “paranoia elegante”, como já foi chamado o estilo de Kago. A trajetória do artista japonês nascido em 1969 tem seus pilares apoiados na reinvenção da história de seu próprio país. Em 1999, a Ohta Comics publicou uma coleção de histórias curtas de nome comprido, Shine! Greater East Asia Co-Prosperity, assinada por Kago, que resgata um movimento militar importante na história da Ásia do início do século passado. Entre os anos 1930 e 1945, os militares do Império do Japão buscaram desenvolver uma campanha para criar um bloco de nações asiáticas, livres das potências ocidentais. O preço? Ser liderado pelos japoneses. O conceito da Esfera de Coprosperidade da Grande Ásia Oriental, que está presente no título da obra de Kago, foi posto em prática pelo primeiro ministro japonês. O objetivo era unir, por meio de forte propaganda imperial, a região de Manchukuo, na Mandchúria, a China e algumas partes do sudeste asiático. Com o tempo, ficou provado que a empreitada dos japoneses serviu de fachada para manter o controle, explorar a região e manipular a economia. Em Shine!, Kago escancara com traços chocantes os bastidores dessa campanha militar que pretendia beneficiar o Japão. Escrita no mesmo formato das histórias curtas de Dementia 21, a ficção científica de 1999 propõe uma história alternativa à Segunda Guerra Mundial. Nela, as nações combatentes descobrem uma raça de gigantes-mulheres que podem ser transformadas em armas biomecânicas, como tanques e submarinos. Mais tarde, o autor retornou a esses seres em Super-Conductive Brains – Parataxis, em que as gigantes, sempre nuas, estão fundidas como máquinas na produção industrial e também presentes na sociedade, servindo como módulos de transporte, e tratadas como animais de estimação pelos humanos. Essa marca erótico-grotesca da criação de Kago se dissolve, ao menos nos traços, em Dementia 21, exceto pelo mesmo humor cáustico que rodeia a protagonista. Em um dos capítulos, Yukie vai cuidar de uma paciente com um histórico misterioso. Agraciada com poderes mentais enquanto criança, a mulher preferiu reprimir suas habilidades. Com a velhice e o esquecimento, ela vai colocar risco a vida de quem está ao seu redor, e do mundo todo. Veja tambémESTILO DE VIDAConforto nos livros: dicas do que ler durante a quarentena25 mar 2020 - 13h03 Em outra história, Yukie deve participar de um concurso para ser a melhor cuidadora de idosos. Após repetidas derrotas e a pressão da família, a jovem passa a frequentar um curso preparatório. O treinamento inclui carregar idosos por florestas atravessar rios e enfrentar jacarés, sem abandonar os clientes. Ao fim, a obsessão por cuidar transforma a garota em um monstro cuidador da terceira idade, com vocação de arma nuclear. A coletânea também debate a realidade japonesa da moradia, em um capítulo sobre um gigantesco complexo para se alocar todos os idosos, e temas delicados como o suicídio, sempre mirando a crítica social. Ao acompanhar um cliente que deseja dar um passeio de carro, os dois seguem para a via exclusiva para idosos. O homem entediado ignora as leis e passa a circular em inúmeras vias: exclusiva para fugitivos, carros funerários, alcoólatras e pessoas que morrem enquanto dirigem. Kago também quebra a quarta parede em sua trama no capítulo em que Yukie vai cuidar de um autor de quadrinhos independentes. É divertido ver a personagem sofrer duplamente as consequências de um autor que se acha acima do bem e do mal. Presa em uma narrativa que se repete, a jovem precisa entender os rumos do roteiro proposto por esse artista para se ver livre e, quem sabe virar dona da própria história. Dementia 21 Autor: Shintaro Kago Tradução: Drik Sada Edit.: Todavia (280 págs., R$ 69,90 papel; R$ 39,90 ebook) As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Ler artigo completo
  7. Today
  8. Medidas para proteger os mais afetados pela pandemia do novo coronavírus, com consequente aumento dos gastos públicos, são importantes agora, quando o país se vê ameaçado por uma grave crise econômica e colapso social. No entanto, é preciso entender que estas ações não podem ser indiscriminadas e devem ser temporárias. Tão logo a normalidade retorne ao país, os limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal e pelo Teto de Gastos precisam ser respeitados, como alerta o economista e ex-presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, em entrevista exclusiva ao Instituto Millenium. “Temos que garantir, neste momento, que os recursos cheguem para as pessoas que precisem, principalmente pela impossibilidade de trabalhar dos autônomos. Todos eles precisarão ter recursos para atravessar esse período de dificuldade. Isso vai levar a um déficit do setor público. Portanto, a forma de conciliar isso com a responsabilidade fiscal é concentrar os gastos neste ano, de tal forma que, a partir de 2021, a estrutura montada anteriormente seja respeitada”, disse. Leia também No Sul, sociedade civil se junta para unir esforços no combate ao coronavírus Proposta de empréstimo compulsório é estapafúrdia, diz Marcelo Mello Troster: “É preciso saber onde, quando e como gastar os recursos públicos” O espeta também destacou que, para minimizar os efeitos da crise do novo coronavírus na economia do país, é preciso manter o setor privado ativo de alguma forma. “A manutenção das empresas, principalmente pequenas e médias, é importante para que, quando a situação volte à normalidade, não se perca o potencial de crescimento. Precisamos chegar nas empresas que dispõem de menos recursos, chegar nos informais e nos autônomos para que eles estejam aptos a produzir assim que a economia for recuperada”. Essa concentração de gastos agora, retomando a austeridade, é fundamental para o bom andamento da economia e das contas públicas, o que ajuda, inclusive, na retomada dos investimentos. Apesar disso, no entanto, Ilan Goldfajn alerta que a rapidez dessa retomada na economia vai depender da capacidade de controle do contágio do novo coronavírus no país. Ouça a entrevista abaixo! Ler artigo completo
  9. Os estúdios de Hollywood anunciaram novos adiamentos em seu calendário de estreias por causa do coronavírus. A Universal remarcou o lançamento da animação Minions 2: A Origem de Gru, previsto para 3 de julho deste ano, nos EUA, para 2 de julho do ano que vem. A nova data também significa que a estreia de Sing 2 terá de ser adiada para o Natal de 2021, já que o dia em que os minions voltarão às telonas havia sido reservado para este filme. Já Ghostbusters – Mais Além, 3º filme da franquia, da Sony Pictures, passou para 4 de março de 2021. Veja tambémESTILO DE VIDALa Casa de Papel e Forrest Gump: as novidades do streaming em abril1 abr 2020 - 06h04 Faterhood, com Kevin Hart, é uma das apostas do estúdio para outubro de 2020. Um projeto ainda não anunciado da Sony com a Marvel também estreia em outubro de 2020, no dia 1º. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. As últimas notícias da pandemia do novo coronavírus: Mapa mostra como o Brasil e o mundo estão lidando com o novo coronavírus As fake news sobre a epidemia que estão circulando pelo mundo Até 57%: os 100 fundos que mais perderam com a crise do coronavírus Os cuidados que as empresas precisam ter com funcionários Vai fazer home office por causa do coronavírus? Confira as dicas Veja iniciativas que ajudam o empreendedorismo na crise do coronavírus Ler artigo completo
  10. Foi publicada, em 02/04/2020, a Lei 13.982 que, entre outras medidas, definiu o pagamento de um auxílio de R$ 600,00 por mês, durante o período de três meses, a um grupo de pessoas consideradas de maior vulnerabilidade socioeconômica, em razão da crise gerada pela pandemia do Covid-19. Tem direito ao auxílio o maior de 18 anos, que não tenha emprego formal. Ou seja, com registro na carteira de trabalho e que não seja titular de benefício previdenciário ou assistencial, de seguro-desemprego ou de programa federal de transferência de renda (com exceção do Bolsa Família). Além disso, também é preciso cumprir alguns critérios econômicos. Só terá direito ao auxílio quem possui renda familiar per capita de até ½ salário-mínimo, o que significa uma média de R$ 522,50, por membro da família, ou que a renda familiar mensal total seja de até 3 salários mínimos (R$ 3.135,00). Veja tambémCARREIRA6 dicas para arrumar emprego apesar da crise do coronavírus3 abr 2020 - 06h04CARREIRAO que muda com a nova MP que permite suspensão e redução de salário?2 abr 2020 - 15h04 Acrescentamos que não poderá receber o auxílio quem, no ano de 2018, recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70. Como último requisito, o candidato ao recebimento do auxílio deverá exercer atividade como microempreendedor individual (MEI), trabalhador informal, inclusive na condição de autônomo, ou ser contribuinte individual do Regime Geral da Previdência Social. Se for trabalhador informal, ainda deverá estar cadastrado no CadÚnico ou fazer autodeclaração em plataforma digital de que sua renda preenche os requisitos. No máximo dois membros da mesma família poderão receber o benefício. Se o beneficiário já receber Bolsa Família, ele poderá optar pelo auxílio de R$ 600,00, se mais vantajoso. Outra peculiaridade é quanto à mulher provedora de família monoparental, que poderá cumular o valor de dois auxílios (R$ 1.200,00). O pagamento do auxílio será feito por instituições financeiras públicas federais, que poderão fazê-lo por meio de conta, do tipo poupança social digital, de abertura automática em nome dos beneficiários, sem a cobrança de nenhuma tarifa de manutenção. Por último, vale lembrar que, embora o auxílio de R$ 600,00 já esteja previsto em lei, ainda são necessárias algumas regulamentações do Poder Executivo para poder concretizar o seu pagamento efetivo. Ler artigo completo
  11. Invadidos por uma onda de nostalgia com a chegada de A Feiticeira à TV Cultura, fomos vasculhar na internet para saber que outras séries antigas que marcaram época e que ainda valem ser vistas. Muitas estão completas nos serviços de streaming, o que já vale pensar em uma maratona para aliviar a tensão. Em tempos de isolamento social por causa do perigo iminente da pandemia do novo coronavírus, a cultura é um caminho para aproximar as pessoas, fazer com que se divirtam, se distraiam e adquiram mais conhecimento. Jeannie É um Gênio A TV Cultura trará outro clássico da telinha de volta, trata-se do seriado dos anos 1960 Jeannie É um Gênio, que estreia no dia 6 de abril, na emissora. Em uma missão, o Capitão Nelson (Larry Hagman), que é astronauta, encontra uma garrafa diferente, que desperta sua curiosidade. Ele a abre e de dentro sai Jeannie (Barbara Eden). Feliz por ser libertada, a garota, que é uma “gênia”, quer retribuir o capitão, afirmando que irá servi-lo, realizando todos os seus desejos. Mais que um presente, o militar terá muito trabalho com seu segredo. A Feiticeira Bem, como ela suscitou o tema, vamos destacar também A Feiticeira, que entrou na grade da TV Cultura, fazendo muita gente viajar no tempo. Produção dos anos 1960, passou por aqui a partir de 1965, sendo exibida em várias emissoras. As histórias diárias de um casal classe média americana, ela é Samantha (Elizabeth Montgomery), uma feiticeira que tenta ao máximo ser uma simples dona de casa. Ele é James (Dick York e depois Dick Sargent), jovem publicitário que não gosta nada de sua mulher usar seus poderes. House Nesses tempos de pandemia de coronavírus, muita gente lembrou do rabugento Dr. House. Pois essa é uma das séries que vale indicar ela está completa na Amazon Prime Vídeo. Pessoa muita vezes insuportável, mas sempre brilhante em suas soluções para casos médicos, o Dr. Gregory House gosta de ser direto em suas avaliações, seja com seus pacientes, seja com seus subordinados. Monk Também no catálogo da Amazon, a série Monk mostra o trabalho do consultor da polícia que é cheio de manias, o que sempre complica sua relação com as pessoas. Não aceita proximidade, adora estocar garrafas de água e tudo tem de estar milimetricamente arrumado. Esse é Adrian Monk, que é interpretado por Tony Shalhoub. Friends O relacionamento de altos e baixos dos amigos Rachel Green (Jennifer Aniston), Monica Geller (Courteney Cox), Phoebe Buffay (Lisa Kudrow), Joey Tribbiani (Matt LeBlanc), Chandler Bing (Matthew Perry), Ross Geller (David Schwimmer). Com uma legião de fãs, a série está completa na Netflix, e, em cada episódio, a turma surge nas mais diversas situações, boa parte delas no Central Perk, com seu tradicional sofá. Três é Demais Outra série antiguinha que está no catálogo da Netflix é Três É Demais. Produção mostra o dia a dia do viúvo Danny Tanner (Bob Saget), que precisa cuidar das três filhas, D.J. (Candace Cameron), Stephanie (Jodie Sweetin) e Michelle (Mary-Kate/Ashley Olsen). Para isso, conta com a ajuda do seu melhor amigo, Joey Gladstone (Dave Coulier), e de seu cunhado, Jesse Cochran (John Stamos). Vigilante Rodoviário Essa aqui é das antigas mesmo. Em exibição na TV Brasil, série dos anos 1960 conta as aventuras do inspetor Carlos, interpretado pelo ator Carlos Miranda, e seu fiel companheiro, o cão Lobo. O policial e seu parceiro estão sempre atentos, de olho em tudo e todos que circulam pelas rodovias de São Paulo, sempre a bordo de uma motocicleta Harley-Davidson 1952 ou de um carro modelo Simca Chambord 1959. Caverna do Dragão Um dos desenhos que até hoje suscitam discussão pode ser visto na plataforma Oldflix, que tem conteúdo com clássicos do cinema e da TV, como é o caso aqui. Série mostra as incríveis aventuras de seis crianças que tentam voltar a seu mundo após chegarem ao Reino de Dungeons & Dragons em um passeio de montanha-russa. Castelo Rá-Tim-Bum Uma criação do dramaturgo Flávio de Souza e do diretor Cao Hamburger, que contou com roteiros de Dionísio Jacob, Cláudia Dalla Verde, Bosco Brasil, Anna Muylaert e os bonecos feitos por Jésus Sêda. No seriado, Nino é um menino de 300 anos, que vive em castelo com seus tios Victor, um grande inventor, e Morgana, uma feiticeira de 5.999 anos. Mr. Bean Outro que está no YouTube é o seriado britânico Mr. Bean, que é protagonizada por Rowan Atkinson. Difícil não rir com as trapalhadas desse sujeito de fisionomia e trejeitos engraçados, que consegue transformar a mais simples situação em algo surreal. Ele mora em um pequeno apartamento na companhia de seu inseparável ursinho de pelúcia, Teddy. Mr. Bean quase não fala, ouvimos muito raramente alguns sussurros, mas suas soluções para situações complicados são sempre originais. Ler artigo completo
  12. Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cogitam adiar as eleições municipais de outubro para dezembro, devido à pandemia do coronavírus. A decisão sobre a data das votações deve ser tomada entre fim de maio e início de junho, a depender da situação sanitária do país. Ainda que o quadro não esteja definido, os ministros descartam a possibilidade de prorrogação dos mandatos atuais. Isso aconteceria se as eleições fossem reagendadas para 2021. Ou, ainda, se houvesse unificação com as eleições gerais de 2022. “A saúde pública, a saúde da população é o bem maior a ser preservado. Por isso, no momento certo será preciso fazer uma avaliação criteriosa acerca desse tema do adiamento das eleições. Mas nós estamos em abril. O debate ainda é precoce. Não há certeza de como a contaminação vai evoluir. Na hipótese de adiamento, ele deve ser pelo período mínimo necessário para que as eleições possam se realizar com segurança para a população. Estamos falando de semanas, talvez dezembro”, disse o ministro Luís Roberto Barroso, que vai presidir o TSE a partir de maio. As últimas notícias da pandemia do novo coronavírus: Mapa mostra como o Brasil e o mundo estão lidando com o novo coronavírus; As fake news sobre a epidemia que estão circulando pelo mundo; Prevenção contra coronavírus pode salvar 1 milhão de vidas no Brasil; Até 57%: os 100 fundos que mais perderam com a crise do coronavírus Os cuidados que as empresas precisam ter com funcionários; Vai fazer home office por causa do coronavírus? Confira as dicas Ler artigo completo
  13. A atividade do setor de serviços do Brasil despencou em março, sofrendo o maior tombo desde o início da pesquisa 13 anos atrás, em um retrocesso atribuído quase que exclusivamente ao fechamento de empresas e à redução da demanda do consumidor devido às medidas adotadas para contenção do coronavírus, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) nesta sexta-feira. O IHS Markit informou que o PMI de serviços do país desabou a 34,5 em março, de 50,4 no mês anterior, apontando a maior contração do setor nos 13 anos de história da pesquisa. Em março, houve cancelamento de encomendas e fechamentos de empresas, combinação que resultou no maior declínio de novos trabalhos desde o início da pesquisa, em março de 2007. As vendas para exportação também contraíram a um ritmo rápido que superou a queda no volume total de novos negócios, em meio ainda ao fechamento de fronteiras internacionais em resposta à pandemia. “Os dados de março ilustram que o fechamento de empresas, cancelamento de encomendas e recuo da demanda do consumidor em meio à emergência de saúde pública do Covid-19 se traduziram em uma rápida queda na produção do setor de serviços”, disse em nota o diretor de economia do IHS Markit, Tim Moore. Com esse cenário, os fornecedores de serviços registraram queda no número de empregos e no ritmo mais forte desde outubro de 2016, diante da necessidade de reduzir os gastos operacionais. Veja tambémECONOMIAMais de 30% das empresas sentiram impacto de coronavírus em março, diz FGV1 abr 2020 - 10h04 O setor enfrentou ainda em março forte aumento nos custos, embora a taxa de inflação de insumos tenha sido a mais fraca desde novembro. O dólar forte e o aumento nos preços de itens importados foram considerados os principais responsáveis. Assim os preços cobrados tiveram o maior aumento em três meses, com os entrevistados citando a necessidade de repasse dos custos, embora algumas empresas tenham sugerido que descontos foram oferecidos para ajudar a mitigar a queda da demanda. O futuro é incerto, com a as expectativas mais fracas desde que a pesquisa começou em 2007, diante de preocupações de que a economia doméstica levará um longo tempo para se recuperar do choque provocado pelo coronavírus. A contração recorde no PMI de serviços levou o PMI Composto do Brasil a despencar para 37,6 em março, de 50,9 em fevereiro, também o menor nível em 13 anos. A indústria também contraiu no mês, mas a um ritmo mais modesto. Ler artigo completo
  14. O Ibovespa caía nesta sexta-feira, com a piora do cenário externo, após o relatório de empregos urbanos (payroll) dos Estados Unidos surpreender negativamente os investidores.Às 11h06, o principal índice da bolsa brasileira recuava 2,31% e marcava 70.587 pontos. Bastante aguardado pelo mercado financeiro, o payroll de março apontou para uma redução de 700 mil postos de trabalho, ficando muito além da perda de 100 mil postos projetados pelo mercado. Reflexo dos impactos do coronavírus, esta foi a primeira vez em dez anos que os Estados Unidos registraram aumento do desemprego. Antes mesmo de o relatório ser divulgado, o clima no mercado financeiro já era ruim, com os principais índices futuros em queda, após os dados sobre a atividade econômica europeia ficarem abaixo do esperado. Na zona do Euro, o índice de gerente de compras (PMI) composto ficou em 29,7 pontos, bem abaixo dos 50 pontos que divide a expansão da contração. O destaque negativo ficou para o PMI de serviços da Itália, que registrou apenas 17,4 pontos. “Agora a gente começa a ter os números reais [sobre os impactos do coronavírus]”, disse Marcel Zambello, analista da Necton Investimentos. Os dados negativos ajudara a endossar a maior aversão a risco no mundo. Nos Estados Unidos, o S&P recuava 0,15%, enquanto o índice pan-europeu Stoxx 600 caía 0,38%. Por outro lado, a possibilidade de ser atenuado o conflito entre Arábia Saudita e Rússia, que envolve a produção de petróleo, impulsiona o preço da commodity nos mercados futuros, que chega a se valorizar mais de 10%. Com a alta do petróleo que vinha caindo desde que o início do conflito entre os dois países, tem ajudado as ações da Petrobras. Nesta manhã os papéis ordinários da estatal subiam cerca de 1%, apesar do cenário desfavorável no mercado. Ler artigo completo
  15. Paris – Xavier Denamur está acostumado a correr entre os cinco bistrôs populares que possui no bairro do Marais, no centro de Paris, gerenciando uma equipe de cerca de 70 garçons e chefs, e mantendo o controle sobre os clientes que lotam suas mesas durante todo o ano. Mas, recentemente, Denamur, de 57 anos, tentava lidar com uma situação que, segundo ele, se assemelhava a condições de guerra: supervisionar o fechamento abrupto de seus negócios, quando o presidente Emmanuel Macron se preparava para colocar a França em quarentena. À meia-noite, Denamur teria de esvaziar suas geladeiras de quase 20 mil euros em queijo chévre, boeuf bourguignon, patês e outras iguarias que estragariam quando a quarentena terminasse, e agora teriam de ser doadas. “Sabíamos que provavelmente haveria o fechamento, mas não achei que as coisas fossem acontecer tão rápido”, disse, com dois celulares na orelha enquanto ele e um grupo de funcionários corriam para esvaziar geladeiras e limpar os bistrôs antes que estes fechassem indefinidamente. Enquanto governos de todo o mundo fechavam cidades e fronteiras em uma corrida contra a epidemia do coronavírus, Denamur estava entre os milhares de empresários tentando gerenciar o caos e ajudar seus funcionários, tentando ao mesmo tempo calcular como se manter. Em frente a seu principal bistrô, Les Philosophes, a Rue Vieille-du-Temple, normalmente entupida de tráfego, estava vazia sob o céu encoberto, exceto por algumas pessoas com malas correndo para pegar trens ou táxis para fugir de Paris. Macron anunciou um bloqueio de 15 dias, quando as pessoas só poderão sair de casa em situações “essenciais”. “É uma situação catastrófica. Preciso ter certeza de que tudo foi providenciado”, afirmou Denamur, inspecionando o interior fantasmagórico de Les Philosophes, onde cadeiras e mesas redondas com tampo de mármore, que normalmente ficam na calçada, estavam empilhadas. Cenas semelhantes de frenesi se desenrolaram em toda a França em restaurantes, lojas e todos os tipos de comércio depois que o governo ordenou que os negócios não essenciais fechassem até segunda ordem. Os gigantes corporativos da França já tomavam providências antes do anúncio de Macron. Grandes empregadoras, incluindo as montadoras Renault e PSA Peugeot Citroën, bem como a fabricante de pneus Michelin, anunciaram que interromperiam operações nas fábricas francesas. A Air France disse que colocaria todos os seus empregados trabalhando em meio período por seis meses. Se a perspectiva de uma paralisação prolongada assusta as empresas, ela é especialmente assustadora para empregadores menores como Denamur, que têm pouco tempo para se preparar para perdas potencialmente grandes e garantir que os trabalhadores não sejam deixados em situações precárias, pois são forçados a ficar em casa. “Teria sido mais inteligente nos avisar antes”, observou Denamur, que tinha acabado de estocar queijos, carne e legumes, dos quais teve de se livrar e contabilizar como perda. Para minimizar o desperdício, ele pediu que seus empregados viessem buscar a comida que pudessem. Os moradores do bairro fizeram fila enquanto ele doava o resto. Funcionários do Les Philosophes, em ParisDmitry Kostyukov/The New York Times Xavier Denamur, dono do bistrô L’etoile ManquantDmitry Kostyukov/The New York Times Enquanto a quarentena estava marcada para duas semanas, Denamur disse que a situação era tão incerta que não contava com a reabertura antes de junho. “O queijo Roquefort pode durar todo esse tempo, mas o resto da nossa comida, não”, afirmou ele, acrescentando que havia ligado para seus fornecedores para cancelar todos os pedidos até segunda ordem. Macron disse que faria o que fosse preciso para apoiar os trabalhadores e especialmente as pequenas e médias empresas que formam a espinha dorsal da economia. “Nenhuma empresa francesa será exposta ao risco de colapso”, garantiu ele. Ele anunciou 300 bilhões de euros em garantias estatais para empréstimos a empresas, isenções fiscais e suspensão de aluguéis e contas de luz para pequenos negócios em dificuldades. O Estado pagará às empresas para manter funcionários parcialmente empregados, para não inchar as fileiras de desempregados num momento em que a Europa vive a perspectiva de uma recessão. As promessas fazem parte de uma luta ordenada dos países da União Europeia para evitar danos à economia à medida que as empresas se fecham a taxas alarmantes. A Comissão Europeia e os governos revelaram medidas de apoio fiscal no valor de quase um trilhão de euros ao todo. Mas as garantias soaram vazias na segunda-feira, quando Denamur avaliava o futuro de seu negócio. A partir da meia-noite de sábado, seus empregados foram colocados em desemprego temporário, com apenas quatro horas de aviso prévio após o decreto do governo. Denamur, que adquiriu seu primeiro restaurante na rua, Le Petit Fer au Cheval, há 30 anos, estava na região de Lot-et-Garonne, no sul da França, onde compra verduras, legumes, queijos e carnes, quando ouviu a notícia. Ele logo tomou um trem para Paris. Muitos de seus empregados trabalham nos bistrôs há anos. Denamur garantiu que continuaria a pagar o salário deles, algo que, segundo seus cálculos, poderia ser feito por cerca de dois meses. Ele os encorajou a tirar férias remuneradas primeiro, depois das quais seriam elegíveis para o desemprego técnico, que paga o equivalente ao salário mínimo da França. Apesar da promessa do governo de apoiar os empregadores, Denamur disse que não estava claro como ou quando poderia obter a ajuda financeira prometida. “O governo diz que vai reembolsar as empresas por colocar as pessoas em horários de trabalho reduzidos. Mas meus restaurantes estão fechados – os funcionários não podem trabalhar. O governo precisa ser mais claro. Os trabalhadores precisam ser tranquilizados.” Denamur conseguiu que seu contador e um inspetor apressassem a análise de sua situação financeira. Ele levantou um alçapão de metal e desceu até o porão para inspecionar uma geladeira. Milhares de euros em queijo chèvre tinham acabado de ser entregues, enquanto o leite, o patê de porco e o presunto espanhol expirariam em dois dias. Os queijos comté, do tamanho de rodas de carro, também não sobreviveriam a uma quarentena. Tudo isso, de repente, virou dinheiro perdido, e teria de ser descartado. Denamur havia ligado para a Tout Autour du Pain, uma boulangerie, para ver se a padaria estava disposta a comprar alguma coisa. Benjamin Turquier, o dono, chegou em uma pequena van. Turquier assa duas mil baguetes por dia, 1.600 das quais vão para restaurantes, disse ele. Quando chegou a ordem para fechar restaurantes, ele perdeu o negócio instantaneamente e não sabe quando vai voltar. Embora sua padaria possa ficar aberta porque é considerada um negócio essencial, “economicamente, o baque será enorme”, afirmou ele. Ofertas de crédito dificilmente pareciam úteis em um momento como este, acrescentou Turquier. “Foi-nos dito que o governo tem um plano para empréstimos fáceis. Mas eu não aceitaria um empréstimo agora – como isso ajudaria?” Enquanto ele falava, os funcionários do Denamur chegaram para pegar os alimentos das geladeiras. “Fiquem longe um do outro, para manter a segurança, por favor!”, ele gritou enquanto os funcionários carregavam pacotes de salmão, carnes e caixas de leite e queijo. Na cozinha, dois trabalhadores embalaram boeuf bourguignon e tonéis de batatas pré-fatiadas. “Assim você estará abastecido em casa por muito tempo”, disse Denamur. Ler artigo completo
  16. Na semana passada fiz um artigo sobre reflexões da minha primeira semana de home office. Nele, entre outras coisas, eu comentei que o trabalho remoto que nos foi imposto pelo novo coronavírus é uma oportunidade de nos tornarmos profissionais melhores. A pedido de alguns leitores dos meus textos, gostaria de me aprofundar neste tópico, começando por sugestões de cinco boas práticas que podem ajudar os colaboradores a conquistarem a confiança do gestor e, quem sabe, autonomia quando a pandemia der uma trégua. Seja parceiro da sua empresa e do seu gestor Por cultura, falta de estrutura, modelo de negócio ou outro motivo qualquer, muitas empresas que estavam resistentes a aderir ao home office tiveram que migrar para esse novo modelo de trabalho forçadamente, pensando no seu bem-estar e da sua família. Se esse é o caso da sua companhia, procure entender de que forma você pode colaborar para que essa transição seja leve e produtiva para todos. Tenha senso de dono Uma vez, na conversa com um gestor, ele me explicou que, quando fazia recrutamento interno, só trazia para a sua equipe profissionais que mantinham o foco, a produtividade e a qualidade dos resultados mesmo quando o líder direto se ausentava da companhia por longos períodos. Na visão dele, só interessava ter no grupo pessoas com senso de dono, engajadas na prosperidade dos negócios e sem a necessidade de micro gerenciamento de terceiros. Dessa forma, aproveite o home office para provar ao seu líder que você é capaz de produzir dentro ou fora da companhia. Cumpra seu horário de expediente É esperado que os gestores entendam que existe um cenário atípico no home office que estamos vivendo. Muitos de nós não estamos sozinhos em casa, alguns têm precisado conscientizar os filhos sobre o novo momento e ainda há a necessidade de organização mínima do espaço e da nossa alimentação diariamente. Porém, essa é a hora de mostrar ao líder nossa capacidade de organização, comprometimento e responsabilidade. Estabeleça um horário de expediente e as metas diárias, mantenha constante atenção aos e-mails e mensagens instantâneas durante o período, encontre uma forma de deixar o seu gestor atualizado sobre o desenvolvimento das principais atividades que estão sob sua responsabilidade e avise o time caso precise se ausentar por um longo período. Treine a autonomia Sabe aquelas atividades que te deixam um pouco inseguro e você só consegue desempenhar pedindo ajuda para o gestor ou algum par de trabalho? Que tal puxar a responsabilidade para si, tentar fazer sozinho e submeter o resultado à avaliação de quem te ajudava? Pode ser que nas primeiras vezes a ação precise de retrabalho, mas com o tempo tudo se ajeita e a sensação de autonomia vai ajudar bastante no dia a dia. Acredite. Reveja a qualidade das suas entregas Você é aquele tipo de profissional que só faz o que pendem ou mantém atenção para entregar um serviço de qualidade que agregue valor ao negócio? O mercado valoriza profissionais que tenham foco em resultados, superam o próprio desempenho e demonstram disponibilidade para aprender e auxiliar no desenvolvimento da organização. Aproveite as comodidades do home office para desenvolver ou aprimorar essas e outras qualificações. Eu sei que nem todo profissional atua em empresas ou tem gestores que valorizam as boas práticas que citei. Mas você não deve se ater a isso. Seja sua melhor versão e preze por manter bons contatos pessoais e profissionais, independentemente da pessoa que esteja te gerindo ou da organização na qual se encontre. Sempre terá alguém de olho em você ou pronto para te indicar a uma nova oportunidade! Aqui neste Blog, você encontra outros artigos sobre carreira, gestão e mercado de trabalho. Também é possível ter mais informações sobre os temas na Central do Conhecimento do site da Robert Half. *por Fernando Mantovani, diretor geral da Robert Half Ler artigo completo
  17. Um dos maiores acertos da Netflix retorna às telas hoje. Nesta sexta-feira (3), estreia, na plataforma de streaming, a quarta temporada de La Casa de Papel. A Parte 4 da série traz um roteiro que explora a influência dos sentimentos no desenrolar do segundo maior roubo a uma instituição espanhola. Os momentos de tensão, como de costume nas outras temporadas, são constantes, e o grupo, que conta com novos integrantes, precisa lidar com uma traição, além de um inimigo interno. A continuação da trama chega ao público durante a pandemia do novo coronavírus, que faz com que um terço da população mundial esteja em isolamento em casa buscando atividades para preencher as horas de quarentena. A situação é propícia para a alta audiência da série que já é a produção de língua não-inglesa mais vista da Netflix, e que registrou recordes de visualizações na última temporada. Aproximadamente 34 milhões de contas cadastradas no streaming assistiram à parte 3 apenas uma semana depois de sua estreia, no ano passado. A série é uma das principais produções da Netflix, que vem apostando cada vez mais em conteúdo próprio desde que a concorrência no streaming tem aumentado com a entrada de gigantes do audiovisual como Disney, Amazon e HBO. O setor é um dos poucos que pode não apenas não vai sofrer prejuízos com a crise do coronavírus como também será beneficiado com o período de isolamento social e quarentena ao qual estão submetidas cerca de 2,6 bilhões de pessoas no mundo. Isso porque a Netflix faz parte de um grupo de empresas de “ficar em casa”. Só no primeiro trimestre de 2020, o aplicativo de streaming teve mais de 59 milhões de downloads, acima dos rivais YouTube, Amazon Prime e Disney +. A Netflix também ficou em segundo lugar no quesito tempo gasto pelos usuários, atrás apenas do YouTube Kids. E as sessões de streaming de vídeo em dispositivos móveis aumentaram 31% em março. As expectativa é de que os números sigam aumentando. As projeções de instituições de saúde são de que a pandemia do novo coronavírus chegue ao seu pico global nas próximas semanas, para só então começar a estabilizar, e, por fim, apresentar uma queda. Se as estimativas se concretizarem e as quarentenas ao redor do mundo forem estendidas, tempo não vai faltar para descobrir o desfecho do segundo roubo em La Casa de Papel e ainda maratonar outras séries no streaming. Ler artigo completo
  18. O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu o pagamento da dívida do município do Rio de Janeiro com a União, paga por meio do BNDES, em razão do financiamento de obras para a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016. A decisão prevê que a verba seja destinada ao combate à pandemia do coronavírus. Em apelo ao ministro, a Prefeitura afirmou que ‘é chegado o momento de se repensar e reavaliar os custos dos eventos realizados na Cidade’. “Espetáculos globais, mundiais, mas que estão até hoje sendo suportados financeiramente, em particular os eventos olímpicos, a duras penas, somente pela população do Rio de Janeiro, estrangulada em parcelas mensais de tais contratos”. Somente até fim do ano, a cidade ainda tem R$ 787,8 milhões a pagar. A maior parte dos contratos entre o Rio e o BNDES é referente aos eventos esportivos. “O sonho não se realizou, os números mostram que foi apenas uma quimera”, afirma a Prefeitura sobre o saldo da Copa e da Olimpíada. Veja tambémBRASILBolsonaro e Crivella reforçam aliança enquanto se isolam de governadores3 abr 2020 - 06h04 Ao decidir, Fux afirmou que ‘que, na emergência de uma pandemia de proporções alarmantes, a variável tempo também se torna um recurso escasso, a impedir a adoção dos mecanismos convencionais de renegociação contratual, pensados para períodos de normalidade institucional’. “Ademais, conforme a experiência em outros países demonstra, a adoção precoce de medidas de contenção do coronavírus tem o condão de salvar milhares de vidas”. “Todavia, não se pode esquecer que medidas de contenção ao Covid-19 consistem em políticas públicas cujo implemento demanda recursos orçamentários, os quais precisam ser garantidos com a máxima urgência, a justificar, em caráter excepcional, a intervenção desta Corte”, anotou. Caso a cidade deixasse de pagar as dívidas, a União poderia bloquear seus ativos. O ministro também determinou que a instituição financeira pública e a União se abstenham de realizar a constrição. Ler artigo completo
  19. O senador José Serra (PSDB-SP), que foi ministro da Saúde entre 1998 e 2002, avalia a postura do presidente Jair Bolsonaro diante da pandemia do novo coronavírus como “inconsequente” e vê com preocupação as consequências de o país não considerar a gravidade da doença. “O presidente foi mal assessorado ao interpretar os dados iniciais dessa doença. Isso o levou a subestimar seus efeitos”, diz em entrevista à EXAME. O senador falou ainda sobre a falta de conhecimento do presidente sobre a realidade brasileira, que vai “além do prisma elitista e preconceituoso que carrega”. Quando ministro, Serra enfrentou o início do surto de dengue no Brasil. Para ele, a atuação do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, é técnica e transparente, mas há uma “certa letargia em transformar o diagnóstico e as intenções em ações efetivas”. Na entrevista, o senador analisou ainda as implicações de uma possível perda de controle da pandemia, que já matou cerca de 300 pessoas no Brasil, e apontou as urgências que a situação inédita de emergência pública de saúde necessita. Apesar do cenário dramática, no entanto, ele é otimista sobre a atuação dos gestores locais e tem a perspectiva de que o coronavírus pode deixar de legado transformador: a importância do Sistema Único de Saúde. A seguir leia os principais trechos da entrevista: Na posição de ex-ministro da Saúde, como o senhor avalia a atuação do ministro Luiz Henrique Mandetta e do Ministério da Saúde na pandemia? O Ministro está fazendo o que se espera da pasta. Uma abordagem técnica, transparente e comunicada de forma clara e frequente para toda a população, seguindo orientações da OMS e do Estado da arte da ciência. Tem atuado de forma coordenada com as secretarias de saúde locais e buscado ampla integração, sobretudo das informações epidemiológicas e dos principais gargalos do sistema de saúde, para promover ações efetivas do Ministério. Ele parece bem consciente do problema e das ações urgentes necessárias. Mas tenho sentido certa letargia em transformar o diagnóstico e as intenções em ações efetivas. Fala-se em testes em massa, mas eles não chegam. Fala-se em reforço orçamentário aos centros de saúde locais, mas eles não chegam. Nesta fase inicial, crítica e aguda do surto, o ministro precisa ganhar musculatura e ter ascensão sobre as demais pastas. Para colaborar, apresentei e o Senado já aprovou um projeto de reforço orçamentário de R$ 2 bilhões, sem condicionantes, às Santas Casas, que respondem por 50% do número de atendimentos do SUS e serão fundamentais para absorver o volume de situações emergenciais de saúde que teremos neste momento. Como o senhor vê o bate cabeça entre o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Mandetta sobre o desencontro nas recomendações de isolamento total da população? O presidente foi mal assessorado ao interpretar os dados iniciais dessa doença causada pelo novo coronavírus. Isto o levou a subestimar seus efeitos. Em um processo de contágio exponencial como este é natural que o número de casos suba muito mais rapidamente que o número de óbitos, levando a crer que se trata de uma doença branda. Os óbitos vêm apenas depois, mas também em escala exponencial. Se cometermos o equívoco de calcular a taxa de mortalidade usando duas curvas exponenciais deslocadas no tempo, vamos subestimar a doença. Esta postura fez o presidente criar uma narrativa errada de partida, inconsequente. Mostrou também que desconhece a verdadeira realidade brasileira, muito além do prisma elitista e preconceituoso que carrega dela. Temos bolsões de miséria, fragilidades sanitárias chocantes e um arranjo geográfico e familiar onde os mais carentes habitam espaços minúsculos e onde os donos das moradias são justamente os mais idosos, responsáveis também pelo acompanhamento das crianças, enquanto seus filhos trabalham. Este desconhecimento o fez também embarcar em ideias ingênuas da possibilidade de um “isolamento vertical” ordeiro no Brasil. Nem os países mais capacitados, com plena competência para realizar testes em massa e com elevado número de respiradores livres, ousam percorrer esta rota, na forma sugerida pelo Presidente, de simplesmente abrir e deixar a cargo de cada núcleo familiar o isolamento de infectados e o afastamento e proteção dos idosos do convívio familiar e social. Um verdadeiro disparate. Conjuntamente, estas atitudes criaram uma narrativa ruim para o presidente, algo que o colocou em confronto com seus ministros, com a OMS, com o estados das artes da ciência e, ao fim e ao cabo, com a realidade, exponencial, do surto, que teimará em se impor. Felizmente, em seu pronunciamento de terça-feira o presidente aparentou estar percebendo melhor esta realidade. Espero que de forma muito mais construtiva e cooperativa. Veja tambémBRASILDeisy Ventura, da USP: “Brasil está preparado para lidar com coronavírus”13 mar 2020 - 12h03ECONOMIAEconomistas concordam: isolamento agora evita economia pior no futuro2 abr 2020 - 06h04 Qual o impacto negativo desse desencontro de orientações para a população? Corremos o risco de perdermos o controle da pandemia em um país tão extenso como o Brasil? Sim, o risco é perdemos o controle e o surto contaminar nossas regiões mais frágeis, com menor disciplina ou mesmo capacidade física e econômica de atender ao disposto nos atos de isolamento social estrito. Mas precisamos enaltecer as ações tempestivas e corretas empreendidas pelos gestores locais por todo o Brasil. Os agentes da linha de frente estão fazendo um trabalho admirável e incansável de preparação e contenção do surto. Devemos a eles todos os avanços e todas as vidas que não perderemos para esta crise de saúde mundial. Como o senhor tem avaliado a resposta do Brasil para conter o avanço do coronavírus no que desrespeito à área da saúde, como liberação de leitos, mobilização de respiradores e organização do SUS? O Ministério da Saúde tem feito um bom trabalho, em articulação com as secretarias estaduais e municipais de Saúde. Acontece que o SUS foi maltratado nos últimos anos, tendo grandes dificuldades para atender as necessidades da população. Claro que, agora, a situação se agravou bastante e o Ministério da Saúde, ao lado das secretarias estaduais e municipais, está correndo atrás do prejuízo. Espero que esta experiência sirva para convencer os governantes e a sociedade brasileira da importância de ter um sistema de saúde público mais eficiente. Uma das preocupações dos espetas em saúde é que o Brasil está subnotificado sobre os reais casos de pacientes infectados pela covid-19. O senhor compartilha dessa preocupação? Como deveria estar sendo implementada essa estratégia de testes em massa? Isto está acontecendo no mundo todo. Talvez a exceção seja a Coreia do Sul. Em parte isto se deve à grande velocidade com que a epidemia se espalhou, a ponto de virar uma pandemia. E também devido ao fato de ser um vírus novo — por isso partiu-se do zero para elaborar os testes, cuja demanda mundial explodiu. Mas acho que agora a oferta está melhorando e que o Brasil vai conseguir, no curto prazo, ampliar a realização de testes em massa. Sempre lembrando da prioridade que deve ser concedida aos profissionais de saúde. Aproveito aqui para prestar a minha homenagem a todos os médicos, enfermeiras e demais profissionais de saúde, ai incluídos também todos que trabalham nos serviços de saúde, desde a recepção, segurança, limpeza, alimentação, etc. Veja tambémBRASILQuem tem fome tem pressa, diz Edu Lyra sobre medidas contra covid-191 abr 2020 - 12h04 Na condição de senador, o senhor apresentou alguns projetos de lei para minimizar os impactos do novo coronavírus no país. Quais deles são mais urgentes e por quê? Sim, todos os parlamentares e o Congresso definiram múltiplas ações buscando soluções imediatas. Por ter mais experiência, especialmente na área de Saúde, creio que fui diretamente ao ponto. De todas as ações empreendidas, creio que a mais fundamental foi o poder Legislativo dar carta branca para o Executivo federal empreender os gastos necessários para o suporte econômico do sistema de saúde e da população desassistida. Isto foi alcançado mediante a aprovação de um Decreto Legislativo pelo Congresso Nacional, que declarou a situação de calamidade e excetuou o governo das amarras orçamentárias ordinárias. Ressalto que apresentei antes um projeto similar que, acredito, tenha auxiliado a apontar o caminho. Também colaborou nesse mesmo sentido a ação cautelar do STF eximindo o executivo do cumprimento das regras fiscais ordinárias em relação a esses gastos extraordinários. Outra ação legislativa fundamental, que ainda precisamos ver em prática, foi a aprovação da renda mínima e da entrega da merenda escolar diretamente às crianças. Esta ação irá impedir que trabalhadores informais, pessoas carentes e seus filhos passem fome e sejam expostas a um custo indigno ao suportar os sacrifícios que a sociedade se impôs para ganharmos tempo e capacidade para enfrentarmos o surto e até mesmo para evitarmos que ele alcance justamente as populações mais frágeis. O poder executivo tem hoje amplo respaldo legal e republicano para empreender as ações executivas necessárias. A bola está, como sempre esteve nestes momentos, com o Presidente da República e seu colegiado de ministros, que gozam de amplo apoio, manifesto, declarado, de todos os poderes e instituições democráticas do Brasil. Cabe agora ao poder Legislativo dar capilaridade às informações e demandas de suas bases na medida em que avaliamos o surto, cobramos e direcionamos ações dos poderes executivos das três esferas de governo e, acessoriamente, seguir amadurecendo ideias e proposições que não criem atritos ou impedimentos à capacidade do Executivo de mobilizar recursos prontamente. Ler artigo completo
  20. Com a pandemia do coronavírus, empreendedores e autônomos precisam se reinventar e repensar seus negócios para continuar de pé. A quarentena e as recomendações de isolamento social impõem uma dificuldade técnica extra, já que pequenas e médias empresas não estão acostumadas a operar no comércio eletrônico. Para quatro a cada dez empresas brasileiras, as vendas realizadas em canais digitais correspondem a apenas 10% de seu faturamento. Para ajudar empreendedores e vendedores a entrarem no mundo online, algumas empresas e fintechs oferecem soluções. A Loja Integrada, por exemplo, disponibiliza uma plataforma que os ajuda a se conectar com clientes, receber os pagamentos e enviar os produtos. A plataforma é gratuita e a partir dos 50 produtos catalogados ou de 5.000 visitas, há um plano mensal de 49,90 reais. Entrar no comércio eletrônico não apenas permite que os negócios continuem recebendo receitas, mas também ajuda o varejista a expandir sua atuação. Uma loja de bairro tem clientes em um raio limitado, mas uma loja online pode alcançar consumidores muito mais distantes, diz Pedro Henrique, presidente da Loja Integrada. A plataforma está conectada a diversos serviços de entrega por motoboy, como a Loggi. Ao oferecer a plataforma de comércio eletrônico para os varejistas, Henrique percebeu que os empreendedores tinham dificuldades ainda mais profundas. “Percebemos que o desafio não é técnico, de criar a loja, mas também de atrair os consumidores”, diz. A empresa passou a criar conteúdos com dicas de venda e financeiras. A empresa faz parte do grupo Vtex, empresa de tecnologia para o comércio eletrônico, e já vendeu mais de 20 milhões de produtos na história da plataforma, com mais de 1 milhão de lojas criadas. São 600 novas lojas por dia. Nos últimos dias, a plataforma teve um crescimento de 20% em relação ao acesso ao site e mais de 46% em relação a criação de lojas virtuais. Parceria na venda online A gigante varejista Magazine Luiza também decidiu usar sua experiência em venda online para ajudar os pequenos negócios. Percebendo a necessidade neste momento de crise, a empresa decidiu antecipar seus planos e lançou, na terça-feira, a Parceiro Magalu. “Fizemos em cinco dias o que estava planejado para ser feito em cinco meses”, diz Frederico Trajano, presidente da companhia. A plataforma oferece suporte para microempreendedores individuais (MEI) e empresas com faturamento até 5 milhões de reais por ano. Por lá, os empresários podem cadastrar seus estoques de produtos no site e aplicativo do Magazine Luiza, se conectando com os mais de 20 milhões de clientes da companhia. As entregas são feitas pelos Correios, sem custo para o lojista, mas o Magu vai cobrar, por venda, uma taxa de 3,99% até o dia 31 de julho. Para as pessoas físicas, que trabalham como autônomas, a nova plataforma do Magalu oferece um sistema de comissões. As pessoas podem criar suas lojas individuais usando os mais de 7 milhões de produtos disponíveis no Magazine Luiza. A cada venda realizada, o parceiro recebe uma taxa, como acontece com as revendedoras de empresas de cosméticos. As comissões por venda variam entre 1% e 12%, a depender do produto. A cada 50 reais acumulado, o parceiro pode solicitar o repasse em sua conta, que poderá ser feito em até 34 dias . Durante a pandemia, o Magalu incentiva que os produtos sejam vendidos por meio de redes sociais individuais, como Facebook, Instagram e WhatsApp. No futuro, os parceiros poderão realizar vendas de porta em porta, com pagamento por meio do aplicativo. Veja tambémPMESebrae vai viabilizar até R$ 12 bilhões em crédito para pequenas empresas1 abr 2020 - 15h04 Experiência em pagamentos digitais O unicórnio brasileiro Ebanx também se mobilizou para ajudar os empreendedores. Especializada em pagamentos digitais, a empresa de Curitiba transformou um projeto interno de eventos em uma plataforma de lojas online. A ideia dos sócios é oferecer um sistema simplificado para os comerciantes de balcão conseguirem montar seu primeiro e-commerce. “Não é o tipo de produto que a gente queria fazer, é uma tentativa de solução”, afirma o sócio e diretor de marketing André Boaventura. A ideia da startup não foi criar “uma grande plataforma de e-commerce”, mas sim oferecer um jeito fácil e rápido de um pequeno empresário vender alguns produtos digitalmente. A plataforma, chamada de Ebanx Beep, permite expor os produtos e processar as vendas de forma 100% digital. A empresa não cobra pela criação da loja, mas fica com uma taxa de 4,9% sobre cada transação confirmada. “A ideia não é que o empreendedor cadastre 500 produtos. O nosso foco é vender produtos ou vouchers o mais rápido possível”, diz Boaventura. O cadastro leva de 15 a 20 minutos no site e pode ser feito tanto por pessoas físicas quanto empresas. A iniciativa é feita em parceria com a Visa, que já estava com o Ebanx no programa Cidades do Futuro, que leva meios de pagamentos digitais para cidades do interior do país. Além do Beep utilizar uma série de ferramentas antifraude e de autenticação das transações da Visa, a empresa também usa sua extensa base de clientes no Brasil para divulgar a nova plataforma de vendas. Segundo Fernando Teles, diretor da operação brasileira da Visa, a companhia trabalha agora em um modelo de recomendação por geolocalização. A ideia é que, em breve, uma pessoa com cartão Visa consiga receber uma informação sobre uma loja próxima que está comercializando produtos de forma eletrônica. Fora os esforços tecnológicos, companhia está intensificando também suas iniciativas de educação financeira. Na visão de Teles, é importante que as grandes empresas façam esse esforço de explicar os cuidados que os empreendedores precisam ter ao realizar vendas online. “Não é só disponibilizar o marketplace, tem que ter uma educação financeira de negócios e de comportamento digital. É hora de abraçar e acolher essas pessoas”, diz o diretor. Vitrine virtual Nem sempre uma solução completa, com pagamento e delivery, é necessária. Alguns comerciantes precisam somente de uma maneira digital de expor os produtos que costumavam estar nas prateleiras das lojas. Pensando nisso, o Olist, startup paranaense que conecta pequenos lojistas a plataformas como Amazon, Americanas e Mercado Livre, decidiu criar uma ferramenta que funcionasse como uma vitrine virtual. A plataforma, chamada Olist Shops, permite que qualquer pessoa cadastre gratuitamente seus produtos em uma loja virtual com URL único. Em três minutos, o lojista consegue cadastrar produtos e compartilhar o link de sua vitrine pelas redes sociais. O pagamento pode ser feito pela plataforma mais conveniente ao vendedor e ao cliente. A empresa, que recebeu investimento de 190 milhões de reais do Softbank em outubro do ano passado, não pretende lucrar com a nova ferramenta. A ideia dos sócios é expandir a capilaridade de atuação da empresa no país e ajudar no momento de crise. “No Shops, o produto vai se manter gratuito por o maior tempo possível, queremos estar presente em várias cidades”, diz Tiago Dalvi, fundador da startup. Aos poucos, a equipe da startup adiciona novas funcionalidades ao serviço. Na semana passada, uma ferramenta para ajudar na gestão de vendas foi incorporada ao sistema, ajudando o lojista a controlar melhor o que entra e saí da loja virtual. A meta da empresa é seguir aperfeiçoando o Shops conforme as demandas dos empreendedores aparecerem. Veja tambémPME“Salve os empregos para salvar seu negócio”, diz Semenzato30 mar 2020 - 12h03 Antecipar vendas Para os pequenos negócios ou prestadores de serviço que não conseguem oferecer nada online, algumas startups criaram soluções para tentar antecipar vendas do futuro. Dessa forma, o consumidor pode adiantar a compra de um serviço ou produto que será consumido quando o período de isolamento terminar, como um corte de cabelo ou uma refeição em um restaurante próximo ao trabalho. A fintech Cora, em parceria com o Apontador, Omie, NFe.io, Conube e Tegra, criou a página Compre dos Pequenos, para facilitar as transações. Pelo site, os lojistas podem se cadastrar e oferecer os cupons para clientes. Assim que a compra é confirmada, o valor integral é repassado ao lojista, sem a cobrança de nenhuma taxa extra do cliente. A Todo Cartões, startup que opera o cartão presente de varejistas como Ri Happy, Riachuelo e Centauro, lançou uma estratégia similar. Pelo site Todos Presentes, é possível comprar um cartão que poderá ser usado em compras futuras. Em até dez dias, o comerciante recebe o repasse da compra. O único custo que ele tem é a taxa da operação de cartão de crédito. Até agora, mais de 167 lojistas usaram o serviço. João Espíndola, presidente e fundador da empresa, diz que na primeira semana de uso, a plataforma já levantou mais de 45 mil reais em vendas. O café Funny Feelings, por exemplo, conseguiu vender na loja virtual 10 mil reais em apenas quatro horas, garantindo o dinheiro necessário para a folha de pagamento da empresa. “A Todo Cartões não está lucrando nada com esse projeto, nosso intuito é ajudar o mercado a superar a crise”, diz Espíndola. Ler artigo completo
  21. O poço É preciso preparar o estômago para o último longa do cineasta espanhol Galder Gaztelu-Urrutia mesmo em situações normais. Em tempos de confinamento, o filme talvez deva ser evitado por espectadores mais sensíveis. Mais visto da Netflix nas últimas semanas, ele apresenta uma prisão vertical com uma cela por andar, cada uma destinada a dois prisioneiros. Todas são interligadas por um buraco, a rota de uma plataforma que carrega a comida e não para mais que dois minutos em cada andar. “Há três tipos de pessoas”, diz um dos personagens, ao explicar a dinâmica da soturna prisão. “As de cima, as de baixo e as que caem”. Onde assistir: Netflix Cena do filme O PoçoNetflix/Divulgação Ugly Delicious, 2ª temporada No primeiro episódio da nova temporada, David Chang parte do princípio de que um restaurante, de certo ponto de vista, nada mais é que o bebê de um chef. Demanda atenção 24 horas por dia, consome sua vida completamente e só faz sentido porque há muito amor envolvido. Mas e quando aparece um bebê de verdade na vida de um cozinheiro? Ao se ver nesse papel, o mandachuva do Momofuku reflete sobre o tema com colegas que enfrentaram o mesmo desafio. Nos outros três episódios da segunda temporada de “Ugly Delicious” Chang se debruça sobre a comida indiana, as casas de carne americana e os estabelecimentos que cozinham carnes em espetos verticais. Onde assistir: Netflix David Chang, do Ugly DeliciousNetflix/Divulgação Lost Girls – os crimes de Long Island Com direção de Liz Garbus, que assina os documentários “What Happened, Miss Simone?” e “The Farm: Angola, USA”, pelo qual foi indicada ao Oscar, “Lost Girls – os crimes de Long Island” é inspirado numa história real. Acompanha uma mãe desesperada para encontrar a filha desaparecida, mas para quem ninguém dá a mínima, principalmente a polícia, por se tratar de uma garota de programa. Descobre-se, porém, que várias garotas tiveram o mesmo fim. O elenco é liderado por Amy Ryan, Gabriel Byrne e Thomasin McKenzie, a garota judia de “Jojo Rabbit”. Onde assistir: Netflix Lost Girls – os crimes de Long IslandNetflix/Divulgação ZeroZeroZero A série é inspirada do livro homônimo de Roberto Saviano, o mesmo de “Gomorra”, que documenta a atuação das máfias italianas e a relação delas com as instituições do país. O tema principal da outra obra é a cocaína, o que faz com que o seriado derivado dela resvale no narcotráfico. A origem de tudo é um carregamento da droga em direção à Europa, comprado por um cartel italiano. No elenco, Gabriel Byrne, Andrea Riseborough e Dane DeHaan. Onde assistir: Amazon Prime ZeroZeroZero, da Amazon Prime VideoAmazon/Divulgação Ler artigo completo
  22. O YouTube Brasil vai reunir um time de criadores de conteúdo em um vídeo ao vivo no próximo domingo (5), a partir das 10h. Apresentada pela jornalista Nathalia Arcuri, a transmissão tratará sobre a saúde financeira, física e mental durante a crise da quarentena imposta pela pandemia do novo coronavírus. O vídeo ao vivo será transmitido tanto no canal do YouTube Brasil quanto no Me Poupe!, de Arcuri. Para discutir sobre saúde em tempos de covid-19, Jean Carlo Gorinchteyn, infectologista do Hospital Emílio Ribas, e a comunicadora e youtuber Gabi Oliveira. O tema saúde mental será abordado com os convidados Cátia Damasceno, espeta em sexualidade, Gisele Isquierdo, psicóloga, a criadora de conteúdo Nátaly Neri e membros do canal de YouTube FitDance. Tópicos como ansiedade, efeitos do isolamento social estarão em pauta e equilíbrio físico e mental. A parte final da transmissão terá participações de Emicida, Blogueira Baixa Renda e Mandy Candy, que discutirão sobre o impacto da pandemia do novo coronavírus para a classe C, além de dar dicas para pequenos empreendedores. O vídeo terá duração estimada de duas horas. O YouTube também estimula a colaboração de criadores de conteúdo de canais diferentes para falar sobre o impacto do novo coronavírus no Brasil e no mundo. Alguns dos participantes serão o biólogo e pesquisador Átila Iamarino (Nerdologia), os criadores de conteúdo Nilce Moretto e Leon Martins (Cadê a Chave e Coisa de Nerd) e Peter Jordan (Ei Nerd), o humorista Fabio Porchat e o criador do canal Nostalgia Felipe Castanhari. As últimas notícias da pandemia do novo coronavírus Mapa mostra como o Brasil e o mundo estão lidando com o novo coronavírus; Revisada por cientistas, vacina contra covid-19 se mostra promissora; Prevenção contra coronavírus pode salvar 1 milhão de vidas no Brasil; Por que os homens têm mais risco de morte por covid-19?; Estudo liga coronavírus a novo problema de saúde; Estudo mostra sintoma inicial mais comum do contágio pelo coronavírus; As vítimas do coronavírus: qual é o perfil dos mortos no Brasil?; O novo coronavírus pode chegar à sua casa pela sola do sapato?; Pesquisadores descobrem como corpo humano combate o coronavírus; Estudo mostra que novo coronavírus não foi criado em laboratório; Ler artigo completo
  23. O presidente Jair Bolsonaro reforçou que as questões do “vírus e desemprego não podem ser tratadas de forma dissociada” no Brasil e defendeu o afrouxamento das regras de quarentena. Segundo o presidente, se a partir da próxima semana “não começar a voltar o emprego, vou ter de tomar uma decisão”. Entre as alternativas, Bolsonaro, em entrevista à rádio Jovem Pan sugeriu “numa canetada” autorizar o retorno às atividades dos comerciantes, que, segundo o presidente, “levaram uma paulada no meio da testa com as medidas tomadas por alguns governadores”. “Eu tenho um projeto de decreto pronto para ser assinado, se for preciso, que considera como atividade essencial toda aquela indispensável para levar o pão para casa todo dia”, afirmou o presidente. Segundo o presidente, “enquanto o Supremo ou o Legislativo não suspender os efeitos do meu decreto, o comércio vai ser aberto. É assim que funciona”. Bolsonaro ainda disse que não montou um Ministério “colado” ao Legislativo e descartou que os militares possam atuar na reabertura do comércio. O presidente voltou a pedir que os governadores e prefeitos revejam as posições sobre o isolamento. “Mais prudente seria abrir de forma paulatina o comércio a partir da próxima semana”, disse o presidente. Veja tambémBRASILBolsonaro diz que “falta humildade” a Mandetta2 abr 2020 - 20h04BRASILMinistério da Saúde descobre que coronavírus chegou ao Brasil em janeiro2 abr 2020 - 19h04 Bolsonaro defendeu que as políticas de isolamento podem levar ao aumento do número de mortes por causa das políticas de quarentena. “Quando você isola e leva ao desemprego, junto do desemprego vem a subnutrição, o organismo fica mais debilitado. Essa pessoa vai ficar mais propensa a contrair um vírus – esse próprio aí, o coronavírus -, que terá uma letalidade até maior” defendeu o presidente. “Entre morrer de vírus e uma parcela maior que poderá morrer de fome, depressão e suicídio, há uma diferença muito grande”, disse. O posicionamento do presidente vai contra todas as indicações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do próprio Ministério da Saúde, que defendem a quarentena e o isolamento social para conter o vírus que já infectou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo. Líderes de diversos países estão defendendo e cumprindo a quarenta com o fechamento de comércio e de atividades, liberando apenas serviços essenciais. Os esforços buscam conter a disseminação do coronavírus. No Brasil, ainda não foi atingido nem o pico da doença e médicos, em reunião com o presidente, afirmaram ao líder do Executivo que não é possível acabar com o isolamento neste momento. Ler artigo completo
  24. Yesterday
  25. Diante da pandemia do novo coronavírus e da quarentena imposta em cidades brasileiras, hotéis famosos estão suspendendo seu funcionamento. Os setores turístico e hoteleiro são dois dos mais afetados pela pandemia. Com voos cancelados e sem turistas, não há trabalho a fazer na maioria dos estabelecimentos. Segundo estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o setor de turismo no Brasil perdeu R$ 2,2 bilhões na primeira quinzena de março. O volume de receita encolheu 16,7% em relação ao mesmo período em 2019. No Rio de Janeiro, 56 hotéis já anunciaram o fechamento temporário. Entre eles estão hotéis de renome, como Fasano, Mercury, alguns da rede Windsor e o Sheraton. A rede Íbis também anunciou a suspensão dos serviços. Os dados são da Associação Brasileira de Hotéis (ABIH-RJ). O Louvre Hotels Group do Brasil também anunciou que vai suspender a recepção de novos hóspedes em abril, em oito unidades espalhadas pelo Brasil. As unidades afetadas são: Royal Tulip Brasília Alvorada, Royal Tulip JP Ribeirão Preto, Golden Tulip Natal Ponta Negra, Golden Tulip São José Dos Campos, Golden Tulip Goiânia Address, Tulip Inn São Paulo Paulista, Tulip Inn Sete Lagoas e Soft Inn Maceió Ponta Verde. Outras seis unidades do grupo operarão de forma limitada e seguindo as orientações de saúde e segurança dos órgãos competentes. Em Pernambuco, hotéis como Atlante Plaza, Summerville, Vivá, Kembali, Armação, Orange Hotel de Itamaracá e Amoaras Resort paralisaram as atividades diante da pandemia. Ler artigo completo
  26. A Usiminas anunciou nesta quinta-feira, 02, medidas para mitigar os efeitos do novo coronavírus. Segundo fato relevante, a siderúrgica vai paralisar temporariamente as operações dos altos-fornos 1 e 2 de Ipatinga, Minas Gerais, e as atividades da aciaria 1. Em Cubatão, na Baixada Santista, a produção de laminados também será suspensa. Conforme antecipado pela reportagem da EXAME no último dia 24, as siderúrgicas vinham estudando medidas drásticas para enfrentar a crise atual, o que incluia a paralisação de fornos. Diante da queda da demanda e a paralisação de inúmeras indústrias no país, a falta de pedidos se tornou uma realidade para todo o setor. Entre as medidas adotadas a partir do mês de abril pela Usiminas em Ipatinga, estão a paralisação temporária das operações dos altos-fornos 1 e 2 e das atividades de uma das aciarias (1). O alto-forno 3 (maior deles), a aciaria 2, as laminações e as galvanizações terão atividades mantidas. Veja tambémNEGÓCIOSOnde fica a Petrobras na batalha entre russos e sauditas pelo petróleo?2 abr 2020 - 15h04 Em decorrência das novas medidas, a empresa informou que irá utilizar bancos de horas, readequação de efetivo de terceirizadas, alteração na tabela de turno, bem como a extensão de home office e concessão de férias coletivas. Já na usina de Cubatão, a produção será suspensa com a antecipação de férias por 30 dias. “A Usiminas reitera que as medidas têm caráter temporário e o objetivo de ajustar sua produção à atual demanda de mercado”, diz a empresa em nota. A siderúrgica destacou, porém, que continua recebendo pedidos que venham a ser feitos durante esse período e que “está preparada para retomar, com agilidade, o ritmo de produção de acordo com a demanda futura”. Ler artigo completo
  27. Após ter sido proibido judicialmente de realizar campanhas publicitárias contra medidas de isolamento durante a pandemia do coronavírus, o governo federal adotou um novo slogan: “Ninguém Fica Para Trás“, baseado em uma fala recente do presidente Jair Bolsonaro. Na semana passada, uma campanha com o mote “O Brasil Não Pode Parar” foi barrada na Justiça e teve publicações apagadas. A conta da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da Secom no Twitter já fez três publicações com o novo slogan. “NINGUÉM FICA PARA TRÁS! Essa frase, muito usada para expressar a honra e a fidelidade entre militares, tem sido o ponto de partida dos trabalhos do Governo Federal. A determinação do presidente @jairbolsonaro, desde o início, é de que NENHUM BRASILEIRO SERÁ DEIXADO PARA TRÁS”, diz um texto, publicado na noite de quarta-feira. Na quinta-feira, outro texto foi usado com o mesmo mote, agora em forma de hashtag: “Desde o início, todos os esforços para repatriar brasileiros mundo afora. R$ 750 bilhões já foram mobilizados pelo Governo Federal para combater a pandemia e suas consequências sanitárias, sociais e econômicas. #NinguémFicaPraTrás!”. Veja tambémBRASILSTF proíbe que Bolsonaro faça campanha para população furar isolamento31 mar 2020 - 21h03BRASILBolsonaro abaixa tom: prevenção importa, mas emprego deve ser preservado31 mar 2020 - 20h03 No mesmo dia, a hashtag também foi utilizada para divulgar um vídeo do ministro da Economia, Paulo Guedes. Nesta quinta, voltou a ser usada novamente, para divulgar uma declaração de Bolsonaro, junto a outro slogan semelhante: #NenhumBrasileiroFicaPraTrás. Na semana passada, a Secom realizou ao menos duas postagens, no Twitter e no Instagram, com o slogan “O Brasil Não Pode Parar”. As publicações, contudo, foram apagadas posteriormente. Um vídeo com a mesma mensagem também chegou a ser produzido, mas não foi divulgado oficialmente. No sábado, a Justiça Federal do Rio de Janeiro proibiu a União de divulgar a campanha publicitária com o slogan. Depois, na terça-feira, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu que o governo federal contratasse qualquer campanha contra medidas de isolamento. A Secom alegou que o vídeo foi “produzido em caráter experimental, portanto, a custo zero e sem avaliação e aprovação da Secom”. Também negou a existência de “qualquer campanha publicitária ou peça oficial” do órgão intitulada “O Brasil Não Pode Parar”, mas não comentou as publicações apagadas. As últimas notícias da pandemia do novo coronavírus: Mapa mostra como o Brasil e o mundo estão lidando com o novo coronavírus; As fake news sobre a epidemia que estão circulando pelo mundo; Prevenção contra coronavírus pode salvar 1 milhão de vidas no Brasil; Até 57%: os 100 fundos que mais perderam com a crise do coronavírus Os cuidados que as empresas precisam ter com funcionários; Vai fazer home office por causa do coronavírus? Confira as dicas Ler artigo completo
  28. O fundo soberano da Noruega, o maior do mundo, perdeu um recorde de 1,17 trilhão de coroas (113 bilhões de dólares) no primeiro trimestre com o choque econômico causado pela pandemia de coronavírus, que levou a uma onda vendedora nos mercados acionários globais. A perda ocorre em um momento histórico para o fundo, pois, pela primeira vez, em breve poderá ser necessário liquidar ativos para cobrir as medidas de gastos emergenciais da Noruega. Durante o primeiro trimestre, as retiradas do governo atingiram 67 bilhões de coroas. E esse número deve crescer drasticamente em abril. O fundo teve perda de 14,6% no primeiro trimestre. As ações se recuperaram nos últimos dias de março, quando o investidor foi avaliado em 10 trilhões de coroas (972 bilhões de dólares). Como resultado, o retorno não foi tão ruim quanto temido há apenas uma semana. A carteira de renda variável mostrou queda de 21,1%, enquanto os investimentos em renda fixa tiveram ganho de 1,3%. A queda trimestral foi mais forte do que os 10,3% que o fundo perdeu nos últimos três meses de 2008, no auge da crise financeira. O retorno anual foi recorde no ano passado, segundo divulgado há apenas algumas semanas, o que mostra a velocidade com a qual a pandemia sacudiu os mercados. “A situação do mercado é muito desafiadora”, disse Yngve Slyngstad, diretor-presidente do Norges Bank Investment Management. “No entanto, o fundo tem um horizonte de longo prazo.” Ler artigo completo
  1. Load more activity
×
×
  • Create New...