Siscomex (robô)

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  1. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) completa hoje (23) 20 anos. Criado pela lei 9.503, o CTB tem 341 artigos e 688 resoluções inseridas ao longo do tempo, na tentativa de se buscar uma perfeição de normas. Mesmo considerada boa por espeta, a legislação ainda não tem sido suficiente para tirar o Brasil de uma posição nada invejável no ranking mundial de mortes no trânsito: o quarto lugar, depois da China, Índia e Nigéria. Os dados oficiais mais recentes do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, são de 2015, quando 38.651 morreram vítimas de acidentes de trânsito. Esse número foi 11% inferior a 2014, mas ainda elevado e em ritmo lento diante do propósito de um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU), que é reduzir as ocorrências à metade no fechamento da década, em 2020. Os casos envolvendo automóveis caíram 23,9% e os óbitos por atropelamentos, 21,5%. Já os registros referentes a motociclistas diminuíram com intensidade menor (4,8%). De acordo com esse relatório, o estado de São Paulo foi o que mais conseguiu reduzir o número de vítimas fatais ao passar de 7.303 (em 2014) para 6.134 (em 2015), uma baixa em termos absolutos de 1.169 óbitos. Em seguida aparece o Rio de Janeiro (de 2.902 para 2.193), o que significa 709 mortes a menos, e Bahia, onde 2.265 pessoas perderam a vida em 2015, ante 2.737, em 2014, uma diferença de 472. Lei Seca Para o Ministério da Saúde, essa redução “pode estar relacionada à efetividade das ações de fiscalização após a Lei seca”, implantada há 9 anos. Em suas considerações, a pasta destaca que, “além de mudar os hábitos dos brasileiros, a lei trouxe um maior rigor na punição e no bolso de quem a desobedece”. O condutor flagrado dirigindo sob efeito de qualquer quantidade de bebida alcoólica está sujeito a multa de R$ 2.934,70, além da suspensão do direito de dirigir por 12 meses. Na reincidência, o valor é dobrado. Uma outra explicação é o desaquecimento no mercado interno de veículos e também a integração dos municípios ao Sistema Nacional de Trânsito (SNT). De acordo com o ministério, nas localidades onde foram criados os órgãos executivos de trânsito foi constatado um recuo de 12,8% no registro de mortes provocados por acidentes, enquanto nos demais ocorreu queda de 8,9%. Internações Os dados indicam também uma redução de 1.018 casos de feridos internados, mas que, igualmente, revela um saldo expressivo. Tiveram de ser hospitalizados 158,7 mil vítimas. Apesar dessa queda, quando são analisadas isoladamente, as ocorrências mostram crescimento em relação aos acidentados com motocicletas, que tiveram um aumento de 4.061 no total de casos, e com bicicletas, 1.669. Sem contar os transtornos aos pacientes e familiares e as despesas previdenciárias, essas internações geraram um custo de R$ 242 milhões para o Sistema Único de Saúde (SUS). Por meio de nota, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, informou que a questão ” é um problema que precisa ser enfrentado com muita clareza e determinação de toda a sociedade, pois causa danos às famílias que acabam perdendo seus entes queridos”. Francisco Garonce, coordenador de Educação do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), considera significativo o resultado obtido no combate à violência no trânsito, mas vê como “uma meta ambiciosa” a tentativa de reduzir à metade os casos de acidente com morte nesses próximos três anos. Segundo ele, uma das medidas em curso é a reestruturação do processo de formação dos condutores pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), em que deverão ser adotadas regras mais claras em torno das provas teóricas e práticas para a expedição da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). “Com mais clareza em torno de todas as habilidades que o condutor deve ter, diminui aquele nervosismo por imaginar se o examinador é bonzinho ou ruim”, disse Garonce. Preparação pedagógica O coordenador informou também que um estudo do Observatório Nacional de Segurança Viária, aprovado pelo Contran, foi entregue esta semana ao Ministério de Educação (MEC). Trata-se de uma proposta para adoção de um método pedagógico no ensino fundamental visando à formação dos alunos das nove séries em educação do trânsito. Resultado de quatro anos de trabalho, esse estudo estabelece estratégias para todos os níveis do ensino fundamental, explicou o gerente técnico dessa organização não overnamental (ONG), Renato Campestrini. Foram elaborados 20 livros didáticos com temas vinculados à questão do trânsito e que serão inseridos em disciplinas da grade escolar, entre elas o ensino da física ou da matemática. A ideia é preparar esses estudantes contra os riscos de se envolverem em acidentes, o que será útil ainda para torná-los mais aptos no futuro, quando tiverem a intenção de obter a CHN, esclareceu Campestrini. Os espetas ouvidos pela Agência Brasil avaliam que, para combater a violência no trânsito, não se pode escapar do tripé: educação, engenharia (infraestrutura das vias e do transporte) e fiscalização. Para o professor do Instituto de Segurança no Trânsito e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UnB), David Duarte Lima, existem defeitos no Código. “Em vez de mais programa de segurança no trânsito, o que temos é uma mina de ouro por meio das cobranças de multas, que acabam sendo um tapa-buraco nos caixas dos governos.”. Conforme o professor, há um desequilíbrio na classificação do teor das infrações com os conceitos de gravíssimas, graves e leves. “Na prática, algumas tipificadas de muito graves não o são'”,afirma Duarte Lima, citando como exemplo a punição em torno de mudanças de faixas com multa e perda de quatro pontos na CNH.”Mas são problemas que não se resolve do dia para a noite”, disse. Em sua análise, uma das soluções para amenizar o fluxo e evitar acidentes é o aumento dos investimentos em transportes, incluindo o sistema sobre trilhos como é feito na Europa. Mais educação Já o engenheiro Luiz Célio Bottura, do Instituto de Engenharia, avalia que o país tem “um bom código”. Segundo ele, a falha “é a falta de educação no trânsito”, combinada com o fato de se investir pouco em fiscalização e de se menosprezar os meios de proteção ao pedestre. “O cidadão sabe que não deve usar o celular ao volante, mas usa. Ele sabe que não deve ultrapassar o limite de velocidade, mas, se não tem radar, ele excede na aceleração”. Bottura lembra que, em rodovias onde não há sinalização, o limite máximo de velocidade é de 110 km/h, mas deveria baixar para 60 km/h. Ele também defende ainda maior engajamento dos fabricantes de veículos com a adoção de critérios contra defeitos de produção que implicam em riscos potenciais de acidentes. Reconhece como evolução positiva os itens de segurança agregados em modelos nacionais, como o air-bag e o cinto de segurança. No entanto, adverte que isso nada vale se forem comercializadas unidades que, eventualmente, venham apresentar panes nesses equipamentos. Arquivado em:BRASIL Ler artigo completo
  2. Brasília – Crítico do sistema partidário nacional, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou para julgamento uma ação que discute a possibilidade de pessoas sem filiação a partidos políticos concorrerem em eleições. Ele concluiu o relatório de uma ação que chegou ao Supremo em junho sobre o tema. Cabe à presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, decidir quando deverá entrar na pauta de julgamento. Segundo o Estadão/Broadcast apurou, apesar de ainda não haver uma data prevista, a presidência do STF marcará o julgamento a tempo de valer já para as eleições de 2018. O prazo que o Congresso tem para modificar o sistema eleitoral termina em 7 de outubro, um ano antes da disputa do ano que vem. Mas diversas decisões já foram proferidas pelo Supremo e cumpridas após o prazo de modificações no Legislativo. A ação é de autoria do advogado Rodrigo Mezzomo, que lançou uma candidatura independente à prefeitura do Rio em 2016, mas teve o registro negado em todas as instâncias, incluindo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Tem prevalecido até agora o entendimento de que a Constituição exige a filiação partidária para alguém ser elegível. No TSE, os ministros Gilmar Mendes, Luiz Fux e Rosa Weber votaram contra o recurso de Mezzomo, rejeitado por unanimidade. O recurso extraordinário com agravo (nome do tipo da ação) chegou ao Supremo em junho, em meio à discussão no Legislativo sobre reforma política. Inicialmente, Fux foi sorteado o relator no STF, mas apontou necessidade de redistribuição por já ter julgado o caso no TSE. As discussões no Congresso sobre a reforma política não incluem este tema. Pacto O autor da ação alega que é preciso considerar o Pacto de São José, firmado na Convenção Americana de Direitos Humanos de 1969 e ratificado pelo Brasil em 1992. O pacto prevê que “todos os cidadãos devem gozar dos seguintes direitos e oportunidades: (…) de votar e ser eleito em eleições periódicas, autênticas, realizadas por sufrágio universal e igualitário e por voto secreto, que garantam a livre expressão da vontade dos eleitores; e de ter acesso, em condições gerais de igualdade, às funções públicas de seu país”. Barroso, que tem se manifestado frequentemente sobre a necessidade de uma reforma política ampla no Brasil, não adiantou que posicionamento deverá adotar no julgamento. Mas, em ação anterior sobre outro tema relacionado ao sistema eleitoral, afirmou que a Constituição não institui uma “democracia de partidos”. “Não se pretende negar o relevantíssimo papel reservado aos partidos políticos nas democracias representativas modernas. Porém, não parece certo afirmar que o constituinte de 1988 haja instituído uma democracia de partidos”, disse, em julgamento em 2015, no qual o STF decidiu que a perda do mandato em razão de mudança de partido não se aplica a candidatos eleitos pelo sistema majoritário (prefeito, governador, presidente e vices). Após a ação chegar ao STF, a União Nacional dos Juízes Federais (Unajuf), o Movimento Brasil Livre (MBL), o Clube dos Advogados do Estado do Rio e o jurista Modesto Carvalhosa pediram para ingressar na ação, cada um, na condição de amicus curiae (parte interessada), para trazer elementos que reforçam o pedido da ação. Barroso ainda não decidiu se autoriza ou não. A Unajuf já teve negado no STF o seguimento de ação em que busca a garantia do direito dos magistrados ao exercício de atividade político-partidária. Carvalhosa já mostrou interesse em lançar candidatura avulsa à Presidência. “A ausência de filiação não pode impedir o exercício de um direito político ou justificar qualquer espécie de restrição a direitos e garantias fundamentais”, disse. Arquivado em:BRASIL Ler artigo completo
  3. Berlim, 23 set (EFE).- A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, definiu a queda do desemprego como o legado mais importante de seus 12 anos de governo e reiterou a meta de chegar ao pleno emprego até 2025 em uma entrevista publicada neste sábado pelo jornal “Bild”. “O legado é a queda do número de desempregados, que era de 5 milhões quando eu assumi o cargo, para os 2,5 milhões de agora. E essa é também a base para uma de minhas principais metas políticas para o futuro, que é o pleno emprego em 2025”, disse Merkel. Merkel e seu principal adversário nas eleições deste domingo, o social-democrata Martin Schulz, receberam cinco questionamentos do “Bild”. As respostas foram publicadas hoje pelo jornal, o de maior circulação da Alemanha. A primeira pergunta é sobre que tema os dois estavam dispostos a dar aos eleitores sua palavra de honra. Merkel disse que “seguirá pondo toda minha energia para ajudar à Alemanha. Schulz, por sua vez, foi menos evasivo. “Prometo lutar com todas minhas forças por uma Alemanha e por uma Europa mais justa, e contra os agitadores da direita”, em referência aos ultradireitistas da Alternativa para a Alemanha (AfD), que deve chegar ao parlamento do país, o Bundestag, pela primeira vez nessas eleições. “Isso é algo que fiz durante toda minha vida política e por isso não trabalharei com pessoas que querem debilitar a Europa ou cindir nossa sociedade”, completou Schulz. A questão da AfD retorna na quarta pergunta, quando os candidatos são perguntados se a chegada da extrema-direita ao Bundestag é o legado da grande coalizão de Merkel. A atual chanceler rebate o questionamento citando o desemprego. Schulz, por sua vez, afirma que se um partido de ultradireita, pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, chega ao Bundestag é sinal que a “Alemanha mudou para pior”. Por esse motivo, ele afirma que lutará para que isso não ocorra até o fim da votação. “Naturalmente peço o voto para o meu partido, mas convido também todos aqueles que não queiram votar em nós a irem às urnas”, disse Schulz, ex-presidente do Parlamento Europeu. Na segunda pergunta, os candidatos são questionados sobre o que fariam se eleitos se pudessem tomar uma única decisão. Merkel se esquiva e responde que não toma decisões políticas isoladas. Já Schulz diz que “faria com que a atenção com os idosos seja levada a sério e não só em discursos eleitorais”. A terceira pergunta é sobre o que os candidatos fariam se ganhassem US$ 1 milhão jogando na loteria. Ambos respondem que nunca jogaram na loteria. Merkel, no entanto, acrescenta que sempre que recebeu qualquer prêmio em dinheiro decidiu doá-lo na sequência. Por fim, o “Bild” pergunta se os candidatos rezaram para vencer as eleições de amanhã. “Eu não rezo pedido algo tão concreto politicamente. Além disso, as orações são algo estritamente pessoal”, responde Merkel. Schulz diz que a “oração é algo íntimo que não tem porque aparecer nos jornais”. Arquivado em:MUNDO Ler artigo completo
  4. Pequim – Um terremoto atingiu a Coreia do Norte na tarde deste sábado (horário local), no mesmo local montanhoso do sexto teste nuclear do país no início deste mês, de acordo com agências de monitoramento de terremotos na China e na Coreia do Sul. A agência chinesa relatou que o tremor de magnitude 3,4, que atingiu a região às 16h29 (horário de Pequim), foi o resultado de uma “explosão suspeita”. A agência meteorológica da Coreia do Sul diferiu em sua avaliação inicial, dizendo que acreditava que o terremoto era natural. Ambas as agências disseram que o terremoto atingiu o município de Kilju na província de North Hamkyung, onde a Coreia do Norte realizou testes nucleares. Pyongyang fez testes com uma bomba de hidrogênio na região do tremor no dia 03 de setembro, que provocou um terremoto de magnitude 6,3. Outro tremor de magnitude 4,6 aconteceu um pouco depois, provavelmente como resultado de uma cratera aberta pelo teste, segundo autoridades chinesas. Como os dois tremores anteriores, o terremoto do sábado atingiu a superfície, de acordo com a agência chinesa de monitoramento. A agência sul-coreana disse que não conseguiu determinar a profundidade do tremor. A Coreia do Norte intensificou os lançamentos de mísseis e os testes nucleares em resposta à pressão internacional sobre o seu programa nuclear. O terremoto de sábado ocorreu menos de 12 horas depois que a China disse que estava cortando as exportações de petróleo para a Coreia do Norte, de acordo com as novas sanções das Nações Unidas impostas em resposta ao teste nuclear deste mês. Também segue uma série de declarações ofensivas entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder norte-coreano Kim Jong Un. Em um discurso à Assembleia Geral da ONU, Trump referiu-se a Kim como um “Homem Foguete”, dizendo que o ditador norte-coreano estava em uma “missão suicida”. Kim respondeu em um comunicado divulgado pela Agência Central de Notícias Central coreana, no qual ele chamou Trump de “mentalmente perturbado”. Arquivado em:MUNDO Ler artigo completo
  5. Brasília – Líderes de partidos do Centrão querem que a Câmara dos Deputados desmembre em pelo menos dois processos a análise da nova denúncia contra o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) apresentada pela Procuradoria-Geral da República. Já líderes governistas defendem que a análise seja feita de forma conjunta na Casa para acelerar o trâmite e evitar que os ministros fiquem vulneráveis em uma votação separada. Ontem, a Secretaria-Geral da Mesa Diretora decidiu não fatiar a denúncia, que será encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Caberá ao colegiado definir. Parlamentares governistas avaliam que o Centrão defende o julgamento separado para pressionar o Planalto por mais cargos e liberação de emendas, em troca do voto para barrar o prosseguimento da denúncia. “Não há razão para fatiamento do parecer”, defendeu o deputado Marcos Rogério (DEM-RO), um dos cotados para relatar a segunda denúncia. Além do parlamentar de Rondônia, é cotado para assumir a função o deputado Evandro Gussi (PV-SP). A nova acusação formal contra Temer chegou anteontem à Câmara, mas só será encaminhada à comissão na segunda-feira, após ser lida no plenário e Temer, notificado. Ontem pela manhã, houve uma tentativa de leitura, mas a sessão não foi aberta por falta de quórum. A decisão da Mesa Diretora de recusar o desmembramento segue interpretação do Supremo Tribunal Federal (STF) de 1990. A jurisprudência da Corte prevê que, se os ministros são acusados da prática de crime conexo ao do presidente da República no exercício do mandato, eles também precisariam de autorização da Câmara para serem processados. Diferentemente da primeira denúncia, que acusava apenas o presidente por crime de corrupção passiva, o segundo pedido incluiu os dois principais auxiliares de Temer no Palácio do Planalto na acusação de obstrução da Justiça e organização criminosa. Líderes do Centrão argumentam que a denúncia contra o presidente deveria ser separada dos ministros porque a eventual aceitação da acusação contra Temer neste momento teria um impacto negativo na economia. Já contra os ministros, que são da área política, não haveria esse tipo de consequência. “Uma coisa é o presidente da República, outra coisa são os ministros. A consistência do impacto que a aceitação da denúncia pode causar, até do ponto de vista econômico, é diferente”, disse o líder do PSD na Câmara, deputado Marcos Montes (MG), que comanda a quinta maior bancada da Casa, com 39 parlamentares. Segundo Montes, na análise da primeira denúncia contra Temer, o principal argumento usado pelos parlamentares da base para barrar o prosseguimento da acusação era que um eventual afastamento do presidente prejudicaria a economia. “Será que os ministros também causam (impacto na economia)? Acho que não”, disse. “Não estamos aqui para proteger ninguém.” Personagem À frente da sexta maior bancada da Câmara, com 38 deputados, o líder do PR na Casa, José Rocha (BA), também defende que os ministros Padilha e Moreira sejam julgados separadamente. “Cada personagem é um personagem diferente. Tem que ver a participação de cada um na denúncia.” Também integrantes do Centrão, PTB, Solidariedade e PSC seguem a mesma linha. “Entendo que tem que ser separado. Não pode juntar o caso específico do presidente, até porque os ministros não atrapalhariam economicamente o País”, disse o líder do Solidariedade, deputado Aureo (RJ). Para o líder do PTB, Jovair Arantes (GO), a CCJ deve elaborar três pareceres diferentes: um para Temer e um para cada ministro. “Tem que separar, até porque são CPFs diferentes”, afirmou. “Não estou disposto a olhar lado de ministro. Não é problema nosso. Temos que fazer dentro da legalidade.” O líder do PSC, deputado Professor Victório Galli (MT), defende dois relatores, um para Temer e outro para os dois ministros. “A situação do presidente é de foro bem mais privilegiado.” “Não tem cabimento julgar separado. Tem que ser junto. Se são acusados do mesmo crime (organização criminosa), não há por que julgar separado”, reagiu o vice-líder do governo na Câmara e integrante da tropa de choque de Temer, deputado Beto Mansur (PRB-SP). Ele admitiu que o julgamento separado pode deixar os ministros mais vulneráveis. Ao enviar a denúncia à Câmara desta vez, o STF não estabeleceu de que forma deve ser feita a análise dela em relação aos ministros. Técnicos parlamentares passaram a manhã de ontem reunidos e decidiram não questionar formalmente a Corte sobre como a Casa deve proceder em relação aos ministros. Em análise preliminar, o presidente da CCJ, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), avalia que, se a PGR enviou uma única peça, não há motivo para a Câmara desmembrá-la. Técnicos da CCJ também vão estudar o tema, já que o novo pedido tem aspectos diferentes. Arquivado em:BRASIL Ler artigo completo
  6. São Paulo – O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou ontem (22) na convenção do Solidariedade em São Paulo que o assédio do PMDB a políticos que vinham negociando com seu partido, o DEM, “é um problema, mas será resolvido”. Ele reiterou que a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB), enviada à Câmara, seguirá o mesmo rito da primeira. Anteontem, Maia cobrou mais respeito do Planalto e criticou as manobras do PMDB: “aliados não podem ficar levando facadas nas costas”. Segundo o presidente da Câmara, ele e Temer ainda não conversaram sobre o que considerou um avanço do PMDB sobre deputados que o DEM vinha negociando. Recentemente, o partido de Temer conseguiu atrair o senador Fernando Bezerra Coelho (ex-PSB). E pelo menos outros seis deputados do partido, que estavam em negociação para migrar para o DEM, foram procurados pela cúpula peemedebista. Ontem, o presidente do PSB, Carlos Siqueira, chamou de “farsantes” os parlamentares do partido que estão migrando para o DEM e para o PMDB. “Parlamentares sotas jamais cogitariam ir para o DEM ou para o PMDB, nas condições em se encontra, para apoiar o governo de um cidadão chamado Michel Temer”, afirmou Siqueira. Em tom de ironia, o presidente do PSB disse ser “natural” que as pessoas se aproximem de quem têm mais afinidade. Arquivado em:BRASIL Ler artigo completo
  7. Rio – Depois de quase uma semana de tiroteios no Rio de Janeiro, as Forças Armadas foram chamadas ontem, 22, para cercar a Rocinha – a mais conhecida comunidade da capital -, diante do reconhecimento de que o Estado perdeu o controle na guerra deflagrada pelo crime. Ao todo, 950 homens do Exército, da Marinha e da Aeronáutica estão mobilizados, além de dezenas de blindados e helicópteros. Mais três batalhões do Exército, que somam quase 3 mil homens, estão prontos, caso a situação se agrave. Não há previsão de quanto tempo deve durar essa operação. Ela é uma demonstração de força do Estado e de apoio à Polícia Militar após o confronto declarado entre Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, escondido na favela, e Antonio Bonfim Lopes, o Nem, que está no presídio federal de Rondônia. Os traficantes dos dois grupos, ligados à facção Amigo dos Amigos, disputam à bala o domínio da comunidade, invadida no domingo, com saldo de pelo menos três mortes. A ação dos militares começou após as 16 horas de ontem. Àquela altura, a cidade, principalmente a zona sul, vivera horas de caos, pânico e boatos. A Auto-Estrada Lagoa-Barra e os Túneis Zuzu Angel e Acústico Rafael Mascarenhas foram fechados das 10 às 14 horas, depois que os confrontos entre PMs e criminosos, iniciados às 8 horas, recrudesceram. A operação policial na Rocinha começara às 5 horas, com o objetivo de cumprir mandados de prisão. À noite, a polícia solicitou um mandado de busca coletivo. Por causa dos confrontos, cerca de 3 mil alunos ficaram sem aula na Rocinha. As unidades de saúde também não funcionaram. Colégios privados, como a Escola Teresiano, a Escola Americana e a Escola Parque, na Gávea, também não tiveram aulas. Na Gávea, a Pontifícia Universidade Católica (PUC) suspendeu as atividades. No dia, tiroteios também foram registrados nas comunidades do Alemão, na zona norte, São Carlos, perto da região central, e Dona Marta, na zona sul. Moradores da Rocinha ficaram acuados em suas casas. Muitos foram impedidos por criminosos armados de sair para trabalhar. “A ordem foi ninguém sair de casa para nada”, disse uma moradora. Residente em um condomínio em São Conrado, bairro da zona sul do Rio onde fica a favela, a empresária Helena Duarte contou que por volta das 10h30 os tiros assustavam as crianças. “Todas subiram correndo para casa.” A movimentação dos militares foi recebida por alguns moradores da Rocinha com naturalidade. “Já vi isso tantas vezes que me acostumei”, contou um eletricista que se identificou apenas como Carlos, de 34 anos, morador da parte baixa da favela. “Ruins foram esses últimos dias, quando teve tiro a noite toda. Agora vem aquela parte de a polícia entrar, os traficantes fugirem e a situação se acalmar até o próximo capítulo.” “A gente não devia se acostumar com isso porque indica que alguma coisa está muito errada. Mas vivemos assim, de tiroteio em tiroteio, de operação em operação”, resumiu a faxineira Maria Helena, de 59 anos, 28 deles vividos na Rocinha. Críticas Espetas em segurança criticaram duramente a demora da ação das autoridades. “Só hoje (ontem, 22) foi criado um gabinete de crise”, apontou a cientista social Sílvia Ramos, do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes. “O cenário é de caos e desorganização”, resumiu o sociólogo Ignácio Cano, do Laboratório de Análise da Violência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Para a coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania, a socióloga Julita Lemgruber, as ações de ontem, 22, revelam “que o Rio não tem uma política de segurança e o governo federal não tem plano de segurança”. O problema causou desconforto em Brasília. O presidente Michel Temer fez questão de discutir a situação, também preocupado com o que pode acontecer no Estado e as repercussões disso para sua imagem – o temor era de que alguma situação mais violenta acontecesse no período de Rock in Rio. Embora sempre achem que as forças de segurança locais é que têm de estar à frente da segurança pública, oficiais-generais ouvidos pelo Estado estavam acompanhando o problema crescer dia a dia e estranhavam o fato de nenhum pedido de ajuda ser feito. Se surpreenderam, mais ainda, quando, por meio do Twiter, o governo do Rio pediu às Forças Armadas nesta semana o patrulhamento de 103 pontos, trabalho que consideravam ineficaz e desgastante para as tropas federais. Esses mesmos militares lembravam que havia mais de 30 dias o Estado do Rio não apresentava nenhuma demanda às Forças Armadas. Eles cobram mudanças na política de segurança, com foco no crime organizado, incluindo a realização de vistorias em presídios. No caso do Rio, essa proposta nunca teria sido acolhida pelo Estado. Ainda ontem, 22, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, se reuniu com a procuradora-geral, Raquel Dodge, e sugeriu uma força-tarefa federal, com o Ministério Publico e Polícia Federal, para combater a criminalidade crescente no Rio. Na conversa, Raquel fez a sugestão de instalar parlatórios nos presídios para dificultar a comunicação dos detentos com a parte externa das cadeias. Arquivado em:BRASIL Ler artigo completo
  8. Um novo tiroteio foi ouvido na madrugada de hoje (23) na comunidade da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro. De acordo com a Assessoria de Comunicação Social do Estado-Maior Conjunto das Operações em Apoio ao Plano Nacional de Segurança Pública, por volta das 4h30, elementos armados tentaram romper bloqueio do cerco estabelecido pelas Forças Armadas nas proximidades da Rua General Olímpio Mourão Filho. Na operação, foram presos pela Polícia do Exército os cinco ocupantes de um veículo Renault Symbol e apreendidos um fuzil AK47 calibre 7,62mm com numeração raspada e quatro carregadores; uma pistola Glock calibre 9mm com dois carregadores; 86 munições calibre 7,62mm e 18 calibre 9mm; dois equipamentos de rádio transmissores; documentos; cadernos de anotações; além de pequena quantidade de drogas e dinheiro em espécie. Os suspeitos e o material apreendido foram entregues à 11ª Delegacia de Polícia, na Rocinha. Ocupação O primeiro contingente de homens da Forças Armadas que farão um cerco à Rocinha chegou às 16h10 dessa sexta-feira (22) na Rocinha. Cerca de 150 soldados do Exército e da Aeronáutica entraram na parte baixa da comunidade junto ao túnel Zuzu Angel. Eles foram acompanhados por policiais militares e alguns grupos se espalharam pelas principais ruas da localidade, no interior da favela. A missão principal das Forças Armadas é fazer um cerco à Rocinha para apoiar as operações das polícias civil e militar. A comunidade da Rocinha, a maior do Rio de Janeiro, é alvo de operações diárias da Polícia Militar desde o último domingo (17), quando houve confrontos entre grupos criminosos rivais pelo controle de pontos de venda da comunidade. Na manhã de ontem, houve um tiroteio intenso entre policiais e criminosos, que provocou o fechamento da Autoestrada Lagoa-Barra, que liga o bairro de São Conrado à Gávea. Cinco escolas e três unidades de educação infantil da prefeitura fecharam as portas, deixando quase 2.500 alunos sem aulas. Arquivado em:BRASIL Ler artigo completo
  9. São Paulo – O Centro de Liderança Pública (CLP) divulgou recentemente, em parceria com a consultoria Tendências e a Economist Intelligence Group, a última edição do ranking de competitividade dos estados brasileiros. São Paulo segue no primeiro lugar mesmo com queda de sua nota de 88,9 pontos em 2016 para 87,8 em 2017. Santa Catarina subiu uma posição no ranking, ganhando a vice-liderança geral e tirando o lugar do Paraná, hoje no terceiro lugar. O Rio de Janeiro caiu de oitavo para nono (veja a lista completa). Mas os números gerais escondem as variações enormes em relação ao 66 indicadores analisados nos 10 pilares que formam o índice. Veja alguns dos estados em destaque: São Paulo: Infraestrutura, Educação, Inovação e Potencial de Mercado São Paulo segue na 1ª colocação nestes quatro pilares. Em Educação, há destaque para os indicadores de avaliação da educação e taxa de frequência no ensino fundamental e médio. No potencial de mercado, São Paulo está bem à frente em tamanho (o que pesa muito), mas ficou apenas em 22º em dinamismo econômico e em 23º em crescimento potencial da força de trabalho. Em Inovação, São Paulo é 1º lugar nos indicadores de investimentos em P&D, 2º em produção acadêmica e 3º em número de patentes. Outros não são tão positivos. O estado caiu no pilar de Capital Humano (da 3ª para a 5ª posição) e na Solidez Fiscal, que já era seu ponto fraco, SP caiu 6 posições (da 15ª para a 21ª posição). Santa Catarina: segurança pública e sustentabilidade social A conquista da vice-liderança no ranking geral por Santa Catarina tem a ver com melhora em vários pilares, como Solidez Fiscal (de 10º para 7º), Capital Humano (6º para 3º), Infraestrutura (4º para 3º) e Potencial de Mercado (19º para 10º). O estado só caiu em Sustentabilidade Ambiental, do 9º para o 11º lugar, mas segue líder e com nota máxima em Sustentabilidade Social, que mede a atuação governamental para deixar os indivíduos menos vulneráveis. Em Segurança Pública, Santa Catarina subiu de 4º para 1º lugar no país puxado por uma melhor segurança no trânsito. A liderança está relacionada também aos bons resultados em índices como mortes a esclarecer e segurança pessoal. Ceará e Alagoas: solidez fiscal A recessão de 2015 e 2016 impactou (e muito) os resultados dos estados do ponto de vista fiscal, tanto pelo impacto em termos de queda da arrecadação quanto pelo aumento do serviço da dívida. Mas houve melhora forte no Ceará, que ganhou 6 posições neste quesito e conseguiu subir 3 posições no ranking geral. Já Alagoas foi os segundo melhor estado neste pilar e conseguiu subir três posições no ranking geral após ficar em último no ano passado. “Esses Estados apresentam, no conjunto, um bom equilíbrio dentre os 6 indicadores do pilar de sustentabilidade fiscal: apesar de terem um nível de endividamento entre médio a alto, estão entre os Estados que apresentam resultados primário e nominal positivos, ao mesmo tempo em que apresentam bom nível de execução orçamentária e de investimento, apesar de serem Estados relativamente dependentes financeiramente”, avalia o relatório. Paraná: infraestrutura (2º lugar) São Paulo é o líder nacional em Infraestrutura, mas vale destacar a melhora do Paraná, que pulou da 5ª para a 2ª posição neste pilar no espaço de um ano. O relatório destaca pontos positivos do estado na área como custo de combustíveis e qualidade do serviço de telecomunicações. Rio Grande do Sul: eficiência da máquina pública O RS se destaca pelo baixo custo dos poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) em relação ao PIB, além de baixa participação de servidores comissionados no total. “Os desempenhos mais fortes dos Estados do Sul e Sudeste sugerem que, apesar do maior tamanho de suas economias, não houve uma explosão no tamanho e custo dos serviços públicos. Em outras palavras, nesses Estados parece haver certo equilíbrio entre os recursos econômicos – que geram receitas aos governos – e os custos de manutenção do governo”, diz o relatório. Distrito Federal: capital humano e sustentabilidade ambiental Assim como o Rio de Janeiro, o Distrito Federal tem bons desempenhos nos indicadores de produtividade do trabalho, qualificação dos trabalhadores e proporção de trabalhadores com ensino superior, mas fica em último no quesito custo de mão de obra. Em sustentabilidade ambiental, o que garante a boa posição do DF é a liderança nos indicadores de serviços urbanos, tratamento de esgoto e destinação de lixo, onde ganhou 7 posições em um ano. Veja também ECONOMIABrasil só ganha de Mongólia e Venezuela em competitividade31 maio 2017 - 15h05 Arquivado em:ECONOMIA Ler artigo completo
  10. Daniel nunca pensou em ser empreendedor. Mas, de certa forma, sempre acreditou no poder das ideias doidas. Aos 11 anos, quando ainda morava em Los Angeles, recebeu a tarefa de entrevistar alguém que respeitasse muito, para contar a história dessa pessoa em um trabalho de escola. A maioria dos seus colegas entrevistou o pai, o avô ou um tio próximo. Mas Daniel tinha alguém diferente em mente: Don Drysdale, o maior jogador de basebol dos Dodgers na época. Seria como tentar entrevistar o Neymar, quando você pode simplesmente conversar com um vizinho e entregar o trabalho. Para isso, ele escreveu uma carta contando do projeto da escola, e oferecendo a mesada de um ano inteiro — o que daria 12 dólares — para que Don aceitasse o convite. Colocou a carta no Correio e ficou na torcida. Um belo dia, o telefone toca. “O Daniel está em casa?” Era Don Drysdale na linha. Ele tinha topado fazer a entrevista no dia seguinte no Estádio dos Dodgers — e nem pediu a mesada em troca. “Foram momentos como esses que me inspiraram a acreditar que vale a pena tentar fazer coisas extraordinárias”, conta Daniel. “Meus pais sempre me ajudaram a ver que, na pior das hipóteses, você pode não conseguir. Mas existe uma pequena chance de acabar fazendo algo grandioso.” Descobrindo o Brasil Sua formação e suas decisões profissionais levaram Daniel a se tornar um investidor de Private Equity no famoso fundo de investimentos Warburg Pincus. Em um dado momento, o fundo estava analisando as oportunidades de abrir uma filial no Brasil e deixou Daniel encarregado de estudar o mercado. A pergunta que ele deveria responder é: “Se você tivesse alguns bilhões de dólares, onde investiria no Brasil?” Daniel analisava estudos, olhava as projeções e, cada dia mais, tinha uma certeza: não faltavam oportunidades. O ano era 2010 e o Brasil tinha acabado de sair na capa da The Economist como uma promessa para o mundo. “Ficou muito claro que, daqui 50 anos, o Brasil vai ganhar um protagonismo muito maior na economia por diversos fatores. O primeiro é a demografia e o envelhecimento da população, um dos principais elementos de evolução de uma economia. Existe também uma tendência de crescimento na renda dos brasileiros, com a emergência de uma nova classe média. Sem contar os recursos naturais que não exploramos e que são extremamente valiosos.” Com esse cenário positivo, Daniel se encheu de entusiasmo. Decidiu bater na porta do escritório do líder responsável por essa expansão internacional, com a intenção de se candidatar a ser o “country manager” da operação no Brasil. Ele, ouvindo o relato de Daniel, foi direto ao ponto: – Daniel, você não fala português. Não entende nada da cultura. Não dá, gringos não conseguem fazer negócio no Brasil. Infelizmente, minha resposta é não. “Saí de lá bravo. E falei: ‘Agora tenho que mostrar que ele está errado. Pedi demissão, arrumei as malas e desembarquei no Brasil.” Rumo ao Novo Mundo “Uma semana depois de pedir demissão, eu pensei: ‘Caraca, o que foi que eu fiz?” Não tinha volta. Então o único caminho era seguir em frente. Daniel decidiu passar um tempo em Florianópolis para aprender português. Mas teve que aprender tudo, literalmente, sozinho. Até para tirar o visto de permanência no Brasil, ninguém sabia como ajudá-lo. “Eu fazia o que a maioria das pessoas não tinha feito ainda. Conseguir um visto brasileiro para empreender no país… E não existiam pessoas que eu poderia acessar pra entender quais eram os caminhos.” O que restava a Daniel era estudar. Ele não sabia muito de marketing, então começou a ler vários livros. Não sabia como programar, e aprendeu algumas linguagens para criar o site do seu novo negócio. Ia conhecendo a cultura e aprendendo português, em paralelo. E tudo isso foi fortalecendo a crença de que ele seria capaz de fazer qualquer coisa por aprender. Enxergando de longe as oportunidades Viajando por dentro de lugares diversos do Brasil, Daniel ia descobrindo algumas coisas que, para quem via de fora, eram bastante chocantes. A primeira era a relação entre marcas e consumidores. “A qualidade de muito serviço oferecido no Brasil gerencia a expectativa de forma errada. Por algum motivo, tem muita surpresa negativa e quase nunca surpreende positivamente. O Marketing fala muito e raramente entrega. Nos EUA, se você faz uma promessa e não cumpre, sua marca se queima. Mas aqui os consumidores já se acostumaram com isso.” Em meio às suas pesquisas, Daniel conheceu algo que nunca tinha visto em nenhum outro lugar, um site em que consumidores poderiam reclamar abertamente do serviço e atendimento das empresas: o Reclame Aqui. Foi aí que ele percebeu como grande parte das empresas era odiada por aqui. Em especial, dois setores figuravam na lista de maior insatisfação: o de telefonia e o de seguros. Opa, ali tinha uma oportunidade! Somado a isso, ele notou como os celulares no Brasil são muito mais caros que no resto do mundo, chegando a custar três ou quatro vezes mais do que nos EUA. Mas a ironia era que, mesmo custando mais, quase ninguém fazia o seguro contra acidentes, roubos ou defeitos, já que os preços são praticamente proibitivos. Se a tela do seu celular já quebrou, você sabe bem o que acontece: a única solução parece ser deixar na assistência técnica durante 30 ou 60 dias até ter seu aparelho de volta. Ser amada em uma indústria com tanta insatisfação Foi para solucionar esse problema que nasceu a Pitzi, uma empresa centrada no consumidor que oferece aos clientes um plano de proteção contra acidentes, garantindo o envio do seu telefone perfeito em até 5 dias úteis. No começo, era simples: ele recebia o telefone, e se fosse impossível consertar, ia à loja da frente, comprava um novo, entregava ao cliente e depois tentava descobrir como consertá-lo para revender como usado. Com o tempo, foi desenvolvendo a logística reversa, verticalizando a operação e construindo uma fábrica própria que melhorasse a eficiência da sua cadeia. Hoje, além de assegurar contra acidentes, a Pitzi também está ampliando sua proteção contra roubos e furtos em parceria com seguradoras. Na prática, a Pitzi é um serviço de assinatura com uma mensalidade que varia de acordo com o modelo do aparelho que repara seu celular em caso de queda, dano ou defeito. O suporte para smartphones é feito sem que os assinantes precisem sair de casa, usando um serviço online para fazer o chamado. Fazer uma mudança ou inventar a lâmpada? De todos os desafios e dificuldades que Daniel já enfrentou no Brasil, alguns aprendizados ficaram mais fortes. “No começo, eu imaginava que criar um novo negócio era como fazer uma mudança de um apartamento para o outro. Muito trabalho a ser feito, mas com esforço você consegue aos poucos e ver o progresso. Você tem que empacotar suas coisas sozinho, colocar tudo no carro, fazer uma viagem, voltar e colocar mais coisas… Até que um dia tudo já foi trocado de um lado para o outro. Um trabalho constante que não pode ser feito por mais ninguém, além de você.” “Mas, na prática, é muito mais como a descoberta de uma invenção. Para criar uma lâmpada que funcionasse, foi preciso testar milhares de lâmpadas que deram errado. Na história da Pitzi, nós descobrimos três ou quatro lâmpadas, mas, para isso, tivemos que testar milhares de coisas.” “O segredo é fazer muitos experimentos, ser muito bom em executá-los e ganhar tempo e velocidade, sem perder a qualidade desses testes. Até encontrar uma lâmpada que funcione.” Mas como você sabe que chegou em algo que realmente tem potencial e indica o caminho certo? “É bastante óbvio, como uma explosão. A nossa primeira, por exemplo, foi quando estávamos testando diferentes canais de distribuição. Testamos sites online, assistências técnicas, tudo parecia muito difícil. Até que conseguimos entrar em uma loja física e a Pitzi praticamente se vendeu sozinha. Ali descobrimos nossa primeira lâmpada.” Ciclo virtuoso Para Daniel, empreendedorismo é uma força poderosa para o bem. A maioria das pessoas acredita que empreender é uma forma de ganhar dinheiro e acaba criando um ciclo vicioso em que ganham dinheiro prometendo algo que não podem cumprir. Mas Daniel quer mostrar o poder do ciclo virtuoso — a criação de uma marca com credibilidade que entregue ao consumidor aquilo que ele espera. Essa reputação ao longo do tempo fortalece também os aspectos financeiros, o que ajuda a inovar mais rápido, vender mais e fazer mais pessoas felizes. “Esse é um ciclo muito poderoso, e a Pitzi tem sido exemplo disso. Entramos em um setor comoditizado e estamos, aos poucos, fazendo um bom trabalho, que possa ser reconhecido e crescer. Minha intenção é levar esse ciclo virtuoso também para outros produtos, setores e lugares. Queremos criar uma nova barra de atendimento, qualidade e serviço no Brasil. Se o cliente começa a perceber que dá para ser mais rápido e melhor, não vai aceitar alguém que entregue menos do que isso.” O tamanho do sonho, a capacidade de realizar algo grandioso e a vontade de transformar a relação entre marcas e empresas no Brasil fizeram de Daniel Hatkoff o mais novo Empreendedor Endeavor, aprovado no 74° Painel Internacional, que aconteceu no último dia 13/9, em Nova York. “Se sonhar grande e sonhar pequeno dá o mesmo trabalho, nós decidimos sonhar grande. Bora fazer algo doido.” Texto publicado originalmente no site da Endeavor. Arquivado em:PME Ler artigo completo
  11. São Paulo – A Forbes publicou uma edição especial com as 100 maiores mentes de negócios. Entre eles, estão nomes como Oprah Winfrey, o presidente do Twitter, Jack Dorsey, Mark Zuckerberg, do Facebook, Elon Musk, da Tesla e Space-X. Em entrevistas e textos pessoais, esses empresários contam de suas vitórias, resultados e aprendizados. Mas, mesmo os empresários mais brilhantes cometem erros. Ao não avaliar a estrutura de um fornecedor ou analisar corretamente uma aquisição, eles perderam bilhões e quase quebraram suas companhias. Um exemplo é a Spanx, que quase faliu logo no começo de sua trajetória. A fornecedora da marca de lingerie quebrou e praticamente levou a empresa junto. Segundo Sara Blakely, a criadora e presidente da companhia conhecida por peças que modelam o corpo, foi um erro de iniciante, mas que poderia ter sido fatal para seu empreendimento. Em texto publicado na Forbes, ela fala que deveria ter feito o processo de diligência devida e que esse erro é comum em jovens empreendedores. A empresa se recuperou e está em 50 países. Outro empresário que confessou seus erros à Forbes foi Michael Eisner, antigo CEo da Disney. Em 1998, a companhia do Mickey Mouse comprou a Infoseek, na época um dos maiores buscadores da internet. O futuro era promissor para a companhia. No entanto, em uma conversa informal no banheiro, um consultor da McKinsey o aconselhou a não capitalizar as buscas com termos patrocinados para proteger a marca da Disney. O Google surgiu e hoje fatura bilhões de dólares com essa ideia. Eisner diz que aprendeu sua lição. “Não tenho mais reuniões no banheiro”, disse à Forbes. Mas nenhum erro foi tão grave quanto o de Jack Welch. Em 1963, ele explodiu a fábrica de plásticos da GE. Literalmente, o prédio todo foi ao chão. Mas ele contou que, com esse erro, aprendeu uma grande lição de liderança. O então presidente da companhia, Charlie Reed, o chamou ao seu escritório e passou horas conversando com ele sobre o que deu errado e o que poderia ser feito para prevenir o desastre. Isso o ensinou, em sua carreira como antigo presidente da GE, a dar uma segunda chance, desafiar e ajudar seus funcionários. Arquivado em:NEGÓCIOS Ler artigo completo
  12. São Paulo – Durante quase quatro décadas, William H. McRaven dedicou sua vida à Marinha dos Estados Unidos. Ele inclusive era um dos comandantes da operação que capturou Osama bin Laden. Ao longo de sua trajetória, o almirante exerceu de forma rotineira pequenas tarefas com perfeição – entre elas arrumar a cama todos os dias – que ele afirma ter feito grande diferença em sua maneira de encarar a vida e de lidar com os desafios da guerra. Depois da aposentadoria, McRaven passou a palestrar sobre sua passagem nas Forças Especiais americana e foi em uma aula inaugural, na Universidade do Texas, em 2014, que ele – ao listar 10 pequenas lições de perseverança – mudaria então a vida de milhares de pessoas ao redor do mundo. Isso porque, o discurso do comandante fez tanto sucesso que virou livro. Lançado no Brasil recentemente pela Editora Planeta, a obra Arrume a sua cama: pequenas atitudes que podem mudar a sua vida…e talvez o mundo ficou durante quatro meses em primeiro lugar na lista das mais vendidas do jornal americano The New York Times. O almirante concedeu com exclusividade uma entrevista a EXAME.com. Confira a seguir os principais trechos do bate papo com McRaven e as lições de perseverança citadas por ele em seu livro: EXAME.com – Quando palestrou na Universidade do Texas, você imaginou que seu discurso poderia fazer tanto sucesso a ponto de virar livro? William H. McRaven – Nunca! Alguns dias antes do discurso, achei que o material que tinha preparado não era tão bom e estava tentando encontrar um tema interessante para a palestra. Foi quando minha esposa disse: “por que você não fala sobre algo que você conhece”. Tudo o que sabia era como ser um oficial da Marinha, mas fiquei preocupado que os estudantes reagissem mal a um homem de uniforme falando sobre sua rotina nas Forças Especiais dos Estados Unidos. E como então preparou seu discurso? Eu preparei meu discurso com as principais lições que executei e aprendi ao longo da minha trajetória como almirante. Minha maior preocupação era que os ensinamentos pudessem ser cumpridos por todas as pessoas, independente do gênero, profissão, nacionalidade, religião ou orientação sexual. Precisavam ser ensinamentos de fato universais. No seu entendimento, por que as pequenas atitudes podem fazer grande diferença na vida das pessoas? Tenho como convicção que se você não fizer direito as pequenas tarefas do dia a dia, dificilmente vai conseguir realizar as tarefas mais difíceis. Fazer a cama todas as manhãs é uma tarefa fácil, que pode proporcionar a sensação de realização e encorajar as pessoas a fazerem mais e mais tarefas. Mas arrumar a cama todos os dias tem esse poder de transformar as pessoas? É uma maneira importante de começar o dia. Nas Forças Especiais, meus instrutores enfatizavam que se você não pudesse fazer sua cama corretamente, dificilmente conseguiria executar uma missão mais complexa com maestria. As coisas pequenas são importantes. Faça-as perfeitamente. Quais outras pequenas tarefas podem fazer diferença na vida das pessoas? Pequenas coisas afetam nossas vidas diariamente. Se você não tirar o lixo, a casa fica com cheiro ruim. Se não abastecer o carro, você não consegue se locomover. Se não se dedicar à educação de seus filhos, eles podem se tornar adultos problemáticos. Se não cuidar da sua vida financeira, pode perder dinheiro. São hábitos pequenos, comuns e que as pessoas costumam realizar de maneira automática, mas viram grandes problemas se não executados corretamente. Assim como você, como as pessoas podem ser motivação para outras? Acredito que as pessoas em todos os lugares do mundo podem sempre ser uma pequena motivação, uma inspiração, um pouco de esperança na vida do próximo. Se meu pequeno livro, o meu discurso são capazes de fazer isso, todos podem ser ter o que ensinar. As 10 lições de perseverança listadas por McRaven: 1 – Comece o dia com uma tarefa feita 2 – Você não vai conseguir sozinho 3 – Tudo o que importa é o tamanho do coração 4 – A vida não é justa – siga em frente 5 – O fracasso pode tornar você mais forte 6 – Você precisa ousar mais 7 – Enfrente os tiranos 8 – Mostre-se à altura da ocasião 9 – Dê esperança às pessoas 10 – Nunca, jamais, desista Arquivado em:ESTILO DE VIDA Ler artigo completo
  13. São Paulo — O preço médio do metro quadrado para aluguel em São Paulo chegou a 33,78 reais em agosto, queda de 3,5% em comparação com o mesmo período de 2016. Os dados são da plataforma imobiliária VivaReal. Segundo o levantamento, Vila Nova Conceição (66.67 reais/m²) foi o bairro mais caro para alugar imóveis e está 97,36% acima da média da cidade. Em relação a julho deste ano (35,29 reais), houve desvalorização de 4,3%. Se você está pensando em economizar com o aluguel, fuja da zona Sul da cidade: oito entre os dez bairros com o metro quadrado médio mais caro de SP para alugar ficam nesta área. Os outros dois estão na zona Oeste. Nas zonas Leste e Norte, as regiões mais baratas para alugar imóvel em São Paulo, o preço médio do metro quadrado para locação pode ser até menos do que a metade da média geral da cidade, dependendo do bairro. Mas antes de fechar qualquer negócio, lembre-se de que não é só o valor do aluguel que conta na escolha do lugar para morar. É importante colocar na balança os custos com transporte, para, no fim das contas, o barato não sair caro. A seguir, confira os bairros mais caros e baratos em cada zona de São Paulo para alugar imóvel, segundo o VivaReal. Centro Bairros mais caros Valor do m² para aluguel Bairros mais baratos Valor do m² para aluguel Cerqueira César R$ 50,00 Bom Retiro R$ 20,00 Consolação R$ 46,30 Cambuci R$ 27,54 Bela Vista R$ 44,00 Aclimação R$ 30,99 Vila Buarque R$ 37,50 Campos Eliseos R$ 32,56 Higienópolis R$ 35,00 Republica R$ 33,33 Zona Sul Bairros mais caros Valor do m² para aluguel Bairros mais baratos Valor do m² para aluguel Vila Nova Conceição R$ 66,67 Jardim Santa Emília R$ 18,25 Vila Olimpia R$ 65,45 Jardim Umarizal R$ 18,87 Vila Gertrudes R$ 64,00 São João Climaco R$ 20,83 Cidade Moncoes R$ 63,94 Jardim Germania R$ 20,95 Itaim Bibi R$ 62,50 Jardim Umuarama R$ 21,43 Zona Oeste Bairros mais caros Valor do m² para aluguel Bairros mais baratos Valor do m² para aluguel Jardim Europa R$ 53,33 Jardim Bonfiglioli R$ 19,20 Jardim Paulistano R$ 53,07 Parque São Domingos R$ 20,00 Pinheiros R$ 51,63 Jardim Ester R$ 20,69 Barra Funda R$ 37,88 Vila Sônia R$ 22,42 Vila Madalena R$ 37,50 Vila Polopoli R$ 22,73 Zona Leste Bairros mais caros Valor do m² para aluguel Bairros mais baratos Valor do m² para aluguel Vila Guilherme R$ 23,81 Tremembé R$ 17,14 Vila Pauliceia R$ 23,64 Horto Florestal R$ 17,96 Lauzane Paulista R$ 23,33 Jaragua R$ 19,00 Santana R$ 23,33 Vila Gustavo R$ 19,49 Santa Terezinha R$ 23,21 Jardim Japão R$ 20,00 Zona Norte Bairros mais caros Valor do m² para aluguel Bairros mais baratos Valor do m² para aluguel Jardim Anália Franco R$ 30,83 São Mateus R$ 15,00 Brás R$ 29,41 Cidade Líder R$ 17,14 Vila Bertioga R$ 26,12 Itaquera R$ 17,14 Parque da Mooca R$ 25,71 Vila Ré R$ 17,78 Vila Regente Feijó R$ 25,71 Cangaíba R$ 18,72 Veja também SEU DINHEIROImóveis: a onda do coliving veio para ficar?20 set 2017 - 16h09 SEU DINHEIROCaixa reduz teto de financiamento para imóveis usados para 50%22 set 2017 - 18h09 SEU DINHEIROOs bairros onde o metro quadrado é mais caro em cada região de SP21 set 2017 - 05h09 Arquivado em:SEU DINHEIRO Ler artigo completo
  14. São Paulo – Confira a seguir as principais notícias no mundo do Marketing e da Publicidade na última semana: John Lemon – A marca de bebidas vendida na Europa vai ter de mudar seu nome após vitória judicial de Yoko Ono. A artista, mulher de John Lennon quando o ex-Beatle foi assassinado, entrou na justiça contra a empresa. Para ela, estavam usando o nome de seu marido de modo ilegal. Danos materiais – GM e Nissan entraram em novo capítulo na justiça, em problema que vem desde 2010. Na época, a GM reclamou de uma campanha da Nissan no Conar e conseguiu que ela fosse suspensa. Agora, a marca pede reparação por danos materiais e quer que a concorrente pague todos os custos do longo processo. Era piada – Nos Estados Unidos, outdoors dizendo que “a Netflix era uma piada” levantaram dúvidas: ação da concorrência? Ataque direto? Mas, durante a transmissão do Emmy, foi revelado que era uma campanha da própria marca, para divulgar seus novos especiais de comédia. Café da manhã – A Nestlé lançou no Brasil um produto inédito que mistura cereal e granola. Segundo a marca, a primeira combinação do tipo. Em duas versões: com cereal Nescau (voltado para crianças) e com cereal Cheerios. Sem homofobia – Marca reagiriam contra a decisão de um juiz do Distrito Federal que abriu espécie de brecha para legalizar a “cura gay”. Além de marcas como Google e Absolut, governos de estados como Minas Gerais e Pernambuco também manifestaram repúdio ao caso. Veja também MARKETINGAllianz Parque lança campanha e homenageia terceira idade22 set 2017 - 12h09 MARKETINGBar “Stranger Things” ganha intimação inusitada da Netflix20 set 2017 - 16h09 Arquivado em:MARKETING Ler artigo completo
  15. São Paulo — Rick Howard tem um trabalho curioso: ele é chefe de segurança digital de uma empresa de segurança digital, a Palo Alto Networks. Em conversa com EXAME, Howard falou sobre seu cargo e a situação atual da segurança digital. Veja os melhores momentos da conversa abaixo. EXAME: Como é cuidar da segurança de uma empresa de segurança? Isso traz algum desafio adicional? Rock Howard: Essa é uma ótima pergunta (risos). É um trabalho bastante interessante. A diferença é que em trabalhos anteriores, eu era o expert em segurança de toda a empresa. Aqui na Palo Alto Networks, todos são espetas em segurança. Um aspecto interessante é que todos têm opiniões sobre como esse aspecto deveria ser abordado por nossa própria empresa. De forma geral, governos, empresas e as pessoas se preocupam o suficiente com segurança digital? Eu acredito que a sociedade já esteja alerta sobre os problemas relacionados a segurança digital. Constantemente vemos notícias sobre problemas relacionados a esse assunto. Mas essa conversa, em geral, é bastante difícil. Segurança é uma das últimas coisas na qual muita gente pensa. A grande maioria quer ver isso longe da frente delas. Infraestrutura de cidades estão vulneráveis a hackers? Isso esbarra em um assunto sensível: o fato de que os governos normalmente trabalham com orçamentos curtos. Mas isso tem mudado. Do ponto de vista de segurança, é cada vez mais fácil comprar ou montar plataformas que façam ligações entre serviços diferentes trazendo segurança. Hackers sempre parecem ter um truque novo. Ao mesmo tempo, a indústria de prevenção de ataques avança sem parar. Estamos mais, menos ou tão seguros quanto há cinco anos? Esse trabalho é quase como um jogo de gato e rato. Dentro da comunidade de segurança, geralmente sabemos no que os hackers estão trabalhando em 99% das vezes. Muitas vezes, o trabalho dos criminosos é de reciclar técnicas já usadas. Mas casos como de ransomware estão ganhando força. Ransomware estão por aqui há 15 anos. A questão é que ele virou algo lucrativo faz pouco tempo. Os ataques são focados em pessoas comuns, criptografando os dados e exigindo um pagamento em moedas digitais. Antes, era preciso tentar roubar números de cartão de crédito, que era como eles ganhavam dinheiro. Já o ransomware permite que se faça bastante dinheiro rapidamente. É por isso que vemos casos do tipo aumentando. Arquivado em:TECNOLOGIA Ler artigo completo