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  1. A faixa de pedestres mais icônica de Londres foi repintada nessa semana aproveitando que a cidade está parada pela pandemia do novo coronavírus. A manutenção na Abbey Road ocorreu no dia 24, um dia após o primeiro ministro Boris Johnson decretar lockdown no Reino Unido. A cena foi capturada por um fotógrafo, Leon Neal. Segundo o jornal britânico The Guardian, os trabalhadores envolvidos na reforma seguiram as medidas de prevenção contra o covid-19, que incluem distanciamento social e lavar as mãos. O cruzamento virou ponto turístico após aparecer na capa do disco Abbey Road, dos Beatles, lançado em 1969. O local virou um ícone, e não são raras recriações da foto – no último mês foi a vez de Jon Bon Jovi e o príncipe Harry. É possível inclusive acompanhar o cruzamento – agora bastante vazio – em tempo real pela internet. O disco completou 50 anos em 2019, chegando ao topo das paradas na ocasião. Ler artigo completo
  2. Em entrevista coletiva neste sábado, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que a paralisação deve ser analisada em cada cidade e Estado do País, inclusive com a possibilidade de lockdown. A única medida que ele descartou foi o fechamento total do território brasileiro. Na visão dele, esse último caso não seria positivo. O ministro evitou se comprometer ao modelo de isolamento horizontal, defendido pelas entidades da área da saúde, ou vertical, defendido pelo presidente Jair Bolsonaro nesta semana. “Não existe quarentena vertical, não existe quarentena horizontal, não existe nada disso. Existe a necessidade de arbitrar num determinado tempo qual grau de retenção que uma sociedade precisa fazer”, afirmou, referindo-se ao combate à pandemia. Veja tambémBRASILNúmero de infectados por coronavírus no Brasil chega a 3.904; 111 morreram27 mar 2020 - 16h03 Mandetta fez um apelo para que governadores e prefeitos não tomem atitudes intempestivas e defendeu que precisa haver coordenação e ação nacional. “Agora é preciso coordenar a ação nacional. Precisa sentar e organizar. Aqueles que pensarem localmente e não tiverem cabeça e visão para ver o mundo, terão dificuldades”, disse. O ministro afirmou ainda que a partir da próxima semana o sistema de saúde contará com testes rápidos e com o uso da telemedicina, para que o atendimento seja feito na casa do paciente. Mandetta informou que ficará a frente da pasta, que coordena as medidas para combate do novo coronavírus no País até que Bolsonaro permita. Ele já havia dito isso depois de o presidente comentar que a quarentena precisava ser revista. Mandetta também afirmou que a pasta de saúde irá trabalhar com o Ministério da Economia para elaboração de um plano mínimo que compatibilize saúde e economia. “O presidente está certíssimo quando fala que crise econômica vai matar as pessoas, que a fome vai matar pessoas. Tá certíssimo e somos 100% engajados para achar solução com a equipe da economia”, afirmou. O ministro afirmou que é necessário garantir que haja alimento nas comunidades e que para isso também é necessário um planejamento de logística no País. “A pessoa não consegue ficar na casa dela, a geladeira fica vazia, o estômago fica vazio. Se a gente não tiver uma logística como a pessoa vai encontrar o alimento no supermercado? Vamos colocar critérios, mas não vai ser plano do Mandetta, não vai ser plano único”, afirmou. Segundo ele, medidas estão sendo discutidas com secretários estaduais e municipais para construção de um consenso. O ministro afirmou que as restrições serão analisadas para que possam “apertar” onde a pandemia estiver piorando ou “soltar” onde as medidas foram muito restritivas. O ministro afirmou, no entanto, que não há parâmetro para aplicação de quarentena no país, já que a última vez que a medida foi aplicada foi em 1917, durante o surto de gripe espanhola. “Não é uma questão de apontar dedo para o governador A, B ou C, para o prefeito A, B ou C. Estão todos com uma arma na mão dizendo que a Organização Mundial da Saúde mandou eu fazer isso e não pensam que essa medida precisa ser muito bem elaborada”, disse. As últimas notícias da pandemia do novo coronavírus: Mapa mostra como o Brasil e o mundo estão lidando com o novo coronavírus; As fake news sobre a epidemia que estão circulando pelo mundo; Saiba quais remédios têm ibuprofeno, não recomendado contra o coronavírus; Até 57%: os 100 fundos que mais perderam com a crise do coronavírus Os cuidados que as empresas precisam ter com funcionários; Vai fazer home office por causa do coronavírus? Confira as dicas Ler artigo completo
  3. A Justiça Federal determinou, em medida cautelar publicada neste sábado (28), que a Prefeitura de Cotia devolvesse à fábrica de equipamentos médicos Magnamed os 35 ventiladores pulmonares confiscados pelo vice-prefeito e secretário de segurança pública da cidade, Almir Rodrigues, e guardas municipais na tarde de sexta-feira (27). Os respiradores, utilizados em unidades de tratamento intensivo (UTIs), são considerados peças-chave no tratamento do coronavírus covid-19. No entanto, os aparelhos apreendidos pela Prefeitura de Cotia, ainda não estavam em pleno funcionamento, podendo pôr em risco a vida de pacientes, segundo nota divulgada pela Magnamed. Veja tambémNEGÓCIOSSob pressão, fábrica de ventiladores pulmonares é invadida na Grande SP27 mar 2020 - 20h03 Em função disso, o Ministério Público Federal entrou com uma ação cautelar pedindo a devolução imediata dos respiradores para que fossem testados e certificados para que, só então, parte deles sejam destinados ao município. Pouco antes do vice-prefeito e dos guardas municipais invadirem a fábrica da Magnamed, a Prefeitura de Cotia havia conseguido, em decisão liminar, a autorização para a compra dos equipamentos. Em nota publicada em seu site, a Prefeitura de Cotia alegou que tentou “inúmeras vezes” concluir o processo de aquisição dos aparelhos, mas a empresa negava a entrega dos equipamentos em razão de um ofício do Ministério da Saúde (MS). Em 19 de março, o MS enviou um ofício à Magnamed requisitando todos os produtos de seu estoque e todos os outros produzidos nos próximos seis meses. A ideia era concentrar os pedidos para que os aparelhos fossem distribuídos de acordo com o plano nacional de combate ao coronavírus. Seis dias depois, o MS enviou um novo ofício permitindo que parte do estoque fosse entregue aos estados e municípios. “O momento atual é grave. Mas é preciso que nenhum gestor – seja prefeito, seja governador – esqueça que existe uma política nacional de enfrentamento ao covid-19”, disse Yuri Corrêa da Luz, Procurador da República autor da ação. Ler artigo completo
  4. Pelo ritmo de disseminação dos casos de covid-19, a cidade de São Paulo vai precisar de pelo menos mil leitos de UTI até o final de abril, período que se espera ser o mais agudo do espalhamento do novo coronavírus, segundo o secretário da municipal de Saúde, Edson Aparecido. A afirmação foi feita pelo secretário neste sábado, 28, no Hospital Municipal da Brasilândia, na zona norte da capital, onde devem ser oferecidos 150 leitos de UTI em 40 dias e mais 30 leitos de enfermaria para pacientes com o novo coronavírus. Segundo o prefeito Bruno Covas (PSDB), a expectativa é de um acréscimo de 725 leitos de UTI. A Prefeitura já anunciou que serão oferecidos 2 mil leitos de baixa e média complexidade no parque de exposições Anhembi e no estádio do Pacaembu, onde estão sendo construídos hospitais de campanha, e mais 100 leitos de UTI serão construídos no Hospital de M’Boi Mirim. Covas insistiu neste sábado na necessidade de a população manter o isolamento para evitar a disseminação do vírus e enfatizou que “vários estudos demonstraram quanto o isolamento se refletiu no achamento da curva da expansão da doença na cidade, reduzindo as expectativas iniciais de pessoas contaminadas e do número de mortes”. O prefeito disse que o isolamento é uma “questão humanitária, de respeito ao próximo” e que “não existe dicotomia entre saúde e economia”. Para implantar os 150 leitos de UTI e 30 de enfermaria no Hospital da Brasilândia foram gastos R$ 15 milhões em equipamentos. Segundo Aparecido, serão contratados 400 profissionais da saúde em caráter emergencial para tocar esses leitos. O secretário reafirmou que o momento mais agudo da disseminação da doença deverá ser entre final de abril e início de maio e que a cidade tem de estar com a infraestrutura preparada para atender a esse pico. Ele disse ainda que foi feito um acordo com cinco laboratórios privados para que até a próxima sexta-feira sejam oferecidos maus 600 testes diários para detectar coronavírus na cidade. A Prefeitura também aguarda o envio de testes do ministério da Saúde. Ler artigo completo
  5. A XP Investimentos alterou consideravelmente sua projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2020. A estimativa passou de crescimento de 1,8% para queda de 1,9%, com os impactos negativos do novo coronavírus já aparecendo no dado do primeiro trimestre. Já o efeito máximo da doença sobre a economia, explica em nota, deve ser notado no PIB do período de abril a junho deste ano. No entanto, elevou a expectativa para o PIB do Brasil de 2021, de alta de 2,5% para 2,6%. A XP reconhece que existe “um alto grau de incerteza” nas estimativas citadas no documento, dada a complexidade da crise atual e da incerteza com relação à efetividade das medidas anunciadas até o momento. Os analistas acreditam que, com base em experiência internacional recente, as restrições de contato social serão mantidas em abril, com possibilidade de se estenderem para maio. Na avaliação da consultoria, algumas medidas de estímulo econômico anunciadas até o momento pelo governo ainda parecem limitadas, podendo não surtir efeito no curto prazo. “Este é um risco considerável para nosso cenário de 2020 e 2021”, afirma, completando que um segundo fator de risco são os ruídos políticos. Conforme a XP, a polarização política volta a crescer em virtude das tensões criadas pelo Planalto com governadores, o que tem impacto significativo na confiança de empresários e consumidores. Neste cenário de enfraquecimento da atividade, acredita que a taxa Selic sofrerá mais um corte de 0,50 ponto porcentual em reunião extraordinária em abril. Também não descarta redução adicional do juro, atualmente em 3,75% ao ano, em maio. Contudo, ainda este não é o caso, cita em nota enviada a clientes e à imprensa. Apesar de considerar o cenário de atividade econômica mais restritivo, admite ter dificuldade em ver o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) abaixo de 2% em 2020. Segundo a XP, “questões estruturais, tais como a baixa produtividade no Brasil, e questões conjunturais, tais como eventual recomposição de estoques no terceiro trimestre com o câmbio mais alto, tendem a limitar essa queda.”. Diante da perspectiva de continuidade de aversão a risco mundial no primeiro semestre, a XP estima novos limites de alta para o dólar. No entanto, com uma recuperação global mais sincronizada na segunda parte do ano, o real pode se valorizar frente ao dólar com fluxos de capitais buscando maior retorno no mundo. Conforme a XP, o Brasil pode se beneficiar de uma rápida recuperação da China e de uma queda menos abrupta do PIB americano. A projeção de crescimento do PIB chinês de 2020 saiu de 5,5% para 0,8% em decorrência da crise. Para 2021, a economia asiática deverá crescer aproximadamente 10%. Já quanto aos Estados Unidos, estima contração de 2,8% este ano, e aguarda alta de 2,2% em 2021. Ler artigo completo
  6. O impacto da pandemia do coronavírus já está sendo sentido pelos produtores agrícolas brasileiros. O fechamento do comércio nos grandes centros urbanos, associado à dificuldade de exportação de produtos por vias aéreas estão entre os fatores que mais têm impactado negativamente o setor do agronegócio, que já registra perdas na produção e descartes de produtos no campo. É o que revela um balanço da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) com dados dos impactos do coronavírus no agronegócio no período de 23 a 27 de março. Segundo o documento, exportadores de frutas relatam uma suspensão drástica das vendas por via aérea, já que as exportações eram feitas basicamente em porões de voos de passageiro, os quais estão praticamente indisponíveis no momento. As frutas partiam de diversas regiões do País para destinos como União Europeia, Estados Unidos e Emirados Árabes. No Brasil, o fechamento de restaurantes, bares e feiras livres reduziu significativamente a demanda por hortaliças, resultando no descarte de produtos que tiveram baixo desempenho nas vendas nas Centrais de Abastecimento. Nos principais centros consumidores, o preço do tomate caiu em média 37% em relação à semana passada, que já havia sido de baixa, segundo a CNA. Algumas commodities agrícolas, no entanto, como soja, milho e café registraram valorizações na semana, “influenciadas pela demanda aquecida, estoques baixos e manutenção do câmbio alto”. Os preços do etanol se mantiveram estáveis, mas com tendência de baixa diante das perspectivas de queda no consumo e início da safra, destaca o boletim da CNA. Veja tambémECONOMIAIndicadores devem mostrar incerteza na indústria e queda de preços no agro10 mar 2020 - 06h03 O documento da Confederação aponta que uma grande preocupação dos pecuaristas tem sido exatamente com os custos da ração, que já está 19% mais cara do que a média do mês de fevereiro. “Isso se deve às constantes valorizações do milho e da soja (componentes da ração) no mercado interno, influenciadas por demanda aquecida e valorização do dólar. A entidade avalia que, até o momento, os problemas enfrentados por esses setores têm sido principalmente o fechamento de lojas e revendas que fazem reposição de peças e equipamentos para maquinários agrícolas e o escoamento da produção. “Iniciativas regionais de impedimento do fluxo de caminhões ocorreram, mas já foram solucionadas”, pondera. Já as indústrias lácteas anunciaram redução na coleta de leite, o que impactou, no campo, os produtores, que ficaram sem compradores. “Diferentemente, as grandes indústrias e cooperativas adotaram a estratégia de remanejar sua produção para UHT e leite em pó. Algumas indústrias do Rio Grande do Sul e Goiás que comercializam produtos lácteos para outros Estados apontaram dificuldades com o frete retorno”, diz o boletim da CNA. O setor de floricultura, que gera mais de 1 milhão de empregos diretos e indiretos no País, também foi fortemente prejudicado nas duas últimas semanas. Segundo a entidade, houve “redução drástica das compras desses produtos”, o que teria resultado na perda, neste período, de R$ 297,7 milhões em faturamento para o segmento. Ler artigo completo
  7. Pelo menos 15.000 pessoas ficaram em quarentena no norte da Índia, potencialmente infectados por uma única pessoa, um guru sikh, que morreu de covid-19 e suspeito de ser um “superpropagador” do coronavírus, de acordo com uma autoridade local. Depois de viajar pela Itália, o epicentro europeu da pandemia e pela Alemanha, o guru de 70 anos de idade, Baldev Singh estava pregando em quinze vilarejos no estado de Pundjab, na maioria sikh da Índia, antes de adoecer e morrer. Na Índia, o governo decretou um alerta de saúde na quarta-feira e o confinamento da população por 21 dias. Medidas de quarentena mais fortes foram tomadas nas áreas afetadas pela visita de Baldev Singh, com comida entregue em casa. “A primeira dessas 15 aldeias foi visitada em 18 de março e estimamos que haja entre 15.000 e 20.000 pessoas envolvidas depois disso”, disse à AFP Gaurav Jain, alto magistrado do distrito de Banga, onde o guru residia. “As equipes médicas estão preparadas e há vigilância regular”, acrescentou. Até agora, 90 pessoas que entraram em contato com o guru deram positivo para o novo coronavírus, disse Vinay Bublani, chefe da polícia local. O resultado dos testes de outras 200 pessoas é aguardado. O guru e seus dois colaboradores, também infectados, não respeitaram as regras obrigatórias de autoconfinamento após o retorno da Europa, iniciando a turnê para pregar, o que poderia ter causado contágio em massa. O caso levou a um grande debate na Índia. Um popular cantor indiano que mora no Canadá, Sidhu Moose Wala, postou uma música dedicada a Singh na internet. “Eu espalhei a doença, percorrendo o povoado como a sombra da morte”, cantou. A música foi vista 2,3 milhões de vezes na internet em menos de dois dias e o chefe de polícia de Pundjab, Dinkar Gupta, pediu à população que a ouvisse para que tomasse consciência da gravidade do caso. Segundo país mais populoso do mundo depois da China, a Índia, com 1,3 bilhão habitantes, teve 873 casos confirmados de covid-19 e 19 mortos. Esse saldo encontra-se bem abaixo do de outros países, mas espetas consideram que muitos casos não são detectados devido à falta de testes no país. Ler artigo completo
  8. Pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sugerem que o governo conceda reajuste de até 29% no critério de acesso e nos valores pagos pelo Bolsa Família e crie um benefício extraordinário de R$ 450, por seis meses, para todas as famílias com renda de até meio salário mínimo por pessoa. As medidas alcançariam o terço mais pobre da população num momento em que elas estão vulneráveis à crise causada pelo novo coronavírus. As ações seriam combinadas com a inclusão de 1,7 milhão de famílias que estão na fila de espera do programa. O gasto adicional com as transferências assistenciais em 2020 é calculado em R$ 68,6 bilhões, mas mais de 80% dessa despesa seria temporária e restrita a este ano. O impacto para o ano que vem seria bem menor, de R$ 11,6 bilhões, de acordo com a nota técnica divulgada na sexta, 27, pelo Ipea. O cenário é apenas uma entre as 72 alternativas desenhadas e calculadas pelos pesquisadores Luís Henrique Paiva, Pedro Ferreira de Souza, Leticia Bartholo e Sergei Soares. De acordo com o texto, as simulações foram solicitadas pelo Ministério da Economia, que pediu “a construção de cenários de intervenção para potencializar o uso do Programa Bolsa Família (PBF) e do Cadastro Único como mecanismos de redução dos prejuízos econômicos causados pela covid-19 à população brasileira de baixa renda”. O trabalho também analisou as dificuldades institucionais e operacionais, uma vez que qualquer resposta à covid-19 para dar suporte às famílias vulneráveis precisam ser rápidas. “De nada adianta uma boa resposta que poderá ser operacionalizada em 3 ou 4 meses, deixando as famílias mais pobres sem recursos durante o período mais crítico da crise”, alerta o texto. Fila A avaliação dos pesquisadores é de que é preciso zerar a fila de espera pelo Bolsa Família e restabelecer o valor real das linhas de pobreza e extrema pobreza fixado no início do programa em 2004 nesse momento de maior vulnerabilidade social. Hoje, o benefício é pago a famílias com renda mensal de até R$ 178 por pessoa, e a extrema pobreza é considerada quando o valor é de até R$ 89 por pessoa. Essas cifras, pela proposta, subiriam a R$ 230 e R$ 115, respectivamente, o que ampliaria o número de famílias aptas a ingressar no programa. Além disso, os pesquisadores defendem a criação de um benefício extraordinário a ser pago a todas as famílias que estão com cadastro atualizado no Cadastro Único, base de dados do governo federal para a inclusão de famílias em programas sociais, independentemente de elas receberem ou não o Bolsa Família. Para ser incluído no CadÚnico, é preciso ter renda familiar de até R$ 522,50 por pessoa. O argumento dos pesquisadores é que as famílias que estão no CadÚnico mas ainda não estão na “linha de pobreza” que justifica o pagamento do Bolsa Família podem passar por um “empobrecimento” durante a crise do novo coronavírus. Isso provocaria uma espécie de corrida aos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), já sobrecarregados e que assistiriam a uma aglomeração de pessoas justamente quando a recomendação sanitária é para que a população fique em casa e evite situações de alto risco de contágio pela covid-19. Durante a vigência do benefício extraordinário, os 30% mais pobres da população brasileira poderiam contar com uma renda mínima mensal de R$ 450 por família. Os beneficiários do Bolsa Família poderiam acumular os pagamentos e teriam, em média, uma segurança de renda mensal de quase R$ 690 por família. Após o fim do benefício extraordinário, as famílias beneficiárias do programa continuariam recebendo em média algo próximo de R$ 240 por família (R$ 77 per capita), valor 27% maior do que o pago atualmente, nos cálculos dos pesquisadores. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Ler artigo completo
  9. A Justiça Federal do Rio de Janeiro proibiu a União de divulgar a campanha publicitária com o slogan “O Brasil Não Pode Parar”. A decisão é da juíza Laura Bastos Carvalho e foi dada na manhã neste sábado no plantão judiciário, como adiantou o colunista Ancelmo Gois. A divulgação das peças publicitárias estava prevista para hoje e a campanha foi estimada em R$ 4,8 milhões. Também foi proibida pela Justiça a realização no Rio de uma carreata contra o isolamento, prevista para acontecer às 10h deste sábado. A concentração foi no estacionamento de um supermercado na Barra da Tijuca, e os carros partiriam em direção ao Palácio Guanabara. A decisão, da juíza Lívia Bechara de Castro, prevê multa por descumprimento de R$ 50 mil. A magistrada deferiu pedido do Ministério Público Federal e determinou que a “União se abstenha de veicular, por rádio, televisão, jornais, revistas, sites ou qualquer outro meio, físico ou digital, peças publicitárias relativas à campanha “O Brasil não pode parar”, ou qualquer outra que sugira à população brasileira comportamentos que não estejam estritamente embasados em diretrizes técnicas, emitidas pelo Ministério da Saúde, com fundamento em documentos públicos, de entidades científicas de notório reconhecimento no campo da epidemiologia e da saúde pública”. Carvalho ainda determinou que o descumprimento da decisão está sujeito à multa de R$ 100 mil. Analítico O pedido do MPF veio depois de o presidente Jair Bolsonaro recomendar o “isolamento vertical” para combater o novo coronavírus, com a reabertura do comércio e de escolas. O governo federal começou então a preparar uma campanha publicitária com o slogan “O Brasil Não Pode Parar”. Uma das agências que atendem o governo elaborou um vídeo para campanha. Em uma versão preliminar, ainda não finalizada, um narrador cita diversas categorias profissionais, como autônomos e prestadores de serviços, e repete diversas vezes que o país não pode parar por eles. Veja tambémBRASIL“Brasil não pode parar” evoca Milão, que mudou de ideia com alta de mortes27 mar 2020 - 15h03 “Para os pacientes das mais diversas doenças e os heróicos profissionais de saúde que deles cuidam, para os brasileiros contaminados pelo coronavírus, para todos que dependem de atendimento e da chegada de remédios e equipamentos, o Brasil não pode parar. Para quem defende a vida dos brasileiros e as condições para que todos vivam com qualidade, saúde e dignidade, o Brasil definitivamente não pode parar”, diz o narrador. O MPF no Rio apresentou ação civil pública na sexta-feira para impedir que o governo federal veiculasse as peças publicitárias da campanha. A petição é assinada por 12 procuradores da República que integram o MPF no Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Sergipe, Pernambuco e Pará. O caso corre na 10ª Vara Federal do Rio. O MPF escreveu que o presidente Jair Bolsonaro “tem sistematicamente negado a gravidade da Covid-19, a despeito dos conhecimentos científicos até agora angariados sobre o vírus e o estado de pandemia mundial”. A campanha já recebeu um pontapé inicial na conta no Instagram do governo federal. Uma publicação com a hasgtag #OBrasilNãoPodeParar diz que são raros os casos de vítimas fatais do coronavírus entre jovens e adultos e que, por isso, somente idosos e integrantes de grupos de risco devem ficar em casa. Essa orientação contraria recomendações de médicos e da Organização Mundial da Saúde e as medidas adotadas globalmente por governos e líderes mundiais. “Para todos os demais, distanciamento, atenção redobrada e muita responsabilidade. Vamos, com cuidado e consciência, voltar à normalidade”, afirma a postagem. A hashtag também já foi utilizada nas redes sociais nos últimos dias pelos deputados federais Daniel Silveira (PSL-RJ) e Junio Amaral (PSL-MG), aliados ao governo. Ler artigo completo
  10. O Abbott Laboratories está lançando um teste de coronavírus que pode dizer se alguém está infectado em cinco minutos e, de tão pequeno, pode ser levado para praticamente qualquer assistência médica. A fabricante de dispositivos médicos planeja fornecer 50 mil testes por dia a partir de 1º de abril, disse John Frels, vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento da Abbott Diagnostics. O teste molecular procura por fragmentos do genoma do coronavírus, que podem ser rapidamente detectados quando presentes em níveis elevados. Uma pesquisa minuciosa para descartar definitivamente uma infecção pode levar até 13 minutos, disse ele. Os EUA têm se esforçado para fornecer testes suficientes para detectar o vírus, mesmo quando o surto ameaça sobrecarregar hospitais em Nova York, Califórnia, Washington e outras regiões. Depois de restringir inicialmente os testes a pessoas de alto risco e os problemas com os testes projetados pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças, os reguladores dos EUA aceleraram os diagnósticos feitos pelas principais empresas de testes comerciais do mundo. “Isso realmente proporcionará uma tremenda oportunidade para os profissionais de saúde de primeira linha, que precisam diagnosticar muitas infecções, para fechar a lacuna com nossos testes”, disse Frels. “Uma clínica poderá mudar esse resultado rapidamente, enquanto o paciente estiver esperando.” A tecnologia se baseia na plataforma ID Now, da Abbott de Illinois, o ponto de teste mais comum disponível atualmente nos EUA, com mais de 18 mil unidades espalhadas por todo o país. A plataforma amplamente utilizada para detectar gripe, estreptococo e vírus sincicial respiratório, que causa sintomas do tipo resfriado. O teste começa com a retirada de um cotonete do nariz ou da parte posterior da garganta e, em seguida, mistura-o com uma solução química que quebra o vírus e libera seu RNA. A mistura é inserida em um sistema ID Now, uma pequena caixa pesando cerca de 3 quilos que possui a tecnologia para identificar e ampliar sequências selecionadas do genoma do coronavírus e ignorar a contaminação de outros vírus. O equipamento pode ser instalado em praticamente qualquer lugar, mas a empresa está trabalhando com seus clientes e a administração Trump para garantir que os primeiros cartuchos usados ​​para realizar os testes sejam enviados para onde eles são mais necessários. Eles têm como alvo as salas de emergência do hospital, clínicas de atendimento de urgência e consultórios médicos. Na semana passada, o sistema m2000 RealTime, da Abbott, obteve aprovação da Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA para uso em hospitais e laboratórios moleculares para diagnosticar a infecção. Esse sistema pode realizar mais testes diariamente, até 1 milhão por semana, mas leva mais tempo para obter os resultados. A Abbott planeja fornecer pelo menos 5 milhões de testes por mês entre os dois sistemas. Outras empresas também estão implementando sistemas de teste mais rápidos. A Henry Schein Inc. disse na quinta-feira que seu teste de anticorpos no local de atendimento, que busca evidências de que o sistema imunológico de uma pessoa já combateu a infecção, estava disponível. O exame de sangue pode ser realizado no ponto de atendimento e apresenta resultados em cerca de 15 minutos, embora não possa ser usado para diagnosticar definitivamente uma infecção atual. Ler artigo completo
  11. O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) anunciou na sexta-feira, 27, que investirá R$ 100 milhões em pesquisas na área de saúde. O recurso foi liberado como crédito suplementar pelo Governo Federal e terá como origem o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), conforme nota publicada no site do órgão. Conforme o Ministério, foi anunciado uma chamada pública na área da saúde no valor de R$ 50 milhões, sendo que o MCTIC investirá R$ 30 milhões e o Ministério da Saúde 20 milhões. O edital será lançado por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agência vinculada ao MCTIC. A chamada contemplará projetos nas áreas de diagnósticos, vacinas, testes clínicos com pacientes, patogênese do vírus e outros temas relacionados ao combate à covid-19. O MCTIC também lançou o IdearuMCTIC, ferramenta para a conexão de ideias e avaliação de maturidade de soluções tecnológicas, com foco inicial nos desafios apresentados pela pandemia. Ler artigo completo
  12. A concessão de um auxílio emergencial de R$ 600 a trabalhadores informais será votada na segunda-feira pelo Senado Federal, informou o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), em sua conta no Twitter. A votação é o passo que falta para que o projeto possa ser sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro e comece a valer. Só então é que o dinheiro começará a ser liberado às famílias brasileiras. O benefício será repassado por três meses e será pago em dobro para mulheres chefes de família. “Diante da importância do repasse de R$ 600 a R$ 1.200, por três meses, aos trabalhadores autônomos, o Senado cumprirá o seu papel em nome do povo brasileiro e votará o projeto na segunda-feira”, disse Alcolumbre. A criação do benefício foi aprovada ontem pela Câmara. Além do auxílio emergencial, também será paga uma antecipação de R$ 600 a pessoas com deficiência que ainda aguardam na fila de espera do INSS para a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC). O valor é o dobro do que havia sido avalizado pela equipe econômica em meio às negociações com os deputados nos últimos dias (R$ 300). Inicialmente, o governo havia proposto um benefício de R$ 200 mensais. O relator do projeto, deputado Marcelo Aro (PP-MG), decidiu subir o valor a R$ 500, mas na quinta-feira o presidente Jair Bolsonaro deu aval para subir para R$ 600. Os valores serão pagos por três meses, podendo ser prorrogados enquanto durar a calamidade pública causada pela pandemia do novo coronavírus. A proposta foi aprovada simbolicamente, sem a contagem dos votos mas de forma unânime pela indicação dos partidos durante sessão virtual. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que o aumento da ajuda para R$ 600 foi a demonstração de que o governo tem de conversar com o Congresso mesmo com “divergências”. Gastos Com um valor de R$ 200, o governo estimava um gasto de R$ 15 bilhões no caso do auxílio emergencial e de R$ 5 bilhões para a antecipação do BPC. Permanecendo o mesmo alcance, as despesas passariam a R$ 45 bilhões e R$ 15 bilhões, respectivamente. Porém, a diferenciação para mulheres chefes de família pode ampliar o impacto. Para ter direito ao auxílio emergencial, a renda por pessoa tem de ser de até R$ 552,50. O auxílio emergencial será operacionalizado pelos bancos públicos. BPC A elevação do valor dos benefícios não é o único ponto do qual o governo discorda no projeto. O relator restabeleceu o acesso ao BPC às famílias com renda de até R$ 261,25 por pessoa (um quarto do salário mínimo) em 2020, mas previu nova elevação desse limite a R$ 522,50 por pessoa (meio salário mínimo) a partir de 2021. O governo é contra essa mudança no critério do BPC, que traria um gasto adicional de R$ 20,5 bilhões no ano que vem. A despesa permaneceria nos anos seguintes. Um custo desse porte pode inviabilizar o teto de gastos, mecanismo que limita o avanço das despesas à inflação. O Congresso já havia tentado implementar esse limite mais amplo – que na prática aumenta o número de famílias beneficiadas – ao derrubar um veto do presidente Jair Bolsonaro. Como a mudança valeria para este ano, o Tribunal de Contas da União (TCU) condicionou a eficácia da medida a compensações, como cortes de outras despesas. Essa ação da corte de contas deflagrou a nova negociação do projeto no Congresso. Ler artigo completo
  13. O risco de contaminação pelo coronavírus está levando à soltura de presos provisórios e condenados em final de pena em todo o país. A liberdade condicional beneficia principalmente idosos, portadores de doenças crônicas graves e devedores de pensão alimentícia. O Brasil tem 770 mil encarcerados, mas ainda não se sabe quantos irão para casa. Só nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, pelo menos 4,5 mil prisioneiros saíram da cadeia. A soltura obedece à recomendação 062/2020 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que determina a adoção de medidas preventivas no sistema de justiça penal e socioeducativo. A medida, válida por 90 dias, recomenda a adoção de medidas de não custódia para mulheres grávidas, mães com filhos até 12 anos, indígenas, pessoas com deficiência e outros grupos de risco, como maiores de 60. O CNJ recomendou a reavaliação de prisões preventivas que excedam 90 dias e a adoção de medidas preventivas em unidades superlotadas. Na semana passada, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, defendeu “não ceder ao pânico” e manter os presos nas cadeias para não “vulnerabilizar as pessoas que estão fora da prisão”. Ele considerou que a medida não é possível de ser aplicada mesmo para aqueles que não cometeram crimes violentos. “Vamos soltar todos os traficantes do país?”. Veja tambémBRASILCrise sanitária e superlotação: prisões são bomba-relógio para coronavírus22 mar 2020 - 08h03 Nesta quinta-feira, o ministro Paulo de Tarso Sanseverino, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou que todos os presos por pensão alimentícia no país sejam colocados em prisão domiciliar. No dia anterior, uma liminar beneficiava apenas os presos do Ceará nessa condição. O pedido de extensão da medida foi feito pela Defensoria Pública da União. Um relatório elaborado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul apontou que magistrados libertaram mais de 3,4 mil detentos das cadeias desde o dia 17 de março. Hoje, esse grupo está em prisão domiciliar. Conforme o promotor Luciano Vaccaro, do Centro de Apoio Operacional Criminal, entre os que cumprem prisão em casa há criminosos que cometeram delitos graves, como estupros, homicídios, feminicídios e latrocínio. Ele citou como exemplo um detento acusado de realizar ataques com ácido em pessoas na zona sul de Porto Alegre. “Ele foi libertado com base no pânico gerado dentro do sistema jurídico brasileiro e estão soltando simplesmente pelo risco de contaminação dentro do sistema carcerário. Isto é uma suposição. Não há registro de covid-19 dentro das prisões do Rio Grande do Sul.” Em Santa Catarina, 1,1 mil detentos do sistema prisional foram soltos desde o dia 21, quando a Justiça determinou a soltura de detentos dos grupos mais vulneráveis à doença. A medida atingiu presos de 51 unidades prisionais e levou em conta a preservação da saúde dos agentes e funcionários. Os juízes do Rio terão dez dias para reavaliar as prisões preventivas e temporárias das pessoas com mais de 60 anos, do contrário elas deverão ser soltas imediatamente. É o que determina habeas corpus obtido nesta quinta pela Defensoria Pública do Estado no STJ. No estado de São Paulo, a Defensoria Pública entrou com ação no Tribunal de Justiça para a liberação de presos de grupos de risco, mas ainda não há decisão. As liberações de detentos são feitas de forma pontual. Conforme o CNJ, nove estados – Acre, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Piauí, Rio Grande do Sul e Tocantins – criaram comitês para tratar da aplicação das medidas previstas na resolução. No Paraná e Rio Grande do Norte, comitês já existentes criados para a questão prisional também se engajaram. Na semana passada, o presidente do CNJ e do STF, ministro Dias Toffoli, ressaltou a importância da medida. “É imperativo que o Judiciário não se omita e adote uma resposta rápida e uniforme, evitando danos irremediáveis.” Políticos A medida também beneficia políticos presos, acusados de corrupção. Na quinta, o Tribunal de Justiça de Minas autorizou o preso Marcos Valério, condenado no processo do mensalão do PT, a cumprir prisão domiciliar. O tribunal acatou pedido da defesa, que argumentou que Valério tem mais de 60 anos e está com a saúde combalida. No mesmo dia, o STJ autorizou a soltura do ex-prefeito de Araçariguama (SP), Carlos Aymar, para cumprir prisão domiciliar. Ele foi preso após ser flagrado extorquindo dinheiro. A defesa alegou que Aymar tem doença crônica. Ler artigo completo
  14. Com o coronavírus e as medidas de isolamento social, pequenos negócios tendem a sofrer mais que as grandes empresas. Pensando nisso, o iFood lançou iniciativas para ajudar entregadores e pequenos restaurantes a passarem por essa crise. Para Diego Barreto, vice-presidente de estratégia da plataforma de entrega de alimentos e produtos de mercado, as grandes empresas precisam se coordenar para oferecer ajuda às pequenas empresas que fazem parte de sua cadeia de fornecimento. “Se a iniciativa privada não trabalhar em prol dos pequenos restaurantes, vamos ter um problema muito maior daqui para a frente. Não apenas como iFood, mas como sociedade”, diz Barreto, em entrevista à EXAME. Há cerca de um mês, a equipe do iFood começou a estudar os efeitos do coronavírus nas economias mais afetadas, como China e Itália, como forma de preparar o negócio para o que estava por vir. De acordo com o diretor, a empresa percebeu que poderia haver uma quebra grande de empresas na base da pirâmide, as companhias pequenas e familiares. “Um dos erros que vimos pelo mundo é uma coordenação baixa na iniciativa privada, entre empresas de grande porte, para ajudar suas respectivas cadeias”, afirma Barreto. Por outro lado, “uma oportunidade da crise do coronavírus é conseguir criar um senso de comunidade entre as empresas, o que não é comum hoje no mundo dos negócios”, diz Barreto. “Pode ser uma oportunidade para que empresas entendam que é mais importante sustentar os parceiros ao invés de espremê-los.” Oferta e demanda mais quentes Com as medidas de isolamento social e mais pessoas em casa, o iFood sentiu um aumento na demanda por refeições pela plataforma. “Muitas pessoas estão testando e adotando a tecnologia pela primeira vez”, afirma. Restaurantes também entraram na plataforma, com o movimento no salão reduzido. Mais do que isso, a plataforma tem visto aumento no número de entregadores, um um reflexo de pessoas que perderam seu emprego ou renda principal. Veja tambémPMEGoogle destina US$ 800 mi para PMEs e iniciativas contra o coronavírus27 mar 2020 - 14h03PMEBancos privados aderem ao fundo emergencial para financiamento de PMEs27 mar 2020 - 12h03 Iniciativas O iFood criou soluções para dar auxílio financeiro aos pequenos restaurantes. Em uma parceria com a empresa de pagamentos Rede, o iFood zerou os custos de antecipação de recebíveis para os 132 mil restaurantes de sua base, o que pode acrescentar cerca de 600 milhões de reais em capital de giro na economia, diz ele. A companhia também eliminou as taxas de entrega “para retirar”, em que o consumidor busca o pedido no restaurante. Atualmente, o recurso está presente em cerca de 120 mil restaurantes. “É uma forma de manter o restaurante ativo nesses tempos, sem nenhum custo ou risco para o negócio ou o consumidor”, diz o vice-presidente de estratégia. Como o pagamento é feito pelo app, há menos contato entre as pessoas. Também como uma opção de entrega, desde 2018 o iFood já conta com o iFood Box, armários com isolamento térmico em que os consumidores podem buscar os produtos. Já são centenas de armários, que estão instalados em pontos como condomínios residenciais e corporativos, em São Paulo, Osasco, Campinas, Curitiba, Rio de Janeiro e interior de São Paulo. Esses armários já têm uma rotina de higienização frequente e ao longo do mês de março, novos iFood Box serão instalados em endereços com grande circulação de pessoas. Para os entregadores parceiros independentes, o iFood criou um fundo no valor de 1 milhão de reais para aqueles que necessitem permanecer em quarentena por causa de suspeita ou confirmação da covid-19. O entregador receberá do fundo solidário um valor baseado na média dos seus repasses nos últimos 30 dias, proporcional aos 14 dias de quarentena. “Falamos dessas iniciativas não buscando um troféu, mas como um chamamento para que demais empresas possam fazer coisas parecidas, para que o impacto seja mais volumoso”, diz Barreto. Ler artigo completo
  15. Em período de quarentena, o churrasco, paixão nacional, pode ser a desculpa ideal para criar um bom momento com a família dentro de casa. EXAME reuniu cinco reportagens ótimas para os amantes do churrasco atrás de boas ideias. Confira: 1. Para o churrasco dentro de casa sem problemas De dicas que vão de higienização das compras, até carnes via delivery e a grelha ideal que cabe dentro de casa. Leia mais. Churrasco: dá para fazer em casa durante a quarentenaDivulgação/Divulgação 2. Para carne entregue em casa Nesse texto, a dica é o Meatbox, loja física e também e-commerce de carne. Leia mais. Short rib do MeatboxLeo Feltran/Divulgação 3. Para escolher o vinho ideal para o churrasco As pessoas bebem cerveja nos churrascos. Caipirinhas também. Vinhos? Com certeza. Esse texto ensina como combinar o vinho ideal com as carnes. Leia mais. Vinho Tinto. Foto: Artisteer / iStock / Getty Images PlusArtisteer/iStockphoto 4. Para comprar os melhores presentes para quem ama churrasco Quer se dar um presente nessa quarentena? Ou mandar uma encomenda para um amigo solitário? Veja dicas de presentes nesse texto. Leia mais. <span class="hidden">–</span>Reprodução/Reprodução 5. Para escolher o equipamento ideal Esse texto traz dicas para escolher o equipamento ideal na hora do churrasco em casa. Dá até para defumar na varanda do apartamento. Leia mais. Vinho e churrascoMalin Holm/Getty Images Ler artigo completo
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