Jump to content
Siscomex - Comércio Exterior

Siscomex (robô)

Premium
  • Content Count

    59,731
  • Joined

  • Last visited

  • Days Won

    5

Siscomex (robô) last won the day on August 21 2015

Siscomex (robô) had the most liked content!

Community Reputation

12 Boa

About Siscomex (robô)

  • Rank
    Mestre do Fórum!

Profile Information

  • Sexo
    Não Informado
  • Estado
    Rio Grande do Sul
  • Perfil
    Pessoa física regular
  • Empresa
    siscomex.com.br

Recent Profile Visitors

The recent visitors block is disabled and is not being shown to other users.

  1. (Reuters) – O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste domingo que sempre buscou diálogo com líderes do G7, em um momento no qual seu governo enfrenta pressões externas em razão de incêndios nas florestas da região amazônica no país. “Desde o princípio busquei o diálogo junto aos líderes do G-7, bem como da Espanha e Chile, que participam como convidados”, escreveu no Twitter, onde também publicou um vídeo com alguns comentários de líderes na cúpula do G7 na França. De acordo com as legendas que acompanham o vídeo, a chanceler alemã, Angela Merkel, afirma que há planos de uma conversa por telefone nesta semana, o que é endossado por outros presentes, entre eles o presidente francês, Emmanuel Macron. – Desde o princípio busquei o diálogo junto aos líderes do G-7, bem como da Espanha e Chile, que participam como convidados. O Brasil é um país que recupera sua credibilidade e faz comércio com praticamente o mundo todo. pic.twitter.com/DPCK3yZ7NS — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) August 25, 2019 “O Brasil é um país que recupera sua credibilidade e faz comércio com praticamente o mundo todo”, disse Bolsonaro no Twitter. Em um segundo post, acrescentou que é um país comprometido “com a proteção ambiental e respeitamos a soberania de cada país”. “Meu muito obrigado a dezenas de chefes de estado que me ouviram e nos ajudaram a superar uma crise que só interessava aos que querem enfraquecer o Brasil!” “Não estamos trabalhando contra ele” O vídeo compartilhado na publicação de Bolsonaro foi captado nos bastidores do encontro do G7, grupo das sete economias mais ricas, que está reunido em Biarritz, no sul da França. As imagens foram divulgadas no sábado (24) por um dos canais da agência Bloomberg em sua conta no Twitter. “Eu anunciei que ligaria para ele nas próximas semanas para que ele tenha a impressão de que não estamos trabalhando contra ele”, diz Merkel, sobre Bolsonaro. Macron reage positivamente à fala. Com a escalada das notícias sobre incêndios na Amazônia, o tema ganhou notoriedade internacional e é uma das pautas em discussão na cúpula do G7. Neste domingo, Macron afirmou que o grupo planeja dar suporte técnico e financeiro à Amazônia e já está em diálogo com o Brasil e outros países da região para botar isso em prática o quanto antes. (Por Paula Arend Laier, em São Paulo) Ler artigo completo
  2. Um despacho do presidente Jair Bolsonaro, publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) neste domingo (25), autorizou o emprego das Forças Armadas no combate aos incêndios florestais no Acre, Mato Grosso e Amazonas. Com isso, são sete os estados que solicitaram apoio federal nas operações, já que Roraima, Rondônia, Tocantins e Pará já haviam feito o pedido desde a última sexta-feira (23), quando o presidente assinou o decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) que permite a atuação dos militares da União. A medida vale para áreas de fronteira, terras indígenas, em unidades federais de conservação ambiental e outras áreas da Amazônia Legal. Segundo o texto, o emprego dos militares será autorizado apenas mediante requerimento do governador de cada estado da região. A Amazônia Legal é um território que abrange os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, de Rondônia, Roraima e parte dos estados de Mato Grosso, do Tocantins e do Maranhão. Ontem (24), o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, afirmou que cerca 44 mil militares das Forças Armadas estão continuamente na Região Amazônica e poderão ser empregados nas operações. Já o Ministério da Economia informou hoje (25), em nota, já ter aprovado o descontingenciamento imediato R$ 38,5 milhões do orçamento da Defesa para custear os trabalhos de combate aos incêndios conduzidos pelas Forças Armadas. Aviões em operação A Força Aérea Brasileira (FAB) está empregando, desde ontem (24), duas aeronaves C-130 Hércules no combate aos focos de incêndio na Amazônia. Os aviões são operados pelo Primeiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Transporte e têm usado o aeroporto de Porto Velho como base. A Força Aérea Brasileira (FAB) emprega, desde ontem (24), duas aeronaves C-130 Hércules no combate aos focos de incêndio na Amazônia, partindo de Porto Velho (RO). Veja tambémBRASILVozes pela Amazônia: “Se a floresta tombar, nós vamos juntos”, diz ecólogo25 ago 2019 - 14h08 As aeronaves são equipadas com o sistema chamado MAFFS (Modular Airborne Fire Fighting System, em inglês). O equipamento é composto por cinco tanques de água e dois tubos que se projetam pela porta traseira do avião, podendo carregar até 12 mil litros de água. Para realizar a missão, a aeronave tem que sobrevoar a área do incêndio a uma altura de 150 pés (aproximadamente 46 metros de altura), segundo a FAB. O lançamento, por meio de pressão, dura sete segundos e a própria inércia se encarrega de espalhar o líquido sobre o fogo, por uma linha de 500 metros. Após despejar a água, o avião retorna para a capital de Rondônia, ponto de apoio, onde recebe um novo carregamento. Ler artigo completo
  3. Brasília – Ameaçada de expulsão pelo PDT por ter votado a favor da reforma da Previdência, a deputada Tabata Amaral (SP) atribui muito das críticas que recebeu ao machismo. “Se eu não fosse uma mulher de 25 anos, ninguém estaria afirmando que A, B, C ou D disseram como eu voto”, afirmou ela ao Estado. “Tem pessoas que não acreditam que eu tenha inteligência e capacidade de decidir o meu próprio voto.” Sobre o risco de ser expulsa, respondeu que, se isso acontecer, vai procurar uma legenda que tenha como prioridade a pauta da Educação. “Recebi convites informais de vários partidos.” Segunda parlamentar mais jovem da atual Legislatura, Tabata costuma dizer que se espelha na deputada americana Alexandria Ocasio-Cortez, do partido Democrata. Descendente de porto-riquenhos e eleita pela força das redes sociais, Alexandria é a mulher mais jovem a ocupar uma cadeira no Congresso nos EUA. Embora atuante, Tabata diz que lida com as redes de forma ponderada. “As redes não são um fórum democrático para ouvir as pessoas e tomar decisão. Para mim, as redes servem mais para comunicar o seu mandato, ser transparente.” A seguir, os principais trechos da entrevista: O voto a favor do projeto de reforma da Previdência mudou sua forma de atuação na Câmara? Minha postura não mudou. Eu falo da reforma da Previdência há dois anos. Uma das coisas que me levaram ao PDT e a fazer campanha para o Ciro (Gomes, candidato à Presidência derrotado nas últimas eleições) foi o fato de eu ver nele uma liderança que era de centro-esquerda, assim como eu, mas que entendia que falta dinheiro para fazer política pública e que o Brasil precisava ser fiscalmente responsável. Vê-lo defender a reforma da Previdência na campanha, quando ninguém falava disso, me deu muita certeza de pedir voto para ele. Então, por que o ruído com a sua posição na Previdência? Fiquei muito frustrada com a falta de compromisso em relação ao que o PDT havia defendido na campanha (eleitoral). Eu segui minhas convicções. Fui coerente. Talvez isso, na política tradicional, seja algo diferente. O deputado Felipe Rigoni (PSB-ES) externou antes da votação da Previdência, publicamente, sua posição repetidas vezes. O PDT afirma que a senhora não. Discordo. Quem me perguntou, quem se preocupou, seja entrevistador, seja população, eu fui muito coerente. Eu acho que precisavam de um bode expiatório para este processo. Por quê? Foram 369 votos (a favor da Previdência). Imagino que o meu não foi surpresa nem para o Ciro, porque volta e meia a gente falava sobre a Previdência. Agora, a razão de as pessoas trazerem esse tanto de acusações, não sei. Alguns se frustraram. Outros, por um pouco até de machismo. Vou ter de carregar por alguns anos o fato de ser a segunda mulher mais jovem daqui. Sou branca, tive um monte de oportunidade, estou aprendendo a minha quarta língua, mas também não sou uma pessoa típica de Harvard (universidade americana, onde estudou). O lugar do qual eu venho é tão diferente que as pessoas não conseguem me encaixar nos seus estereótipos. Parte da bancada do PDT e o próprio Ciro veem sua atuação sendo pautada por agentes como a Fundação Lemann… Eu sei que tem várias teorias da conspiração. Eu acabo me aborrecendo às vezes. É o meu nome e eu batalhei muito para estar aqui. Trabalhei desde os sete anos de idade, e vem um povo dizendo que fulano é responsável por tudo que você faz e como você vota. Tem muito machismo nisso também porque, se eu não fosse uma mulher de 25 anos, ninguém estaria dizendo que A, B, C ou D disseram como eu voto. Tem pessoas que não acreditam que eu tenha inteligência e capacidade de decidir o meu próprio voto. A reação das redes contra a sua posição da Previdência mudou a sua atuação na Câmara? Não. A diferença da maneira com a qual eu lido com as redes é que, para mim, as redes não são um fórum democrático para ouvir as pessoas e tomar decisão. Para isso, eu tenho o gabinete itinerante. Não é fazer uma enquete com a quantidade de robô e a quantidade de dinheiro que tem nas redes sociais. Para mim, as redes servem mais para comunicar o seu mandato, ser transparente. Comparando a postura do (presidente Jair) Bolsonaro e a minha, em outras proporções, é que ele usa as redes para consultar e se posicionar. Eu uso as redes para me comunicar e explicar meus posicionamentos. Existe um reposicionamento estratégico da sua imagem? Eu tenho um time muito bom que me ajuda. A gente está sempre tentando se reinventar. E quando eu falo em me reinventar não é reposicionamento. É simplesmente tornar a comunicação mais simples. Minha eleição não foi de redes sociais. E eu já fui chamada de débil mental por falar que eu não acho que dá para ouvir a população ouvindo as redes. Não dá para fazer nada pensando em números de likes. Não é um reposicionamento. O que eu acredito, não mudou. Ao se aproximar do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a senhora está se reposicionando politicamente mais ao centro do espectro político? Eu tenho reuniões quase que semanais com Maia desde que fiz uma provocação a ele: a Casa precisa se posicionar na pauta social. Aí tem um vácuo. Ele falou: ‘se você conseguir levantar projetos, traz para mim’. Eu, quando cheguei aqui, olhei esse Parlamento conservador e a agenda do governo, e não achei que eu ia conseguir falar com o presidente da Câmara e ter espaço para falar de uma agenda social. Então, vou aproveitar. E qual é essa agenda? Sou de centro-esquerda. Eu escolhi o PDT porque eu acreditava naquele momento que era o lugar que eu teria mais espaço para defender a minha agenda de Educação. Se o PDT me expulsar, e essa decisão é deles e não minha, porque eu não converso com o conselho de ética, vou para um partido que tenha essa pauta como prioritária. Agora, para qual partido que eu vou, não dá para eu conversar. Eu não fui expulsa. Você não está fazendo este movimento de buscar um partido? Não. Recebi convites informais de vários partidos. Formal, eu não recebi. Se eu for expulsa, eu converso com o maior prazer. Ler artigo completo
  4. São Paulo – O cientista norte-americano Philip Fearnside conhece a Amazônia como poucos. Ele fincou os pés na região no final dos anos 1970 e chegou a viver a beira da Transamazônica em experiência de campo para seu doutorado. Não à toa, tornou-se um dos nomes mais respeitados internacionalmente quanto o assunto é a maior floresta tropical do mundo. Em 2007, o ecólogo recebeu o Prêmio Nobel da Paz pelo Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC). Fearnside é pesquisador titular há mais de quatro décadas no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), um dos mais importantes centros de pesquisa sobre o bioma, que estuda desde o impacto da perda de floresta sobe os regimes de chuvas até o desenvolvimento de produtos a partir da biodiversidade amazônica. Em entrevista para o site EXAME, o cientista critica as decisões do governo federal para a pasta ambiental e destaca o papel central que a Amazônia desempenha no equilíbrio do clima planetário. Segundo ele, a morte da floresta emitiria mais gases de efeito estufa para a atmosfera do que a humanidade tem emitido através de suas atividades, como queima de combustível fóssil para geração de energia e uso da terra. Isso iniciaria um processo incontrolável de aquecimento global, com graves consequências para as sociedades humanas. “O fato de termos um governo que deliberadamente ataca o meio ambiente é muito grave e estimula um estado de impunidade e o aumento do desmatamento que estamos vendo. Não dá para esperar três anos e meio para o fim do mandato do atual para começarmos a fazer nossa parte no combate às mudanças climáticas, precisamos de ações imediatas, que passam pelo combate ao desmatamento e reconhecimento do aquecimento global”, diz o ecólogo. Philip Fearnside: Nobel da Paz e pesquisador sênior do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).Divulgação Confira a entrevista na íntegra a seguir: EXAME: O governo anunciou cortes nos orçamentos para pesquisa no Brasil. Como isso afeta o trabalho dos cientistas e institutos que estudam meio ambiente, incluindo o Inpa? Fearnside: Há limitações claras aí, como a falta de dinheiro, que afeta os investimentos em pesquisa e a falta de pessoas, já que não estão contratando gente, não tem editais, não tem concursos para substituir quem está indo embora. Os centros de pesquisas estão encolhendo. É uma situação que tem se agravado ao longo dos anos, mas se torna ainda mais crítica sob o atual governo, que deixou o país sem concursos para contratação de pessoal. Isso é terrível. Por exemplo, quase metade das pessoas que trabalham no Inpa terão direito de se aposentar dentro de um ano. Além disso, nem dinheiro para bolsa de pesquisas tem. Por conta dos cortes, o CNPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico] suspendeu a concessão de novas bolsas de pesquisa e talvez nem haja dinheiro suficiente para pagar as bolsas existentes depois de setembro. EXAME: Recentemente, Noruega e Alemanha suspenderam as doações de recursos ao Fundo Amazônia, principal ferramenta para preservação da floresta. Em resposta, o governo federal “desdenhou” dos milhões de dólares já doados. Como o sr. avalia esses eventos? Fearnside: No caso do Fundo Amazônia, os recursos ajudam no trabalho de preservação da floresta. Tanto na parte de monitoramento que o Inpe [Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais] realiza quanto nas ações de fiscalização a cargo do Ibama, além de muitas outras iniciativas de Ongs, governos estaduais e demais entidades. Infelizmente, com a alta de desmatamento na floresta, esses países doadores suspenderam os repasses, mas isso faz parte do acordo, já que as doações são atreladas à redução do desmatamento. É um quadro gravíssimo. E é evidente que o atual ministro do Meio Ambiente e o presidente se empenharam em desacreditar o programa, criando uma ideia de que há corrupção no processo do Fundo. Também tentaram usar verba das doações para indenizar proprietários rurais. Há muito sinais ruins surgindo do atual governo. Inclusive, essa seria a razão para o aumento do desmatamento, a retórica do governo cria um ambiente de impunidade. EXAME: Em 2007, ao em que o sr. recebeu o Nobel da Paz pelo IPCC, o Brasil coibia fortemente o desmatamento na Amazônia. Já passaram 12 anos desde então. Como o sr. recebeu a notícia de que o desmatamento aumentou mais de 40% entre julho de 2018 e agosto deste ano, conforme indicaram os dados do sistema de monitoramento Deter, do Inpe? Fearnside: Sem surpresas. Eu já imaginava que isso fosse acontecer devido ao discurso e às ações que o governo vem adotando desde o começo do ano. Mas o que me surpreendeu foram as acusações contra o Inpe. A ideia aventada pelo presidente de que os dados sobre desmatamento são manipulados com ajuda de ONGs é totalmente falsa, pura fantasia. Agora, me preocupa o que vai acontecer com o Inpe, que tem um novo diretor [o militar Darcton Policarpo Damião] que, pelo o que li a respeito, diz não estar convencido da comprovação do aquecimento global. Uma pessoa que diz isso não tem qualificação para assumir o Inpe, é como dizer que o homem não pisou na lua. Atualmente até o próprio presidente nega isso e já indicou dois ministros que também negam esse fenômeno. Não temos mais como esperar três anos e meio para o fim do mandato do atual governo para começar a fazer nossa parte no combate às mudanças climáticas, precisamos de ações imediatas, que passam pelo combate ao desmatamento. EXAME: No Acordo de Paris, o Brasil se compromete a reduzir 43% das emissões nacionais até 2030 comparado a 2005. Na situação atual, como é possível esse objetivo? E qual o papel da Amazônia nesse processo? Fearnside: O primeiro ponto mais importante é combater o desmatamento. Claro, que também precisamos reduzir o uso de combustível fóssil, mas no caso do Brasil, diferentemente de outros países que não têm tanto desmatamento, a perda de floresta acaba sendo muito importante aqui. As áreas preservadas na Amazônia representam um enorme potencial de emissão de carbono se forem desmatadas. Quando Bolsonaro esteve aqui em Manaus no final de julho, ele prometeu asfaltar a rodovia BR-319, que liga Manaus, no Amazonas, a Porto Velho, e também falou de planos para abrir novas estradas. Isso tem enormes impactos para o desmatamento no futuro. Ao abrir grandes blocos de floresta a oeste do rio Amazonas, você gera mudanças na geografia do desmatamento que implicam em grandes emissões de gases efeito estufa, além de todos os outros impactos que a perda da floresta causa, como perda biodiversidade e todo potencial de pesquisa e desenvolvimento de soluções a partir dela, e também a reciclagem de água. A floresta amazônica é essencial para manter as chuvas em SP e em outros lugares no sudeste do Brasil e garantir água para a sobrevivência de grandes centros de população. Durante o período chuvoso, em dezembro, janeiro e fevereiro, quase 70% da chuva no Sudeste vem da Amazônia, e não do oceano Atlântico. Isso é grave para a agricultura e suprimento de alimentos, de água e geração de hidroelétricas, já que os reservatórios são abastecidos pelos ciclos de chuvas. Se atualmente, a situação dos reservatórios preocupa, a ponto de já termos usado volume morto, imagina se perdermos toda a água que vem da Amazônia. A floresta nos presta um serviço ambiental inestimável. EXAME: Qual será o impacto sobre o clima do Brasil e do mundo se a Amazônia tombar? Fearnside: O Brasil é um ponto chave no equilíbrio climático, por conta da quantidade de carbono estocada na floresta amazônica, tanto nas árvores quanto no solo. Não podemos ultrapassar os chamados tipping point, os pontos de inflexão, em que a floresta entraria num ciclo irreversível de perda de árvores, queimadas e liberação de gás de efeito estufa, que consequentemente pioraria as mudanças climáticas. Esse é um dos pontos para o equilíbrio ambiental. A morte da floresta emitiria mais gases de efeito estufa para a atmosfera do que a humanidade tem emitido através de suas atividades, como queima de combustível fóssil para geração de energia e uso da terra, e iniciaria um processo incontrolável de aquecimento global. E aí precisamos lembrar que grandes problemas ambientais, como o aquecimento global, têm enormes impactos sobre as populações, especialmente as mais pobres. Lembra dos relatórios que a Dilma Rousseff tentou suprimir em 2015? Mais de 300 pesquisadores produziram o estudo [Primeiro Relatório de Avaliação Nacional do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, PBMC], que traça mudanças climáticas em curso no Brasil e seus impactos até o ano de 2040. O agravamento da seca em regiões que já vivem em situação limítrofe, como o Nordeste do Brasil, seria um desastre, que criaria dezenas de milhares de refugiados ambientais. O fato de termos um governo que deliberadamente ataca o meio ambiente é muito grave e estimula esse estado de impunidade e aumento do desmatamento que estamos vendo. Mais grave ainda é negar o aquecimento global. Não temos tempo para não agir sobre esse assunto, é uma coisa com consequências fatais, pessoas vão morrer e cidades vão colapsar. É verdade que os problema ambientais também existiam em governos anteriores, mas o quadro geral piorou muito com o atual governo. Veja tambémBRASILVozes pela Amazônia: Biodiversidade vale mais que gado e soja, diz Nobre15 ago 2019 - 06h08 EXAME: O sr. publicou um artigo recentemente na revista Environmental Conservation em parceria com o pesquisador Lucas Ferrante, também do Inpa, que critica a chamada “agenda de morte” do governo para o meio ambiente. O que seria essa agenda? Fearnside: Como o próprio título do artigo sugere, o novo presidente do brasil ameaça o meio ambiente, povos locais e o clima global. Há todo um conjunto de propostas legislativas da bancada ruralista para reduzir áreas indígenas, unidades de conservação, limitar a fiscalização e basicamente acabar com o licenciamento ambiental, que é uma ferramenta para evitar grandes impactos, além da liberação de agrotóxicos. É uma coisa gravíssima. Tem muito argumento de que os Estados Unidos derrubaram florestas e agora são um país rico. Isso não se sustenta. Quando você tira floresta, você empobrece os solos para a agricultura. As regiões americanas que mais tinham florestas hoje são bolsões de pobreza, a população vive com ajuda do governo. Há exceções? Sim, o Paraná no Brasil devastou florestas para expansão agrícola, mas tem o solo muito bom, é uma característica local. Este não é o caso da floresta amazônica, o solo é diferente lá. É mito achar que destruir floresta vai ser bom para o desenvolvimento do país. É o mesmo discurso de que abrir tudo para a mineração é o caminho para o progresso. Existe uma “maldição dos recursos naturais”, que explica a ironia presente no fato de que os países mais ricos em minérios são os mais miseráveis, veja o Congo e a Bolívia, por exemplo. Há toda uma literatura explicando porque esse tipo de riqueza não leva a melhoria de um país. Começou com a chamada doença holandesa. Nos anos 60, a Holanda descobriu gás e petróleo no mar do norte e todo mundo imaginou que isso melhoria o país, mas de repente todos os níveis de bem estar humano caíram, houve um impacto inverso ao esperado, dada a concentração de recursos em uma só atividade. É o mesmo caso da mineração e muitos países, que cria um custo social muito grande. Essa mesma lógica ameaça a Amazônia, com o projeto para liberar mineração lá. Outra proposta perigosa é a do Flávio Bolsonaro, para acabar com o conceito de Reserva Legal. Mas Reserva Legal é o que existe em termos de regulamento para restringir desmatamento dentro de propriedade privadas e é essencial para manter os serviços ambientais da floresta. EXAME: Qual o melhor caminho para garantir o desenvolvimento social, econômico e ambiental da Amazônia? Fearnside: Tem diferentes problemas aí. Tem problemas urbanos das cidades amazônicas, os problemas de sustentar as pessoas que moram no interior em regiões de floresta e o problema das áreas já desmatada para pastagens. No caso das cidades, há o desafio de criar empregos suficientes para sustentar as populações urbanas e ter recursos para investir da infraestrutura da cidade, principalmente em saneamento básico. Para as populações que moram na floresta, defendo os serviços ambientais. Para isso, precisamos mudar a base da economia, que hoje gira em torno da destruição da floresta, você desmata, vende madeira, depois transforma em pastagem e por aí vai. Temos que mudar para um modelo baseado na manutenção da floresta de pé. Preservar a biodiversidade, garantir a reciclagem da água e evitar o aquecimento global valem mais do que desmatamento. Áreas desmatadas ocupadas por pastagem não sustentam a população na Amazônia, pois é uma atividade com demanda mínima de mão de obra. O agropecuarista pode ficar rico, mas sozinho. Devemos, portanto, desencorajar esse tipo de desenvolvimento. Hoje, temos muitas populações em assentamentos sustentadas pelo governo, através de programas como o Bolsa Família. As áreas ainda protegidas do desmatamento precisam ser alvo desse tipo de arranjo, de pagamento por serviço ambiental. Mas é importante que as pessoas que recebam benefício por conta da floresta, tenham consciência da importância da floresta de pé. Veja tambémREVISTA EXAMEEm defesa da Amazônia15 ago 2019 - 05h08 EXAME: Os incêndios na Amazônia chamaram atenção mundial, que motivou toda uma pressão internacional sobre o governo agora. Isso pode ser bom para a floresta? Fearnside: O governo presta atenção às pressões internacionais. Acredito que foi por isso justamente que o presidente Bolsonaro não acabou de vez com Ministério do Meio Ambiente, como prometeu na campanha. Houve uma preocupação quanto aos efeitos sobre as exportações de produtos agropecuários brasileiros. Mesmo assim, o governo conseguiu desestabilizar a pasta sem desfazê-la abertamente. A parte de fiscalização praticamente acabou, agora o Ibama tem que avisar quando e onde vai fiscalizar. Mas esse exemplo mostrou que, sim, o país presta atenção ao risco de boicote aos produtos brasileiros. Evidentemente, o governo não escuta cientistas, mas ele não é surdo, alguma coisa, ele escuta. EXAME: O que todo brasileiro deveria saber sobre a floresta amazônica? Fearnside: A medida que a população fica mais consciente sobre o que está acontecendo, também pode influenciar as decisões políticas. É muito importante que os sistemas democráticos funcionem. É importante as pessoas se informarem mais sobre a Amazônia, mas também ter a experiência de estar na floresta. Mesmo em Manaus, o grosso da população nunca esteve dentro da floresta, vive no asfalto a vida inteira. Também é fundamental entender que por trás do desmatamento há dois vetores fortes, que são a criação de pastagem e área de plantio de soja, que será usada para produzir ração animal para bois e porcos. São atividades que demandam mais recursos do que a população brasileira consome. Cada hectare a mais desmatado na Amazônia é para produzir para exportação, não para alimentar a população brasileira. E, claro, é importante que as pessoas saibam que o aquecimento global é um problema real que desencadeia uma série de reações desastrosas para vida e que a Amazônia tem papel central na manutenção do equilíbrio. Ler artigo completo
  5. La Paz, 25 ago (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou neste domingo que aceitará ajuda internacional para o combate aos incêndios na Chiquitania, uma região entre a Amazônia e o Chaco e que é uma das principais áreas turísticas do país. “A cooperação é bem-vinda, seja de organismos internacionais, seja de personalidades, como de presidentes”, declarou Morales em entrevista coletiva após um ato de governo em Cochabamba. Veja tambémMUNDOG7 está disposto a ajudar países da Amazônia “o mais rápido possível”25 ago 2019 - 11h08MUNDOBolívia contrata maior avião tanque do mundo para combater incêndios22 ago 2019 - 21h08 O presidente boliviano disse também que os Ministérios de Relações Exteriores e Defesa estão a postos para fazer com que “a cooperação possa ser a mais rápida possível”. Além disso, Morales reiterou o agradecimento aos presidentes de Chile (Sebastián Piñera) e Paraguai (Mario Abdo Benítez) e ao presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, que telefonaram para prestar solidariedade e a intenção de cooperar. Morales destacou também a ajuda do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), que anunciou a doação de cerca de US$ 500 mil para o combate aos incêndios. O governante disse que soube pela imprensa que a Argentina e o Peru estão dispostos a ajudar o país e que recebeu um aviso do Ministério das Relações Exteriores da França que propõe uma “aliança para cuidar da biodiversidade em toda a região amazônica da América do Sul”, proposta que, segundo ele, o governo boliviano vai analisar. Segundo Morales, 2 mil soldados das Forças Armadas, 450 policiais e quatro helicópteros estão nas áreas afetadas para combater os incêndios, assim como o maior avião-tanque do mundo, que foi contratado pelo governo – e ele garantiu que outras três aeronaves de menor porte também o serão. O presidente boliviano prometeu que o governo construirá casas para as dez famílias que perderam residências nos incêndios, assim como alimento para animais que elas criam e que ficaram sem pasto. Morales alertou que os incêndios “devem continuar a acontecer”, já que a região sofre há dois meses com a falta de chuvas e há muita seca. Ele também anunciou que suspenderá por uma semana a campanha eleitoral para as eleições gerais de outubro, para focar as atenções no combate aos incêndios. <p>Incêndio em Iranduba, Amazonas, destrói parte da floresta Amazônica.20/08/2019</p>(Bruno KellyReuters)<p>Parte da floresta é destruída após incêndio em Novo Airao, Amazonas. 21/08/2019</p>(Bruno KellyReuters)<p>Amazônia; Queimadas; Desmatamento; Meio Ambiente</p>(Bruno KellyReuters)<p>Amazônia em chamas</p>(Ueslei MarcelinoReuters)<p>Queimadas na Amazônia</p>(Bruno KellyFile PhotoReuters)<p>Região desmatada próxima de Humaita, no Amazonas. 22/08/2019</p>(Ueslei MarcelinoReuters)<p>Incêndio na Amazônia próximo a Porto Velho, Rondônia. 22/08/2019</p>(Ueslei MarcelinoReuters)<p>Imagens de satélite mostra foco de incêndio na Amazônia, próximo a Porto Velho, Rondônia</p>(Maxar TechnologiesReuters)<p>Resultado das queimadas pode ser visto do espaço</p>(NasaReprodução)<p>Imagem de satélite divulgada pela Nasa mostra desmatamento na Amazônia</p>(NASAReuters) Ler artigo completo
  6. O iFood, empresa de delivery de alimentos que nasceu para trazer pratos dos restaurantes para a casa ou trabalho dos consumidores, acaba de lançar uma novidade para fechar o ciclo. O novo formato, chamado de “Na Mesa”, permite pedir um prato pelo aplicativo para comer no próprio restaurante. Ao chegar ao local, o consumidor abre o menu por meio da leitura do código QR, que está disponível na mesa do restaurante, e faz o pedido e o pagamento pelo app. Ao invés de ser atendido por um garçom, o pedido vai diretamente para a cozinha do restaurante. Por enquanto disponível apenas em um restaurante da Benjamin Padaria, o modelo começou a ser testado na última terça-feira, dia 20. De acordo com Jason Oh, diretor de novos negócios do iFood, a ideia é facilitar a jornada de consumo, do pedido ao pagamento, e aumentar a agilidade dos restaurantes. O iFood está presente em mais de 500 cidades brasileiras e chegou a 12,6 milhões de usuários. Os pedidos são feitos para mais de 66 mil restaurantes e entregues por 120 mil entregadores. Apenas em março deste ano, a empresa processou 17,4 milhões de pedidos, aumento de 130% na comparação com março de 2018. De acordo com o iFood, sua média de 558 mil encomendas por dia o faz superar o principal player americano do segmento. Para aumentar a recorrência dos clientes, a empresa tem testado novos métodos. Os consumidores já podem fazer pedidos pelo app e retirar nos restaurantes. Também é possível pagar por uma refeição em um restaurante a partir do aplicativo usando o código QR. “Como foodtech líder, utilizamos tecnologia para entregar diversas soluções de alimentação”, disse Oh. “Dessa forma, o cliente vai comandar o pedido na palma da mão, experimenta pedir online e também vivencia a experiência no restaurante, porém sem filas ou esperas”, afirmou. Recentemente, a companhia lançou uma opção corporativa para os pedidos feitos no aplicativo. Por ora, serão dois produtos: o iFood Office (escritório, em inglês), para pedir refeições na conta da empresa, e o iFood Card, um cartão pré-pago que pode ser oferecido aos funcionários para pagamento de refeições específicas. O Uber Eats também permite que um pedido feito pelo aplicativo seja retirado no restaurante, sem custo. A novidade foi lançada em junho deste ano, em parceria com restaurantes selecionados. O modelo já funciona em restaurantes nos Estados Unidos e na Europa. Na América Latina, os testes começaram em Cidade do México, Guadalajara (México) e San José (Costa Rica). Veja tambémNEGÓCIOSiFood lança cartão e opção corporativa para pedir “na conta da firma”29 jul 2019 - 06h07 Meio de pagamento Além de diminuir a fila e espera pela conta, a novidade do iFood deve impulsionar o uso do aplicativo do iFood como meio de pagamentos. A solução de pagamentos por código QR deve chegar a 3 mil restaurantes até o fim do ano, para ajudar a agilizar o atendimento e diminuir filas. O pagamento por cartão ou até mesmo via celular, com a tecnologia NFC através do Samsung Pay ou Apple Pay, é mais lento, porque precisa ser feito um por vez. Já o código QR pode ser lido por diversas pessoas ao mesmo tempo. A companhia tem grandes ambições para seu meio de pagamento. Depois de investir na plataforma de pagamento Zoop, a Movile, grupo de tecnologia que controla o iFood, quer tornar sua plataforma de pagamentos Movile Pay a maior fintech da América Latina. Ler artigo completo
  7. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, criticou o presidente da França, Emmanuel Macron, em sua página no Twitter. “A França é uma nação de extremos. Gerou homens como Descartes ou Pasteur, porém também os voluntários da Waffen SS Charlemagne. País de iluministas e de comunistas. O Macron não está à altura deste embate. É apenas um calhorda oportunista buscando apoio do lobby agrícola francês.” Em meio aos incêndios na Amazônia, Macron disse, na sexta-feira (23), que se oporá ao acordo de livre comércio entre Mercosul e a União Europeia porque o presidente Jair Bolsonaro teria mentido quando minimizou as preocupações sobre a mudança climática na reunião do G20, em junho. Weintraub ainda disse que os franceses elegerem uma governante “sem caráter”, mas que “isso nós também já fizemos”. “O Brasil também já elegeu governantes que chamavam facínoras como o Kadafi de irmão, acolhia terroristas e criticava injustamente democracias. Itália, EUA, Israel foram inúmeras vezes ofendidos. Lembrem que já fomos um anão diplomático. ‘Ferro’ neste Macron, não no povo francês.” Veja tambémMUNDOEm transmissão, Macron promete mobilização internacional para a Amazônia24 ago 2019 - 11h08BRASILEstamos analisando, diz Bolsonaro sobre chamar embaixador francês24 ago 2019 - 15h08 Segundo o ministro, os franceses estão enfrentando as mesmas ameaças globais que os brasileiros, mas em estágio mais avançado de dominação. “Não se trata de dizer que a França é um país que amamos odiar ou odiamos amar.” Ler artigo completo
  8. Biarritz (França), 25 ago (EFE).- Estados Unidos e Japão concluíram os principais pontos das negociações de um novo acordo comercial entre os dois países, anunciaram neste domingo o presidente americano, Donald Trump e o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe em Biarritz, na França, onde participam da cúpula do G7. Os dois políticos disseram que ainda faltam alguns detalhes para a assinatura do texto final, o que pode acontecer já em setembro, durante a realização, em Nova York, da Assembleia Geral das Nações Unidas. O acordo envolve as áreas agroalimentar, industrial e comércio digital. Depois que as represálias da China pela guerra comercial com os EUA afetaram as exportações agroalimentares americanas, Trump destacou as vantagens para esse setor de um possível acordo com o Japão. De acordo com ele, o país asiático comprará “centenas de milhões de dólares” em milho americano, além de US$ 7 bilhões em outros produtos agrícolas. Veja tambémMUNDOTrump ficou descontente com último teste de míssil da Coreia do Norte25 ago 2019 - 11h08 “Muito boas notícias para nossos agricultores e criadores de gado”, afirmou, por sua vez, o representante de Comércio Exterior, dos EUA, Robert Lighthizer, destacando que o acordo evita o aumento das tarifas americanos a automóveis japoneses. Já Shinzo Abe ressaltou que o acordo está perto de ser fechado após “intensas negociações”, especialmente durante o último ano. Para o ministro de Economia, Comércio e Indústria japonês, Hiroshige Seko, a conclusão das negociações representa uma “grande conquista”, e o objetivo é “completar o trabalho pendente o mais rápido possível”. EFE Ler artigo completo
  9. Palma de Mallorca (Espanha), 25 ago (EFE).- Uma colisão entre um helicóptero e um ultraleve em pleno voo matou neste domingo cinco pessoas, uma delas menor de idade, informaram à Agência Efe a Guarda Civil e o governo regional das Ilhas Baleares. O acidente aconteceu às 13h35 (horário local; 8h35 de Brasília), e os destroços das aeronaves caíram na parte central da ilha, sem deixar feridos, segundo as primeiras informações. Os três ocupantes do helicóptero e os dois do ultraleve morreram. Fontes da Guarda Civil disseram que vão abrir uma investigação para esclarecer o motivo da colisão. A presidente regional das Ilhas Baleares, Francina Armengol, lamentou o acidente e afirmou que equipes de emergência estão trabalhando no local da queda das aeronaves. “Nossos pensamentos estão com as vítimas”, afirmou a política no Twitter. EFE Ler artigo completo
  10. São Paulo – O Ministério da Economia informou por meio de nota na noite deste domingo, 25, que atenderá o pedido do Ministério da Defesa de descontingenciamento de R$ 38,5 milhões que estavam contingenciados das Operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). O presidente Jair Bolsonaro decretou a GLO na sexta-feira, 23,para o apoio das Forças Armadas ao combate às queimadas na região amazônica. Neste sábado, 24, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, havia dito que a ideia era utilizar R$ 28 milhões diretamente para a contenção do desmatamento na Amazônia. Veja tambémMUNDOG7 está disposto a ajudar países da Amazônia “o mais rápido possível”25 ago 2019 - 11h08BRASILEstados pedem mais ajuda contra fogo na Amazônia25 ago 2019 - 09h08 O Ministério da Economia explicou que a liberação solicitada pela Defesa diz respeito a todo o valor contingenciado das operações de GLO, “que conta com uma dotação aprovada de R$ R$ 47,5 milhões, tendo empenhado, até o presente momento, cerca de R$ 7,1 milhões”. “Feitas as primeiras estimativas de valor, considerando o cenário fiscal vigente, o Ministério da Economia aprovou a liberação imediata de R$ 38,5 milhões, procurando atender de forma emergencial pleito apresentado pela Defesa. Esse valor será liberado ao MD, conforme compromisso assumido pela Economia”, diz o texto. Ler artigo completo
  11. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste domingo que ficou descontente após o teste de um lançador de mísseis no sábado pela Coreia do Norte, ainda que tenha relativizado sua importância. “Eu não estou contente, mas mais uma vez ele (o líder norte-coreano) não violou o acordo” sobre esses testes, disse Trump a jornalistas à margem da cúpula o G7 em Biarritz, no sudoeste da França. Veja tambémMUNDOCoreia do Norte faz 7º teste de mísseis em menos de 30 dias24 ago 2019 - 09h08 Ao seu lado na reunião do G7, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, expressou uma opinião diferente, dizendo que o teste era uma violação das resoluções da ONU e “extremamente lamentável”. “O lançamento de mísseis balísticos de curto alcance pela Coreia do Norte é uma violação flagrante das resoluções do Conselho de Segurança da ONU”, estimou Abe. De acordo com a agência de notícias oficial norte-coreana KCNA, o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, supervisionou no sábado os testes de lançamento de uma nova arma “recentemente desenvolvida”, o que complicaria a possibilidade de uma retomada das negociações sobre a desnuclearização do país. O exército sul-coreano informou no sábado que o Norte teria disparado dois mísseis balísticos de curto alcance, mas a imprensa estatal norte-coreana afirmou neste domingo que se tratou do teste de um “lança-mísseis múltiplo super grande”. Kim afirmou que o sistema “recentemente desenvolvido” era uma “grande arma”, de acordo com a KCNA. O líder norte-coreano assegurou que o país precisa continuar desenvolvendo armamento para “frustrar de forma resolutiva as crescentes ameaças militares à pressão ofensiva de forças hostis”, acrescentou a agência. Kim teria supervisionado pelo menos outros dois testes de “novas” armas neste mês, embora a natureza e as especificidades técnicas das mesmas sejam um mistério. Esse foi o último de uma série de disparos do Estado nuclear nas últimas semanas, em protesto contra os exercícios militares conjuntos entre Estados Unidos e Coreia do Sul, concluídos há quase uma semana. O disparo de sábado levou a presidência sul-coreana a convocar uma reunião de seu Conselho Nacional de Segurança. “Os membros do Conselho Nacional de Segurança acordaram manter os esforços diplomáticos com a comunidade internacional para voltar a levar o Norte à mesa de negociações, junto aos Estados Unidos, para conseguir o objetivo de uma desnuclearização completa da península da Coreia”, disse o governo sul-coreano em comunicado. Parece pouco provável que se possam relançar as negociações em um futuro próximo. As negociações entre Pyongyang e Washington sobre a questão nuclear do Norte estão bloqueadas desde a segunda cúpula entre Kim Yong Un e o presidente americano, Donald Trump, celebrada em fevereiro em Hanói e que terminou sem acordo sobre a desnuclearização da Coreia do Norte e a suspensão das sanções. Kim e Trump voltaram a se encontrar em junho na Zona Desmilitarizada (DMZ) entre as duas Coreias e concordaram em relançar as negociações, algo que ainda não aconteceu. No começo da semana, o enviado especial dos Estados Unidos para a Coreia do Norte, Stephen Biegun, que lidera a preparação das negociações, assegurou de Seul que Washington está “preparado para iniciar as negociações” quando tiver notícias de Pyongyang. Mas na sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Ri Yong Ho, lançou um ataque contra o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, que classificou de “toxina intransigente”, e disse ser “cético” sobre a possibilidade de negociar com ele. Ler artigo completo
  12. Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.182 da Mega-Sena que ocorreu neste sábado (24), em São Paulo. O prêmio, estimado em R$ 35 milhões, acumulou. As dezenas sorteadas foram: 19 – 22 – 39 – 46 – 47 – 59. Na quarta-feira (28), dia do próximo sorteio, a Caixa Econômica Federal deve pagar R$ 42 milhões. A Quina saiu para 66 apostas e cada um vai levar R$ 46.519,40. A quadra teve 5.179 ganhadores e cada um receberá R$ 846,90. Novas apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica ou pela internet. A aposta mínima custa R$ 3,50. Ler artigo completo
  13. Os países do G7, reunidos em uma cúpula no sul da França, concordaram em ajudar os países afetados pelos incêndios que assolam a Amazônia “o mais rápido possível”, anunciou neste domingo (25) o presidente francês, Emmanuel Macron. “Há uma convergência real para dizer que todos concordamos em ajudar os países afetados por esses incêndios o mais rápido possível”, disse Macron, anfitrião da cúpula de países industrializados na cidade de Biarritz. Veja tambémMUNDOEm transmissão, Macron promete mobilização internacional para a Amazônia24 ago 2019 - 11h08ECONOMIAReino Unido se une à Alemanha e rejeita obstrução a acordo UE-Mercosul24 ago 2019 - 15h08 Diante dos pedidos de ajuda, lançados em particular pela Colômbia, “nós devemos estar presentes”, disse Macron, que criticou duramente na sexta-feira a “inação” do presidente brasileiro Jair Bolsonaro no combate a este desastre ambiental. As imagens da floresta amazônica em chamas provocaram uma comoção global e impulsionaram o assunto na agenda das discussões do G7, apesar da relutância inicial do Brasil por não estar presente na cúpula de Biarritz. Emmanuel Macron informou neste domingo contatos em andamento “com todos os países da Amazônia (…) para que possamos finalizar compromissos muito concretos de recursos técnicos e financeiros”. “Estamos trabalhando em um mecanismo de mobilização internacional para ajudar esses países com mais eficiência”, disse o chefe de Estado. Quanto à questão de longo prazo do reflorestamento na Amazônia, “várias sensibilidades foram expressas em torno da mesa”, acrescentou Macron, enfatizando o compromisso dos países com a soberania nacional. “Mas o desafio da Amazônia para estes países e para a comunidade internacional é tal – em termos de biodiversidade, oxigênio, luta contra as mudanças climáticas – que nós precisamos fazer esse reflorestamento”, suplicou o presidente francês. Esta crise ambiental ganhou tamanha proporção que ameaça o acordo comercial entra a União Europeia (UE) e o Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) assinado no final de junho, após 20 anos de negociações. Acusando Jair Bolsonaro de ter “mentido” sobre seus compromissos com o meio ambiente, Paris anunciou que, nessas condições, se opõe ao tratado. <p>Centenas de pessoas protestam em frente a embaixada brasileira em Londres contra os incêndios na Amazônia</p>(WILLIAM SKEAPING@EXTINCTIONRReuters)<p>Centenas de pessoas protestam em frente a embaixada brasileira em Londres contra os incêndios na Amazônia</p>(Toby MelvilleReuters)<p>Indígenas da tribo Huni Kuin Kaxinawa protestam contra incêndios na Amazônia em frente a embaixada brasileira em Londres</p>(Toby MelvilleReuters)<p>Ativista ambiental protesta contra queimadas na Amazônia na capital do Chipre</p>(Yiannis KourtoglouReuters)<p>Manifestante critica Bolsonaro durante protesto contra os incêndios da Amazônia em Bogotá, na Colômbia</p>(Luisa GonzalezReuters)<p>Indígena protestando contra as queimadas e o desmatamento da Amazônia em Bogotá, na Colômbia</p>(Luisa GonzalezReuters)<p>Ativistas ambientais protestam em Paris contra os incêndios na Amazônia</p>(Charles PlatiauReuters)<p>Ativistas ambientais protestam em Paris contra os incêndios na Amazônia</p>(Charles PlatiauReuters)<p>Manifestantes criticam o presidente Jair Bolsonaro durante protesto contra incêndios na Amazônia em Bogotá, Colômbia</p>(Luisa GonzalezReuters)<p>Indígenas protestam contra incêndios na Amazônia em Bogotá, Colômbia</p>(Luisa GonzalezReuters)<p>Manifestantes protestam contra incêndios na Amazônia em Bogotá, Colômbia</p>(Luisa GonzalezReuters)<p>Manifestantes protestam em Miami contra os incêndios na Amazônia</p>(Joe RaedleGetty Images)<p>Manifestantes protestam em Bogotá contra os incêndios na Amazônia</p>(Guillermo Legaria SchweizerGetty Images)<p>Manifestantes protestam em Bogotá contra os incêndios na Amazônia</p>(Guillermo Legaria SchweizerGetty Images)<p>Manifestantes protestam em Bogotá contra os incêndios na Amazônia e criticam Bolsonaro</p>(Guillermo Legaria SchweizerGetty Images)<p>Manifestantes protestam em Amsterdam contra queimadas na Amazônia</p>(Romy Arroyo FernandezGetty Images)<p>Manifestantes protestam na Polônia contra queimadas na Amazônia</p>(Beata ZawrzelGetty Images)<p>Manifestantes protestam na Polônia contra queimadas na Amazônia</p>(Beata ZawrzelGetty Images)<p>Manifestantes protestam na Polônia contra queimadas na Amazônia</p>(Beata ZawrzelGetty Images)<p>Manifestantes protestam na Polônia contra queimadas na Amazônia</p>(Beata ZawrzelGetty Images) Ler artigo completo
  14. São Paulo – Fernanda Young, escritora, atriz e roteirista, morreu aos 49 anos, neste domingo, em um sítio da família em em Gonçalves, em Minas Gerais. A causa da morte não foi divulgada. As informações são do jornal O Globo. Fernanda Iniciou sua carreira na TV em 1995, na série “A comédia da vida privada”, adaptação de textos de Luis Fernando Verissimo que assinou com o marido, Alexandre Machado, exibida pela Rede Globo. Em 1996 lançou o primeiro livro, “Vergonha dos pés”, pela editora Objetiva. Atualmente, ela estava em cartaz com a peça “Ainda nada novo”, em São Paulo. Na última sexta-feira, Fernanda fez um desabafo no Instagram. Ver essa foto no Instagram As pessoas me acham maluca, mas estou observando tudo – de dentro e de fora. Pensam que não percebo as suas falcatruas, mas ser gentil não significa ser otaria! Trabalho feito uma vaca, pago essas merdas desses impostos, não vejo uso para eles, escuto que mamo em tetas do governo; divirto as pessoas, ofereço poesia, e lido com ignorâncias proferidas por um bando de escroto que mete Deus nos seus discursos hipócritas. Deito e levanto cansada porque nunca peguei um centavo de ninguém e tudo o que tenho é fruto de TRABALHO. Não herdei, não ganhei, nem sou sustentada! Tenho 4 filhos que estão aprendendo a serem éticos e livres. E o que ouço? É louca! O que vejo? A nossa cultura material e imaterial, a nossa língua, a nossa fauna, flora, sendo esganiçada, sacaneada, por ogros maléficos. Estamos virando uma gente porcaria, afinal “piorar é mais fácil”! E fica tão claro o oportunismo das ratazanas sorrateiras, que veem na “loucura do criador”, achando-nos dispersos, irresponsáveis, ricos, nesgas para sermos passados para trás! Comigo, não! Não! Sei reconhecer um lápis meu em meio a um milhão! Não estive “calada nos últimos 14 anos”, não aceito desaforo! Sou uma mulher de 50 anos que sonhou alto e realizou muito. E estou longe de encerrar a minha jornada nessa orbe! Aos que se interessam: bom proveito. Para os outros: estou pouco me lixando! (Texto escrito no ônibus. Ganho para escrever. Aqui ofereço de graça e com erros. “Flagra” de @e.mym que postou a foto com uma legenda muito mais sábia.) Uma publicação compartilhada por Fernanda Young (@fernandayoung) em 23 de Ago, 2019 às 12:19 PDT //www.instagram.com/embed.js Ler artigo completo
  15. Donald Trump declarou neste domingo (25) que sua guerra comercial com a China não causa tensão na cúpula do G7, apesar das preocupações expressas por vários outros líderes. O presidente dos Estados Unidos também afirmou em Biarritz (sudoeste da França) que não pretende tomar outras medidas contra Pequim neste momento. “Eu acho que eles respeitam a guerra comercial. Ela deveria acontecer”, disse Trump a repórteres antes de uma reunião com outros líderes do G7, incluindo Emmanuel Macron, Angela Merkel e Shinzo Abe. Questionado sobre possíveis críticas de seus colegas sobre o assunto, ele insistiu: “não, de forma alguma. Eu não ouvi isso”. Veja tambémMUNDOAntes mesmo de reunião, atritos emergem com chegada de líderes para o G724 ago 2019 - 16h08MUNDOEntenda quais são os principais tópicos de discussão do G724 ago 2019 - 15h08 Muitos líderes expressaram preocupações sobre o impacto negativo deste conflito comercial sobre a economia global e os mercados. Como o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, que declarou claramente a Donald Trump que é “a favor de uma paz comercial” e que “não gosta de impostos alfandegários”. Os mercados financeiros caíram após o anúncio de taxas adicionais americanas sobre um total de 550 bilhões de dólares em importações chinesas, em resposta a um novo aumento das tarifas chinesas. O presidente americano admitiu ter algumas dúvidas sobre a conveniência de intensificar sua guerra comercial. Ele apontou que se absteria, no momento, de declarar um estado de emergência nacional que permitiria, segundo ele, ordenar que as empresas americanas deixem a China. “Eu tenho o direito, se eu quiser. Posso declarar estado de emergência nacional. Mas não tenho essa intenção por enquanto”, disse ele. Em contrapartida, o republicano garantiu que está “muito perto” de concluir um “grande” acordo comercial com o Japão. Washington e Tóquio “trabalham nesse acordo há cinco meses”, disse, antes de se reunir com Boris Johnson. Na sexta-feira, Donald Trump ameaçou Pequim com medidas drásticas, tuitando que “as empresas americanas têm ordens para começar imediatamente a procurar uma alternativa à China”. Apesar de seus comentários mais sutis neste domingo, Trump defendeu sua estratégia em relação à China, a quem ele acusa de “roubo de propriedade intelectual da ordem de 300 a 500 bilhões de dólares por ano”. “Estamos perdendo um total de cerca de US$ 1 trilhão por ano. E, sob muitos aspectos, é uma emergência”, disse ele. Como vem dizendo há meses, o presidente americano reafirmou que a China acabará cedendo às demandas e mudando sua relação comercial com os Estados Unidos. “Estamos em discussões, eles querem um acordo tanto quanto nós”, assegurou. Ler artigo completo
×
×
  • Create New...