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  1. Past hour
  2. (Reuters) – O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste domingo que sempre buscou diálogo com líderes do G7, em um momento no qual seu governo enfrenta pressões externas em razão de incêndios nas florestas da região amazônica no país. “Desde o princípio busquei o diálogo junto aos líderes do G-7, bem como da Espanha e Chile, que participam como convidados”, escreveu no Twitter, onde também publicou um vídeo com alguns comentários de líderes na cúpula do G7 na França. De acordo com as legendas que acompanham o vídeo, a chanceler alemã, Angela Merkel, afirma que há planos de uma conversa por telefone nesta semana, o que é endossado por outros presentes, entre eles o presidente francês, Emmanuel Macron. – Desde o princípio busquei o diálogo junto aos líderes do G-7, bem como da Espanha e Chile, que participam como convidados. O Brasil é um país que recupera sua credibilidade e faz comércio com praticamente o mundo todo. pic.twitter.com/DPCK3yZ7NS — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) August 25, 2019 “O Brasil é um país que recupera sua credibilidade e faz comércio com praticamente o mundo todo”, disse Bolsonaro no Twitter. Em um segundo post, acrescentou que é um país comprometido “com a proteção ambiental e respeitamos a soberania de cada país”. “Meu muito obrigado a dezenas de chefes de estado que me ouviram e nos ajudaram a superar uma crise que só interessava aos que querem enfraquecer o Brasil!” “Não estamos trabalhando contra ele” O vídeo compartilhado na publicação de Bolsonaro foi captado nos bastidores do encontro do G7, grupo das sete economias mais ricas, que está reunido em Biarritz, no sul da França. As imagens foram divulgadas no sábado (24) por um dos canais da agência Bloomberg em sua conta no Twitter. “Eu anunciei que ligaria para ele nas próximas semanas para que ele tenha a impressão de que não estamos trabalhando contra ele”, diz Merkel, sobre Bolsonaro. Macron reage positivamente à fala. Com a escalada das notícias sobre incêndios na Amazônia, o tema ganhou notoriedade internacional e é uma das pautas em discussão na cúpula do G7. Neste domingo, Macron afirmou que o grupo planeja dar suporte técnico e financeiro à Amazônia e já está em diálogo com o Brasil e outros países da região para botar isso em prática o quanto antes. (Por Paula Arend Laier, em São Paulo) Ler artigo completo
  3. Um despacho do presidente Jair Bolsonaro, publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) neste domingo (25), autorizou o emprego das Forças Armadas no combate aos incêndios florestais no Acre, Mato Grosso e Amazonas. Com isso, são sete os estados que solicitaram apoio federal nas operações, já que Roraima, Rondônia, Tocantins e Pará já haviam feito o pedido desde a última sexta-feira (23), quando o presidente assinou o decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) que permite a atuação dos militares da União. A medida vale para áreas de fronteira, terras indígenas, em unidades federais de conservação ambiental e outras áreas da Amazônia Legal. Segundo o texto, o emprego dos militares será autorizado apenas mediante requerimento do governador de cada estado da região. A Amazônia Legal é um território que abrange os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, de Rondônia, Roraima e parte dos estados de Mato Grosso, do Tocantins e do Maranhão. Ontem (24), o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, afirmou que cerca 44 mil militares das Forças Armadas estão continuamente na Região Amazônica e poderão ser empregados nas operações. Já o Ministério da Economia informou hoje (25), em nota, já ter aprovado o descontingenciamento imediato R$ 38,5 milhões do orçamento da Defesa para custear os trabalhos de combate aos incêndios conduzidos pelas Forças Armadas. Aviões em operação A Força Aérea Brasileira (FAB) está empregando, desde ontem (24), duas aeronaves C-130 Hércules no combate aos focos de incêndio na Amazônia. Os aviões são operados pelo Primeiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Transporte e têm usado o aeroporto de Porto Velho como base. A Força Aérea Brasileira (FAB) emprega, desde ontem (24), duas aeronaves C-130 Hércules no combate aos focos de incêndio na Amazônia, partindo de Porto Velho (RO). Veja tambémBRASILVozes pela Amazônia: “Se a floresta tombar, nós vamos juntos”, diz ecólogo25 ago 2019 - 14h08 As aeronaves são equipadas com o sistema chamado MAFFS (Modular Airborne Fire Fighting System, em inglês). O equipamento é composto por cinco tanques de água e dois tubos que se projetam pela porta traseira do avião, podendo carregar até 12 mil litros de água. Para realizar a missão, a aeronave tem que sobrevoar a área do incêndio a uma altura de 150 pés (aproximadamente 46 metros de altura), segundo a FAB. O lançamento, por meio de pressão, dura sete segundos e a própria inércia se encarrega de espalhar o líquido sobre o fogo, por uma linha de 500 metros. Após despejar a água, o avião retorna para a capital de Rondônia, ponto de apoio, onde recebe um novo carregamento. Ler artigo completo
  4. Brasília – Ameaçada de expulsão pelo PDT por ter votado a favor da reforma da Previdência, a deputada Tabata Amaral (SP) atribui muito das críticas que recebeu ao machismo. “Se eu não fosse uma mulher de 25 anos, ninguém estaria afirmando que A, B, C ou D disseram como eu voto”, afirmou ela ao Estado. “Tem pessoas que não acreditam que eu tenha inteligência e capacidade de decidir o meu próprio voto.” Sobre o risco de ser expulsa, respondeu que, se isso acontecer, vai procurar uma legenda que tenha como prioridade a pauta da Educação. “Recebi convites informais de vários partidos.” Segunda parlamentar mais jovem da atual Legislatura, Tabata costuma dizer que se espelha na deputada americana Alexandria Ocasio-Cortez, do partido Democrata. Descendente de porto-riquenhos e eleita pela força das redes sociais, Alexandria é a mulher mais jovem a ocupar uma cadeira no Congresso nos EUA. Embora atuante, Tabata diz que lida com as redes de forma ponderada. “As redes não são um fórum democrático para ouvir as pessoas e tomar decisão. Para mim, as redes servem mais para comunicar o seu mandato, ser transparente.” A seguir, os principais trechos da entrevista: O voto a favor do projeto de reforma da Previdência mudou sua forma de atuação na Câmara? Minha postura não mudou. Eu falo da reforma da Previdência há dois anos. Uma das coisas que me levaram ao PDT e a fazer campanha para o Ciro (Gomes, candidato à Presidência derrotado nas últimas eleições) foi o fato de eu ver nele uma liderança que era de centro-esquerda, assim como eu, mas que entendia que falta dinheiro para fazer política pública e que o Brasil precisava ser fiscalmente responsável. Vê-lo defender a reforma da Previdência na campanha, quando ninguém falava disso, me deu muita certeza de pedir voto para ele. Então, por que o ruído com a sua posição na Previdência? Fiquei muito frustrada com a falta de compromisso em relação ao que o PDT havia defendido na campanha (eleitoral). Eu segui minhas convicções. Fui coerente. Talvez isso, na política tradicional, seja algo diferente. O deputado Felipe Rigoni (PSB-ES) externou antes da votação da Previdência, publicamente, sua posição repetidas vezes. O PDT afirma que a senhora não. Discordo. Quem me perguntou, quem se preocupou, seja entrevistador, seja população, eu fui muito coerente. Eu acho que precisavam de um bode expiatório para este processo. Por quê? Foram 369 votos (a favor da Previdência). Imagino que o meu não foi surpresa nem para o Ciro, porque volta e meia a gente falava sobre a Previdência. Agora, a razão de as pessoas trazerem esse tanto de acusações, não sei. Alguns se frustraram. Outros, por um pouco até de machismo. Vou ter de carregar por alguns anos o fato de ser a segunda mulher mais jovem daqui. Sou branca, tive um monte de oportunidade, estou aprendendo a minha quarta língua, mas também não sou uma pessoa típica de Harvard (universidade americana, onde estudou). O lugar do qual eu venho é tão diferente que as pessoas não conseguem me encaixar nos seus estereótipos. Parte da bancada do PDT e o próprio Ciro veem sua atuação sendo pautada por agentes como a Fundação Lemann… Eu sei que tem várias teorias da conspiração. Eu acabo me aborrecendo às vezes. É o meu nome e eu batalhei muito para estar aqui. Trabalhei desde os sete anos de idade, e vem um povo dizendo que fulano é responsável por tudo que você faz e como você vota. Tem muito machismo nisso também porque, se eu não fosse uma mulher de 25 anos, ninguém estaria dizendo que A, B, C ou D disseram como eu voto. Tem pessoas que não acreditam que eu tenha inteligência e capacidade de decidir o meu próprio voto. A reação das redes contra a sua posição da Previdência mudou a sua atuação na Câmara? Não. A diferença da maneira com a qual eu lido com as redes é que, para mim, as redes não são um fórum democrático para ouvir as pessoas e tomar decisão. Para isso, eu tenho o gabinete itinerante. Não é fazer uma enquete com a quantidade de robô e a quantidade de dinheiro que tem nas redes sociais. Para mim, as redes servem mais para comunicar o seu mandato, ser transparente. Comparando a postura do (presidente Jair) Bolsonaro e a minha, em outras proporções, é que ele usa as redes para consultar e se posicionar. Eu uso as redes para me comunicar e explicar meus posicionamentos. Existe um reposicionamento estratégico da sua imagem? Eu tenho um time muito bom que me ajuda. A gente está sempre tentando se reinventar. E quando eu falo em me reinventar não é reposicionamento. É simplesmente tornar a comunicação mais simples. Minha eleição não foi de redes sociais. E eu já fui chamada de débil mental por falar que eu não acho que dá para ouvir a população ouvindo as redes. Não dá para fazer nada pensando em números de likes. Não é um reposicionamento. O que eu acredito, não mudou. Ao se aproximar do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a senhora está se reposicionando politicamente mais ao centro do espectro político? Eu tenho reuniões quase que semanais com Maia desde que fiz uma provocação a ele: a Casa precisa se posicionar na pauta social. Aí tem um vácuo. Ele falou: ‘se você conseguir levantar projetos, traz para mim’. Eu, quando cheguei aqui, olhei esse Parlamento conservador e a agenda do governo, e não achei que eu ia conseguir falar com o presidente da Câmara e ter espaço para falar de uma agenda social. Então, vou aproveitar. E qual é essa agenda? Sou de centro-esquerda. Eu escolhi o PDT porque eu acreditava naquele momento que era o lugar que eu teria mais espaço para defender a minha agenda de Educação. Se o PDT me expulsar, e essa decisão é deles e não minha, porque eu não converso com o conselho de ética, vou para um partido que tenha essa pauta como prioritária. Agora, para qual partido que eu vou, não dá para eu conversar. Eu não fui expulsa. Você não está fazendo este movimento de buscar um partido? Não. Recebi convites informais de vários partidos. Formal, eu não recebi. Se eu for expulsa, eu converso com o maior prazer. Ler artigo completo
  5. Today
  6. São Paulo – O cientista norte-americano Philip Fearnside conhece a Amazônia como poucos. Ele fincou os pés na região no final dos anos 1970 e chegou a viver a beira da Transamazônica em experiência de campo para seu doutorado. Não à toa, tornou-se um dos nomes mais respeitados internacionalmente quanto o assunto é a maior floresta tropical do mundo. Em 2007, o ecólogo recebeu o Prêmio Nobel da Paz pelo Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC). Fearnside é pesquisador titular há mais de quatro décadas no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), um dos mais importantes centros de pesquisa sobre o bioma, que estuda desde o impacto da perda de floresta sobe os regimes de chuvas até o desenvolvimento de produtos a partir da biodiversidade amazônica. Em entrevista para o site EXAME, o cientista critica as decisões do governo federal para a pasta ambiental e destaca o papel central que a Amazônia desempenha no equilíbrio do clima planetário. Segundo ele, a morte da floresta emitiria mais gases de efeito estufa para a atmosfera do que a humanidade tem emitido através de suas atividades, como queima de combustível fóssil para geração de energia e uso da terra. Isso iniciaria um processo incontrolável de aquecimento global, com graves consequências para as sociedades humanas. “O fato de termos um governo que deliberadamente ataca o meio ambiente é muito grave e estimula um estado de impunidade e o aumento do desmatamento que estamos vendo. Não dá para esperar três anos e meio para o fim do mandato do atual para começarmos a fazer nossa parte no combate às mudanças climáticas, precisamos de ações imediatas, que passam pelo combate ao desmatamento e reconhecimento do aquecimento global”, diz o ecólogo. Philip Fearnside: Nobel da Paz e pesquisador sênior do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).Divulgação Confira a entrevista na íntegra a seguir: EXAME: O governo anunciou cortes nos orçamentos para pesquisa no Brasil. Como isso afeta o trabalho dos cientistas e institutos que estudam meio ambiente, incluindo o Inpa? Fearnside: Há limitações claras aí, como a falta de dinheiro, que afeta os investimentos em pesquisa e a falta de pessoas, já que não estão contratando gente, não tem editais, não tem concursos para substituir quem está indo embora. Os centros de pesquisas estão encolhendo. É uma situação que tem se agravado ao longo dos anos, mas se torna ainda mais crítica sob o atual governo, que deixou o país sem concursos para contratação de pessoal. Isso é terrível. Por exemplo, quase metade das pessoas que trabalham no Inpa terão direito de se aposentar dentro de um ano. Além disso, nem dinheiro para bolsa de pesquisas tem. Por conta dos cortes, o CNPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico] suspendeu a concessão de novas bolsas de pesquisa e talvez nem haja dinheiro suficiente para pagar as bolsas existentes depois de setembro. EXAME: Recentemente, Noruega e Alemanha suspenderam as doações de recursos ao Fundo Amazônia, principal ferramenta para preservação da floresta. Em resposta, o governo federal “desdenhou” dos milhões de dólares já doados. Como o sr. avalia esses eventos? Fearnside: No caso do Fundo Amazônia, os recursos ajudam no trabalho de preservação da floresta. Tanto na parte de monitoramento que o Inpe [Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais] realiza quanto nas ações de fiscalização a cargo do Ibama, além de muitas outras iniciativas de Ongs, governos estaduais e demais entidades. Infelizmente, com a alta de desmatamento na floresta, esses países doadores suspenderam os repasses, mas isso faz parte do acordo, já que as doações são atreladas à redução do desmatamento. É um quadro gravíssimo. E é evidente que o atual ministro do Meio Ambiente e o presidente se empenharam em desacreditar o programa, criando uma ideia de que há corrupção no processo do Fundo. Também tentaram usar verba das doações para indenizar proprietários rurais. Há muito sinais ruins surgindo do atual governo. Inclusive, essa seria a razão para o aumento do desmatamento, a retórica do governo cria um ambiente de impunidade. EXAME: Em 2007, ao em que o sr. recebeu o Nobel da Paz pelo IPCC, o Brasil coibia fortemente o desmatamento na Amazônia. Já passaram 12 anos desde então. Como o sr. recebeu a notícia de que o desmatamento aumentou mais de 40% entre julho de 2018 e agosto deste ano, conforme indicaram os dados do sistema de monitoramento Deter, do Inpe? Fearnside: Sem surpresas. Eu já imaginava que isso fosse acontecer devido ao discurso e às ações que o governo vem adotando desde o começo do ano. Mas o que me surpreendeu foram as acusações contra o Inpe. A ideia aventada pelo presidente de que os dados sobre desmatamento são manipulados com ajuda de ONGs é totalmente falsa, pura fantasia. Agora, me preocupa o que vai acontecer com o Inpe, que tem um novo diretor [o militar Darcton Policarpo Damião] que, pelo o que li a respeito, diz não estar convencido da comprovação do aquecimento global. Uma pessoa que diz isso não tem qualificação para assumir o Inpe, é como dizer que o homem não pisou na lua. Atualmente até o próprio presidente nega isso e já indicou dois ministros que também negam esse fenômeno. Não temos mais como esperar três anos e meio para o fim do mandato do atual governo para começar a fazer nossa parte no combate às mudanças climáticas, precisamos de ações imediatas, que passam pelo combate ao desmatamento. EXAME: No Acordo de Paris, o Brasil se compromete a reduzir 43% das emissões nacionais até 2030 comparado a 2005. Na situação atual, como é possível esse objetivo? E qual o papel da Amazônia nesse processo? Fearnside: O primeiro ponto mais importante é combater o desmatamento. Claro, que também precisamos reduzir o uso de combustível fóssil, mas no caso do Brasil, diferentemente de outros países que não têm tanto desmatamento, a perda de floresta acaba sendo muito importante aqui. As áreas preservadas na Amazônia representam um enorme potencial de emissão de carbono se forem desmatadas. Quando Bolsonaro esteve aqui em Manaus no final de julho, ele prometeu asfaltar a rodovia BR-319, que liga Manaus, no Amazonas, a Porto Velho, e também falou de planos para abrir novas estradas. Isso tem enormes impactos para o desmatamento no futuro. Ao abrir grandes blocos de floresta a oeste do rio Amazonas, você gera mudanças na geografia do desmatamento que implicam em grandes emissões de gases efeito estufa, além de todos os outros impactos que a perda da floresta causa, como perda biodiversidade e todo potencial de pesquisa e desenvolvimento de soluções a partir dela, e também a reciclagem de água. A floresta amazônica é essencial para manter as chuvas em SP e em outros lugares no sudeste do Brasil e garantir água para a sobrevivência de grandes centros de população. Durante o período chuvoso, em dezembro, janeiro e fevereiro, quase 70% da chuva no Sudeste vem da Amazônia, e não do oceano Atlântico. Isso é grave para a agricultura e suprimento de alimentos, de água e geração de hidroelétricas, já que os reservatórios são abastecidos pelos ciclos de chuvas. Se atualmente, a situação dos reservatórios preocupa, a ponto de já termos usado volume morto, imagina se perdermos toda a água que vem da Amazônia. A floresta nos presta um serviço ambiental inestimável. EXAME: Qual será o impacto sobre o clima do Brasil e do mundo se a Amazônia tombar? Fearnside: O Brasil é um ponto chave no equilíbrio climático, por conta da quantidade de carbono estocada na floresta amazônica, tanto nas árvores quanto no solo. Não podemos ultrapassar os chamados tipping point, os pontos de inflexão, em que a floresta entraria num ciclo irreversível de perda de árvores, queimadas e liberação de gás de efeito estufa, que consequentemente pioraria as mudanças climáticas. Esse é um dos pontos para o equilíbrio ambiental. A morte da floresta emitiria mais gases de efeito estufa para a atmosfera do que a humanidade tem emitido através de suas atividades, como queima de combustível fóssil para geração de energia e uso da terra, e iniciaria um processo incontrolável de aquecimento global. E aí precisamos lembrar que grandes problemas ambientais, como o aquecimento global, têm enormes impactos sobre as populações, especialmente as mais pobres. Lembra dos relatórios que a Dilma Rousseff tentou suprimir em 2015? Mais de 300 pesquisadores produziram o estudo [Primeiro Relatório de Avaliação Nacional do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, PBMC], que traça mudanças climáticas em curso no Brasil e seus impactos até o ano de 2040. O agravamento da seca em regiões que já vivem em situação limítrofe, como o Nordeste do Brasil, seria um desastre, que criaria dezenas de milhares de refugiados ambientais. O fato de termos um governo que deliberadamente ataca o meio ambiente é muito grave e estimula esse estado de impunidade e aumento do desmatamento que estamos vendo. Mais grave ainda é negar o aquecimento global. Não temos tempo para não agir sobre esse assunto, é uma coisa com consequências fatais, pessoas vão morrer e cidades vão colapsar. É verdade que os problema ambientais também existiam em governos anteriores, mas o quadro geral piorou muito com o atual governo. Veja tambémBRASILVozes pela Amazônia: Biodiversidade vale mais que gado e soja, diz Nobre15 ago 2019 - 06h08 EXAME: O sr. publicou um artigo recentemente na revista Environmental Conservation em parceria com o pesquisador Lucas Ferrante, também do Inpa, que critica a chamada “agenda de morte” do governo para o meio ambiente. O que seria essa agenda? Fearnside: Como o próprio título do artigo sugere, o novo presidente do brasil ameaça o meio ambiente, povos locais e o clima global. Há todo um conjunto de propostas legislativas da bancada ruralista para reduzir áreas indígenas, unidades de conservação, limitar a fiscalização e basicamente acabar com o licenciamento ambiental, que é uma ferramenta para evitar grandes impactos, além da liberação de agrotóxicos. É uma coisa gravíssima. Tem muito argumento de que os Estados Unidos derrubaram florestas e agora são um país rico. Isso não se sustenta. Quando você tira floresta, você empobrece os solos para a agricultura. As regiões americanas que mais tinham florestas hoje são bolsões de pobreza, a população vive com ajuda do governo. Há exceções? Sim, o Paraná no Brasil devastou florestas para expansão agrícola, mas tem o solo muito bom, é uma característica local. Este não é o caso da floresta amazônica, o solo é diferente lá. É mito achar que destruir floresta vai ser bom para o desenvolvimento do país. É o mesmo discurso de que abrir tudo para a mineração é o caminho para o progresso. Existe uma “maldição dos recursos naturais”, que explica a ironia presente no fato de que os países mais ricos em minérios são os mais miseráveis, veja o Congo e a Bolívia, por exemplo. Há toda uma literatura explicando porque esse tipo de riqueza não leva a melhoria de um país. Começou com a chamada doença holandesa. Nos anos 60, a Holanda descobriu gás e petróleo no mar do norte e todo mundo imaginou que isso melhoria o país, mas de repente todos os níveis de bem estar humano caíram, houve um impacto inverso ao esperado, dada a concentração de recursos em uma só atividade. É o mesmo caso da mineração e muitos países, que cria um custo social muito grande. Essa mesma lógica ameaça a Amazônia, com o projeto para liberar mineração lá. Outra proposta perigosa é a do Flávio Bolsonaro, para acabar com o conceito de Reserva Legal. Mas Reserva Legal é o que existe em termos de regulamento para restringir desmatamento dentro de propriedade privadas e é essencial para manter os serviços ambientais da floresta. EXAME: Qual o melhor caminho para garantir o desenvolvimento social, econômico e ambiental da Amazônia? Fearnside: Tem diferentes problemas aí. Tem problemas urbanos das cidades amazônicas, os problemas de sustentar as pessoas que moram no interior em regiões de floresta e o problema das áreas já desmatada para pastagens. No caso das cidades, há o desafio de criar empregos suficientes para sustentar as populações urbanas e ter recursos para investir da infraestrutura da cidade, principalmente em saneamento básico. Para as populações que moram na floresta, defendo os serviços ambientais. Para isso, precisamos mudar a base da economia, que hoje gira em torno da destruição da floresta, você desmata, vende madeira, depois transforma em pastagem e por aí vai. Temos que mudar para um modelo baseado na manutenção da floresta de pé. Preservar a biodiversidade, garantir a reciclagem da água e evitar o aquecimento global valem mais do que desmatamento. Áreas desmatadas ocupadas por pastagem não sustentam a população na Amazônia, pois é uma atividade com demanda mínima de mão de obra. O agropecuarista pode ficar rico, mas sozinho. Devemos, portanto, desencorajar esse tipo de desenvolvimento. Hoje, temos muitas populações em assentamentos sustentadas pelo governo, através de programas como o Bolsa Família. As áreas ainda protegidas do desmatamento precisam ser alvo desse tipo de arranjo, de pagamento por serviço ambiental. Mas é importante que as pessoas que recebam benefício por conta da floresta, tenham consciência da importância da floresta de pé. Veja tambémREVISTA EXAMEEm defesa da Amazônia15 ago 2019 - 05h08 EXAME: Os incêndios na Amazônia chamaram atenção mundial, que motivou toda uma pressão internacional sobre o governo agora. Isso pode ser bom para a floresta? Fearnside: O governo presta atenção às pressões internacionais. Acredito que foi por isso justamente que o presidente Bolsonaro não acabou de vez com Ministério do Meio Ambiente, como prometeu na campanha. Houve uma preocupação quanto aos efeitos sobre as exportações de produtos agropecuários brasileiros. Mesmo assim, o governo conseguiu desestabilizar a pasta sem desfazê-la abertamente. A parte de fiscalização praticamente acabou, agora o Ibama tem que avisar quando e onde vai fiscalizar. Mas esse exemplo mostrou que, sim, o país presta atenção ao risco de boicote aos produtos brasileiros. Evidentemente, o governo não escuta cientistas, mas ele não é surdo, alguma coisa, ele escuta. EXAME: O que todo brasileiro deveria saber sobre a floresta amazônica? Fearnside: A medida que a população fica mais consciente sobre o que está acontecendo, também pode influenciar as decisões políticas. É muito importante que os sistemas democráticos funcionem. É importante as pessoas se informarem mais sobre a Amazônia, mas também ter a experiência de estar na floresta. Mesmo em Manaus, o grosso da população nunca esteve dentro da floresta, vive no asfalto a vida inteira. Também é fundamental entender que por trás do desmatamento há dois vetores fortes, que são a criação de pastagem e área de plantio de soja, que será usada para produzir ração animal para bois e porcos. São atividades que demandam mais recursos do que a população brasileira consome. Cada hectare a mais desmatado na Amazônia é para produzir para exportação, não para alimentar a população brasileira. E, claro, é importante que as pessoas saibam que o aquecimento global é um problema real que desencadeia uma série de reações desastrosas para vida e que a Amazônia tem papel central na manutenção do equilíbrio. Ler artigo completo
  7. La Paz, 25 ago (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou neste domingo que aceitará ajuda internacional para o combate aos incêndios na Chiquitania, uma região entre a Amazônia e o Chaco e que é uma das principais áreas turísticas do país. “A cooperação é bem-vinda, seja de organismos internacionais, seja de personalidades, como de presidentes”, declarou Morales em entrevista coletiva após um ato de governo em Cochabamba. Veja tambémMUNDOG7 está disposto a ajudar países da Amazônia “o mais rápido possível”25 ago 2019 - 11h08MUNDOBolívia contrata maior avião tanque do mundo para combater incêndios22 ago 2019 - 21h08 O presidente boliviano disse também que os Ministérios de Relações Exteriores e Defesa estão a postos para fazer com que “a cooperação possa ser a mais rápida possível”. Além disso, Morales reiterou o agradecimento aos presidentes de Chile (Sebastián Piñera) e Paraguai (Mario Abdo Benítez) e ao presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, que telefonaram para prestar solidariedade e a intenção de cooperar. Morales destacou também a ajuda do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), que anunciou a doação de cerca de US$ 500 mil para o combate aos incêndios. O governante disse que soube pela imprensa que a Argentina e o Peru estão dispostos a ajudar o país e que recebeu um aviso do Ministério das Relações Exteriores da França que propõe uma “aliança para cuidar da biodiversidade em toda a região amazônica da América do Sul”, proposta que, segundo ele, o governo boliviano vai analisar. Segundo Morales, 2 mil soldados das Forças Armadas, 450 policiais e quatro helicópteros estão nas áreas afetadas para combater os incêndios, assim como o maior avião-tanque do mundo, que foi contratado pelo governo – e ele garantiu que outras três aeronaves de menor porte também o serão. O presidente boliviano prometeu que o governo construirá casas para as dez famílias que perderam residências nos incêndios, assim como alimento para animais que elas criam e que ficaram sem pasto. Morales alertou que os incêndios “devem continuar a acontecer”, já que a região sofre há dois meses com a falta de chuvas e há muita seca. Ele também anunciou que suspenderá por uma semana a campanha eleitoral para as eleições gerais de outubro, para focar as atenções no combate aos incêndios. <p>Incêndio em Iranduba, Amazonas, destrói parte da floresta Amazônica.20/08/2019</p>(Bruno KellyReuters)<p>Parte da floresta é destruída após incêndio em Novo Airao, Amazonas. 21/08/2019</p>(Bruno KellyReuters)<p>Amazônia; Queimadas; Desmatamento; Meio Ambiente</p>(Bruno KellyReuters)<p>Amazônia em chamas</p>(Ueslei MarcelinoReuters)<p>Queimadas na Amazônia</p>(Bruno KellyFile PhotoReuters)<p>Região desmatada próxima de Humaita, no Amazonas. 22/08/2019</p>(Ueslei MarcelinoReuters)<p>Incêndio na Amazônia próximo a Porto Velho, Rondônia. 22/08/2019</p>(Ueslei MarcelinoReuters)<p>Imagens de satélite mostra foco de incêndio na Amazônia, próximo a Porto Velho, Rondônia</p>(Maxar TechnologiesReuters)<p>Resultado das queimadas pode ser visto do espaço</p>(NasaReprodução)<p>Imagem de satélite divulgada pela Nasa mostra desmatamento na Amazônia</p>(NASAReuters) Ler artigo completo
  8. O iFood, empresa de delivery de alimentos que nasceu para trazer pratos dos restaurantes para a casa ou trabalho dos consumidores, acaba de lançar uma novidade para fechar o ciclo. O novo formato, chamado de “Na Mesa”, permite pedir um prato pelo aplicativo para comer no próprio restaurante. Ao chegar ao local, o consumidor abre o menu por meio da leitura do código QR, que está disponível na mesa do restaurante, e faz o pedido e o pagamento pelo app. Ao invés de ser atendido por um garçom, o pedido vai diretamente para a cozinha do restaurante. Por enquanto disponível apenas em um restaurante da Benjamin Padaria, o modelo começou a ser testado na última terça-feira, dia 20. De acordo com Jason Oh, diretor de novos negócios do iFood, a ideia é facilitar a jornada de consumo, do pedido ao pagamento, e aumentar a agilidade dos restaurantes. O iFood está presente em mais de 500 cidades brasileiras e chegou a 12,6 milhões de usuários. Os pedidos são feitos para mais de 66 mil restaurantes e entregues por 120 mil entregadores. Apenas em março deste ano, a empresa processou 17,4 milhões de pedidos, aumento de 130% na comparação com março de 2018. De acordo com o iFood, sua média de 558 mil encomendas por dia o faz superar o principal player americano do segmento. Para aumentar a recorrência dos clientes, a empresa tem testado novos métodos. Os consumidores já podem fazer pedidos pelo app e retirar nos restaurantes. Também é possível pagar por uma refeição em um restaurante a partir do aplicativo usando o código QR. “Como foodtech líder, utilizamos tecnologia para entregar diversas soluções de alimentação”, disse Oh. “Dessa forma, o cliente vai comandar o pedido na palma da mão, experimenta pedir online e também vivencia a experiência no restaurante, porém sem filas ou esperas”, afirmou. Recentemente, a companhia lançou uma opção corporativa para os pedidos feitos no aplicativo. Por ora, serão dois produtos: o iFood Office (escritório, em inglês), para pedir refeições na conta da empresa, e o iFood Card, um cartão pré-pago que pode ser oferecido aos funcionários para pagamento de refeições específicas. O Uber Eats também permite que um pedido feito pelo aplicativo seja retirado no restaurante, sem custo. A novidade foi lançada em junho deste ano, em parceria com restaurantes selecionados. O modelo já funciona em restaurantes nos Estados Unidos e na Europa. Na América Latina, os testes começaram em Cidade do México, Guadalajara (México) e San José (Costa Rica). Veja tambémNEGÓCIOSiFood lança cartão e opção corporativa para pedir “na conta da firma”29 jul 2019 - 06h07 Meio de pagamento Além de diminuir a fila e espera pela conta, a novidade do iFood deve impulsionar o uso do aplicativo do iFood como meio de pagamentos. A solução de pagamentos por código QR deve chegar a 3 mil restaurantes até o fim do ano, para ajudar a agilizar o atendimento e diminuir filas. O pagamento por cartão ou até mesmo via celular, com a tecnologia NFC através do Samsung Pay ou Apple Pay, é mais lento, porque precisa ser feito um por vez. Já o código QR pode ser lido por diversas pessoas ao mesmo tempo. A companhia tem grandes ambições para seu meio de pagamento. Depois de investir na plataforma de pagamento Zoop, a Movile, grupo de tecnologia que controla o iFood, quer tornar sua plataforma de pagamentos Movile Pay a maior fintech da América Latina. Ler artigo completo
  9. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, criticou o presidente da França, Emmanuel Macron, em sua página no Twitter. “A França é uma nação de extremos. Gerou homens como Descartes ou Pasteur, porém também os voluntários da Waffen SS Charlemagne. País de iluministas e de comunistas. O Macron não está à altura deste embate. É apenas um calhorda oportunista buscando apoio do lobby agrícola francês.” Em meio aos incêndios na Amazônia, Macron disse, na sexta-feira (23), que se oporá ao acordo de livre comércio entre Mercosul e a União Europeia porque o presidente Jair Bolsonaro teria mentido quando minimizou as preocupações sobre a mudança climática na reunião do G20, em junho. Weintraub ainda disse que os franceses elegerem uma governante “sem caráter”, mas que “isso nós também já fizemos”. “O Brasil também já elegeu governantes que chamavam facínoras como o Kadafi de irmão, acolhia terroristas e criticava injustamente democracias. Itália, EUA, Israel foram inúmeras vezes ofendidos. Lembrem que já fomos um anão diplomático. ‘Ferro’ neste Macron, não no povo francês.” Veja tambémMUNDOEm transmissão, Macron promete mobilização internacional para a Amazônia24 ago 2019 - 11h08BRASILEstamos analisando, diz Bolsonaro sobre chamar embaixador francês24 ago 2019 - 15h08 Segundo o ministro, os franceses estão enfrentando as mesmas ameaças globais que os brasileiros, mas em estágio mais avançado de dominação. “Não se trata de dizer que a França é um país que amamos odiar ou odiamos amar.” Ler artigo completo
  10. Biarritz (França), 25 ago (EFE).- Estados Unidos e Japão concluíram os principais pontos das negociações de um novo acordo comercial entre os dois países, anunciaram neste domingo o presidente americano, Donald Trump e o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe em Biarritz, na França, onde participam da cúpula do G7. Os dois políticos disseram que ainda faltam alguns detalhes para a assinatura do texto final, o que pode acontecer já em setembro, durante a realização, em Nova York, da Assembleia Geral das Nações Unidas. O acordo envolve as áreas agroalimentar, industrial e comércio digital. Depois que as represálias da China pela guerra comercial com os EUA afetaram as exportações agroalimentares americanas, Trump destacou as vantagens para esse setor de um possível acordo com o Japão. De acordo com ele, o país asiático comprará “centenas de milhões de dólares” em milho americano, além de US$ 7 bilhões em outros produtos agrícolas. Veja tambémMUNDOTrump ficou descontente com último teste de míssil da Coreia do Norte25 ago 2019 - 11h08 “Muito boas notícias para nossos agricultores e criadores de gado”, afirmou, por sua vez, o representante de Comércio Exterior, dos EUA, Robert Lighthizer, destacando que o acordo evita o aumento das tarifas americanos a automóveis japoneses. Já Shinzo Abe ressaltou que o acordo está perto de ser fechado após “intensas negociações”, especialmente durante o último ano. Para o ministro de Economia, Comércio e Indústria japonês, Hiroshige Seko, a conclusão das negociações representa uma “grande conquista”, e o objetivo é “completar o trabalho pendente o mais rápido possível”. EFE Ler artigo completo
  11. Palma de Mallorca (Espanha), 25 ago (EFE).- Uma colisão entre um helicóptero e um ultraleve em pleno voo matou neste domingo cinco pessoas, uma delas menor de idade, informaram à Agência Efe a Guarda Civil e o governo regional das Ilhas Baleares. O acidente aconteceu às 13h35 (horário local; 8h35 de Brasília), e os destroços das aeronaves caíram na parte central da ilha, sem deixar feridos, segundo as primeiras informações. Os três ocupantes do helicóptero e os dois do ultraleve morreram. Fontes da Guarda Civil disseram que vão abrir uma investigação para esclarecer o motivo da colisão. A presidente regional das Ilhas Baleares, Francina Armengol, lamentou o acidente e afirmou que equipes de emergência estão trabalhando no local da queda das aeronaves. “Nossos pensamentos estão com as vítimas”, afirmou a política no Twitter. EFE Ler artigo completo
  12. São Paulo – O Ministério da Economia informou por meio de nota na noite deste domingo, 25, que atenderá o pedido do Ministério da Defesa de descontingenciamento de R$ 38,5 milhões que estavam contingenciados das Operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). O presidente Jair Bolsonaro decretou a GLO na sexta-feira, 23,para o apoio das Forças Armadas ao combate às queimadas na região amazônica. Neste sábado, 24, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, havia dito que a ideia era utilizar R$ 28 milhões diretamente para a contenção do desmatamento na Amazônia. Veja tambémMUNDOG7 está disposto a ajudar países da Amazônia “o mais rápido possível”25 ago 2019 - 11h08BRASILEstados pedem mais ajuda contra fogo na Amazônia25 ago 2019 - 09h08 O Ministério da Economia explicou que a liberação solicitada pela Defesa diz respeito a todo o valor contingenciado das operações de GLO, “que conta com uma dotação aprovada de R$ R$ 47,5 milhões, tendo empenhado, até o presente momento, cerca de R$ 7,1 milhões”. “Feitas as primeiras estimativas de valor, considerando o cenário fiscal vigente, o Ministério da Economia aprovou a liberação imediata de R$ 38,5 milhões, procurando atender de forma emergencial pleito apresentado pela Defesa. Esse valor será liberado ao MD, conforme compromisso assumido pela Economia”, diz o texto. Ler artigo completo
  13. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste domingo que ficou descontente após o teste de um lançador de mísseis no sábado pela Coreia do Norte, ainda que tenha relativizado sua importância. “Eu não estou contente, mas mais uma vez ele (o líder norte-coreano) não violou o acordo” sobre esses testes, disse Trump a jornalistas à margem da cúpula o G7 em Biarritz, no sudoeste da França. Veja tambémMUNDOCoreia do Norte faz 7º teste de mísseis em menos de 30 dias24 ago 2019 - 09h08 Ao seu lado na reunião do G7, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, expressou uma opinião diferente, dizendo que o teste era uma violação das resoluções da ONU e “extremamente lamentável”. “O lançamento de mísseis balísticos de curto alcance pela Coreia do Norte é uma violação flagrante das resoluções do Conselho de Segurança da ONU”, estimou Abe. De acordo com a agência de notícias oficial norte-coreana KCNA, o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, supervisionou no sábado os testes de lançamento de uma nova arma “recentemente desenvolvida”, o que complicaria a possibilidade de uma retomada das negociações sobre a desnuclearização do país. O exército sul-coreano informou no sábado que o Norte teria disparado dois mísseis balísticos de curto alcance, mas a imprensa estatal norte-coreana afirmou neste domingo que se tratou do teste de um “lança-mísseis múltiplo super grande”. Kim afirmou que o sistema “recentemente desenvolvido” era uma “grande arma”, de acordo com a KCNA. O líder norte-coreano assegurou que o país precisa continuar desenvolvendo armamento para “frustrar de forma resolutiva as crescentes ameaças militares à pressão ofensiva de forças hostis”, acrescentou a agência. Kim teria supervisionado pelo menos outros dois testes de “novas” armas neste mês, embora a natureza e as especificidades técnicas das mesmas sejam um mistério. Esse foi o último de uma série de disparos do Estado nuclear nas últimas semanas, em protesto contra os exercícios militares conjuntos entre Estados Unidos e Coreia do Sul, concluídos há quase uma semana. O disparo de sábado levou a presidência sul-coreana a convocar uma reunião de seu Conselho Nacional de Segurança. “Os membros do Conselho Nacional de Segurança acordaram manter os esforços diplomáticos com a comunidade internacional para voltar a levar o Norte à mesa de negociações, junto aos Estados Unidos, para conseguir o objetivo de uma desnuclearização completa da península da Coreia”, disse o governo sul-coreano em comunicado. Parece pouco provável que se possam relançar as negociações em um futuro próximo. As negociações entre Pyongyang e Washington sobre a questão nuclear do Norte estão bloqueadas desde a segunda cúpula entre Kim Yong Un e o presidente americano, Donald Trump, celebrada em fevereiro em Hanói e que terminou sem acordo sobre a desnuclearização da Coreia do Norte e a suspensão das sanções. Kim e Trump voltaram a se encontrar em junho na Zona Desmilitarizada (DMZ) entre as duas Coreias e concordaram em relançar as negociações, algo que ainda não aconteceu. No começo da semana, o enviado especial dos Estados Unidos para a Coreia do Norte, Stephen Biegun, que lidera a preparação das negociações, assegurou de Seul que Washington está “preparado para iniciar as negociações” quando tiver notícias de Pyongyang. Mas na sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Ri Yong Ho, lançou um ataque contra o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, que classificou de “toxina intransigente”, e disse ser “cético” sobre a possibilidade de negociar com ele. Ler artigo completo
  14. Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.182 da Mega-Sena que ocorreu neste sábado (24), em São Paulo. O prêmio, estimado em R$ 35 milhões, acumulou. As dezenas sorteadas foram: 19 – 22 – 39 – 46 – 47 – 59. Na quarta-feira (28), dia do próximo sorteio, a Caixa Econômica Federal deve pagar R$ 42 milhões. A Quina saiu para 66 apostas e cada um vai levar R$ 46.519,40. A quadra teve 5.179 ganhadores e cada um receberá R$ 846,90. Novas apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica ou pela internet. A aposta mínima custa R$ 3,50. Ler artigo completo
  15. Os países do G7, reunidos em uma cúpula no sul da França, concordaram em ajudar os países afetados pelos incêndios que assolam a Amazônia “o mais rápido possível”, anunciou neste domingo (25) o presidente francês, Emmanuel Macron. “Há uma convergência real para dizer que todos concordamos em ajudar os países afetados por esses incêndios o mais rápido possível”, disse Macron, anfitrião da cúpula de países industrializados na cidade de Biarritz. Veja tambémMUNDOEm transmissão, Macron promete mobilização internacional para a Amazônia24 ago 2019 - 11h08ECONOMIAReino Unido se une à Alemanha e rejeita obstrução a acordo UE-Mercosul24 ago 2019 - 15h08 Diante dos pedidos de ajuda, lançados em particular pela Colômbia, “nós devemos estar presentes”, disse Macron, que criticou duramente na sexta-feira a “inação” do presidente brasileiro Jair Bolsonaro no combate a este desastre ambiental. As imagens da floresta amazônica em chamas provocaram uma comoção global e impulsionaram o assunto na agenda das discussões do G7, apesar da relutância inicial do Brasil por não estar presente na cúpula de Biarritz. Emmanuel Macron informou neste domingo contatos em andamento “com todos os países da Amazônia (…) para que possamos finalizar compromissos muito concretos de recursos técnicos e financeiros”. “Estamos trabalhando em um mecanismo de mobilização internacional para ajudar esses países com mais eficiência”, disse o chefe de Estado. Quanto à questão de longo prazo do reflorestamento na Amazônia, “várias sensibilidades foram expressas em torno da mesa”, acrescentou Macron, enfatizando o compromisso dos países com a soberania nacional. “Mas o desafio da Amazônia para estes países e para a comunidade internacional é tal – em termos de biodiversidade, oxigênio, luta contra as mudanças climáticas – que nós precisamos fazer esse reflorestamento”, suplicou o presidente francês. Esta crise ambiental ganhou tamanha proporção que ameaça o acordo comercial entra a União Europeia (UE) e o Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) assinado no final de junho, após 20 anos de negociações. Acusando Jair Bolsonaro de ter “mentido” sobre seus compromissos com o meio ambiente, Paris anunciou que, nessas condições, se opõe ao tratado. <p>Centenas de pessoas protestam em frente a embaixada brasileira em Londres contra os incêndios na Amazônia</p>(WILLIAM SKEAPING@EXTINCTIONRReuters)<p>Centenas de pessoas protestam em frente a embaixada brasileira em Londres contra os incêndios na Amazônia</p>(Toby MelvilleReuters)<p>Indígenas da tribo Huni Kuin Kaxinawa protestam contra incêndios na Amazônia em frente a embaixada brasileira em Londres</p>(Toby MelvilleReuters)<p>Ativista ambiental protesta contra queimadas na Amazônia na capital do Chipre</p>(Yiannis KourtoglouReuters)<p>Manifestante critica Bolsonaro durante protesto contra os incêndios da Amazônia em Bogotá, na Colômbia</p>(Luisa GonzalezReuters)<p>Indígena protestando contra as queimadas e o desmatamento da Amazônia em Bogotá, na Colômbia</p>(Luisa GonzalezReuters)<p>Ativistas ambientais protestam em Paris contra os incêndios na Amazônia</p>(Charles PlatiauReuters)<p>Ativistas ambientais protestam em Paris contra os incêndios na Amazônia</p>(Charles PlatiauReuters)<p>Manifestantes criticam o presidente Jair Bolsonaro durante protesto contra incêndios na Amazônia em Bogotá, Colômbia</p>(Luisa GonzalezReuters)<p>Indígenas protestam contra incêndios na Amazônia em Bogotá, Colômbia</p>(Luisa GonzalezReuters)<p>Manifestantes protestam contra incêndios na Amazônia em Bogotá, Colômbia</p>(Luisa GonzalezReuters)<p>Manifestantes protestam em Miami contra os incêndios na Amazônia</p>(Joe RaedleGetty Images)<p>Manifestantes protestam em Bogotá contra os incêndios na Amazônia</p>(Guillermo Legaria SchweizerGetty Images)<p>Manifestantes protestam em Bogotá contra os incêndios na Amazônia</p>(Guillermo Legaria SchweizerGetty Images)<p>Manifestantes protestam em Bogotá contra os incêndios na Amazônia e criticam Bolsonaro</p>(Guillermo Legaria SchweizerGetty Images)<p>Manifestantes protestam em Amsterdam contra queimadas na Amazônia</p>(Romy Arroyo FernandezGetty Images)<p>Manifestantes protestam na Polônia contra queimadas na Amazônia</p>(Beata ZawrzelGetty Images)<p>Manifestantes protestam na Polônia contra queimadas na Amazônia</p>(Beata ZawrzelGetty Images)<p>Manifestantes protestam na Polônia contra queimadas na Amazônia</p>(Beata ZawrzelGetty Images)<p>Manifestantes protestam na Polônia contra queimadas na Amazônia</p>(Beata ZawrzelGetty Images) Ler artigo completo
  16. São Paulo – Fernanda Young, escritora, atriz e roteirista, morreu aos 49 anos, neste domingo, em um sítio da família em em Gonçalves, em Minas Gerais. A causa da morte não foi divulgada. As informações são do jornal O Globo. Fernanda Iniciou sua carreira na TV em 1995, na série “A comédia da vida privada”, adaptação de textos de Luis Fernando Verissimo que assinou com o marido, Alexandre Machado, exibida pela Rede Globo. Em 1996 lançou o primeiro livro, “Vergonha dos pés”, pela editora Objetiva. Atualmente, ela estava em cartaz com a peça “Ainda nada novo”, em São Paulo. Na última sexta-feira, Fernanda fez um desabafo no Instagram. Ver essa foto no Instagram As pessoas me acham maluca, mas estou observando tudo – de dentro e de fora. Pensam que não percebo as suas falcatruas, mas ser gentil não significa ser otaria! Trabalho feito uma vaca, pago essas merdas desses impostos, não vejo uso para eles, escuto que mamo em tetas do governo; divirto as pessoas, ofereço poesia, e lido com ignorâncias proferidas por um bando de escroto que mete Deus nos seus discursos hipócritas. Deito e levanto cansada porque nunca peguei um centavo de ninguém e tudo o que tenho é fruto de TRABALHO. Não herdei, não ganhei, nem sou sustentada! Tenho 4 filhos que estão aprendendo a serem éticos e livres. E o que ouço? É louca! O que vejo? A nossa cultura material e imaterial, a nossa língua, a nossa fauna, flora, sendo esganiçada, sacaneada, por ogros maléficos. Estamos virando uma gente porcaria, afinal “piorar é mais fácil”! E fica tão claro o oportunismo das ratazanas sorrateiras, que veem na “loucura do criador”, achando-nos dispersos, irresponsáveis, ricos, nesgas para sermos passados para trás! Comigo, não! Não! Sei reconhecer um lápis meu em meio a um milhão! Não estive “calada nos últimos 14 anos”, não aceito desaforo! Sou uma mulher de 50 anos que sonhou alto e realizou muito. E estou longe de encerrar a minha jornada nessa orbe! Aos que se interessam: bom proveito. Para os outros: estou pouco me lixando! (Texto escrito no ônibus. Ganho para escrever. Aqui ofereço de graça e com erros. “Flagra” de @e.mym que postou a foto com uma legenda muito mais sábia.) Uma publicação compartilhada por Fernanda Young (@fernandayoung) em 23 de Ago, 2019 às 12:19 PDT //www.instagram.com/embed.js Ler artigo completo
  17. Donald Trump declarou neste domingo (25) que sua guerra comercial com a China não causa tensão na cúpula do G7, apesar das preocupações expressas por vários outros líderes. O presidente dos Estados Unidos também afirmou em Biarritz (sudoeste da França) que não pretende tomar outras medidas contra Pequim neste momento. “Eu acho que eles respeitam a guerra comercial. Ela deveria acontecer”, disse Trump a repórteres antes de uma reunião com outros líderes do G7, incluindo Emmanuel Macron, Angela Merkel e Shinzo Abe. Questionado sobre possíveis críticas de seus colegas sobre o assunto, ele insistiu: “não, de forma alguma. Eu não ouvi isso”. Veja tambémMUNDOAntes mesmo de reunião, atritos emergem com chegada de líderes para o G724 ago 2019 - 16h08MUNDOEntenda quais são os principais tópicos de discussão do G724 ago 2019 - 15h08 Muitos líderes expressaram preocupações sobre o impacto negativo deste conflito comercial sobre a economia global e os mercados. Como o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, que declarou claramente a Donald Trump que é “a favor de uma paz comercial” e que “não gosta de impostos alfandegários”. Os mercados financeiros caíram após o anúncio de taxas adicionais americanas sobre um total de 550 bilhões de dólares em importações chinesas, em resposta a um novo aumento das tarifas chinesas. O presidente americano admitiu ter algumas dúvidas sobre a conveniência de intensificar sua guerra comercial. Ele apontou que se absteria, no momento, de declarar um estado de emergência nacional que permitiria, segundo ele, ordenar que as empresas americanas deixem a China. “Eu tenho o direito, se eu quiser. Posso declarar estado de emergência nacional. Mas não tenho essa intenção por enquanto”, disse ele. Em contrapartida, o republicano garantiu que está “muito perto” de concluir um “grande” acordo comercial com o Japão. Washington e Tóquio “trabalham nesse acordo há cinco meses”, disse, antes de se reunir com Boris Johnson. Na sexta-feira, Donald Trump ameaçou Pequim com medidas drásticas, tuitando que “as empresas americanas têm ordens para começar imediatamente a procurar uma alternativa à China”. Apesar de seus comentários mais sutis neste domingo, Trump defendeu sua estratégia em relação à China, a quem ele acusa de “roubo de propriedade intelectual da ordem de 300 a 500 bilhões de dólares por ano”. “Estamos perdendo um total de cerca de US$ 1 trilhão por ano. E, sob muitos aspectos, é uma emergência”, disse ele. Como vem dizendo há meses, o presidente americano reafirmou que a China acabará cedendo às demandas e mudando sua relação comercial com os Estados Unidos. “Estamos em discussões, eles querem um acordo tanto quanto nós”, assegurou. Ler artigo completo
  18. Antonio Palocci afirmou à Polícia Federal em sua delação premiada que usou R$ 250 mil da “conta” Lula de R$ 15 milhões acertada com o dono do BTG Pactual André Esteves para pagar despesas da viagem de descanso da ex-presidente Dilma Rousseff, para a Bahia, após sua vitória nas eleições em 2010. Eleita no segundo turno sucessora de Lula, Dilma viajou no dia 3 de novembro para uma praia paradisíaca em Itacaré, na Bahia, onde ficou na mansão alugada do empresário paulista João Paiva Neto. Palocci diz que pagou o jato e outros custos como a locação do imóvel com o dinheiro acertado com Esteves. “O colaborador usou parte desses recursos, cerca de R$ 250 mil, para arcar com despesas da viagem de descanso que Dilma Rousseff fez após vencer a eleição em 2010”, registra o termo de delação 9 de Palocci, anexados nos autos da Operação Pentiti, a fase 64 da Lava Jato deflagrada nesta sexta, 23. A Pentiti apura supostos crimes de corrupção envolvendo o BTG Pactual e a Petrobras na exploração do pré-sal e ‘em projeto de desinvestimento de ativos’ na África. Entre os alvos da operação estão a ex-presidente da estatal, Graça Foster, e André Esteves. De acordo com a PF, os supostos crimes podem ter causado prejuízo de ao menos US$ 1,5 bilhão, o que equivaleria a cerca de R$ 6 bilhões de reais hoje. Há um termo específico sobre os detalhes dessa viagem, mas Palocci narrou no termo 9 em que trata dos acertos com André Esteves envolvendo negócios do BTG Pactual com a Petrobrás na África o fato. Nele o delator narrou que na campanha de 2010 o banqueiro queria estreitar relações com Dilma e prometeu dar R$ 15 milhões em favor de Lula e para uso na campanha. “Dilma Rousseff foi informada das intenções de André Esteves expostas a Antonio Palocci e do apoio financeiro por ele prometido e efetivamente dado, inclusive quanto a seu emprego para quitação dos custos com a viagem da então presidente eleita.” Veja tambémNEGÓCIOSEm nova ação da Lava Jato PF faz buscas com base na delação de Palocci23 ago 2019 - 09h08BRASILLula se cala em depoimento na Pentiti, 64ª fase da operação Lava Jato23 ago 2019 - 16h08 Palocci assumiu responsabilidade sobre a destinação dos recursos acertados com Esteves para patrocinar a viagem de descanso de Dilma. Levantamento A Polícia Federal buscou elementos para comprovar o que dizia Palocci em sua delação. O acordo fechado com a PF em 2018 e homologado no Tribunal Regional da 4.ª Região (TRF-4) – a segunda instância da Lava Jato – pelo desembargador João Pedro Gebran Neto. A Informação de Polícia Judiciária 102/2018, entregue ao delegado Filipe Hille Pace, registra recortes de notícias sobre a viagem de Dilma à Bahia, após a eleição, dados sobre aeronave e os gastos com o passeio – que segundo informaram à época teria sido custeada pelo ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos (que morreu em 2014). “De acordo com os relatos do criminoso colaborador Antônio Palocci Filho formalizados junto aos termos de colaboração premiada, em síntese apertada, o mesmo sustenta a hipótese de que a pessoa de André Santos Esteves, seria o responsável por administrar recursos ocultos da pessoa de Luiz Inácio Lula da Silva, com o auxílio da estrutura financeira do banco BTG Pactual”, informa o documento. Segundo Palocci afirma na delação, pelo menos R$ 5 milhões dos R$ 15 milhões acertados foram usados para custear restos dos gastos da campanha presidencial, como pagamentos para agência de publicidade e a viagem de descanso. O dinheiro foi sacado pelo seu ex-braço direito Branislav Kontic, em diversas visitas que fez ao banco. No Termo 7 da delação de Palocci ele conta ainda que “tratou-se de viagem cara, na qual houve o fretamento de jato particular e hospedagem da candidata vencedora e de equipe em luxuoso imóvel”. As despesas a viagem foram oficialmente e publicamente arcadas por Marcio Thomaz Bastos, sendo ele posteriormente ressarcido com os valores de propina” Branislav Kontic levou os recursos ao escritório do advogado. Palocci diz que nem Esteves soube da destinação dos valores nem Bastos sabia da origem ilícita do reembolso. A PF produziu ainda documentos sobre o jato usado na viagem, sobre o contrato feito para locação da mansão em que a ex-presidente ficou hospedada, entre outras. O contrato de locação do imóvel feito com o empresário paulista foi assinado pelo então governador da Bahia, Jaques Wagner – ex-ministro da Casa Civil de Dilma. O dono enviou à PF um documento e informou que a casa tinha sido alugada para Wagner. No material há um recibo com data de 8 de novembro de 2010 que registra pagamento de R$ 12 mil pelo ex-govenador por meio de um cheque, pela locação da casa entre os dias 3 e 7 de novembro. COM A PALAVRA, DILMA ROUSSEFF A propósito das supostas novas declarações do senhor Antônio Palocci, a Assessoria de Imprensa de Dilma Rousseff registra: Mais uma vez, o senhor Antônio Palocci mente em delação premiada tentando criar uma cortina de fumaça porque não tem provas que comprometam a idoneidade e a honra da presidenta Dilma. É fantasiosa a versão de que ela teria “dado corda” para a Lava Jato “implicar” Lula. Isso não passa de uma tentativa vazia de intrigá-la com o presidente Lula. Na verdade, a delação implorada de Palocci se constitui num dos momentos mais vexaminosos da política brasileira, porque revela o seu verdadeiro caráter.” COM A PALAVRA, O BTG PACTUAL “Com relação à operação da Polícia Federal realizada nesta data, o BTG Pactual esclarece que está à disposição das autoridades para que tudo seja esclarecido o mais rápido possível, como sempre. O BTG Pactual reforça que o Banco opera normalmente. O Banco esclarece ainda, que o objeto da referida busca e apreensão foi alvo de uma investigação independente conduzida pelo escritório de advocacia internacional Quinn Emanuel Urquhart & Sullivan, LLP, especializado em investigações e auditorias, contratado em 2015 por um comitê independente formado justamente para fazer uma auditoria externa e imparcial sobre as alegações na época relacionadas a atos ilícitos. A referida auditoria concluiu não existir qualquer indício de irregularidade. O relatório é público e pode, inclusive, ser acessado no site do banco (https://www.btgpactual.com/noticias/quinn-emanuel-conclusoes-da- investigacao)” COM A PALAVRA, A DEFESA DE GRAÇA FOSTER A reportagem tenta contato com a defesa da ex-presidente da Petrobrás. O espaço está aberto para manifestação. COM A PALAVRA, A ADVOGADA SÔNIA COCHRANE RÁO, QUE DEFENDE ANDRÉ ESTEVES “Inexplicável e verdadeiramente assustadora a nova medida de força adotada sem qualquer motivo, baseada na desacreditada delação de Antônio Palocci, contra uma instituição financeira e um cidadão recentemente vítima de violento erro judiciário reconhecido por todas as instâncias judiciais.” fonte: Estadão Conteudo Ler artigo completo
  19. O papa Francisco disse, neste domingo (25), estar “preocupado” com os incêndios que devastam a floresta amazônica, “este pulmão vital para o nosso planeta”. “Estamos preocupados com os grandes incêndios que se desenvolveram na Amazônia. Esse pulmão florestal é vital para o nosso planeta”, afirmou o pontífice argentino durante a tradicional oração do Angelus, diante de uma multidão de fiéis reunidos na Praça São Pedro. Veja tambémBRASILInferno na floresta: o que sabemos sobre os incêndios na Amazônia22 ago 2019 - 18h08REVISTA EXAMEEm defesa da Amazônia15 ago 2019 - 05h08 O papa sul-americano, que realizará uma grande conferência mundial sobre a Amazônia, convidou os 1,3 bilhão de católicos de todo o mundo a “rezar para que, graças ao empenho de todos, esses incêndios sejam extintos o mais rápido possível”. Francisco, eleito em março de 2013, se reuniu em maio com o líder indígena Raoni, que viajou à Europa para advertir sobre o desmatamento da Amazônia. O líder da etnia Kayapó também procurava levantar um milhão de euros para proteger a reserva do Xingu, no Brasil. Em sua encíclica “Laudato si” (maio de 2015), um texto com tom muito social sobre a ecologia, o papa denunciou a exploração da floresta amazônica por “enormes interesses econômicos internacionais”. Em janeiro de 2018, o pontífice argentino de 82 anos visitou Puerto Maldonado, um vilarejo no sudeste do Peru cercado pela floresta amazônica, para onde milhares de indígenas peruanos, brasileiros e bolivianos haviam convergido. Na ocasião, ele criticou “a forte pressão de grandes interesses econômicos que cobiçam o petróleo, o gás, a madeira, o ouro, as monoculturas agroindustriais”. Veja tambémMUNDOEm transmissão, Macron promete mobilização internacional para a Amazônia24 ago 2019 - 11h08ECONOMIAReino Unido se une à Alemanha e rejeita obstrução a acordo UE-Mercosul24 ago 2019 - 15h08 Para o papa, esta primeira viagem à Amazônia foi o pontapé para os preparativos da Assembleia Mundial dos Bispos (sínodo) em outubro próximo, dedicada a essa floresta que ocupa 43% do território da América do Sul e onde vivem quase três milhões de indígenas. A Igreja Católica tem consciência da sangrenta história da evangelização da América Latina no século XVI e reconhece que nem sempre tratou com respeito os povos da Amazônia. Mas agora está envolvida em muitos projetos para ajudar os povos amazônicos a preservar seus costumes e sua identidade. Antes da oração do Angelus, o cardeal Jorge Bergoglio também instou os fiéis a “lutar contra todas as formas de injustiça” e “levar uma vida humilde e boa, uma vida de fé que se traduz em ação concreta”. Para entrar no “Paraíso, não haverá numerus clausus”, mas “não será uma bela rodovia também, com, basicamente, um grande portal” de entrada, disse, sobre o Evangelho do dia que evoca “a porta estreita” para o Paraíso. Para Francisco, é “uma porta estreita” no sentido de que “é (um percurso) exigente, que requer esforço, isto é, vontade determinada e perseverante de viver segundo o Evangelho”. <p>Centenas de pessoas protestam em frente a embaixada brasileira em Londres contra os incêndios na Amazônia</p>(WILLIAM SKEAPING@EXTINCTIONRReuters)<p>Centenas de pessoas protestam em frente a embaixada brasileira em Londres contra os incêndios na Amazônia</p>(Toby MelvilleReuters)<p>Indígenas da tribo Huni Kuin Kaxinawa protestam contra incêndios na Amazônia em frente a embaixada brasileira em Londres</p>(Toby MelvilleReuters)<p>Ativista ambiental protesta contra queimadas na Amazônia na capital do Chipre</p>(Yiannis KourtoglouReuters)<p>Manifestante critica Bolsonaro durante protesto contra os incêndios da Amazônia em Bogotá, na Colômbia</p>(Luisa GonzalezReuters)<p>Indígena protestando contra as queimadas e o desmatamento da Amazônia em Bogotá, na Colômbia</p>(Luisa GonzalezReuters)<p>Ativistas ambientais protestam em Paris contra os incêndios na Amazônia</p>(Charles PlatiauReuters)<p>Ativistas ambientais protestam em Paris contra os incêndios na Amazônia</p>(Charles PlatiauReuters)<p>Manifestantes criticam o presidente Jair Bolsonaro durante protesto contra incêndios na Amazônia em Bogotá, Colômbia</p>(Luisa GonzalezReuters)<p>Indígenas protestam contra incêndios na Amazônia em Bogotá, Colômbia</p>(Luisa GonzalezReuters)<p>Manifestantes protestam contra incêndios na Amazônia em Bogotá, Colômbia</p>(Luisa GonzalezReuters)<p>Manifestantes protestam em Miami contra os incêndios na Amazônia</p>(Joe RaedleGetty Images)<p>Manifestantes protestam em Bogotá contra os incêndios na Amazônia</p>(Guillermo Legaria SchweizerGetty Images)<p>Manifestantes protestam em Bogotá contra os incêndios na Amazônia</p>(Guillermo Legaria SchweizerGetty Images)<p>Manifestantes protestam em Bogotá contra os incêndios na Amazônia e criticam Bolsonaro</p>(Guillermo Legaria SchweizerGetty Images)<p>Manifestantes protestam em Amsterdam contra queimadas na Amazônia</p>(Romy Arroyo FernandezGetty Images)<p>Manifestantes protestam na Polônia contra queimadas na Amazônia</p>(Beata ZawrzelGetty Images)<p>Manifestantes protestam na Polônia contra queimadas na Amazônia</p>(Beata ZawrzelGetty Images)<p>Manifestantes protestam na Polônia contra queimadas na Amazônia</p>(Beata ZawrzelGetty Images)<p>Manifestantes protestam na Polônia contra queimadas na Amazônia</p>(Beata ZawrzelGetty Images) Ler artigo completo
  20. O presidente americano Donald Trump não se arrepende da guerra comercial com a China e só “lamenta não ter aumentado mais as tarifas” sobre os produtos chineses, informou neste domingo uma porta-voz da Casa Branca. “Foi perguntado ao presidente se ele ‘queria mudar de opinião sobre a guerra comercial com a China‘, e sua resposta foi mal interpretada”, declarou Stéphanie Grisham. “O presidente Trump respondeu afirmativamente, (mas) porque lamenta não ter aumentado ainda mais as taxas”, explicou. Pouco antes, Trump deu a intender que flexibilizava sua posição nesta questão. “Sempre penso duas vezes, sobre todos os temas”, havia dito. Ainda neste domingo, Trump declarou que sua guerra comercial com a China não causa tensão na cúpula do G7, apesar das preocupações expressas por vários outros líderes. O presidente dos Estados Unidos também afirmou em Biarritz (sudoeste da França) que não pretende tomar outras medidas contra Pequim neste momento. “Eu acho que eles respeitam a guerra comercial. Ela deveria acontecer”, disse Trump a repórteres antes de uma reunião com outros líderes do G7, incluindo Emmanuel Macron, Angela Merkel e Shinzo Abe. Veja tambémECONOMIAChina alerta que EUA podem sofrer consequências por “ações erradas”24 ago 2019 - 12h08 Questionado sobre possíveis críticas de seus colegas sobre o assunto, ele insistiu: “não, de forma alguma. Eu não ouvi isso”. Muitos líderes expressaram preocupações sobre o impacto negativo deste conflito comercial sobre a economia global e os mercados. Como o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, que declarou claramente a Donald Trump que é “a favor de uma paz comercial” e que “não gosta de impostos alfandegários”. Os mercados financeiros caíram após o anúncio de taxas adicionais americanas sobre um total de 550 bilhões de dólares em importações chinesas, em resposta a um novo aumento das tarifas chinesas. O presidente americano admitiu ter algumas dúvidas sobre a conveniência de intensificar sua guerra comercial. Ele apontou que se absteria, no momento, de declarar um estado de emergência nacional que permitiria, segundo ele, ordenar que as empresas americanas deixem a China. “Eu tenho o direito, se eu quiser. Posso declarar estado de emergência nacional. Mas não tenho essa intenção por enquanto”, disse ele. Em contrapartida, o republicano garantiu que está “muito perto” de concluir um “grande” acordo comercial com o Japão. Washington e Tóquio “trabalham nesse acordo há cinco meses”, disse, antes de se reunir com Boris Johnson. Na sexta-feira, Donald Trump ameaçou Pequim com medidas drásticas, tuitando que “as empresas americanas têm ordens para começar imediatamente a procurar uma alternativa à China”. Apesar de seus comentários mais sutis neste domingo, Trump defendeu sua estratégia em relação à China, a quem ele acusa de “roubo de propriedade intelectual da ordem de 300 a 500 bilhões de dólares por ano”. “Estamos perdendo um total de cerca de US$ 1 trilhão por ano. E, sob muitos aspectos, é uma emergência”, disse ele. Como vem dizendo há meses, o presidente americano reafirmou que a China acabará cedendo às demandas e mudando sua relação comercial com os Estados Unidos. “Estamos em discussões, eles querem um acordo tanto quanto nós”, assegurou. Ler artigo completo
  21. Bruxelas, 25 ago (EFE).- O governo de Luxemburgo não apoiará o acordo de livre-comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercosul se o Brasil não começar a cumprir a partir de agora as obrigações climáticas impostas pelo tratado e proteger a Amazônia, que há mais de dez dias vem sofrendo vários incêndios. O ministro das Relações Exteriores do país, Jean Asselborn, afirmou em comunicado que, “diante de um desmatamento da Amazônia que causa incêndios dramáticos”, o governo luxemburguês “espera que os parceiros do Mercosul respeitem inclusive antes da conclusão do acordo negociado os compromissos do Acordo de Paris”. Veja tambémBRASILInferno na floresta: o que sabemos sobre os incêndios na Amazônia22 ago 2019 - 18h08REVISTA EXAMEEm defesa da Amazônia15 ago 2019 - 05h08 “Luxemburgo não poderá respaldar a assinatura do acordo se o Brasil não se preparar para respeitar a partir de agora as suas obrigações a respeito do Acordo de Paris que estão nas negociações com a UE”, acrescentou. Asselborn e o primeiro-ministro de Luxemburgo, Xavier Bettel, vão propor ao conselho de ministros para que seja paralisada a decisão de assinar o acordo, que foi conseguido no final de julho, mas que ainda precisa do sinal verde dos países da UE para poder entrar em vigor. O acordo selado entre a UE e o Mercosul após duas décadas de negociações é o primeiro dos tratados de livre-comércio envolvendo o bloco europeu que inclui a obrigação de respeitar o Acordo de Paris pelo clima. Luxemburgo considera que o acordo comercial é “uma oportunidade histórica”, mas acredita que é preciso uma mudança de rumo para garantir o “respeito à floresta amazônica, que é o pulmão do planeta” – embora, de fato, não o seja, já que consome a maior parte do oxigênio que produz. Além de Luxemburgo, França e Irlanda também já tinham ameaçado não assinar o acordo se o Brasil não respeitar os compromissos de proteção do meio ambiente. Já a Finlândia, que preside atualmente a União Europeia, propôs a possibilidade de impor restrições às importações de carne do Brasil, maior abastecedor mundial, como forma de pressionar o país a preservar a Amazônia e cumprir os acordos ambientais. <p>Incêndio em Iranduba, Amazonas, destrói parte da floresta Amazônica.20/08/2019</p>(Bruno KellyReuters)<p>Parte da floresta é destruída após incêndio em Novo Airao, Amazonas. 21/08/2019</p>(Bruno KellyReuters)<p>Amazônia; Queimadas; Desmatamento; Meio Ambiente</p>(Bruno KellyReuters)<p>Amazônia em chamas</p>(Ueslei MarcelinoReuters)<p>Queimadas na Amazônia</p>(Bruno KellyFile PhotoReuters)<p>Região desmatada próxima de Humaita, no Amazonas. 22/08/2019</p>(Ueslei MarcelinoReuters)<p>Incêndio na Amazônia próximo a Porto Velho, Rondônia. 22/08/2019</p>(Ueslei MarcelinoReuters)<p>Imagens de satélite mostra foco de incêndio na Amazônia, próximo a Porto Velho, Rondônia</p>(Maxar TechnologiesReuters)<p>Resultado das queimadas pode ser visto do espaço</p>(NasaReprodução)<p>Imagem de satélite divulgada pela Nasa mostra desmatamento na Amazônia</p>(NASAReuters) Ler artigo completo
  22. São Paulo – Sob solicitação dos Estados, a gestão Jair Bolsonaro ampliou ontem, 24, o envio de tropas federais para tentar conter os incêndios na Amazônia, além de acenar com a liberação de recursos bloqueados. O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, autorizou o envio da Força Nacional para ações de combate ao desmatamento em Pará e Rondônia. São dois dos seis Estados que já acertaram com o governo o envio das Forças Armadas, com base no decreto da Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Os outros são Roraima, Tocantins, Acre e Mato Grosso. O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, informou que o governo deve liberar até R$ 28 milhões como medida emergencial para apoio ao combate às queimadas. A Pasta tem previsto esse valor anual para emprego em GLO – mas os recursos estão contingenciados. Azevedo e Silva disse que o ministro da Economia, Paulo Guedes, se comprometeu a liberá-los. “Lógico que são recursos emergenciais que duram pouco. Eu fui responsável pela intervenção na Maré, no Rio. Era mais ou menos R$ 1 milhão por dia”, disse Silva. Ele destacou que todo o efetivo das Forças Armadas na Amazônia, de 43 mil homens, está disponível para o combate ao fogo, conforme solicitação dos Estados e do governo federal. Ontem, já começaram ações de contenção em Porto Velho com dois C-130 Hércules. As aeronaves podem despejar até 12 mil litros de água em cada ação. Veja tambémBRASILEstá indo para normalidade, diz Bolsonaro sobre queimadas na Amazônia24 ago 2019 - 15h08 Já o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse que “há um saldo no Fundo Amazônia de mais de R$ 1 bilhão que vem sendo utilizado, inclusive no combate a incêndios”. Ele não esclareceu se haveria destinação específica para o momento. Outras quatro Air Tractor, do ICMBio, foram deslocadas neste sábado de Formosa (GO) a Porto Velho. Deter Ainda sem a quantidade de homens que serão enviados, a portaria da Justiça que será publicada amanhã diz que o trabalho da Força Nacional será feito em apoio ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Mas a tropa já enviou 30 bombeiros de Brasília para Porto Velho (RO) neste sábado, 24. Os agentes foram deslocados para os locais de alerta do sistema Deter (Desmatamento em Tempo Real), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O monitoramento do desmate por meio do sistema Deter, do Inpe, é alvo de questionamentos do presidente Jair Bolsonaro, que chegou a dizer que o órgão divulgava dados mentirosos, diante da sucessiva publicação de números dando conta de aumento no desmatamento. A crise resultou na exoneração do presidente do instituto, Ricardo Galvão. Veja tambémIsso de patrimônio da humanidade é uma bobagem, diz Salles sobre Amazônia24 ago 2019 - 12h08 Governadores Os governadores de Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, em carta conjunta, pediram ontem ao presidente Jair Bolsonaro “imediatas providências” para viabilizar a cooperação das estruturas dos Estados da Amazônia Legal e do governo federal no combate a focos de incêndio na floresta. O texto enfatiza a necessidade de uma reunião em caráter de urgência – Bolsonaro já acenou com visita à área – e diz que as medidas necessárias passam por “apoio material para o enfrentamento efetivo ao desmatamento” e incremento das ações de fiscalização. “A proporção das queimadas, a velocidade de alastramento do fogo, a dificuldade de acesso às áreas atingidas bem como a insuficiência de meios – financeiros, humanos e materiais – para combater o fogo, potencializam o tamanho da destruição e a gravidade do problema.” Outro consórcio de governadores que divulgou ontem uma carta conjunta foi o que reúne Sul e Sudeste. Dizem os chefes do Executivo que “auxiliarão, se necessário, com estrutura, tecnologia e recursos humanos para contribuir no controle de queimadas”. Na chegada à reunião, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que o Brasil “tem de recuar e ter humildade para reconhecer alguns erros”. ‘Está indo para normalidade’ O presidente Jair Bolsonaro disse no início da tarde de ontem, 24, que a média das queimadas na Amazônia está menor que em anos anteriores. “Está indo para normalidade essa questão”, disse ao deixar o Palácio da Alvorada para um almoço com o vice-presidente, Hamilton Mourão, no Palácio do Jaburu. “A floresta não está pegando fogo como o pessoal está dizendo. O fogo é onde o pessoal desmata”, reiterou o presidente. Apesar de dizer que o trabalho já começou a ser feito contra focos de incêndio, ele reclamou da falta de recursos orçamentários. “É difícil ter recurso, tudo contingenciado. É o Brasil que eu peguei. Estamos em busca de fazer o melhor pelo meu país”, disse. Bolsonaro chegou a dizer na conversa com jornalistas que teria conseguido R$ 40 milhões para ações de combate às queimadas neste momento. Ao ser confrontado com o desbloqueio de R$ 28 milhões da Defesa, o presidente disse apenas que “quem sabe é o ministro da Economia, Paulo Guedes”. “Não sei. Ontem se falou em R$ 38 milhões na reunião. Chega na hora, vai ver tem R$ 28, R$ 10, R$ 5, R$ 1.” Quando questionado se o governo não demorou a agir, o presidente destacou o tamanho da Amazônia para falar da dificuldade das ações e das necessidades dos seus 20 milhões de habitantes, que dependeriam de incentivo do Estado. “A Amazônia é uma área maior que a Europa. Se eu tivesse 10 milhões de pessoas, não conseguiria fazer a prevenção.” Manobra E voltou a dizer que alguns incêndios são espontâneos e outros possivelmente “criminosos”. Bolsonaro destacou também que 14% da área amazônica é de reserva indígenas e muitas vezes esses povos ficam em meio ao “lobby do bem e do mal”. “Como conseguiram demarcar tanta terra? Índio é massa de manobra.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Ler artigo completo
  23. Mesmo com a desaceleração da economia nos últimos meses, a arrecadação federal indica que a economia está se recuperando de forma gradual e consistente. Para técnicos do Ministério da Economia, o fato de que a arrecadação de julho atingiu o maior nível em oito anos e superou as estimativas das instituições financeiras indica um início de retomada. No mês passado, o governo arrecadou R$ 137,7 bilhões, segundo a Receita Federal. As projeções do Prisma Fiscal, pesquisa com instituições financeiras divulgada todos os meses pelo Ministério da Economia, indicavam arrecadação de R$ 133,4 bilhões na mediana (valor central em torno do qual uma medida oscila). Veja tambémECONOMIAArrecadação chega a R$ 137,7 bi em julho, melhor resultado desde 201122 ago 2019 - 12h08ECONOMIAEquipe econômica defende criação de “nova CPMF” com alíquota de 0,22%22 ago 2019 - 12h08 O valor arrecadado em julho representa 2,95% a mais que o registrado no mesmo mês do ano passado, descontada a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). As receitas do mês passado foram infladas por uma arrecadação extraordinária de R$ 3,2 bilhões de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), decorrente da reorganização societária de algumas empresas. O valor, no entanto, continuaria a subir sem essa receita adicional. A União teria arrecadado R$ 134,535 bilhões em julho, montante 0,56% maior que o registrado no mesmo período do ano passado. Lucros maiores O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, ressalta que o recolhimento de IRPJ e CSLL dos dez principais setores da economia mostra que a recuperação está começando. Tanto em julho como no acumulado do ano, todos esses setores registram alta acima da inflação em relação ao mesmo período de 2019. Os segmentos com maior destaque são entidades financeiras (elevação de R$ 5,32 bilhões), extração de minerais metálicos (+R$ 2,93 bilhões), combustíveis (+R$ 1,67 bilhão), eletricidade (+R$ 1,64 bilhão) e comércio atacadista (+R$ 1,55 bilhão). O IRPJ e CSLL indicam que as empresas estão lucrando mais este ano e, segundo Malaquias, indicam que a retomada pode intensificar-se nos próximos meses. “Está havendo uma recomposição da base tributária”, diz. De janeiro a julho, a arrecadação de IRPJ pela modalidade de estimativa mensal, por meio da qual grandes empresas pagam com base no lucro estimado, aumentou 17,63% acima da inflação na comparação com o mesmo período de 2018. “Essa alta reflete a expectativa das empresas projetando lucro melhor para este ano”, acrescenta Malaquias. IOF Outro sinal de que a atividade econômica está ganhando impulso está no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), cujas receitas subiram 6,24% acima da inflação nos sete primeiros meses do ano na comparação com o mesmo período do ano passado. Para o subsecretário de Política Fiscal da Secretaria de Política Econômica, Marco Cavalcanti, os dados mostram que a concessão de crédito está aumentando. “Ainda que de forma lenta, os sinais apontam para recuperação, em particular nas operações de crédito É um bom indício”, comenta. Dificuldades A melhor arrecadação em oito anos no mês passado alivia o caixa do governo, mas não diminui as dificuldades na execução do Orçamento. No fim de julho, a equipe econômica contingenciou (bloqueou) mais R$ 1,44 bilhão do Orçamento, elevando o valor contingenciado no ano para R$ 31,225 bilhões. O contingenciamento é necessário para que o governo federal encerre o ano com déficit primário (resultado negativo sem os juros da dívida pública) dentro da meta de R$ 139 bilhões estabelecida para o ano. No fim de setembro, o Ministério da Economia revisará o Orçamento e divulgará um novo valor de contingenciamento. Ler artigo completo
  24. O Ministério da Defesa está negociando a compra de um lote de 32 veículos 4×4 blindados para reforçar as missões do Exército. A expectativa da Iveco, vencedora da concorrência para a produção dos veículos, é que o contrato seja assinado em breve. “Nossa expectativa é fechar o contrato ainda neste ano”, afirma Humberto Spinetti, diretor da ​Iveco Defence Vehicles, em entrevista a EXAME. A marca foi escolhida para ser a fornecedora da nova Viatura Blindada Multitarefa – Leve sobre Rodas (LMV, na sigla em inglês) do Exército brasileiro. O modelo tem tração nas quatro rodas, ou seja, o sistema de transmissão distribui a força do motor para todas elas igualmente para o veículo ganhar força e aderência em pisos irregulares ou na subida, por exemplo. De acordo com a Iveco, o LMV foi desenvolvido para operações militares e para o que o Exército chama de “garantia da ordem”, como por exemplo as ações durante a intervenção federal no Rio de Janeiro. Possui, entre outras características, proteção antimina e carrega dois sistemas de armas diferentes (manual ou automático). LMV tem características militares, mas é mais leve do que os veículos conhecidos popularmente como “tanques”Divulgação Spinetti destaca que o modelo é mais ágil do que os veículos conhecidos popularmente como “tanques”, principalmente por ser mais leve. O Ministério da Defesa informou em nota que a ação está alinhada “às prioridades estabelecidas pelo plano estratégico do Exército Brasileiro e disponibilidades orçamentárias” e que, após a assinatura do contrato, com previsão para ocorrer neste ano, as primeiras viaturas devem ser recebidas em um prazo de 12 meses. O LMV está dentro do projeto Guarani, blindado desenvolvido pela Iveco para o Exército brasileiro ainda em 2006. Pelo acordo fechado entre a montadora e o governo federal à época, a empresa é responsável pelo desenvolvimento do veículo, mas a propriedade intelectual é do Exército. O Guarani é um veículo 6×6 utilizado na infantaria e na cavalaria. Com “aparência” de tanques de guerra, pode transportar 11 pessoas, sendo o piloto, o comandante, o atirador e o restante da tropa. “O Guarani está preparado para três tipos de armas. Tem características de defesa, mesmo”, relata Spinetti. O Guarani leva o nome do projeto desenvolvido pela marca para o Exército brasileiroDivulgação Para fabricar os blindados, a Iveco investiu mais de 100 milhões de reais em uma planta em Sete Lagoas, Minas Gerais. Linha de produção da Iveco em Sete Lagoas, Minas GeraisDivulgação A montadora iniciou a produção do modelo Guarani em 2013. Após entregar cerca de 200 unidades para testes do Exército, a Iveco assinou, em 2016, um contrato de 4,7 bilhões de reais até 2040 para o fornecimento de 1260 unidades do Guarani. A capacidade instalada da planta é de 120 unidades por ano e, atualmente, são produzidos, em média, 60 veículos Guarani anualmente. Veja tambémNEGÓCIOSConheça o caminhão autônomo que já opera no agronegócio brasileiro18 ago 2019 - 09h08 O executivo da Iveco reforça que, apesar do momento difícil das contas públicas, os contratos para fornecimento de blindados estão no orçamento anual do Ministério da Defesa. “Estamos trabalhando há muitos anos nesse projeto e sempre tivemos discussões muito saudáveis com o Exército brasileiro, nunca sentimos entraves de cunho político.” Ler artigo completo
  25. O Google delineou um plano para tentar tornar a navegação na web mais privada e ainda permitir que as propagandas direcionadas sejam suficientes para manter os anunciantes – e a si próprios – nos negócios. As sugestões do Google incluem tokens criptográficos que os usuários podem acumular mostrando que são confiáveis, uso de inteligência artificial para mostrar anúncios relevantes a pessoas com base em informações mínimas e armazenamento de dados de identificação pessoal no dispositivo de alguém, em vez guardá-los no navegador. A gigante da internet disse que vai propor as mudanças para debate com as organizações que estabelecem regras comuns para a internet. Isso significa que o Google quer que toda a web adote as novas regras, em vez de apenas instalá-las em seu próprio navegador Chrome. O movimento mostra que o Google está sendo proativo em garantir que suas ideias sobre como a rede funciona serão as que vencerão no futuro. Veja tambémTECNOLOGIAFacebook diz que novo recurso de privacidade pode abalar sua receita22 ago 2019 - 13h08TECNOLOGIAEntenda por que o Facebook ouvia mensagens de seus usuários14 ago 2019 - 08h08TECNOLOGIACofundador da Apple sugere que você saia do Facebook8 jul 2019 - 11h07 As mudanças certamente melhorariam a privacidade, mas o Google também está rejeitando as iniciativas de privacidade iniciadas pelo Firefox da Mozilla e o Safari, da Apple, por considerá-las muito pesados. Esses navegadores começaram a bloquear cookies – pequenos trechos de código que se instalam nos navegadores das pessoas e os seguem pela web, ajudando os anunciantes a colocar anúncios segmentados e valiosos. O Google não quer que os cookies desapareçam, porque diz que eles ajudam os anunciantes a ganhar dinheiro com seu conteúdo e mantém a web vibrante. Naturalmente, eles também ajudam o Google, que é a maior e mais lucrativa empresa de publicidade online do mundo. Mudanças nos padrões de internet, regras comuns que permitem que sites diferentes trabalhem em diferentes navegadores, podem levar anos. Mas o Google geralmente lidera o caminho simplesmente atualizando o Google Chrome e forçando o resto da rede a se adaptar, algo que pode ser feito pela empresa já que seu navegador é usado por cerca de 70% dos usuários da internet em todo o mundo. Ler artigo completo
  26. São Paulo – Quem pensa em comprar um Kindle hoje se depara com uma escolha que pode não ser simples para todos. Não há apenas um leitor digital na loja virtual da Amazon ou nas redes de varejo, existem, ao menos, três versões. Entre elas, a mais sofisticada é a chamada Oasis. É nesse dispositivo que a Amazon coloca todos os recursos mais novos para melhorar a experiência de leitura de livros digitais. Na versão de 2019, o produto ganhou uma nova capacidade: a iluminação na cor âmbar. Confira o review do aparelho a seguir. Design O visual do Kindle Oasis se manteve. Ele tem o acabamento mais refinado entre todos os Kindles. Em vez de ter revestimento em plástico, ele é vem metal. Há também uma “lombada” na parte traseira que imita a de um livro. Na parte frontal, há dois botões que podem ser usados para mudar de página, para frente ou para trás no livro digital. Essa mesma ação também pode ser realizada com um toque na tela (à direita para avançar e à esquerda para voltar). Graças a sensores, o Kindle Oasis pode ser usado quando você segura sua parte mais espessa com a mão direita ou com a mão esquerda, uma vez que a interface vira de ponta cabeça quando necessário para se adaptar à forma como você segura o leitor eletrônico. Apesar da sua construção resistente, vale cuidado especial com a sua espessura. Se dobrado, por acidente, o produto pode se quebrar. O novo Kindle Oasis tem entrada para carregadores no padrão microSD (usado em smartphones Android alguns anos atrás) e não há entrada para fones de ouvido – algo que era útil para assinantes do Audible, serviço de audiolivros da Amazon, disponível apenas em inglês e com pagamento em dólar. A tela do aparelho segue com tamanho de sete polegadas. Sua resolução é de 300 pixels, o que é mais do que o suficiente para visualizar com qualidade as letras e não ver a estrutura interna do dispositivo durante a leitura. Assim como na geração passada, de 2018, o Kindle Oasis é resistente à água. Ele pode ser mergulhado em água doce por até uma hora a profundidade máxima de dois metros – não que isso seja algo comum de se fazer com um Kindle. Essa proteção é uma segurança contra acidentes em dias chuvosos, respingos em uma pia ou quedas em recipientes com água. Configuração O Kindle Oasis é vendido em duas versões. O que muda é o tamanho do espaço na memória. São 8 GB na versão mais simples e 32 GB na mais robusta. A necessidade de espaço varia de acordo com o quanto você utilizará o leitor. Se a ideia for apenas ler livros comprados na Amazon e alguns arquivos em PDF ocasionalmente, a versão mais simples deve atender bem a essa finalidade. Professores ou estudantes que precisam ter consigo grandes volumes de materiais digitais talvez precisem optar pela edição com mais memória. Experiência de leitura O novo Kindle Oasis tem como diferencial a capacidade de iluminar a tela na cor âmbar. Isso é útil para leitura no fim de tarde ou à noite. A sua proposta é oferecer mais conforto visual ao usuário. Nesse ponto, dá para sentir diferença em relação a um Kindle comum. O recurso que torna a cor da tela mais quente ou mais fria é a primeira inovação em termos de tela nos últimos anos. A leitura sob luz solar também é agradável. O aparelho tem um sensor de regulagem do brilho da tela, mas você também pode ajustá-lo manualmente no ícone de engrenagem na tela inicial da interface. O sistema operacional do Kindle é o mesmo em todas as suas versões, o que é um ponto positivo e negativo ao mesmo tempo. A experiência de leitura de livros digitais é democrática – uma vez que a intenção da Amazon é vender livros digitais para todos os públicos –, mas quem adquirir um Oasis não terá benefícios significativos nesse quesito. A duração de bateria do dispositivo depende do ritmo de leitura. Ele suporta tranquilamente uma sessão intensa de leitura, de mais de quatro horas de uso, por exemplo. Em espera, sua autonomia de carga é de semanas. Fora isso, a experiência geral de leitura é agradável. Ela é claramente superior no Oasis em relação à versão mais básica. Ele é mais fluido na virada de páginas e a sua construção de metal traz um refinamento à experiência. Vale a pena? O Kindle Oasis, assim como nas suas demais gerações, é um produto de nicho. Ele é para os fãs dos livros digitais. Ele não é para quem está entrando agora nesse mundo, mas sim para quem já possui um acervo de livros na biblioteca digital da Amazon e deseja elevar o nível da experiência de leitura. Para essas pessoas, o Oasis atende muito bem esse propósito. Já quem quer começar a ter contato com esse tipo de produto digital, o recomendável é começar com a versão mais simples – e mais barata. Ler artigo completo
  27. Dobre seu capital em seis meses ou garanta um retorno de até 3% ao dia. Com tal promessa, uma empresa criada na pequena cidade gaúcha de Novo Hamburgo atraiu clientes sedentos por dinheiro fácil. Mas o que parecia tentador logo virou uma dor de cabeça. A Unick Forex – que acaba de mudar o nome para Unick Academy – deixou na mão parte de seus mais de 1 milhão de clientes ao suspender os resgates e informar que passaria a limitar os pagamentos. Em operação desde 2013, a empresa passou a chamar atenção a partir de 2017, ao disponibilizar “produtos exclusivos sobre o mercado financeiro e criptomoedas” com cashback (devolução de parte do valor investido). A companhia dizia fornecer cursos, relatórios e palestras sobre investimentos como renda variável, forex (câmbio de moedas) e moedas virtuais. Para isso, vendia pacotes entre 99 reais e estratosféricos 297 mil reais, prometendo um retorno médio de 33% sobre o valor pago por seis meses, até dobrar o capital. Veja tambémSEU DINHEIROQueixas de investidores disparam e CVM reforça alerta contra golpes9 jul 2019 - 14h07 Mas o que atraiu muita gente foi um sistema de pontuação que aumenta os ganhos de cada cliente. Um deles daria participação nos lucros das operações feitas pela empresa em day trading (compra e venda de ações no curtíssimo prazo) e o comissionamento sobre a venda de produtos. A Unick também prometia ganhos de 10% sobre planos escolhidos por pessoas indicadas. Quanto mais gente um cliente consegue atrair para dentro do esquema, maiores seus ganhos – sistema designado pela empresa como marketing multinível. No “plano de carreira” da empresa, o cliente ganha os chamados “mimos” pelo esforço na venda de produtos, que seria o material informativo. O sistema chamado “Unick Diário” prometia uma rentabilidade de 1,5% a 3% ao dia em juros ou então, dobrar seu capital em apenas 6 meses – um rendimento extraordinário até para os ativos mais arriscados na renda variável. Nem mesmo o maior investidor de todos os tempos, o americano Warren Buffett, alcançou este feito, com uma rentabilidade média de 31% ao ano durante 43 anos. Mira da CVM e pagamentos suspensos A Unick Forex afirmava se responsabilizar por todos os investimentos que geravam retorno aos clientes, embora não tivesse autorização da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para este tipo de operação. O “xerife” do mercado de capitais no Brasil já emitiu 3 alertas sobre as atividades suspeitas da empresa e chegou a proibi-la de operar, emitindo um ato declaratório. Em fevereiro, o escritório da Unick em Novo Hamburgo foi fechado pela Polícia Civil, que investigava denúncias de irregularidades. O próprio nome Forex, que remete a operações de trocas de moedas no mercado de câmbio, por si só é irregular, como alertou a CVM. “Considerando que até o presente momento não há qualquer oferta relacionada ao mercado Forex registrada na CVM, ou corretora autorizada pela autarquia a atuar nesse mercado, qualquer oferta feita no Brasil é ilegal. Isso inclui, mas não se limita, ofertas feitas por instituições estrangeiras por meio da internet”. Em abril, a CVM publicou o terceiro alerta de atividade irregular envolvendo a Unick Forex, no qual a Superintendência de Relações com o Mercado e Intermediários (SMI) reforçou a “atuação irregular” e destacou que encaminhou o caso ao Ministério Público Federal, para investigar a empresa. A empresa tem escritórios em Londres e Belize, um país na América Central, onde fica sua sede fiscal. O país é conhecido como paraíso fiscal para empresas que sonegam imposto. De investimentos a perfumaria Os problemas da Unick Forex ficaram mais evidentes há cerca de dois meses, quando começou a ter problemas para pagar os clientes. A empresa que já acumula 5,1 mil queixas no site Reclame Aqui e só se comunica oficialmente pelas redes sociais, tirou seu site do ar no começo de agosto, alegando a necessidade de atualizar seus sistemas, e prometeu retomar no dia 14. Mas o site voltou a funcionar somente no dia 16 e com novas regras de saque. Segundo a empresa, foi iniciada uma auditoria interna em 2 de agosto que justificou as mudanças. Diante de tantos problemas, a empresa chegou a cancelar uma conferência que realizaria no Transamerica Expo Center, em São Paulo, no dia 24 de agosto, justificando atualizações em seus sistema. A empresa informou que trabalhava para devolver o dinheiro dos ingressos já pagos. Após tantos problemas, a empresa mudou de cara. Os porta-vozes da Unick, agora Academy, passaram a dizer que a empresa lançaria uma nova plataforma, parte de uma “repaginação” de seus serviços, passando a trabalhar com várias modalidades de produtos – de seguros e consórcios, perfumaria e cosmética. Em um vídeo no Youtube, o diretor de marketing da companhia, Danter Silva, explica que a empresa está trabalhando para resolver os problemas na plataforma e responde a algumas reclamações de clientes que não foram pagos. A uma das clientes que pediu seu dinheiro de volta, ele afirmou que a empresa nunca foi voltada para investimentos. “Lamento, mas te explicaram nosso projeto de maneira completamente errada. Você não tem um investimento conosco, você adquiriu um produto sobre mercado financeiro”, respondeu Silva. Procurada por EXAME pelos canais disponíveis pela internet, a empresa não retornou ao pedido para se posicionar. Ofertas irregulares de investimentos disparam Ofertas de retorno garantido em investimentos nem sempre claros vêm se multiplicando e chamando atenção pela quantidade de adeptos. Empresas que oferecem tais oportunidades estão na mira da CVM há tempos, mas o trabalho vem aumentando. No acumulado de 2019, a autarquia já suspendeu ao menos 12 ofertas irregulares de investimentos feitas sem autorização do órgão, muitas delas suspeitas de pirâmides financeiras. A quantidade supera os alertas de todos os anos anteriores desde o início da série, em 2005, segundo apurou EXAME. A oferta de rendimentos extraordinários se multiplicou após a popularização das criptomoedas. Apesar disso, irregularidades envolvendo tais empresas não são nenhuma novidade. Dos casos mais antigos aos mais recentes, como Telexfree e JJ Investimentos, a premissa é sempre a mesma: pirâmides travestidas de marketing multinível. Neste última, os vendedores são pagos pela venda de produtos, enquanto na pirâmide, esta sim ilegal, há promessas de retornos rápidos e fora da curva para produtos baratos ou serviços sem muita utilidade. Em regra, os adeptos não distinguem a diferença. “A empresa que pratica multinível sério ela vende um produto de verdade, ao contrários das que vendem apenas uma ideia, só ficção”, diz o advogado espeta em direito penal empresarial, Jair Jaloreto. Quando uma empresa deixa de cumprir o que foi acordado junto aos clientes, no mínimo, é um indício de que não está bem administrada, em sua visão. Continuar atuando após avisos de possíveis irregularidades pela CVM é um sinal de alerta. “O fato de operar sem autorização do órgão competente, por si só, já é uma irregularidade”, explica, acrescentando que não há milagre. “É um jogo de rouba monte no qual para um ganhar outro tem que perder”, explica. Para o consultor financeiro Jurandir Macedo, toda vez que se quebra uma regra básica do mundo dos investimentos, na qual o risco se iguala aos retornos, é motivo para atenção. “Se o retorno é muito elevado, desconfie”, diz. A receita é a mesma para todos os casos, mas eles continuam se repetindo. Ler artigo completo
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