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  2. O governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel afirmou que houve falha da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) por não ter aplicado há mais tempo o método de carvão ativado na Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O carvão ativado começou a ser usado hoje (23) pela Cedae como parte do para tratamento da água, depois de os cariocas sofrerem por semanas com água de coloração turva, mau cheirosa e com gosto de terra. Em entrevista coletiva na ETA Guandu, Witzel disse que houve um alarmismo, que não identificou de quem partiu, sobre a qualidade da água e que acabou causando preocupação na população, enquanto em nenhum momento a água tenha ficado imprópria para o consumo. “Nunca, desde o momento que tivemos esse alarmismo, a água ficou imprópria para o consumo”, assegurou. O governador afirmou que a aplicação do carvão ativado passará a ser permanente e que esta é uma medida em caráter emergencial para reduzir o cheiro e a turgidez da água e evitar que novos episódios deste tipo ocorram. Veja tambémBRASILWitzel diz que situação da água será resolvida em “no máximo” uma semana22 jan 2020 - 18h01BRASILAcredito em sabotagem, diz Witzel sobre água contaminada no Rio de Janeiro20 jan 2020 - 14h01BRASILMercados começam a limitar compra de garrafas de água por consumidor no RJ23 jan 2020 - 16h01 Witzel adiantou que para médio e longo prazos serão adotadas outras medidas. Uma delas é a transposição dos rios Poços, Ipiranga e Queimados, que deságuam na área de captação da ETA Guandu e trazem esgoto in natura, dificultando o tratamento da água. Esse projeto vai custar cerca de R$100 milhões, deve começar ainda neste semestre e pode levar dois anos e meio para ser concluído. “Nós vamos apurar porque esta obra não foi realizada em gestões anteriores e a razão de que poderia ter sido orientada a Cedae e o governo de que a obra era necessária”, indicou. Além disso, segundo o governador, até 2021 haverá o investimento de R$ 700 milhões na modernização da ETA Guandu. Desse total, R$ 120 milhões serão aplicados ainda este ano. Witzel informou ainda que o governo está finalizando o projeto para a construção de Guandu 2, estimado em R$ 1,5 bilhão. Indenizações Witzel destacou que não há possibilidade da Cedae aplicar descontos nas contas dos consumidores porque é uma empresa de capital fechado, submetida às regras de mercado e não houve comprovação por meio dos laudos de que a água estava imprópria para o consumo. “A empresa só pode tomar uma decisão dessa se fosse identificado que ela diretamente foi responsável por algum fato que pudesse ter causado a impossibilidade de consumo da água. A água nunca esteve impossibilitada de ser consumida e geraram informações controversas, cujas fontes não são oficiais e as pessoas consumiram água mineral”, apontou. Apesar da justificativa, o governador disse que vê “poucas possibilidades de êxito” em recursos na justiça em busca de indenizações porque seria analisado o peso do alarmismo, segundo ele, indevido, que causou transtornos à população. Sabotagem Witzel reafirmou que a possibilidade de sabotagem na Cedae está sendo investigada. De acordo com ele, não se pode afastar essa hipótese porque há muitos interesses em jogo com o processo de concessão da empresa, cujo leilão, conforme informou, deve ocorrer no fim de setembro ou início de outubro. Visita O governador fez hoje (23), no início da tarde, uma visita técnica à Estação de Tratamento de Água do Guandu para acompanhar o início da aplicação do carvão ativado na água que seguirá para o abastecimento da capital fluminense e de mais seis municípios. Ele estava acompanhado do presidente da Cedae, Hélio Cabral; do chefe da Estação Guandu, Pedro Ortolano; do presidente da Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa), Luigi Eduardo Troisi e do secretário de Governo, Cleiton Rodrigues. Witzel chegou ao local sob forte esquema de segurança e enquanto fazia a visita policiais armados de fuzil estavam postados na porta da estação. Ao fim da coletiva o governador disse que consome água da Cedae e bebeu um copo de água de uma jarra que estava sobre a mesa da entrevista. Ler artigo completo
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  4. Davos — Em um balanço de seus quatro dias de atividades no Fórum Econômico Mundial, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a elite política e empresarial reunida em Davos fez um “reconhecimento” do Brasil como nova fonte de crescimento para a economia global. Ele fez uma comparação com o ambiente visto na edição do ano passado e assegurou que a abordagem dos investidores com o país agora é outra. – A descrença era tão grande, botaram a gente tão lá embaixo, que a expectativa era zero – afirmou Guedes, antes de se despedir do fórum e iniciar a viagem de volta para Brasília. Segundo o ministro, a reforma da Previdência e o cumprimento da meta para privatização de ativos foram sinais bem recebidos. Para ele, na edição do ano passado, a imagem do Brasil ainda estava arranhada por causa da corrupção e havia preocupação com eventuais “excessos” do presidente Jair Bolsonaro. – Não esperavam quase nada da gente e agora olham para gente como fonte de crescimento – observou Guedes, relatando conversas com autoridades do Fundo Monetário Internacional (FMI), que lhe falaram sobre a “desaceleração sincronizada” da economia mundial. – A América Latina está estagnada. A Argentina está ferrada, a Venezuela está ferrada. Quando a gente olha para a América Latina, só o Brasil aparece. O ministro garantiu que nenhum investidor em Davos levantou com ele questões ambientais, mas ouviu elogios ao “bom funcionamento da democracia brasileira” e fez questão de “dividir a responsabilidade [pela recuperação econômica do país] com o presidente e com o Congresso”. – O resultado disso é que as reformas estão avançando e o Brasil virou a nova fronteira de investimentos – celebrou. – Só Estados Unidos, China e Cingapura receberam mais investimentos diretos estrangeiros do que o Brasil em 2019. Graças à aprovação das reformas, estamos virando a última fronteira de investimentos. E vamos fazer reformas até o último dia deste governo – prometeu. Veja tambémECONOMIAEm até 30 anos economia global terá 5 ou 6 moedas continentais, diz Guedes23 jan 2020 - 12h01ECONOMIADepois da pobreza, o dólar: Guedes segue fazendo barulho em Davos23 jan 2020 - 06h01 A partir das discussões em Davos, Guedes relatou ainda sua percepção de que “vão existir moedas regionais fortes” dominando o mundo daqui a 15 ou 20 anos. E aproveitou a abordagem do assunto para dizer que esclareceu, às autoridades americanas, que o Brasil não faz nenhuma manipulação cambial. O assunto foi lembrado por conta da ameaça feita pelo presidente Donald Trump de taxar as exportações brasileiras de aço e alumínio para os Estados Unidos. Isso ocorreu quando o dólar ultrapassou a barreira de R$ 4,20 no Brasil. – Vamos ter que nos acostumar com juros baixos e câmbio mais alto. Guedes contou ter conversado, por telefone, com os secretários americanos do Tesouro, Steve Mnuchin, e do Comércio, Wilbur Ross, para desfazer o mal entendido e evitar sobretaxa ao aço e ao alumínio. – Eu disse que estavam dando um tiro em algo errado, que nós fizemos tudo certo – afirmou o ministro brasileiro. – E o que eles responderam? Pode deixar, nós vamos falar com o (Donald) Trump aqui – concluiu. Ler artigo completo
  5. O governo pode tirar a receita prevista com a privatização da Eletrobras do orçamento de 2020, disse o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, em entrevista. O bloqueio se deve às crescentes incertezas em relação à privatização da empresa, que ainda precisa do aval do Congresso. “Se não houver evolução no projeto da estatal nesse início de ano, vamos ter que contingenciar o Orçamento em R$ 16 bilhões”, disse Mansueto. O valor é quanto o governo espera arrecadar no processo de capitalização da Eletrobras, no qual a União deixará de ter o controle da companhia. Nada indica, no entanto, que haverá evolução no andamento do projeto da Eletrobras no Legislativo. O líder do governo na Câmara dos Deputados, Major Vitor Hugo, já afirmou à Bloomberg que o tema é espinhoso e que “não gostaria de falar em prazos” para a aprovação da proposta. A Eletrobras não é a única incerteza no Orçamento de 2020. A equipe econômica incluiu em suas projeções outras receitas extraordinárias que podem não se confirmar, o que significaria ter mais um ano de aperto fiscal em pleno ano eleitoral. O Orçamento traz, por exemplo, a previsão de receitas incertas decorrentes de leilões de campos do pré-sal que o governo não conseguiu vender em 2019. Esse valor chega a quase R$ 25 bilhões. Outro desafio é encontrar espaço para o aumento de despesas. A primeira acomodação será feita pelo aumento do salário mínimo, o que custará R$ 2,3 bilhões. O governo também terá que ajustar gastos com despesas previdenciárias, uma vez que o INPC de dezembro, que ainda não estava contemplado no orçamento, veio acima do esperado pela equipe economica. Além das despesas já esperadas, as pressões por reajustes salariais e de ampliações de despesas também não pretendem dar trégua. Contudo, não há prerrogativa orçamentária para reajustes nem de servidores e nem de programas sociais. Outra ajuste que o governo terá que fazer, está numa economia de R$ 6 bilhões prevista no orçamento com uma das Propostas de Emenda Constitucional (PEC) do pacto federativo que também depende de votação do Legislativo. Como o projeto não avançou no Congresso, essa economia deverá ser retirada do orçamento. Do ponto de vista do teto dos gastos, o Executivo pode ter uma folga, já que não precisará compensar mais o aumento de despesas do Legislativo e do Judiciário. Esse espaço fiscal, no entanto, pode se perder caso o governo ceda a pressões por mais gastos, o que tende a acontecer em anos eleitorais. Ler artigo completo
  6. São Paulo – Nas últimas semanas, cientistas e pesquisadores estão tentando descobrir a origem do coronavírus de Wuhan que está afetando centenas de pessoas ao redor do mundo. Um estudo, realizado pela Universidade de Pequim em conjunto com a Universidade de Bioengenharia de Wuhan, na China, indica que cobras da espécie Bungarus multicinctus, conhecidas como “krait chinesas”, podem ser a origem da possível pandemia que teve início no país asiático. O primeiro caso de coronavírus foi identificado no final de 2019 e, desde então, pacientes em outros países da Ásia – e nos Estados Unidos – também foram diagnosticados com a doença respiratória. Utilizando amostras de pacientes contaminados, os cientistas das universidades locais estudaram seu código genético e utilizaram microscópios para fotografá-los. Feito isso, eles compararam o DNA com as sequências de proteínas do mesmo vírus encontrados em animais, como pássaros, ouriços, morcegos e cobras. Com essa análise comparativa, eles conseguiram descobrir que os códigos de proteína do coronavírus, chamado de 2019-nCoV, são mais similares com as sequências encontradas em cobras. O relatório aponta que as cobras chinesas foram vendidas em um mercado local de frutos do mar, localizado em Wuhan – cidade onde o surto teve início. No entanto, o mercado está fechado desde que os primeiros pacientes foram diagnosticados, o que dificulta o rastreamento do hospedeiro em questão. Os cientistas acreditam que a cobra tenha contaminado diretamente os primeiros pacientes, ainda que não seja possível determinar como ocorreu a transmissão. Outro questionamento levantado por eles é que o vírus, aparentemente, é capaz de se adaptar tanto em hospedeiros de sangue frio – como os répteis – e hospedeiros de sangue quente – como os seres humanos. A possível relação entre as cobras chinesas e o coronavírus também indica os perigos sobre o comércio de animais selvagens em mercados chineses. Gao Fu, diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China, disse para a agência Reuters que a vida selvagem comercializada na cidade de Wuhan é responsável pela transmissão do vírus, que costuma se alocar em animais silvestres. Christian Walzer, diretor executivo da Wildlife Conservation Society em Nova York, acrescentou que o estilo de vida dos animais hospedeiros é um fator influente: “A parte do bem-estar animal é óbvia, mas muito mais oculta é o acúmulo e a mistura de todas essas espécies em uma área muito pequena, com secreções e urina juntas. A outra coisa que se deve considerar é que esses animais estão estressados ​​demais nessas gaiolas, de modo que seus sistemas imunológicos falham muito rapidamente”, disse Walzer para a Reuters. Publicado na revista Jornal of Medical Virology, o estudo é uma das análises que estão sendo consideradas para tentar descobrir a origem do vírus. Até o momento, sabe-se que ele é transmitido de pessoa para pessoa por meio do ar, e que seus sintomas são, entre outros, febre e dificuldade para respirar. Outros animais, como texugos, morcegos e ratos, também foram apontados por autoridades como possíveis fontes de origem. Ler artigo completo
  7. Rio de Janeiro — O presidente Jair Bolsonaro será o mais novo retratado pelo artista plástico Romero Britto em sua série de quadros com políticos brasileiros. A obra está sendo finalizada e foi divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente, em uma rede social nesta quinta-feira. Flavio esteve no ateliê de Romero Britto e fotografou o quadro. “Nova arte no forno em homenagem ao presidente”, escreveu o senador em seu post. Nos comentários, a obra teve recepção variada entre elogios e críticas ao artista plástico que, apesar da fama entre autoridades, incluindo o ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, também é ironizado pela semelhança entre suas pinturas. O artista plástico criou uma tradição ao retratar autoridades brasileiras em seus populares quadros coloridos. Já receberam a homenagem das mãos de Romero Britto a ex-presidente Dilma Rousseff, o governador de São Paulo, João Doria, e o ex-governador do Rio Sérgio Cabral — dois quadros, um dele e outro de sua mulher, a advogada Adriana Anselmo, chegaram a ser apreendidos pela Operação Lava-Jato. O ex-presidente Lula ganhou também um quadro do artista plástico mas não era um retrato do político, mas uma representação da cidade de São Paulo. Um exemplar parecido também foi dado a Doria. Uma das pinturas do artista plástico mostra o governador com sua mulher, a também artista plástica Bia Doria, seus filhos e seus cachorros. Nascido em Pernambuco, mas radicado nos Estados Unidos há anos, Romero Britto já pintou quadros para personalidades como Michael Jackson, Madonna e Arnold Schwarzenegger. View this post on Instagram Visita ao ateliê do fenômeno e orgulho brasileiro @romerobritto . Nova arte no forno em homenagem ao Presidente @jairmessiasbolsonaro . A post shared by Flávio Bolsonaro (@flaviobolsonaro) on Jan 22, 2020 at 1:27pm PST Ler artigo completo
  8. Um estudo inédito revelou que os banhistas que frequentam as praias em um trecho de 8 Km dividem o espaço com mais de 200 mil bitucas de cigarro, 15 mil lacres, tampas e anéis de lata, 150 mil fragmentos de plásticos diversos, 7 mil palitos de sorvete e churrasco e 19 mil hastes plásticas de pirulitos e cotonetes. Os dados são resultado da segunda fase do projeto Lixo Fora D’Água, que visa o combate às fontes de poluição marinha por resíduos sólidos, coordenado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) e um acordo de cooperação com a ISWA (associação internacional de resíduos sólidos), com apoio da Agência de Proteção Ambiental da Suécia. O projeto existe desde 2018 e nesse período identificou que as três principais fontes de vazamento de lixo e resíduos para o mar são as comunidades nas áreas de palafitas, os canais de drenagem que atravessam a malha urbana e a própria orla da praia em sua faixa de areia. Veja tambémNEGÓCIOSAmbev traça nova meta para eliminar poluição plástica até 202520 jan 2020 - 16h01BRASILLei proíbe copos e talheres de plástico na cidade de São Paulo13 jan 2020 - 17h01BRASILPesca, plástico, aquecimento global e óleo são ameaças para tartarugas15 dez 2019 - 13h12 De acordo com o estudo, entre os resíduos mais encontrados e em maior quantidade nas praias estão os materiais plásticos e de forma variada, como plástico filme, pequenos tubos plásticos, hastes plásticas e isopor (52,5%); a bituca de cigarro, responsável por 40,4% do lixo coletado; e borracha, metal, madeiras, embalagens e outros (7,11%). “Os resultados desse projeto inédito são fundamentais para enfrentar o problema do lixo no mar. Mais do que limpar praias e retirar resíduos do oceano, o plano de ação permitirá às cidades o desenvolvimento de melhores práticas para evitar que os resíduos continuem a poluir o estuário e a orla da praia”, disse o diretor presidente da Abrelpe, Carlos Silva Filho. Operação Areia Limpa Com base nos números apurados a Abrelpe decidiu criar a Operação Areia Limpa, que começa no dia 25 de janeiro e dura um mês. Serão escolhidas duas barracas na praia de Santos, litoral de São Paulo, que receberão mobília e assessórios novos, como mesa de apoio com lixeira; taças e copos retornáveis; canudos compostáveis que serão segregados e, ao final do projeto, levados para compostagem; bituqueiras ‘individuais’ de bambu; e carrinho coletor (de 100 litros) para limpeza frequente ao longo do dia. Haverá ainda placas sinalizadoras e um “cardápio” com informações sobre descarte e sobre a operação. “É a primeira vez que uma ação de prevenção e combate ao lixo no mar é pensada e implementada a partir de estudos metodológicos multissetoriais, com a execução idealizada a partir da prototipagem de soluções que tenham viabilidade econômica, técnica e operacional com vistas à mudança de comportamentos para que se possa alcançar o objetivo maior de reduzir a quantidade de resíduos que vão parar no mar”, explicou Filho. Indicadores internacionais mostram que cerca de 80% do lixo marinho tem origem no ambiente terrestre. No Brasil, mais de 2 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos vão parar nos rios e mares todos os anos, quantidade suficiente para cobrir 7 mil campos de futebol. O Projeto Lixo Fora D’Água acontece simultaneamente em outras seis cidades litorâneas: Balneário Camboriú (SC), Bertioga (SP), Fortaleza (CE), Ipojuca (PE), Rio de Janeiro (RJ) e São Luís (MA). Para essas cidades também serão elaborados diagnósticos individualizados. As ações de prevenção, limpeza e monitoramento do lixo no mar serão desenvolvidas e implementadas com base no aprendizado desenvolvido inicialmente em Santos. Ler artigo completo
  9. Rio de Janeiro — A procura por água mineral tem crescido cada vez mais no Rio de Janeiro, após o líquido fornecido pela Cedae começar a apresentar cheiro, cor e gosto de terra. Nesta quinta-feira, supermercados na Zona Sul da capital começaram a colocar limite na quantidades de garrafas que cada cliente pode comprar. Na rede Zona Sul, cada pessoa pode levar apenas três packs, o equivalente a 18 garrafas, sendo que cada pet custa R$ 2,09. Já no Hortifrutti, o limite é de dois packs, com o litro e meio a R$ 2,59. O produtor audiovisual Rafael Quintas, de 33 anos, que que foi a dois supermercados na mesma rua até encontrar água sem gás, tem uma preocupação ainda maior: a esposa grávida de sete meses, que já passou mal por conta da água. Morador de Laranjeiras, ele gastou R$ 25 em dois packs, que ele acredita que devam durar cerca de uma semana. – Nunca me senti tão terceiro mundo. Acho que está difícil de estocar. É uma coisa natural da demanda – critica o produtor sobre o limite máximo imposto para compra por cliente. Veja tambémBRASILWitzel diz que situação da água será resolvida em “no máximo” uma semana22 jan 2020 - 18h01BRASILAcredito em sabotagem, diz Witzel sobre água contaminada no Rio de Janeiro20 jan 2020 - 14h01 A jornalista Lilian Calandrini, de 51 anos, já costuma beber apenas água mineral. Mesmo vindo no Horrifrutti do bairro quase que diariamente, ela ficou sabendo do limite de garrafas por pessoa apenas hoje. Segundo ela, na sua casa a água não tem apresentado nem cor nem cheiro, mas ainda assim ela se preocupa: – Uma amiga bióloga aconselhou a filtrar a água duas, três vezes antes de cozinhar. Agora vou ter que começar a fazer porque foi o que ela aconselhou – explica. Um funcionário do Hortifrutti disse que os clientes costumam comprar um fardo e voltar no dia seguinte para mais. Mesmo assim, ele questiona a decisão: – Eu não acho lógico. Às vezes, a família é grande. Uma família de 10 filhos, como vai usar só dois fardos de água por dia? – pergunta. – Você querendo levar, o dinheiro é seu. Ninguém pode colocar limite, o dinheiro é seu e pronto. No hortifrutti Hortivida, ao lado do Zona Sul, não há limite para a compra, mas cada garrafa de um litro e meio está sendo vendida por R$ 3,99. Já a de 500ml, custa R$ 1,50. Segundo uma funcionária, ainda assim, a procura é grande. – Principalmente quando esgota ali – diz, apontando em direção ao Zona Sul. Ler artigo completo
  10. Brasília — O presidente em exercício Hamilton Mourão afirmou nesta quinta-feira que o governo poderá convocar militares, e não mais contratá-los temporariamente, para diminuir a fila de pedidos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A mudança foi realizada após integrantes do Tribunal de Contas da União (TCU) informarem a equipe econômica de que a contratação exclusiva de militares seria considerada inconstitucional. — O TCU está dizendo que (o governo) está rompendo princípio da impessoalidade, ao você direcionar a contratação exclusivamente para o grupo militar, direciona porque é mais barato. Agora, existem formas de fazer sem colocar isso como um rompimento da impessoalidade. O Ministério da Defesa convoca e cede. E não colocar diretamente sob as mãos do INSS. Mas isso está sendo estudado pelo pessoal da área jurídica — afirmou Mourão, ao chegar na Vice-Presidência. Mais cedo, antes de embarcar para a Índia, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o decreto que autorizará a utilização de militares estava passando por um “pequeno ajuste” com o TCU e que a assinatura dele poderia ficar para Mourão. O presidente em exercício disse não ser possível estimar quando o decreto será assinado, mas ressaltou que “o governo tem pressa”, porque a medida demorará meses para ser implementada. Veja tambémECONOMIAPara TCU, contratação de militares no INSS é inconstitucional23 jan 2020 - 14h01ECONOMIAGoverno vai contratar 7 mil militares para regularizar atendimento do INSS14 jan 2020 - 19h01 — O governo tem pressa. Não sei (quando vai resolver) porque eu não estava acompanhando esse assunto — disse, acrescentando depois: — O que acontece é que independente de serem convocados militares ou civis, vai levar uns dois ou três meses para que essa turma seja treinada e esteja em condições de atender. Mourão argumentou que a contratação de civis seria mais cara. “Se você for contratar civil, é contrato temporário. É mais caro. Aí tem que olhar a questão orçamentária”. A contratação de sete mil militares da reserva foi a única solução apontada até agora por Bolsonaro para a fila de quase 2 milhões de requerimentos represados no INSS. A ideia do governo é colocar esses integrantes das Forças Armadas no atendimento presencial nas agências, o que liberaria entre 2 mil e 2,1 mil servidores do INSS para a análise de benefícios. Eles se juntariam a 7,8 mil funcionários que já estão atuando exclusivamente nessa função. A equipe econômica quer ainda que esses militares atuem no atendimento a 3,8 milhões de pessoas que precisam revisar seus benefícios – 1,8 milhão precisarão provar a inexistência de irregularidades nos benefícios e 2 milhões, fazer a revisão da perícia médica –, como O GLOBO mostrou nesta quinta-feira. Os integrantes das Forças Armadas permaneceriam nessa função por 12 meses, recebendo uma gratificação de 30% do valor do salário pago. O custo estimado é de R$ 14,5 milhões por mês, R$ 174 milhões no ano. Ler artigo completo
  11. A Bolsa inverteu o movimento de queda iniciado pela manhã desta quinta-feira (23) e registrou novo recorde intradiário, com o Ibovespa chegando a 119.342 pontos. A alta vai na contramão dos principais mercados do mundo, que recuam tendo como pano de fundo o risco de o coronavírus chinês se tornar uma epidemia global. Por volta das 15h50, o índice subia 0,78% e ficava em 119.318,58 pontos. A valorização do índice é puxada, principalmente, pelas ações dos grandes bancos, que se recuperam das perdas do começo da semana. Ler artigo completo
  12. Brasília — O Banco Central (BC) ampliou o número de pessoas sujeitas a monitoramento especial de suas transações financeiras. O objetivo da autoridade monetária é aprimorar as regras já previstas em lei para prevenir lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo pelos bancos e demais instituições financeiras. É com base nesse tipo de dado que informações sensíveis são enviadas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf, hoje vinculado ao BC. O novo regulamento amplia, principalmente, o número de políticos que passam a receber atenção especial das estruturas de governança e análise de risco dos bancos, de acordo com a natureza das transações por eles realizadas – que podem ou não ser interpretadas como suspeitas. Vereadores, deputados estaduais, e parentes de até segundo grau dessas pessoas, consideradas politicamente expostas pelo BC, passam a estar na mira das instituições financeiras. De acordo com Evaristo Araújo, da divisão de regulação do BC, a mudança amplia o rol de monitoramento para “dezenas de milhares” de políticos, e alcança também membros de conselhos da esfera do judiciário, como o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Até então, basicamente os presidentes das assembleias estaduais e das câmaras municipais das capitais eram monitorados. Agora, todos os vereadores e deputados estaduais entram na categoria de “pessoas politicamente expostas”. — O público (passível de ser monitorado) aumentou consideravelmente, de milhares para dezenas de milhares — explica Araújo. Parentes de segundo grau de pessoas públicas também entram na mira. Até então, a exigência se restringia aos parentes de primeiro grau. Entram também na matriz de risco dos bancos pessoas com “estreito relacionamento” com políticos, incluindo sócios em negócios e assessores, por exemplo. O chefe do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do BC, João André Pereira, explica que ser considerada uma pessoa politicamente exposta não significa, necessariamente, que ela terá informações sobre suas transações financeiras repassadas ao Coaf. Isso vai depender da natureza e do grau de risco das operações que ela efetuar. — Não é automático. Não é porque ela é politicamente exposta que ela está sendo vigiada, mas o fato da pessoa ser politicamente exposta eleva um pouco a dimensão dessa avaliação de risco — afirma. Ainda segundo Pereira, a nova regra torna os mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo mais “inteligentes”. Isso porque eles deixam de ser mais prescritivos para serem mais analíticos. Operações acima de R$ 10 mil O novo sistema abandona o modelo atual de lista de operações suspeitas, com base no valor transacionado, e passa a considerar a variável da classificação de risco, que inclui, entre outras coisas, a variável política. — Antes, operações acima de R$10 mil precisavam de especial atenção. Com mais de R$10 mil, (o banco) comunica ao Coaf e acabou, com pouca análise (desse dado). Acabou o R$10 mil, agora todas as operações tem que ser avaliadas conforme diversas variáveis. Em alguns pontos vai ter fórmula matemática, em outros, informação qualitativa — diz. Na prática, importará mais à análise dos bancos se um cliente de renda baixa está operando com valores altos, e fazendo remessas ao exterior, do que um valor pré-determinado de operação. — Definir listas torna o processo mais confortável para o contraventor, ele sabe o que pode e o que não pode fazer para ser pêgo. Ele cumpre a lista. Por outro lado, há pouca análise e as informações vão para o Coaf. A consequência é a sobrecarga de comunicações que são pouco relevantes para o Coaf. Com mudança de processo, o que se espera é qualificar melhor essas comunicações. Tornar mais relevante aquela informação, mais útil, mais efetiva para os órgãos de investigação — completou Pereira. Responsabilização dos bancos A nova sistemática também amplia o nível de responsabilização dos bancos e demais instituições financeiras no monitoramento e reporte de transações suspeitas. Segundo o BC, isso coloca o país no mesmo patamar das melhores práticas internacionais – e ajuda o país a ter cacife para pleitear um lugar junto a OCDE, o clube dos países ricos. Pela circular do BC, “a nova regulamentação prevê, ainda, a obrigatoriedade de as instituições implementarem procedimentos destinados a conhecer seus funcionários, parceiros e prestadores de serviços terceirizados, incluindo procedimentos de identificação e qualificação”. Isso não significa, porém, que os bancos terão que despender mais recursos para alocar mais gente nas estruturas de governança, compliance e de análise de risco. Segundo o BC, reorganizações internas são capazes de dar conta das novas regras. Para as instituições de grande porte, essas estruturas serão, provavelmente, operadas de maneira interna. Para instituições menores, será possível terceirizar esse tipo de monitoramento. Ler artigo completo
  13. Davos — O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta tarde em Davos que pediu à sua equipe estudos para a criação de um “imposto do pecado”. Ele mencionou cigarros, bebidas alcoólicas e produtos com adição de açúcar como alvos potenciais de um novo tributo. — Eu pedi para simular tudo. Bens que fazem mal para a saúde. Caso [as pessoas] queiram fumar, têm hospital lá na frente — disse o ministro, em conversa com jornalistas após seu último dia de compromissos no Fórum Econômico Mundial. Guedes defendeu a inclusão de produtos como refrigerantes, sorvetes e chocolates na nova taxação. Ele usou o termo “imposto do pecado” para defendê-la, mas disse que a expressão é acadêmica (do inglês “sin tax”) e não tem juízo moral. “Não é nada de costumes, Deus me livre.” Veja tambémECONOMIAEm até 30 anos economia global terá 5 ou 6 moedas continentais, diz Guedes23 jan 2020 - 12h01 De acordo com o ministro, a proposta do governo para a reforma tributária está próxima de uma conclusão e deve ser enviada em fevereiro. Ele acredita em um encaminhamento ao Congresso Nacional em 20 a 30 dias. — A gente volta para o Brasil e já começa a bater o martelo — prometeu. Guedes disse ter expectativa de que a reforma será aprovada ainda neste ano. “Para o [Rodrigo] Maia, que tem mais um ano de mandato, é simbólico”, afirmou o ministro, que dorme hoje em Zurique e passa a sexta-feira em viagem de retorno para Brasília. Ele disse que tanto o presidente da Câmara quanto o do Senado, Davi Alcolumbre, prometeram ao governo criar uma comissão mista – com 15 deputados e 15 senadores – para acelerar a tramitação. Ler artigo completo
  14. Brasília — O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), considerou “autofagia” a decisão do ministro Luiz Fux de derrubar, na quarta-feira, a liminar do presidente da Corte, Dias Toffoli. Na semana passada, Toffoli suspendeu a norma do juiz de garantias por seis meses. Ontem, Fux derrubou a decisão e suspendeu a legislação por tempo indeterminado. Para Marco Aurélio, o colega agiu como “censor” do presidente. “A autofagia é péssima, conduz à insegurança jurídica, ao descrédito da instituição”, disse Marco Aurélio ao GLOBO, completando: “Não há censor no Supremo, e acabou o ministro Fux assumindo a postura de censor em relação a um ato logo do presidente do Supremo. Respeite-se um pouco mais essa cadeira, para benefício da sociedade como um todo. Essa problemática é nefasta, ruim e perniciosa”. Marco Aurélio costuma chamar de autofagia a prática de um ministro do STF derrubar a decisão de um colega. Ele citou como exemplo um caso rumoroso de 2009, em que o ministro deu liminar para o garoto Sean Goldman ser ouvido pela Justiça antes que fosse definido se a guarda dele permaneceria com a família brasileira, ou com o pai, nos Estados Unidos. Em seguida, Gilmar Mendes cassou a liminar e autorizou que o rapaz embarcasse para os Estados Unidos. Veja tambémBRASILToffoli adia em 6 meses a implementação de juiz de garantias15 jan 2020 - 18h01BRASILFux suspende aplicação do juiz de garantias por tempo indeterminado22 jan 2020 - 18h01 Marco Aurélio também lembrou que, em 2019, pouco antes do recesso de fim de ano, deu uma liminar autorizando a libertação de presos condenados por tribunais de segunda instância. Durante o recesso, Toffoli cassou a decisão. O presidente derrubou, ainda, outras duas decisões que tinham sido dadas Por Marco Aurélio: uma sobre a licitação da Petrobras e a outra, sobre a eleição da Mesa Diretora do Senado. Agora, ressaltou, o próprio Toffoi foi alvo da “autofagia”. “O que ocorreu comigo poderia ocorrer com qualquer colega. Ironia que se verifica: o vice que ainda não foi eleito presidente e que o será em setembro (Fux) afasta do cenário um ato do presidente. Isso é terrível em termos institucionais e apenas revela tempos estranhos, muito estranhos. Não sabemos como poderá proceder este ou aquele ministro diante de uma situação que acredite errônea. Nós, integrantes do Supremo, ombreamos e acima de cada qual apenas está o plenário, o colegiado”, declarou. Ler artigo completo
  15. Os campeonatos estaduais de futebol no Brasil começam neste fim de semana, e, na Europa, a temporada já está a todo vapor. Mas enquanto isso, nos bastidores, as engrenagens bilionários deste mercado continuam girando: levantamento divulgado nesta semana pela Fifa, federação mundial de futebol, mostra que as transferências internacionais de jogadores totalizaram de clubes masculinos e femininos totalizaram 8 bilhões de dólares em 2019. O futebol masculino representou 7,35 bilhões de dólares em transações, ante 652.000 dólares no futebol feminino. O montante movimentado no futebol feminino teve alta maior, de 16%, contra alta de 6% no valor das transferências masculinas. Foram 18.042 transferências internacionais de jogadores homens (alta de 9%) e 831 transferências nos campeonatos de mulheres (alta de 19%). No futebol masculino, o Brasil é o país que mais compra e que mais vende jogadores. Foram 948 jogadores vendidos, emprestados ou cedidos pelos clubes brasileiros a times estrangeiros em 2019 (alta de 14%). No fluxo contrário, o país comprou 831 jogadores de clubes estrangeiros (alta de 23%). O fluxo de volta mostra um grande volume de volta de jogadores ao país, sobretudo os que estão perto do fim de suas carreiras na Europa ou em ligas que pagam valores altos para compra de jogadores, como as do mundo árabe. O segundo país que mais compra jogadores é a Inglaterra, seguida por Portugal, Espanha e Alemanha. Já a Alemanha é a segunda que mais vende, seguida por Espanha e Inglaterra. O Brasil também é dono da rota mais movimentada do futebol internacional: o movimento de jogadores do Brasil rumo a Portugal foi o que mais aconteceu em 2019. Foram 228 jogadores dos campeonatos nacionais indo jogar em Portugal (alta de 11% em relação a 2018). O fluxo Brasil-Portugal lidera a lista de transferências pelo menos desde 2016, data do último relatório da FIFA disponibilizado no site da associação. O movimento reverso, Portugal-Brasil, é o terceiro com mais movimentação. A segunda maior rota é Inglaterra-Escócia. Concentração na Europa Como em boa parte dos mercados globais, há uma “concentração de renda” nas movimentações financeiras do futebol. Os 7,35 bilhões de dólares pagos pelos clubes nas transferências masculinas foram gerados por somente 15% das transações. Ou seja, 85% das compras e vendas de jogadores no futebol internacional não envolveu valores em dinheiro — podendo ser resultado de empréstimos ou troca de jogadores. A UEFA, associação que representa o futebol europeu, também foi de longe a mais ativa em transferência de jogadores. Mais de 1.900 times europeus compraram ou venderam atletas em 2019, representando 68% de todas as transações do ano. Do outro lado, a OFC, federação da Oceania, teve a menor quantidade de transferências. Na América do Sul, a Conmebol mais vendeu do que comprou jogadores (foram 2.834 vendidos e 2.486 comprados). Boa parte das transações foi interna, isto é, de um país para outro da região — argentinos vindo jogar no Brasil, por exemplo. Essa movimentação dentro da América do Sul envolveu 1.225 jogadores (alta de 9% em relação a 2018). A ida de jogadores para a Europa, mercado internacional que mais recebe os jogadores sul-americanos, envolveu 836 jogadores (alta de 9%). Outros 482 jogadores foram para a Concacaf, federação da América do Norte (alta de 3%). Dentre os destaques de movimentações de times da Conmebol, houve também um menor fluxo de jogadores indo para África e Oriente Médio, movimentação que teve uma queda de 18%. Veja tambémPMEStartup liga jogadores de futebol a recrutadores e capta aporte milionário13 out 2019 - 06h10 O relatório da Fifa não inclui transferências dentro dos próprios países. No Brasil, entre venda de jogadores para fora e vendas para times do próprio país, as transferências no futebol masculino representaram 1,3 bilhão de reais nas receitas dos clubes em 2018, segundo relatório da consultoria SportsValue (os dados de 2019 ainda não foram compilados). A título de comparação, no Reino Unido, que tem a liga mais cara da Europa, as transferências internas totalizaram 657 milhões de euros, cerca de um terço da receita total de transferências, segundo um outro estudo, da consultoria Deloitte. Esses valores não estão embutidos no estudo da Fifa, que só contabiliza as transferências internacionais, de modo que o montante total movimentado por compra e venda de jogadores no mundo é ainda maior do que 8 bilhões de dólares. As transferências são o segundo maior gerador de receita para times brasileiros, atrás dos direitos de imagem vendidos para a transmissão dos campeonatos na televisão. Corinthians vs. Ferroviária na final do Brasileirão feminino de 2019: clube de Araraquara foi campeão nacionalBruno Teixeira/Agência Corinthians Feminino muito atrás Assim, o futebol segue sendo uma das indústrias de maior receita no mundo. O mesmo estudo da Deloitte mostrou que só o futebol europeu teve faturamento de 28,4 bilhões de euros na temporada 2017/18 — se fosse uma empresa, o futebol europeu faturaria mais do que nomes globais como a companhia de streaming Netflix (21,5 bilhões em 2019) ou a brasileira Natura (10,9 bilhões de dólares em 2018, últimos dados disponíveis). No Reino Unido, que tem a liga mais rica da Europa, os clubes faturaram, juntos, mais de 5,9 bilhões de euros. Falta esses gigantescos montantes avançarem também no futebol feminino: o valor médio das transferências femininas ainda é infinitamente menor. Cada transferência internacional custou em média 784.600 dólares no futebol feminino em 2019, ante média de 2,7 milhões de dólares no masculino. Enquanto o Brasil é líder no masculino, no ranking de transferências globais no futebol feminino, o país é somente o 19º. Os líderes são Espanha, Suécia, Inglaterra e França. Em venda de jogadoras, o país é o terceiro — 51 jogadoras brasileiras foram jogar em times estrangeiros em 2019. Nas ligas nacionais, o Campeonato Brasileiro feminino de 2020 começa em 8 de fevereiro e terá recorde de clubes considerados profissionais. Dos 16 participantes na primeira divisão (a chamada série A1), dez já não são mais considerados amadores, conforme informou o site Dibradoras. O campeonato foi vencido pelo Ferroviária, de Araraquara, que bateu o Corinthians na final. Veja tambémMARKETINGAs marcas que transformaram a Copa de Futebol Feminino em ouro9 jun 2019 - 08h06 Ler artigo completo
  16. É um péssimo momento para ser de centro-direita. Com uma direita mais extremada no poder, sendo o centro de atenções mundial e pautando a imprensa, sobra pouco espaço para vozes que até partilham de alguns dos valores do governo (liberdade econômica, combate ao crime e à corrupção, por exemplo) mas que gostariam de balanceá-los com outros e com fortalecimento, e não enfraquecimento, das instituições que garantem nossa democracia. Para a esquerda, contudo, o momento tinha tudo para ser ótimo. Se a direita radical está no poder, haverá muito em que bater sem ter que fazer ressalva alguma. Se vemos ataque à imprensa, à ciência, à universidade, seria a oportunidade perfeita para a esquerda tomar esses valores como seus e se firmar como a grande defensora deles. Da mesma forma, se a democracia é relativizada no discurso presidencial e de seu entorno (com até secretário fazendo discurso nazista), é o momento de tomar para si a defesa da democracia e dos direitos humanos. Por algum motivo que não conheço, o que muitos na esquerda preferem fazer neste momento é resgatar a apologia ao stalinismo e o saudosismo com a URSS. Ao mesmo tempo, antagonizam as expressões normais da sociedade brasileira, como sua religião, música e história. Numa mesma semana, vimos o militante do PCB Jones Manoel – que faz sucesso nas redes sociais – defender os crimes de Stalin. A deputada do PSOL Talíria Petrone resolveu homenagear os 96 anos da morte Lênin. O site The Intercept Brasil questionou ambas as posturas, com razão. Mas os defensores do autoritarismo já têm a justificativa na ponta da língua: a violência de Stálin e Lênin foi apenas em resposta às forças da reação que se insurgiu contra eles. A consequência implícita: quando atos de violência no presente for do interesse deles, usarão a mesma desculpa da defesa contra inimigos. Claro que Lênin não é Stalin. Por mais que tenha cometido atrocidades, foi também uma pessoa-chave num momento conturbado, no meio de uma guerra civil em que ninguém era inocente. O czarismo não era mais bondoso que os comunistas. Mesmo assim, comandou assassinatos e perseguiu oponentes políticos de uma forma que uma democracia não pode jamais tolerar ou celebrar. Já Stalin foi só um tirano da pior espécie mesmo, um monstro totalitário que transformou em pesadelo a vida de milhões de pessoas inocentes que viveram sob seu jugo. É incrível como a esquerda institucionalizada no Brasil ainda não se libertou desses encostos. Lembro que, quando entrevistei Manuela D’Ávila na bancada do Roda Viva, surgiu a pergunta sobre Stalin e a URSS. Eu, em minha ingenuidade achei que ela tiraria isso de letra: basta dizer que não tem nada a ver com Stalin, que a esquerda evoluiu, que hoje defende democracia e direitos humanos, que a URSS cometeu crimes mas o ideal de igualdade continua valendo, etc. Uma resposta bem óbvia até. Para minha surpresa, ela não fez isso: não foi capaz de criticar Stalin, tentou relativizar, dizer que o Ocidente capitalista também cometia crimes. Tudo porque nossa esquerda, até hoje, não foi capaz de admitir que escolheu o lado errado da Guerra Fria. Os EUA fizeram muita coisa errada, mas nada que se compare à brutalidade das autocracias do outro lado da cortina de ferro. Também nesta semana, o colunista da Folha Anderson França fez um texto insinuando que todos os artistas do sertanejo, do axé e do pagode, bem como os maiores comediantes stand-up (ou seja, os artistas mais populares do Brasil), por não se engajarem em militância ativa contra o governo Bolsonaro, são defensores dele e quiçá simpatizantes do nazismo. O texto foi compartilhado por ninguém menos que Fernando Haddad no Twitter. Só me ocorre interrogar: será que antagonizar os artistas mais populares do Brasil e a arte que eles fazem é uma boa estratégia para tornar a esquerda mais popular? Não sou de esquerda, mas afirmo sem receio que uma democracia sólida precisa também de uma boa esquerda: coerente, democrática, apaziguada com os fundamentos da economia moderna mas que nem por isso deixe de lutar por mais igualdade. O momento, aliás, é propício para que ela faça esse movimento e conquiste os moderados. Muitos – não todos! – infelizmente, preferem reencenar as velhas disputas entre stalinistas e trotskystas de um DCE dos anos 70. Hora de evoluir! Ler artigo completo
  17. Com a economia entrando nos eixos, inflação estabilizada e uma agenda de reformas em andamento no Congresso Nacional, o Brasil, aos poucos, retoma a confiança, gerando otimismo com relação ao futuro. Nesta semana, o Fundo Monetário Internacional (FMI) publicou relatório estimando que o PIB deve crescer mais de 2,2 % em 2020. Além disso, estudo recente da agência global de comunicação Edelman aponta que 70% dos brasileiros esperam melhorar sua condição econômica nos próximos cinco anos. No caso da estimativa do FMI, a principal razão para a projeção positiva foi a aprovação da Reforma da Previdência, que sinaliza a preocupação com as contas públicas e a responsabilidade fiscal. Para abordar o assunto e traçar cenários sobre as medidas que devem ser tomadas para aumentar a confiabilidade do país por parte dos investidores, o Instituto Millenium conversou com a economista-chefe da ARX Investimentos, Solange Srour. Ouça no player abaixo! De acordo com ela, as reformas do Estado e da economia, que começaram em 2017, abriram espaço para a recuperação. “As ações macro, como a Reforma da Previdência e o Teto de Gastos, são sempre mais enfatizadas, mas houve uma série de outras medidas, como a mudança da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP); além da agenda do Banco Central voltada às fintechs, permitindo a melhoria no ambiente institucional financeiro. Também houve reformas nas estatais, que deixaram de ser controladas sob o viés político. Tudo isso gera um ambiente propício para um crescimento mais forte”, afirmou. Mas este trabalho ainda não terminou. Para este ano, o governo federal estipula mais mudanças estruturais, com vistas ao desenvolvimento da economia e ao resguardo das contas públicas, a começar pela reforma tributária. “O Brasil precisa de uma simplificação da carga tributária para ganhar produtividade. As empresas gastam uma quantia significativa com a burocracia, entendimento das leis e o próprio processo judiciário relacionado aos tributos”, destacou. Ouça também Política de ajuste das contas públicas é reforçada com PEC Emergencial Autonomia do Banco Central entra em pauta Reforma administrativa deve ser prioridade para 2020 Solange Srour também lembrou a necessidade de uma reforma administrativa. De acordo com ela, esta é uma das medidas mais importantes, fato que, na opinião da economista, ainda não está explicitado à sociedade. “Com a reforma da Previdência, tratamos dos aposentados, mas é preciso abordar também a força atual de trabalho, que em muitos casos não têm salários compatíveis com o setor privado, de maneira injusta. É preciso tocar em questões como a estabilidade, a promoção, o salário inicial. A reforma administrativa é importante para a consolidação fiscal e o crescimento econômico”, opinou. Outro ponto destacado pela economista é a infraestrutura, investimento que gera empregos de forma imediata e, por outro lado, destrava importantes gargalos do país. “É preciso avançar na parte de concessões e privatizações, isso daria um grande impulso para o crescimento. Mas para que isso aconteça, devemos melhorar o marco regulatório”, disse. Confiança aumenta também entre os brasileiros Além do estudo realizado pelo FMI, a recente pesquisa da Edelman revela outro dado importante, uma vez que a confiança está sendo retomada não apenas entre os investidores, mas também entre a população. Isso pode estimular o aumento no consumo, fazendo a roda da economia girar. “Essa melhora nas condições econômicas tem a ver com a estabilidade na inflação, com ambiente de crédito mais farto, melhorando com as taxas de juros e spreads caindo”, disse Solange Srour. No entanto, Srour alerta para um fator: ainda é importante aumentar a renda média. “Para a renda crescer, é preciso que a agenda de reformas do governo continue, para que a confiança traga de fato crescimento mais consistente e para que o crédito também cresça de uma forma mais consistente ainda, gerando um ciclo virtuoso”, lembrou. Ler artigo completo
  18. A aposentadoria de empregado do setor privado, regido pela CLT, não encerra seu contrato de trabalho. Dessa forma, o trabalhador que mantém vínculo de emprego com empresa privada e solicita perante o INSS sua aposentadoria, caso ela seja concedida, não sofrerá nenhuma alteração em seu contrato de trabalho, podendo permanecer no emprego. A única ressalva diz respeito ao FGTS, pois mesmo permanecendo no emprego o trabalhador que tem a aposentadoria concedida pode efetuar o seu saque. Outra é a situação do servidor público, que não segue as regras da CLT, mas sim de estatuto próprio. Para estes, a aposentadoria termina obrigatoriamente com seu vínculo com a Administração Pública, devendo, portanto, encerrar suas atividades. Existem, ainda, aqueles que ocupam cargo, emprego ou função pública, como ocorre em relação aos empregados em bancos públicos, tais como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal e empresas públicas, como a Petrobras. Nesses casos, embora eles sejam regidos pela CLT, após a recente reforma da previdência realizada no final de 2019, estes trabalhadores terão seus vínculos de emprego rompidos. Veja tambémCARREIRAQuais os direitos dos trabalhadores demitidos em massa?16 jan 2020 - 12h01CARREIRAAs 5 mudanças na legislação trabalhista para ficar atento em 20209 jan 2020 - 12h01 Contudo, a nova norma constitucional prevendo essa regra não esclarece de que forma se dará o término do vínculo, de modo que existem algumas dúvidas. Por exemplo, uma vez que no emprego público a solicitação da aposentadoria pode ocorrer sem que haja qualquer comunicação ao empregador, não está claro se o empregado tem ou não a obrigação de comunicar a concessão da aposentadoria a ele. Discute-se, também, na hipótese de o empregado público se aposentar, não comunicar esse fato ao empregador e permanecer no emprego, se ele poderia ser dispensado por justa causa. Além disso, surgem dúvidas sobre de quem deve ser a iniciativa pelo término do vínculo e quais verbas o empregado teria direito a receber em razão disto. As respostas a estas questões ainda são prematuras, uma vez que a norma constitucional é recente. Caberá à doutrina e à jurisprudência defini-las, a partir da interpretação da regra presente na Constituição Federal, em conjunto com as demais contidas na CLT. Ler artigo completo
  19. São Paulo — O ministro da Economia, Paulo Guedes, participou nesta quinta-feira (23) do painel “Desafiando o Domínio do Dólar” em Davos, cidade suíça onde acontece o evento anual do Fórum Econômico Mundial, que reúne a elite da elite global. A pauta do painel com Guedes é o desejo dos países de reduzir a dependência da moeda americana e imaginar uma nova “arquitetura financeira para um mundo multipolar”. Segundo o ministro, em cerca de 20 anos, o mundo vai ver cinco ou seis moedas fortes como o dólar. Hoje, as mais próximas de chegarem lá são o Euro e a moeda chinesa Renminbi, A palavra-chave nesse processo, segundo ele é confiança: “As pessoas vão usar a moeda em que confiam mais”, disse. Um momento em que o mundo chegou mais perto de perder a confiança na moeda americana, segundo ele, foi em 2008 e 2009, durante o estouro da bolha imobiliária nos Estados Unidos. “Por causa dos abusos”, disse. O painel também teve a participação de Mário Centeno, ministro das Finanças de Portugal, Gita Gopinath, economista-chefe do Fundo Monetário Internacional, Adam Tooze, diretor do Instituto Europeu da Universidade de Columbia, e Zhu Ning, do Instituto Avançado de Finanças (SAIF) de Xangai. Para Gita, o dólar está longe de perder seu protagonismo nas transações globais, mas diz que o mundo precisa de mais inclusão financeira: “a tecnologia pode ter um papel importante nesse processo”, disse. O assunto ganha importância num contexto em que as constantes tensões comerciais entre Estados Unidos e China colocam à prova as politicas monetárias dos maiores bancos centrais do mundo. O encontro rendeu manchetes menos controversas para Guedes do que seu comentário, na terça-feira (21), de que “o maior inimigo do meio ambiente é a pobreza”. O ministro foi rebatido indiretamente no dia seguinte por Al Gore, que foi vice-presidente de Bill Clinton. Em uma reunião com CEOs fechada à imprensa, Guedes explicou que seu raciocínio era de que quem mais cobrava o Brasil eram os países que já destruíram suas florestas. O ministro também encontrou seu colega britânico das Finanças, Sajid David, e disse que o Reino Unido quer negociar urgentemente um acordo de livre comércio com Mercosul. Esse deve ser o último compromisso de Guedes em Davos. Ontem (22), o Ministério da Economia confirmou que Guedes não acompanhará a comitiva do presidente Jair Bolsonaro, que viaja nesta quinta para a Índia. Até agora, havia a possibilidade de o ministro emendar as duas viagens. Guedes retornará ao Brasil amanhã (24) e assume os compromissos em Brasília na segunda-feira (27). Veja como foi a discussão: Ler artigo completo
  20. A Ambev já não é mais o modelo de eficiência a toda prova que era há cinco anos. Ainda que a fabricante de cervejas tenha cerca de 60% do mercado brasileiro, o setor mudou completamente. Cervejarias artesanais e brewpubs, além da grande concorrente Heineken, têm ganhado mercado e a preferência dos consumidores. A companhia está correndo para se adaptar ao novo cenário, com foco em cervejas premium, mas com a concorrência mais acirrada pode ter dificuldades para repassar margens e recuperar resultados. É o que diz um relatório da casa de análise Nord Research, assinado pelo sócio-fundador Bruce Barbosa. “A Ambev está exposta, com uma participação de mercado mais que relevante. Mesmo com o crescimento econômico, a Ambev terá problemas para crescer. O consumidor quer mais variedade, não quer mais suco de milho”, diz o relatório. Se nos últimos 10 anos o valor de mercado da Ambev cresceu 302% e o Ibovespa, 70%, nos últimos cinco anos o Ibovespa cresceu 140%, enquanto a Ambev subiu apenas 31%. Mais variedade e qualidade A variedade de opções de cervejas, estilos e preços é uma característica de mercados desenvolvidos, explica o relatório, como República Tcheca, Alemanha, e Áustria. Já o Brasil está no meio de seu ciclo de desenvolvimento do setor. Um dos desafios atuais da Ambev é ampliar o seu portfólio para marcas mais premium e de melhor qualidade. A rejeição dos consumidores da cerveja com adição de milho, o que acontece no caso de algumas linhas populares da companhia, abriu espaço para outras variedades, como as cervejas de puro malte. “A Ambev focou mais nos custos que na qualidade e abriu espaço para a entrada da competição”, diz o documento. De alguns anos para cá, a Ambev trouxe para o seu portfólio marcas como Corona e Colorado e expandiu suas marcas globais. No terceiro trimestre do ano, a companhia disse que o segmento premium apresentou crescimento de dois dígitos. Recentemente, a Ambev tem ampliado a abertura de bares voltados para cervejas especiais. A mais recente empreitada são os bares Vista Corona, voltados para a cerveja Corona. Existem ainda os bares da Goose Island e da Heogaarden, além da rede de franquias o Bar do Urso, voltada à cerveja Colorado. Veja tambémNEGÓCIOSO novo CEO da Ambev aposta num plano holístico para segurar a Heineken12 dez 2019 - 15h12NEGÓCIOSColorado, Hoegaarden e agora Corona: Ambev abre bares de marcas especiais20 dez 2019 - 16h12 Margens mais apertadas A empresa não perde apenas espaço de mercado. Sua margem também caiu nos últimos cinco anos, de 47,5% em 2015, para 38,7% nos nove primeiros meses de 2019. Isso porque cerca de metade dos custos para fabricar uma cerveja são dolarizados e, desde 2015, o dólar saiu de R$ 2,6 para R$ 4,10. Além disso, com a concorrência maior, a empresa perde capacidade de repassar os preços ao consumidor. A expectativa do mercado, compilada pela Bloomberg, é de um crescimento de 8% no Ebitda e de 10% no lucro para 2020. Em 2019, a receita líquida cresceu 7,4% nos três primeiros trimestres, enquanto o lucro líquido aumentou 1,1% no mesmo período. A margem bruta foi de 58,4% nos nove primeiros meses do ano, ante 61,4% no mesmo período do ano anterior. De acordo com o relatório, o mercado não está muito otimista com a Ambev e há outras empresas com ações mais baratas e com maior potencial de crescer — e não só no mercado de bens de consumo. Ler artigo completo
  21. Escrever um livro sobre um governo que não terminou é um desafio imenso. Nenhuma fonte – ministro, deputado, burocrata – tem o distanciamento necessário que o tempo traz. Estão dominados pelos próprios interesses. Querem avançar alguma proposta legislativa e bloquear outras. Em suma: são pouco confiáveis. O jornalista pode optar por comprar a versão de uma fonte muito bem-posicionada, que lhe dará acesso total, em troca da defesa de suas teses na obra. Esse método foi utilizado pelo elogiadíssimo Bob Woodward em quase todos os seus livros sobre política americana. Dois livros lançados nessa semana tinham enorme potencial para usar a mesma tática. São “Tormenta – o governo Bolsonaro: crises, intrigas e segredos” (Companhia das Letras, 2020), de Thaís Oyama, e “A very stable genius: Donald J. Trump’s testing of America” (Penguin Press, 2020), de Philip Rucker e Carol Leonnig, jornalistas do Washington Post. Felizmente, os autores não recorreram ao método de Woodward. Talvez por competência. E talvez porque algo que Bolsonaro e Trump têm de semelhante é que as agendas de quem são próximos a eles não são suficientemente claras para que um autor compre a versão em troca de acesso. Os dois livros demonstram, também, que esses presidentes agem mais por impulso do que se acreditava até agora – e já era bastante. No livro de Oyama – que é muito bem-organizado –, um dos principais exemplos disso é o relato sobre como Bolsonaro veio a escolher o PSL para se candidatar à presidência em 2018. O então deputado estava a caminho de uma celebração com o PEN (Partido Ecológico Nacional), a sigla com quem negociara boas condições para sua candidatura. Pouco antes do evento, recebeu uma ligação do então senador Magno Malta (PR), alertando que o PEN estava contestando, no Supremo Tribunal Federal, a prisão após julgamento em segunda instância. O futuro presidente estaria entrando em um partido com posicionamento público favorável a Lula. Bolsonaro pegou o microfone, foi escorregadio e de lá saiu com o trato quebrado. É um dos poucos casos relatados em “Tormenta” no qual generais não tutelam o presidente. Atuariam, nas palavras do general Alberto Heleno, como um “Poder Moderador”. As piores ideias de Bolsonaro seriam bloqueadas pelo bom senso da tropa do capitão. Mas há uma pedra apelidada de Carluxo no caminho. O ímpeto protetor de Bolsonaro colocou os militares em confronto direto com seu filho. Mas, ao contrário de Trump, nosso presidente parece aprender com alguns de seus erros. Donald Trump é, no livro de Rucker e Leonnig, um pai menos zeloso. Não defende Donald Trump Jr. das acusações (documentadíssimas) de que tentou comprar informações sobre Hillary Clinton de uma informante do governo russo. Preocupa-se mais com a própria pele. Os jornalistas relatam a dificuldade do presidente para encontrar um advogado que topasse defendê-lo das acusações de conluio com os russos para ganhar a eleição de 2016. Mais do que Bolsonaro, Trump espera lealdade completa de seus subordinados. Mas aí entra a força das instituições políticas norte-americanas. Surpreendentemente, é uma instituição informal que mais detém os impulsos de Trump: a independência de órgãos burocráticos em relação ao presidente. Isso é uma “instituição informal” porque não é, com frequência, uma independência definida em lei – e sim por um acordo tácito entre os integrantes do jogo político. Trump ficou frustrado com razão. Ele queria demitir o diretor do FBI que não havia demonstrado suficiente lealdade. Foi avisado de que o ato seria considerado absurdo. Demitiu mesmo assim, argumentando que John F. Kennedy tinha até indicado seu irmão, Robert, para ser ministro da Justiça. Pois é, presidente, respondeu um assessor. Desde Watergate as coisas são diferentes. (Este artigo expressa a opinião do autor, não representando necessariamente a opinião institucional da FGV.) Ler artigo completo
  22. Brasília — A defesa do jornalista Glenn Greenwald pediu ao juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília, a rejeição da denúncia apresentada contra ele, sob o argumento de que não houve conduta criminosa por parte do jornalista e que a acusação violou a ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) de que ele não poderia ser investigado. Na peça, os advogados apontam que a denúncia do Ministério Público Federal “briga com os fatos”. “É impossível não se chocar com o grau de desconexão entre os diálogos transcritos e as conclusões que deles extrai a denúncia. Afinal, não há sequer uma única frase dita pelo requerente que sugira qualquer relação de orientação, auxílio ou participação deste em suposta empreitada criminosa”, afirma a defesa. A denúncia apresentada pelo procurador Wellington Oliveira, da Procuradoria da República do Distrito Federal, descreve um diálogo entre Greenwald e um dos hackers, Luiz Henrique Molição. Neste diálogo, o hacker pede orientações ao jornalista, mas Glenn desconversa a respeito do assunto. Em um dos trechos, o jornalista sugere que os hackers já podem apagar o material obtido do Telegram das autoridades públicas. Para o procurador, o diálogo seria uma prova de que Glenn seria “partícipe” dos crimes de invasão de dispositivos eletrônicos e interceptação ilegal de conversas. Com base no mesmo diálogo, a Polícia Federal concluiu que o jornalista foi cuidadoso no contato com o criminoso e não praticou nenhum crime. Veja tambémDenúncia a Glenn Greenwald “gera fragilidade na democracia”, diz Maia21 jan 2020 - 17h01 Cabe agora ao juiz Ricardo Leite decidir se há elementos para tornar Glenn réu neste caso ou se rejeita preliminarmente a denúncia em relação ao jornalista — outras seis pessoas foram denunciadas no caso, incluindo o hacker Walter Delgatti Neto, que admitiu ter invadido o Telegram de autoridades públicas. “Ao contrário do que faz parecer a denúncia, a cumplicidade do jornalista não decorre do contato com o agente que pratica o crime, nem muito menos do simples conhecimento da prática delituosa. Para fins penais, o que importa é definir se o jornalista concorreu de qualquer forma para a prática do crime, nos termos do artigo 29 do Código Penal. Ou seja, o que é relevante é definir se o jornalista contribuiu como autor (direto ou mediato) ou partícipe (instigação ou auxílio material) do suposto delito praticado por sua fonte. No caso em tela, nada indica que o requerente tenha praticado qualquer ação que possa qualificá-lo como cúmplice ou partícipe de eventuais delitos praticados por suas fontes”, escreveram os advogados Nilo Batista, Rafael Borges e Rafael Fagundes. Na defesa, sustentam ainda que houve descumprimento da decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF, que decidiu que seria impossível investigar Glenn pela divulgação das conversas. Por fim, os advogados apontam que a utilização como prova de uma conversa entre o jornalista e o hacker seria ilícita porque viola o princípio constitucional do sigilo da fonte. “A conversa travada entre o jornalista e sua fonte é protegida pelo sigilo constitucional previsto no art. 5º, inciso XIV, da Constituição Federal, razão pela qual não poderia ter sido utilizada pelo Ministério Público Federal para imputar crimes ao requerente, por ter natureza confidencial”, aponta a defesa. Ler artigo completo
  23. Brasília — O presidente Jair Bolsonaro confirmou nesta quinta-feira que estuda a recriação do Ministério da Segurança Pública, como havia prometido na quarta-feira para secretários estaduais da área, mesmo admitindo que o ministro da Justiça, Sergio Moro, “deve ser” contrário à ideia. A recriação da pasta enfraqueceria o “superministério” de Moro, que atualmente também é responsável pelas políticas de segurança. Na quarta-feira, secretários de 16 estados levaram a Bolsonaro uma lista de reivindicações, que inclui a recriação do Ministério da Segurança, que existiu durante a maior parte de 2018, no governo de Michel Temer. Nesta quinta, Bolsonaro afirmou que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e membros da Comissão de Segurança Pública da Câmara também são favoráveis. Veja tambémBRASILEntre Moro, Guedes e Flávio Bolsonaro, uma agenda dividida em 20206 jan 2020 - 06h01 “É comum receber demanda de toda a sociedade. E ontem eles (secretários) pediram para mim a possibilidade de recriar o Ministério da Segurança. Isso é estudado. Estudado com o Moro. Lógico que o Moro deve ser contra, mas é estudado com os demais ministros. O Rodrigo Maia é favorável à criação da Segurança. Acredito que a Comissão de Segurança Pública (da Câmara), como trabalhou ano passado, também seja favorável. Temos que ver como se comporta esse setor da sociedade para melhor decidir”, disse o presidente, ao deixar o Palácio da Alvorada. Bolsonaro afirmou que, caso haja de fato a recriação da pasta, Moro permanecerá no Ministério da Justiça. “Se for criado, aí ele fica na Justiça. É o que era inicialmente. Tanto é que, quando ele foi convidado, não existia ainda essa modulação de fundir com o Ministério da Segurança.” Uma das principais bandeiras de Moro à frente do ministério é o programa “Em Frente, Brasil”, uma iniciativa de segurança pública que teve um programa piloto em cinco municípios. A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) também é responsável pelo Banco Nacional de Perfis Genéticos, cujo fortalecimento é outra iniciativa propagandeada por Moro. Ler artigo completo
  24. São Paulo — O dólar avançava contra o real nos primeiros negócios desta quinta-feira depois de ter baixa acentuada na sessão anterior, com os investidores voltando a ficar nervosos sobre o surto de coronavírus mortal na China. Além disso, o IBGE divulgou nesta quinta-feira que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, subiu 0,71% em janeiro. Às 9:07, o dólar avançava 0,28%, a 4,1877 reais na venda. No último pregão, o dólar interbancário fechou em queda de 0,71%, a 4,176 reais na venda, maior baixa desde 30 de dezembro. Nesta sessão, o dólar futuro de maior liquidez operava em alta de 0,12%, a 4,189 reais. Ler artigo completo
  25. São Paulo – Eleitores do Condado de King, em Washington, poderão decidir quem serão seus representantes políticos através de uma votação realizada por smartphones. A região que abriga a cidade de Seattle é a primeira do país a adotar os dispositivos móveis como urnas digitais. Conforme reportado pelo The Verge, a plataforma de votação que será usada para escolher as pessoas que farão parte do Conselho de Supervisores da região foi desenvolvida pela organização não-lucrativa Tusk Philanthropies em conjunto com a empresa de tecnologia Democracy Live. O plebiscito teve início nesta quarta-feira (22) e vai até às 20h do dia 11 de fevereiro. Para votar basta identificar-se no portal criado com nome, data de nascimento e assinatura. Em entrevista para a NPR, Bradley Tusk, CEO e fundador da Tusk Philanthropies, deixou claro que a iniciativa tem o objetivo de aumentar o número de eleitores. Nas últimas eleições, menos de 1% das pessoas que podiam votar foram às urnas. Apesar disso, o método virtual de escolher representantes políticos é visto com receio nos Estados Unidos e enfrenta resistência pelo menos desde 2010 quando o governo americano tentou criar uma plataforma eleitoral online e convidou espetas em segurança digital para tentar encontrar falhas no sistema. Um estudante da Universidade de Michigan conseguiu. Em 2016, a situação ficou mas crítica. Na época, hackers russos foram capazes de acessar e-mails e vazar privados da candidata Hillary Clinton. O incidente levantou dúvidas em relação ao que seria feito no campo da segurança virtual para evitar que o resultado das urnas fosse adulterado em um ataque semelhante. Anos depois, em 2018, a Academia Nacional de Ciências, Engenharia e Medicina dos Estados Unidos emitiu um alerta público contra todo o tipo de votação online e recomendou que as eleições americanas continuassem com o formato tradicional: papéis colocados em uma urna. Ler artigo completo
  26. Cinco anos depois de sua fundação, a startup brasileira Instacarro aposta em um novo modelo para expandir sua operação: lojas container. A empresa, que tem a proposta de vender carros usados em até uma hora, já possui seis unidades no modelo e planeja abrir outras 35 lojas até o final do ano. “Para o cliente, a experiência de venda é mesma das três lojas tradicionais, o que difere é a somente a modalidade de loja”, diz o cofundador e presidente da empresa, Luca Cafici. Para vender um carro, o cliente precisa entrar no site da startup, colocar as informações do veículo e se dirigir até a unidade mais próxima da empresa. Na loja, os funcionários inspecionam o carro por 30 minutos, usando tecnologia própria para fazer uma avaliação de preço justa. Na meia hora seguinte, acontece um leilão online na plataforma da InstaCarro, onde mais de 3.000 revendedores estão cadastrados. Ao final da primeira hora, o cliente recebe uma proposta pelo carro. Se aceitar vender, deixa o veículo com a startup, que se responsabiliza pela burocracia de compra e venda. A empresa ganha de 3,5% a 6% sobre o valor de cada venda, a depender do valor oferecido pelo carro no leilão. Em média, a InstaCarro vende 10.000 veículos por ano. Loja container da InstaCarro: unidade menor da startup fatura cerca de 1 milhão de reais por mêsInstaCarro/Divulgação Lojas menores, mas rentáveis Nos primeiros anos da operação, a startup operava com três grandes lojas na grande São Paulo, mas percebeu que seria muito caro expandir para mais cidades nesse formato. Em 2018 surgiu a ideia do container. A principal vantagem desse modelo em relação à loja tradicional de rua é o custo de operação, como explica Cafici. Sem precisar arcar com altos alugueis e contratos longos, a instalação de novos pontos de venda é mais barata e rápida. O container vem customizado com a marca da Instacarro direto do fornecedor e é colocado no estacionamento de estabelecimentos parceiros, como as redes de supermercado Pão de Açúcar e Carrefour. Para operar, as unidades precisam de dois a quatro funcionários. O faturamento da unidade também é menor: cerca de 1 milhão de reais. Ainda assim, segundo Cafici, o container é mais rentável para a companhia. Hoje, há duas lojas do modelo operando em São Paulo e outras em São Caetano, Osasco, São José dos Campos e Campinas. Projetos para o ano A meta da empresa é continuar expandindo para outras cidades do estado de São Paulo durante o primeiro semestre de 2020 e, depois, avaliar a entrada em outros estados. Por ora, não há planos de levar a operação para fora do país. Para garantir a expansão nacional ao longo do ano, a equipe de 120 pessoas da startup precisa crescer: o presidente quer contratar 50 novos funcionários este ano. Com a estratégia, a Instacarro espera dobrar seu faturamento em 2020, assim como fez em 2019. A empresa não revela quanto faturou nos dois últimos anos, mas, em 2017, seu faturamento foi de 240 milhões de reais. Segundo a empresa, 10.000 carros são vendidos por ano e existem 3.000 revendedores cadastrados na plataforma — 600 são ativos mensalmente. “Nosso desejo este ano é levar nosso modelo de negócio para um público que ainda não ouviu falar da gente. Queremos criar uma conexão importante com as pessoas”, diz Cafici. Aliado a esse desejo está o projeto da InstaCarro de lançar uma tabela de precificação de veículos para concorrer com a tabela Fipe ainda no primeiro trimestre de 2020. O cofundador acredita que a empresa tem dados suficientes do mercado de veículos usados brasileiro para elaborar uma tabela de preço que ajude as pessoas a tomar melhores decisões de compra e venda de carros. “Não temos intenção de gerar receita com o produto, simplesmente queremos utilizar nossos dados para gerar mais informação para as pessoas”, afirma. Veja tambémPMEGrow, dona da Yellow, tira bicicletas de circulação e deixa 14 cidades22 jan 2020 - 15h01PMEFintech fatura R$ 1bi com serviço financeiro para caminhoneiros19 jan 2020 - 08h01 Investimentos No segundo semestre de 2020, a InstaCarro planeja levantar capital com uma nova rodada de investimento para acelerar seu projeto de expansão pelo Brasil. Desde sua fundação em 2015 até então, a startup conseguiu um total de aproximadamente 150 milhões de reais em investimentos. Sua última rodada de captação aconteceu na metade do ano de 2018, quando os sócios conseguiram levantar 17 milhões de reais com os fundos FJ Labs, Lumia e Hummingbird. O diferencial da startup diante da concorrência com concessionárias e empresas de venda de carros, como a Volanty, segundo o presidente, é o tripe de rapidez, qualidade de antedimento e preço. Se a empresa conseguir o investimento que busca, pode ganhar a força necessária para sair na frente no mercado brasileiro de revenda de veículos, que cresceu 2,2% em 2019, totalizando 14,5 milhões de carros usados vendidos. Ler artigo completo
  27. São Paulo — Leia as principais notícias desta quinta-feira (23) para começar o dia bem informado: As quentes do dia Depois da pobreza, o dólar: Guedes segue fazendo barulho em Davos Ministro vai participar de painel com Gita Gopinath, economista-chefe do FMI, sobre dominância da moeda americana, e volta ao Brasil nesta sexta Um ano depois, o que mudou na Venezuela com Juan Guaidó? Analistas avaliam que dois pontos estão impedindo um sucesso do líder oposicionista na Venezuela: a falta de apoio popular e dos militares “Guaidó nunca chegou perto de derrubar Maduro”, diz professor venezuelano Apenas um levante popular, com apoio dos militares, seria capaz de promover uma mudança de regime na Venezuela, avalia Marco Aponte-Moreno __________ Insegurança jurídica e coronavírus: as bolsas nesta quinta Às vésperas do feriado de ano novo chinês, os principais índices de ações da Ásia fecharam em queda — Xangai teve o maior recuo, de 2,75% Bolsonaro embarca nesta quinta para visita oficial à Índia viagem deve incluir a assinatura de pelo menos dez acordos bilaterais, em áreas como segurança cibernética, bioenergia e saúde Com Merkel e Marin, presença feminina bate recorde em Davos Em 2014, elas eram 14% dos participantes no fórum econômico; em 2020, representam 28% dos 2820 integrantes das delegações Argentina e Chile fracassam planos de IPOs do frigorífico Minerva A avaliação é de que o mercado brasileiro oferece, neste momento, as melhores condições para a empresa captar recursos para reduzir o seu endividamento Sem salário, Elon Musk pode ganhar bônus de US$ 50 bi com alta da Tesla O fundador da Tesla não ganha salário, mas tem metas que devem ser atingidas para que ele seja recompensado. A primeira delas ficou mais perto ontem Prêmio Nobel vê “descontos significativos” para dívida argentina A segunda maior economia da América do Sul deve encolher pelo terceiro ano consecutivo em 2020 Política e mundo Fux suspende aplicação do juiz de garantias por tempo indeterminado A medida derruba uma decisão do presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, que tinha dado prazo de seis meses para a lei entrar em vigor Witzel diz que situação da água será resolvida em “no máximo” uma semana A água abastecida pela Cedae vai começar a receber tratamento com carvão ativado a partir desta quinta-feira, após problemas com a qualidade Enquanto você desligou… Autonomia do BC pode ser votada na Câmara no 1º trimestre, diz Maia O líder do órgão legislativo esteve em reunião com o presidente da instituição financeira e ressaltou que o foco é a organização Camil compra unidade de ração animal de empresa chilena por R$ 200 mi A operação amplia a presença da companhia brasileira no país e marca a entrada da empresa no segmento de pet food Carrefour Brasil tem alta de 11,4% nas vendas brutas do 4º trimestre A companhia afirmou que as vendas em lojas abertas há pelo menos um ano cresceram 7,6% no período Boeing espera retomar produção do 737 MAX ainda este ano O presidente-executivo, Dave Calhoun, disse que a empresa não considera acabar com a fabricação e que o avião vai continuar voando por uma geração Multinacional americana tem interesse na venda dos Correios, diz fonte O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse a investidores em Davos que a privatização da companhia ocorrerá, no máximo, até 2021 “Década dos picos” atinge desde globalização aos bancos centrais Líderes mundiais discutem no Fórum Econômico Mundial, em Davos, se fatores que guiam a economia global chegaram num limite Agenda Nesta quinta-feira (23), o Department of Labor publica os pedidos iniciais de seguro-desemprego no país, lembrando que este é considerado o primeiro indicador da saúde do mercado de trabalho. Já a atualização dos estoques de petróleo bruto e em cushing nos Estados Unidos também será divulgada pelo Energy Information Administration. Na Zona do Euro, ocorre a decisão sobre a taxa de juros do bloco europeu e a divulgação da política monetária definida pelo Banco Central Europeu (BCE). Frase do dia “Mudar uma organização, uma companhia, um país – ou o mundo – começa com um passo simples: mudar a si mesmo.” — Tony Robbins Ler artigo completo
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