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  2. O Hospital Israelita Albert Einstein informou na tarde deste domingo, 5, ter registrado a primeira morte por coronavírus entre os seus pacientes. Não foram divulgados detalhes sobre a vítima, mas a reportagem apurou que era um paciente idoso, com comorbidades. O Einstein foi o responsável por diagnosticar o primeiro caso da doença no Brasil, em 25 de fevereiro, e, desde então, tem recebido um grande número de pessoas com sintomas da infecção por coronavírus, muitos com quadros graves. Até agora, no entanto, ainda não havia registrado nenhum óbito. Segundo informações da assessoria de imprensa, estão internados no hospital 123 pacientes com sintomas de covid-19, dos quais 117 já tiveram o diagnóstico confirmado por exames. Os outros seis ainda estão em investigação. Do total de internados, 66 estão na UTI. Veja tambémBRASILSP espera 220 mil casos de coronavírus e quer empréstimo do Banco Mundial5 abr 2020 - 12h04BRASILBrasil contabiliza 10.278 casos confirmados e 431 mortes por coronavírus3 abr 2020 - 17h04 Por causa do alto número de internações por coronavírus e pelo surto que se dissemina no País, o Einstein reservou uma das suas torres da unidade do Morumbi somente para pacientes com suspeita ou confirmação da doença. Os pacientes com outras enfermidades estão sendo atendidos no prédio da maternidade, onde as gestantes já eram internadas para o parto. Ao menos 4.466 casos e 260 mortes de covid-19 já foram confirmadas no Estado de São Paulo até agora, segundo balanço da Secretaria Estadual da Saúde divulgado no sábado, 4. Ler artigo completo
  3. O Bradesco vai oferecer uma linha de crédito destinada a folha de pagamento de funcionários de pequenas e médias empresas. A opção entra em vigor na segunda-feira (6) e poderá ser solicitada pela internet ou nas agências, por telefone. A linha de capital de giro para o segmento receberá 85% de financiamento do Tesouro Nacional, com recursos repassados pelo BNDES, e 15% dos próprios bancos, que serão responsáveis pelo crédito aos clientes. Quem solicitar o produto de crédito terá prazo de 36 meses (com 6 meses de carência) e taxa fixa de 3,75% ao ano. Segundo o Bradesco, a nova linha poderá beneficiar até 1 milhão de trabalhadores. Serão elegíveis ao financiamento empresas com faturamento anual entre 360 mil e 10 milhões de reais. Veja tambémECONOMIAQuais medidas econômicas contra covid-19 já saíram do papel?4 abr 2020 - 08h04ECONOMIAMesmo com auxílio a empresas, 3 milhões de pessoas devem ficar sem emprego2 abr 2020 - 06h04PMEFora do pacote de governo, empresas de médio porte pedem apoio1 abr 2020 - 13h04 O banco ainda informou que o solicitante poderá financiar até duas folhas de pagamento desde que o valor seja limitado a dois salários mínimos por funcionário. Outra norma imposta para proteger o emprego é que a companhia que fizer uso da linha de crédito não poderá demitir o funcionário sem justa causa por 60 dias. O prazo começa a contar a partir da contratação do produto. A medida tem o objetivo de garantir a sobrevivência das empresas e preservar o emprego. A ação faz parte da MP 944 que instituiu o Programa Emergencial de Suporte ao Emprego, regulamentada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e Banco Central. Ler artigo completo
  4. A dupla sertaneja Jorge e Mateus chamou atenção na noite de sábado, 4, ao realizar uma live com cerca de 4h30 de duração que chegou a ter mais de 3 milhões de espectadores ao vivo no YouTube, motivada pelas preocupações com a pandemia do novo coronavírus. A apresentação chegou a contar com uma ‘participação’ do ministro da saúde Luiz Henrique Mandetta para falar sobre isolamento social. Segundo a dupla, mais de 3 milhões chegaram a acessar o vídeo ao vivo simultaneamente. Até a publicação desta matéria, o arquivo da live, que fica disponível no YouTube após seu término, conta com 35,6 milhões de visualizações. Jorge e Mateus ainda alegam ter arrecadado “172 toneladas de alimentos, 10 mil frascos de álcool gel e 200 cursos para área da saúde”. Veja tambémMandetta “invade” live da dupla Jorge e Mateus para falar de coronavírus5 abr 2020 - 09h04 Críticas à live de Jorge e Mateus Chamou atenção de parte do público, porém, uma foto postada pelo restaurante que ajudou na produção e postou a imagem do bastidor da live em seu Instagram. Nela, é possível ver mais de 10 pessoas trabalhando para que o vídeo fosse ao ar. <span class="hidden">Imagem dos bastidores da transmissão ao vivo do show de Jorge e Mateus mostrou uma série de pessoas no mesmo recinto</span>Instagram/Reprodução O fato gerou diversas críticas nas redes sociais, com internautas criticando a postura da dupla em promover uma certa aglomeração de pessoas em tempos de isolamento social. O E+ entrou em contato com a assessoria de Jorge e Mateus questionando sobre as críticas, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. Ler artigo completo
  5. Sem público por conta da pandemia do novo coronavírus, a tradicional missa de domingo do Padre Marcelo Rossi, transmitida pela TV Globo, homenageou profissionais de saúde. Neste domingo (5), as imagens mostraram o auditório vazio. Mas, em cada cadeira, havia imagens de agentes de saúde (médicos, enfermeiros, técnicos) que estão na linha de frente no combate ao coronavírus. Rossi andou pelas cadeiras e mostrou as fotos coladas de profissionais de hospitais e postos de saúde. “É um misto de tristeza e fé de que isso vai passar. Esperança. Quisemos fazer uma homenagem a esses profissionais”, disse o padre. A missa acontece no Santuário Mãe de Deus, em Santo Amaro, Zona Sul de São Paulo. Ler artigo completo
  6. O chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, criticou, na manhã deste domingo (5), a atuação de governadores durante a pandemia do coronavírus. Em uma publicação na sua conta oficial do Twitter, Heleno atacou diretamente o governador do Maranhão, Flávio Dino. “Flávio Dino, Gov do Maranhão, creditou ao Pres Bolsonaro os 300 óbitos do Covid 21. Sempre acreditei, pelo passado histórico, que comunistas são seres alienados, sonsos, insensíveis e insensatos. Atitudes como essa confirmam esse perfil”, escreveu Heleno. Após cerca de duas horas após a publicação, o comentário foi apagado da conta do ministro. Ler artigo completo
  7. Ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux é contra a recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pela liberação de presos em regime semiaberto para evitar a disseminação do novo coronavírus. Segundo ele, a medida poderia “gerar uma crise sem precedentes na segurança pública nacional”. Em entrevista para a coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo, Fux afirmou que “os juízes criminais devem ter em mente que o Conselho Nacional de Justiça ‘recomendou’ e não ‘determinou’ a liberação dos presos em regime semiaberto”. Veja tambémBRASILJuízes liberam presos por risco de contaminação em cadeias28 mar 2020 - 09h03 Fux se refere a recomendação 062/2020 do CNJ. Ela é válida por 90 dias e determina que sejam adotadas ações preventivas no sistema de justiça penal e socioeducativo com a não custódia para mulheres grávidas, mães com filhos de até 12 anos, indígenas, pessoas com deficiência e outros grupos de risco., além da reavaliação de prisões preventivas que excedam 90 dias e de medidas em prisões superlotadas. Recentemente o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou que é preciso “não ceder ao pânico”. Segundo Moro, manter os presos nas cadeias seria uma forma de não “vulnerabilizar as pessoas que estão fora da prisão” e citou o caso de crimes violentos. “Vamos soltar todos os traficantes do país?”. O Brasil tem mais 770 mil pessoas encarceradas, segundo dados de junho de 2019 do Departamento Penitenciário Nacional (Depen). Ler artigo completo
  8. O governo de São Paulo projeta 220 mil casos do novo coronavírus e prepara pedido de empréstimo de US$ 100 milhões (mais de R$ 500 milhões) ao Banco Mundial para ações de combate à doença, conforme documentos obtidos pela reportagem. O eixo principal do projeto é a instalação e custeio de pelo menos 500 novos leitos de UTI. A ideia é usar o recurso também para compra de testes de diagnóstico, além de desenvolvimento de tecnologia de telemedicina e de aplicativos para dispositivos móveis. A Secretaria de Saúde estadual estima que ao menos R$ 1,2 bilhão extra será preciso para enfrentar a doença, o que torna o financiamento do Banco Mundial “muito significativo”, afirma o coordenador de Serviços da Saúde de São Paulo, Ricardo Tardelli. O governo de João Doria (PSDB) espera ter o recurso em mãos em cerca de dois meses. O valor poderá ser usado também para ressarcir gastos já feitos contra o novo coronavírus. O prazo previsto para extinção do empréstimo é de 35 anos. A contrapartida para o governo é de US$ 25 milhões, ou seja, no total, o projeto é de cerca de US$ 125 milhões (mais de R$ 625 milhões). Veja tambémECONOMIAGoverno de SP vai ampliar para R$ 650 mi crédito para microempreendedores2 abr 2020 - 14h04 São Paulo é o epicentro do novo coronavírus no Brasil. Segundo balanço deste sábado, 4, o Estado tem 4.466 casos e 260 óbitos. A região ainda acumula 48% das hospitalizações por síndrome aguda respiratória grave (SARG) do País neste ano. O dado indica grande número de casos da covid-19 ainda não identificados, pois há uma explosão de “gripe grave” no Brasil a partir da metade de março sobre o mesmo período do ano passado. No projeto, o governo estadual projeta que 40 mil pacientes teriam de usar leitos de internação durante a pandemia. Já outros 11 mil teriam quadros mais graves, exigindo UTI. “Quando escrevemos o projeto, há 10 dias, a projeção de que tínhamos era algo nessa ordem (220 mil casos). Vamos precisar esperar, ver o efeito do isolamento em São Paulo. É uma expectativa positiva”, disse Tardelli. O Estado tem 15 mil leitos de UTI públicos e privados, sendo 7,2 mil leitos dedicados ao SUS. “Sabe-se que dos 3.600 leitos de UTI adulto disponíveis a população, a taxa de ocupação é de 85% a 90%. Com base nestas informações, estima-se que a ampliação de leitos de UTI é imprescindível para o enfrentamento da Covid-19” afirma o governo Doria em carta-consulta enviada para análise do Ministério da Economia na última segunda-feira, 30. São Paulo prevê no documento instalação de 500 leitos, mas Tardelli afirma que a Secretaria de Saúde já trabalha com ampliação para até 1500 espaços para internação. A ideia é comprar um respirador para cada leito, por R$ 70 mil por unidade além de outros equipamentos hospitalares para tratamento intensivo. Há ainda previsão de treinar 2 mil profissionais da rede pública em prevenção de infecções. Na segunda fase do programa, após superar a pandemia, a ideia é investir em inovação tecnológica, com a produção de vacinas e ferramentas de “Big Data”, prontuário eletrônico e de telemedicina. O Conselho Federal de Medicina (CFM) liberou a telemedicina apenas para o período da pandemia. No entanto, Tardelli afirma esperar que, mesmo após a crise pela doença, a tecnologia permaneça. “Pensamos também em aumentar essas ferramentas de comunicação com o público. Aplicativos de celulares podem ficar em uso no futuro, servindo para pessoas com doenças crônicas, entre outras”, disse Tardelli. Financiamento O Banco Mundial anunciou no começo de março programa de US$ 12 bilhões para apoiar esforços de países para combate à pandemia. O Ministério da Saúde também busca fechar um empréstimo de US$ 100 milhões com a instituição, como mostrou o jornal O Estado de S.Paulo. Cerca de US$ 60 milhões seriam usados para contratação de profissionais para saúde. A pasta quer ainda adquirir testes de diagnóstico e desenvolver a telemedicina com este recurso. Ler artigo completo
  9. O Fantástico, da TV Globo, iria trazer nesse domingo (5) uma entrevista já gravada com Felipe Prior, participante do Big Brother Brasil 20 que foi eliminado no último paredão, no dia 31. O programa, contudo, desistiu de exibir o conteúdo após uma reportagem da última sexta-feira (3) da revista Marie Claire revelar que Prior, arquiteto, enfrenta duas acusações de estupro e uma acusação de tentativa de estupro. A reportagem traria o ex-BBB falando sobre sua experiência no confinamento. O paredão que o eliminou bateu recorde histórico de participação do público, em todas as edições. Foram 1,5 bilhão de votos. “Não haverá mais a matéria no Fantástico que abordaria a votação histórica do BBB. A Globo é veementemente contra qualquer tipo de violência, como se percebe diariamente em seus programas jornalísticos e mesmo nas obras do entretenimento, e entende que cabe às autoridades a apuração rigorosa de denúncias como as que foram feitas contra Felipe Prior”, disse a Globo. Acusações Há três acusações contra Prior, de três mulheres diferentes. A advogada Juliana de Almeida Valente representa as vítimas. Os casos teriam acontecido entre 2014 e 2018 e foram noticiados em primeira mão pela Marie Claire. Por medo, as vítimas não teriam denunciado os casos à época em que ocorreram, mas decidiram denunciar agora após verem Prior no BBB20. Dois dos três casos teriam acontecido em edições do InterFAU, jogos universitários que ocorrem anualmente e reúnem alunos de faculdades de arquitetura e urbanismo, como a Universidade Presbiteriana Mackenzie (onde Prior se formou) e a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). O terceiro caso teria acontecido em uma festa em São Paulo que antecede os jogos. Duas mulheres acusam Prior de estupro. Um caso teria acontecido em São Paulo, quando a vítima pegou carona com Prior após uma festa. O outro caso de estupro teria acontecido em 2016, em Biritiba Mirim, durante o InterFAU, na barraca de camping de Prior. O caso mais recente teria sido em 2018, onde a mulher acusa Prior de tentativa de estupro. Os casos, agora, dependem do prosseguimento do Ministério Público, que pode optar por abrir investigação a partir das denúncias. Em vídeo no Instagram, Prior disse ser inocente, negou o conteúdo das acusações e disse que irá se defender na justiça. “Estou muito chateado mesmo, muito chateado. Desconheço os fatos apresentados, nunca cometi nenhuma violência sexual contra ninguém. Sou inocente, sou inocente”, ele disse. A eliminação de Prior trouxe o mundo do futebol, do entretenimento e até da política para o BBB20. Neymar fez campanha a favor de Prior, enquanto Bruna Marquezine fazia campanha a favor de Manu Gavassi, adversária de Prior no paredão. Outros jogadores de futebol e celebridades entraram na “briga”. Até Eduardo Bolsonaro, vendo a repercussão do caso, postou em seu Twitter mensagem a favor de Prior. Ler artigo completo
  10. Cerca de 60% da população brasileira está em isolamento, mas há setores que precisam continuar operando. Além de mercados e farmácias, o mercado de transporte e logística também se mantém rodando. Para garantir o abastecimento de alimentos e produtos mesmo em meio à pandemia do coronavírus, empresas de logística, transportadoras e concessionárias de rodovias estão tomando medidas para aumentar a segurança para caminhoneiros. “É um setor muito sensível, pois uma parcela muito significativa do transporte acontece nas rodovias”, diz Sérgio Garcia, diretor executivo de operações da Arteris, concessionária de rodovias com 3,4 mil quilômetros sob operação. “Diferente de outros setores, o nosso não para”, diz Charlie Conner, presidente da Sotran, plataforma digital para motoristas que atua principalmente com o agronegócio. Segundo ele, a pandemia do coronavírus chegou justamente no meio da colheita de safra, que neste ano bateu recordes de produção. O Brasil registrou uma queda de 26% no volume de cargas transportadas por caminhões nos dias 23 e 24 em relação ao movimento normal antes das medidas contra o coronavírus, de acordo com pesquisa realizada pela associação de empresas de transporte NTC&Logística. Obstáculos nas estradas No início da quarentena, embora o transporte tenha sido declarado serviço essencial, inicialmente os restaurantes à beira de estrada foram fechados. Além da alimentação, esses lugares providenciam banheiros e lugares para banho e descanso, o que tornou a vida dos caminhoneiros mais complicada. Mecânicas e borracharias também haviam sido fechadas. Segundo Conner, o ecossistema de logística reagiu rapidamente e alguns desses lugares foram reabertos. Os salões dos restaurantes continuam fechados, mas é possível pedir refeições para viagem. “No início da quarentena ainda havia descoordenação e até desconhecimento entre autoridades, empresários e motoristas. Hoje, o trabalho é mais coordenado para dar suporte aos motoristas”, diz Garcia, da Arteris. A Arteris transformou seus postos de pesagem – fechados por causa da limitação de contato entre as pessoas – em locais para banho, avaliações clínicas e estacionamento. A empresa alugou chuveiros e banheiros químicos e deslocou algumas ambulâncias para esses espaços para medir a temperatura dos motoristas e dar instruções de saúde. A empresa montou uma plataforma em que indica quais postos, restaurantes e mecânicas estão abertas nas estradas que administra. Veja tambémBRASILGoverno define postos e restaurantes em estradas como essenciais27 mar 2020 - 13h03 Digitalização O setor de transporte voltado ao agronegócio tem cerca de 500 mil motoristas e movimenta 40 bilhões de reais. Normalmente, é um setor fragmentado, familiar e pouco digitalizado. Para receber uma carga, o caminhoneiro precisa ir para os parceiros, esperar, conversar e negociar com os parceiros. “É uma posição com muito contato e muito vulnerável, com responsabilidade enorme de abastecer o país”, diz Conner. Para diminuir o contato dos motoristas com outros, o aplicativo permite negociar a carga e receber o pagamento digitalmente. Nos últimos 30 dias, a Sotran percebeu um aumento de 40% no uso do app. A Sotran tem 200 mil motoristas cadastrados e faz até 2 mil viagens todos os dias – esse ano, deve chegar a 500 mil viagens. De 2016 até agora, a empresa passou de três estados de atuação para 14 e de 500 milhões de reais de faturamento para 1,5 bilhão de reais. Mudança na malha A Ontime Log, especializada no comércio eletrônico e com clientes como Via Varejo e Magazine Luiza, precisou adaptar sua malha logística. Com 95% do varejo físico fechado, as lojas online podem viver uma explosão nas vendas. No entanto, para a startup, o movimento caiu cerca de 15%. De acordo com Carlos Figueiredo, diretor-presidente da OnTime Log, consumidores diminuíram as compras de moda e de bens duráveis, como móveis e eletrodomésticos. “Mas novos consumidores vão experimentar o comércio eletrônico durante o período de isolamento, acreditamos que isso irá aumentar a representatividade das vendas online, que hoje são de apenas 5% do total. Grande parte das compras também é enviada, normalmente, por meio aéreo, no porão dos aviões de passageiros. Com cortes de até 92% nos voos domésticos, a disponibilidade desse espaço despencou e o preço do frete aéreo cresceu até 10 vezes. A Ontime transferiu a maior parte de sua malha aérea para as rodovias. Por isso, aumentou o prazo médio de entrega em mais três dias. Preocupação com a saúde A Repom, empresa de gestão de fretes, busca trazer mais informações sobre saúde aos motoristas. A companhia tem cerca de 15 centros chamados Clube da Estrada, onde normalmente os motoristas têm acesso a alimentação, wifi, banheiros e até cabeleireiros e médicos. Com a quarentena, esses centros foram fechados. Para substituir esses locais, a companhia está oferecendo 3 mil consultas gratuitas de telemedicina para orientar sobre sintomas da covid-19. A Arteris distribuiu cerca de 5 mil kits de higiene para os motoristas, além de ter instalado dispensers de álcool em gel nas cabines de pedágios. Para diminuir ainda mais o contato nos pedágios, firmou uma parceria com empresas de pagamento automático para distribuir tags gratuitamente, sem pagamento de mensalidade. Já uma medida da Ontime foi instalar pias em todas as áreas operacionais da empresa. A cada duas horas, um alarme toca e todos os colaboradores devem se levantar para lavar as mãos. 80% dos funcionários estão em home office, mas quem continua trabalhando nos escritórios deve higienizar todo o ambiente antes da chegada da próxima equipe. Ler artigo completo
  11. As operadoras de telecomunicação repassarão informações sobre a circulação de pessoas para que o governo faça avaliações e desenvolva estratégias de prevenção e combate à epidemia do novo coronavírus. A parceria vai durar o período da calamidade pública da covid-19 e envolve as empresas Vivo, Claro, Oi, Tim e Algar. De acordo com o sindicato das empresas do setor (Sinditelebrasil), serão repassados dados agregados e anonimizados da circulação dos seus clientes. Os dados permitirão visualizar “manchas de calor” da concentração de pessoas em localidades de todo o país, auxiliando o governo a localizar onde estão ocorrendo aglomerações. Quando uma pessoa liga um celular, o aparelho se conecta a uma antena, chamada no linguajar técnico de Estação Rádio-Base (ERB). Segundo o presidente executivo do Sinditelebrasil, Marcos Ferrari, a informação repassada ao governo será de quando e onde ocorreram essas conexões entre usuário e redes das operadoras. “O que nós estamos disponibilizando para o governo é este dado estatístico agregado. Não vamos falar em número de linha nem em nome da pessoa. Em tal dia estavam conectadas tantas linhas em tal antena. Isso é um mapa. Olha por cima do país e enxerga como se dá a concentração de pessoas, deslocamento delas por meio deste mecanismo estatístico”, disse Ferrari. Os dados serão consolidados no fim do dia e repassados a um servidor da empresa estadunidense Microsoft, de onde poderão ser acessados pelo governo. Assim, o “mapa” mostrará a situação sempre do dia anterior. As cinco operadoras possuem uma grande base de dados, somando 214 milhões de chips (embora vários clientes tenham mais de um chip). “A forma como o governo vai usar esse dado pode ser de diversas maneiras. A gente não vai interferir nisso, pois é uma decisão do governo. Pode ser uma universidade que pode fazer esse uso dos dados, ou empresa terceirizada que lide com inteligência artificial. Para isso governo está botando a governança dele para aplicar de maneira eficiente estes dados”, comenta o executivo do Sinditelebrasil. Ele acrescenta que os princípios de proteção previstos na Lei Geral de Proteção de Dados e do Marco Civil da Internet serão respeitados. Veja tambémMandetta “invade” live da dupla Jorge e Mateus para falar de coronavírus5 abr 2020 - 09h04 Transparência Na avaliação do conselheiro do Laboratório de Políticas Públicas e Internet da Universidade de Brasília (Lapin) Thiago Moraes, é importante que o governo se certifique que os dados disponibilizados na “nuvem” da Microsoft não sejam usados para outras finalidades. Mesmo não estando em vigor a Lei Geral de Proteção de Dados, ele defende que seus princípios e diretrizes sejam respeitados. “O Art. 6º atenta para que o tratamento seja limitado ao mínimo necessário, e se evite o uso excessivo dos dados. Isto significa, entre outras coisas, que uma vez superada a crise, os dados coletados devem ser eliminados. É importante também que tão logo uma política pública seja definida, sua finalidade seja transparecida à população [o princípio da transparência previsto no art. 6º]”, destaca o pesquisador. A Lei Geral de Proteção de Dados instituiu as normas para coleta e tratamento de dados. Aprovada em 2018, ela entraria em vigor em agosto, mas o Senado adiou o início da vigência para o início do ano que vem. Contudo, o Marco Civil da Internet (Lei 12.965 de 2014) também prevê a garantia da privacidade dos dados dos internautas. Para a coordenadora do Coletivo Intervozes Marina Pita, a falta de uma legislação cria um vácuo preocupante e seria importante ter mais informações sobre como os dados da grande maioria da população serão tratados. “Princípios como proporcionalidade, necessidade e finalidade, incluindo o descarte após atingida a finalidade, por exemplo, estão sendo observados? Deveria haver mais detalhes inclusive em relação aos procedimentos de anonimização e agregação utilizados porque há vários exemplos de reidentificação de dados anonimizados. Um sistema como esse não pode perdurar e deveria haver formas de auditar e fiscalizar o seu uso”, defende. A Agência Brasil entrou em contato com os ministérios da Saúde (MS) e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e aguarda retorno. Ler artigo completo
  12. “Um Salto Quântico no Cérebro Global” – esse é o título de um dos livros de Ervin Laszlo que me inspira a escrever essa matéria, hoje, dia 03 de Abril de 2020. Laszlo é, ao meu ver, uma das grandes mentes do nosso tempo. Filósofo, cientista interdisciplinar e indicado duas vezes ao prêmio Nobel da Paz, em seu livro, faz uma série de indicações sobre muitos dos contextos que estamos vivendo no mundo hoje. Sem dúvida estamos imersos em uma das crises de maior impacto em nossa sociedade contemporânea, necessitando daquilo que ele batizou como “salto quântico no cérebro global”. Hoje, mais de um terço da população mundial está confinada em suas casas, enquanto aguarda as diretrizes para o final da crise e palpita sobre os efeitos da prolongada quarentena. Para iniciar a matéria, compartilho um dos pensamentos de Ervin: “Defrontamo-nos com uma nova realidade, tanto individual como coletivamente. A mudança se dá porque o mundo humano tornou-se instável e não mais sustentável. Mas a revolução da realidade abriga uma oportunidade única: essa é a primeira década da história que nos oferece a escolha entre ser a última de um mundo desvanecente e obsoleto, ou a primeira década de um mundo novo e viável. A realidade emergente é radicalmente nova, intrinsecamente surpreendente e anteriormente imprevista. Vivemos a era da macromudança.” Parece que foi escrito “ontem” tamanha a sintonia fina com o momento atual, mas o livro teve sua primeira publicação em 2008. As antenas de Laszlo já estavam mais do que sintonizadas em uma nova e emergente necessidade de mudanças globais em larga escala. Mal entramos em Abril e hoje, mais do que nunca em nossa história, vivemos o real sentido da palavra interconexão. Para quem ainda duvidava que o mundo e a humanidade estivessem entrelaçados, o COVID-19 veio validar. Além do sentido de interconexão, em pouquíssimo tempo, esse, que é um inimigo “invisível”, sublinhou o significado de diversos conceitos de nossa contemporaneidade: complexidade, exponencialidade, macromudança, interdependência… O tecido global está sofisticadamente entrelaçado e para puxar o fio desse novelo em que nos encontramos, somente pensamentos e soluções que se originem sob o mesmo viés de sofisticação podem nos auxiliar. Para uma solução nessa escala, precisamos da ajuda de pensadores, filósofos, sociólogos, economistas e outros tantos experts que tenham uma visão igualmente global, ou; do Holos (todo). “Chegou a hora de mais uma mudança: de uma civilização de Logos (Razão) para uma civilização de Holos (todo). Atingir uma civilização de Holos significa passar por uma transformação que é única na História, mas que é mais rápida do que qualquer transformação que tenha ocorrido no passado.” – alerta Ervin Laszlo Interessante é que Yuval Harari – historiador e autor de “Sapiens” e “Homo Deus”, outra mente brilhante do nosso século, esses dias publicou no Financial Times um artigo sobre a crise entitulado: “The world after Coronavirus” – O mundo depois do Coronavirus. Entre muitas observações extremamente ricas e interessantes, faz uma abordagem sobre algumas escolhas importantes que – enquanto humanidade, teremos que passar a fazer. Um dos pontos que me chamou atenção, e está alinhado ao pensamento desse texto, foi o que ele pontua como escolha entre o isolamento nacionalista e a solidariedade global. A provocação nos faz pensar em qual é o lado desse dilema que queremos estar. Yuval começa seu texto dizendo: “Humanidade está se deparando com uma crise global. Talvez a maior crise de nossa geração.” E pontua que “As decisões tomadas por pessoas e governos nas próximas semanas, provavelmente irão moldar o mundo nos próximos anos. Irão moldar, não apenas nossos sistemas de saúde, mas também nossa economia, política e cultura.”. Essa é a macromudança em escala global tão falada por Laszlo nos últimos anos. Agora ela é fato e se faz necessária. Quando as portas se abrirem novamente, o mundo tenderá a uma nova configuração. Boa? Ruim? Algum palpite? Por mais que façamos previsões, a complexidade do tecido social e da cultura global não nos deixa enxergar com facilidade. Antes de seguir, quero ainda acrescentar mais um elemento para nossa análise, volto então aos ensinamentos de Ervin Laszlo. Em seu livro ele traz a imagem de um momento da escalada evolutiva batizado de “Ponto de Bifurcação”. Para o filósofo, esse é um momento chave com o qual tudo que está vivo e evolui se depara: <span class="hidden">–</span>Walk and Talk/Site EXAME Diante desse ponto na trajetória evolutiva, as possibilidades são: o salto ou o colapso do objeto, seja ela pertencente ao macro ou microcosmo. Essa tese ajuda a explicar o fato, por exemplo, da extinção de mais de 90% dos seres vivos que já existiram em nosso planeta. Em um ponto de sua evolução, diversas espécies não seguiram em sua jornada evolutiva, portanto, colapsaram. Esse ponto dual também explica a ruína de diversas sociedades como o antigo Império Romano, as civilizações Maia e Inca e até as exímias civilizações Grega e Egípcia, que hoje, guardam apenas fragmentos de sua cultura ancestral. O macrocosmo, através de seus corpos celestes também segue a mesma regra. Isso sem esquecer de toda a forma humana antecedente a nós Sapiens – sobre esse tema, Yuval Harari é mestre. Todas colapsaram. O caminho do salto também foi recorrente diversas vezes em nossa história: saltamos na passagem da Idade Média para o Renascimento, novamente no movimento Iluminista abrindo caminho para as ciências, assim por diante. Nós Sapiens, mesmo em um movimento não linear, fomos subindo e descendo a ladeira da evolução, mas caminhamos adiante. Agora nos encontramos diante de outro ponto de bifurcação em nossa história. Ou saltamos e seguimos em nosso processo evolutivo, ou podemos estar à beira de um colapso. Sou uma otimista de carteirinha, então, me posiciono no grupo daqueles que querem subir uma oitava, mas dependerá de nossa escolha coletiva o caminho a seguir. Ervin faz um alerta interessante dizendo que no caso de nossa sociedade moderna, justamente por seu alto grau de interconexão e complexidade, esse ponto de bifurcação não seria mais em escala regional – como em outros momentos da história (Renascimento, Iluminismo, etc…), mas pela primeira vez em escala mundial. Laszlo já predizia que o próximo ponto de bifurcação na jornada histórica exigiria um salto global como antídoto para o colapso. Com esse, que não é um pequeno adendo, nosso palpite sobre o futuro fica ainda mais acalorado. Ou todos saltamos, ou o futuro pode virar um borrão ainda mais nebuloso. Em ressonância com Laszlo, Yuval Harari também aponta o caminho da solidariedade global como a melhor escolha que temos nas mãos: “Em primeiro lugar, para vencer o vírus, precisamos compartilhar informações globais. Essa é a grande vantagem dos humanos sobre os vírus. Um coronavírus na China e um coronavírus nos Estados Unidos não podem trocar conselhos sobre como infectar seres humanos. Mas a China pode ensinar aos Estados Unidos muitas lições valiosas sobre o coronavírus e como tratá-lo. O que um médico italiano descobre em Milão logo de manhã pode muito bem salvar vidas em Teerã ao entardecer. Quando o governo do Reino Unido hesita entre várias políticas, pode receber conselhos de coreanos que já enfrentaram um dilema semelhante há um mês. Mas, para que isso aconteça, precisamos de um espírito de cooperação e confiança global.” e emenda “Os países devem estar dispostos a compartilhar informações abertamente e a procurar humildemente conselhos, e devem poder confiar nos dados e nas ideias que recebem.” E sobre a questão emergente e urgente da economia comenta: “A cooperação global também é vitalmente necessária na frente econômica. Dada a natureza global da economia e das cadeias de suprimentos, se cada governo fizer suas próprias coisas sem considerar os outros, o resultado será um caos e uma crise cada vez mais profunda. Precisamos de um plano de ação global e precisamos dele rapidamente.” e nos alerta “Infelizmente, os países hoje dificilmente fazem essas coisas. Uma paralisia coletiva tomou conta da comunidade internacional. Parece não haver adultos na sala de controle. Por semanas, esperava-se que houvesse uma reunião de emergência dos líderes mundiais para desenvolver um plano de ação comum. Os líderes do G7 conseguiram organizar uma videoconferência apenas nesta semana, e nenhum plano foi alcançado.” Yuval ao longo do seu discurso nos convoca, enquanto humanidade, a uma nova forma de pensar e agir. Para ele, governos, empresas, instituições e a mídia passam a ocupar um importante lugar nesse drive de mudança: é necessário que tenham cada vez mais transparência e nos nutram com informações cada vez mais relevantes (não manipuladas), gerando em nós a autonomia para nossas próprias decisões. Yuval comenta que um cidadão bem informado e consciente é aquele que ajuda nas decisões que favorecem a saída da crise. Está nas mãos de cada um de nós o papel que queremos ocupar nessa mudança, e somente com o esforço do coletivo é que vamos saltar. “A humanidade precisa tomar uma decisão. Seguiremos o caminho da desunião ou seguiremos o caminho da solidariedade global? Se escolhermos a desunião, a crise não apenas permanecerá, mas provavelmente causará catástrofes ainda piores no futuro. Se escolhermos a solidariedade global, será uma vitória, não apenas contra o coronavírus, mas contra todas as futuras epidemias e crises que a humanidade possa enfrentar no século XXI.” Ervin Laszlo, em uma entrevista depois do início da quarentena, aponta a necessidade que temos – enquanto indivíduos e sociedade – em buscar a COERÊNCIA. Para Laszlo, o homem contemporâneo perdeu tanto a coerência com a sua essência, quanto com a natureza ao redor. É como se tivéssemos rompido com a nossa natureza interna e externa, e de algum modo, isso nos deixou órfãos de uma compreensão de mundo mais ampla. Para Laszlo, temos que perceber essa crise como uma oportunidade de revisão de nossos valores enquanto humanos. “A mudança de realidade que experimentamos hoje se refere à maneira como nos relacionamos uns com os outros, com a natureza e com o cosmos.” – comenta em seu livro. Já em sua recente entrevista, alerta: “A hora é AGORA.” Não sou eu, não é você, não são os governos, agentes da economia ou empresas que darão o próximo salto. Somos todos nós; pequenos e grandes partícipes dessa rede global em ebulição. Que o colapso possa estar descartado, e que estejamos todos buscando manter o Sapiens como espécie que merece estar ainda em movimento. Por Luah Galvão Em 2017 já havia usado o livro “Um Salto Quântico para o Cérebro Global” como referência para escrever matéria “Liderança Holística – acompanhando um mundo em transição”. Esse texto reverbera com o momento que estamos vivendo. Segue o link para aqueles que quiserem ler. https://exame.abril.com.br/blog/o-que-te-motiva/lideranca-holistica/ Luah Galvão e Danilo España são idealizadores do Walk and Talk. Ler artigo completo
  13. O ditado que diz que o cachorro é “o melhor amigo do homem” nunca foi tão verdadeiro. Cada vez mais, os humanos vêm tratando seus animais de estimação como se fossem verdadeiramente parte da família, sejam eles cachorro, gatos, coelhos ou outros pets. E vêm gastando para isso: no mundo, segundo a Euromonitor International, o segmento de cuidados com animais teve alta de 66% na última década. Que o mercado é promissor não há dúvida, mas a pergunta de ouro é como empresas e prestadores de serviços podem abocanhar parte desse crescimento. Um estudo da consultoria CVA Solutions, obtido em primeira mão pela EXAME, ouviu 5.420 donos de cães e gatos de estimação para entender como essa parcela da população consome e o que prioriza na hora de comprar itens para seus companheiros. Mais de 70% dos entrevistados considera o cão ou gato como “um bebê”, “um filho” ou “um membro da família”. Os vira-latas ou animais sem raça definida também são campeões entre os respondentes: são mais de 22% dos cães e 56% dos gatos. “Quanto mais você humaniza o pet, mais ele vai para dentro da casa e mais você vai cuidar da saúde, fazer banho e tosa, comprar comida especial”, diz Sandro Cimatti, diretor da CVA Solutions e organizador do estudo. “Com o crescimento do setor vemos cada vez mais uma especialização, produtos extremamente de nicho.” No geral, 80% dos entrevistados gasta dinheiro com veterinário, 324 reais ao ano com cães e 294 reais com gatos. Mais além, 11% dos donos de cães e 17% dos gatos gastam inclusive dinheiro com plano de saúde — mais de 1.000 reais por ano, em média. O preço também não é tudo para os donos de animais, mostra o estudo. Os custos de alimentação (se a ração rende mais ou é mais barata) representem 60% da chamada “árvore de valor”, isto é, a importância de um aspecto em um produto. Mas os benefícios, como a ração ser saborosa para o animal e nutritiva, já são 40% do valor para donos de cães e 43% para gatos. “Gasto com pet sempre foi um serviço de classe alta, e esses serviços de nicho ainda têm esse perfil. Mas há também muitos gastos vindos da classe C, até D”, diz Cimatti. Veterinária: mais de 10% dos donos de cães e gatos gastam com plano de saúdeiStock/Getty Images De ração a passeio de aluguel O número de empresas aumentando sua variedade de serviços e produtos para pets também vêm crescendo, mesmo as que atuam para um nicho mais especializado. A startup Dog’s Care, que fabrica fraldas e outros produtos de higiene para cachorros, chegou a mais de 5.000 lojas parceiras pelo Brasil. Neste ano, lançou também a Cat’s Care, para gatos. A Special Dog, que vende mais de 80 tipos de alimentos para cães e gatos, prevê alta de 10% no faturamento em 2020, chegando a 790 milhões de reais. O volume de vendas cresceu mais de 50% entre 2017 e 2019, com exportação para seis países. A fábrica da empresa no interior de São Paulo ganhou investimento de 80 milhões de reais no ano passado para expansão. A DogHero, de hospedagem de cachorros, tornou-se uma das maiores empresas de serviços de cães na América Latina. A plataforma da empresa conecta donos dos animais a passeadores ou aos chamados “anfitriões”, que hospedam o animal em casa. São mais de 20.000 anfitriões em 750 cidades no Brasil, na Argentina e no México e já captou mais de 45 milhões de reais em aportes. Empresas de adestramento como Tudo de Cão, Cão Cidadão e Adestramento Millenium já angariam milhares de clientes com o objetivo de melhorar a interação entre humanos e os animais. Mesmo empresas não especializadas tentam conseguir uma parte da bilionária receita do mercado pet, como a Nestlé, que tem desde 2001 a marca Purina, de produtos para pets. Veja tambémNEGÓCIOSPaixão por felinos: como o mercado pet se adaptou para os “gateiros”17 fev 2020 - 06h02 No varejo, são mais de 31.000 estabelecimentos comerciais especializadas em produtos para pet, segundo estudo do Instituto Pet Brasil com base em dados governamentais. Entre 2017 e 2018, data do último estudo consolidado, foram mais de 1.000 novas lojas abertas. Embora tenha havido um aumento no número de unidades das chamadas mega stores (grandes redes de lojas, como Cobasi ou Petz), quase 80% do varejo para pets é composto pelas pequenas lojas de vizinhança. Na pesquisa da CVA, aumentou o número de respondentes que compra os produtos em mega petshops: são o lugar escolhido por 18% cães e 23% para gatos. Pet shops de bairro são 38% das opções, com leve crescimento. Quem caiu foram os supermercados e hipermercados, que hoje são a opção preferida de 25% dos respondentes — ante 35% para cães e 44% para gatos em 2014. Um dos principais reflexos do crescimento do varejo especializado é a rede Petz, que planeja abrir capital na bolsa nos próximos meses, tendo pedido em fevereiro registro para seu IPO. A Petz tem 30 megalojas na cidade de São Paulo e 107 no total, em 12 estados brasileiros e Distrito Federal. De olho no segmento de saúde, a empresa também lançou em 2018 uma rede própria de clínica veterinária, a Seres. Outra gigante no setor é a Cobasi, que tem 34 anos no segmento pet e 100 lojas em todo o Brasil. Na análise de valor percebido da CVA, Petz, Cobasi, Mundo Animal, Pet Love e outras redes especializadas estão à frente de todas as redes de supermercado, como Extra, Carrefour, Atacadão e Assaí, tanto em custo quanto em benefícios. “As pessoas querem mais opções. O supermercado tem conveniência, porque você compra a ração junto com o arroz. Mas às vezes a ração especializada que o veterinário recomendou não tem no supermercado, que só tem duas marcas”, diz Cimatti, da CVA. “Por isso essas mega pet shops estão tomando muito mercado.” Zee.Now, de entregas pet: projeção de que o negócio tenha quase dobrado em março em meio à quarentenaZee.Now/Divulgação O mercado pet e o coronavírus O varejo reflete o crescimento do setor, mas também um dos maiores desafios do segmento pet no momento. Com a disseminação da pandemia de coronavírus afetando todos os mercados de forma sem precedentes, o mundo pet não passa 100% ileso. Veterinários e lojas especializadas, sobretudo os que operam majoritariamente no mundo físico, vêm sendo afetadas pela menor circulação de pessoas e quarentena em vários estados do Brasil. Por outro lado, afirma Cimatti, para boa parte das famílias, os gastos com itens pet já atingiram o patamar de itens “essenciais”. “Os consumidores não vão deixar de comprar itens para seus animais, porque já são vistos como de primeira necessidade. O que pode mudar é forma de consumo, com mais itens comprados online”, diz. A Zee.Now, braço de entregas da startup de itens para pets Zee.Dog, afirma que nas últimas semanas têm crescido em meio à quarentena a procura não só por itens considerados essenciais, como ração, mas também pelas compras menos “urgentes”, como acessórios para pets. Segundo a Zee.Now, a receita subiu 49% nos primeiros 26 dias de março em relação a fevereiro. “A proporção ‘essenciais’ versus ‘não-essenciais’ ficou praticamente a mesma de sempre. Isso mostra a resiliência do setor quanto as pessoas, mesmo em momentos de crise, que não abrem mão de gastar com seus cachorros e/ou gatos”, diz o co-fundador e presidente da Zee.Now, Felipe Diz. A Zee.Now também tem parceria com o iFood para vender itens na plataforma na cidade de São Paulo. Veja tambémNEGÓCIOSCom produtos para pets, iFood dá a largada para se aproximar do Rappi20 fev 2020 - 08h02 O digital será essencial neste momento. O Rappi tem parceria com a rede Petz. O aplicativo também oferece entregadores para buscar produtos em supermercados ou outras lojas, que podem também vender itens para os animais. As grandes redes têm parte de suas lojas fechadas, e enfrentam o desafio de manter o volume de vendas online. A Petz diz que o número de compras online aumentou, mas não revela o tamanho do crescimento. Já a concorrente Cobasi diz que, na semana do dia 16, ainda antes de um movimento maior de quarentena nos estados, os consumidores estavam comprando “além do normal” nas lojas físicas. Passado esse período, aumentou o número de compras online na semana do dia 23 e dobrou a participação do e-commerce no total de vendas. As entregas conseguem ser feitas em até quatro horas. Para agilizar as entregas, as duas redes estão usando modelo de entregas direto dos estoques das lojas, algumas delas fechadas em meio à pandemia – sobretudo as que ficavam dentro de shopping centers. O mercado pet não é o campeão no mundo online. O segmento representou só 1,6% dos pedidos do e-commerce em 2019, e menos de 1% do faturamento, segundo a empresa de inteligência de mercado Compre&Confie. Telefonia e eletroeletrônicos, por sua vez, têm mais de 30% do faturamento. Mas o cenário vem mudando na quarentena: a venda de produtos pet subiu 54% em número de pedidos entre 24 de fevereiro e 29 de março. É quase o mesmo nível de crescimento de produtos de saúde, os mais requisitados do momento, e mais do que alimentos e bebidas. Veja tambémNEGÓCIOSVendas de álcool e itens de limpeza na internet sobem mais de 2.000%3 abr 2020 - 18h04 Como em outros segmentos, o mercado pet não passará totalmente ileso. Estabelecimentos do varejo e de prestadores de serviços, como banho e tosa e clínicas veterinárias, saíram amplamente prejudicados pela quarentena. O Instituto Pet Brasil assinou junto a outras organizações do setor uma carta aberta pedindo que consultórios, clínicas, ambulatórios e hospitais veterinários sejam registrados no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) e que, após serem aprovados pela vigilância sanitária, possam operar mais facilmente em meio à quarentena. Outros negócios têm precisado se adaptar. O aplicativo Lilu conecta donos de animais a profissionais que prestam serviços de banho e tosa em São Paulo — com investimento de 40.000 reais no aplicativo e menos de 10 funcionários, a startup ganhou o desafio programa Startup SP do Sebrae-SP. Com donos de animais evitando ir às ruas, a empresa afirmou em suas redes sociais que está redobrando os cuidados com higiene em seu atendimento em domicílio. De qualquer forma, mesmo nos tortuosos desafios do coronavírus, os gastos com pets devem continuar crescendo no mundo todo e sendo essenciais para milhares de famílias. As empresas do setor estarão de olho para se adaptar a estes novos tempos. Ler artigo completo
  14. A crise do coronavírus tem menos de um mês no Brasil, e um em cada quatro brasileiros já afirmaram ter tido a renda afetada ou totalmente perdida. O governo federal e o Congresso foram pressionados a passar um pacote de emergência, que, até agora, incluiu um pagamento de 600 reais a famílias de trabalhadores informais, que não têm direito a auxílios como o seguro-desemprego. O benefício pode atingir até 100 milhões de brasileiros, metade da população. Esse tipo de auxílio já vinha sendo defendido anteriormente por um grupo de pesquisadores do Ipea, que publicou neste mês, antes da decisão do Congresso, a nota técnica “Evitando a Pandemia da Pobreza: Possibilidades para o Programa Bolsa Família e para o Cadastro Único em Resposta à Covid-19”. Mas só abrir o cofre não será suficiente. Para Pedro Herculano Ferreira de Souza, um dos pesquisadores que assina o estudo, haverá desafios logísticos naturais para operacionalizar os pagamentos. “No caso dos informais, o governo ainda não sabe nem onde eles estão. É um desafio que todos os países com alta taxa de informalidade terão”, diz Herculano. Por outro lado, o Brasil tem a vantagem de já ter mais de 13 milhões de famílias no Bolsa Família, para as quais será mais fácil começar os pagamentos. A nota do Ipea também é assinada por Luís Henrique Paiva, Leticia Bartholo e Sergei Soares, que defendem ainda a expansão do Bolsa Família para amparar os trabalhadores mais pobres depois do fim do auxílio emergencial. Veja abaixo os principais trechos da entrevista. Na nota técnica, o senhor e pesquisadores do Ipea traçam 72 cenários de possibilidades de auxílio em meio ao coronavírus. Que tipo de auxílios são esses? Quem seria contemplado? Herculano: A nota foi feita antes do benefício de 600 reais aprovado pelo Congresso, tudo mudou muito rápido. Mas, em suma, propúnhamos um auxílio emergencial de cerca de 450 reais por adulto, pago durante seis meses, para todas as famílias com renda de até meio salário mínimo por pessoa [522,50 reais]. O benefício do Congresso é maior e atinge mesmo famílias que não estavam cadastradas anteriormente. E é por menos tempo, três meses. Nós avaliamos na nota que seria necessário um tempo maior, porque essa crise não vai acabar agora. Mas, no geral, dá para avaliar como positivo o que o Congresso aprovou. Também propusemos aumento do Bolsa Família e ampliação do programa de forma permanente. O combinado dessas três ações beneficiaria o terço mais pobre da população brasileira em um momento em que essa parcela está mais vulnerável. Por que vocês defenderam desde o começo o pagamento desse auxílio aos informais? A questão principal é que, pela legislação brasileira, um trabalhador só tem proteção quando perde o emprego se tiver um emprego formal, que te paga automaticamente o seguro-desemprego. O trabalhador informal não tem isso, mas são mais de 30% dos trabalhadores. É um contingente de pessoas muito grande. E que podem até não perder toda a renda, mas verão o rendimento cair brutalmente com a pandemia. Um lavador de carro ou um vendedor de feira, por exemplo, não vão ter cliente porque está todo mundo em casa. Essas pessoas estariam desprotegidas. Esse benefício que propomos na nota, que é parecido com o aprovado pelo Congresso, vem para tapar um pouco esse buraco para quem não tem rendimento formal e tem renda baixa. Por que na nota os senhores sugerem também um aumento no Bolsa Família, de 17% a até 41%? O benefício extra de 600 reais já não é suficiente? O benefício emergencial do Congresso poderá ser usado pelas famílias do Bolsa Família, então por ora elas estão cobertas. Mas e depois dos três meses? Por isso, pela nossa proposta, se aumentaria o valor do Bolsa Família não só agora, mas de forma permanente. O Bolsa Família teve o último reajuste em 2018, e desde então a inflação acumulada já chega a quase 6%. O valor do benefício hoje também está menor que a média histórica, não acompanhou o custo de vida. Por esses ajustes, está menor do que em 2004 [primeiro ano completo de existência] e menor do que no pico histórico, em 2009. Fizemos cenários com todos esses potenciais reajustes, que vão de 17% a até 41% se fosse chegar ao que era em 2009. Cada família ganha do Bolsa Família hoje a média de 188 reais, e essa média subiria para até 260 reais. E mais de 500.000 a 1 milhão de novas famílias receberiam, partindo desse mesmo ajuste na inflação: hoje, podem receber famílias que têm renda de até 178 reais por pessoa, e o teto subiria para entre 210 e 250 reais por pessoa a depender do cenário. O investimento do governo teria de ser, no cenário mais otimista, de 38,8 bilhões de reais até o fim do ano. Esse seria um investimento necessário não só em um esforço emergencial, mas para apoiar as famílias mais pobres do Brasil em um momento de crise profunda, que viveremos ainda por muitos meses. E por que zerar a fila do Bolsa Família? Por que isso entrou nas propostas do estudo? Algo que talvez pouca gente saiba é que o Bolsa Família não é pago automaticamente caso a família se enquadre na renda. Novas famílias só entram caso haja dinheiro no Orçamento. Por isso hoje há uma fila de 1,7 milhão de famílias esperando para serem contempladas. É diferente de benefícios como aposentadorias, seguro-desemprego ou o BPC, que são pagos automaticamente [Benefíco de Prestação Continuada, paga a idosos e pessoas com deficiência que tenham renda muito baixa]. Essas pessoas já comprovaram a renda necessária, deveriam estar recebendo, mas não estão. Defendemos que esta fila seja automaticamente zerada neste momento de crise, porque o governo já tem as informações sobre essas pessoas. Veja tambémSEU DINHEIROEmpresa cortou seu salário? Veja quanto vai receber de seguro-desemprego3 abr 2020 - 16h04 Qual será o principal desafio para fazer esse tipo de auxílio emergencial chegar às pessoas? O Brasil tem o chamado CadÚnico, cadastro de famílias que ganham até meio salário mínimo. Só temos condição de criar esse benefício emergencial porque já tem 30 milhões de famílias cadastradas. Na nossa proposta, consideramos só essas famílias, mas o governo estendeu para outras famílias com renda afetada. De qualquer forma, o CadÚnico é essencial, porque o governo já sabe onde essas pessoas estão, já tem comprovação de sua renda, será muito mais fácil fazer o pagamento chegar. No Bolsa Família, melhor ainda, porque as famílias já têm até um cartão. São mais de 13 milhões de famílias no Bolsa Família para as quais é só continuar fazendo o depósito normalmente, só que agora com valor maior. Mas o desafio é quem não está no CadÚnico. Era o cara trabalhador por conta própria, que ganhava seus 2.500 reais por mês. Não tinha renda para estar no CadÚnico ou para ganhar Bolsa Família. Mas, agora, ele vai perder toda ou parte dessa renda e entra no bolo de quem o governo precisará ajudar. O problema vai ser chegar até ele. Quem está regularizado como Microempreendedor Individual (MEI) é mais fácil, mas muitos não estão. Mas, com toda essa urgência, não pode haver pessoas que não precisam do benefício e vão acabar entrando na lista irregularmente? Sim, vai ter quem tente receber sem cumprir os critérios. Com a pandemia, não dá para pedir para que o trabalhador vá até um centro de assistência social, que faça algum tipo de procedimento presencial. Será muito desafiador. Mas neste momento a urgência é mais importante. Já é difícil analisar renda até de trabalhador formal, basta ver quanto tempo demora para o governo devolver os resultados do Imposto de Renda, ver rendimento, ações. Mesmo para quem tem conta em banco, teria de quebrar o sigilo bancário, falar com os bancos, algo que não dá para fazer em poucos dias. É um problema conceitual comum: pecar pela inclusão, colocando quem não precisa, ou pecar pela exclusão, colocando tantas regras que tira quem precisa. Eu defendo pecar pela inclusão agora. É pouco tempo, só três meses. É melhor colocar todo mundo para dentro e, com o tempo, ir ajustando e tirando as irregularidades, do que atrasar o programa e correr o risco de que alguém que precisa não receba. Veja tambémSEU DINHEIROBenefício de R$ 600 a informais começará a ser pago semana que vem3 abr 2020 - 17h04 Mesmo com essa possibilidade de pecar pela inclusão, o governo vem sendo criticado pela demora em pagar os benefícios. Por que demora tanto? O CadÚnico e o Bolsa Família agilizam o processo, mas mesmo tendo tudo isso já vai ter uma demora. Cada semana que passa já é um tempo muito grande, as pessoas têm contas a pagar. Claro que o ideal seria pagar já nesta semana. Mas se a maior parte das famílias começar a receber em meados de abril, já pode ser considerado um sucesso, porque é uma escala completamente diferente. Nunca fizemos um pagamento dessa dimensão. Estão pensando sobre algum aplicativo de celular para incluir as famílias ainda não cadastradas, mas eu não consigo dizer qual seria a melhor forma. O que posso dizer é que nessas horas eu sou muito cético com coisas que não foram feitas antes. Tem que garantir que eles saibam usar um aplicativo, que consigam receber os pagamentos. Tem muita gente idosa, ou desabancarizada. O melhor a fazer é começar pela estrutura que já existe. A nota aponta que ao menos 39 países já usaram alguma forma de transferência de renda contra a covid-19. Ter esse desafio de conseguir fazer o benefício chegar às pessoas é um problema maior no Brasil do que em outros países? É algum reflexo de nossa desorganização estrutural? Pelo contrário, o Brasil já consegue estar muito bem preparado justamente pela existência de um amplo sistema de apoio social e do cadastro de famílias pobres. É neste momento de crise que vemos a importância de ter um programa como o Bolsa Família, e precisamos valorizá-lo. Mas, sim, será um problema maior em países com alta taxa de informalidade, e aí é o caso do Brasil e de países mais pobres. O melhor tipo de dado que um governo tem sobre um trabalhador é quando ele é formal. Para países informais fica muito difícil. Então que bom que temos todo esse aparato social do Bolsa Família, será extremamente importante. Veja tambémNEGÓCIOSComo a alta informalidade no Brasil freia a produtividade das empresas30 dez 2019 - 06h12 Ler artigo completo
  15. Até que o mundo esportivo parasse por causa do surto de coronavírus, talvez o maior problema dos esportes profissionais nos Estados Unidos fosse o escândalo de trapaça do Houston Astros. As revelações do esquema levaram Rob Manfred, o comissário da liga de beisebol, a MLB, a emitir um aviso a todos os 30 donos de clubes de que havia uma “cultura de trapaça” no jogo. Mas a má conduta do beisebol não deixa nada a dever à do xadrez. Nos torneios ao vivo de prestígio e nos milhares de outros sendo disputados diariamente on-line, a trapaça é um flagelo. Seja uma campainha secreta implantada em um sapato, um smartphone escondido no banheiro, um sabor particular de iogurte entregue em um momento chave – ou apenas jogadores on-line usando programas de xadrez computadorizados –, o xadrez talvez tenha mais trapaça do que qualquer outro jogo no mundo. “Claro que é um problema. Porque, com todos os avanços da tecnologia, há sempre uma possibilidade. As pessoas têm mais chances e oportunidades de fazer esse tipo de coisa”, disse Leinier Domínguez, nascido em Cuba e atualmente em primeiro lugar no ranking dos Estados Unidos. Tanto no xadrez quanto no beisebol, casos reais ou rumores de trapaça já existem há décadas, mas uma explosão de tecnologia e dados nos últimos 10 a 15 anos dificultou a contenção do problema em ambos os casos. O esquema do Astros, que ajudou a equipe a obter o título da World Series de 2017, envolveu decifrar ilegalmente os sinais de apanhadores adversários por meio de uma transmissão de vídeo ao vivo e, em seguida, bater em uma lata de lixo para sinalizar o próximo arremesso para o batedor. A MLB está agora lutando para evitar esquemas semelhantes no futuro. No xadrez, os jogadores em torneios ao vivo agora são obrigados a deixar seu telefone para trás e passar por detectores de metais antes de entrar na área de jogo. Alguns tiveram até de tirar peças de roupa e foram revistados. E alguns torneios agora colocam os jogadores atrás de espelhos para limitar a comunicação visual. Mas, como o Astros, muitos enxadristas ainda tentam. No ano passado, um grande mestre chamado Igors Rausis foi pego examinando um smartphone no banheiro em um torneio na França. Em 2015, Gaioz Nigalidze, da Geórgia, foi barrado por três anos pela Fide, o órgão global de xadrez, e teve seu status de grão-mestre revogado por causa do mesmo delito. A comissão antitrapaça da Fide intensificou recentemente seus esforços para combater o problema. O grupo, que se reuniu em fevereiro, resolveu dar apoio financeiro às federações nacionais, que precisam dessa ajuda para eliminar a trapaça, e vai compartilhar técnicas de detecção com plataformas de xadrez on-line. No momento, 20 casos estão sendo investigados. “Os trapaceiros estão ganhando há muito tempo. Mas nos últimos meses mostramos nossa determinação em combatê-los e acho que as pessoas percebem que isso é sério”, declarou Arkady Dvorkovich, presidente da Fide, em uma entrevista por telefone de Moscou. Em 2013, Borislav Ivanov, um jovem jogador da Bulgária, foi essencialmente forçado a se aposentar depois que se recusou a tirar os sapatos para a busca de um dispositivo eletrônico que poderia ser usado para lhe transmitir sinais. O dispositivo nunca foi encontrado – Ivanov teria se recusado a tirar seus sapatos porque, segundo ele, suas meias estavam muito fedidas –, mas ele se aposentou após o torneio. Há jogadores que trapaceiam ao jogar mal em disputas internacionais para se qualificar para um torneio menor e ganhar o prêmio em dinheiro. Há alguns que criam contas falsas on-line, aumentam o perfil dessa conta e então a derrotam para melhorar sua própria classificação. Às vezes, os oponentes combinam um resultado e dividem o dinheiro do prêmio. Em 1978, Viktor Korchnoi acusou Anatoly Karpov de trapacear com iogurte. Depois que Karpov recebeu um iogurte de mirtilo de um garçom durante o jogo, Korchnoi deduziu que o sabor era um sinal de alguém de fora. Korchnoi mais tarde alegou que sua acusação era uma piada, mas as autoridades a levaram a sério, acabando por exigir que a mesma comida fosse entregue a ambos os jogadores em um momento predeterminado. “Parece loucura, mas é uma preocupação legítima, porque há muitas maneiras de ajudar um jogador”, disse Gerard Le-Marechal, monitor em tempo integral e detetive antitrapaça do Chess.com, uma das maiores plataformas de xadrez on-line do mundo. Ele é uma das seis pessoas empregadas pelo site para combater a trapaça. Elas se baseiam em algoritmos de dados estatísticos, e Le-Marechal diz que recebe alertas ao longo do dia sobre trapaceiros – muitos amadores, alguns profissionais e até ocasionalmente um grão-mestre. Durante uma entrevista por telefone de 40 minutos, pelo menos três avisos foram ouvidos ao fundo, e Le-Marechal informou que todos eram alertas de trapaça. Daniel Rensch, ex-campeão júnior e um dos donos do Chess.com, contou que sua equipe de detecção de trapaças havia consultado torneios ao vivo para ajudar a impedir essas ações. Há pouca dúvida, disse ele, de que dispositivos hápticos já tenham sido usados. A ideia é que, enquanto uma pessoa joga, outra observa de um local remoto e inclui inúmeros possíveis movimentos em um mecanismo de xadrez computadorizado. Em seguida, o cúmplice sinaliza os melhores movimentos futuros para o jogador por meio do dispositivo háptico, que envia um sinal codificado ao jogador. Um grande jogador não precisa necessariamente ser informado da jogada exata. Em alguns casos, o sinal pré-arranjado poderia simplesmente ser: há um movimento vencedor aqui. Os grão-mestres são hábeis o suficiente para encontrá-lo. Durante as investigações de sua equipe, relatou Rensch, uma fonte experiente indicou que pequenos receptores eletrônicos de fones de ouvido, do tamanho de uma bolinha de pimenta-do-reino, estavam sendo usados para trapacear no xadrez. Os insidiosos dispositivos em miniatura, que são comercializados on-line para estudantes com o propósito expresso de colar nos exames, são tão pequenos que não podem ser detectados. Mas Rensch está mais preocupado com o flagelo da trapaça on-line em sua plataforma. Desde que o computador da IBM, o Big Blue, venceu o campeão mundial Garry Kasparov em 1997, dispositivos computadorizados de xadrez cada vez mais poderosos têm facilitado a trapaça. “Está muito pior agora. Você tem esse deus todo-poderoso que pode lhe dizer tudo. É muito tentador para todos”, disse Le-Marechal. Cerca de dez anos atrás, quando amadores venciam grão-mestres e a trapaça desenfreada ameaçava a legitimidade do xadrez on-line, Rensch e seus companheiros do site realizaram uma reunião sobre o tema. Naquele momento, estavam hospedando um milhão de jogos por dia – agora são 3,5 milhões – e alguém sugeriu que poderia não haver nada que pudessem fazer para conter a contravenção. “Só o fato de dizer isso em voz alta já foi o suficiente para nos deixar ultrajados. Pensamos: ‘Não! Temos de fazer alguma coisa'”, contou Rensch. O site também sedia torneios por dinheiro, tornando a detecção de fraudes ainda mais fundamental. Assim, os membros da equipe desenvolveram programas de computador que mineram dados estatísticos para provar a trapaça, o que, segundo eles, salvou o jogo on-line. Muitas vezes eles nem sabem como alguém está trapaceando, mas podem provar que isso está acontecendo com base em irregularidades nos movimentos ao longo do tempo. Rensch revelou que eles fecham às vezes dezenas de milhares de contas por mês, incluindo algumas de profissionais e grão-mestres. Eles também podem detectar irregularidades em partidas ao vivo. De acordo com Le-Marechal, eles sabiam sobre Rausis meses antes de ele ser pego no banheiro na França no ano passado. Até mesmo alguns profissionais – que a equipe de Rensch preferiu não nomear publicamente – confessaram, desculparam-se e se perguntaram como foram pegos. “Não me importo com o método que você usa. Tudo o que estou dizendo é que o que você está fazendo não é razoavelmente possível com base nos dados que tenho, e eu ganharia a causa no tribunal”, disse Rensch. Ler artigo completo
  16. Last week
  17. Mais de mil empresas de diversos portes aderiram ao manifesto #nãodemita nas últimas 24 horas. No documento público, lançado nesta sexta-feira, 03, grupos como Ânima Educação, WEG e Renner, entre outros, pediram aos empresários que não reduzam o quadro de funcionários até o fim do mês de maio. A ideia é esperar pelo fim (ou ao menos diminuição) do isolamento social (lockdown) para o país ter uma clareza maior sobre os impactos econômicos do novo coronavírus. De acordo com o manifesto, a primeira responsabilidade social de uma empresa é retribuir à sociedade o que ela proporciona. “É por isso que nossa maior responsabilidade, agora, é manter nosso quadro de funcionários'”, diz o documento. Segundo Daniel Castanho, presidente do grupo de educação Ânima, executivos de diversos setores vinham conversando sobre a crise e como as empresas poderiam contribuir com a sociedade neste momento tão delicado. Ele percebeu que ações pontuais poderiam se tornar uma bandeira levantada por líderes da sociedade civil e que poderiam inspirar pessoas ao redor do país. “Assumir um compromisso público em relação a isso deixaria a todos mais tranquilos e seguros para passar por essa turbulência da melhor forma possível”, afirmou o executivo em entrevista à EXAME. Veja tambémNEGÓCIOSJuro para PME deve cair e para grande empresa, subir, com coronavírus31 mar 2020 - 23h03 Em apenas 24 horas, o movimento recebeu mais de 1.000 adesões, fora as primeiras 40 de grandes empresas que deram o pontapé inicial no manifesto como Accenture, BR Distribuidora, BTG Pactual (do mesmo grupo que controla a Exame), GPA, Suzano, Unipar, entre outras. Em nota à EXAME, a Renner declarou ter aderido ao manifesto por estar alinhado aos valores da companhia. “Esperamos passar por tudo isso o mais rapidamente possível. Até lá, estaremos mobilizados pelo bem-estar coletivo”. A maioria das inscrições vem de São Paulo (mais de 230 até o momento), mas cidades como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Recife, Campinas, entre outras dezenas, também estão aderindo ao movimento. Ler artigo completo
  18. “Que almoço? É a primeira vez que a gente não vai fazer almoço de Páscoa”, lamenta a pensionista Elenir Krupp, de 69 anos. De máscara, ela só foi ao supermercado porque precisava. Parte do grupo de risco da covid-19, ela não vê os quatro netos há três semanas. “Quando dá saudade, vou até a varanda do apartamento e aceno para o meu filho ou falo com eles pela internet. Não achava que alguma coisa poderia nos afastar.” Na Páscoa da quarentena, o chocolate é coadjuvante e o almoço de família vai virar encontro por Skype. Com a maior parte dos brasileiros em isolamento social para conter o avanço do novo coronavírus, o feriado, que sempre movimenta os supermercados em todo o País, deve ser de retração nas vendas. É que o medo do desemprego tem feito as famílias direcionarem seus gastos para produtos básicos de alimentação e higiene pessoal. Assim, as vendas de chocolates e ovos de Páscoa devem cair 8,5% no Estado de São Paulo, em relação ao feriado do ano passado. A previsão é da Associação Paulista de Supermercados (Apas). Antes da crise, se esperava alta de 2,2% nas vendas. Para a Grande São Paulo, a expectativa é ainda pior, de queda de 10,5% nas vendas ante 2019. Na casa da cuidadora de idosos Denise Batista, de 59 anos, não vai ter chocolate para todo mundo. A preocupação com o coronavírus virou tema principal. “Nesta época, a gente estaria decidindo o cardápio do almoço de Páscoa.” Com a pandemia, ela não pode trabalhar e ganha metade da remuneração de antes. “O presente do meu neto vai ser um Kinder Ovo.” Segundo pesquisa do Google com mil consumidores, ela não está sozinha: 7 em cada 10 brasileiros vão mudar algum hábito nesta Páscoa — 12% deles devem deixar de comprar chocolate e 9% não irão almoçar em família. Com mais gente em casa, as buscas por termos como “receitas de ovos” e “como fazer ovos de Páscoa” também aumentaram. Veja tambémNEGÓCIOSCacau Show conversa com estados para abrir lojas antes da Páscoa3 abr 2020 - 12h04 Promoção de ovos de Páscoa Entre os supermercadistas, a expectativa é que as vendas melhorem na próxima semana. Na rede de supermercados Hirota, já há promoções, na linha “leve quatro e pague três”, e descontos de até 50% na compra do segundo ovo. A empresa deve oferecer mais descontos nos dias que antecedem o feriado, no próximo dia 12. Já as fabricantes de chocolate reconhecem que o momento é de orçamento doméstico apertado, mas avaliam que tomaram medidas suficientes para evitar perdas de produtos. Segundo a Lacta, foram reforçados os investimentos nos canais tradicionais de compra e no e-commerce. Com a epidemia, a empresa também relançou uma loja virtual própria. “Investimos também nos aplicativos de venda delivery.” A gaúcha Neugebauer lembra que os contratos para a Páscoa foram fechados antes das medidas de isolamento social e que a preocupação maior agora é que a reposição dos produtos no supermercado demore mais que o normal. “Até agora, porém, não houve impacto no consumo”, diz o diretor, Sérgio Copetti. Ler artigo completo
  19. Um teste clínico que consiste em administrar a pacientes com covid-19 uma solução a base de sangue de um verme marinho com capacidade de transportar oxigênio foi autorizado na França, anunciaram neste sábado os autores do projeto. Após o aval da Agência Nacional francesa de Medicamento e Produtos de Saúde (ANSM), há uma semana, a empresa Hemarina (com sede na Bretanha, no noroeste da França), que desenvolveu o produto, anunciou à AFP que obteve nesta madrugada a autorização do Comitê de Proteção de Pessoas (CPP) para realizar o teste, segundo seu diretor, Franck Zal. A solução é produzida com a hemoglobina da Arenicola, que mede entre 10 e 15 centímetros. Sua hemoglobina – molécula presente nos glóbulos vermelhos e que tem como missão transportar o oxigênio pelo corpo – é capaz de levar 40 vezes mais oxigênio do que a hemoglobina humana. Ao contrário desta última, contida nos glóbulos vermelhos, a da Arenicola é extracelular. Esse “respirador molecular”, cujo projeto recebeu o nome de Mônaco, é uma “esperança para aliviar as UTIs”, comentou Zal. O teste será feito em 10 pacientes, em um hospital de Paris. Atualmente, não há tratamento comprovadamente eficaz para a covid-19, embora haja estudos em andamento. Ler artigo completo
  20. Devido à pandemia do coronavírus, o governo brasileiro autorizou, por meio da Medida Provisória 936/20, a suspensão de contratos de trabalho por até 60 dias. Nesse caso, sem o pagamento do salário, a empresa fica desobrigada durante esse período a recolher para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), e o tempo deixa de valer para a aposentadoria. A fim de não afetar a contagem, o trabalhador deve fazer a contribuição para o INSS sozinho. O advogado previdenciário Sinésio Cyrino, sócio do escritório Pessoa & Pessoa, explica que a melhor maneira é contribuir como segurado facultativo, cuja única condição é ser maior de 16 anos: “Essa é a mesma modalidade na qual os estudantes e as donas de casa contribuem. Ao contrário dos autônomos, não é preciso comprovar o exercício de uma tarefa por conta própria. Basta usar o próprio CPF para recolher sob o código 1406.” É possível escolher contribuir com base no salário mínimo ou sobre qualquer outro valor até o teto do INSS, de R$ 6101,06. A alíquota para o cálculo é de 20%, porém há exceções. “Existe um programa de inclusão previdenciária que permite pessoas de baixa renda pagarem alíquotas correspondentes a 5% ou 11% do salário mínimo. Nesses casos, a contribuição facultativa é feita sob os códigos 1830 e 1473, respectivamente. No entanto, nessa modalidade, o beneficiário só poderá se aposentar por idade — esclarece Cyrino.” Valor da contribuição Na modalidade de empregado com carteira assinada, o trabalhador contribui da seguinte forma: Salário de contribuição até 1.045,00 — 7,5% Salário de contribuição de 1.045,01 até 2.089,60 — 9% Salário de contribuição de 2.089,61 até 3.134,40 — 12% Salário de contribuição de 3.134,41 até 6.101,06 — 14% Já como segurados individuais e facultativos, os interessados passarão a contribuir nas seguintes alíquotas: Salário de contribuição de R$ 1.045,00, alíquota de 5%* — R$ 52,25 Salário de contribuição de R$ 1.045,00, alíquota de 11%* — R$ 114,95 Salário de contribuição de R$ 1.045,00 até R$ 6.101,06, alíquota de 20% — de R$ 209,00 a R$ 1.220,21 *Para contribuição de 5% ou 11% do salário mínimo, o segurado fica impedido de se aposentar por tempo de contribuição. Dessa forma, só poderá se aposentar por idade. Como fazer a contribuição facultativa? O interessado deve preencher uma Guia de Previdência Social (GPS), que pode ser gerada através do site da Receita Federal ou comprar um carnê em papelaria e preencher manualmente. O código para recolhimento de Contribuinte Facultativo Mensal é 1406; No site, o contribuinte deve escolher uma das opções Contribuintes Filiados antes de 29/11/1999 e Contribuintes Filiados a partir de 29/11/1999. Ao escolher, deverá inserir o nº do seu PIS e seguir preenchendo as demais solicitações. Depois só é preciso fazer o pagamento. Como vai funcionar a suspensão? A advogada trabalhista Ludimila Bravin, do escritório Bravin Advogados, explica que a suspensão do contrato de trabalho deverá ser negociada entre o empregador e o funcionário por meio de um acordo individual, sem a participação dos sindicatos, nos casos de trabalhadores com remuneração de até três salários mínimos (R$ 3.135) ou com salário equivalente a duas vezes o teto do INSS (R$ 12.202,12). Já os contratos relativos a salários entre R$ 3.135 e R$ 12.202,12 só podem ser negociados por meio de acordo coletivo. “Durante esse período de suspensão do contrato, o trabalhador poderá receber a ajuda emergencial, sem desconto do INSS. Além disso, os empregadores não poderão demitir, a menos que paguem uma indenização estipulada na própria MP.” Suspensão não afeta direito previdenciário Para ter direito a benefícios previdenciários, por exemplo o auxílio doença, a condição é ter contribuído por no mínimo 12 meses com o INSS. Dessa forma, mesmo que o trabalhador seja demitido ou tenha o contrato suspenso pela empresa por causa do coronavírus, pode ter acesso ao pagamento. Cyrino explica que pessoas com até dez anos de contribuição mantêm a qualidade de segurado por 12 meses. Já as que contribuem por mais de dez anos, têm o “período de graça” válido por 24 meses, o dobro de tempo. “Se a pessoa tiver depressão, por exemplo, marcar perícia e for constatado que ela está incapacitada de procurar outro emprego, poderá receber o auxílio.” Mais uma hipótese é se a pessoa for demitida e ainda estiver gozando do seguro-desemprego ao dar entrada no benefício. Com esse requisito, ela poderá manter a qualidade de segurado por mais 12 meses, alcançando até, em determinados casos, 36 meses de “período de graça”. Redução no salário vai afetar aposentadorias A contribuição para o INSS também será afetada no caso de empregados que tiverem a jornada reduzida e, consequentemente, o salário também. “A contribuição previdenciária efetuada pelo empregador passará a ser calculada sob o salário que receber. Isto gerará um recolhimento inferior ao que comumente é realizado, o que irá interferir no valor da futura aposentadoria”, explica a advogada Ludimila Bravin. De acordo com a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, caso o trabalhador passe a receber um valor inferior ao mínimo, deverá complementar a contribuição para que o tempo seja reconhecido para aposentadoria. Caso o salário se mantenha acima do mínimo, não poderá complementar, pois, em regra, não é permitido que o segurado obrigatório contribua ao mesmo tempo como facultativo. O advogado Sinésio Cyrino sugere que, se tiver alguma renda extra durante o período, o contribuinte faça uma contribuição paralela, como autônomo. No entanto, é preciso ter provas do exercício da atividade: “Tenho uma vizinha que teve a jornada reduzida e passou a fazer máscaras para vender. Ela pode, muito bem, fazer a contribuição complementar como contribuinte individual ou como microempreendedora individual. O contrato da máquina de cartão, que ela usa para vender os produtos, já seria uma prova.” O professor de Direito Previdenciário da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Fábio Souza, aconselha fazer a complementação da contribuição ainda neste ano: “Aqueles que tiverem condições financeiras para complementar a contribuição ainda em 2020, devem fazê-lo, mantendo íntegra a cobertura previdenciária. Sendo inviável, providencie o agrupamento das contribuições, de modo a aproveitar, ao menos parcialmente, o tempo de contribuição.” Caso o trabalhador volte a atuar na empresa de forma integral, não precisará fazer nenhum procedimento. Deve apenas deixar de pagar o carnê como autônomo. Ler artigo completo
  21. O presidente Jair Bolsonaro prometeu “zerar” o imposto da vitamina D nos próximos dias, em uma publicação na sua conta do Twitter. O tema ganhou destaque na última semana após um estudo realizado por cientistas na Universidade de Turim, na Itália, apontar o nutriente como um aliado no combate ao coronavírus. A pesquisa apontou que a maioria dos pacientes hospitalizados por covid-19 apresentou falta da vitamina D, especialmente os idosos. “Medicamentos (entre outros) que tiveram todos seus impostos zerados pelo governo federal: Hidroxicloroquina e Azitromicina. Outros que serão ‘zerados’ nos próximos dias: zinco e vitamina D”, escreveu Bolsonaro. <span class="hidden">–</span>Twitter/Reprodução No entanto, ainda não há estudos científicos que comprovem a eficácia do nutriente no combate ou prevenção da covid-19. De acordo com espetas, a deficiência de vitamina D está diretamente ligada à baixa imunidade. Mas ela só pode ser detectada através de exame de sangue e sua suplementação deve ser orientada por um profissional de saúde. Veja tambémCIÊNCIANovo tratamento para coronavírus é testado em tecido humano3 abr 2020 - 18h04 O governo federal já havia anunciado que deixaria de tributar a hidroxicloroquina e a azitromicina, medicamentos que também estão passando por testes para a utilização no combate ao novo coronavírus. Outro nutriente sobre o qual Bolsonaro prometeu zerar a tributação, sem mais detalhes, é o zinco. No site do Ministério da Saúde, porém, uma imagem que mostra um produto que contém vitamina C e zinco foi tratada como “fake news” na prevenção da covid-19. O texto afirma que “até o momento, não há nenhum medicamento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus”. Ler artigo completo
  22. Devido à pandemia de coronavírus que afeta o Brasil, muitos estabelecimentos e companhias estão parando seus serviços. E, agora, o avanço tecnológico também: nesta sexta-feira, 03, o prazo para a data da vigência da Lei Geral de Proteção de Dados foi adiado, pelo Senado, para o dia 1 de janeiro de 2020. A votação foi unânime, e a intenção é aumentar o tempo para que empresas desenvolvam as plataformas necessárias. Uma das razões para o atraso, de acordo com o autor do Projeto de Lei, o senador de Minas Gerais Antônio Anastasia, é a dificuldade técnica e econômica que empresas do ramo estão enfrentando durante o período de quarentena. A questão da privacidade virtual, especialmente para os usuários que utilizam redes sociais com frequência, é um dos assuntos mais relevantes. Sendo assim, é importante que as empresas estejam preparadas para lidar, o mais rápido possível, com a nova lei. Em entrevista para a EXAME, Emerson Calegaretti, sócio da companhia Global Data Bank, comentou que a tendência é que todas as companhias adotem o novo modelo de privacidade, devido ao tema da responsabilidade social. Em meio a uma pandemia, porém, as prioridades das companhias são outras. Dado o momento, mesmo as companhias mais tecnológicas estão focadas em desenvolver serviços remotos, o que pode atrapalhar os esforços para melhorar a privacidade das informações dos usuários. Mas, segundo Calegaretti, é possível conciliar as tarefas: “É possível que as empresas balanceiem as duas coisas, e busquem um entendimento para que ambos so serviços sejam desenvolvidos. A base principal da Lei Geral de Proteção de Dados é fazer com que o usuário dê para a companhia seu consentimento, e isso não precisa ser feito, de cara, por completo. É possível, por exemplo, conseguir o consentimento para parte de suas informações no início, e para parte delas algum tempo depois”, disse. A Global Data Bank, que tem como objetivo desenvolver plataformas de gestão para que as empresas consigam gerenciar o pedido do consentimento de usuários, busca realizar isso de forma simples e direta. “A base principal da LGPD é que as empresas consigam consentimento do usuário. Por não ser um processo complexo, é possível que seja realizado em partes – por exemplo, algumas informações no ato do cadastro e outras depois”, disse Calegaretti. Como o processo pode ser feito gradualmente, Calegaretti diz acreditar que o prazo para vigência da lei pode ser reduzido: “Fazendo isso, as companhias demonstram que existe uma boa vontade para começar a adotar o novo formato”. Ele acrescentou, ainda, que o momento pode ser benéfico para o aprimoramento das mídias digitais de companhias, visto que quase todo o processo é feito de forma virtual. Seria, portanto, uma maneira das companhias melhorarem os seus serviços para os usuários que estão em quarentena. Ler artigo completo
  23. A Câmara concluiu a votação da Proposta de Emenda à Constituição do Orçamento da Guerra em dois turnos na noite desta sexta-feira, 03. A medida, entre outros pontos, aumenta o poder de fogo do Banco Central diante da crise. Deputados rejeitaram os dois destaques, um do Novo e outro do PSOL, nesta segunda fase e, com isso, a votação foi concluída. A medida vai agora ao Senado. A PEC cria uma espécie de orçamento paralelo para segregar as despesas emergenciais que serão feitas para o enfrentamento da covid-19 no Brasil. Vai vigorar durante estado de calamidade pública já reconhecido pelo Congresso, que vai até o dia 31 de dezembro deste ano. Veja tambémREVISTA EXAMEQuem vai salvar a economia do coronavírus?26 mar 2020 - 05h03 A proposta cria também um “Comitê de Gestão da Crise”, responsável por aprovar as ações do regime emergencial; criar, eleger, destituir e fiscalizar. O presidente Jair Bolsonaro vai presidir o colegiado, que será formado pelos ministros da Secretaria-Geral da Presidência da República, da Saúde, da Economia, da Cidadania, dos Transportes, da Agricultura e Abastecimento, da Justiça e Segurança Pública, da Controladoria-Geral da União e Casa Civil. A medida também amplia a atuação do BC para enfrentar instabilidades no mercado financeiro durante a crise. A instituição poderá comprar e vender títulos públicos e privados. O mecanismo tem sido amplamente utilizado por diversos bancos centrais ao redor do mundo, como nos Estados Unidos e na União Europeia, no enfrentamento da pandemia. Os deputados incluíram um trecho que prevê que a cada 45 dias o presidente do BC deverá prestar contas ao Congresso sobre as operações realizadas. Ler artigo completo
  24. O sorteio da Mega-Sena, concurso 2.249, será realizado neste sábado, 04. Quem acertar as seis dezenas receberá 1,8 milhão de reais. As informações são do site da Caixa Econômica Federal. O valor da aposta mínima é de 4,50 reais. As apostas poderão ser feitas em qualquer lotérica do país ou pela internet até as 19 horas. Veja tambémSEU DINHEIROCaixa deve liderar o repasse do auxílio emergencial de R$ 600 a informais2 abr 2020 - 11h04 A Caixa informa que continua a realizar normalmente os sorteios da Mega-Sena, Lotofácil, Quina, entre outros. Apenas os sorteios da Loteria Federal e da Loteca foram suspensos, devido a “restrições adotadas em todo o país por conta da pandemia do novo coronavírus”. Outra alteração foi na data do sorteio da Dupla de Páscoa, que passou do dia 11 para o dia 25 de abril. Ler artigo completo
  25. Apesar da operação deflagrada na última hora, o Palácio do Planalto não conseguiu barrar a prorrogação da CPI das Fake News. Vista como foco de problemas para o governo, a comissão composta majoritariamente por deputados e senadores de oposição ganhou mais 180 dias e vai funcionar até outubro. O Congresso confirmou o apoio de 34 senadores e 209 deputados à continuidade das investigações, iniciadas em 2019. Houve pressão do governo para a retirada de assinatura, mas não adiantou. Interlocutores do presidente Jair Bolsonaro alegavam que a agenda do Legislativo deveria se concentrar em medidas de combate ao coronavírus. Integrantes da CPI, por outro lado, argumentaram que há muitas informações falsas sobre a doença que precisam ser investigadas. A continuidade da CPI é mais um revés para Bolsonaro, que se desgastou com o Congresso e perdeu respaldo de aliados por defender posições antagônicas às das autoridades sanitárias do Brasil e do mundo no enfrentamento da covid-19. Veja tambémTECNOLOGIAGravações de chamadas em vídeo não autorizadas no Zoom se espalham na web3 abr 2020 - 17h04 Mudanças recentes na composição da CPI, especialmente no PSL, partido que Bolsonaro abandonou, fizeram com que o governo passasse a sofrer seguidas derrotas em votações. A CPI, a partir de agora, pretende abrir até uma frente para apurar quem repassou fake news sobre a pandemia do novo coronavírus. Segundo o senador Angelo Coronel (PSD-BA), presidente da comissão parlamentar, o objetivo é “descobrir quem são os patrocinadores dessas pessoas que se utilizam de perfis falsos para depreciar as instituições, a família e atentar contra a vida, com falsas informações sobre o coronavírus”. “Temos que banir os marginais digitais e punir seus financiadores”, disse. Twitter e Facebook passaram a bloquear o acesso a conteúdos que são contrários às orientações médicas e podem colocar em risco a saúde pública. Nesta semana, Bolsonaro reproduziu em sua conta oficial do Twitter um vídeo mostrando desabastecimento de um mercado de produtos agrícolas em Contagem (MG). O vídeo era falso e ele acabou pedindo desculpas, além de apagá-lo. O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filhos do presidente, também tiveram publicações relacionadas à covid-19 removidas ou borradas de redes sociais. Antes da pandemia, a CPI já havia aprovado pedidos para promover audiência com representantes da Organização Mundial de Saúde (OMS) e interrogar pessoas ligadas ao movimento antivacina e a sites com recomendações médicas falsas. Ler artigo completo
  26. As ações da Telefônica Vivo (VIVT4) lideram as recomendações de corretoras para abril entre as boas pagadoras de dividendos. Os papéis da companhia foram indicados por 8 das 16 carteiras consultadas pelo site EXAME. Segundo os analistas, em meio ao cenário atual, a companhia está bem posicionada para se adaptar às novas dinâmicas do setor. Eles destacam também a boa capacidade de geração de fluxo de caixa que permite realizar os necessários investimentos em fibra ótica e 4 /4.5G, que serão os principais geradores de receita da empresa no futuro. Por fim, a empresa deve se beneficiar com a flexibilização da Lei de Teles e os ganhos de eficiência gerados pelos investimentos em tecnologia, com isso, a Telefônica que é excelente pagadora de dividendos, alcançará patamares ainda melhores no futuro. Outro destaque entre as ações boas pagadoras de dividendos está a Taesa (TAEE11) mencionada em 7 das carteiras analisadas. Os analistas seguem otimistas acreditando que a companhia oferece maior previsibilidade em seus resultados, considerando sua atuação no mercado de transmissão de energia elétrica no Brasil (com receitas baseadas em contratos pré-estabelecidos). Além das units da companhia se beneficiarem dos juros mais baixos. Além disso, a Taesa pode se beneficiar de investimentos no setor, podendo entrar em novos projetos ou aproveitar oportunidades de fusões e aquisições para acelerar seu crescimento. Ação Recomendações Telefônica Vivo (VIVT4) 8 Taesa (TAEE11) 7 Itaú Unibanco (ITUB4) 6 Engie Brasil (EGIE3) 5 Banco do Brasil (BBSA3) 5 Transmissão Paulista (TRPL4) 5 BB Seguridade (BBSE3) 4 Itaúsa (ITSA4) 4 Sanepar (SAPR11) 3 B3 ( B3SA3) 3 Sanepar (SAPR11) 3 Bradesco (BBDC4) 3 CPFL (CPFE3) 3 Cyrela (CYRE3) 2 EDP Energia (ENBR3) 2 AES Tiete (TIET11) 2 Vale (VALE3) 2 Hypera Pharma (HYPE3) 1 Tenda (TEND3) 1 TIM (TIMP3) 1 Neoenergia (NEOE3) 1 IRB Brasil (IRBR3) 1 Petrobras Distribuidora (BRDT3) 1 Cemig (CMIG4) 1 Porto Seguro (PSSA3) 1 Odontoprev (ODPV3) 1 Alupar (ALUP11) 1 Tupy (TUPY3) 1 Copel (CPLE6) 1 Sabesp (SBSP3) 1 Ativa Desempenho em março: -30,45% Ações incluídas: Telefônica Vivo e BB Seguridade. Ações retiradas: Iguatemi e Cyrela. Ação Peso, em % Itaú Unibanco (ITUB4) 20 Hypera Pharma (HYPE3) 20 Engie Brasil (EGIE3) 20 Telefônica Vivo (VIVT4) 20 BB Seguridade (BBSE3) 20 Ágora Desempenho em março: -25,7% Ações incluídas: Itaú (ITUB4) Ações retiradas: Energisa (ENGI11). Ação Peso, em % Itaú Unibanco (ITUB4) 20 Taesa (TAEE11) 20 Tenda (TEND3) 20 TIM (TIMP3) 20 Sanepar (SAPR11) 20 Elite Investimentos Desempenho em março: -19,52% Não houve alteração na carteira. Ação Peso, em % BB Seguridade (BBSE3) 20 Itaúsa (ITSA4) 20 Itaú Unibanco (ITUB4) 20 Taesa (TAEE11) 20 Telefônica Vivo (VIVT4) 20 Guide Investimentos Desempenho em março: -50,34% Ações excluídas: Itaúsa e BR Distribuidora. Ações incluídas: Cyrela e IRB Brasil. Ação Peso, em % Neoenergia (NEOE3) 20 B3 ( B3SA3) 20 Cyrela (CYRE3) 20 IRB Brasil (IRBR3) 20 Sanepar (SAPR11) 20 Genial Desempenho em março: -30,74% Ações incluídas: Bradesco, Banco do Brasil e Cyrela. Ações retiradas: Wiz, Br Distribuidora e Banrisul. Ação Peso, em % Bradesco (BBDC4) 20 Banco do Brasil (BBSA3) 20 Cyrela (CYRE3) 20 BB Seguridade (BBSE3) 20 Itaú Unibanco (ITUB4) 20 Modalmais Desempenho em março: -25,7% Não houve alteração na carteira. Ação Peso, em % Itaúsa (ITSA4) 20 Banco do Brasil (BBASE3) 20 Taesa (TAEE11) 20 Petrobras Distribuidora (BRDT3) 20 Telefônica Vivo (VIVT4) 2020 Mycap Desempenho em março: -22,81% Não houve alteração na carteira. Ação Peso, em % Itaú Unibanco (ITUB4) 20 Cemig (CMIG4) 20 B3 (B3SA3) 20 EDP Energia (ENBR3) 20 Telefônica Vivo (VIVT4) 20 Necton Desempenho em março: -24,74% Não houve alteração na carteira. Ação Peso, em % Banco do Brasil (BBAS3) 20 CPFL (CPFE3) 20 EDP Energia (ENBR3) 20 Porto Seguro (PSSA3) 20 Odontoprev (ODPV3) 20 Nova Futura Desempenho em março: -15,09% Não houve alteração na carteira. Ação Peso, em % BB Seguridade (BBSE3) 20 Engie (EGIE3) 20 Taesa (TAEE11) 20 Transmissão Paulista (TRPL4) 20 Telefônica Vivo (VIVT4) 20 Planner Desempenho em fevereiro: -28,8%. Ações incluídas: Alupar e Telefonica Vivo. Ações retiradas: Arezzo e Banrisul. Ação Peso, em % AES Tiete (TIET11) 20 Alupar (ALUP11) 20 Telefônica Vivo (VIVT4) 20 Engie (EGIE3) 20 Tupy (TUPY3) 20 Quantitas Desempenho em março: -28,78%. Ações incluídas: Taesa e Itaú Unibanco. Ações retiradas: Eletrobras e Embraer. Ação Peso, em % Banco do Brasil (BBAS3) 20 CPFL Energia (CPFE3) 20 Taesa (TAEE11) 20 Itaú Unibanco (ITUB4) 20 Vale (VALE3) 20 Rico Desempenho em março: -28,79%. Ações incluídas: Engie e Vale. Ações retiradas: BR Distribuidora e MRV. Ação Peso, em % Engie (EGIE3) 20 Transmissão Paulista (TRPL4) 20 Copel (CPLE6) 20 Itaúsa (ITSA4) 20 Vale (VALE3) 20 Santander Desempenho em março: -33,96% Ação incluída: Engie. Ação excluída: IRB Brasil. Ação Peso, em % BR Distribuidora (BRDT3) 20 Engie (EGIE3) 20 CPFL Energia (CPFE3) 20 Itaúsa (ITSA4) 20 Telefônica Vivo (VIVT4) 20 Terra Desempenho em março: -18,60% Ação incluída: AES Tiete e Engie. Ação retirada: Cesp e Cteep. Ação Peso, em % AES Tietê (TIET11) 20 Bradesco (BBDC4) 20 Cesp (CESP6) 20 Transmissão Paulista (TRPL4) 20 Telefônica Vivo (VIVT4) 20 Toro Desempenho em março:- 23,15% Ação incluída: Transmissão Paulista. Ação retirada: Suzano. Ação Peso, em % B3 (B3SA3) 20 Bradesco (BBDC4) 20 Sabesp (SBSP3) 20 Transmissão Paulista (TRPL4) 20 Taesa (TAEE11) 20 XP Investimentos Desempenho em março: -22,1%. Não houve alteração na carteira. Ação Peso, em % AES Tietê (TIET11) 20 Banco do Brasil (BBAS3) 20 Transmissão Paulista (TRPL4) 20 Sanepar (SAPR11) 20 Taesa (TAEE11) 20 Ler artigo completo
  27. Empresas com um alto nível de rotatividade de funcionários são geralmente tidas com suspeita. Na melhor das hipóteses, grande rotatividade parece indicar uma equipe inexperiente com moral baixa. Na pior das hipóteses, uma organização má administrada. Afinal, se está tudo bem na empresa, por que tantas pessoas se demitem? A percepção de que rotatividade é algo ruim é especialmente prevalente em private equity, diz Francesca Cornelli, decana da Kellogg School of Management e professora titular de finanças. Os investidores muitas vezes costumam olhar para a estabilidade da equipe de um gestor de fundos ao decidir onde investir. De fato, a estabilidade é tão valorizada que muitas vezes faz parte do contrato: os investidores exigem cláusulas de “pessoas chave”, que afirmam ter a opção de retirar seu dinheiro de um fundo antecipadamente, caso certas pessoas chave saiam da empresa. Essas cláusulas estão se tornando cada vez mais comuns, com um número maior de pessoas em cargo de partner. No entanto, apesar de má reputação, nem todo mundo está convencido de que a rotatividade seja algo negativo. Afinal de contas, a rotatividade permite que as empresas substituam funcionários de baixo desempenho por outros com alto desempenho e injetem novas ideias e habilidades no mix. De fato, alguns partners de private equity acreditam que a demanda dos investidores por estabilidade afeta ativamente a capacidade do setor de fazer mudanças de pessoal que melhorariam a saúde de seus fundos. Assim, Cornelli e as colegas Elena Simintzi, da Universidade da Carolina do Norte, e Vikrant Vig, da London Business School, decidiram investigar a relação entre rotatividade de equipes e desempenho de fundos em private equity. Descobriram que maior rotatividade de equipes estava associada a melhor desempenho futuro – independente do fato de a rotatividade ter ocorrido após o início de um fundo ou quando a equipe estava planejando e levantando recursos para o próximo fundo. Para Cornelli, os resultados trazem mais verdades sobre o trabalho em equipe em organizações de todos os setores. Os líderes que priorizam a estabilidade acima de tudo podem fazê-lo por sua própria conta e risco. “O mundo está mudando”, ela diz, “mas as mesmas pessoas vão ficar? Precisamos estar mais propensos a aceitar mudanças quando necessário e constantemente injetar novas habilidades nos grupos”. Um laboratório ideal para a rotatividade De muitas formas, o private equity é um laboratório ideal para se estudar a rotatividade de funcionários, uma vez que requer muito empenho em termos de capital humano, além de fornecer uma oportunidade única para medir as contribuições dos indivíduos. Isso ocorre porque, em private equity, cada partner que trabalha em um fundo é responsável por investimentos específicos. Ao se observar o desempenho desses investimentos específicos é possível avaliar as contribuições tal indivíduo. Além disso, o private equity é um setor em que se supõe que a estabilidade é importante. Por que acontece isso? “Tenho várias teorias a esse respeito”, diz Cornelli. Para os investidores, um fundo típico de private equity é um compromisso de dez anos. Os fundos passam aproximadamente os primeiros cinco anos fechando acordos para comprar empresas e, os cinco anos seguintes, melhorando e eventualmente vendendo esses ativos. Como o compromisso é de longo prazo relativo, os investidores geralmente desenvolvem relacionamentos confiáveis com os partners que os convenceram a investir. “Com um fundo de hedge, se os investidores não estiverem felizes, podem sacar o dinheiro”, diz Cornelli. “Com o private equity, eles estão presos. Não há nada que possam fazer. Por esse motivo é muito importante para quem você dá o dinheiro”. Depois, há o fato de que, durante a vida útil de um fundo, as empresas de private equity estão angariando fundos para o próximo fundo. Isso efetivamente significa que não é nunca bom divulgar que você está mudando de equipe de propósito, explica Cornelli. “Para arrecadar fundos, você diz: ‘Temos a equipe mais incrível’. Quando os membros da equipe saem da empresa, você precisa dizer aos investidores ‘Bom, perdemos as pessoas mais incríveis’ ou ‘Estávamos errados, não tínhamos a equipe mais incrível’”. Por fim, e talvez o mais importante, há um grau de confusão da síndrome de o que veio primeiro, a galinha ou o ovo: os investidores podem perceber uma relação entre rotatividade e desempenho e presumir que a alta rotatividade causa baixo desempenho, em vez de ser o baixo desempenho que estimula a equipe de gestão a fazer mudanças de pessoal, incluindo trazer novas pessoas para mudar o curso dos investimentos. Quando pressionados, os investidores podem entender como isso funcionada de forma lógica, diz Cornelli. “Porém, na realidade, as pessoas apenas dizem: ‘Puxa, aquele negócio não deu certo de jeito algum. E lembro que o partner responsável por esse negócio havia saído da empresa já há algum tempo’”. Então, em vez disso, as empresas de private equity evitam totalmente a confusão e anunciam aos investidores que suas equipes são perfeitamente estáveis. Mas será que é isso mesmo o que os investidores querem ouvir? Em seu novo estudo, Cornelli, Simintzi e Vig acessaram 25 anos de documentos de due diligence da Capital Dynamics, um “fundo de fundos” que pesquisa profundamente os fundos de private equity para investir neles em nome de outros investidores. A documentação analisada pelas pesquisadoras abrangeu 5.772 negócios em 500 fundos de 138 gestores de fundos ou empresas de private equity, além de dados sobre quase 6.000 membros de equipe que atuaram em várias funções nessas empresas. Esse grande conjunto de dados foi mesclado aos dados do fundo com relação ao desempenho ao longo do tempo. A equipe média deste conjunto de dados tinha 49 indivíduos e uma quantidade considerável de rotatividade, com 13 pessoas saindo da empresa durante um período típico de cinco anos. No entanto, as “subequipes” que trabalhavam em negócios individuais eram geralmente muito menores: em média, apenas três indivíduos. Durante a sua vida útil, vinte e um por cento dos negócios sofreram rotatividade. Veja tambémCARREIRA6 dicas para arrumar emprego apesar da crise do coronavírus3 abr 2020 - 06h04CARREIRATodos os funcionários têm a mesma oportunidade de sucesso?2 abr 2020 - 06h04 Maior rotatividade, melhor desempenho O que Cornelli e seus colegas descobriram quando analisaram os dados foi impressionante. “Quando uma empresa de private equity apresenta maior rotatividade em um fundo, observamos melhor desempenho futuro”, diz ela. Mais especificamente, as pesquisadoras descobriram que, no período de cinco anos após o início de um fundo, maior rotatividade estava associada a um melhor desempenho nos cinco anos seguintes do mesmo fundo e, especialmente, no próximo fundo da equipe. O resultado é bastante robusto, ela explica. “A forma como o quanto controlamos ou como executamos nossa análise não fez diferença”, disse ela. “O resultado obtido foi sempre o mesmo”. O efeito também não é insignificante. “Se aumentar a rotatividade em um por cento, terá uma TIR dois por cento maior”, diz Cornelli, referindo-se a uma maneira popular de medir o retorno do investimento. “Dois por cento a mais é muito! Isso faz a diferença entre um fundo com bom desempenho e um fundo que realmente se torna um dos principais”. As pesquisadoras também analisaram o impacto da rotatividade ocorrida durante o período de planejamento e captação de recursos, imediatamente antes do início de um fundo. Elas descobriram que a rotatividade durante esse período também levou a melhor desempenho naquele fundo e no próximo. Curiosamente, os benefícios da rotatividade durante os dois períodos parecem emergir de fontes diferentes. O aumento mais importante no desempenho futuro oriundo da rotatividade que ocorre durante os primeiros cinco anos de um fundo parece provir da saída de funcionários da empresa, ou seja, a substituição de profissionais de baixo desempenho por outros que possam gerenciar melhor os investimentos existentes. (De fato, as pesquisadoras conseguiram confirmar que os negócios atribuídos a esses profissionais que saíram da empresa apresentaram um desempenho 12% inferior aos demais da empresa.) Nesse período, “dá para ver uma correção de curto prazo”, explica Cornelli. “É possível conseguir alguém que resolva os problemas que esse desempenho ruim criou?” Os benefícios da rotatividade que ocorrem durante o período de captação de recursos antes do início do fundo, no entanto, são gerados principalmente dos recém-admitidos, com a injeção de novos talentos que trazem consigo novas habilidades e conhecimentos. Aqui, Cornelli vê evidências de adaptação a longo prazo para um ambiente em mudança. “O mundo está mudando”, diz Cornelli, “e preciso de novas ideias, novas habilidades de equipe”. Rotatividade durante uma recessão Para confirmar sua interpretação, as pesquisadoras também analisaram especificamente as recessões econômicas. Elas argumentaram que, durante recessões, as empresas nas quais um fundo investiu teriam maior probabilidade de demandar uma reestruturação dramática de suas operações, a fim de se adaptar ao ambiente em rápida mudança. Nesse caso, seria mais importante a empresa ter pessoas com experiência operacional adequada trabalhando em um fundo, o que por sua vez faria da rotatividade e das novas habilidades relevantes que ela traz um fator essencial. De fato, como previsto, as pesquisadoras descobriram que o aumento da rotatividade durante as recessões, em particular, está associado a um desempenho ainda melhor no futuro. As maiores empresas parecem utilizar essa estratégia com mais eficiência. Um ano após a recessão, os gestores de fundos de maior qualidade (conforme definido pelo desempenho histórico) têm mais membros na equipe com as habilidades operacionais necessárias para reestruturar as empresas do que antes da recessão. Também têm maior rotatividade nesses cargos, sugerindo que esses fundos com melhor desempenho estão respondendo a mudanças na economia ao atualizar rapidamente as habilidades de suas equipes. Além disso, as maiores empresas substituem, em geral, uma fração maior de seus profissionais com baixo desempenho, mesmo quando a economia não está em recessão. Isso ocorre porque, graças ao sucesso anterior, essas empresas sentem menos necessidade de manter as aparências e podem se posicionar para o sucesso futuro. “Muitas empresas têm medo de seus investidores e não mudam o pessoal”, diz Cornelli. “Essas grandes empresas têm um desempenho melhor porque não têm medo”. Abraçando a mudança Na visão de Cornelli, as empresas (e seus investidores) em private equity devem reconsiderar sua crença de que equipes estáveis são sempre as equipes mais eficazes. De maneira mais ampla, ela espera que as empresas de vários setores – desde serviços financeiros até pesquisa científica e equipes esportivas – se deem conta desse fato. “Somos muito relutantes em mudar as organizações. Nos sentimos tranquilizados com uma equipe estável, então queremos manter essa estabilidade a todo custo”, diz ela. Em vez de deixar que as habilidades obsoletas prejudiquem uma equipe ou de se contentar com um status quo suficientemente bom, ela sugere que as organizações olhem para o futuro e se perguntem quais novas habilidades as levarão para onde querem realmente chegar, e assim, devem seguir esse rumo. “Não estou dizendo que você deve demitir um monte de pessoas aleatoriamente para ter um desempenho melhor”, diz Cornelli. “A verdade é que as organizações detestam mudar mesmo quando as circunstâncias indicam o contrário. Não sabem se precisam atualizar o conjunto de habilidades das equipes ou trazer novos talentos para o grupo. No fim, acabam mudando suas equipes, porém só quando já é tarde demais”. Ler artigo completo
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