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  2. São Paulo – O governo deve anunciar nos próximos dias um novo programa de saques das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). É a segunda vez que o governo articula uma política do gênero, na expectativa de injetar recursos extra e estimular a economia: a primeira foi em 2017, quando a gestão de Michel Temer liberou 44 bilhões de reais das contas inativas, aquelas referentes a contratos de trabalho já encerrados. São, entretanto, medidas extraordinárias. O FGTS é uma espécie de poupança de segurança compulsória paga pelo empregador ao trabalhador, e só pode ser sacada em situações muito específicas, como demissão por justa causa, compra de um imóvel ou na hora da aposentadoria. Veja tambémECONOMIAPressão de construtoras e pedido da Caixa adiaram anúncio de saque do FGTS19 jul 2019 - 09h07ECONOMIALiberação do FGTS será confirmada na próxima quarta, diz Onyx18 jul 2019 - 21h07 Ele foi criado na década de 1960 como um fundo de segurança para trabalhadores demitidos, mas foi ganhando outras funções ao longo do tempo. Veja as principais informações sobre o FGTS: Quando pode sacar O FGTS só pode ser sacado em situações específica. As principais delas são: Demissão sem justa causa Término de contrato de trabalho por prazo determinado Na aposentadoria Na compra da casa própria, Para reduzir ou quitar financiamento imobiliário já existente, ou para pagamento de parte das prestações Quando o trabalhador ou dependente for portador do HIV, tiver câncer ou estiver em estágio terminal por doença grave Quando o titular tiver 70 anos ou mais No falecimento do trabalhador Para a aquisição de prótese ou órtese, não relacionadas a cirurgia, que facilitem a acessibilidade e inclusão social A lista completa, bem como documentos e procedimentos para o saque, podem ser vistos no site do fundo. Quem tem direito ao FGTS Todos os trabalhadores com carteira assinada, trabalhadores rurais, temporários, avulsos, safreiros (operários rurais que trabalham apenas no período de colheita) e atletas profissionais. Quem paga O FGTS é pago pelo empregador, no valor de 8% do salário do empregado. Esse valor não é descontado do salário: é uma quantia a mais que deve ser depositada pela empresa diretamente na conta do FGTS, em nome do funcionário. Quanto rende A remuneração das contas do FGTS é de uma taxa fixa, de 3% ao ano, somada à Taxa Referencial (TR), uma das taxas básicas de juros do sistema financeiro brasileiro. Hoje a TR está em 0%, e o rendimento total do FGTS está em 3% ao ano. Os valores em conta são corrigidos no dia 10 de cada mês. Como consultar o saldo É possível consultar o saldo do FGTS indo pessoalmente nas agências da Caixa, pela internet, por mensagem de SMS ou por aplicativo. A consulta do extrato só não é possível por atendimento telefônico. O trabalhador que preferir ir diretamente na agência deve ter em mãos o Cartão Cidadão e a senha. Já a consulta pela internet deve ser feita no site da Caixa (caixa.gov.br). Neste caso é necessário informar o NIS (Número de Identificação Social), também chamado de PIS/PASEP ou NIT e usar uma senha cadastrada pelo próprio trabalhador. O NIS pode ser consultado nos extratos do FGTS, no Cartão Cidadão ou na própria carteira de trabalho. O que é O FGTS é um fundo criado em 1966 com o objetivo principal dar uma alternativa de segurança para trabalhadores demitidos sem justa causa – até então, empregados da iniciativa privada que completassem dez anos na mesma empresa não podiam ser demitidos. Sua operação é feita pela Caixa Econômica Federal, e a administração é coordenada pelo Conselho Curador, formado por representantes do governo federal, das empresas e dos trabalhadores. Os integrantes do conselho podem ser consultados na página do fundo. Função social Além dos valores sacados pelos trabalhadores, os recursos do FGTS são também usados pelo governo para investir e financiar políticas públicas, como habitação popular, saneamento básico e infraestrutura. Ler artigo completo
  3. São Paulo – Em sua campanha em 2018, a agora deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) empregou o colombiano Daniel Alejandro Martínez por 50 dias e pagou 23.050 de reais pela prestação de serviços de análise estratégica. Até aí, tudo bem. A questão, no entanto, é que Martínez é o namorado de Tabata desde 2016. As informações do pagamento estão na prestação de contas da deputada no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Questionada por EXAME sobre quais serviços foram prestados por Martínez, Tabata Amaral não quis conceder entrevista. E, apesar de ser uma das principais expoentes da nova política, a resposta de sua assessoria de imprensa não foi muito diferente das enviadas pelas equipes de caciques partidários. Veja tambémBRASILCom apoio de Ciro, PDT usou eleição de 2020 para enquadrar Tabata Amaral18 jul 2019 - 14h07BRASIL“Tabata Amaral, o PSL está de braços abertos para você”, diz Frota11 jul 2019 - 13h07 “A campanha de Tabata Amaral cumpriu as leis eleitorais na contratação de seus serviços e pessoas. Todas as informações são públicas e estão no portal do TSE. A deputada não vai comentar o assunto”, afirmou, por e-mail, a equipe de comunicação da deputada. EXAME procurou Martínez pelas redes sociais, mas não obteve retorno. Empregar o namorado durante a campanha não pode ser considerado ilegal, uma vez que, à época, a hoje parlamentar não havia assumido o cargo público. “Não existe, na teoria, impedimento. Mas como o financiamento é público, com parte do financiamento de campanha vindo de fundo partidário, ela estaria empregando o namorado com dinheiro público”, afirma Bruno Perman, advogado especializado em direito eleitoral da Perman Advogados. Durante a eleição, Tabata recebeu cerca de 1,3 milhão de reais. O maior doador foi a direção nacional do PDT, que repassou 100 mil reais para a agora deputada. E, segundo a prestação de contas da campanha ao TSE, Martínez recebeu o quarto maior pagamento da campanha dado a pessoas físicas. Apesar de questionável, a contratação não fere a Súmula Vinculante nº 13 do Supremo Tribunal Federal, que trata dos casos de nepotismo. Segundo a ementa de um julgamento sobre o tema realizado em maio de 2018, a primeira turma do STF “tem afastado a aplicação da Súmula Vinculante a cargos públicos de natureza política, ressalvados os casos de inequívoca falta de razoabilidade, por manifesta ausência de qualificação técnica ou inidoneidade moral.” Ver essa foto no Instagram Quem diria que aquele rapaz colombiano que chegou cheio de marra em um jantar da comunidade latina de Harvard em 2013 me pediria em namoro três anos depois e hoje seria meu melhor amigo, companheiro para todas as aventuras e parceiro de todas as horas. Te amo muito, @danielmgsa! Feliz dia dos namorados! Uma publicação compartilhada por Tabata Amaral (@tabataamaralsp) em 12 de Jun, 2019 às 4:34 PDT //www.instagram.com/embed.js Formado em ciências e filosofia com bolsa integral pela Universidade Harvard, Martínez conquistou diversos prêmios durante a sua graduação. É bolsista do programa “Michael C. Rockefeller Fellowship”, um dos mais disputados da universidade americana e, atualmente, está estudando questões ecológicas e econômicas da Amazônia. Perseguição partidária Nos últimos dias, a deputada foi afastada do PDT por até 60 dias por seu voto a favor da reforma da Previdência, contrariando o “fechamento de questão” do partido. Devido à sua posição contrária, sofreu diversos ataques da direção e simpatizantes do partido, especialmente do ex-candidato à presidência Ciro Gomes. Em entrevistas, o ex-governador e ex-ministro afirmou que Tabata fazia “dupla militância” e que “ela deveria ter a dignidade de sair do partido”. EXAME apurou que o clima para a deputada dentro do PDT está longe de ser positivo. A coluna Radar, da revista Veja, afirmou que o presidente do partido, Carlos Lupi, “quer ver a deputada sangrar”. A expulsão, no entanto, está fora de cogitação para o partido não perder o direito de exigir o mandato dela na Justiça Eleitoral. De fato, Tabata está sendo mais pressionada do que os outros deputados que contrariaram a posição do partido. Da bancada de 27 congressistas, além dela, sete votaram a favor da reforma. As críticas, no entanto, estão sendo direcionadas mais para Tabata. O deputado Subtenente Gonzaga (PDT-MG) foi um desses congressistas. Ele, no entanto, afirmou que não tem sofrido pressão do partido, apesar de também ter sido afastado. O congressista defende o voto, diz que a sua base eleitoral aprovou a sua posição e não pretende mudar a escolha no segundo turno da votação da reforma da Previdência, que deve ocorrer em agosto. “Acho que o PDT tem a sua razão, mas acredito que o próprio partido e a bancada obtiveram sucesso nas mudanças. Quem está pagando um preço alto é a Tabata por tudo o que ela representa da renovação política”, diz Gonzaga. Procurado por EXAME, o presidente do PDT afirmou, por mensagem, que não existe uma perseguição contra a deputada Tabata Amaral. “Todos estão sendo tratados igualmente e nunca citamos ninguém individualmente. Quem o faz é a mídia em geral. Este assunto está na comissão de ética e temos que aguardar o seu parecer”, afirmou Lupi. Ler artigo completo
  4. São Paulo – O aplicativo de destaque desta semana é o FaceApp. O aplicativo ganhou destaque mundial em razão de um novo efeito que mostra imagens de pessoas mais velhas. Fora isso, ele também levantou polêmicas em relação à privacidade de seus usuários. Além dele, testamos apps para viajar, editar imagens e encontrar informações relevantes sobre diferentes setores do mercado. Veja, a seguir, opções de download para smartphones Android e iPhones. FaceApp Grátis, em português, para Android e iPhone O FaceApp inundou as redes sociais na última semana. O motivo? O aplicativo usa inteligência artificial para mostrar como será o seu visual quando ficar idoso. Essa função é gratuita, apesar de muitas outras mudanças de aparência oferecidas pelo app serem exclusivas para assinantes ou para quem comprou a licença vitalícia do software (130 reais). Pela sua origem russa e uma política de privacidade genérica, o FaceApp se envolveu polêmica internacional em relação aos dados de usuários. A empresa se pronunciou e afirmou os dados podem ser excluídos, caso usuários façam pedidos no campo de ajuda do app, e garantiu que não cede dados a companhias terceiras como parte de seu modelo de negócios. Freeletics Running Grátis, em português, para Android e iPhone O Freeletics Running é um aplicativo para quem gosta de correr ao ar livre. Ele gera treinos personalizados com base na modalidade HIIT (treino intervalado de alta intensidade, na sigla em inglês). O HIIT é reconhecido em estudos científicos como uma das atividades físicas que mais auxilia na queima de gordura corporal. Quem quiser também pode optar por corridas longas, que são voltadas para o desenvolvimento de resistência física e saúde cardíaca. O download do app é gratuito, mas o acesso completo a ele requer uma assinatura que custa a partir de 29,90 reais mensais. Enlight Pixaloop Grátis, em português, para Android e iPhone O Enlight Pixaloop é um app de edição de imagens que transforma fotos estáticas em animações. Ela faz, por exemplo, a área de uma cachoeira ter aparência de movimento constante – o que a palavra loop (repetição) no nome do aplicativo. Apesar de ter funções gratuitas, ele oferece mais opções de edição para os assinantes do app ou a quem comprar a sua licença vitalícia (230 reais). Bain Insighs Grátis, em português, para Android e iPhone O aplicativo Bain Insights é da consultoria americana Bain & Company. Ele traz estudos sobre diversos segmentos de mercado para que você possa consultá-los e reunir informações importantes para montar planos de negócios ou apresentações corporativas. WeGo Grátis, em português, para Android e iPhone O WeGo é um aplicativo para pesquisas o custo de viagens nacionais ou internacionais. É possível consultar tanto os valores de passagens aéreas quanto os preços de diárias em hotéis. É possível, também, selecionar datas e destinos de sua preferência e optar por receber alertas quando houver promoções. Quer mais? Os 5 apps mais legais que testamos nesta semana – 13/07 Ler artigo completo
  5. São Paulo – Estudantes brasileiros foram campeões de uma competição da agência espacial norte-americana Nasa após terem desenvolvido um chiclete para missões espaciais. A equipe Gametech, do Sesi de Goiás, disputaram o prêmio com mais 70 equipes de 12 diferentes países. A competição, que foi sediada na Universidade da Nasa em Virgínia, Estados Unidos, tinha como objetivo fazer com que as equipes pensassem em uma solução para melhorar o bem-estar dos astronautas durante as viagens para o espaço. Quando os astronautas estão em uma missão, eles não são capazes de sentir o gosto de alimentos. Pensando nisso, os estudantes goianos estudaram maneiras de construir um chiclete com gosto e possível de levar para a viagem. Eles pensaram na pimenta, que é um alimento termogênico capaz de desobstruir as vias nasais – devido ao ardor da substância – e permitir que o cérebro perceba os sabores do alimento pelas moléculas. A equipe de robótica foi analisada em três etapas. A primeira parte é a análise do comportamento, para identificar como os indivíduos trabalham ao serem desafiados com uma tarefa em grupo. A segunda consiste no desenvolvimento de um robô composto de peças de Lego, com o tempo de apenas dois minutos e meio, para testar a agilidade e a criatividade. A última, por fim, é a resposta para o desafio citado acima. Com a resposta vitoriosa, auxiliada pelos professores Harumi Vitoria Fukuchima e Flamarion Gonçalves Moreira, a equipe ganhou o principal prêmio da competição. Os alunos voltaram dos Estados Unidos na última quarta-feira, 17. Felipe Caetano Valverde, de 17 anos, informou ao R7 que foi uma experiência única. “Foi a primeira vez que viajei para o exterior e a experiência teve um impacto muito positivo na minha vida, percebo que estou mais desenvolto, trabalhamos em equipe, como uma família”, disse Valverde. Ler artigo completo
  6. Today
  7. São Paulo – Ter ou não ter um filho? Ao se aproximar dos 40 anos, a escritora canadense Sheila Heti não podia mais escapar da questão e deu sua resposta com “Maternidade”, lançado recentemente no Brasil. Em uma mistura de ensaio e ficção, Heti usa técnicas do misticismo, embarca em uma investigação pessoalm ilumina territórios inexplorados da experiência feminina e atinge conclusões desconcertantes. “Não confio em livros que não têm humor porque a vida é absurda”, diz Heti, demonstrando no diálogo pessoal a mesma entrega emocional e curiosidade intelectual que marcam a sua obra. Autora de oito livros traduzidos para 21 línguas, além de contos e entrevistas, Heti entrou na lista do The New York Times das quinze autoras que estão “moldando a maneira como lemos e escrevemos ficção no século 21”. Apesar da sensibilidade pop, ainda mais marcante em seu trabalho anterior, “How Should a Person Be” (ainda sem tradução para o Brasil), ela afirma sorrindo que o mais excitante para ela seria nem existir online. Heti participou da última edição da FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty) e em uma breve passagem por São Paulo, teve a seguinte conversa com EXAME: Você escreve ficção, mas de uma perspectiva muito pessoal. As pessoas te procuram para tentar saber o que é “real” no que você escreve? Isso já fez você se censurar? É a questão mais comum, mas eu nunca respondo. Não faz com que eu me censure, porque ninguém sabe além de mim. E é assim que deve ser, porque não é da conta de ninguém, é só bisbilhotice. Eu, como leitora, também quero saber o que é real – mas lá no fundo, você não quer saber. Isso estaria relacionado com a noção de que quando uma mulher escreve sobre questões femininas é sempre “confessional”, mas quando é um homem faz o mesmo, é apenas literatura? Tem isso, mas muitos que me perguntam isso são mulheres. Queremos saber se algo é verdadeiro porque queremos saber as possibilidades para uma vida humana; talvez algo tenha acontecido na vida dessas mulheres, e elas querem companhia. E com os meus livros as pessoas sentem que me conhecem, talvez queiram ser minhas amigas, e esta é uma forma de criar intimidade. Não é só ruim, vem de uma intenção doce. Você sentiu uma diferença entre as gerações na reação ao livro? Não tanto. O que eu percebi é que pessoas de 20 e poucos anos se dizem aliviadas de ainda não terem a pressão para decidir, e pessoas que já criaram seus filhos conseguem ler com certo distanciamento. Não costumam ser bons leitores quem está para ter um filho ou acabou de ter, porque é um período que você precisa atravessar com foco total. Alguns se frustram porque não querem se perguntar quando já é tarde demais, ou talvez pensem: “por que ela tem o privilégio de fazer essa pergunta?”. Houve uma reação negativa entre aqueles que tiveram filhos simplesmente porque é algo que se costuma fazer. E talvez os homens gays sejam os que mais gostam (risos), por conseguirem olhar de fora o convencional. Eles não podem atravessar para esse mainstream da experiência, que é como uma mulher que não quer ter filhos também se sente. E isso também mudou. Quando eu estava com 20 e poucos anos, não havia nem a possibilidade do casamento gay, e havia algo limitante naquilo… Mas glorioso também! Agora as pessoas gays também têm a expectativa de ter famílias, da mesma forma que os heterossexuais. Ninguém mais está isento (risos). Você disse que com “How Should a Person Be” seu objetivo era se introduzir na cultura pop. É um mundo que te interessa? Nem um pouco! Foi sociológico. Eu estava pensando em Andy Warhol e em como ele fez de tudo para ser popular. Ele arriscou parecer estúpido para ser acessível. Na época riram, mas hoje ele é considerado um dos maiores artistas do século XX. Era isso de dizer: “vou tentar fazer a coisa mais deliciosa possível”. Queria que o livro fosse simples, doce e fácil de absorver. Isso foi em 2005, antes de Twitter e Instagram. Eu estava observando mulheres como Paris Hilton e a sensação nascente de que no futuro todo mundo iria querer ser uma celebridade e de que não haveria arte, apenas artistas. Queria que a personagem fosse errada, estúpida, obcecada com sexo e com preocupações frívolas. Agora que a onda mudou e tudo está saturado de mídias sociais, o que mudou para você? Agora eu quero desaparecer o máximo possível. Eu passo muito tempo pedindo para tirarem vídeos meus no YouTube, eu quero todas as fotos e entrevistas fora do ar. Seria o meu sonho. Acho que isso me parece mais mágico e especial. Que excitante seria não existir online. É cada vez mais difícil criar esse momento de introspecção e você disse que sua ideia era que os seus pensamentos virassem o do leitor. Você considera, ao escrever, como será lida? Nunca pensei no momento que as pessoas leem o meu livro, ou se quero que leiam rápido ou devagar. Mas é uma ótima questão e vou me perguntar da próxima vez. Eu amo ler, mas parece que não há mais momentos no dia que favorecem a leitura. Como escrever um livro que você receberia bem em qualquer momento? Hoje alguém postou no Instagram a capa do meu livro no telefone. E se as pessoas estiverem lendo no celular? Como eu escrevo um livro tão acessível quanto Instagram? Tantas coisas divertidas para se pensar! Outro aspecto do livro é o uso do I Ching e a ideia do acaso como uma ferramenta para decisões. É algo que você usa no seu dia a dia? O tempo todo! Um produtor me sondou, e agora estou trabalhando em um programa de televisão. Tem esse aplicativo que se chama Either/Or, que também é um dos meus livros favoritos, do [filósofo dinamarquês] Kierkegaard. Você faz uma pergunta e ele te dá a resposta [mostra no telefone]. Eu uso o tempo todo. Eu queria fazer uma colaboração para o programa, porque colaboração é o acaso. Fui perguntando se deveria escrever com meu irmão e com outros, o aplicativo disse não, até que disse sim para minha amiga Amy. E foi a pessoa perfeita! Se eu tivesse decidido sozinha, não sei se aceitaria tão facilmente. Nunca tive uma colaboração tão boa, e – estou pensando nisso pela primeira vez – me pergunto se é porque é algo que me foi dado. Sabe como casamentos arranjados às vezes são mais felizes do que casamentos por amor? Porque você não se pergunta se escolheu certo. Muito do veneno de relacionamentos é que você sente que escolheu. É um exercício constante do livro tentar isolar o ruído para entender o que você realmente quer. Te interessaria fazer o mesmo para investigar outras grandes questões, como o casamento? Não sei. Eu quero escrever livros diferentes – não escreveria “Maternidade” sobre outra coisa, já foi o suficiente! (risos) Mas eu tenho essas questões o tempo todo. Eu estou numa relação há dez anos, mas há sempre uma parte de mim que diz: e se você estivesse sozinha, seria mais feliz? Queria que esse telefone pudesse escolher por mim. Você também disse que as escolhas que descartamos – como para você, ser atriz – não são uma perda de fato porque filtram novamente para dentro do trabalho. Você consegue identificar onde essas influências aparecem? A atuação sim, facilmente. Em “Maternidade” dou para a personagem experiências que eu não tive, uma atitude que não é 100% a minha, e razões para não querer um filho que são diferentes das minhas. Assim como tenho razões para isso que não estão no livro. Nos 5 anos em que escrevi “How Should a Person Be”, a Sheila do livro era ainda mais distante de mim, mas me tornei ela, como uma atriz do método [técnica do teatro]. Estava fazendo o papel dela na minha vida, e quando o livro acabou podia voltar a ser eu mesma. E eu tinha meus amigos lá toda hora e eu precisava deles, apesar de ser eu escrevendo. Então era como uma peça também. Também há muito humor no seu trabalho e seu irmão é um comediante. É algo que acontece naturalmente para você? Eu adoro fazer piada. Não confio em livros que não têm humor porque a vida é absurda. Está além de nós, não sabemos o que estamos fazendo aqui. Talvez o mundo esteja acabando e nós aqui fazendo uma entrevista. Você falou do mundo acabando, mas no livro não há muito sobre o nosso contexto político. Você sentiu alguma pressão interna ou externa para incorporar isso? Não, e eu acho que a maioria das pessoas que diz que não vai ter filhos por causa do meio ambiente não está dizendo a verdade. É só um jeito de fazer você parecer melhor do que os outros. Você provavelmente não terá filhos porque não quer. Quem realmente quer um filho, tem – ainda que talvez o mundo esteja acabando. Ler artigo completo
  8. As lojas de bebidas alcoólicas não podem solicitar um novo incentivo fiscal nos Estados Unidos, destinado a criar empregos em comunidades pobres. Mas uma das maiores incorporadoras imobiliárias para empresas de maconha diz que pode. Clubes no interior e campos de golfe também ficam de fora, mas não uma grande variedade de outras propriedades de luxo, como um novo hotel na região vinícola de Napa Valley. Salões de massagens estão vetados. Mas a fabricante de um massageador robótico que promete “orgasmos com as mãos livres” acaba de captar milhões de dólares com investidores abastados que planejam pedir o incentivo fiscal. “Tem sido ótimo para nós”, disse Lora Haddock, fundadora da empresa. Esses são os peculiares detalhes da reforma tributária do presidente dos EUA, Donald Trump, que criou mais de 8.700 zonas de oportunidades em todo o país. A ideia é estimular investimentos em regiões esquecidas. Mas, ao elaborar a lei, os autores incluíram regras de iniciativas anteriores de desenvolvimento econômico que proibiam uma variedade de negócios considerados indesejáveis. Agora, alguns questionam se as regras fazem sentido. Pesquisadores apontaram, por exemplo, que o novo incentivo fiscal pode ser usado por fabricantes de cigarros e armas, bem como por mineradoras, apesar de seu impacto cada vez mais polêmico em comunidades pobres. “Há um elemento de arbitrariedade nisso, com certeza”, disse Samantha Jacoby, analista jurídica tributária do Center on Budget and Policy Priorities. “Se o objetivo é melhorar os resultados econômicos para pessoas de baixa renda que tendem a viver em áreas que enfrentam pobreza sistêmica, discriminação racial e falta de oportunidades, seria melhor investimentos públicos em infraestrutura e educação.” O incentivo fiscal para investir nas chamadas zonas de oportunidades é agora tema central da Casa Branca, quando Trump se prepara para as eleições de 2020. Os generosos incentivos – antes ignorados no grande pacote que os republicanos aprovaram no final de 2017 – são destaque nas conversas de incorporadoras e gestores de recursos para os ultra-ricos. Líderes comunitários também estão animados, à espera que os incentivos estimulem negócios em cidades e áreas rurais oprimidas. A lista dos chamados negócios do pecado que o Congresso incluiu na lei foi tirada de um estatuto anterior que também incluía estabelecimentos de jogos de azar, pistas de corrida, banheiras de hidromassagem e centros de bronzeamento. Mas a lista foi usada apenas como um ponto de partida, disse Steve Glickman, que ajudou a criar as zonas de oportunidades quando era presidente do Economic Innovation Group, um think tank de Washington. “O objetivo deste programa é que a tomada de decisões seja feita em nível local”, disse Glickman, que agora comanda uma consultoria para investidores nessas áreas. Ainda assim, a antiga lista de negócios do pecado é questionada em um momento em que tabus em torno das drogas e do sexo estão mudando. O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, disse que as empresas que vendem maconha não deveriam se qualificar para os incentivos. Mas a Canna-Hub, que constrói instalações para o crescente setor de cannabis na Califórnia, pretende usar o bônus para melhorar o retorno de um novo campus de 32 hectares perto de Williams, na Califórnia. A propriedade incluirá construções projetadas para cultivadores de maconha em interiores, instalações de testes e fabricantes de comestíveis. Ler artigo completo
  9. A BRF continua aberta a transações que ampliem sua oferta de produtos e presença no exterior após o fim das conversas sobre uma possível fusão com a Marfrig. A produtora de frangos pode se engajar em fusões, parcerias estratégicas ou acordos de fornecimento de longo prazo que lhe assegurem acesso a suprimentos de carne bovina, como forma de fortalecer seus negócios nas áreas de food service e alimentos processados, segundo o diretor-presidente global da companhia, Lorival Luz. A BRF, que também produz carne suína, teria “idealmente” uma terceira proteína animal, à medida em que busca desenvolver novos produtos para o seu portfólio, afirmou Luz, em entrevista em São Paulo. A empresa não está, contudo, envolvida em nenhuma negociação, ponderou. “[O setor de] bovinos está no mapa – a questão é como, quando”, disse ele. Conversas com a Marfrig A BRF surpreendeu investidores no fim de maio ao revelar conversas sobre uma possível fusão com a Marfrig, maior produtora de carne bovina do mundo depois da JBS. As ações da companhia caíram com a notícia, pressionadas por questionamentos sobre a governança e o potencial de geração de valor da nova empresa diante do histórico de resultados ruins da Marfrig e as margens mais apertadas do setor. As negociações com a Marfrig, que teriam dado à BRF uma desejada presença nos Estados Unidos, terminaram antes mesmo que os estudos sobre possíveis ganhos com sinergias fossem concluídos. Isso porque as partes não concordaram sobre como a nova companhia seria gerida, afirmou Luz. Enquanto a BRF possui uma base pulverizada de acionistas, a Marfrig é controlada pelo seu fundador, Marcos Molina. Veja tambémMERCADOSSeparadas, qual o destino de BRF e Marfrig na bolsa?12 jul 2019 - 06h07 O comando da BRF está agora totalmente dedicado a fazer com que a companhia volte ao azul em 2019, depois de registrar perdas nos últimos três anos, e reduzir a dívida líquida para menos de três vezes o Ebitda até o próximo ano, disse Luz. Além disso, a empresa está em conversas avançadas, com mais de um agente, em busca de uma parceria para a produção de frango na Arábia Saudita, onde a BRF já ocupa uma posição dominante. “É uma prioridade para a BRF. Gostaria de ver as negociações concluídas até o final do ano”, disse Luz. Ler artigo completo
  10. São Paulo — Sete anos depois da tentativa desastrada do governo Dilma de baixar o preço da conta de luz, agora é o governo Bolsonaro que promete um “choque de energia barata” no país. As duas gestões têm abordagens totalmente diferentes: lá atrás, a ideia era forçar mudanças nas concessões. Agora, o ministro da Economia, Paulo Guedes, fala em estimular a concorrência. Pelo que se sabe até agora, o eixo do programa é a quebra de monopólio da Petrobras no fornecimento de gás. Com mais competição no mercado, em tese haveria redução de preços. Em maio, Guedes falou em uma queda de 40% no preço do gás e um incremento de 8,46% no PIB industrial. Antes disso, o ministro falava que os preços podiam cair até a metade. Para Adriano Pires, presidente do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), no entanto, é precipitado falarmos em preços. “Quem vai determinar isso é o mercado. Acho até que a energia tende a cair com o tempo, mas não dá para mensurar quando e quanto”, diz. Apesar do foco da medida de Guedes ser o gás, o insumo deve influenciar nos preços de energia de uma forma geral. Mas Pires explica que o país terá de investir também na construção de térmicas à gás e em melhorar a infraestrutura para que a produção cresça e seja distribuída. A preocupação do espeta é que na pressa por resultados, a atual gestão caia no mesmo pecado de Dilma: “Os governos são muito apressados, claro, mas é preciso ter em mente que o setor de infraestrutura precisa de capital agressivo e depende de mudanças regulatórias que demoram“, alerta. O Brasil tem hoje uma das energias mais caras do mundo. Estudo da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), do ano passado, mostra que a tarifa média paga pela indústria brasileira é 127,3% superior à paga pelo setor nos Estados Unidos; 94,9% maior que a do Canadá; e 9% acima da Alemanha. A federação mostra ainda que, entre os anos de 2008 e 2017, o preço da energia teve alta acumulada de 85,8%, enquanto a inflação do período medida pelo IPCA subiu 71,5%. Gás livre O plano de Guedes para a área só deve ser anunciado nas próximas semanas, mas alguns passos já estão em andamento. Em abril, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) instituiu um Comitê de Promoção da Concorrência do Mercado de Gás Natural no Brasil que tem como objetivo propor medidas de estímulo ao setor e recomendar diretrizes para o mercado de energia elétrica. Em junho, o CNPE publicou no Diário Oficial da União (DOU) diretrizes para o chamado Novo Mercado de Gás. Entre outras coisas, a resolução trouxe recomendações aos ministérios de Minas e Energia e da Economia, Agência Nacional do Petróleo (ANP), Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para que atuem juntos pela abertura do mercado de gás. Além do fornecimento, o plano também passa pela aceitação dos estados, que são donos das distribuidoras, ganham uma margem com isso e não querem perder recursos em meio à crise fiscal. O governo diz que irá incentivar os estados a vender suas participações em companhias de gás em troca de financiamentos. Pelo plano, recebem mais recursos os governadores que apoiarem reformas no setor. “A distribuição de gás canalizado é um monopólio natural, ou seja, um serviço público de rede em que a exclusividade garante os investimentos em expansão da rede, tecnologia e crescimento da base de clientes, o que é essencial para a redução das tarifas ao longo do tempo. Não faz sentido econômico ter duas redes de gás, uma ao lado da outra”, escreve Marcelo Mendonça, Diretor de Estratégia e Mercado da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), em um artigo recente. Ele aponta que o fator que encarece o gás é a falta de concorrência na oferta e no transporte, e que a exclusividade na distribuição não impede que consumidores adquiram a molécula de terceiros. Para a Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan), a abertura do mercado de gás tem o potencial de destravar e atrair novos investimentos na ordem de R$ 240 bilhões. Do milagre ao “tarifaço” Em 2012, o governo Dilma aprovou a Medida Provisória 579, cuja meta era reduzir em média 20% as tarifas de energia elétrica fornecida pelo mercado regulado. Para os consumidores residenciais, essa redução chegaria a 18%. Já para a indústria, até 32%. A medida contou com amplo apoio de federações da indústria. A Fiesp, que estava em plena campanha pela redução das contas de luz antes do anúncio, aplaudiu a decisão. A lei dava o direito às companhias elétricas de terem suas concessões renovadas automaticamente, sem necessidade de uma nova licitação, por trinta anos. Em troca, adotariam uma nova política, que além de diminuir a tarifa média de geração no país, reduzia a receita anual permitida da transmissão. Fazia parte do acordo um repasse financeiro, que não teve valor definido à época, para ressarcir empresas com investimentos em curso ou planejados. A proposta foi criticada já na época por dirigentes das companhias, entidades do setor e economistas. Até mesmo o secretário-executivo de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, afirmou que não seria possível reduzir as tarifas no percentual anunciado inicialmente pela recusa de algumas companhias a aderir. As condições do acordo foram rejeitadas por Cesp (SP), Cemig (MG), Copel (PR) e Celg (GO). Os quatro estados eram governados pelo PSDB, rival histórico do PT, então no governo. Ao longo do tempo, porém, a conta que deveria ser paga pelo governo para financiar a transição só cresceu. Nos anos de 2014 e 2015, o quadro foi agravado por conta de uma seca histórica. Como 90% da energia gerada no país costuma vir de hidrelétricas, falta de água exige o ligamento de usinas termelétricas, que geram energia com um preço mais caro. Segundo a Firjan, a participação dessas usinas no total gerado foi de 9% em 2011 para 25% em 2015. Dilma poderia ter autorizado reajustes na conta de luz em 2014, quando o rombo do setor elétrico e o das contas públicas já acendiam a luz amarela. Mas o ano era de eleições presidenciais, e ela preferiu esperar – além de autorizar um aporte extra de R$ 10 bilhões dos cofres públicos às elétricas. Além disso, um grupo de bancos, entre públicos e privados, emprestou cerca de R$ 20 bilhões às companhias, em troca do adiamento dos reajustes para depois do período eleitoral. Em 2015, já reeleita e em meio a uma tentativa de ajuste fiscal, Dilma liberou vários reajustes represados. Foi quando começou a vigorar o sistema de bandeiras tarifárias, pelo qual o preço da energia varia de acordo com a situação dos reservatórios e a necessidade de utilização das usinas térmicas. “Em 2015, Dilma teve que elevar tarifas não só para compensar a entrada de energia térmica, mas para tentar recuperar o desastre que se seguiu à MP 579. As empresas estavam entrando em situação de insolvência. Só não teve falta de energia elétrica, por que o país não cresceu”, afirma Adriano Pires. Para se ter uma ideia, a primeira onda de reajustes aprovadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) incluía altas de até 45,7% de uma vez só. Em 2015, a conta de luz ficou em média 50% mais cara, segundo a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste). A Aneel chama a MP 579 de divisor de águas no setor elétrico. A medida provocou um impacto de quase R$ 200 bilhões nas tarifas de energia nos últimos sete anos, segundo cálculos da agência divulgados em abril. “Todo esse custo foi repassado às tarifas e, portanto, pago pelos consumidores de energia”, ressaltou a agência. De 2013 a 2018, de acordo com o levantamento, houve um aumento real (descontada a inflação do período) nas tarifas de 20,4%. Nos próximos anos, veremos se o plano de Guedes será capaz de reverter essa maré. Ler artigo completo
  11. A depender da imobiliária Vitacon, colocar o pé para fora do prédio onde você mora será uma tarefa cada vez mais inconveniente. A empresa de apartamentos pequenos e metragem e grandes em espaços compartilhados levará ao mundo físico a proposta de startups (e seus serviços) combinadas à moradia. Chamada de App Space, a iniciativa será colocada em prática em outubro deste ano. O edifício VN Ueno, no bairro paulistano Bela Vista, será o primeiro a colocar em seu andar térreo cadeiras massageadoras para fazer manicure e pedicure; salas para consultas médicas; estações para alugar carros, bicicletas e patinetes elétricas; e congeladores com marmitas artesanais, por exemplo. “O morador terá em seu prédio a mesma solução que vê na tela do celular, integrando online e offline”, afirmou Alexandre Frankel, fundador da Vitacon, em evento de lançamento do App Space realizado nesta semana em São Paulo. “Impactamos mobilidade, custo e qualidade de vida por meio da moradia, atuando como um representante da nova economia, agora junto dos aplicativos.” A Vitacon já fechou parceria com as startups Apptite (alimentação), BTFit (academia); Docway (consultas médicas); DogHero (passeio e hospedagem de cães); Grow (bicicletas e patinetes elétricas); iFood (alimentação); Lev (bicicletas elétricas); Loopkey (controle de acesso); Movida (carros); Omo Lavanderia (lavagem e secagem de roupas); Singu (beleza e bem-estar); e Turbi (carros). Todas as startups oferecerão benefícios aos moradores, como descontos. Veja tambémPME10 startups que cresceram dando renda extra a seus usuários15 abr 2019 - 06h04 O App Space foi desenvolvido e será operado pela Housi, spin-off da Vitacon que faz locação online, gestão patrimonial e criação de experiências aos moradores. No aplicativo da Housi, já é possível pedir os serviços dessas startups parceiras. Agora, elas estarão também “plugadas” nos andares térreos dos edifícios. “Os prédios serão atualizáveis em suas propostas, assim como atualizamos os aplicativos em uma tela de celular”, compara Frankel. A Vitacon tem 64 prédios e pretende lançar mais dez edifícios até o final de 2019. Destes, 15 terão em seu andar térreo o conceito de APP Space no mesmo prazo. Nos próximos dois anos, o conceito deverá estar em 90% dos novos lançamentos da Vitacon. Startups — e seus objetivos A Turbi tem 250 carros disponíveis para aluguel na cidade de São Paulo e um total de um milhão de quilômetros rodados por seus veículos. A startup trabalha em prédios da Vitacon há um ano. “Testamos colocar estações em um dos prédios, no bairro da Vila Olímpia, e vimos adesão dos moradores. Hoje, estamos em 12 prédios da Vitacon”, afirma o fundador Diego Lira. Os moradores poderão alugar os modelos Hyundai HB20,Nissan Kicks, Mitsubishi Lancer e Mini Cooper. Enquanto a Turbi foca em expandir sua operação principal, a empresa de delivery de pratos feitos por pequenos produtores usará o espaço no VN Ueno para testar novas frentes de negócio. Segundo o cofundador Guilherme Parente, a Apptite terá uma cozinha gourmet compartilhada e instalará congeladores com marmitas artesanais aos moradores. Atuando no centro expandido de São Paulo, a Apptite medeia 500 entregas por dia e possui 400 cozinheiros e 200 mil downloads em seu aplicativo. Veja tambémPMEWeWork pode cobrar por hora em coworking para aeroporto18 jul 2019 - 06h07 Fabio Tiepolo, da startup Docway, também testará um novo formato no edifício da Vitacon. Criada em 2015, a Docway faz 15 mil atendimentos médicos por aplicativo e domicílio por ano, com 4,5 mil médicos atuando em 360 cidades brasileiras. No VN Ueno, terá sua primeira sala privativa em um prédio para realizar as consultas. “Atendemos jovens que querem saúde na palma de mão.” A BTFit, divisão digital de rede de academias BodyTech, também irá do aplicativo ao espaço dedicado. A “academia de bolso”, que oferece um algoritmo de elaboração de treinos sem uso de equipamentos e vídeos de 15 a 30 minutos com aulas, recebe 120 mil usuários por mês. No VN Ueno, os moradores poderão praticar atividades físicas na academia do prédio e a BTFit colocará treinadores no espaço. “Atenderemos pessoas que não gostam do ambiente de academia, mais do que nossa outra parcela de público, que não pode pagar a mensalidade tradicional”, afirma Bruno Franco, diretor de marketing e tecnologia da BodyTech. Ler artigo completo
  12. Sob o sol escaldante do verão amazônico, o agricultor Cláudio Araújo da Silva pisa nos escombros e nas cinzas de seu antigo barraco, localizado numa área ocupada da fazenda 1.200, em Ourilândia do Norte, sul do Pará. Em maio deste ano, Cláudio e outras dez famílias da ocupação tiveram suas casas incendiadas na calada da noite. Segundo os relatos dos moradores ouvidos pela Pública, um grupo de quatro pessoas atirou em direção às residências antes de atear fogo. Cartuchos deflagrados de espingarda calibre .20 nas imediações de duas casas da ocupação foram encontrados pela reportagem. O incêndio criminoso é o capítulo mais recente de um conflito agrário que se arrasta há 13 anos na fazenda 1.200, onde um grupo de cerca de 150 famílias da Associação 8 de Março, ligada à Fetagri-PA (Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Pará), reivindica desde 2006 a criação de um assentamento de reforma agrária. As famílias pedem inclusão num projeto de assentamento (PA) já criado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra): o PA Luciana. Segundo análises do Incra, do Instituto de Terras do Pará (Iterpa) e do Ministério Público Federal (MPF), pouco mais de um quarto da fazenda – cerca de 1.500 dos 5.200 hectares da área – incide sobre as terras do PA Luciana, uma área pública pertencente à União. É nesse pedaço de chão que, desde 2017, os ocupantes montaram suas casas guiando-se por um mapa do próprio órgão agrário. Cláudio se emociona ao retirar restos de seus pertences do chão de terra batida, agora coberto do carvão em que se transformou sua antiga casa. “Foi à noite, quem tava por aqui caiu na cacaia [matagal]. Tiro demais e os cara tacando fogo”, recorda. Em meio a panelas retorcidas pelo fogo, uma garrafa térmica quase derretida, a armação de ferro de uma mala de roupas, Cláudio conta ter boas lembranças dos Natais em família. Ele mostra a coleção de fotos do local com amigos e familiares, que tem no celular. “Hoje em dia ficou só a cinza e as fotos”, lamenta. No mês anterior ao incêndio, a ocupação havia sido palco de outro ataque. Na noite de 14 de abril, duas motos com quatro pistoleiros dispararam contra as residências de outras quatro famílias. A curta distância, sobre janelas e portas, o calibre dos projéteis eram os mesmos: espingarda .20, que dispara dezenas de balas de chumbo. “Eles atiraram aqui na minha janela. Me deu muito medo. Tirei a minha mulher com os meus meninos daqui”, diz o agricultor Antônio Alves Barbosa, de 56 anos. Os disparos ocorreram na janela logo acima da cama em que os três netos dormem. Antônio vive com o filho, a nora, a esposa e os três netos em dois cômodos em um lote de quatro alqueires. A energia elétrica vem de uma bateria de carro que liga apenas uma lâmpada. “Eu tava aqui dentro de casa, dormindo. Meus três meninos [netos] dormindo na cama de lá [abaixo da janela alvo dos tiros] e eu mais a mulher dormindo em outra cama. Acordei pelos tiros e os cachorros que começaram a latir. Eles atiraram, montaram na moto e fugiram. Eram umas duas motos e acho que umas quatro pessoas. Quando eu saí de casa, escutei eles pipocando [atirando] a casa do meu vizinho”, relembra Antônio. O agricultor diz que tirou os familiares da casa por um tempo e só não a abandonou completamente por receio de que ela também fosse queimada. Fazendeiro nega, polícia investiga Os moradores da ocupação e a Comissão Pastoral da Terra (CPT), órgão ligado à Igreja Católica que acompanha conflitos agrários no país, suspeitam que tanto o episódio dos tiros quanto os incêndios estejam ligados ao fazendeiro capixaba Eutímio Lippaus, dono da fazenda ocupada. “A suspeita do atentado recai sobre o fazendeiro Eutímio Lippaus, que é o único que tem interesse em intimidar as famílias que continuam na luta pela criação de assentamento, tendo em vista que ocupam área pública reivindicada judicialmente pelo INCRA”, diz um trecho de nota divulgada em abril pela CPT de Tucumã, município vizinho a Ourilândia. Os atentados ocorreram 11 dias antes de uma audiência judicial de desocupação da fazenda 1.200, realizada em decorrência da ação de reintegração de posse que Lippaus move contra os sem-terra. Para os moradores, os episódios violentos ocorreram para pressionar a saída dos ocupantes. Na audiência, foi estipulado que os sem-terra deixassem o local até 10 de junho, mas a defesa dos ocupantes conseguiu suspender a decisão no Tribunal de Justiça paraense. Procurado pela Pública, Lippaus negou qualquer participação nos episódios. “Aqui não se faz isso, não, isso é história desses bandidos. O dono aqui nunca fez disparo contra bandido nenhum, nunca queimou um barraco de um bandido sequer. Eles inventam tudo”, afirmou. “Aqui nunca ninguém mexeu num barraco desse povo”, garantiu o pecuarista. Há um inquérito aberto na Deca (Delegacia de Conflitos Agrários), em Redenção (PA), para apurar os episódios. “Nos dirigimos até o local e constatamos que os crimes ocorreram. Em síntese: barracos queimados, que nós temos entendido aqui como dano qualificado. Também constatamos os disparos com arma de fogo: alguns transfixaram janelas e portas. O procedimento tramita em sigilo, mas toda a resposta tem sido dada com imparcialidade, isenção e toda a energia possível”, afirma o delegado titular da Deca, Antonio Mororó Júnior. Com a suspensão da reintegração de posse, os ocupantes temem novos episódios de violência. “Assim que o juiz marcou a audiência de desocupação, as famílias sofreram um ataque, algumas casas foram alvejadas. Depois teve a audiência, ficou estipulado um prazo de 45 dias corridos para que as famílias saíssem voluntariamente da área. Uma semana depois da audiência, as famílias sofreram esse novo ataque: tiros contra as casas e os barracos queimados. A gente observa que cada vez que há um revigoramento da liminar de reintegração de posse há um novo ataque violento”, afirma Jamila Pereira de Carvalho, que integra o grupo de advogados da CPT que acompanha o caso. De infração ambiental a denúncia de trabalho escravo A primeira ocupação da fazenda 1.200 ocorreu em 2006. À época, Eutímio Lippaus enfrentava problemas na esfera trabalhista e ambiental por causa de uma fiscalização móvel feita em 2002 pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério do Trabalho e Polícia Federal, que resgatou 23 trabalhadores em condição análoga à de escravos, segundo a avaliação dos órgãos. Ouvidos pelo MPT, os trabalhadores contaram que um intermediador os recrutou em um hotel de Xinguara, município do sul do Pará, para trabalhar na fazenda de Lippaus. Eles contaram aos órgãos responsáveis pela fiscalização ter sido alojados em barracos cobertos de lona de plástico preto, sem paredes, sem água potável ou banheiros. Dois trabalhadores disseram ainda que um chiqueiro inutilizado serviu de alojamento em suas primeiras noites na fazenda. Quando houve a fiscalização, Lippaus estava portando uma arma com o registro vencido. O flagrante da equipe motivou uma ação judicial do MPT, proposta em janeiro de 2003. Nela, o órgão apontou, além das precárias condições de alojamento, a existência de endividamento ilegal dos funcionários. “Os trabalhadores pagam não só os equipamentos essenciais para realizarem o trabalho (foice, facão, botina) como também aqueles essenciais para a sobrevivência humana (rede de dormir, mantimentos – arroz, feijão, farinha, carne, lonas para barracas […]. E mais. Pagam pelos produtos citados acima preços superiores ao do mercado […]”, diz a ação do MPT, que também apontou ausência de pagamentos a funcionários – alguns receberam bebidas alcoólicas e cigarros como remuneração, o que é proibido pela lei trabalhista. “As irregularidades praticadas pelo requerido caracterizam sim como prática de trabalho forçado”, definiu o MPT, que pediu liminarmente na Justiça a penhora da fazenda de Lippaus. Apesar de decisão judicial favorável, a penhora só não ocorreu porque o fazendeiro firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o órgão acusador em uma audiência conciliatória, em que pagou R$ 30 mil. Já na área ambiental, o Ibama havia multado a fazenda de Lippaus por desmatamento ilegal. Tais fatores levaram o Incra a abrir, em 2005, um processo de desapropriação da fazenda para fins de reforma agrária. A justificativa seria a falta de cumprimento da função social da propriedade. Pela Constituição, para uma fazenda cumprir sua função social, ela precisa, entre outras condições, estar adequada às leis trabalhistas e ambientais simultaneamente. Apesar do TAC, o MPF denunciou criminalmente o fazendeiro por trabalho escravo, mas Lippaus foi absolvido da acusação na Justiça Federal tanto na primeira quanto na segunda instância. Veja tambémBRASILDois anos do massacre de Pau D’Arco: mandantes impunes e ameaça de despejo1 jun 2019 - 08h06BRASILAgricultores jurados de morte questionam combate ao crime em assentamentos14 abr 2019 - 08h04 Na decisão de primeira instância, o juiz Marcelo Honorato, da 1ª Vara de Marabá, afirmou que “mesmo reconhecido que os trabalhadores estavam em condições degradantes de labor, ao tempo dos fatos, era atípica a conduta do réu, porque não existente a privação de liberdade e o completo estado de sujeição, que são marcas consagradoras da escravidão”. Na segunda instância, os juízes da quarta turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região entenderam que faltavam provas para a tipificação de trabalho escravo. Lippaus foi, porém, condenado por falsificar documentos trabalhistas dos agricultores da fazenda, mas a pena havia prescrito. Morosidade na Justiça, violência na fazenda Raimundo Paulino da Silva Filho, uma das lideranças da ocupação afirmou à Pública que, diante dos problemas trabalhistas e ambientais e do pedido de penhora do imóvel, o fazendeiro Eutímio Lippaus convidou integrantes da Fetagri a ocupar a sua fazenda. Segundo Paulino, a manobra serviria para pleitear a compra da fazenda pelo Incra, o que renderia um valor em dinheiro maior do que se a fazenda fosse a leilão. Lippaus nega o episódio. “Isso aqui nunca houve, meu companheiro. Nunca se convidou ninguém aqui para ocupar área pra fazer bandalheira. Aqui se trabalha honestamente”, disse à reportagem. Lippaus conseguiu posteriormente, por meio de um mandado de segurança, anular o processo de desapropriação. Além disso, moveu uma ação de interdito proibitório em 2006 que impede a violação de sua posse, mas os sem-terra não saíram do local. Após 13 anos, o processo hoje convertido em uma ação de reintegração de posse desenrola-se da forma mais comum nos conflitos agrários no Brasil: morosidade nos tribunais e crescente violência em campo. De lado a lado, o que não falta são acusações de violência. O fazendeiro juntou ao processo 110 registros policiais referentes a episódios de violência que ele atribui aos sem-terra no período de ocupação. Às vezes, mais de um registro refere-se ao mesmo episódio. “Me sinto ameaçado todo dia. Um dia bateram em dois funcionários meus e queimaram uma caminhonete. Quando fizeram isso, disseram que queriam queimar a caminhonete comigo dentro”, diz. “Aqui não tem sem-terra. Tem bandidos. Já queimaram duas sedes em retiros, queimaram uma balança [usada para pesar os bois do fazendeiro] e queimaram uma sede antiga. Só não queimaram aqui onde eu estou [sede principal da fazenda] porque eu não saio daqui. Eu tô com 82 anos, é uma injustiça muito grande. Parece que nesse Brasil ninguém manda, até hoje tá desse jeito, sem ordem pra nada. Os sem-terra desmataram tudo, roubaram madeira, destruíram as áreas ambientais, a fazenda toda. E até hoje ninguém tomou providência de nada”, afirma Lippaus, que até hoje não conseguiu provar a autoria das denúncias. As acusações nos registros policiais vão desde queima de pastos, cercas e retiros, furto, queima de caminhonete e abate ilegal dos bois até ameaças de morte contra seus funcionários. Quando os registros trazem nomes, um dos que mais aparecem é o do coordenador da Associação 8 de Março, Raimundo Paulino da Silva Filho, que, apesar de investigado, nunca foi condenado por nenhum crime na fazenda. “Nós [sem-terras] não temos nada a ver com essa situação dos crimes. De denúncia de gente que vem e arranca um quarto de boi e carrega, nós sabe é de muitos. O cara vem, mata o boi, arrasta por debaixo da cerca e carrega. Não tem nada a ver com os sem-terra. Roubam aqui, roubam nas outras fazendas. Tudo é os sem-terra? Não tem como ser”, afirma Paulino. Entre os documentos juntados por Lippaus ao processo, há duas prisões em flagrante – uma por roubo de gado e outra por porte ilegal de armas de fogo – neles, só há o depoimento de Lippaus afirmando que os presos eram sem-terra, mas a informação não é confirmada pelas autoridades. Uma das linhas de investigação da polícia inclui a participação do fazendeiro nos episódios mais recentes de violência, mas há também outros episódios desabonadores contra Lippaus. Em 2010, o fazendeiro foi denunciado pelo Ministério Público do Pará por ameaças de morte contra o próprio Raimundo Paulino da Silva Filho. “Ameaças aqui teve sempre, principalmente contra a minha pessoa. Teve audiência pública que ele dizia que onde encontrasse comigo ia mandar me matar. Pessoalmente foram duas vezes. O resto era recado, gente passando aqui e falando que ia matar todo mundo”, afirma Paulino. A denúncia de 2010 contra Lippaus também prescreveu. Em um Boletim de Ocorrência lavrado em janeiro de 2018, Paulino afirmou que ouviu de um vaqueiro de Lippaus que o fazendeiro traria uma escolta armada à fazenda e, quando cruzasse com ele, “criaria uma situação para matar o depoente [Paulino] e afirmar que foi legítima defesa”. Antiga moradora da área, Deuziana Aparecida de Lima Silva afirma que existiram “diversas situações” de violência na comunidade. “Houve situações em que até crianças foram ameaçadas de morte. Teve um companheiro nosso que chegou a ser atirado numa estrada perto da fazenda. O pessoal da fazenda soltava os bois para comerem nossas plantações. E aconteceu muito de nós sermos denunciados por coisas que nós não fizemos”, conta. Também há registros policiais feitos pelos sem-terra denunciando a queima de casas em anos anteriores – incêndios, segundo os registros, que acusam uma escolta armada contratada pelo fazendeiro, o que também não foi provado. A demora para a resolução da questão da posse da terra gera um terreno propício para a violência. “Quando você passa esse longo período sem o poder estatal se manifestar, isso fomenta o conflito. Na minha opinião, é indiscutível”, afirma Antonio Mororó Júnior, delegado da Deca. Despejo, nova ocupação e o presente insolúvel Os processos judiciais envolvendo a posse da fazenda 1.200 já sofreram diversas idas e vindas, mas a manifestação do Incra em 2014 mudou completamente a situação do caso. O órgão federal de terras concluiu que a fazenda estava sobreposta a um antigo projeto de assentamento, o PA Luciana, criado em 1998, com uma área 103 mil hectares. Parte da fazenda 1.200 possuía títulos válidos, mas cerca de 1.500 dos 5.200 hectares da área estavam sobre área pública, segundo o Incra. Além disso, apontou-se também que a fazenda não cumpria sua função social por falta de atendimento aos parâmetros da legislação ambiental – não havia uma reserva legal de mata condizente com o tamanho do imóvel. O órgão federal afirmou também ser viável a criação de um assentamento no local – ou incorporação da área pública da fazenda ao PA Luciana – que poderia atender cerca de 140 famílias. Apesar da manifestação do Incra, o processo seguiu sem um desfecho. Em maio de 2014, a juíza Nilda Mara Jácome deferiu a reintegração de posse a favor do fazendeiro. “Denota-se que parte do imóvel é público, entretanto, existe uma situação consolidada, a ponto de outorgar direito à defesa da área a quem a está ocupando (…)”, escreveu na decisão. Após inúmeras contestações, o despejo das famílias foi cumprido em 2016. “Foi muito doloroso. Você ser escoltado pela polícia para tirar suas coisas, mas não ter nem tempo para isso. Eles fizeram em menos de 24 horas. As nossas coisas eram jogadas de qualquer jeito dentro de um caminhão. À medida que nossas coisas eram retiradas, um trator vinha e derrubava nossas casas”, relembra Deuziana com lágrimas nos olhos. As antigas casas de alvenaria da ocupação foram aterradas ali mesmo, na fazenda, onde até hoje é possível ver os restos de paredes e pisos de algumas delas. Quando se manifestou no processo, o Iterpa também afirmou que parte da fazenda estava sobre área pública e o Ibama atestou que a área não cumpria os parâmetros de reserva legal previstos em lei. Com a liminar deferida na esfera estadual, o Incra não demorou para ingressar com uma nova ação de reintegração de posse na Justiça Federal. Em sua defesa, o fazendeiro Eutímio Lippaus afirmou ter comprado títulos de antigos assentados do PA Luciana. O pecuarista apresentou, para sustentar suas afirmações, contratos de compra e venda e certidões de matrícula das áreas reivindicadas pelo Incra. A primeira decisão judicial na esfera federal foi contrária ao órgão, mas foi posteriormente anulada porque não foi dado ao MPF a oportunidade de se manifestar. Quando falou no processo, o MPF se alinhou ao pedido do Incra. Para embasar seu posicionamento, o órgão realizou uma inspeção in loco na área. À época da visita do MPF, o despejo já havia ocorrido. No local, o MPF colheu os depoimentos de três fazendeiros – José Interlando Cabral de Almeida, Sanção Abreu Lourenço e Francival Cassiano do Rego –, que declararam que Lippaus estaria negociando a área pública de sua fazenda. Segundo o relatório do MPF, os produtores afirmaram que foram procurados por Lippaus depois de a ocupação dos sem-terra ter sido desfeita, em 2016. Os fazendeiros teriam fechado o negócio e, segundo declararam ao MPF, pagaram R$ 850 mil como entrada por uma área correspondente a 200 alqueires. Ainda segundo o MPF, Lippaus teria afirmado aos compradores não haver documentação de parte pública de sua fazenda, ao contrário do que sustenta na Justiça. O negócio foi desfeito após a descoberta da transação. No fim de 2017, os sem-terra voltaram a ocupar a fazenda 1.200. Ao contrário da ocupação anterior, quando eles montaram suas casas sobre toda a fazenda de Lippaus, eles construíram o acampamento somente na área tida como pública, usando para isso os mapas apresentados pelo Incra nas ações judiciais nas esferas estadual e federal. Em fevereiro do ano passado, porém, o juiz federal Pedro Maradei Neto deu decisão contrária ao pedido de liminar de reintegração de posse movido pelo Incra. O órgão recorreu da decisão, mas ainda não houve julgamento do mérito na segunda instância federal. Em novo parecer, o MPF voltou a se posicionar em favor do Incra. “Encontra-se documentalmente provada a propriedade e, portanto, a posse indireta, por parte do Incra”, diz um trecho do segundo parecer do MPF. O órgão contestou os documentos apresentados por Lippaus, realizou diligências em cartório e concluiu mais uma vez que a área é pública. O processo na esfera estadual, que havia sido sobrestado (paralisado) até que houvesse decisão em esfera federal, voltou a andar. Em julho de 2018, o juiz Jun Kubota revigorou a liminar de reintegração de posse – opondo-se à manifestação de outro órgão, o Ministério Público Estadual, que também se alinhou aos órgãos de terra e ao MPF, concluindo que a área era pública e não era cabível a reintegração de posse a favor do fazendeiro. Em uma audiência em 25 de abril deste ano, ficou estipulada a desocupação voluntária da área pelos sem-terra. O prazo se encerraria no último dia 10 de junho, mas cinco dias antes a desembargadora Gleide Pereira de Moura determinou a suspensão da decisão. “Levando em consideração que a questão vertente se trata de posse de área rural, que vem sendo ocupada por diversas famílias há vários anos e que ainda é objeto de ação de reintegração de posse ajuizada pelo Incra […] e por se tratar de situação delicada, que pode ensejar conflitos e violência, por ora, entendo prudente conceder o pedido suspensivo almejado”, escreveu a magistrada. Após os tiros e os incêndios criminosos ocorridos entre abril e maio deste ano, os sem-terra vivem sob o medo constante de novos ataques. Outro lado A reportagem da Pública procurou o atual advogado de Eutímio Lippaus, Joel Carvalho Lobato, por WhatsApp e telefone pedindo uma entrevista, que não ocorreu. Em rápido contato pelo telefone, Lobato afirmou que não havia conflito recente na fazenda. “Lá teve situação forjada por sem-terra, eles forjando situação para criar factoide. É um senhor de 82 anos de idade, que vive sozinho numa casa”, disse. “Ele nunca deu um tiro em ninguém, tem 13 anos que ele convive com essa situação de invasão. Não teve conflito nenhum. O que tem todos os dias é o rebanho bovino dele sendo atirado”, diz, também referindo-se a outros episódios de violência que ele atribui aos sem-terra. O advogado pediu que as perguntas da reportagem fossem enviadas por escrito, mas não houve resposta às questões até a publicação. *Reportagem publicada originalmente no site da Agência Pública. Ler artigo completo
  13. A era dos produtos, marcas e negócios massificados chegou ao fim. Para continuar vendendo, é essencial conhecer o consumidor, seus hábitos de consumo e preferências. No comércio eletrônico, toda a navegação é monitorada – até o que fica esquecido no carrinho de compras. Sistemas analisam a movimentação do cliente em uma loja, que produtos pega e quais decide levar para casa. A análise das lojas físicas é ainda mais relevante, pois é onde ocorrem 75% das decisões de compra – mesmo que a aquisição de fato seja feita mais tarde, até em outro canal ou varejista. Há muitos dados disponíveis, mas analisar e compreender as informações disponíveis para tomar as melhores decisões é um desafio. “Empresas enfrentam desafios para encontrar o talento certo para transformar dados em insights. As áreas de engenharia e ciência de dados necessitam de profissionais muito qualificados, por exemplo”, afirmou à EXAME Marcello Tripodo, consultor da Bain & Company e sócio do escritório de Milão. Ele é espeta em estratégia de negócios, marketing de consumo, canais de distribuição e força de vendas e já foi executivo da Procter & Gamble e da Anheuser-Busch. Cada vez mais, consumidores buscam itens personalizados e engajam com marcas com valores próximos aos seus. A busca por personalização atinge lojas do varejo, comércio eletrônico, indústrias e campanhas de marketing. Nesse cenário, algumas empresas de consumo com marcas tradicionais perdem espaço. É o caso da Kraft Heinz, aposta bilionária do grupo 3G que perdeu relevância no mercado de consumo e 30% em valor de mercado este ano. A AB Inbev também enfrenta cervejarias artesanais e comprou muitas marcas menores nos últimos anos, como a mineira Wäls e a paulistana Colorado. As cervejas artesanais respondem por 10% do volume total no Brasil, o triplo de dez anos atrás. Para Tripodo, a análise correta dos dados pode ser o diferencial entre a vida e a morte das empresas. “Ainda estamos nos estágios iniciais do big data, mas essa nova revolução não vai levar 15 anos para acontecer e as empresas precisam se adaptar rapidamente”, afirmou. Confira abaixo a entrevista completa. Veja tambémNEGÓCIOSO plano do Magazine Luiza para ir além do varejo4 jul 2019 - 08h07 EXAME – Parece mais fácil coletar dados em uma loja ou empresa online, mas não em uma loja física. Quais são as possibilidades nesse segundo grupo? Marcello Tripodo – A maioria das empresas de bens de consumo já está coletando muitos dados dentro das lojas físicas. Isso geralmente é feito por meio de suas equipes de vendas, usando uma solução portátil ou móvel. As soluções tecnológicas melhoraram significativamente nos últimos anos e empresas como a Trax (provedor de análises) ou a Planorama (empresa de reconhecimento de imagem para o varejo) estão usando softwares de reconhecimento de imagem para facilitar o processo. Por outro lado, a maioria das empresas não está necessariamente coletando os dados certos para basear corretamente as decisões mais importantes que precisa tomar. Dessa forma, acaba não se concentrando nas poucas alavancas de vendas que realmente fazem a diferença. Ao coletar dados como mapas de calor ou imagens da movimentação nas lojas para detectar padrões de consumo, como a empresa protege a privacidade dos consumidores? E os clientes sabem que a loja, online ou física, está coletando dados sobre eles? Muitas informações que as empresas de bens de consumo estão coletando atualmente estão relacionadas principalmente às condições de armazenamento e não ao comportamento individual dos compradores. No entanto, temos percebido na Bain & Company que há uma tendência de aumentar a interação direta com o consumidor final. Por exemplo, várias empresas no Brasil já estão experimentando promoções personalizadas que são recebidas pelo cliente enquanto ele faz compras em um ponto de venda específico. Nesses casos, os consumidores estão cientes da interação e precisam concordar em receber ofertas e mensagens personalizadas por aplicativos de celular. De que maneiras a indústria pode adquirir e analisar dados, pois ela não tem acesso fácil ao consumidor final, como o varejo? Quais são as novas opções? A adoção de ferramentas digitais e programas de fidelidade facilitou o engajamento direto das empresas de bens de consumo com os consumidores finais. No entanto, ainda estamos no estágio inicial dessa tendência em direção a uma interação mais perfeita de marcas e consumidores. O senhor trabalhou em duas grandes indústrias de bens de consumo, a P&G e a AB Inbev. Como eles estão se adaptando a essa nova realidade? Grandes empresas de bens de consumo em todo o mundo reconheceram o poder dos dados na tomada de melhores decisões. Nós vemos muitas delas seguindo uma abordagem de teste e aprendizado. O que temos notado nos trabalhos desenvolvidos pela Bain é que elas estão enfrentando desafios para encontrar o talento certo para transformar dados em insights e desenvolver os recursos necessários internamente. Bons exemplos são as áreas de engenharia e ciência de dados, que necessitam de profissionais muito qualificados. Vimos grandes companhias de marcas bem estabelecidas, como Kraft Heinz e AB Inbev, lutando com novos concorrentes, empresas menores e mais inovadoras. Essas indústrias perderão relevância? Como podem evitar esse caminho? Vemos marcas de grande porte perdendo participação para pequenas marcas insurgentes em praticamente todos os mercados de bens de consumo de rápida movimentação (FMCG). Isso ocorre em todo o mundo e o Brasil não é exceção. Várias barreiras de entrada tradicionais não protegem mais as grandes marcas estabelecidas. A mídia digital facilitou – e de forma relativamente barata – a criação de uma conscientização por meio de campanhas direcionadas de mídia. A proliferação de canais (por exemplo, crescimento do atacarejo, formatos de lojas de vizinhança, canais online) abriu novos caminhos de crescimento para os entrantes. O excesso de capacidade existente no lado da fabricação levou a modelos de fabricação de ativos leves (por exemplo, co-manufatura) que as pequenas marcas estão alavancando. Além disso, os consumidores mais jovens estão procurando cada vez mais uma proposta de valor “certa para mim”, que eles encontram em marcas menores com um propósito claro. É um problema de uma ou outra marca ou trata-se de um problema de modelo de negócios, voltado a grandes marcas? Grandes marcas continuam tendo uma grande vantagem para alavancar sua escala e ganhar dentro das lojas. É onde mais de dois terços de todas as decisões de compra são tomadas. O programa certo para fazer isso é o que nós da Bain & Company chamamos de Execução de Vendas Perfeita (PSE, em inglês), que é um programa transformacional projetado para aumentar a categoria e acelerar as vendas, melhorando sistematicamente a qualidade da execução nas lojas por parte das marcas. Na era digital, o programa incorpora soluções analíticas e digitais avançadas para ajudar os líderes do mercado de bens de consumo a alavancar o poder das vendas direcionadas por dados. Neste novo cenário, no qual os dados levam a grandes mudanças, quais empresas vão morrer ao longo do caminho? Quais vão prosperar? Tudo se resume a tornar-se verdadeiramente centrado no cliente e agir rapidamente no mercado. Isso requer insights profundos oriundos dos compradores, clareza sobre a importância relativa dos drivers de vendas e uma nova maneira de trabalhar. No centro de tudo isso está o melhor uso e a correta coleta de dados. Empresas que conseguirem desenvolver essas capacidades internas, atrair os talentos certos e mudar sua cultura, provavelmente estarão entre os futuros vencedores. Ler artigo completo
  14. Quando Kurt Glaubitz comprou um automóvel britânico antigo, não foi por suas curvas arrebatadoras ou pela aparência da carroceria. Apesar do snorkel fino (para atravessar rios) e das linhas quadradas, seu Land Rover Defender de 1992 se encaixa perfeitamente na última onda de carros que estão sendo comprados por uma nova geração de colecionadores. Membro da Geração X, com 54 anos, Glaubitz faz parte dessa tendência, mesmo sem querer. “Comprei o carro como um projeto que poderia fazer com meu filho”, contou ele. Quando era adolescente, restaurou um sedan Rover com seu pai. “Minha lembrança favorita do meu pai é trabalhando ao lado dele debaixo do capô do carro.” Apesar dessa motivação, no entanto, Glaubitz, que vive em Mill Valley, na Califórnia, e trabalha em relações públicas internacionais para a Chevron, está bem consciente do potencial de investimento do seu carro. Totalmente restaurados, os Defenders podem chegar a preços que se aproximam dos seis dígitos e às vezes os excedem, disse Glaubitz, que em janeiro pagou US$ 18 mil pelo seu exemplar com o volante no lado direito e que já passou por três proprietários. De fato, no fim deste ano, a Land Rover-Jaguar planeja oferecer uma edição limitada de luxo pelo 70º aniversário do Defender para venda na Europa, com preços a partir de 150.000 libras (pouco menos de US$ 200.000). “O Defender e seu design icônico foram, e continuarão a ser, um marco em nosso portfólio. Veículos muito amados como esses sempre tiveram nichos entre os colecionadores; o interesse por eles simplesmente cresceu nos últimos anos”, disse Nathan Hoyt, gerente de relações públicas da Land Rover para os Estados Unidos. À medida que as gerações mais jovens acumulam riqueza suficiente para colecionar, esse interesse vai se renovando, tanto na idade dos participantes quanto nos objetos de desejo. “O que estamos realmente vendo é uma progressão em nosso hobby. É um novo grupo de pessoas interessadas em uma nova geração de carros”, disse Terry McGean, editor-chefe da “Hemmings Motor News”. A grossa revista mensal vem repleta de centenas de anúncios de veículos antigos. Esses carros que recentemente viraram objeto de desejo incluem espécimes que os colecionadores mais sérios não teriam detectado alguns anos atrás – modelos dos anos 90 como o Defender de Glaubitz e máquinas japonesas esportivas como o Supra da Toyota e o NSX da Honda. A noção de que um carro colecionável deve ser construído a mão em pequenos volumes já não carrega o peso que teve no passado, disse McGean. “A geração mais jovem nem sequer pensa em carros feitos a mão”, disse ele. Um Supra de 94 com pouca quilometragem foi vendido por mais de US$ 100.000 em um leilão no início deste ano; quando eram novos, milhares desses carros foram vendidos por US$ 35.000 a US$ 40.000. Kurt Glaubitz trabalha em sua Land Rover Defender com seu filho ColeThe New York Times Em uma seção intitulada “A Nova Geração”, Hemmings, em maio, dedicou 16 páginas a carros dos anos 80, 90 e 2000. “Para alguns de nós, são carros usados, enquanto para outros é a base dos sonhos de infância”, disse a revista. A publicação descreveu os carros, que incluíam modelos norte-americanos, europeus e japoneses, como “um segmento crescente do mundo dos colecionadores de carros”. Dois anos atrás, Michael Caimano, espeta em carros antigos da casa de leilões Bonhams, de Nova York, realizou a venda de uma McClaren F1 de 1995. Ele disse que o veículo foi para um comprador da Geração X por US$ 15,6 milhões, supostamente um recorde para colecionadores de carros pós-1970 vendidos em leilão. A transação oferece uma demonstração gráfica da crescente influência dos compradores mais jovens, disse Caimano, de 32 anos. “Cerca de metade das nossas vendas são para essa geração. Eles alcançaram uma posição na vida que os coloca nos principais anos da construção de coleções.” Ao mesmo tempo, ele acrescentou que “a geração de millennials está começando a experimentar essas aquisições, especialmente os colecionáveis de nível médio na faixa de US$ 50.000 a US$ 200.000”. Indiscutivelmente, o mergulho mais profundo nas tendências que estão varrendo o colecionamento e o investimento em carros vem da Hagerty, uma empresa em Traverse City, no Michigan, especializada no seguro de veículos de colecionadores. Usando seus dados de apólices, a empresa examinou mais de 18.000 transações entre 2016 e 2018, nas quais os carros mudaram de mãos de compradores mais antigos para mais jovens. Se alguém imaginasse que eram os baby boomers (nascidos entre 1946 e 1964) comprando de uma geração mais velha, estaria enganado. Ecoando a experiência de Caimano, os membros da Geração X (1965-81), como Glaubitz, eram o maior grupo de compradores, respondendo por mais de 23% das transações. O apelo dos carros dos anos 80 e 90 para a Geração X e os millenials resultou em um “enorme aumento de valores para os clássicos modernos”, disse o estudo. Mas também foi observado um interesse crescente entre os compradores de gerações mais jovens em colecionáveis mais tradicionais. Dois terços das pessoas que compram o Austin-Healey 100s, um carro esportivo clássico dos anos 1950, eram mais novos que os vendedores do veículo. Os compradores mais jovens também foram responsáveis pela maioria das vendas do Cadillac Eldorado da década de 1970. Kurt Glaubitz com sua Land Rover DefenderDivulgação “No mundo dos veículos clássicos, 2018 será lembrado como o ano em que os amantes mais jovens de carros tomaram o volante das gerações mais antigas”, disse Hagerty. O estudo prevê que a geração dos millenials (1982-2000) “se tornará o maior grupo de compradores do hobby dentro de cinco anos”. Para McKeel Hagerty, de 51 anos, dono da empresa, as descobertas soaram como uma nota esperançosa contra previsões frequentemente sombrias de declínio do interesse geracional por carros. “Você ouve muita gente pressupondo que os mais jovens não gostam de carros. Nossos dados sugerem que eles se importam. Os veículos são diferentes, e os mais jovens estão interessados em usá-los de maneiras diferentes, mas os carros ainda representam liberdade e diversão. Vemos um longo caminho pela frente”, disse Hagerty. Uma pesquisa separada, encomendada pela Hagerty, com mil motoristas selecionados aleatoriamente no ano passado, pareceu reforçar essa visão. Embora abertos à convivência com carros autônomos, mais de 80% dos entrevistados concordaram que “sempre vão querer a opção de dirigir um carro eles mesmos”. Uma maioria similar descreveu dirigir como “uma parte importante da cultura norte-americana”. Tanto Hagerty quanto McGean, da Hemmings, reconhecem as restrições impostas pela geografia e finanças às escolhas dos compradores – qualquer que seja a idade. As alegrias de pilotar um roadster vintage ao longo de uma estrada costeira sinuosa no norte da Califórnia podem se deteriorar rapidamente nas artérias entupidas de Manhattan. E os próprios dados de Hagerty sugerem que os compradores nascidos entre 1920 e 1945 ainda dominam as compras de carros de US$ 1 milhão ou mais. “Nem mesmo as pessoas moderadamente ricas podem comprar uma Ferrari GTO”, disse McGean, referindo-se ao automóvel mais caro do mundo. (Há dois anos, um exemplar de 1963 do carro foi comprado por um valor recorde de US$ 70 milhões pelo fundador da WeatherTech, David MacNeil, um boomer mais jovem.) Colecionadores mais jovens estão buscando caminhos de diversão mais inclusivos – e não convencionais – com seus veículos, disseram McGean e Hagerty. Eventos “RADwood”, por exemplo, são autointituladas celebrações dos “estilos de vida automotivos” dos anos 80 e 90. Abertas a carros, caminhões e motocicletas daquelas décadas, tocam músicas da época e os participantes-donos se vestem de acordo com o período. (Pense em “Miami Vice” ou talvez uma jaqueta com a imagem de uma bola de bilhar.) Haverá shows RADwood nos Estados Unidos durante todo este ano; pela primeira vez, um dos eventos se realizará durante a famosa e exclusiva Semana de Carros em Carmel, na Califórnia, em agosto. Outro evento não tradicional, o Luftgekuhlt (“refrigerado a ar”), reuniu centenas de proprietários de Porsches em Hollywood em maio. Chamado de “o melhor lugar para os entusiastas de automóveis” pela revista “Autoweek”, o programa incluiu exposições de arte, apresentações musicais e Porsches de corrida e de rua de todos os anos e em condições que variam de primeira classe a calhambeques. Muitos dos carros foram exibidos nos sets de filmagem da Universal Studios. “É realmente mais um encontro do que um show de carros”, disse Hagerty. Para Glaubitz, um encontro de Defenders significa tempo de qualidade com seu filho de 16 anos, Cole. Em um domingo recente, pai e filho estavam em uma calçada ao lado de uma colina, enquanto o motor turbo-diesel do veículo zumbia tranquilamente. Além de consertar um compartimento de bateria enferrujado, trocar um motor de partida e mexer nas luzes de rali do carro, a dupla recentemente levou o veículo para uma viagem de ida e volta de 645 quilômetros a Lake Tahoe. Agora Cole estava lixando um peitoril traseiro enferrujado. O que seus colegas da Tamalpais High School achavam do Defender? Ele sorriu. “Minha namorada acha muito legal”, respondeu. Ler artigo completo
  15. São Paulo – O LAIOB Experience abriu inscrições para seleção de bolsas de estudo para cursos de duas semanas na Universidade de Akron nos Estados Unidos em fevereiro de 2020. Há oportunidades para cursos de management, marketing, sales management & negotiation e innovative project management. Para cada curso, serão oferecidas uma bolsa integral, duas de 70% e também bolsas limitadas de 50% e 30%. A carga horária dos cursos é de 64 horas, sendo que 32 horas são para aulas de business e english e business communication. Podem se candidatar para as bolsas de estudos, graduados e formandos maiores de 18 anos, com inglês avançado. A experiência profissional e a formação acadêmica serão alguns dos pontos de avaliação do processo seletivo. Os candidatos terão que preencher também um questionário com perguntas motivacionais e os finalistas serão chamados para fazer entrevistas. Quesitos socioeconômicos não serão avaliados. As inscrições são feitas pela internet pelo site do LAIOB e serão recebidas até o dia 25 de agosto. A etapa de entrevistas está prevista para ser realizada entre os dias 26 de agosto e 13 de setembro. O resultado será publicado no site do LAIOB no dia 16 de setembro. Veja tambémCARREIRA - VOCÊ S/AAs 25 melhores bolsas de estudo com inscrições abertas em julho e agosto9 jul 2019 - 06h07 Segundo o LAIOB, as bolsas integrais contemplam : Translado do aeroporto de Cleveland Hopkins (CLE) para a University of Akron – Akron, OHIO – EUA, em horário definido para o grupo(ida e volta). Aulas de segunda a quinta (2 semanas de programa). Management, marketing, sales management & negotiation e innovative project management na parte da tarde (4 horas/aula por dia). Business english e business communication na parte da manhã (4 horas/aula por dia). Visita às empresas da região na sexta-feira. Fins de semana livres para passeios. Café da manhã (durante todo o programa). Almoço nos refeitórios da universidade (durante os dias do curso). Acomodação dupla (hotel e/ou dormitório da faculdade – período de 12 noites). Jantar de formatura e entrega de certificados no final do curso. Ler artigo completo
  16. São Paulo — O Itaú Unibanco rebateu nesta sexta-feira (19) afirmações de que fez doações ao PT para obter favores em troca. Em nota, o banco afirmou que “repudia veementemente qualquer tentativa de vincular doações eleitorais realizadas de forma lícita e transparente a condutas antiéticas para atender a eventuais interesses da organização”. Veja tambémECONOMIANota de risco de Angola foi rebaixada para garantir propina, diz Palocci3 jul 2019 - 11h07BRASILPalocci diz que MDB recebeu propina da J&F para apoiar Dilma28 jun 2019 - 08h06 Mais cedo, o jornal O Globo publicou que o ex-ministro Antonio Palocci disse em acordo de delação premiada que alguns dos maiores bancos do país, incluindo o Itaú, doaram um total de 50 milhões de reais para campanhas eleitorais do PT em troca de favorecimento nos governos dos ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Segundo o Itaú, nas eleições presidenciais de 2006, 2010 e 2014, todos os valores doados pelo banco aos candidatos que lideravam as pesquisas de opinião foram rigorosamente iguais, além de muito semelhantes nos três anos. Ler artigo completo
  17. O pesquisador Gilberto Orivaldo Chierice, conhecido por ter desenvolvido a fosfoetanolamina sintética, droga buscada por seus supostos efeitos contra o câncer, morreu aos 75 anos, nesta sexta-feira (19), em um hospital de São José do Rio Preto, interior de São Paulo. Chierice, que era professor aposentado do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP), campus daquela cidade, estava internado no Hospital Instituto de Moléstias Cardiovasculares. A causa da morte não foi divulgada. O sepultamento será na manhã deste sábado (20), no Cemitério Nossa Senhora do Carmo, em Rio Preto. Ele fabricou e distribuiu durante 20 anos a fosfoetanolamina, conhecida como “pílula do câncer”, em seu laboratório no Instituto de Química de São Carlos. Sem testes clínicos que comprovassem sua eficácia, a droga, sintetizada a partir da monoetanolamina e ácido fosfórico, ganhou fama como eficaz contra vários tipos de câncer. Veja tambémBRASILPor que a Anvisa não libera pílula que promete curar câncer?27 out 2015 - 11h10TECNOLOGIA6 respostas sobre a pílula que promete curar o câncer27 out 2015 - 11h10 Ele chegou a distribuir 50 mil cápsulas por mês, até que, em 2016, notificada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a USP suspendeu a produção e distribuição das cápsulas. A medida desencadeou uma corrida de pacientes e familiares à Justiça, obtendo liminares para que o fornecimento da fosfoetanolamina fosse continuado. Em abril daquele ano, a então presidente Dilma Rousseff (PT) chegou a sancionar uma lei para que a medicação fosse fornecida para pacientes com tumores malignos. Em maio do mesmo ano, por 6 votos a 4, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a lei e as decisões judiciais que obrigavam o governo a fornecer a substância. Na época, o governo paulista havia autorizado uma pesquisa clínica para para testar a eficácia da “pílula do câncer”. Meses depois, o Instituto do Câncer suspendeu os trabalhos porque a substância não apresentou resultados significativos. A suspensão dos testes foi bastante criticada por grupos criados em redes sociais que defendiam a eficácia da fosfoetanolamina. Uma das alegações foi a de que a substância usada nos testes não era a mesma desenvolvida pelo professor Chierice. Desde então, o laboratório da USP não voltou a produzir a ‘pílula do câncer’. A morte do pesquisador, que deixou esposa, filhos e netos, foi lamentada pelo grupo Fosfoetanolamina, em sua fanpage no Facebook. “Lamentamos a perda deste grande homem que durante mais de 25 anos levou esperança e cura a centenas de pacientes oncológicos. Seremos sempre gratos pelo trabalho excepcional, e pela pessoa maravilhosa que foi. A simplicidade e enorme coração jamais serão esquecidos por aqueles que conhecem a verdade. O Brasil perde um grande cientista”, diz o texto. Ler artigo completo
  18. Yesterday
  19. São Paulo – Cada vez mais empresas brasileiras estão apostando nos avanços da Internet das Coisas para intensificarem seus negócios. Principalmente no setor varejista. Um exemplo recente veio com a marca de cervejas Skol. Em parceria com duas empresas brasileiras, a marca cervejeira quer usar a tecnologia a seu favor. Chamada de SOS Skol, a campanha, criada em parceria com o aplicativo Zé Delivery e a empresa Pontomobi, se baseia em um botão físico que, ao ser pressionado realiza um pedido para que o serviço de delivery realize a entrega da bebida na casa do cliente. A novidade estará disponível para os usuários do aplicativo que mais solicitam a entrega da bebida em seus pedidos. Feito de forma automática, o processo acaba com a necessidade de usar um aplicativo, por exemplo. É uma ideia interessante, mas que vale mais para fins publicitários – como parece ser o caso – do que para o uso no dia a dia. Em 2015, a Amazon criou um dispositivo semelhante. Chamado de Dash e com tamanho próximo de um pendrive, a bugiganga permitia aos consumidores solicitarem a compra e a entrega de alguns produtos de alimentação e de higiene pessoal em suas residências, como café ou pasta de dente. O projeto da Amazon foi encerrado em março deste ano pela varejista americana. A justificativa? Um smartphone era mais do que o suficiente para atender bem aos seus clientes, na avaliação da empresa. De acordo com dados do BNDES, aplicativos e soluções baseadas na tecnologia têm estimativa de movimentar 132 bilhões de dólares na economia brasileira em 2025. Um outro estudo, produzido pela consultoria britânica Juniper Research, afirma que as receitas geradas por plataformas de varejo com a tecnologia devem superar 4,3 bilhões de dólares até 2023. Em 2018, a cifra movimentava no segmento foi de 890 milhões de dólares. Para as empresas, o investimento é uma oportunidade de alavancar os negócios. No ano passado, um estudo realizado pela Marsh apontou que 65% das empresas enxergavam na Internet das Coisas a oportunidade de crescerem se negócios em um período entre três até cinco anos. Ler artigo completo
  20. Moscou – O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que “simpatizava” com Donald Trump antes das eleições presidenciais norte-americanas de 2016, que levaram Trump ao poder, por conta de seu desejo de restaurar relações normais com a Rússia. Em uma entrevista ao cineasta norte-americano Oliver Stone datada de 19 de junho e publicada no website do Kremlin na sexta-feira, Putin também disse que supostos hackers russos não conseguiriam influenciar o resultado da votação. O presidente russo reiterou que não interferiu e não interferiria nas eleições dos Estados Unidos. Os laços entre Moscou e Washington há muito foram estremecidos por descobertas de agências de Inteligência e Segurança dos Estados Unidos – mas negadas pelo Kremlin – de que a Rússia teria tentado influenciar os resultados das eleições presidenciais de 2016 para aumentar as chances de Trump de conquistar a Casa Branca. Veja tambémMUNDOTrump pede ironicamente que Putin não interfira nas eleições americanas28 jun 2019 - 09h06MUNDOPutin diz que Rússia e EUA precisam “virar a página e seguir em frente”29 jun 2019 - 13h06MUNDOTrump sugeriu a Putin intensificar diálogo mútuo30 jun 2019 - 10h06 As agências norte-americanas dizem que a Rússia se utilizou da desinformação e de outras táticas para apoiar a campanha de Trump em 2016. Putin nega a acusação. “E o que quer seja que nossos blogueiros – eu não sei quem trabalha lá na Internet – haviam expressado seus pontos de vista sobre a situação nos Estados Unidos desta ou daquela maneira, isso não pode ter desempenhado um papel decisivo. Isso não faz sentido”, disse Putin. “Mas nós já simpatizávamos com ele (Trump), por que ele disse que queria restaurar as relações com a Rússia. O que seria mal nisso? E claro, não poderíamos receber mal essa posição”. Ler artigo completo
  21. Washington — Autoridades dos Estados Unidos, incluindo o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, e o conselheiro econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, terão uma reunião na segunda-feira na Casa Branca com executivos de software e semicondutores para discutir a proibição americana à Huawei, disseram na sexta-feira duas fontes a par do assunto. Os Estados Unidos colocaram a Huawei na chamada lista de entidades do Departamento de Comércio, em maio, devido a receios com a segurança nacional. Peças e componentes dos EUA geralmente não podem ser vendidos para quem está na lista sem licenças especiais. Mas o presidente dos EUA, Donald Trump, que está tentando reavivar as negociações comerciais com a China, anunciou no final do mês passado que as empresas norte-americanas teriam permissão para vender produtos para a Huawei. A Casa Branca não comentou imediatamente a reunião. Uma das fontes disse que as empresas convidadas incluem as fabricantes de chips Intel, Micron, Qualcomm e Broadcom. A Microsoft também foi convidada. Intel e Qualcomm se recusaram a comentar. Os EUA podem aprovar licenças para que as empresas reiniciem novas vendas para a Huawei em apenas duas semanas, disse uma autoridade sênior dos EUA na semana passada. Ler artigo completo
  22. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, superará no próximo sábado o pai fundador de Israel, David Ben Gurion, no recorde de longevidade à frente do país. Aos 69 anos, Benjamin Netanyahu, terá ocupado no sábado o cargo de primeiro-ministro durante 4.876 dias, mais de 13 anos, segundo um cálculo do centro de reflexão Israel Democracy Institute (IDI). Ben Gurion, líder do partido sota Mapai que proclamou a independência de Israel em 1948, foi o primeiro-ministro até 1954 e novamente de 1955 a 1963. Avaliado por sucessos diplomáticos e econômicos, Netanyahu é igualmente acusado de dividir o país com suas políticas de direita e populistas. Foi chefe do governo entre 1996 e 1999, novamente desde 2009. Após a última vitória nas eleições legislativas em abril, fracassou na formação de uma coalizão governamental e decidiu convocar novas eleições, que serão celebradas em 17 de setembro. Pouco depois, em outubro, está prevista uma audiência na qual poderá ser acusado por corrupção. Seus muitos apoiadores consideram que ele desempenha um bom governo, com uma série de avanços diplomáticos e crescimento econômico. Veja tambémMUNDOA difícil paz entre Israel e Palestina, 30 anos depois do primeiro passo24 jun 2019 - 11h06MUNDOPremier de Israel inaugura colônia que homenageia Trump16 jun 2019 - 17h06 Seus críticos estimam que Netanyahu demonizou seus opositores políticos e a minoria árabe de Israel com seu populismo, além de muitas vezes ter colocado suas ambições pessoais à frente do interesse nacional. Desde o fracasso da última serie de negociações com a direção palestina em 2014, Netanyahu buscou, e conseguiu em parte, marginalizar a questão da ocupação israelense dos territórios palestinos. Neste sentido foi apoiado pelo governo de Donald Trump, que orientou a política de Washington a favor de Israel. Também forjou alianças e reforçou laços com os Estados árabes do Golfo, com quem compartilha hostilidades contra o Irã. Ler artigo completo
  23. Presidentes dos Tribunais de Justiça dos Estados assinaram, nesta sexta-feira (19), uma carta em que expressam apoio a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) relativas à “intimidade e o sigilo de dados bancários, fiscais e telefônicos” nas investigações criminais. O documento é resultado de um encontro ocorrido em Cuiabá (MT), que reuniu 21 representantes dos 27 tribunais de Justiça e o presidente da Suprema Corte, ministro Dias Toffoli. No início da semana, Toffoli suspendeu processos em que houve compartilhamento de dados detalhados do contribuinte pelos órgãos de controle sem autorização judicial prévia. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o ministro afirmou que estão sendo feitas “devassas” na vida das pessoas sem que haja supervisão do Judiciário. “Isso é um Estado fascista. Vira investigações de gaveta que ninguém sabe se existem ou não existem”, disse. A carta, que reúne também outros assuntos, dispõe sobre o apoio às decisões do STF, “proferidas em processos de temas sensíveis e relevantes para o fortalecimento da democracia brasileira e com vistas ao respeito dos direitos fundamentais dos cidadãos, particularmente os relacionados com a intimidade e o sigilo de dados bancários, fiscais e telefônicos no âmbito das investigações criminais”. Veja tambémBRASILBolsonaro diz concordar com decisão de Toffoli sobre Coaf19 jul 2019 - 16h07BRASILDecisão de Toffoli pode travar 6 mil inquéritos contra facções e tráfico19 jul 2019 - 12h07BRASILHouve uma sede de poder dos órgãos de controle, diz Toffoli19 jul 2019 - 11h07 Enquanto integrantes do Ministério Público reclamam que a suspensão dos processos compromete o andamento de investigações no Brasil, membros do Poder Judiciário entendem que o “escanteamento” de juízes em processos que envolvem dados fiscais e bancários do cidadão é um problema no sistema investigatório. O argumento é de que o compartilhamento de números detalhados invade a privacidade do contribuinte, e dessa forma, precisa passar pelo crivo do Judiciário. Segundo apurou o Broadcast/Estado, durante o encontro nesta sexta, presidentes de tribunais falaram sobre a importância de a magistratura se unir no atual momento, e comentaram sofrer com ataques assim como a Suprema Corte. Em março, Toffoli abriu um inquérito para apurar notícias falsas, ameaças e ataques contra o STF. A decisão, assim como a assinada nesta semana, foi alvo de críticas. Ler artigo completo
  24. São Paulo — A DJ Raquel Pacheco, que ficou conhecida como a garota de programa Bruna Surfistinha, e a atriz Deborah Secco, que a interpretou em um filme, criticaram o presidente Jair Bolsonaro pelos comentários feitos por ele nesta quinta (18). Ao falar da transferência da Ancine do Rio para Brasília, Bolsonaro afirmou que filmes como o que retratou parte da vida de Pacheco não deveriam contar com recursos da agência. Veja tambémBRASIL“Se não puder ter filtro, nós extinguiremos a Ancine”, diz Bolsonaro19 jul 2019 - 15h07BRASILBolsonaro critica dinheiro público em filmes como Bruna Surfistinha18 jul 2019 - 19h07 “Agora há pouco, o Osmar Terra e eu fomos para um canto e nos acertamos. Não posso admitir que, com dinheiro público, se façam filmes como o da Bruna Surfistinha. Não dá. Ele apresentou propostas sobre a Ancine, para trazer para Brasília. Não somos contra essa ou aquela opção, mas o ativismo não podemos permitir em respeito às famílias, uma coisa que mudou com a chegada do governo”, disse o presidente no evento que comemorou seus 200 dias de governo. Pelo Twitter, Pacheco respondeu dizendo que o presidente tem problemas maiores que o filme da vida dela para se preocupar. “Sobre mais uma infeliz declaração do Bolsonaro, digo que antes de ele fazer juízo de valor sobre os outros, deveria cuidar da moral da própria família e do nosso país. Ele está cuidando demais do que não precisa e fazendo pouco do que é realmente necessário para termos um país melhor”, declarou. Sobre mais uma infeliz declaração do Bolsonaro,digo que antes dele fazer juízo de valor sobre os outros, deveria cuidar da moral da própria família e do nosso país.Ele está cuidando demais do que não precisa e fazendo pouco do que é realmente necessário pra termos um país melhor. — Bruna Surfistinha (@BSurfistinha) July 19, 2019 Já Deborah Secco, que ficou marcada por ter interpretado Bruna no filme lançado em 2011, respondeu em um áudio fornecido por sua assessoria de imprensa, segundo VEJA. Nele, a atriz afirmou ter ficado chateada com o comentário e defendeu o longa, dizendo que foi uma oportunidade de debater uma parte da realidade das mulheres do país. “Fiquei muito triste e um pouco chocada de o filme ter sido colocado nesse lugar. Temos que falar sobre tudo para que, através da arte, possamos debater sobre a realidade. Não podemos nos calar vendo tudo isso”, declarou. “A história retrata uma história real, não só da Bruna, mas de outras mulheres que se encontram nessa situação. Queria muito que nenhuma mulher tivesse que se vender para sobreviver, mas essa não é a realidade nosso país”, acrescentou. Bolsonaro não assistiu ao filme Nesta sexta (19), o presidente afirmou que não assistiu a Bruna Surfistinha. “Eu não, pô. Vou perder tempo com Bruna surfistinha? Tô com 64 anos de idade. Se bem que, tenho uma filha de oito anos, sem aditivos”, disse em tom de brincadeira durante coletiva de imprensa. Pouco antes, ele voltou a considerar a possibilidade de extinguir a Ancine, caso a agência pública não se adapte às regras impostas pela atual gestão. “Dinheiro público não vai ser usado para fazer filme pornográfico e ponto final. Acho que ninguém pode concordar com isso. A Ancine acho que é no Leblon (bairro do Rio de Janeiro)? Virão para Brasília. Aquelas noites badaladas, muita festa, vão fazer em Brasília essa festa. Estamos estudando a possibilidade, tem que ser lei, de voltar a ser agência ou quem sabe extingui-la. Deixa para a iniciativa privada fazer filme”, afirmou. Ontem, o ministro da Cidadania, Osmar Terra, negou a possibilidade de extinção da agência e disse que apenas a direção será transferida para a capital federal. (Com informações de Estadão Conteúdo) Ler artigo completo
  25. Nova York — Uma grande onda de calor que envolveu o Centro-Oeste dos Estados Unidos seguiu para o nordeste do país, nesta sexta-feira, provocando temperaturas que podem chegar a 38 graus Celsius em Washington, e levando empresas de energia a adotarem medidas para evitar blecautes. A enorme massa de ar quente deve recobrir a região, que abriga um terço da população dos EUA, até domingo e dar pouca trégua de madrugada, disse o meteorologista David Roth, do Centro de Previsões do Serviço Nacional do Clima. “Há 124 milhões de pessoas sob aviso de calor ou alerta de calor excessivo, isso é um terço da população”, disse Roth. Até esta sexta-feira, a onda de calor havia se espalhado do Kansas ao Oceano Atlântico e da Carolina do Norte ao Maine, e deve se intensificar no sábado e no domingo. As empresas fornecedoras de eletricidade da metade leste do país acreditam que terão recursos suficientes para atender a demanda de energia nesta sexta-feira, mas pediram aos consumidores para diminuírem seus aparelhos de ar condicionado para evitar um estresse no sistema, o que pode causar blecautes. Veja tambémMUNDOFrança revisa temperatura recorde de junho para 46º Celsius19 jul 2019 - 13h07MUNDOJunho de 2019 foi mês mais quente já registrado no planeta, dizem EUA18 jul 2019 - 16h07 “Estou muito confiante”, disse o presidente da Consolidated Edison, Tim Cawley, quando indagado em uma coletiva de imprensa se a empresa, que atende a cidade de Nova York, conseguiria reagir rapidamente a um blecaute na maior metrópole da nação. Ele disse que 4 mil empregados estão a postos para fazer plantões de 12 horas no final de semana. No sábado, partes de Manhattan ficaram sem luz durante horas, o que deixou teatros da Broadway apagados, paralisou o metrô e obrigou restaurantes e lojas a fecharem durante o blecaute parcial, atribuído a uma peça de equipamento defeituosa. Ler artigo completo
  26. Londres — O Reino Unido declarou que a captura de dois navios, um de bandeira britânica e outro de bandeira liberiana, no Estreito de Ormuz é inaceitável, e pediu por liberdade de navegação no Golfo. “Estou extremamente preocupado pela apreensão dos dois navios pelas autoridades iranianas no Estreito de Ormuz”, disse o secretário de Relações Exteriores britânico, Jeremy Hunt. “Irei em breve a uma reunião da COBR (segurança nacional) para rever o que sabemos e o que podemos fazer para rapidamente garantir a liberação das duas embarcações — um navio de bandeira britânica e um navio de bandeira liberiana”, afirmou. “Essas capturas são inaceitáveis. É essencial que a liberdade de navegação seja mantida e que todos os navios possam se mover segura e livremente na região”, acrescentou Hunt. Hunt disse ainda que o embaixador do Reino Unido em Teerã está em contato com o Ministério das Relações Exteriores do Irã para resolver a situação, e que os britânicos estão trabalhando de perto com parceiros internacionais. Ler artigo completo
  27. A BlackRock, a maior administradora de ativos do mundo, recebeu menos dinheiro no último trimestre, com investidores entrando em fundos de títulos de menor custo, e ganhou menos dinheiro com empréstimo de ações. A empresa, administradora de 6,8 trilhões de dólares em ativos, divulgou resultados abaixo das estimativas dos analistas para vendas trimestrais e lucros nesta sexta-feira, apesar de atrair 151 bilhões de dólares em dinheiro novo, grande parte desse dinheiro mudou para fundos de renda fixa e contas usadas para armazenar dinheiro. A receita da empresa nos três meses encerrados em 30 de junho caiu 2,2%, para 3,52 bilhões de dólares em relação ao mesmo período do ano anterior, afetada também por alguns cortes nos honorários e por taxas mais baixas para atingir as metas de desempenho. O lucro líquido atribuível à BlackRock, com sede em Nova York, caiu para 1 bilhão de dólares, ou 6,41 dólares por ação, de 1,07 bilhão, ou 6,62 dólares por ação, um ano antes. A empresa citou despesas relacionadas a aquisições recentes e uma taxa de imposto efetiva mais alta. Os analistas esperavam um lucro de 6,50 dólares por ação, segundo dados do IBES da Refinitiv. As despesas totais aumentaram quase 4%, para 2,25 bilhões de dólares. Ler artigo completo
  28. São Paulo — O sistema elétrico do Brasil pode estar atravessando o que seria um “novo período crítico” para a produção das hidrelétricas, principal fonte de geração do país, com os reservatórios das usinas mostrando tantas dificuldades para se recuperar quanto nos piores anos já registrados até então, de 1948 a 1955. A avaliação consta de estudo do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e levanta dúvidas sobre os eventuais efeitos da mudança climática global sobre a indústria de energia do Brasil, que por décadas baseou-se principalmente na geração hídrica. As hidrelétricas representam mais de 60% da capacidade instalada em energia do Brasil, um percentual que chegou a ser bem maior, de cerca de 80% até o final dos anos 90, a partir de quando o país passou a investir mais em termelétricas e depois em novas fontes renováveis, como usinas eólicas e solares. “Desde 2012 para cá, tivemos uma redução muito forte nas precipitações na região Nordeste, e de 2013, 2014 para cá, também se deu isso no Sudeste/Centro-Oeste… então essa é uma provocação que estamos lançando”, disse à Reuters o diretor-geral do ONS, Luiz Eduardo Barata. A conclusão preliminar do órgão do setor de energia leva em conta o fato de que os reservatórios hidrelétricos não conseguiram recuperar seus níveis desde meados de 2012. “Tudo indica que o sistema interligado nacional (SIN) estaria em um novo período crítico face ao longo horizonte de meses (79) a partir do qual saiu do armazenamento máximo e não houve mais reenchimento pleno”, apontou o ONS no chamado Plano da Operação Energética 2019-2023 (PEN), divulgado nesta semana. Entre as décadas de 40 e 50, o sistema ficou 89 meses sem atingir essa recuperação. O diretor-geral do ONS disse que ainda é preciso maior interação com meteorologistas para entender o cenário, destacando também a dificuldade de se tirar conclusões sobre as repercussões futuras do atual momento de crise hidrológica. “Há uma dúvida nesse ponto também sobre se teríamos um período crítico e depois voltamos para a média ou se isso é fruto de mudanças climáticas… se essa é a nova média de longo prazo (MLT), o novo normal. Pode acontecer”, afirmou Barata. Ele destacou que, apesar disso, o ONS não enxerga qualquer risco de desabastecimento ou necessidade de racionamento de energia no horizonte de seu estudo, até 2023. A confirmação de um novo período crítico, no entanto, geraria amplas repercussões no setor elétrico, onde diversas decisões do governo e de empresas baseiam-se em modelos computacionais que levam em conta fatores que incluem o histórico climático. Esses dados são utilizados, por exemplo, no cálculo da chamada garantia física das hidrelétricas, que é o montante de energia que cada usina pode vender no mercado, e significa na prática uma estimativa de quanto uma usina conseguiria gerar mesmo em um período crítico. “Existem algumas decisões que são tomadas, como o cálculo da garantia física, que são tomadas levando em conta o período crítico. Se houver um novo, alguns estudos terão que ser refeitos”, apontou Barata. “De fato, tudo aquilo que fazíamos considerando o período crítico 1948-1955 passaria a usar o novo período. Mas ainda não existe um movimento nesse sentido”, acrescentou ele. Questionados sobre os fatores que poderiam estar por trás do novo cenário de chuvas e armazenamento nas hidrelétricas, Barata disse que esse é um tema que ainda merecerá estudos. Por outro lado, ele destacou que o crescimento de fontes como as usinas eólicas e solares reduziu a dependência do Brasil das hidrelétricas nos últimos anos, diminuindo riscos. “A diversidade de fontes sempre é boa, mas antigamente a questão dos custos não nos permitia. Agora temos sol e vento como fontes muito mais baratas que anos atrás, então vamos ter uma matriz muito mais diversificada. Então você fica mais imune a problemas em qualquer uma delas”, acrescentou Barata. No último leilão do governo brasileiro para contratar novas usinas, em junho, projetos solares tiveram pela primeira vez na história a menor cotação entre todas fontes da licitação, aproximando-se de recordes registrados por parques eólicos e hidrelétricas no passado. Veja tambémBRASILHidrelétrica Retiro Baixo será desligada novamente por cautela, diz ONS28 jan 2019 - 11h01ECONOMIAElétricas trocam equipamento na rede de transmissão por risco de explosões1 jul 2019 - 17h07 O estudo do ONS aponta ainda que o abandono da construção de novas hidrelétricas com reservatórios desde praticamente metade da década de 90, por questões ambientais, faz com que a geração térmica seja agora mais necessária mesmo em anos com chuvas mais próximas da média. Mudança climática? Dois ex-diretores do ONS disseram à Reuters avaliar que as mudanças climáticas podem estar por trás do clima mais severo dos últimos anos, que levou a dificuldades para a geração hidrelétrica. Um deles afirmou que as médias de chuvas no longo prazo utilizadas para diversos cálculos no setor de energia não parecem mais refletir a nova realidade, como mostraria a possibilidade de um novo período crítico. “Esses últimos 10, 15 anos, têm sido muito diferentes da média de longo termo. Realmente, os anos passados eram mais pródigos… a média não reflete muito o que está acontecendo agora. Esperar que a gente volte a ter vazões como no passado é muito complicado”, afirmou um dos diretores — ambos não quiseram ser identificados. Veja tambémBRASILSenado realizará evento para cientistas que contestam aquecimento global12 jul 2019 - 14h07CIÊNCIAHá regiões na Índia onde vai ser impossível sobreviver, mostra estudo4 jul 2019 - 16h07 “Para mim, é realmente uma mudança climática que a gente tem tido. Podem dizer que isso não existe, mas a realidade está mostrando. Os fenômenos climáticos têm sido muito mais intensos, pelo menos uma parte da situação decorre disso”, acrescentou. Um segundo ex-diretor do ONS afirmou que, além dos maiores níveis de CO2 na atmosfera, questões ambientais também interferem na capacidade de recuperação dos reservatórios. “Isso tem a ver como a bacia é tratada — desmatamento, assoreamento… um fenômeno de tal latitude e tal complexidade não tem um fator específico, tem uma soma de fatores”, disse. Ler artigo completo
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