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  1. São Paulo — O médium João Teixeira de Faria, popularmente conhecido como João de Deus, foi condenado a 40 anos de reclusão em regime fechado por ter estuprado cinco mulheres durante atendimentos espirituais na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO), segundo informações divulgadas pelo Tribunal de Justiça de Goiás nesta segunda-feira (20). A sentença foi proferida pela juíza Rosângela Rodrigues dos Santos, em processo que corre em segredo de justiça. Segundo o tribunal, essa é a terceira condenação do acusado, cujas penas já somam 63 anos e quatro meses de prisão. Para calcular a pena a juíza considerou como atenuante a idade do réu, que está com 77 anos, mas o atenuante foi compensado pela aplicação do agravante de João de Deus ter cometido a violência sexual em razão do ofício, alicerçado na fé das vítimas. O médium está preso desde o dia 16 de dezembro de 2018 e ainda responde por outras nove acusações de crimes sexuais. Em julho de 2019, João de Deus prestou depoimento pela primeira vez à Justiça sobre denúncias de abuso sexual e segundo o advogado Alberto Torone, que atuava como representante do médium, ele negou as acusações e disse que nunca praticou abusos contra mulheres que frequentaram a casa. Condenações A primeira condenação de João de Deus por estupro ocorreu logo após a prisão completar um ano, no dia 19 de dezembro. Na ocasião, o médium foi condenado a 19 anos e quatro meses de reclusão por quatro estupros. Ele já havia sido sentenciado a quatro anos por posse ilegal de arma de fogo e ainda deve ser julgado por corrupção e por falsidade ideológica. Ler artigo completo
  2. São Paulo – A Caixa Seguridade e Icatu Seguros vão abrir uma empresa — ainda sem nome — para distribuir produtos de capitalização nas agências e correspondentes bancários da Caixa Econômica Federal, além da rede de casas lotéricas. A parceria exclusiva terá duração de 20 anos. A Icatu terá 25% do capital total da nova companhia, enquanto a Caixa, 75%. Com gestão e governança compartilhadas, a empresa será controlada pela Icatu, que vai deter 50,1% das ações ON (com direito a voto), já a Caixa terá 49,9% das ações ON e 100% das ações preferenciais. A seguradora vai realizar um aporte de capital de 180 milhões de reais na nova empresa, valor que será repassado à Caixa Econômica Federal como pagamento pela utilização dos canais do banco. Caberá também à Icatu prover parte dos serviços para operacionalizar a nova companhia. A Caixacap continuará comercializando os produtos de capitalização nos balcões do banco até fevereiro de 2021, data em que passa a contar o prazo de exclusividade da nova companhia. O prazo para cumprimento das condições é janeiro de 2021. A efetivação da operação ainda está sujeita à aprovação da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Banco Central (Bacen), do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST). Ler artigo completo
  3. São Paulo — O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) estará aberto de terça-feira (21) até domingo, ou seja, por mais dois dias, por causa das falhas ocorridas na correção de algumas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O anúncio foi feito pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, nesta segunda-feira (20) pela rede social Twitter. O ministro afirmou que as inconsistências ocorreram em cerca de 6 mil provas dentro das mais de 5 milhões de inscrições feitas para a prova. Segundo o ministro, os problemas foram concentrados em quatro cidades: Alagoinhas, na Bahia, e Ituiutaba, Iturama e Viçosa, em Minas Gerais, no segundo dia de exame. “O problema basicamente foi na hora da impressão, que a máquina pulou. Então foi um problema com a impressão da prova. Não foi na hora de contabilizar. A pessoa praticamente tem uma nota inteira da segunda prova negativada,” disse Weintraub. O ministro pediu desculpas pelo ocorrido e garantiu que as inscrições para o Sisu ocorrerão sem problemas. Aos participantes do Enem 2019. O @inep_oficial avaliou todas as notas, e cerca de 6000 apresentaram inconsistências. Ninguém será prejudicado! O Sisu abrirá amanhã e terá mais dois dias além do previsto, ou seja, vai até domingo (26). Novamente, pedimos desculpas pelo susto. pic.twitter.com/ckAGaQonXI — Inep (@inep_oficial) January 20, 2020 Correção Os estudantes que querem revisão em suas notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tiveram até as 10h de hoje (20) para enviar a solicitação ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Em comunicado no Twitter, o Inep explicou que as correções só seriam possíveis até as 10h para que a equipe técnica do instituto tivesse “tempo hábil de fazer toda a conferência necessária até o fim do dia, quando os resultados finais serão divulgados”. No sábado (18), a autarquia do Ministério da Educação, responsável pela aplicação do Enem, informou que foram encontrados quatro casos de inconsistências na correção da segunda prova do exame. Os resultados do Enem 2019 foram divulgados na sexta-feira (17). A equipe técnica do instituto identificou que se tratava de inconsistência na transmissão de dados que a gráfica envia ao Inep para processamento das notas e que era restrita a um grupo de participantes. A ocorrência gera contradições na associação entre o participante e a cor de sua prova, o que causa impacto na média de proficiência. Ainda na noite dessa segunda-feira o Inep fará uma coletiva de imprensa onde deve divulgar o resultado das correções. Ler artigo completo
  4. “Eles não economizaram aqui”, afirma, solícita, uma das vendedoras dos 130 apartamentos do Solar Tambaú, empreendimento imobiliário de luxo à beira-mar em João Pessoa, na Paraíba. “Além dos milhões e milhões que colocaram aqui para comprar o terreno, ainda investiram bastante nos apartamentos. Ele trouxe tudo o ‘top do top’ de construção no mundo”, afirma a jovem vendedora, sobre seu chefe português. De fato, na construção do edifício não houve um traço de austeridade: os R$ 20 milhões que, estima-se, foram gastos para erguer o condomínio saltam aos olhos nos apartamentos com iluminação controlada pelo celular, esquadrias alemãs e mosaicos italianos. E a 30 quilômetros dali o mesmo investidor angolano teria gasto outros R$ 70 milhões para construir um dos mais luxuosos resorts do litoral paraibano, o Mussulo, cujos mais de cem bangalôs representaram durante anos a pujança do investimento estrangeiro no Nordeste. A suntuosidade de ambas as construções, contudo, disfarça a origem dos recursos que as tornaram possíveis: uma rota de desvio, sonegação e lavagem de dinheiro internacional, segundo a Polícia Federal (PF). Durante cerca de sete anos, a PF investigou o homem por trás dessa rota: o angolano José Carlos de Castro Paiva, figura de confiança do político que governou Angola por quase 40 anos – José Eduardo dos Santos. Castro Paiva foi durante 25 anos diretor-geral em Londres da poderosa estatal petrolífera angolana, a Sonangol. Segundo um inquérito da PF obtido pela Agência Pública, Castro Paiva desviou dinheiro sujo do país africano para os empreendimentos imobiliários na costa paraibana. A complexa trama de ocultação de moedas e patrimônio, operada por meio de uma série de empresas em paraísos fiscais, envolveria também a filha do ex-presidente de Angola, Isabel dos Santos, a mulher mais rica da África e alvo da série de reportagens do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ) do qual a Pública participa: a Luanda Leaks. A investigação da PF que apontava indícios de peculato, desvio de verbas, gestão fraudulenta de instituição financeira e lavagem de dinheiro contra Castro Paiva foram enviadas ao MPF. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, o inquérito corre em sigilo. De toalha, lavando dinheiro no Brasil José Carlos de Castro Paiva estava na cama com uma mulher não identificada, usando apenas toalha enrolada na cintura, quando a PF entrou no quarto do hotel onde se hospedara em João Pessoa. Era 2017, cerca de sete anos após as autoridades terem colocado o banqueiro angolano no radar, em busca da origem do dinheiro estrangeiro que financiava empreendimentos milionários na costa da Paraíba. Foram contatos no setor imobiliário que deram a pista à PF: os mesmos empresários que haviam construído o famoso resort Mussulo, no litoral sul do estado – inaugurado em 2009 –, finalizavam um segundo empreendimento luxuoso, dessa vez na própria capital. Era o Solar Tambaú, prédio de cinco andares no privilegiado ponto da orla da cidade onde grandes letras fincadas no calçadão proclamam “Eu <3 Jampa”. Inaugurado em 2017, o Solar Tambaú tem vista para o ponto de parada obrigatório para qualquer turista que visita a cidade. O homem por trás de ambos os negócios, Castro Paiva, trazia milhões do exterior por meio de contas estrangeiras em empresas em paraísos fiscais, irrigando os cofres do resort e do Solar Tambaú. A trama se revelou ainda mais intrincada quando a polícia obteve o mandado de busca e apreensão e surpreendeu Castro Paiva no hotel. Trêmulo e nitidamente envergonhado, o angolano entregou às autoridades o celular com suas prolíficas conversas via WhatsApp. As mensagens revelaram, além de um estilo de vida regado a champanhe francês Moët & Chandon, a proximidade de Castro Paiva com o ex-vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, com membros do alto escalão do Banco Angolano de Investimentos (BAI), além de um operador financeiro investigado pelo Senado dos Estados Unidos. E mais: documentos e uma agenda apreendidos revelaram registros de transações financeiras que indicavam um esquema de triangulação de dinheiro que saía de Angola, passava por empresas em paraísos fiscais e aportava no litoral da Paraíba. De acordo com as investigações, Castro Paiva teria internalizado divisas estrangeiras equivalentes a cerca de R$ 13 milhões para a construção do resort Mussulo em 2009, por meio de uma obscura empresa chamada Mobilware, registrada na ilha caribenha de Dominica. O contrato para a vinda do dinheiro foi fechado com um homem apontado como “laranja” no esquema e o banco Sul Atlântico, com sede em Praia, capital do Cabo Verde. A Pública procurou Castro Paiva através do Banco Angolano de Investimento e questionou o angolano sobre as acusações da PF e sua relação com o Resort Mussulo e o Solar Tambaú. A reportagem também perguntou a Castro Paiva sobre as denúncias de corrupção em Angola e desvio de dinheiro público das estatais africanas, mas não obteve resposta até o fechamento da reportagem. Segundo a PF, os milhões terminaram na conta da GBF Empreendimentos Imobiliários e de Turismo, empresa registrada na Paraíba cujo dono de fato seria o português João Carlos Guerra Alves Pina Ferreira. Segundo o inquérito, Pina Ferreira é um personagem-chave no esquema angolano: empreiteiro residente em João Pessoa, ele seria o sócio majoritário da empresa Mussulo Ltda., para a qual Castro Paiva destinou dinheiro vindo do exterior. Além de ex-diretor da GBF, Pina Ferreira é presidente da JCP Construções e Incorporações, empresa da qual Castro Paiva é conselheiro de administração. Ele teria atuado como gerente operacional tanto na construção do Resort quanto na do Solar. A reportagem buscou insistentemente Pina Ferreira, que não respondeu às ligações da Pública. Também buscamos o empresário através de suas empresas GBF e JCP, sem sucesso. Em 2017, cerca de oito anos após a inauguração do resort, mais dinheiro chegaria via Mussulo. Dessa vez, a transação ocorreu por meio da empresa que é proprietária do empreendimento, uma sociedade anônima também de nome Mussulo, porém registrada nas Ilhas Virgens Britânicas, arquipélago do Caribe pertencente ao Reino Unido. Desse paraíso fiscal partiram US$ 4 milhões, enviados via Geneva Wealth Capital Management, uma offshore de propriedade de Leonard Cathan, homem apontado pelo inquérito policial como um espeta em transações financeiras para ocultação de patrimônio. Em outras palavras, um profissional em lavagem de dinheiro. Cathan, que estava na Paraíba com Castro Paiva em 2017, também teve seus documentos apreendidos pela PF. De acordo com o material analisado pelos policiais, ele maneja uma série de empresas offshore em benefício de Castro Paiva, como a Geneva. A lista de offshores inclui a Investec Bank, registrada em um terceiro paraíso fiscal, as Ilhas Maurício, arquipélago no oceano Índico a cerca de 2 mil quilômetros da costa sudeste do continente africano. Segundo as investigações, a Investec Bank de Cathan era usada também por Isabel dos Santos, filha do então presidente angolano que era tido como um ditador por organizações de direitos humanos. A reportagem buscou Cathan através da Geneva, mas não obteve resposta até a publicação. Veja tambémREVISTA EXAMEOs bilhões da filha do presidente de Angola23 jul 2014 - 14h07MUNDOPoder em Angola se concentra nas mãos de uma família25 jun 2013 - 15h06 Dinheiro do petróleo angolano roda o mundo em paraísos fiscais José Carlos de Castro Paiva é um angolano de Golungo Alto, da província de Cuanza-Norte, que começou a carreira no mercado bancário português e passou a atuar no governo de Angola logo após o país ter se tornado independente, em 1975. Em 1976, já ocupava uma cadeira no importante Ministério de Recursos Minerais e Petróleo, de onde subiu posições até ocupar o posto de chefe do departamento de comercialização. Era uma época de ascensão para a indústria petrolífera nacional: há registros de exportação de petróleo angolano desde o século 18, mas foi a partir da década de 1960 que a produção de fato escalou, culminando com a criação da estatal Sonangol – a Petrobras de Angola – em 1975. O petróleo passou de coadjuvante na economia angolana para representar cerca de um terço do PIB do país. Hoje, Angola é o segundo maior exportador da África, atrás da Nigéria, e faz parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opec). Os passos seguintes de Castro Paiva, que se tornou um homem de confiança do presidente José Eduardo dos Santos, foram justamente na Sonangol – ele ocupou o cargo de diretor-geral da empresa na filial do Reino Unido entre 1987 e 2012 e, depois, permaneceu como administrador não executivo da estatal. Ao mesmo tempo, a partir de 1999, assumiu posições importantes no Banco Angolano de Investimentos, o primeiro banco privado do país, mas cujo sócio majoritário é a própria estatal de petróleo Sonangol. A relação entre ambas as empresas é íntima – e problemática. Em 2010, uma investigação do Senado dos Estados Unidos apontou que executivos da Sonangol ocupavam cargos-chave no BAI e que o próprio Castro Paiva detinha 18,5% das ações do banco a partir de empresas offshore com o objetivo de “não atrair atenção indesejada” à sua participação no banco, segundo o Senado americano. Por meio das empresas offshore, Castro Paiva teria alcançado o posto de sócio majoritário do banco. Foi na Sonangol que Castro Paiva teve ligação direta com Isabel dos Santos, filha mais velha de José Eduardo dos Santos. Segundo investigação do jornalista investigativo Rafael Marques, recursos desviados da filial da Sonangol no Reino Unido – da qual Castro Paiva foi diretor e, em seguida, administrador – chegavam à offshore Investec das Ilhas Maurício: justamente a empresa operada por Leonard Cathan, espeta em transações financeiras que trouxe o dinheiro de Castro Paiva à Paraíba. Da Investec, o dinheiro da Sonangol seria usado por Isabel dos Santos para remunerar ilegalmente executivos da própria estatal, à época presidida por ela mesma, que apoiariam a sua direção à frente da petrolífera. Um petrolão à angolana. Com um patrimônio estimado pela Forbes em algo próximo de US$ 2,3 bilhões, Isabel dos Santos entrou para o noticiário financeiro como a primeira mulher bilionária da África e a mais rica do continente. Além de ter dirigido a Sonangol, atuou junto à Sodiam, estatal de diamantes, possui uma joalheria suíça, é dona de uma rede de supermercados e tem participação em empresas como a Unitel (de telecomunicações), a ZAP (canal de TV) e o banco privado BIC. Mais recentemente, Isabel também tem aparecido no noticiário pela suspeita de ter desviado US$ 1 bilhão – o equivalente a cerca de R$ 4 bilhões – de recursos públicos para a sua fortuna pessoal. Ao final de dezembro do ano passado, a Procuradoria-Geral da República de Angola confiscou bens e contas bancárias de Isabel, de seu marido congolês, Sindika Dokolo, e de Mário Leite da Silva, presidente do Banco de Fomento de Angola. Já a Polícia Judiciária Portuguesa interceptou uma transferência de 10 milhões de euros que ela tentava enviar à Rússia por meio da Sonangol e da Sodiam, estatal de diamantes. A filha mais velha do ex-presidente angolano deixou de viver no país há um ano, segundo notícias da imprensa. Em entrevista ao Financial Times em janeiro, Isabel disse estar em um inespecífico “país africano”, enquanto uma reportagem do jornal português Expresso afirmou que ela possui residência fixa em Dubai, nos Emirados Árabes. Isabel nega todas as acusações. Um solar de luxo escolhido a dedo pelo dinheiro angolano As transações financeiras de Castro Paiva na Paraíba, segundo as investigações da PF, não se limitaram “apenas” aos milhões que entraram no resort via paraísos fiscais no Caribe e na costa da África. O angolano recorreu também a uma figura conhecida pelas autoridades internacionais de combate ao desvio de dinheiro: um operador financeiro chamado Theodore Jameson Gilleti, que opera o banco britânico Standard Chartered Bank. O banco, que foi condenado nos EUA a pagar uma multa de US$ 227 milhões por transações financeiras ilegais, tem forte atuação em Angola – a estatal de seguros do país, a Ensa, detém 40% das suas ações. Gilleti é diretor no BAI. De acordo com a PF, Gilleti movimenta dólares americanos do BAI para beneficiar os controladores da instituição, como Castro Paiva, além de interceder para liberar limites milionários nos cartões de crédito dos dirigentes do Standard. Segundo as investigações, o americano utilizou o Standard para movimentar R$ 5 milhões da Sonangol para o Mussulo, em 2011. A transação ocorreu por meio de uma conta, no Santander, da empresa Mussulo Ltda, na Paraíba, da qual o empreiteiro Pina Ferreira é sócio. Além disso, segundo as investigações, Gilleti operou com Castro Paiva para trazer R$ 10 milhões para o Solar Tambaú, em 2012. A Pública procurou Gilleti através da Standard Chartered. Incialmente, recebemos uma confirmação que a reportagem seria respondida, o que não ocorreu até a publicação. O metro quadrado mais caro de João Pessoa A reportagem da Pública esteve no condomínio no final de 2017, anonimamente. Naquela época, segundo a agente de vendas, 40% das unidades haviam sido vendidas. “O povo tem aplicado dinheiro. Eu recebo gente de Brasília, Rio de Janeiro, de São Paulo, que quer se aposentar aqui”, disse. A jovem explicou que, do terreno aos detalhes de decoração de cada apartamento, tudo foi escolhido a dedo pelos seus “patrões” – o português Pina Ferreira e sua esposa, que tratavam diretamente com os funcionários. “Aqui é o metro quadrado mais caro de João Pessoa”, comemorou. Mereciam destaque nos apartamentos, por exemplo, mosaicos italianos nas paredes das unidades, minuciosamente planejados por um arquiteto vindo da Europa especialmente para implementar a decoração. As portas, de madeira maciça, são igualmente italianas. Já as janelas receberam vidros duplos e as paredes, fibra de vidro para não aquecerem com o calor paraibano. Diante de uma janela, a agente interrompeu a visita para compartilhar outro exemplo: as esquadrias, brancas, de alumínio composto inoxidável, que bloqueiam o sol nas horas mais quentes do dia, foram trazidas da Alemanha. “Isso aqui é alemão, três vezes mais caro que o chinês, mas todo mundo usa o chinês. Aí compraram o alemão. Então, ele triplicou o custo do revestimento, ninguém ia saber que ele estava comprando três vezes mais caro”, se gaba a vendedora. “Minha chefe disse: ‘Você diga às pessoas que isso aqui é alemão’”, explicou. Segundo a vendedora, o terreno do Solar Tambaú pertencia a um antigo casarão, famoso na capital, que ficou abandonado por muito tempo antes de o dinheiro angolano conseguir arrebatá-lo. “Ninguém conseguia comprar porque ninguém tinha cacife”, disse a jovem. Entre os 130 apartamentos, há modelos de 47 a 337 m², além de lojas – entre elas, um estande de tiro. No térreo, uma enorme piscina azul completa um deque de madeira, onde há um bar e mesinhas redondas ornamentados por vasos com coqueiros. “Tem até som de passarinho artificial quando você chega em um ambiente”, alegra-se. A reportagem questionou a administração do Solar sobre as acusações de corrupção e a relação com Castro Paiva e Pina Ferreira, mas não obteve resposta. Hoje em dia o Solar Tambaú está de vento em popa, com boa parte dos apartamentos sendo alugada para temporadas e estadas curtas – com uma vista privilegiada do show que acontece na noite de Réveillon logo em frente. Resort milionário acumula reclamações e denúncias de golpe O Mussulo – nome que homenageia uma baía no litoral angolano – teve um destino bem menos glorioso. Os milhões investidos por Castro Paiva no resort não foram suficientes para assegurar a rentabilidade do empreendimento, o que reforça, segundo as investigações da PF, a acusação de lavagem de dinheiro. Descrito no passado por agências de viagens como “paraibadisíaco”, o Mussulo é uma propriedade de 96 mil metros quadrados com serviço all-inclusive, que dá aos hóspedes direito de comer e beber durante 24 horas, além de frequentar piscinas, sauna e spa. Contudo, de acordo com reclamações de hóspedes e reportagens na imprensa, o resort incluiu outro serviço em seu menu: o calote. Em 2019, explodiram em sites de consumidores reclamações de turistas que não teriam conseguido se hospedar de fato no resort, apesar de terem feito reservas e pago a hospedagem. Há reclamações de reservas que desapareceram do sistema e mesmo de clientes que compraram pacotes e se depararam com as portas do resort fechadas. Uma reportagem do Portal Paraíba Agora acusa o resort de continuar vendendo diárias através da internet para, depois, ligar para os hóspedes cancelando ou transferindo a hospedagem para outros hotéis. Segundo a matéria, 60 funcionários foram demitidos ou desligaram-se por vontade própria entre março e setembro de 2019 e há empregados que ainda estão sem receber. Em um site de hospedagem, um usuário descreve o Mussulo como uma cidade fantasma: “Abandono total. Instalações ótimas, sujeira dominando. Não encontrei uma pessoa sequer para informar sobre o ocorrido”. A Pública procurou o resort e questionou sobre o fechamento do estabelecimento e sobre as acusações de hóspedes. A reportagem também questionou o estabelecimento sobre as acusações de corrupção envolvendo a operação da Polícia Federal e a relação com Castro Paiva e Pina Ferreira. Não houve um comunicado oficial de fechamento do resort, mas suas redes sociais foram desativadas. Luanda Leaks O Luanda Leaks é realizado pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), do qual a Agência Pública participa, com mais de 120 repórteres de 20 países. No Brasil, além da Agência Pública, a revista piauí e o Poder360 também integram o projeto. *Matéria publicada originalmente pela Agência Pública. Ler artigo completo
  5. São Paulo – O Banco do Brasil anuncia nesta segunda-feira (20), a isenção da taxa de custódia para quem investe em ações, ETFs e fundos Imobiliários na bolsa. Além disso, o BB também assume a taxa referente aos custos da B3, deixando de fazer o repasse ao cliente. As condições já estão em vigor e valem para todos que já possuem esses produtos, alcançando o estoque de aplicações e também os novos negócios. Veja tambémSEU DINHEIROItaú Unibanco zera custódia para investimento em renda variável2 dez 2019 - 13h12 Dos 15 reais que eram cobrados dos clientes até novembro, 8,78 reais eram repassados para a B3, para valores em custódia até 5 mil reais; 9,28 reais, para valores acima de 5 mil reais; e uma parcela variável para valores em custódia acima de 300 mil reais. O BB assumiu os valores repassados para que seus investidores tenham uma isenção real de custos de custódia. A isenção dos 15 reais pagos em cada produto faz parte de um conjunto de medidas que vêm sendo anunciadas desde 2018. Naquele ano, o Banco do Brasil zerou as taxas para custódia de Tesouro Direto, de Títulos Privados (Debêntures, CRI, CRA e FIDIC) e de carregamento dos planos Brasilprev. Veja tambémSEU DINHEIROItaú Unibanco zera custódia para investimento em renda variável2 dez 2019 - 13h12 Ler artigo completo
  6. São Paulo – Três dias depois de ser demitido por copiar trechos de um discurso nazista, o ex-secretário da Cultura Roberto Alvim disse desconfiar de uma ação “satânica” por trás do episódio. “Estou orando sem parar, e começo a desconfiar não de uma ação humana, mas de uma ação satânica em toda essa horrível história”, escreveu. Em uma mensagem compartilhada em grupos de WhatsApp, Roberto Alvim voltou a dizer que o discurso muito semelhante ao de Joseph Goebbels, ministro da Propaganda da Alemanha nazista entre 1933 e 1945, foi mera coincidência. “Não sabia que aquela frase tinha uma origem nazista, porque a frase em si não tinha nenhum traço de nazismo. Errei terrivelmente ao não pesquisar com cuidado a origem e a associações de algumas frases e ideias”, destacou. Embora Alvim defenda que a semelhança não foi proposital e que ele não sabia que os trechos eram de Goebbels, outros elementos do vídeo também evocavam o paralelo nazista, como o enquadramento e a música escolhida, um trecho da ópera preferida de Hitler. “A ópera Lohengrin foi postada por minha mulher pouco tempo antes no Facebook, por puro acaso. Acho a ópera linda, e a coloquei por se tratar da ópera escrita após a conversão de Wagner ao cristianismo”, afirmou. O texto de Roberto Alvim, que circula em grupos de WhatsApp, foi publicado na página do Facebook do cineasta Josias Teófilo – que afirmou não endossar a mensagem, apenas compartilhá-la. Convite Após a demissão de Alvim, o presidente Jair Bolsonaro convidou a atriz Regina Duarte para assumir a pasta. Nesta segunda-feira (20), os dois se reuniram no Rio de Janeiro. Após o encontro, o Palácio do Planalto informou, por nota, que a atriz estará em Brasília na próxima quarta-feira (22) para “conhecer” a secretaria especial da Cultura. Convidada pelo presidente Jair Bolsonaro há três dias, a artista diz agora que “está noivando” com o cargo, atualmente sob condução do interino José Paulo Martins. Perfil Roberto Rego Pinheiro, que usa Alvim como nome artístico, atuava como diretor do Centro de Artes Cênicas (Ceacen) da Fundação Nacional de Artes (Funarte). Ele foi proprietário, entre 2006 e junho deste ano, do teatro Club Noir, na Rua Augusta, mantido em conjunto com sua esposa, a premiada atriz e diretora Juliana Galdino. O apoio do casal à candidatura de Jair Bolsonaro, em 2018, gerou incômodo em parte da classe artística, atacada pelo hoje presidente e majoritariamente identificada com ideais progressistas. Em entrevistas, Alvim credita sua reorientação política à descoberta de um tumor no intestino em 2017 e conversão ao catolicismo, além de reclamar de uma suposta perseguição política da esquerda no direcionamento de verbas de fomento. Em setembro de 2019 , Alvim escreveu em suas redes sociais que sentia “desprezo” por Fernanda Montenegro e a chamou de “mentirosa”. O motivo foi uma capa da revista Quatro Cinco Um que trazia a atriz de 89 anos vestida de bruxa numa fogueira de livros. “A ‘intocável’ Fernanda Montenegro faz uma foto pra capa de uma revista esquerdista vestida de bruxa”, escreveu Alvim. “Na entrevista, vilipendia a religião da maioria do povo, através de falas carregadas de preconceito e ignorância. Essa foto é ecoada por quase toda a classe artística como sendo um retrato fiel de nosso tempo, em postagens que difamam violentamente o nosso presidente”, afirmou. Ler artigo completo
  7. São Paulo – Os analistas do Bank of America (Bofa) estão pessimistas com os bancões brasileiros. Apesar da geração de valor, não deve haver crescimento, o que levou os espetas a reduzir a nota do Itaú (para abaixo da média do mercado) e do Bradesco (para neutro). “Estamos ficando mais cautelosos com os grandes bancos brasileiros depois de analisar o setor ao longo de um ano. Enquanto a recuperação econômica está ganhando força e carteira de crédito continua crescendo a dois dígitos, esperamos que o setor cresça um dígito baixo em 2020, ante um crescimento de 20% em 2019”, escrevem os analistas Mario Pierry, Giovanna Rosa e Ernesto Gabilondo, em relatório. Entre os motivos para essa mudança, estão o aumento de 5% da alíquota de contribuição social sobre lucro líquido (CSLL) — que deve reduzir os lucros em 300 pontos base —, e a queda da receita de juros com a decisão de limitar as taxas do cheque especial, o que deve resultar em um recuo de outros 300 pontos base na última linha do balanço. Veja tambémMERCADOSPara UBS, bolsa brasileira parece cara, mas está atrativa20 jan 2020 - 13h01 “Continuamos esperando crescimento de dois dígitos na concessão de empréstimos (principalmente para pequenas e médias empresas). As tarifas devem crescer acima da inflação, enquanto as despesas operacionais devem crescer abaixo da inflação (dado o foco no corte de custos). Também esperamos que o custo de provisionamento deve crescer em linha com a concessão de crédito.” Ler artigo completo
  8. São Paulo – Três dias após ter sido convidada, a atriz Regina Duarte estará em Brasília na próxima quarta-feira para “conhecer” a secretaria especial da Cultura. Convidada pelo presidente Jair Bolsonaro há três dias, ela diz agora que “está noivando” com o cargo, atualmente sob condução do interino José Paulo Martins. Ele assumiu com a demissão de Roberto Alvim, na última sexta-feira (17), que usou trechos do líder nazista Joseph Goebbels em vídeo da pasta. “Após conversa produtiva com o presidente Jair Bolsonaro, Regina Duarte estará em Brasília na próxima quarta-feira, 22, para conhecer a Secretaria Nacional de Cultura do governo federal. “Estamos noivando”, disse a artista após o encontro ocorrido nesta tarde no Rio de Janeiro”, diz a nota oficial do Planalto. Para acolher Regina Duarte no governo, Bolsonaro teria prometido o Ministério da Cultura, que foi extinto no ano passado. Inicialmente a secretaria da Cultura ficou vinculada ao novo Ministério da Cidadania, mas em novembro do ano passado foi transferida para o Ministério do Turismo. Curiosamente, a própria Regina Duarte já havia sido uma voz destoante ao apoiar a decisão do então presidente Michel Temer de extinguir o Ministério da Cultura em 2016. Temer acabaria recuando. A recriação do Ministério agora deve ser feita por meio de Medida Provisória, que passa a valer por 90 dias quando é publicada no Diário Oficial, mas precisa ser aprovada pelo Congresso para continuar em vigor depois disso. O convite à atriz foi feito na última sexta-feira (17). À Rádio Jovem Pan, Regina Duarte disse que não estava preparada para assumir a vaga e contou que pediu dois dias para pensar. Nesta segunda-feira, Bolsonaro se reuniu com a artista na casa dela, no Rio de Janeiro, onde ela aceitou o convite. O encontro não estava na agenda oficial do presidente. Bolsonaro está no Rio de Janeiro para encontros marcados o com o prefeito do Rio, Marcelo Crivela, e com o almirante da Marinha, Ilques Barbosa. Veja tambémBRASILSou chamada de fascista, diz Regina Duarte sobre apoio a Bolsonaro30 maio 2019 - 09h05BRASILPor Regina Duarte, Bolsonaro avalia recriar Ministério da Cultura19 jan 2020 - 10h01 Lealdade Regina Duarte demonstrou apoio à Bolsonaro em 2018, durante a corrida eleitoral, quando postou uma foto nas redes sociais com o então presidenciável. Apesar da atriz já ter se colocado no campo da direita desde as manifestações pelo impeachment de Dilma, o apoio chamou a atenção. A candidatura de Bolsonaro teve pouca adesão da classe artística, um dos alvos preferidos do presidente e dos seus apoiadores. Sobre as declarações homofóbicas e racistas de Bolsonaro, Regina Duarte disse ao Estadão que eram expressão de um “humor brincalhão típico dos anos 1950, que faz brincadeiras homofóbicas, mas que são da boca pra fora, coisas de uma cultura envelhecida, ultrapassada”, destacou na época. No ano passado, em entrevista ao apresentador Pedro Bial, ela se queixou das críticas que passou a receber depois de declarar o apoio. Ela disse ser chamada de “fascista” por pessoas que se opõe ao governo: “E eu achando que vivia em uma democracia, onde eu tenho o direito de pensar de acordo com o que eu quero. Eu respeito todo mundo que pensa diferente de mim. Não saio xingando as pessoas por aí”, disse. Mesmo apoiando o presidente, Regina Duarte já havia demonstrado insatisfação em torno da escolha do seu antecessor Alvim para Cultura. No ano passado, após ser nomeado diretor do Centro de Artes Cênicas da Funarte. o dramaturgo sugeriu a criação de “uma máquina de guerra cultural” contra o que chamou de “marxismo cultural”. “A meu ver o diretor Alvim tem extrapolado em declarações polarizadas porque certamente se encontra sob efeito de uma crise pós-traumática. Quem perde um Teatro perde um filho. Em virtude disso não consigo esperar dele que assuma com sensatez, com equilíbrio, as declarações que tem feito. São declarações com as quais não concordo. A ARTE se encontra em patamar sagrado, acima das ideologias”, afirmou a artista. Demissão Alvim O dramaturgo Roberto Alvim foi demitido depois de publicar um vídeo em que parafraseava um discurso de Joseph Goebbels, ministro da Propaganda da Alemanha nazista entre 1933 e 1945: “A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional, será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional, e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes do nosso povo – ou então não será nada”, disse o ex-secretário, que divulgava um prêmio nacional para as artes. A fala é parecida a um pronunciamento de Goebbels direcionado à diretores de teatro que consta da obra “Joseph Goebbels: Uma biografia”, do historiador alemão Peter Longerich: “A arte alemã da próxima década será heroica, será ferreamente romântica, será objetiva e livre de sentimentalismo, será nacional com grande pathos e igualmente imperativa e vinculante, ou então não será nada.” Alvim disse que a semelhança das frases foi uma “coincidência” e que ele não sabia que os trechos eram de Goebbels. No entanto, outros elementos do vídeo também evocavam o paralelo nazista, como o enquadramento e a música escolhida, um trecho da ópera preferida de Hitler. A repercussão foi intensa, com pedidos do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, por sua demissão. Ler artigo completo
  9. Afinal, o que fazer fora do campus universitário para conseguir uma colocação no mercado e chegar mais perto dos seus objetivos? Ou até como definir esses objetivos? Essas dúvidas são comuns e, por isso, o Na Prática preparou um checklist em vídeo de um passo a passo do que é prioridade nessa fase da carreira. Entre a expectativa de começar e as dificuldades incluídas, entenda onde investir seus esforços com reflexões e ações em três etapas! Eu me formei, e agora? 3 passos depois da faculdade: #1 Defina aonde quer chegar O primeiro dos três passos consiste em definir para onde se quer ir, ou seu objetivo, etapa inicial para qualquer trajetória e que requer uma boa dose de autoconhecimento. E por que isso importa: vai garantir que a carreira que siga seja alinhada ao seu propósito e valores, ou seja, mais chances de ser satisfatória para você. Você pode começar a se entender melhor a partir das seguintes perguntas: Quais são meus valores? Basicamente, entender quais são seus principais valores, como autonomia, segurança e ambição. A Fundação Estudar, criadora e responsável pelo Na Prática, disponibiliza um teste gratuito e online. Em que tipo de ambiente prefiro trabalhar? A partir da resposta para a primeira pergunta, você consegue refletir se tem preferência por um ambiente mais competitivo ou relaxado, casual, formal, com autonomia ou hierarquia forte. Vá caracterizando seu ambiente e clima de trabalho perfeito. O que me faria levantar animado da cama todas as manhãs? O que costuma me mover para a ação? Essas duas vão te ajudar a pensar em aspectos que te motivam. Na primeira, descreva situações, acontecimentos, eventos e características do dia que costumam te alegrar e energizar ao acordar. A segunda pergunta é mais direta e busca entender o que, de fato, impulsiona sua capacidade de ação. É o senso de importância da tarefa? São as pessoas envolvidas? A missão da organização? O que eu faria se não precisasse me preocupar com dinheiro? Tirar a questão financeira pode te ajudar a identificar sua verdadeira vontade. Não que ela não seja importante, mas por vezes pode neblinar quais são de fato as atividades alinhadas com seu propósito e valores. Como eu gostaria de ser lembrado? Qual é o tipo de impacto que quero deixar no mundo? Em que área e em que sentido? Essas duas últimas são sobre pensar em suas motivações e refletir sobre o legado que gostaria de deixar no mundo. Como todas as outras perguntas, aqui não há certo ou errado, apenas o que é mais adequado para você. Aqui não vale responder qualquer coisa só para ter uma resposta, é a reflexão profunda que vai te levar a determinar melhor seu rumo profissional. Se quer ir ainda mais fundo nessas reflexões, o Na Prática tem curso presencial e online sobre Autoconhecimento. #2 Entenda o que é preciso para chegar lá O segundo passo é pensar em como chegar aonde quer. Você sempre está livre para mudar de ideia, mas depois de entender mais sobre os próprios objetivos no passo 1, é hora de refletir sobre pontos práticos para conseguir um lugar na sua área de interesse. A maior parte das pessoas deixa à sorte o que acontece em sua carreira e, embora não tenha nada de efetivamente errado com isso, se você tem um objetivo há muito mais chance de chegar nele com planejamento. Não significa ter um caminho fixo traçado, mas sim determinar as principais ações que vão te ajudar a se alavancar durante a trajetória. Alguns exemplos de pontos essenciais para refletir e agir nessa fase inicial da carreira: Você traçou metas e objetivos para entrar nessa área no futuro próximo? Você tem os conhecimentos (técnicos ou não) necessários para trabalhar com o que quer? Caso não os tenha ou queira melhorá-los, já sabe como pode fazer isso? Seja específico e estipule cursos, projetos – todos com prazo! Caso não tenha experiência na área e queira aprender: pesquisou ONGs e outros projetos em que possa colocar a mão na massa e enriquecer a bagagem e o currículo? Conversou com pessoas da área para saber sobre o dia a dia e o que é exigido? Essa etapa é fundamental para entender como é o cotidiano na área, e se realmente tem a ver com você como profissional. #3 Prepare-se para se destacar nos processos seletivos O terceiro e último passo é planejar ações para se destacar nos processos seletivos. Não basta se candidatar, já que os recrutadores costumam receber muitos currículos de uma vez, é preciso se diferenciar dos outros profissionais e mostrar isso desde as fases iniciais das seleções. Veja tambémCARREIRAPrograma ajuda brasileiros a estudar nas melhores universidades do mundo18 jan 2020 - 06h01CARREIRAAs melhores universidades do mundo em 2020, segundo ranking do THE14 jan 2020 - 06h01 A chave de boa parte disso é se preparar, principalmente refletindo sobre suas preferências, pesquisando e estudando. Tanto sobre a empresa, como sobre bons currículos e boas práticas de entrevistas, por exemplo. De início, selecionamos alguns pontos que você não deve pular nessa fase de busca por oportunidade. Fez seu currículo? Sabe se quer ser efetivo, trainee ou freelancer? Selecionou suas empresas e organizações de interesse? Descobriu como e quando funcionam os processos seletivos das companhias? Pesquisou a fundo cultura, setor, funções, oportunidades e desafios? Refletiu sobre e pediu feedback de amigos e colegas para saber quais são seus pontos fortes e fracos e como pode melhorar? O último, de entender pontos fortes e fracos é especialmente importante porque, assim, você consegue mostrar ao recrutador que tem autoconsciência sobre qualidades e o que precisa melhorar. Ao mesmo tempo, fica mais fácil decidir para onde vai depositar seu tempo e energia para se desenvolver. Veja tambémCARREIRA12 modelos de currículo para baixar e preencher14 jan 2016 - 05h01 Confira os vídeos sobre os três passos: Este artigo foi originalmente publicado pelo Na Prática, portal da Fundação Estudar. Ler artigo completo
  10. CHICAGO – No final da última década, a globalização – redução das barreiras aos fluxos de mercadorias, serviços, investimentos e informações transfronteiriças – sofreu forte pressão. Políticos populistas em muitos países acusaram outros de vários erros econômicos e fizeram pressão quanto à redação de acordos comerciais. Os países em desenvolvimento argumentam há décadas que as regras que regem o comércio internacional são profundamente injustas. Mas por que agora surgem reclamações semelhantes dos países desenvolvidos que estabeleceram a maioria dessas regras? Uma explicação simples, porém inadequada, é a “concorrência”. Nas décadas de 1960 e 1970, os países industrializados se concentraram em abrir mercados externos para seus produtos e estabelecer regras de acordo com suas conveniências. Desde então, a maré mudou. As economias emergentes, especialmente a China, se desenvolveram na produção de bens e as antigas regras determinam que os países desenvolvidos devem manter seus mercados abertos aos produtores de outros lugares agora mais produtivos. Para o observador mais cético, os esforços atuais dos países desenvolvidos para reescrever as regras parecem uma tentativa não de nivelar o campo de jogo, mas de impedir a concorrência. Uma razão pela qual os produtores de mercados emergentes são competitivos é porque pagam menos aos trabalhadores (geralmente porque esses trabalhadores são menos produtivos). Portanto, o Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA, o NAFTA renegociado) limitaria a vantagem do México ao exigir que 40-45% dos componentes automotivos fosse feito por trabalhadores que ganham pelo menos US$ 16 por hora (até 2023). Também exige uma variedade de proteções trabalhistas, incluindo uma representação sindical mais forte dos trabalhadores mexicanos a ser monitorada por inspetores dos EUA. O que parece ser um bom negócio para os trabalhadores mexicanos determinado por simpáticos negociadores americanos também pode ser visto como um esforço dos EUA para limitar o número de empregos industriais no México. Mas os empregos na indústria de manufatura vêm se deslocando para mercados emergentes há décadas. Por que agora a crescente preocupação? Para substituir os empregos perdidos na industrialização, as economias desenvolvidas vêm criando empregos em serviços, que variam desde fornecimento de baixa tecnologia a pesquisa e desenvolvimento de alta tecnologia. A barganha implícita que regia o comércio era a de que os países desenvolvidos manteriam seus mercados abertos às exportações de manufaturados dos países em desenvolvimento, que, por sua vez, estariam abertos a atender às exportações dos países industrializados. Infelizmente, nem todos nos países desenvolvidos conseguiram alcançar bons empregos em serviços. Os melhores empregos estão em grande parte nas grandes cidades, onde profissionais com boa formação conseguem atender aos mercados globais, enquanto pequenas cidades, por exemplo, no meio-oeste americano e no norte da Inglaterra, não se recuperaram economicamente da saída de grandes indústrias empregadoras. A devastação de tais lugares e a frustração de quem neles vive acabaram alimentando os movimentos políticos que colocaram o presidente dos EUA, Donald Trump, no cargo e tirarão o Reino Unido da União Europeia. As antigas comunidades manufatureiras deixadas para trás agora têm voz política na capital e querem trazer a produção de volta. No entanto, essa explicação também está incompleta. Grande parte da disputa dos EUA com a China, por exemplo, não é sobre fabricação (a própria China está perdendo empregos na indústria para países como o Vietnã). Diz respeito a serviços. Embora oito dos dez principais exportadores de serviços sejam países desenvolvidos, a concorrência nos mercados emergentes está aumentando – e levando a um grande impulso das empresas de economia avançada a aprovar novas regras comerciais relacionadas a serviços. Aparentemente, isso garantirá contínuas fronteiras abertas para serviços. Mas também será uma oportunidade para proteger as vantagens dos produtores dominantes dos países desenvolvidos. Por exemplo, o USMCA não exige impostos sobre produtos comprados eletronicamente, como músicas ou e-books, e garante que as empresas de Internet não sejam responsáveis ​​pelo conteúdo produzido por seus usuários. Também tentou estender a duração da proteção de patentes para alguns medicamentos, cláusula que foi removida quando enfrentaram a objeção dos congressistas democratas. As elites nos mercados emergentes reagem à sua maneira. A Índia introduziu novas regras para limitar aquilo que plataformas de propriedade estrangeira como Amazon e Walmart poderiam vender on-line lá, pouco antes da Reliance, um enorme conglomerado indiano, lançar sua própria plataforma de comércio eletrônico. Em suma, dois fatores aumentaram a inquietação sobre o comércio internacional e os acordos de investimento. Pessoas comuns nas comunidades deixadas para trás nos países desenvolvidos não estão mais dispostas a aceitar os acordos existentes. Elas querem ser ouvidas e querem que seus interesses sejam protegidos. O antigo status quo – em que as elites dos países desenvolvidos fechavam os olhos para o deslocamento da indústria, desde que os mercados de seus serviços expandissem – tornou-se insustentável. Ao mesmo tempo, as elites da economias emergentes querem uma fatia do mercado global de serviços e não estão mais dispostas a ceder terreno. Como resultado, não há mais acordos comerciais fáceis. As negociações comerciais tornaram-se exercícios de política de poder, não de persuasão: ameaças de tarifas altíssimas para fechar mercados, por exemplo e táticas de força bruta para forçar regras “mais justas” à parte mais fraca. Os veteranos das negociações comerciais podem dizer que sempre foi assim. Uma diferença importante hoje é que o público nos mercados emergentes é mais democraticamente engajado do que no passado. Quando o chefe da câmara mexicana de negócios compara as disposições trabalhistas e de monitoramento da USMCA com a Guerra Mexicano-Americana de 1848 (quando o México perdeu a Califórnia), os eleitores mexicanos ficam atentos. Portanto, qualquer sucesso que os países ricos tenham ao estabelecer regras onerosas para os outros hoje em dia pode ser um ganho de Pirro”. Por um lado, não está claro que exista consenso sobre essas regras, mesmo nos países desenvolvidos. Por exemplo, nos EUA há pressão para responsabilizar as plataformas online pelo conteúdo. A consagração dessas regras contestadas nos acordos comerciais apenas tornará esses acordos mais frágeis. Além disso, esses acordos estabelecem um mau precedente. No futuro, os consumidores dominantes no mundo serão os cidadãos mais ricos, mais jovens e mais numerosos das economias emergentes. Os que agora enfrentam países mais fracos com acordos desvantajosos não deveriam se surpreender quando receberem no troco algum dia. Como, então, os países desenvolvidos deveriam responder às pressões domésticas para tornar o comércio mais justo? Para começar, é razoável exigir que os países em desenvolvimento abaixem as tarifas constantemente conforme uma norma internacionalmente aceitável. E barreiras discriminatórias não tarifárias ou subsídios que favorecem excessivamente seus produtores devem ser desafiados na Organização Mundial do Comércio. Mas ir muito além dessas medidas – tentar impor suas preferências aos sindicatos, a regulamentação de plataformas on-line e a duração de patentes em outros países – debilitará ainda mais o consenso sobre o comércio. Hoje, acordos comerciais menos intrusivos podem fazer mais pelo comércio amanhã. Ler artigo completo
  11. O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, disse hoje (20) que acredita que os problemas no fornecimento de água no Rio de Janeiro foram causados por sabotagem na Companhia Estadual de Águas e Esgotos. Witzel esteve na inauguração do programa Segurança Presente, em Copacabana, e disse que a suspeita está sendo apurada pela Polícia Civil, que chegou a ouvir funcionários da companhia e foi à Estação de Tratamento de Água do Guandu, na semana passada. “Eu, particularmente, não acredito [em incompetência]. Eu acredito e está sendo apurada uma sabotagem, por conta do leilão. Há muitos interesses envolvidos nesse leilão. Pedi à policia que apurasse”, disse o governador. O leilão a que ele se refere é a privatização da Cedae, que o governo do estado pretende realizar ainda neste ano, concedendo grande parte dos serviços da companhia, que atende 64 dos 92 municípios do estado, incluindo a capital. Desde a primeira semana do ano, cariocas têm reclamado de alterações de gosto, cheiro e cor na água que chega às residências. Segundo a Cedae, uma substância produzida por algas chamada geosmina deixou a água com gosto e cheiro de terra, mas sem prejuízos à saúde. *Com colaboração da edição da Rádio Nacional do Rio de Janeiro Ler artigo completo
  12. São Paulo – Nem tudo é o que parece ser. A máxima se aplica a várias coisas, inclusive, ao preço da bolsa brasileira, segundo relatório do banco suíço UBS. Apesar de as ações parecerem caras em relação ao histórico de negociação da B3 — os papéis estão sendo negociados a 13,2 vezes o lucro —, há potencial para chegar a 14 vezes nos próximos dois anos, de acordo com os analistas Corinne de Boursetty, Xingchen Yu, Ronaldo Patah e Michael Bolliger, que assinam o documento. Outra prova de que estão baratas é o fato de estarem sendo negociadas com um desconto de 20% em relação a mercados desenvolvidos, de 15% ante a bolsa do Chile e de 7% ante a do México. “Acreditamos que as taxas de juros mais baixas e a agenda de reformas devem continuar a reduzir o custo de capital no Brasil, permitindo um avanço de cerca de 10% do valuation”, escrevem os espetas. A expectativa é que o crescimento dos lucros acelere de um dígito em 2019 (o consenso é de 3%) para dois dígitos nos próximos dois anos (20% em 2020 e cerca de 13% em 2021). Boa parte desse avanço será reflexo do desempenho da Vale, que tem o maior peso no MSCI Brasil, de 9,4%. Isso porque se espera uma reversão de cerca de 9 bilhões de dólares em itens pontuais relacionados ao colapso da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais. “Nossas previsões estão alinhadas com as expectativas de mercado (de 23% e de 11,5%, respectivamente), e estão entre as mais altas quando analisados outros países emergentes. A recuperação de ganhos no Brasil deve ser impulsionada por uma retomada do consumo doméstico, alimentada pelo crescimento do crédito e dos salários reais. “Não vemos evidências de recuperação do investimento corporativo, já que o setor industrial ainda sofre com ociosidade da capacidade instalada e com as crises na Argentina e no Chile. De todo modo, a confiança nos negócios está aumentando”, escrevem. A recomendação é investir em ações de setores cíclicos domésticos, como bancos e energia, além de varejo de alimentos. Na outra ponta, é melhor evitar empresas que podem ser negativamente afetadas pelo fortalecimento do real, assim como papéis de consumo discricionário e de saúde. “Ainda estamos na fase inicial do ciclo de recuperação, pois as estimativas de ganhos (em dólares) ainda estão 55% abaixo da pico anterior. Isso oferece amplo escopo para ganhos maiores revisões. A dinâmica dos ganhos deve permanecer positiva (aumento de 5% nos últimos seis meses) à medida que a economia melhora”, escrevem. Nesse sentido, há expectativa de um aumento de 13% a 15% nas ações brasileiras, em dólares, nos próximos seis a 12 meses, e uma leve expansão dos múltiplos para 13,5 vezes. “Nosso cenário otimista, pressupõe um crescimento de 30% nos lucros e um múltiplo de 14 vezes preço / lucro, combinando com dólar a 3,85 reais. Já no cenário negativo, haveria perda de 5%, resultando em um múltiplo de 10,8 vezes.” Ler artigo completo
  13. Por mais modernos e complicados que sejam, os novos relógios de pulso continuam a acenar ao passado, no qual nem os oráculos mais inventivos previam a chegada dos smartphones ou dos smartwatches. Este modelo da linha Heritage, da Montblanc, presta tributo aos exemplares que eram tidos como clássicos nos anos 1940 e 1950. Visto com atenção, no entanto, ele combina a elegância que a relojoaria pregava no passado com a tecnologia que hoje rege o setor, para não falar dos atuais códigos de design. Com uma caixa de 40 milímetros – o material é o aço inoxidável polido -, o produto tem mostrador salmão com áreas texturizadas, números e pontos revestidos de ródio preto e cristal de safira abobadado. Dispõe de calibre automático com reserva de 42 horas, pesa meros 72 gramas e resiste embaixo d’água a uma profundidade de até 50 metros. R$ 10.800. http://www.montblanc.com.br Relógio Montblanc Heritage AutomáticoMontblanc/Divulgação Ler artigo completo
  14. Está publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, 20, a Lei 13.978, que estima a receita e fixa a despesa da União para o exercício financeiro de 2020. Sancionado sem vetos pelo presidente Jair Bolsonaro, o texto-base é oriundo do PLN 22/2019, aprovado pelo Congresso em 17 de dezembro. A norma prevê R$ 2 bilhões para o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), a ser utilizado nas eleições municipais de outubro. Este valor foi proposto pelo governo em novembro passado. A receita da União está estimada em mais de R$ 3 trilhões e a despesa é fixada em igual montante. A seguridade social terá recursos da ordem de mais de R$ 1,189 trilhão. Para o refinanciamento da dívida pública federal são destinados mais de R$ 917 bilhões. Veja tambémBRASILCom fundão aprovado, relações de Bolsonaro com o Congresso devem melhorar20 jan 2020 - 05h01ECONOMIAO risco da complacência nas contas públicas7 jan 2020 - 10h01 Em 2020, o governo voltará a pedir autorização do Congresso para descumprir a chamada “regra de ouro” — quando o governo utiliza títulos públicos para financiar despesas correntes. Será preciso emitir R$ 343,6 bilhões em títulos públicos para quitar gastos correntes. Em 2019, foram R$ 248,9 bilhões. Os recursos obtidos com a venda dos títulos financiarão, principalmente, despesas com benefícios previdenciários (R$ 213,7 bilhões) e funcionalismo público (R$ 84,4 bilhões). A lei orçamentária foi sancionada com R$ 18,4 bilhões em emendas parlamentares, dos quais R$ 15,4 bilhões são impositivas, ou seja, de execução obrigatória. (Com informações da Agência Câmara Notícias) Ler artigo completo
  15. Começa nesta segunda-feira (20) o pagamento de janeiro do Bolsa Família para os beneficiários cujo Número de Identificação Social (NIS) termina em 1. O número vem impresso no cartão do programa. Quem tem cartão com final 2 pode sacar o benefício no segundo dia de pagamento, e assim por diante, até o dia 31. Em fevereiro, os primeiros pagamentos serão feitos no dia 12 e seguem até 28. De acordo com o Ministério da Cidadania, serão repassados R$ 2,5 bilhões para mais de 13 milhões de famílias em todo o país. O valor médio do benefício é de R$ 191. Criado em 2003 como programa de distribuição de renda, o Bolsa Família atende a famílias em situação de extrema pobreza, com renda mensal de até R$ 85 por pessoa, e de pobreza, com renda mensal entre R$ 85,01 e R$ 170. Veja tambémBRASILGoverno está perto de anunciar novo Bolsa-Família14 jan 2020 - 06h01 No caso das famílias pobres, têm acesso ao benefício aquelas com gestantes, crianças e adolescentes entre 0 e 17 anos. Os beneficiários recebem o dinheiro mensalmente e, em contrapartida, cumprem compromissos nas áreas de saúde e educação. Para fazer parte do programa, o responsável pela família deve procurar um Centro de Referência de Assistência Social (Cras) ou um posto de atendimento do Bolsa Família no município. É necessário levar documentos de identificação pessoal, como carteira de identidade ou carteira de motorista e certidão de nascimento de todas as pessoas que vivem na residência. Ler artigo completo
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