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  2. Mendoza – O presidente Michel Temer afirmou nesta sexta-feira, 21, durante discurso da 50ª Cúpula do Mercosul, que a situação na Venezuela está sendo acompanhada e que um ponto crucial do resgate da essência do Mercosul é o fortalecimento do compromisso democrático do bloco. “O Mercosul não se esgota em sua dimensão econômico-comercial, por mais relevante que ela seja. O Mercosul também diz respeito a valores. Diz respeito ao apego de nossos povos à separação e à harmonia entre os Poderes; à liberdade plena de opinião e de imprensa; às garantias individuais; aos direitos humanos em sua totalidade. Diz respeito ao apego inegociável que temos, em uma palavra, à democracia”, disse Temer em Mendoza (Argentina) . Segundo Temer, coexistem hoje na região governos de diferentes inclinações políticas e “é natural e saudável que seja assim”. “O fundamental é que haja respeito mútuo e que sejamos capazes de convergir em função de objetivos básicos. E, é claro, que se observe o primado do Estado democrático de Direito”, afirmou. “Nessa perspectiva, é com grande preocupação que acompanhamos a situação na Venezuela. Somos profundamente sensíveis à deterioração do quadro político-institucional, às carências sociais que, nesse país amigo, ganham contornos de crise humanitária”, disse Temer. O presidente destacou ainda que já não há mais espaço, na América do Sul, “para prisões arbitrárias, para medidas de repressão política, para atitudes e atos incompatíveis com os preceitos democráticos. Já não há mais espaço para governos indiferentes à própria sorte de seu povo”. “No Brasil continuaremos ao lado do povo da Venezuela pelo restabelecimento irrestrito das liberdades em seu país. Estamos – e continuaremos – prontos e dispostos a unir nossa voz àquela de nossos vizinhos que reclamam a volta da democracia.” Temer, que assumirá nesta sexta, por seis meses, a presidência do bloco, disse ainda que essa é a postura do Mercosul em seu conjunto. “Nossos chanceleres reconheceram formalmente a ruptura da ordem democrática na Venezuela. Nossa mensagem é clara: conquistamos a democracia, em nossa região, com grande sacrifício, e não nos calaremos, não nos omitiremos frente a eventuais retrocessos”. Ao fim da reunião os presidentes dos países membros do Mercosul assinarão um documento para retificar a preocupação com a Venezuela. Vocação original Temer afirmou que a presidência argentina do bloco foi das mais produtivas dos últimos temos e que convergindo em visões e em propósitos, os Estados fundadores do Mercosul estão resgatando a vocação original do bloco. “A vocação para o livre mercado, para a democracia, para os direitos humanos. O Mercosul é o que fazemos dele. Revitalizar o Mercosul tem sido possível porque vivemos, em cada um de nossos países, momentos modernizadores”, disse o presidente brasileiro. Temer disse ainda que no Brasil “rejeitamos as soluções mágicas, que não se sustentam no tempo” e que seu governo opta pelo caminho do diálogo e da responsabilidade com o Congresso e a sociedade. “Responsabilidade no trato da coisa pública inclusive, e isto é fundamental, no trato das contas públicas”. O brasileiro disse ainda que continuará o trabalho feito pelo colega Mauricio Macri e que a presidência brasileira se orientará por essas marcas do diálogo e da responsabilidade. “Essas são nossas respostas aos desafios que enfrentamos internamente. Essas são nossas respostas aos desafios de um mundo onde persistem tendências desagregadoras”, afirmou. Ao comentar o surgimento do bloco, Temer lembrou que a ideia inicial era justamente os países levarem adiante uma ampla agenda de transformações. “Deixávamos para trás regimes autoritários, buscávamos construir economias mais abertas e competitivas. E entendemos que, juntos, poderíamos fazer mais e melhor”, disse. “A História não se repete, e as circunstâncias, hoje, são diferentes, mas o ímpeto de andarmos para frente de mãos dadas, com coragem e sem ilusões, volta a mover-nos. E os resultados se fazem sentir, completou. Segundo Temer, ao retomar o rumo de sua origem, o Mercosul conseguiu nos últimos meses desbloquear canais de entendimento e vencer obstáculos “ao processo decisório”. Na sua avaliação, já houve resultados concretos. O presidente ressaltou a assinatura do Protocolo de Cooperação e Facilitação de Investimentos do Mercosul e disse que o acordo amplia a segurança jurídica e facilita os investimentos entre os países. “É contribuição adicional para nossa meta de criar mais crescimento, mais empregos, mais renda”. Segundo ele, durante reunião do G-20, na Alemanha, Macri sugeriu que fossem utilizados os consulados para que os governos conseguissem trabalhar juntos. “Fui informado pelo Aloysio (Nunes, ministro das Relações Exteriores) que já escolhemos dois consulados para começar o programa: Vancouver e Amsterdã”, disse. Macri Em discurso de abertura da 50ª Cúpula do Mercosul, o presidente da Argentina, Mauricio Macri, também citou a situação da Venezuela e disse que espera que o país liberte os presos políticos e encontre a paz. Segundo Macri, serão reforçados os grupos de contato com os venezuelanos para “mediar o novo processo de diálogo e negociação entre as partes em conflito”. Ao final cúpula, que está sendo realizada hoje em Mendoza, na Argentina, os chefes dos países membros do bloco irão assinar um documento em que reclamarão da situação da Venezuela. O texto será firmado por Macri, Temer, Horacio Cartes (Paraguai) e Tabaré Vázquez (Uruguai). A Venezuela está suspensa do grupo desde dezembro de 2016. O Mercosul iniciou a aplicação ao país do Protocolo de Ushuaia em abril passado, numa reunião de chanceleres ocorrida na Argentina logo após a Corte Suprema haver assumido os poderes da Assembleia Nacional. Naquele encontro, ficou acertado que seria dado o passo seguinte, que seria fazer consultas à Venezuela. No entanto, elas não foram realizadas. O Brasil passa a ocupar nesta sexta-feira, por seis meses, a presidência do Mercosul e pretende agilizar os preparativos para aplicar a cláusula democrática contra a Venezuela diante do avanço da proposta de realização da assembleia constituinte, da dura repressão às manifestações da oposição e do crescimento do número de presos políticos. Em seu discurso inicial, Macri destacou também alguns avanços de sua presidência no bloco durante o primeiro semestre deste ano e afirmou que acredita que a participação do Mercosul no mercado mundial deve aumentar significativamente. Segundo ele, uma das prioridades de sua gestão foi o foco em ampliar e buscar novos acordos comerciais. Arquivado em:ECONOMIA Ler artigo completo
  3. Roma – O papa Francisco doou 25 mil euros à Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) em apoio as pessoas afetadas pela fome no leste da África. Em comunicado, o organismo informou que o pontífice, em uma medida “sem precedentes”, decidiu contribuir com um programa da agência que distribui sementes para famílias de zonas rurais da região e que sofrem o impacto dos conflitos e da seca. O observador permanente da Santa Sé perante os organismos da ONU em Roma, monsenhor Fernando Chica, enviou uma carta ao diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, anunciando o gesto do papa. Francisco se comprometeu no dia 3, em uma mensagem à Conferência da FAO a fazer uma doação “simbólica” com para incentivar os governos a apoiar a resposta de emergência frente às crises alimentares. À época, ele atribuiu a fome no mundo à falta da cultura da solidariedade, bem como à inércia “de muitos” e ao “egoísmo de uns poucos”. Em fevereiro deste ano a fome foi declarada em algumas áreas do Sudão do Sul e, ainda que a situação tenha melhorado devido à resposta humanitária, 6 milhões de pessoas lutam para ter algum tipo de comida diariamente no país, que está em guerra. Em um panorama mais amplo, a quantidade de pessoas que precisa ajuda humanitária aumentou 30% desde o final de 2016, chegando a 16 milhões, na Somália, na Etiópia, no Quênia, na Tanzânia e em Uganda, principalmente pelo efeito da seca. A FAO calcula que a fome voltou a aumentar e já atinge mais de 800 milhões de pessoas no mundo todo, depois de anos de avanços, o que complica ainda mais o desafio proposto a comunidade internacional de erradicar esse mal até 2030. Veja também MUNDODepois de 25 anos de queda, fome volta a aumentar no mundo3 jul 2017 - 18h07 MUNDOONU alerta para risco de mortes em massa por fome na África11 abr 2017 - 16h04 Arquivado em:MUNDO Ler artigo completo
  4. O porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, apresentou nesta sexta-feira sua demissão, em desacordo com a decisão do presidente Donald Trump de nomear um novo chefe de comunicações, segundo a imprensa local. Spicer, de 45 anos, se tornou uma figura notória pelo espírito agressivo com que defendeu as decisões do governo. Segundo a imprensa, decidiu dar esse passo ante o anúncio de Anthony Scaramucci será o novo chefe de comunicações da Casa Branca. Veja também MUNDOMembro da equipe de defesa de Trump renuncia21 jul 2017 - 13h07 MUNDOOs 6 (turbulentos) meses da presidência Trump em números20 jul 2017 - 10h07 Arquivado em:MUNDO Ler artigo completo
  5. São Paulo – A Localiza deve elevar no segundo semestre, ante a primeira metade do ano, o volume de carros seminovos vendidos, para manter a idade média de 13 meses da frota da companhia de aluguel de automóveis e gestão de frotas. Segundo o diretor financeiro da Localiza, Roberto Mendes, “no segundo semestre vamos ter que vender um volume maior de carros já que compramos 60 mil carros no segundo semestre do ano passado e queremos manter a idade média dos carros vendidos em 13 meses”, disse o executivo durante teleconferência com analistas. No primeiro semestre deste ano, a companhia vendeu 40,5 mil carros. Para o segundo semestre, o Mendes estimou o volume a ser vendido em perto de 60 mil carros, já que a empresa comprou cerca de 57 mil veículos no segundo semestre de 2016. Arquivado em:NEGÓCIOS Ler artigo completo
  6. Brasília – O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, voltou a fazer um apelo para que o Congresso Nacional colabore com a aprovação das reformas propostas pelo governo, mas, principalmente, que não aprove medidas que reduzam as receitas da União – em referência a tentativas de desfigurar o Refis e adiar a reoneração da folha de pagamento para o próximo ano. “É muito importante que não tenhamos novas frustrações de receitas em virtude de alterações legislativas”, disse o ministro nesta sexta-feira, 21. Dyogo também recomendou que as pessoas físicas e empresas façam suas adesões ao Refis até o fim de agosto, dentro do prazo original da MP que reeditou o parcelamento de débitos. “As mudanças tentadas pelo Congresso não têm efeito imediato. Recomendo que as empresas façam adesão ao Refis até 31 de agosto, pois até lá as condições não serão alteradas”, completou. O ministro alertou ainda que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) obrigará a equipe econômica a recomendar que o presidente Michel Temer vete qualquer alteração no projeto do Refis que implique em perda de receitas. “Já no caso da reoneração da folha, há decisões judiciais que forçaram à redução da estimativa de arrecadação”, contrapôs. Credibilidade O ministro também disse que as medidas de contingenciamento adicional de despesas e de aumento de impostos nos combustíveis não devem ter impacto significativo nas projeções para o crescimento da economia em 2017. “Tanto que mantivemos a expectativa de alta do PIB em 0,5% este ano. A não adoção de medidas derrubaria a credibilidade da política econômica, e isso sim teria impacto no crescimento”, afirmou. Questionado pela imprensa, o ministro não informou a estimativa do impacto do aumento do PIS/Cofins sobre os combustíveis para a arrecadação de 2018. “Esse impacto virá no Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2018, que será divulgado em agosto”, respondeu. Durante a coletiva, o ministro insistiu que o governo tem feito o possível para conter as despesas discricionárias e repetiu que a despesa que cresce de maneira destoante é a da Previdência – que reponde por 57% do gasto federal. Arquivado em:ECONOMIA Ler artigo completo
  7. São Paulo – O governo confirmou ontem que vai aumentar impostos sobre combustíveis e deu hoje detalhes da decisão. Entenda o que está acontecendo: Qual foi o aumento de impostos? A alíquota do PIS/Cofins para a gasolina mais que dobrará, passando dos atuais R$ 0,3816 por litro para R$ 0,7925 por litro. O litro da gasolina vai ficar até R$ 0,41 mais caro nas bombas caso haja repasse integral ao consumidor. Ela também sobe de R$ 0,2480 para R$ 0,4615 para o diesel nas refinarias. Para o litro do etanol, a alíquota passará de R$ 0,12 para R$ 0,1309 para o produtor. Para o distribuidor, a alíquota, atualmente zerada, aumentará para R$ 0,1964. Quando ele entra em vigor? Imediatamente. A equipe econômica optou por subir o PIS/Cofins justamente porque não precisa ser aprovada pelo Congresso e a entrada de recursos é instantânea. Outra vantagem é que ela não precisa ser repartida com Estados e municípios. Uma nota da Frente Nacional de Prefeitos reclama que “a crise afeta todos os entes federados e as soluções deveriam contemplar esse cenário”. Recursos com uma alta da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) só entrariam em vigor após 90 dias e teriam que ser repartidos com Estados e municípios. Por que esse aumento agora? A cada 2 meses, o governo precisa detalhar para o Congresso como está o andamento das receitas e despesas previstas para o ano. Com a crise política e a fraqueza da retomada, os números de arrecadação vem decepcionando e as alternativas estavam se esgotando. O governo decidiu reverter as desonerações da folha de pagamento criadas em 2011, mas o Congresso adiou a reoneração para 2018. Com isso, o governo não vai mais poder contar com R$ 2 bilhões previstos para este ano. O governo avaliou que a alta de impostos seria menos pior do que rever a meta de déficit de R$ 139 bilhões para o ano. A revisão era comum no governo anterior e causava turbulência no mercado. Quanto a alta de impostos vai render para o governo? O governo federal prevê arrecadação de R$ 10,4 bilhões em 2017, sem divulgar estimativa para 2018. Não seria melhor cortar gastos? Em princípio sim. Historicamente, o Brasil reagia a crises com aumento da carga tributária e o governo de Michel Temer disse que dessa vez seria possível evitar altas de impostos. Parte dessa estratégia foi aprovar um teto de gastos atrelado à inflação com validade para 20 anos e propor uma reforma da Previdência. Mas no curto prazo há um limite, já que 90% dos gastos são obrigatórios por lei e alguns deles estão em trajetória de crescimento forte – especialmente os da própria Previdência. Os outros 10% sujeitos a cortes já voltaram para o patamar de 2010. Ainda assim, a alta de impostos foi acompanhada de um novo corte de R$ 5,9 bilhões, elevando o contingenciamento total do ano para R$ 44,9 bilhões. A alta de impostos não vai aumentar a inflação? Sim. Os economistas estimam que a alta deve colocar algo entre 0,50 e 0,60 ponto percentual na taxa do ano, mas isso não preocupa o governo no momento porque a inflação tem estado muito fraca. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) teve deflação de 0,18% em julho, a maior queda de preços em 14 anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa acumulada em 12 meses desacelerou de 3,52% em junho para 2,78% em julho, a mais baixa desde março de 1999. O Comitê de Política Monetária do Banco Central decide a taxa de juros nos dias 25 e 26 de julho. A taxa está atualmente a 10,25% ao ano e as últimas estimativas preveem que o ritmo de corte de 1 ponto percentual será mantido. Qual foi a reação das empresas? “A elevação dos tributos drena recursos do setor privado para o setor público. Provoca o aumento dos custos das empresas e reduz o poder de compra das famílias, o que prejudica o crescimento da economia”, afirma uma nota do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson de Andrade. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) voltou a expor o pato amarelo inflável, um dos principais símbolos das manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff (PT), em sua sede em São Paulo, na Avenida Paulista. “Somos contra o aumento de impostos porque acreditamos que isso é prejudicial para o conjunto da sociedade. Não cansaremos de repetir: Chega de Pagar o Pato. Diga não ao aumento de impostos! Ontem, hoje e sempre”, disse nota de Paulo Skaf, presidente da Fiesp, que é do PMDB e aliado de Michel Temer. O presidente falou sobre o aumento ao chegar na noite passada em Mendoza, na Argentina, para participar da Reunião de Cúpula do Mercosul. “A população vai compreender porque este é um governo que não mente, não dá dados falsos. É um governo verdadeiro, então, quando você tem que manter o critério da responsabilidade fiscal, a manutenção da meta, a determinação para o crescimento, você tem que dizer claramente o que está acontecendo. O povo compreende.” Segundo uma pesquisa do instituto Ipsos em parceria com a Associação Comercial de São Paulo feita no final de abril, 88% das pessoas entrevistadas acham que o brasileiro paga mais impostos do que deveria e 85% acreditam que o governo não utiliza bem o dinheiro que arrecada. Arquivado em:ECONOMIA Ler artigo completo
  8. Um importante membro da equipe legal de Donald Trump renunciou nesta sexta-feira (21), num momento em que o presidente americano parece querer influenciar a investigação de um promotor especial sobre as ligações de sua equipe com a Rússia durante a campanha eleitoral do ano passado. Mark Corallo, que coordenava a comunicação externa da equipe jurídica de Trump contra a crise, informou à AFP em um e-mail que havia renunciado. Ele não forneceu qualquer explicação para a renúncia, que ocorre após Trump entrar em território espinhoso durante uma longa entrevista ao New York Times, ao advertir o promotor especial Robert Mueller de não questionar as finanças da sua família. Nomeado em meados de maio pelo secretário de Justiça, Mueller, um ex-diretor do FBI, lidera a investigação federal sobre se os colaboradores de Trump foram coniventes com as tentativas de Moscou de influenciar a eleição presidencial de 2016 nos Estados Unidos. Trump rejeita as acusações, mas não conseguiu justificar por que seu filho mais velho e outros aliados-chave se reuniram com agentes russos que prometeram detalhes comprometedores de sua rival Hillary Clinton. Enquanto a investigação parece dirigir suas atenções às transações financeiras, a imprensa americana indicou que vários aliados de Trump avaliam a possibilidade de perdões presidenciais aos envolvidos e buscam maneiras de desacreditar a investigação de Mueller. Trump sugeriu diretamente que Mueller pode ter um conflito de interesses. “Não há NENHUMA base para questionar a integridade de Mueller ou daqueles que trabalham com ele”, declarou o ex-procurador-geral Eric Holder. “Trump não pode definir ou limitar a investigação de Mueller. Se tentar isso vai criar problemas constitucionais e de dimensão criminal”, acrescentou. A Casa Branca recusou-se a descartar a possibilidade de que Mueller seja demitido, uma decisão que iria desencadear uma tempestade política e, talvez, uma crise constitucional. Trump já demitiu e diretor do FBI, James Comey, em razão da investigação sobre a Rússia e criticou seu próprio secretário de Justiça. Veja também MUNDOTrump explora possibilidade de perdão para si e familiares21 jul 2017 - 10h07 MUNDOOs 6 (turbulentos) meses da presidência Trump em números20 jul 2017 - 10h07 Arquivado em:MUNDO Ler artigo completo
  9. Atenas – O Instituto Sismológico de Atenas, na Grécia, indicou nesta sexta-feira que o terremoto que sacudiu a ilha turística de Kos nesta madrugada foi de magnitude 6,6 na escala Richter, e não de 6,4, como foi informado em um princípio. Desde a madrugada, foram mais de 170 réplicas, dezenas delas com magnitude superior a 4. O terremoto também provocou ondulações pequenas, que alcançaram 60 centímetros de altura em Kos e 35 centímetros na cidade de Bodrum, na Turquia. O diretor do órgão de proteção contra terremotos, Efthimios Lekkas, explicou em declarações à emissora de televisão pública “ERT” que “tudo indica que o terremoto ocorrido de madrugada é o principal e que não é esperado outro mais forte”. Em uma coletiva de imprensa em Kos, na qual participaram todos os ministros envolvidos nas operações, o porta-voz do governo grego, Dimitris Tzanakopulos, anunciou que, além dos dois mortos, um sueco e um turco, 80 pessoas ficaram feridas, das quais dez continuam hospitalizadas, sete delas em estado grave. Na costa turca, o terremoto deixou 354 feridos, dos quais 24 seguem hospitalizados, segundo a correspondente da emissora pública grega nesse país. O ministro de Infraestrutura e de Transporte da Grécia, Christos Spirtzis, anunciou que esta tarde haverá uma inspeção do porto da ilha, para tomar decisões sobre os trabalhos necessários para deixá-lo em funcionamento novamente. Spirtzis também informou que, para evitar acidentes, serão proibidas as visitas à muralha medieval da ilha, que sofreu danos importantes. O primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, ofereceu hoje suas condolências às famílias, ao receber a alta representante da União Europeia para Relações Exteriores e Segurança, Federica Mogherini, que lembrou que Kos teve que enfrentar uma série de dificuldades nos últimos anos, uma alusão à crise de refugiados que teve forte impacto na ilha. Veja também MUNDOCâmeras registram terremoto na Grécia e Turquia; veja vídeos21 jul 2017 - 10h07 MUNDOOs 12 maiores terremotos já registrados no mundo25 abr 2015 - 14h04 Arquivado em:MUNDO Ler artigo completo
  10. O soldado Fabiano de Brito e Silva, de 35 anos, morreu na manhã de hoje (21), durante um confronto com criminosos armados na Baixada Fluminense. Esse é o 90º policial militar assassinado no Rio de Janeiro neste ano, contando aqueles em serviço, de folga e os aposentados. Segundo a Polícia Militar (PM), Fabiano estava dirigindo seu carro no bairro de Vila Iracema, em Nova Iguaçu, quando foi abordado por homens armados em uma motocicleta. O soldado reagiu e acabou sendo atingido. Ele estava na corporação desde 2004. Segundo a PM, entre os policiais mortos, 19 estavam em serviço, 54 de folga e 17 são reformados. Arquivado em:BRASIL Ler artigo completo
  11. São Paulo – O investimento global em energia totalizou US$ 1,7 trilhão em 2016, ou 2,2% do PIB mundial. Apesar de vultoso, o montante representou um declínio de 12% em relação ao ano anterior, de acordo com o relatório anual World Energy Investiment, da Agência Internacional de Energia (AIE). Em compensação, pela primeira vez, as despesas com o setor elétrico em todo o mundo superaram os gastos combinados com o fornecimento de fontes poluentes, como petróleo, gás e carvão. O investimento global em eletricidade atingiu US$ 718 bilhões, com a participação das energias renováveis representando 43% desse total, um recorde segundo a AIE. A China continuou sendo o maior destino do investimento em energia, levando 21% do total global. Impulsionado cada vez mais pela geração mais limpa e pelo investimento em eficiência energética, o país registrou um declínio de 25% nos investimentos em energia a carvão no ano passado. Já os Estados Unidos, que viram uma queda acentuada no investimento de petróleo e gás, representaram 16% dos gastos globais em energia, ainda maior do que o da Europa, onde o investimento diminuiu 10%. A Índia foi o mercado de mais rápido crescimento, com aumento de 7% dos investimentos energéticos, graças a um forte impulso do governo para modernizar e expandir o setor por lá. Conforme o relatório, o desempenho do setor energético como um todo indica que as decisões de investimento inteligente são mais críticas do que nunca, refletindo preocupações com segurança energética e redução das pressões ambientais. Redes e armazenamento A despesa com redes elétricas e armazenamento manteve o ritmo crescente nos últimos cinco anos, atingindo um máximo histórico de US$ 277 bilhões em 2016, um aumento de 6% em relação ao ano anterior. Sozinha, a China representou 30% desse montante e outros 13% foram para a Índia e o sudeste asiático, onde a rede está se expandindo rapidamente para acomodar a crescente demanda. Nos Estados Unidos e na Europa, a modernização das redes elétricas representou 17% e 15% respectivamente. Segundo relatório, os sistemas de rede estão se deslocando de um negócio de distribuição de energia pura uma plataforma integrada de dados e serviços, movimento possibilitado pelo rápido progresso de tecnologias de informação e comunicação digitais. O investimento em armazenamento de energia com base em bateria de grande escala também está aumentando rapidamente, chegando a mais de US$ 1 bilhão em 2016. Eficiência Energética O investimento em eficiência energética mais uma vez se expandiu, chegando a US$ 231 bilhões em 2016. Enquanto a Europa gastou mais em eficiência energética em 2016, o crescimento mais rápido ocorreu na China, onde o fortalecimento das políticas de eficiência energética está ajudando a reduzir a intensidade energética da economia, que é quantidade de energia necessária para gerar uma unidade do PIB. Globalmente, a maioria dos investimentos — US$ 133 bilhões — foi para o setor de edifícios, que representa um terço da demanda total de energia. Veja também TECNOLOGIAElon Musk anuncia construção da maior bateria elétrica do mundo8 jul 2017 - 11h07 ECONOMIAJá viu a central de energia solar mais fofa do mundo? É um panda4 jul 2017 - 11h07 ECONOMIA7 tendências globais em energia renovável para ficar de olho19 jun 2017 - 18h06 Arquivado em:ECONOMIA Ler artigo completo
  12. Projeto do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) assegura aos cidadãos o direito de usar adereços ligados à sua identidade cultural nas fotografias de documentos oficiais. Caso seja aprovada, a lei autorizaria, por exemplo, o uso de turbante, chapéu, quipá, véu, ou qualquer outro elemento que expresse relação com uma comunidade ou tradição cultural reconhecida pela sociedade brasileira, nas fotos de carteiras de identidade e de motorista. O texto do projeto (PLS 104/2017), apresentado em abril, foi encaminhado para exame na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde receberá decisão terminativa. Se aprovado, poderá seguir diretamente para avaliação na Câmara dos Deputados, a menos que haja recurso para votação final no Plenário do Senado. A relatora na CCJ é a senadora Lídice da Mata (PSB-BA), que apresentará o texto para embasar a discussão e votação da matéria pelos colegas. Origens Valadares se inspirou em decisão da Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro que autorizou o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) a permitir aos fluminenses o uso de fotos com elementos de vestuário relacionados à sua fé religiosa ou cultura. A mudança foi uma resposta ao pleito de cidadã afrodescendente que defendia o direito de ter na carteira de motorista uma foto com turbante, para evidenciar sua identificação com a cultura de matriz africana. Ao justificar o projeto, Valadares afirma que é tarefa do Estado moderno apoiar a livre escolha de pertencimento a comunidades ou tradições. “Não há sentido em o estado discriminar entre indivíduos que se consideram livres de qualquer tradição e indivíduos que não se identificam a si mesmos senão enquanto partes de uma totalidade maior, seja ela tradição ou comunidade”, argumenta. Segurança O senador observa que o projeto não contraria razões de segurança pública, que servem de justificava aos órgãos emissores para restringir o uso de acessórios ou peças de vestuário que cubram a cabeça. “Não estamos negligenciando esse fator e, por isso, condicionamos o uso, na fotografia de identificação, de elementos tradicionais apenas na medida em que estes não impeçam o reconhecimento da fisionomia do indivíduo”, detalhou. Valadares lembrou ainda que o novo documento de identidade nacional, que decorreu de projeto do Executivo aprovado em abril pelo Senado, e já sancionado, contém elemento de reconhecimento biométrico. Segundo ele, esse método garante segurança no reconhecimento da pessoa mais do que qualquer outro, inclusive a própria foto. *Conteúdo publicado originalmente no site do Senado. Veja também BRASILA saga de uma estilista pelo direito de usar turbante13 mar 2017 - 10h03 BRASILA partir de hoje, nome social pode ser incluído no CPF20 jul 2017 - 10h07 Arquivado em:BRASIL Ler artigo completo
  13. Hoje
  14. Caracas – O Parlamento da Venezuela, com maioria da oposição, vai nomear na sexta-feira 13 juízes para a mais alta corte do país, uma manobra que desafia o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), que alertou que os novos juízes podem ser presos por “usurpação de funções”. No final de 2015, o Congresso, então com maioria governista, nomeou 13 magistrados e 20 suplentes do Tribunal Supremo, o que foi criticado pela oposição como um processo “falho e apressado”, poucos dias antes de a oposição assumir o comando da Assembleia Nacional após vencer as eleições legislativas. “A Câmara Constitucional do Tribunal Supremo declarou nulo o processo através do qual a Assembleia Nacional pretende nomear um grupo de juízes da mais alta corte do país”, disse o TSJ na quinta-feira em um comunicado à imprensa. O tribunal explicou que sua decisão se baseia, entre outros aspectos, nos mandatos dos juízes que não estão vencidos e advertiu que quem “indevidamente assumir ou exercer cargo público civil ou militar será culpado de crime de usurpação de funções”. A disputa entre os Poderes aprofunda ainda mais a crise política na Venezuela, onde milhões de pessoas tomaram as ruas desde abril para protestar contra o que consideram uma “ditadura” do presidente Nicolás Maduro. Na quinta-feira, a oposição convocou uma greve geral que contou com adesão em massa, mas acabou com pelo menos três mortos após confrontos com a polícia. Nos últimos quatro meses, cerca de 100 pessoas morreram. Maduro, de 54 anos, diz que os protestos estão tentando apenas derrubá-lo e prometeu ir em frente com a sua controversa iniciativa para mudar a Constituição através de uma Assembleia Constituinte, onde a oposição não vai participar. Os juízes do Tribunal Supremo têm entre suas funções a declaração se há motivos para acusar o presidente, vice-presidente, ministros, deputados, diplomatas e outros funcionários. Eles também são responsáveis ​​pela resolução de litígios entre as autoridades públicas e têm o poder de vetar leis aprovadas pela própria Assembleia Nacional. A Constituição venezuelana estabelece que os membros dos poderes públicos devem ser nomeados com a aprovação de dois terços do Parlamento, mas manobras legais permitiram aos governistas fazê-lo no final de 2015 com maioria simples. Veja também MUNDOEntenda os poderes que Maduro tem (ou não) sobre a Constituinte24 jun 2017 - 06h06 MUNDO5 pontos para entender a crise na Venezuela13 maio 2017 - 07h05 Arquivado em:MUNDO Ler artigo completo
  15. Moscou – O presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta sexta-feira que ainda vai decidir se irá concorrer à reeleição em 2018, mas prometeu não modificar a Constituição para poder concorrer ao principal cargo político do país indefinidamente. Putin, que domina a política russa há 17 anos e desfruta de altos índices de popularidade, é amplamente visto como candidato, e vencedor, da eleição presidencial em março do ano que vem, o que representaria seu quarto mandato como presidente. Em uma sessão de perguntas e respostas com crianças de escolas de Sochi, cidade no litoral do mar Negro, Putin, de 64 anos, afirmou: “Eu preciso continuar meu trabalho nesta posição? Ainda não decidi.” “Ainda não decidi se deixarei meu cargo de presidente ou não. Depois que eu resolver essa questão, vou pensar no que farei depois”, acrescentou. Quando perguntado se teria um sucessor presidencial em mente, Putin não nomeou ninguém, dizendo que a escolha caberá ao povo russo. Putin cumpriu dois mandatos presidenciais antes de se tornar primeiro-ministro em 2008, uma vez que a Constituição impede uma terceira candidatura presidencial consecutiva. Ele voltou à Presidência em 2012 para mais um mandato e ainda poderá buscar um quarto por meio de reeleição. Alguns analistas políticos sugeriram que Putin poderia mudar a Constituição para poder permanecer como presidente para um quinto mandato depois de 2024, mas o líder russo descartou essa hipótese nesta sexta-feira. “Tive uma oportunidade, até me pediram para mudar a Constituição, mas eu não fiz isso, e não pretendo fazer no futuro”, afirmou. Arquivado em:MUNDO Ler artigo completo
  16. São Paulo – Um homem denunciado por tentativa de furto de uma barra de chocolate de R$4,99 teve a ação penal contra ele suspensa após decisão liminar do Superior Tribunal de Justiça. O pedido de trancamento foi analisado pela presidente da Corte, ministra Laurita Vaz, que aplicou ao caso o ‘princípio da insignificância’. De acordo com a denúncia do Ministério Público, o homem entrou em um supermercado em Curvelo (MG), pegou o chocolate da prateleira e escondeu dentro da calça. Ao tentar sair do estabelecimento, ele foi abordado por um fiscal, que localizou a guloseima e chamou a polícia. Em análise do pedido de habeas corpus, o Tribunal de Justiça de Minas manteve a ação penal por entender que ‘os eventuais motivos para sua extinção – inexistência de indícios de autoria ou de prova de materialidade – não estavam presentes no processo’. Réu primário. Ao examinar o recurso em habeas corpus no STJ, Laurita lembrou que a Corte superior tem o entendimento – aplicável ao caso – de que ‘o princípio da insignificância é cabível quando existentes vetores ensejadores de sua incidência, como a mínima ofensividade da conduta do agente, a inexistência de periculosidade social da ação e a inexpressividade da conduta jurídica provocada’. A ministra também destacou que o réu era primário à época dos fatos apurados no processo. “A tentativa de subtração de uma barra de chocolate – avaliada em 4,99 (quatro reais e noventa e nove centavos) – de um estabelecimento comercial, ao qual foi restituída a coisa subtraída, não permite concluir pela configuração do delito de furto, dada a insignificância da conduta levada a efeito. Há que se salientar, ainda, que a primariedade do recorrente foi reconhecida pelo tribunal de origem”, afirmou a presidente. O mérito do recurso em habeas corpus ainda será analisado pela Sexta Turma, sob a relatoria da ministra Maria Thereza de Assis Moura. O produto foi devolvido ao supermercado, informou o site do STJ. Arquivado em:BRASIL Ler artigo completo
  17. Bilbao – Uma equipe de investigadores da Espanha desenvolveu uma estratégia para melhorar a seleção de espermatozoides para as técnicas de reprodução assistida que “poderia aumentar em 20% a taxa de gestação obtida atualmente através da injeção intracitoplasmática”. A Universidade do País Basco (UPV/EHU), à qual pertencem os cientistas, explicou em um comunicado que o sistema de seleção espermática está baseado na presença de biomarcadores moleculares – indicadores de um estado biológico – nos espermatozoides. Denominado “SpermSelect”, o método ainda está em fase de registro da patente e poderia começar a ser utilizado como técnica complementar às atuais em “dois ou três anos”, quando passará a ser comercializado através de “um ‘kit’ de seleção rápida e fácil de usar” em clínicas de reprodução assistida. Calcula-se que 186 milhões de pessoas no mundo todo sofreram problemas de infertilidade e que entre 30% e 50% dos casos se devem ao fator masculino. Além disso, segundo a nota, entre 20% e 30% dos homens com parâmetros seminais normais têm dificuldade para conseguir a fecundação. Arquivado em:CIÊNCIA Ler artigo completo
  18. Algumas doenças humanas são sistêmicas e, em vez de afetar um único órgão, criam uma cadeia de reações no organismo que pode agravar ou desencadear outros problemas. É o caso da hepatite C, infecção causada por um vírus que afeta, principalmente, o fígado. No entanto, com base em estudos realizados a partir dos anos 2000 nos Estados Unidos, espetas alertam para a relação dessa doença viral com o desenvolvimento da diabete tipo 2. “O vírus da hepatite C é capaz de interferir na efetivação da insulina (substância que controle o açúcar no sangue), bloqueando parte da ação dela”, explica Edson Parise, professor de hepatologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Quando o trabalho da insulina é bloqueado, o corpo precisa produzi-la em maior escala para manter o nível normal de açúcar, o que faz o indivíduo criar resistência a ela. Com o tempo, o alto nível de insulina somado à baixa quantidade de açúcar pode acarretar uma pré-diabete. “Nesse caso, o indivíduo está mais propenso a desenvolver diabete tipo 2”, afirma Parise. Um dos estudos feitos nos EUA mostrou que pessoas já diagnosticadas com hepatite C tinham quatro vezes mais chances de ter diabete tipo 2 do que aquelas que nunca tiveram contato com o vírus. A incidência era maior, principalmente, em pacientes na faixa dos 40 aos 65 anos de idade. A relação entre as duas doenças ganhou mais força anos depois quando pesquisadores eliminaram o vírus da hepatite C do organismo. O resultado foi a melhora da resistência à insulina, que desapareceu gradativamente. Porém, quando o vírus voltava, o nível de resistência também subia. Os estudos revelaram também que quanto maior a resistência à insulina, maior era o grau de lesão no fígado. As alterações provocadas no processamento do açúcar no organismo resultam em acúmulo de gordura nesse órgão, o que pode complicar ainda mais o quadro hepático, chegando à cirrose e ao câncer. Caminho inverso O professor da Unifesp diz que, em média, a prevalência de hepatite C em pessoas que já têm diabete é de 3,5%. “É importante que o paciente diabético saiba se tem o vírus da hepatite C, pois o tratamento controla a diabete e previne complicações que a doença pode causar, como problemas renais e cardiovasculares”, alerta Parise. Diagnóstico e tratamento. A boa notícia é que a hepatite C tem uma alta taxa de cura: 95% dos casos mundiais em um período de três a seis meses de tratamento. O problema é que a doença é silenciosa. No Brasil, ela atinge 2 milhões de pessoas, das quais 70% não sabem que a possuem e apenas 10% foram tratadas. Segundo o hepatologista Fábio Marinho, diretor da Sociedade Brasileira de Hepatologia, a maioria das hepatites não apresentam sintomas, o que dificulta o diagnóstico precoce. “Às vezes, os únicos sintomas são cansaço e fraqueza, mas são coisas comuns. Então, o paciente chega ao consultório já na fase de cirrose ou câncer de fígado”, diz. Esse quadro mais grave se desenvolve ao longo de 20 a 30 anos a partir da infecção pelo vírus. O espeta alerta que pacientes com cirrose hepática têm 4% de chance ao ano de desenvolver câncer de fígado. Mesmo nesse estágio avançado, há solução.”É possível tratar em qualquer fase da doença, antes ou depois de se fazer transplante. Pessoas com cirrose tem até 90% de chance de cura”, diz o professor Edson Parise. Mas antes que o a doença se agrave, os espetas orientam a população a realizar o teste anti-HCV, que determina a presença ou não do vírus da hepatite C. Campanha No dia 28 de julho é comemorado o Dia Mundial de Combate às Hepatites. Segundo a Organização Mundial da Saúde, 325 milhões de pessoas viviam com a doença crônica em 2015 (70 milhões só com hepatite C), o que provocou a morte de mais de 1,3 milhão. A meta é que a hepatite C seja erradicada até 2030. Para conscientizar médicos e a população sobre os problemas dessa doença viral e a relação com a diabete tipo 2, a biofarmacêutica Gilead, com apoio das Sociedades Brasileiras de Diabetes (SBD), Infectologia (SBI) e Hepatologia (SBH), lançou a campanha Na Ponta do Dedo a fim de estimular a realização do exame. Segundo o endocrinologista Luiz Turatti, presidente da SBD, o teste anti-HCV é rápido, feito com algumas gotas de sangue e está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Embora seja necessário um pedido médico para realizá-lo, é possível solicitar o teste em Centros de Testagem e Aconselhamento. Arquivado em:CIÊNCIA Ler artigo completo
  19. Washington – O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, disse nesta sexta-feira que os Estados Unidos estão satisfeitos com os esforços do Catar para implementar um acordo para combater o financiamento ao terrorismo assinado na semana passada, e fez um apelo a países árabes para que suspendam o bloqueio imposto à pequena nação do Golfo Pérsico. “Eles têm sido muito agressivos na implementação do acordo, então acho que estamos satisfeitos com os esforços que eles estão levando em frente”, disse Tillerson a repórteres antes de uma reunião com o chanceler de Omã, Yusuf bin Alawi bin Abdullah, no Departamento de Estado. Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Egito impuseram sanções ao Catar no mês passado, acusando o país de financiar grupos extremistas e de se aliar ao Irã, arqui-inimigo dos países árabes do Golfo. Doha nega as acusações. “Espero que os quatro países consideram, como um sinal de boa vontade, suspender esse bloqueio que realmente está tendo o maior dos efeitos negativos sobre o povo do Catar”, disse Tillerson. Arquivado em:MUNDO Ler artigo completo
  20. Com o bigode intacto e colocado “às dez e dez”, como ordenou há 28 anos antes de morrer, o famoso pintor espanhol Salvador Dalí foi exumado de acordo com um processo de paternidade aberto pela vidente Pilar Abel. Durante mais de três horas e a portas fechadas, os peritos trabalharam no túmulo do artista surrealista enterrado no Teatro-Museu de Figueras, a localidade catalã onde nasceram tanto ele quanto sua pretensa filha. De seu corpo embalsamado foram extraídos cabelo, unhas e dois ossos longos para obter o DNA que será comparado com o de Pilar Abel, de 61 anos, no Instituto de Toxicologia e Ciências Forenses de Madri. Os espetas se surpreenderam ao abrir o túmulo e descobrir que o famoso bigode do pintor se mantinha intacto. “Fiquei assombrado. Foi como um milagre”, afirmou Narcís Bardalet, o médico legista que embalsamou o artista em 1989 e acompanhou emocionado a operação. Ao levantar o lenço de seda branca que cobria o rosto de Dali, além do bigode icônico, o cabelo do artista também estava intacto. Lluis Peñuelas Reixach, secretário-geral da Fundação Dalí, que administra o museu, criticou a exumação como “um ato de violência contra o falecido”. Ele ressaltou, porém, que o procedimento foi realizado sem incidentes, “preservando a intimidade de Salvador Dalí e do patrimônio do Museu”. Exumação criticada A resposta à pergunta sobre se Pilar Abel é, ou não, filha de Dalí deverá esperar algumas semanas. Em setembro, serão apresentadas as provas no julgamento previsto para analisar o processo. O pintor catalão morreu em Figueras em 23 de janeiro de 1989, aos 84 anos, após compartilhar boa parte de sua vida com Gala, musa que aparece em muitos de seus quadros e com quem não teve filhos. A exumação foi ordenada pela Justiça no fim de junho, em resposta à demanda de Pilar Abel Martínez. Caso sua filiação seja comprovada, ela poderá abrir outro processo para reivindicar pelo menos 25% da herança do pintor, segundo seu advogado. Pilar assegura que, por enquanto, o mais importante é “saber a verdade” sobre sua identidade. A herança, que inclui propriedades imobiliárias e centenas de quadros, encontra-se toda nas mãos do Estado espanhol e é administrada pela Fundação Dalí. O patrimônio era de quase 400 milhões de euros no fim de 2016, segundo o balanço anual. De acordo com o relato de Pilar, que tem lacunas a serem preenchidas, sua mãe conheceu Dalí trabalhando como empregada na casa de amigos do pintor, no povoado catalão de Cadaqués. Lá, passava longas temporadas em sua casa de Port-Lligat. Quando grávida, casou-se com outro homem e, meses depois, Pilar nasceu. Com apenas oito anos, ela teria ouvido da avó a “verdade” sobre sua identidade. Sua mãe confirmou essa história em 2007. Pilar diz contar com outras testemunhas que sabem do caso que sua mãe, agora com 87 anos e com Alzheimer, manteve com Dalí. Arquivado em:ESTILO DE VIDA Ler artigo completo
  21. Nova York – Uma bolsa usada pelo astronauta norte-americano Neil Armstrong para trazer as primeiras amostras de pó da Lua de volta à Terra foi vendida para um comprador anônimo por 1,8 milhão de dólares em um leilão em Nova York na quinta-feira, marcando o 48º aniversário do primeiro pouso na Lua. A bolsa, que permaneceu sem identificação por anos em uma caixa no Johnson Space Center em Houston, foi comprada por uma pessoa que deu o lance por telefone e que não quis ser identificada publicamente, disse a Sotheby’s. A bolsa foi o item de maior valor no leilão de artefatos da Lua, que incluiu o plano de voo do Apollo 13, anotado por sua equipe, vendido por 275 mil dólares. Depois que Armstrong e sua equipe do Apollo 11 voltaram para casa em julho de 1969, o destino da bolsa de 30 por 21 centímetros, com a etiqueta “retorno de amostra lunar” foi desconhecido por décadas. Depois de desaparecer do Johnson Center, o objeto reapareceu na garagem do gerente de um museu do Kansas, Max Ary, que foi condenado pelo furto em 2014, de acordo com registros do tribunal. A bolsa foi apreendida por uma agência da Justiça norte-americana, que a colocou em leilão três vezes, sem lances, até que foi comprada em 2015 por 995 dólares por uma advogada da região de Chicago, Nancy Lee Carlson. Ela enviou a bolsa para a Nasa para autenticação e, quando os testes revelaram que o objeto tinha sido usado por Armstrong e que ainda tinha vestígios de poeira da Lua em seu interior, a agência espacial dos EUA decidiu mantê-la. Carlson processou com sucesso a Nasa para recuperar a bolsa, e a atenção gerada pelo processo e o interesse de potenciais compradores, de acordo com a Sotheby’s, levaram Carlson a decidir leiloá-la novamente. Arquivado em:ESTILO DE VIDA Ler artigo completo
  22. PARIS – Banida do país desde a revolução que derrubou Muamar Kadafi, em 2011, a construtora brasileira Odebrecht perdeu em definitivo um de seus mais importantes contratos na África: a construção do novo Aeroporto Internacional de Trípoli. A obra era avaliada em € 1 bilhão e deveria permitir o fluxo de 20 milhões de passageiros por ano. A companhia brasileira fazia parte de um consórcio de seis empresas, incluindo Vinci, da França; e TAV, da Turquia. Com a mudança de regime, a ambição do terminal também ficou menor: agora, o consórcio italiano Aeneas comandará a reconstrução de um terminal internacional com capacidade para 4,5 milhões de passageiros por ano, e de um nacional par 2,5 milhões de passageiros, segundo o diretor do Departamento de Projetos do Ministério dos Transportes, Sami Al-Aich. O grande projeto de Kadafi foi abandonado em favor de outro bem mais modesto, avaliado em € 79 milhões. A obra do primeiro terminal é tratada como uma urgência pelo governo de união nacional do país, apoiado pela Organização das Nações Unidas (ONU), porque o terminal anterior foi destruído ao longo da guerra civil que se seguiu à derrubada do regime. Há dois meses, as últimas milícias que ainda ocupavam o aeroporto foram derrotadas, e o governo central assumiu o controle da área O próximo passo é a retomada da obra, cuja primeira etapa precisa ser concluída em dez meses. Ambição Na era Kadafi, o projeto do Aeroporto Internacional de Trípoli era uma obra ambiciosa, criticada pelos opositores do regime como faraônica e suspeita de corrupção em larga escala. Nos sonhos do ditador, o aeroporto serviria como o grande hub na porta de entrada da África, assim como centro de distribuição da companhia aérea nacional, a Afriqiyah Airways. Hoje, em razão da guerra civil, todos os voos internacionais são realizados por companhias líbias a partir de um aeroporto militar, o de Mitiga, hoje saturado. Nos últimos meses, governo líbio de coalizão chegou a contatar emissários para convidar a Odebrecht a retomar os trabalhos, mas acabou optando pela contratação de um novo consórcio. Arquivado em:ECONOMIA Ler artigo completo
  23. O presidente Michel Temer participa hoje (21) da 50ª Reunião do Conselho do Mercado Comum e Cúpula do Mercosul e Estados Associados, em Mendoza, na Argentina. Entre os temas a serem discutidos na reunião estão as negociações para um acordo do bloco com a União Europeia, além de assuntos políticos e econômicos e relacionados a direitos humanos. A situação da Venezuela também pode ser discutida durante a Cúpula. O encontro marca a entrada do Brasil na presidência temporária do Mercosul pelos próximos seis meses. O país deve buscar o fortalecimento da integração regional e da agenda externa do bloco comercial com outros países e continentes. Expectativas Ao chegar a Mendoza, na noite de ontem (20), o presidente Temer falou sobre a expectativa para o período em que o Brasil estiver exercendo a presidência do Mercosul. “Espero continuar o trabalho que o presidente Macri [Mauricio Macri, presidente da Argentina] desenvolveu com tanta propriedade ao longo desse semestre”, afirmou em entrevista. Nos últimos seis meses, a Argentina esteve na presidência do Mercosul. Hoje, pela manhã, os chefes de estados participam da sessão plenária do Mercosul, seguida de um almoço de trabalho. Antes do almoço, Temer fará um pronunciamento que marcará o início da presidência do Brasil no bloco. O presidente embarca de volta ao Brasil no meio da tarde. Arquivado em:ECONOMIA Ler artigo completo
  24. Comprar um carro zero-quilômetro com desconto hoje em dia não é uma missão impossível. Isso porque a crise tem deixado muitos veículos novos estocados nos pátios e acirrado a competitividade que existe entre as diversas montadoras presentes no país. Reinaldo Domingos, presidente da DSOP Educação Financeira e da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), acredita que esses dois fatores, somados às linhas de financiamento em até 60 meses, proporcionam mais e melhores condições de compra para os consumidores. “Comprar um carro novo hoje está muito fácil”, diz. Confira a seguir seis recomendações para obter o melhor desconto possível na compra. 1. Compare as ofertas Se você quiser obter a melhor condição de mercado para comprar seu veículo, o primeiro passo é estar disposto a bater perna e comparar ofertas entre as mais diversas concessionárias. “Ninguém faz milagre no carro zero, mas uma loja pode oferecer mais vantagens que outra, como IPVA ou licenciamento pago”, afirma Domingos. 2. Negocie seu usado de forma particular Entregar seu usado como entrada na concessionária pode ser muito seguro e prático, mas não é a melhor opção financeiramente. Para obter o melhor valor pela venda, a dica é fazer isso de forma particular, utilizando as diversas formas de anúncio de carros usados disponíveis na internet, por exemplo. Esse método pode ser mais trabalhoso, mas evita que você perca de 10% a 15% do valor do bem na troca. “Manter o veículo lavado e com todas as revisões em dia também é uma forma de valorizá-lo”, afirma Domingos. 3. Programas de benefícios Informe-se sobre os programas de benefícios oferecidos pelas montadoras. Algumas disponibilizam cartões de crédito para aquisição de veículos zero-quilômetro, por exemplo. É o caso do cartão Fiat Itaucard, que oferece até 20 000 reais de desconto na compra de um Fiat novo. Com ele, 5% do valor das compras é convertido em pontos e cada ponto acumulado vale 1 real de desconto. Isso significa que, a cada 100 reais gastos, você acumula cinco pontos. 4. Aproveite lançamentos de versões reestilizadas Para conseguir um bom desconto também vale a pena ficar atento à chegada de versões reestilizadas dos modelos que você tem interesse em comprar. Se você não se incomodar em ter uma versão que está prestes a ser substituída, poderá conseguir uma boa oferta nas lojas interessadas em acabar com os estoques. 5. Procure modelo e fabricação do ano anterior Outra dica é procurar por ofertas de veículos com fabricação e modelo do ano passado. Com a crise, muitos deles ainda estão estocados e as lojas têm todo interesse em realizar essa venda. Essa opção pode render entre 10% e 20% de desconto na compra do carro novo. 6. Conheça as vantagens oferecidas a PCD (se for o seu caso) Pessoas com deficiência (PCDs) podem adquirir um automóvel com isenção de IPI, IOF, ICMS, IPVA e rodízio municipal. A isenção de IPI e rodízio municipal vale também para quem for conduzir uma pessoa com deficiência (física, visual ou autismo) não condutora. A isenção é válida para qualquer pessoa deficiente, inclusive crianças. Esse benefício pode ser utilizado uma vez a cada dois anos, sem limite do número de aquisições. No entanto, se o deficiente quiser vender seu veículo adaptado em menos de dois anos (no caso do IPI) ou em menos que três anos (no caso de ICMS), terá de pagar todos os impostos, com atualização monetária e acréscimos legais desde a data da aquisição do bem. Além disso, algumas concessionárias ainda oferecem descontos especiais para PCDs, como é o caso do Programa Autonomy, da Fiat. Arquivado em:SEU DINHEIRO Ler artigo completo
  25. Milão – O presidente-executivo da Telecom Italia, Flavio Cattaneo, deve renunciar nos próximos dias, após entrar em conflito com o principal acionista, o grupo francês Vivendi, disseram nesta sexta-feira à Reuters seis fontes familiarizadas com o assunto. Quatro das fontes afirmaram que a saída de Cattaneo deve ser anunciada até 27 de julho, quando a companhia deve divulgar os resultados do primeiro semestre. O principal gestor da Vivendi, Amos Genish, deve ser nomeado diretor geral da Telecom Italia, de acordo com as fontes. Genish atualmente é executivo-chefe de convergência do grupo francês liderado por Vincent Bollore. Procuradas, Telecom Italia e Vivendi se recusaram a comentar. Arquivado em:NEGÓCIOS Ler artigo completo
  26. Um palestino morreu nesta sexta-feira atingido por disparos na cabeça no bairro de Ras al Amud, perto da Cidade Velha, em Jerusalém Oriental, informou o ministério palestino da Saúde. Ainda não se sabe se esta morte está relacionada com os confrontos desta sexta entre palestinos e forças de segurança israelenses perto da Cidade Velha que começaram após a oração muçulmana. A Polícia israelense proibiu nesta sexta que homens com menos de 50 anos entrem na Cidade Antiga de Jerusalém e na Esplanada das Mesquitas, impedindo que participem da oração muçulmana. Essa medida foi tomada em um momento de grande tensão, após a decisão da Polícia israelense de instalar detectores de metal na entrada desse lugar santo muçulmano. O anúncio foi rejeitado pelos palestinos. Arquivado em:MUNDO Ler artigo completo
  27. O Ministério Público Federal (MPF) se manifestou, em nota pública, contra o parecer da Advocacia-Geral da União (AGU), aprovado pelo presidente Michel Temer, sobre os processos de demarcação de terras indígenas. Para a Câmara de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais (6CCR/MPF), a posição do presidente da República demonstra que ‘o atual governo faz o que os antecessores já faziam: não demarca, não reconhece e não protege terras indígenas’. As informações foram divulgadas pela Secretaria de Comunicação Social da Procuradoria-Geral da República. O parecer, divulgado nesta quinta-feira, 19, ‘orienta a administração federal a vincular as condicionantes estabelecidas no caso Raposa Serra do Sol para outros processos demarcatório, mesmo tendo o Supremo Tribunal Federal expressamente reconhecido que a decisão tomada na PET 3388 não é dotada de eficácia vinculante para outras terras indígenas’. Íntegra da nota pública do Ministério Público Federal “O Supremo Tribunal Federal, guardião da Constituição, é firme desde sempre na determinação do dever do respeito às terras indígenas. A decisão no caso Raposa Serra do Sol é extraordinariamente bela e afirmativa dos direitos originários dos índios às terras de sua ocupação tradicional. Todo o esforço do Estado brasileiro desde então é distorcer o conteúdo da decisão do Supremo, para desobrigar-se do seu dever de proteger o direito dos índios às suas terras indígenas. O Supremo Tribunal Federal determina ao Estado brasileiro demarcar as terras indígenas, sem hostilizar as comunidades indígenas e respeitar a diversidade étnica e cultural. Também determina que se reconheçam aos índios os direitos às terras quando delas retirados à força e a elas impedidos de retornarem. O Supremo Tribunal Federal, nessa mesma decisão, proclamou que essa dinâmica de ocupação indígena é revelada a partir do saber antropológico posto em prática, respeitando a metodologia “propriamente antropológica”, para evidenciar o que ocupam, como ocupam e quanto ocupam, como permanecem com os laços culturais, religiosos, sociais com aqueles espaços, mesmo quando forçados a deles se retirarem. O Parecer 001/2017/GAB/CGU/AGU, aprovado pelo presidente Michel Temer, que pretende ter força vinculante, põe no papel o que o atual governo faz e os que antecederam já faziam: não demarcar, não reconhecer e não proteger. Deliberadamente passa ao largo dos pontos acima referidos e realça limitações definidas pelo Supremo para o caso Raposa Serra do Sol. Se marco temporal existe, não está em 1988, mas na continuidade da história constitucional da afirmação dos direitos territoriais indígenas, que se inicia em 1934, repetido em 1937 e 1946, ampliado em 1967 e mais ainda na EC de 1969, e densamente positivado na Constituição de 1988. Esse histórico tem ressonância na jurisprudência consolidada e reiterada do Supremo Tribunal Federal, muito embora tenha sido ignorado pelo parecer. O parecer tem apenas um grande mérito: traz as digitais do presidente da República e, portanto, faz dele o responsável direto da política indigenista da sua administração. O Supremo Tribunal Federal terá agora em agosto nova e plural oportunidade de debater vários desses temas. Os índios nada podem esperar da Administração. A certeza dos índios e a esperança de seu futuro estão nas mãos da Justiça!” Com a palavra, a AGU “A Advocacia-Geral da União esclarece que o parecer de forma alguma representa retrocesso na demarcação de terras indígenas. Ao contrário, vai promover segurança jurídica a esta importante política pública. O parecer não desconhece o histórico de ocupação indígena do país. Este simplesmente acatou posicionamento do Supremo Tribunal Federal e acolheu os entendimentos firmados, recomendando aos demais órgãos da Administração Pública que obedeçam ao que foi estabelecido pela Suprema Corte. A descrição das condicionantes que orientarão a atuação da administração no processo demarcatório retrata a literalidade das diretrizes estabelecidas pelo Supremo. A nota da PGR, portanto, se contrapõe não ao parecer da AGU, mas ao próprio posicionamento do STF”. Veja também BRASILDecisão sobre Raposa Serra do Sol deve balizar novas demarcações20 jul 2017 - 10h07 Arquivado em:BRASIL Ler artigo completo
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