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  1. Na última terça-feira (26), a autora da saga Harry Potter, J.K. Rowling, anunciou uma nova história original. Focada no público infantil, “O Ickabog” terá todos os seus 34 capítulos lançados online e gratuitamente entre os dias 26 de maio e 10 de julho, de modo a apresentar o conto de fadas para o público mesmo antes de seu lançamento oficial. Anunciado por meio de seu site, o livro foi escrito há mais de dez anos – enquanto a autora ainda estava focada no universo de Harry Potter. “A ideia para “O Ickabog” me ocorreu enquanto eu ainda escrevia Harry Potter. Escrevi a maior parte do primeiro rascunho entre meus intervalos nos livros da série com a intenção de publicá-lo depois de “Harry Potter e as Relíquias da Morte””, escreveu Rowling. A autora pensou na história para entreter seus filhos mais novos, como uma história de ninar. Conforme escreveu em seu site, a decisão de liberar, aos poucos, a história nesta quarentena foi para poder ajudar pais a entreterem suas crianças – e vice-versa. “Algumas semanas atrás, durante o jantar, considerei timidamente a ideia de tirar “O Ickabog” do sótão e publicá-lo gratuitamente para crianças em isolamento social. Meus filhos, agora adolescentes, ficaram emocionados e entusiasmados com a ideia. Então a caixa empoeirada com os rascunhos desceu as escadas e, nas últimas semanas, estive imersa em um mundo fictício que nunca imaginei visitar novamente.” disse Rowling. Os dois primeiros capítulos foram lançados ontem, pela manhã. Neles, Rowling apresenta o país de Cornucópia e seu governante, o Rei Fred, o Destemido. Além da figura simpática do rei, a lenda de Ickabog também é introduzida: trata-se de um monstro que reside nas regiões pantanosas do país, e era também utilizado como uma leve “ameaça” para os filhos que desobedeciam os pais. Diferentemente de Harry Potter, seu produto de maior sucesso, “O Ickabog” será uma história única e independente de continuações. A história tem como intenção agradar tanto crianças como adolescentes, e servir como um passatempo temporário para toda a família – que poderá acompanhar, todos os dias, um pedacinho da lenda de Ickabog – durante a quarentena. Ainda no texto de anúncio, Rowling anunciou que irá direcionar o dinheiro recebido pelas vendas do livro para projetos e organizações que estão auxiliando os afetados pela pandemia do novo coronavírus. E, para complementar a imersão com o conto de fadas, a autora também anunciou que fará um concurso de ilustrações sobre a história, em parceria com as editoras responsáveis pela publicação do livro, em diversos países – incluindo o Brasil. A competição já teve início em países como Reino Unido, Irlanda, Austrália, Nova Zelândia, Índia, Estados Unidos e Canadá e chegará ao Brasil em breve. A Rocco, editora que publicará o livro no Brasil, informou que divulgará mais informações sobre o concurso brasileiro em breve. A editora também comentou que estará traduzindo os capítulos divulgados pela autora para o português conforme forem lançados. Para acessar os capítulos divulgados, basta acessar o site oficial do livro. Ler artigo completo
  2. Espetas dizem que pode ser cedo para iniciar a flexibilização em São Paulo. Isso porque a curva do número de casos e mortes por coronavírus ainda é ascendente e uma pessoa infectada pode transmitir a covid-19 para outras três. O ideal, segundo os espetas, seria flexibilizar a quarentena com a curva descendente e com a taxa de contágio em torno de 1. “Não acredito que já estejamos prontos. Não só São Paulo, mas o Brasil todo. Não está na hora de flexibilizar o isolamento. Não temos nenhum indicativo de que estejamos no pico de infecção. Temos a vantagem de olhar para trás e ver o que funcionou e o que não funcionou em outros países. O principal critério que vem dando certo é flexibilizar no declínio da curva. Os países europeus começaram a flexibilizar agora e estão mais ou menos um mês na nossa frente”, afirmou o presidente do comitê científico da Sociedade Brasileira de Imunologia, João Viola. O epidemiologista Airton Stein, professor titular de saúde coletiva da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), lembra que é preciso definir estratégias para flexibilizar a quarentena. “Não tem solução mágica, as medidas de isolamento social são necessárias. Hoje a taxa de transmissão é muito alta, e as restrições só deveriam ser afrouxadas com a taxa em torno de 1. É preciso testar para detectar os casos precocemente. O problema é fazer a flexibilização sem essas estratégias.” Veja tambémBrasilApós dois meses, São Paulo anuncia hoje plano de saída da quarentena27 May 2020 - 06h05 A nova quarentena em São Paulo será “heterogênea”, com regras diferentes para as distintas regiões. Interior e litoral devem ter as medidas afrouxadas mais brevemente – na capital e região metropolitana as restrições devem permanecer por mais tempo. Para Elize Massard da Fonseca, coordenadora de projeto que analisa as medidas de enfrentamento ao coronavírus, a estratégia de dividir o Estado pode não funcionar. “Não adianta se não houver controle na circulação das pessoas. Acho importante entender quais evidências o governo teve para adotar as novas medidas, não acredito que tomariam uma decisão sem informação. Mas pelo histórico temos visto que essas decisões não têm sido bem planejadas, como as medidas do rodízio e do bloqueio de vias que duraram uma semana. Esperamos que desta vez tenha alguma evidência que embase as novas medidas”, disse. O professor Sérgio Roberto de Lucca, da área de saúde do trabalhador do departamento de saúde Coletiva da Unicamp, alerta para o baixo número de testes de coronavírus. “Estamos trabalhando no escuro, faltam dados do que realmente está acontecendo.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Ler artigo completo
  3. O presidente do Magazine Luiza, Frederico Trajano, disse na terça-feira, 26, em teleconferência com investidores, que o caixa da empresa tem fôlego para suportar dois anos de lojas físicas fechadas. Ainda assim, ele afirma que a empresa trabalhou desde o começo da crise provocada pela pandemia de covid-19 como se não tivesse esse conforto. “Reforçamos caixa, emitimos debênture e fizemos descontos de recebíveis. Podemos fazer ainda outras ações do tipo, mas a perspectiva com abertura de lojas é mais positiva”, afirmou. O lucro líquido do Magazine Luiza no primeiro trimestre de 2020 ficou em R$ 30,8 milhões, uma queda de 76,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Na mesma base de comparação, porém, as vendas totais subiram 34%, alcançando R$ 7,7 bilhões no trimestre. Mesmo com a maior parte das lojas fechadas por conta da pandemia o Magalu ultrapassou, pela primeira vez, a marca de R$ 100 bilhões em valor de mercado, em função do bom desempenho do e-commerce. Veja tambémNEGÓCIOSPor que o Magazine Luiza aposta em uma categoria que ainda não é rentável26 May 2020 - 15h05NEGÓCIOSMagazine Luiza tem prejuízo de R$ 8 mi no 1º tri, mas receita avança 20%25 May 2020 - 20h05 A companhia terminou o primeiro trimestre do ano com posição de caixa total de R$ 4,6 bilhões. Além da adoção das medidas previstas na Medida Provisória 936, que permite a redução de jornada de trabalho e de salários, e a renegociação de aluguéis, a empresa emitiu uma debênture no mês de abril que irá remunerar com taxa do CDI mais 1,5% de juros. Além disso, o conselho da empresa cancelou a distribuição de dividendos adicionais de R$ 290,914 milhões. A ata da reunião diz que a medida foi tomada para preservação de caixa da companhia em “momento de incertezas”. Ficou decidida a distribuição total de R$ 170 milhões, correspondente a 19,35% do lucro líquido apurado no exercício. Segundo trimestre Adiantando dados do segundo trimestre deste ano, Trajano disse que o mês de maio deve ter crescimento em relação ao mesmo período de 2019. No balanço, a companhia divulgou o crescimento de 46% em vendas totais até o dia 20 deste mês. Segundo ele, o empenho de anos da empresa em investir no e-commerce deu frutos neste momento de crise. Apesar de ter perspectivas positivas para os próximos trimestres com a reabertura das lojas físicas, Trajano diz que não é otimista com a situação da pandemia no País. “O Brasil é um dos únicos países a reabrir o comércio com casos de covid-19 crescendo”, disse. As lojas da companhia que já reabriram representam 40% do parque da empresa. Elas estão em cidades pequenas e a empresa segue um protocolo extenso que avalia, dentre outras coisas, leitos de UTI ocupados e número de casos no local. O presidente da empresa disse que não estão descartado novos fechamentos em razão da evolução da pandemia no País, como se observou em outros lugares do mundo. Ainda assim, adiantou: “Teremos mais lojas reabertas em junho”. Fatia Nas contas do Magazine Luiza, a empresa é a única a ganhar market share dentre as varejistas do seu ramo. “É só pegar os números de GMV. Assim, fica claro que não criamos narrativas que não existem”, disse Trajano. A base ativa de clientes no e-commerce da empresa cresceu 43% na comparação com o primeiro trimestre de 2019. Em mais um passo da companhia, o sistema de pagamentos do Magazine Luiza atingiu R$ 500 milhões em volume total de pagamentos (TPV) em abril. “Protocolamos pedido para virar Instituição de Pagamentos”, complementou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Ler artigo completo
  4. Os Assassiantos de Cheshire Direção de Kate Davis. Este documentário analisa a pena de morte a partir do caso de assassinato da mulher e das filhas do Dr. William Petit, em Cheshire, Connecticut. A investigação revela como o sistema de justiça do estado acaba tomando a polêmica decisão de, em função do custo de um processo da pena de morte, condenar os assassinos à prisão perpétua. O Caso do Policial Canibal Direção de Erin Lee Carr. Apelidado de “o policial canibal”, Gilberto Valle foi condenado em março de 2013, acusado de planejar o sequestro de mulheres para assassiná-las e comê-las. Depois de 22 meses atrás das grades, sua pena foi revogada em meio a uma grande polêmica sobre a diferença entre pensamentos compartilhados na internet e crimes realmente executados. The Jinx: The Life and Deaths of Robert Dust Direção de Andrew Jarecki. O diretor Andrew Jarecki dirigiu o filme “Entre Segredos e Mentiras” (“All Good Things”, 2010), inspirado na biografia do criminoso herdeiro do setor imobiliário de Nova York Robert Durst. Por meio de mais de 20 horas de entrevistas ao longo de vários anos, Jarecki mostra a complexa vida do milionário após ter sido acusado de três assassinatos em quatro décadas. The Jinx: The Life and Deaths of Robert DustHBO/Reprodução Cuidado com o Slenderman Direção de Irene Taylor Brodsky. Anissa Weier e Morgan Geyser, duas garotas de 12 anos, apunhalaram sua colega de escola Payton Leutner porque queriam demonstrar sua lealdade ao Slenderman, um personagem fictício da internet, e assim evitar que ele matasse suas famílias. O documentário original da HBO examina como o isolamento adolescente e a natureza conflituosa da internet geraram uma tragédia para todos os envolvidos. Mamãe Morta e Querida Direção de Erin Lee Carr. O documentário relata a história do assassinato de Dee Dee Blanchard, cometido por sua filha Gypsy Rose Blanchard e o namorado Nicholas Godejohn. Durante anos Dee Dee, que sofria de uma doença mental chamada síndrome de Münchhausen, abusou psicologicamente de sua filha, convencendo-a de que sofria uma série de doenças como leucemia, asma, distrofia muscular, e que tinha a capacidade mental de uma menina de 7 anos por causa de um dano cerebral. The Case Against Adnan Syed Direção de Amy Berg. Esta série documental reexamina o desaparecimento e assassinato da estudante Hae Min Lee em 1999, e a subsequente condenação de seu ex-namorado Adnan Syed, um caso tornado famoso pelo popular podcast “Serial”. A produção revela que Syed rejeitou um acordo de culpabilidade em 2018, que teria significado passar mais quatro anos na prisão e depois, ser libertado. Hoje ele cumpre prisão perpétua apesar de ter tentado, várias vezes, ser submetido a um novo julgamento. Eu Te Amo, Agora Morra Direção de Erin Lee Carr. A relação que Michelle Carter e Conrad Roy estabeleceram por meio de mensagens e ligações durante dois anos terminou fatidicamente quando, no dia 13 de julho de 2014, Conrad Roy cometeu suicídio por intoxicação com monóxido de carbono. Os investigadores encontraram provas de que Carter supostamente o teria encorajado a se suicidar. O documentário analisa o julgamento de Michelle Carter, que foi presa por homicídio involuntário. Documentário Eu Te Amo, Agora MorraHBO/Divulgação Quem Matou Garrett Phillips? Direção de Liz Garbus. O documentário examina os acontecimentos após o assassinato de Garrett Phillips, de doze anos, desde a investigação inicial até a prisão e julgamento de Oral “Nick” Hillary, um técnico de futebol negro que vive em uma comunidade predominantemente branca. Além de abordar as enigmáticas circunstâncias do caso, o documentário levanta questões sociais mais amplas, como o racismo dentro sistema de justiça penal. Durante o processo, foi revelado que a promotora Mary E. Rain guardou provas que inocentavam Nick Hillary. Este e outros casos de má conduta profissional a levaram a ser proibida de exercer a advocacia por dois anos. McMillion$ Direção de James Lee Hernandez. A série documental de seis episódios explora o impressionante caso da mente criminosa conhecida como “Uncle Jerry”, que entre 1989 e 2001 deu golpes envolvendo uma ação promocional da rede McDonald’s com o jogo de tabuleiro Monopoly. Ao roubar cartelas valiosas do jogo, Jerry conseguiu selecionar os ganhadores manualmente, enganar as autoridades e compartilhar os prêmios de forma ilícita. A fraude, que começou com a família e os amigos de Jerry, rapidamente se expandiu e chegou a envolver ex-presidiários ligados à máfia. McMillion$HBO/Divulgação Ler artigo completo
  5. A startup de pagamentos Ebanx ganhou destaque dentre a lista de unicórnios brasileiros no ano passado — startups com valor de mercado acima de 1 bilhão de dólares — por ser a primeira fora do Sudeste. Agora, com foco histórico em intermediar pagamentos online, a empresa curitibana sofre menos em meio à pandemia que abalou alguns dos unicórnios nacionais. Mas também precisou reformular parte dos planos, como a expansão da frente de maquininhas que havia começado nos últimos meses. Na semana passada, também foram cortados 62 de 780 funcionários. Alguns dos grandes clientes do portfólio sofrem como nunca com a crise — como a Uber, que viu redução no número de corridas, ou o Airbnb, com viagens turísticas em queda livre. Já outros clientes recém-adquiridos na expansão pela América Latina compensam as perdas, diz Wagner Ruiz, diretor financeiro e co-fundador da empresa. O Ebanx atua intermediando pagamentos para 50 milhões de compradores em mais de 1.000 sites de empresas internacionais e nacionais, que incluem também AliExpress, Wish e Spotify. Na pandemia, lançou a plataforma Ebanx Beep, para que PMEs possam vender online, e fechou na semana passada parceria para hospedar lojas virtuais de lojistas da Nestlé. Ruiz diz que acredita que o Brasil ainda vai demorar mais de um semestre para começar a se recuperar da pandemia, mais tempo do que ele esperava no começo da crise, e que a experiência vai levar as startups a se preocupar mais com a sustentabilidade financeira. “Queríamos como empresa buscar um ajuste para ir atrás desses próximos 12 meses, 18 meses. Um dos ensinamentos dessa crise é estar preparado”, disse à EXAME. Veja abaixo os principais trechos da entrevista. Por que a decisão de demitir parte dos funcionários agora? A nossa visão não mudou em absolutamente nada. O que tínhamos de expectativa de crise eram: três meses graves, seis meses para sair do buraco, dois meses de plateau. Por isso, chegamos ao fim de maio sem nenhuma mudança. Mas também temos de nos adaptar ao que pode ser esse “novo normal”. Eu quero achar que vão ser seis meses de recuperação, mas pode ser mais, pode ser um ano, um ano e meio. O negócio tem de estar de pé, bom e eficiente para chegar melhor depois do túnel. Então, precisamos fazer esses ajustes com dor no coração. Não foram cortes impactantes em número: foram 62 pessoas de um total de 780. Foi uma atitude de respeito com quem saiu e com quem ficou. Somos uma empresa que tem uma situação sólida. Poderíamos optar por dizer vamos bancar tudo igual durante um ano. E chegar daqui a um ano e não são 60 demissões, são 780. Foram semanas de reuniões, cenário A, cenário B, como ajudá-los na recolocação. Queríamos como empresa buscar um ajuste para ir atrás desses próximos 12 meses, 18 meses. Um dos ensinamentos dessa crise é estar preparado. Como você enxerga essa recuperação do Brasil na pandemia? Sua visão ficou mais pessimista com o caminhar da crise? No começo todo mundo falava em voltar para o escritório no dia 15 de maio. Ninguém sabe exatamente como funciona esse negócio. A recuperação está ligada ao tempo de parada. Não tem ainda uma vacina promissora e, se tiver, olha a quantidade de gente no mundo. Pessoalmente não acho que vai ser algo catastrófico, que só vamos voltar em 2023. Mas acho que esse novo normal que a gente tem falado vai ser uma adequação na vida das pessoas. A economia vai voltar, de alguma forma. Mas vai ter de se adequar. No nosso caso, achamos uma adequação para um cenário médio, que não é o pessimista mas também funciona se não houver essa recuperação em V que alguns mais otimistas acreditam. Aliado ao fato de que temos algumas vantagens: não somos uma loja de rua, ainda que eu tenha sofrido com a queda de algumas operações de clientes. Então somos um pouco privilegiados nesse sentido. Os cortes aconteceram em alguma área que deixou de ser relevante com a crise? As pessoas não foram cortadas de uma área específica, entendemos que era questão de musculatura da empresa. Mesmo os meus vendedores do ponto físico, não foram todos dispensados, foram retreinados para fazer vendas internas. A parte mais fria disso é que continuamos investido. Estamos com o Ebanx Beep, expandindo operações de cross border na América Latina. O fato de mantermos 720 pessoas já é um investimento no futuro. Se não fossemos crescer, eu não precisaria de 720 pessoas. O que mudou nos planos futuros do Ebanx nos últimos dois meses? Tínhamos um processo que ainda estava incipiente de mundo físico, em que íamos investir bastante. Se você pensar nas ironias do destino, ainda bem que ele atrasou dois meses. Vamos continuar tendo físico, maquininha, entendemos que faz parte de um ponto importante, os restaurantes continuam entregando. Mas tínhamos um projeto agressivo de expansão dessa área, que colocamos em hold. Não faz sentido se eu acho que vai haver uma quarentena intermitente. Se voltar, a gente tira da gaveta. Veja tambémPMECom dificuldade para vender online? Empresas ajudam pequenos negócios3 Apr 2020 - 06h04 O Ebanx começou prestando serviços a empresas gigantescas, como a AliExpress. Nos últimos meses e agora durante a pandemia, vocês têm intensificado as parcerias com PMEs. Apesar de terem reduzido a expansão dos pontos físicos, essa relação com empresas menores é uma frente que vocês avaliam como importante para o futuro? Acabamos de fechar uma parceria com a Nestlé, para pequenos lojistas que vendem os produtos da marca venderem pelo Ebanx Beep. A Nestlé virou uma parceira de digitalização de dezenas de pequenos comércios aos quais não teríamos acesso de outra forma. Já estamos com 50 lojas online funcionando. Temos outras parcerias como Visa e Cabify. Esse projeto surgiu adaptado de um outro projeto nosso, que era voltado para ingressos. Tínhamos os clientes que são de mundo físico e percebemos que eles precisavam entrar no mundo online na pandemia, montar um e-commerce próprio de forma fácil. E não adiantava ficar perdido em um grande marketplace, eles precisam de um contato mais direto com o cliente. Tem mais gente fazendo isso, não somos os únicos. Mas até então estávamos focados no cara que já tinha e-commerce, e o cara da POS [da maquininha] era outro mundo. O Beep casa esse mundo online com o mundo físico. Há muita concorrência nesta frente de serviços para os lojistas menos digitalizados, houve toda essa discussão de “guerra de maquininhas” no ano passado. Por que vocês avaliam que o Ebanx pode prosperar nesse segmento? Nascemos B2B [business to business] para grandes empresas. Aí mexemos um pouquinho e fomos para B2B2C [business to business to consumer] porque tem o comprador. Aí, na frente de pagamentos locais, pensamos em ir atrás do pequeno negócio. Pagamento em países como o Brasil é commodity, o comércio está acostumado a ser maltratado, a empresa provedora se preocupa com o topo da pirâmide. Nós conseguimos levar customização e atendimento à padaria da esquina em Curitiba. Mas é pra estar em todo lugar, vai estar no mainstream em São Paulo com guerra de taxas? Provavelmente não. Estamos focando onde tem mais necessidade. O Ebanx atua em quase todos os países da América do Sul e no México. A economia nos outros países da América Latina tem algo de diferente do Brasil neste momento, na sua visão como empresário que opera nesses países? Foram opções. A opção da Argentina aparentemente foi boa. E também não vai poder abrir lá de uma hora para outra. O problema é que a Argentina não é um exemplo de economia pujante, independentemente da covid. Se eles não tivessem conseguido segurar o número de casos, teria sido uma catástrofe. Colômbia, Chile, México, todos trataram com devida atenção. Teve uma queda absurda em volume de venda física. E o mesmo fenômeno do delivery que tivemos aqui no Brasil, aquele pico de supermercados. Acho que nesse ponto estamos parecidos. O Brasil só tem o agravamento político que não vejo em outros países, e o desafio de ser continental, vários países dentro de um mesmo país. Eu vivo duas realidades diferentes: São Paulo é uma coisa diferente de Curitiba, que tem cliente comendo em restaurante. Veja tambémRevista ExameO nó das PMEs: um milhão de pequenas empresas pode fechar na pandemia21 May 2020 - 05h05 Você disse que o Ebanx, apesar da crise, está crescendo na América Latina e em operações de pagamentos cross-border. O quanto o Ebanx foi impactado pela pandemia no resto da América Latina em comparação ao Brasil? No nosso caso, a América Latina ficou 1.000 vezes mais importante do que era. Antes a gente brincava que era importante pro futuro, agora é importante pro presente. Aumentou o TPV [valor transacionado] na América Latina porque tínhamos novos clientes começando, lá fora somos muito mais focados em economia digital do que no Brasil. Se tivéssemos avançado mais na frente de pontos físicos talvez poderíamos estar tendo uma conversa muito mais triste agora. Fomos impactados porque se alguém da cadeia é impactado eu também vou ser. Mas tenho setores que foram mais afetados e outros que subiram absurdamente. Tivemos alguns crescimentos estrondosos em digital. O negócio é esquecer 2020. 2020 é arrumar a casa e se preparar para 2021. Vínhamos de um 2019 em que seis empresas viraram unicórnios no Brasil, o Ebanx uma delas. Agora, vemos muitas startups sofrendo profundamente com a crise. Como a pandemia impacta o ecossistema de empreendedorismo? Como empreendedor latino-americano, acostumado a crises, temos de ver a última linha do balanço mesmo, e é uma visão que temos no Ebanx desde sempre. Mas, mesmo com a covid está havendo captação, pequenos investimentos, anjo. Tem coisas acontecendo. O que está parado é aquela captação mais megalomaníaca. Talvez essa mudança que a gente já falava que ia acontecer, de uma perspectiva mais responsável, mais pé no chão, o fim dessa “festa da uva”, tenha sido antecipado pela crise. Mas acredito muito no potencial de ótimas ideias surgirem na crise. Mesmo o cara que tinha ideia para lançar amanhã vai ter capacidade de pivotar e fazer outra coisa. O próprio Ebanx, do nosso tamanho é difícil inovar com rapidez como era antes, mas aí já na crise tivemos que lançar um produto que, em tempos normais, talvez não passasse no meu comitê de produtos porque ainda não estava perfeito. Ler artigo completo
  6. Mata Atlântica: área volta a ter alta no desmatamento após período de quedaFundação SOS Mata Atlântica/Divulgação Bioma que mais perdeu floresta no Brasil, a Mata Atlântica teve aumento de 27,2% no desmatamento entre 2018 e 2019: foram 14.502 hectares desflorestados no período, contra 11.399 hectares eliminados entre 2017 e 2018. O levantamento é do Atlas Mata Atlântica — iniciativa da Fundação SOS Mata Atlântica em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A evolução do desmatamento volta a ocorrer após dois períodos de queda. Realizada com base em estados, a análise destaca que a situação é mais intensa em Minas Gerais, que perdeu quase 5.000 hectares de floresta nativa. Na sequência estão Bahia (3.532 hectares) e Paraná (2.767 hectares). Segundo Mario Mantovani, diretor de políticas públicas da SOS Mata Atlântica, a evolução do desmatamento nestas regiões mostra uma expansão das ações de destruição do meio ambiente, recentemente focadas com mais ênfase na região amazônica. O quadro é alarmante, já que, hoje, restam pouco mais de 12% da Mata Atlântica. Alguns estados, no entanto, apresentaram desmatamento zero — entre eles, os estreantes Alagoas e Rio Grande do Norte. A diretora executiva da fundação, Marcia Hirota, alerta, no entanto, para a possibilidade do “efeito formiga”, quando há pequenos desmatamentos que seguem ocorrendo, mas não são detectáveis por satélite. Veja tambémBrasilDesmatamento da Amazônia aumenta 64% em abril, aponta Inpe8 May 2020 - 18h05BrasilParecer do governo permite produção rural na Mata Atlântica19 Dec 2019 - 21h12 Flexibilização de normas O estudo é publicado dias depois da divulgação, por decisão do Supremo Tribunal Federal, do vídeo da reunião ministerial. Na ocasião, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, falou em aproveitar o foco da imprensa na pandemia da covid-19 para “ir passando a boiada e mudando todo o regramento e simplificando normas”. A fala sugere uma possível intenção de flexibilização das normas ambientais, o que foi posteriormente negado pelo ministro. O vídeo teve repercussão internacional: a ativista sueca Greta Thunberg chegou a postar notícia sobre o assunto no Twitter, com o comentário “Imagine as coisas que foram ditas longe da câmera… Nosso futuro comum é apenas um jogo para eles”. No início de maio, Salles fez um despacho para recomendar aos órgãos ambientais a seguir as normas do Código Florestal, e não da Lei da Mata Atlântica — esta mais rigorosa. Em agosto de 2019, o Brasil se viu no centro de uma crise ambiental que teve como estopim uma série de alertas de desmatamento gerados pelo INPE. Em um movimento polêmico, o instituto chegou a ter seu comando trocado. A má gestão das ações para evitar o desmatamento teve impacto internacional, e fez com que a Alemanha bloqueasse doações ao Fundo Amazônia. Ler artigo completo
  7. Com o crescimento do comércio eletrônico e as medidas de distanciamento social, a pandemia alterou de forma drástica o cenário para as varejistas de moda no Brasil. C&A e Arezzo divulgam seus resultados hoje, 27, após o fechamento do mercado, e devem mostrar como o fechamento das lojas em março influenciou seus resultados – bem como quais medidas estão tomando para mitigar os efeitos da pandemia. Desde o início do ano, as ações da C&A perderam mais da metade do valor, de 17 reais para 8,32 reais. As ações da Arezzo perderam quase 34% do valor com a pandemia. Como comparação, as ações da Renner caíram quase 33% no período e as da Guararapes, 48%. As varejistas começaram o ano com vendas fortes, mas sentiram um grande impacto com a pandemia do novo coronavírus a partir do meio de março. Com 10 dias perdidos de vendas – e as despesas cheias no mês – o Ebitda das empresas, o lucro antes de taxas e impostos, pode ter encolhido em média 30% para as varejistas, segundo estimativa feita pelo Bradesco e divulgada em relatório no dia 5 de maio. Na média, o banco prevê que as vendas em lojas abertas há um ano tenham caído cerca de 7% para todas as varejistas. O comércio eletrônico ofereceu um alívio para algumas das varejistas brasileiras. Artigos para casa, itens para a prática esportiva em casa, móveis, objetos de decoração e, principalmente, itens de limpeza estão entre as categorias que mais cresceram entre março e abril, segundo um estudo da empresa de inteligência Compre & Confie. Roupas e calçados, no entanto, não fazem parte dos itens com maior crescimento no comércio eletrônico na quarentena. Em casa, os consumidores podem sentir menos necessidade de roupas ou sapatos novos. Por isso, na Arezzo, a expectativa é receita líquida de 393 milhões de reais, alta de 4,2%, e lucro de 11 milhões de reais, quase metade do valor obtido há um ano. Na C&A, o Bradesco prevê queda de 9,1% nas receitas, para 941 milhões de reais, e prejuízo de 79 milhões de reais. A situação também não está fácil para as concorrentes que já divulgaram seus resultados. A Guararapes, dona da Riachuelo, apresentou prejuízo de 47,5 milhões de reais no primeiro trimestre, ante lucro de 29,3 milhões de reais há um ano. Já a Renner viu seu lucro líquido despencar 93,6% na comparação anual, passando de 161,6 milhões de reais para 10,4 milhões de reais. Varejistas de moda precisaram criar novas maneiras de vender, sem o apoio das lojas físicas. Amaro, startup de moda que já trabalhava com uma integração forte entre os canais físicos e digitais, criou uma modelo virtual hiper realista, a Mara, para vestir e apresentar os lançamentos. A C&A lançou um novo modelo de entrega dos produtos comprados pela internet: por drive-thru. O serviço, lançado pensando no Dia das Mães, está disponível em dezenas de lojas em shopping centers para compras feitas pelo site ou aplicativo da empresa. A Marisa entrou em grandes marketplaces, como Mercado Livre, Lojas Americanas e Submarino, da B2W, Zatini e Netshoes. A retomada não deve ser imediata. Parte das lojas de moda começaram a ser abertas aos poucos em abril, embora com restrições de entrada, por exemplo. A Arezzo chegou inclusive a fechar suas fábricas em Campo Bom, no Rio Grande do Sul. As fábricas foram reabertas no dia 23 de abril e, na ocasião, cerca de 15% da sua rede de lojas já se encontrava aberta, com medidas de distanciamento social. A C&A iniciou a reabertura gradual de suas lojas no dia 26 de abril em cidades específicas. As lojas, com as medidas de segurança e o crescimento das vendas pela internet, não serão mais as mesmas. Ler artigo completo
  8. A quarta-feira (27) será de desafios para Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia. A chefe do poder executivo europeu irá apresentará aos países-membros da União Europeia um plano detalhado que inclui a proposta de orçamento do bloco para o período 2021-2027 e o pacote de ajuda econômica que visa tirar as economias europeias do buraco pós-coronavírus. Não será fácil. O pacote apresentado por von der Leyen é baseado no projeto da primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, e do presidente da França, Emmanuel Macron, revelado no último dia 18, de criar um fundo de impressionantes 500 bilhões de euros. O direcionamento dos recursos será definido pela Comissão Europeia. O pacote é visto como histórico e até ganhou o apelido de “o momento hamiltoniano” de Merkel e Macron, numa alusão a Alexander Hamilton, primeiro secretário do Tesouro dos Estados Unidos e um dos pais do capitalismo americano. Já o orçamento, além de ter de prever todas as complicações da pandemia, precisa, ainda, dar conta de cimentar o buraco deixado pelas contribuições anuais do Reino Unido em razão do tumultuado Brexit, e que foi avaliado em 10 bilhões de euros por ano. O orçamento já era alvo de polêmicas há meses e expôs as divisões de um bloco que prega a unidade. De um lado estão países que querem limitar os gastos da UE e mantê-los sob maior controle. Coincidentemente ou não, esse grupo compreende países mais ricos, como Holanda e Áustria. De outro, estão os países próximos do Mediterrâneo, como Itália e Espanha, e que vinham sofrendo pressões econômicas muito antes de a pandemia ganhar fôlego. Agora, precisam de ainda mais estímulos, uma vez que os danos da covid-19 acertarão não só as suas economias, mas o bloco como um todo. As discussões prometem pegar fogo e um resultado dificilmente virá à tona imediatamente. Com os dados nas mãos e os planos apresentados, será que Ursula von der Leyen conseguirá que as medidas sejam aprovadas por todos os 27 países? Ler artigo completo
  9. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anuncia nesta quarta-feira, 27, o futuro da quarentena no estado. Uma coletiva de imprensa está marcada para as 12h e será apresentado um plano de retomada das atividades econômicas, por região, levando em conta principalmente o número de casos de coronavírus. Até o momento, Doria vem dizendo que o lockdown está descartado em todo o estado. A quarentena em vigor tem validade até domingo, 31 de maio, e a nova orientação começa a valer a partir do dia 1º de junho. São Paulo é o estado mais afetado pela pandemia de coronavírus no Brasil. Segundo dados do Ministério da Saúde, divulgados ontem, são 86.017 pessoas com a covid-19 e 6.423 mortos. Com essa atualização, o estado passou a China em número de casos. O país asiático tem 84.102 infectados, segundo a universidade americana Johns Hopkins. As etapas de saída da quarentena devem seguir o que está previsto no Plano São Paulo, apresentado no fim de abril e que definiu as estratégias de enfrentamento ao coronavírus. Além das medidas sanitárias já adotadas, há um conjunto de regras previstas para o relaxamento do isolamento, feito de forma regional e seguindo critérios técnicos. Há casos da doença em 511 dos 645 municípios do estado. Cada região será classificada em um nível de risco que pode ser vermelho, amarelo ou verde. Serão levados em consideração três fatores para determinar cada categoria de risco: número de novos casos, quantidade de leitos de UTI livres e testes disponíveis para sintomáticos e suspeitos. Também serão definidos no plano estadual quais setores da economia poderão reabrir e de que forma. Antecipação de feriado O isolamento social é defendido por Doria com uma das principais estratégias no controle do coronavírus. No começo da quarentena, as taxas ficavam acima da meta de 55%, tanto na capital quanto no estado. Com o passar do tempo, esses índices foram caindo. Com o objetivo de aumentar o isolamento, a cidade de São Paulo antecipou dois feriados municipais na semana passada. Na segunda-feira, 25, o estado adiantou o feriado da Revolução Constitucionalista de 9 de julho. O resultado foi um megaferiado na capital paulista que começou no dia 20 de maio e durou até o dia 25. Durante todo a folga prolongada, a taxa de isolamento aumentou, com um pico de 57% no dia 24 de maio. Ler artigo completo
  10. A “Operação Placebo”, deflagrada pelo Ministério Público Federal e Polícia Federal nesta terça-feira e que mira a alta cúpula do governo do estado do Rio, teve por base duas investigações conduzidas pela força-tarefa da Lava-Jato no Rio e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Um delas é a “Operação Favorito”, quando foi encontrado um contrato entre o escritório de advocacia da primeira-dama, Helena Witzel, e a empresa DPAD Serviços Diagnósticos Limitada, que possui como sócio Alessandro de Araújo Duarte, apontado como operador do empresário Mário Peixoto. O empresário Mário Peixoto suspeito de pagamento de distribuição de propinas entre políticos, servidores públicos e conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE) para manter contratos com o governo do Rio. As investigações relacionam o nome do governador do Rio, Wilson Witzel, com empresários e gestores envolvidos com desvios nos recursos destinados ao combate à pandemia do novo coronavírus no estado. Um dos indícios foi obtido por promotores estaduais após ouvir durante seis horas, na semana retrasada, o ex-subsecretário estadual de Saúde Gabriell Neves, que encontra-se preso no Presídio José Frederico Marques, em Benfica. Subsecretário preso No dia 11 de abril, o então secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, afastou o subsecretário Gabriell Neves do cargo. Ele foi responsável por contratos sem licitação de cerca de R$ 1 bilhão para fazer frente a epidemia do Covid-19. Nessa conta estavam mil respiradores numa compra com suspeita de fraudes. Apenas 33 equipamentos foram entregues e mesmo assim fora das especificações. Gabriell foi preso na Operação Mercadores do Caos, conduzida pela Polícia Civil do Rio e o Ministério Público e prestou um longo depoimento sobre o caso que ainda não se tornou público. Em entrevistas, afirmou que o ex-secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, tinha ciência de todos os contratos. Mais de R$ 800 milhões e apenas um hospital inaugurado Entre as instituições contratadas estava a Organização Social Iabas. O contrato,no valor de R$ 836 milhões, previa que a OS teria que implantar toda a infraestrutura e fornecer mão de obra para operar 1,4 mil leitos em hospital de campanha do Estado. A empresa foi selecionada em um processo coordenado por Gabriell Neves em março. Documentos mostram que o IABAs apresentou sua proposta com data anterior ao lançamento do edital de convocação de empresas interessadas no programa. As obras deveriam ter sido concluídas no fim de abril. Mas até o momento só o hospital do Maracanã foi aberto. Peça chave No dia 14 de maio, o empresário Mário Peixoto, entre outras pessoas, foi preso na Operação Favorito, como parte das investigações da Operação Lava-Jato no Rio de Janeiro. Ele é acusado de chefiar um esquema envolvendo mais de 100 pessoas físicas e jurídicas, de contratos firmados com o governo do Estado a partir de 2012, na gestão do ex-governador Sérgio Cabral. Para manter o esquema em funcionamento, o esquema, segundo as investigações da PF envolveu o pagamento de propinas para conselheiros do Tribunal de Contas do Estado, deputados e agentes públicos. Contratos com várias dessas empresas foram renovados já na gestão do governador Wilson Witzel, que assumiu em 2019. Relação de Witzel com o empresário Uma das entidades que teria ligação com o esquema de Mário Peixoto, segundo a PF, é a Organização Social Unir Saúde, que entre 2012 e 2019 recebeu mais de R$ 180 milhões para administrar dez UPAS no Rio e na Baixada Fluminense. Por irregularidades na prestação de contas, a Secretaria Estadual de Saúde decidiu desqualificar a OS em novembro do ano passado. No dia 23 de março, o governador Wilson Witzel aceitou um recurso da OS e reabilitou a Organização Social. Veja tambémBrasilPF investiga Witzel por contrato entre primeira-dama e operador preso26 May 2020 - 15h05BrasilWitzel nega participação em fraude e cita “interferência” de Bolsonaro26 May 2020 - 10h05BrasilPF faz operação na residência oficial do governador Wilson Witzel26 May 2020 - 08h05 Em ligações telefônicas interceptadas com autorização da Justiça, Luiz Roberto Martins Soares, um dos acusados de participar do esquema disse a um interlocutor, três dias antes de Witzel opinar por manter a habilitação da OS, que a medida seria revista. E que o próprio Mário Peixoto teria tratado diretamente do assunto com Witzel. O governador nega essa versão e após o caso vir à tona, ele anulou o ato que reabilitou a Organização Social Unir Saúde. Wilson Witzel investigado No dia 16 de maio, o governador Wilson Witzel , foi incluído em um inquérito no Superior Tribunal de Justiça (STJ) que investiga o suposto esquema de corrupção na compra dos respiradores, como desdobramento da operação Mercadores do Caos. O STJ não esclareceu na época, o motivo de ter incluído o governador no processo. Celulares e computadores apreendidos Nesta terça-feira, a Polícia Federal realizou a operação Placebo, como desdobramento das investigações. Entre os alvos da operação de busca e apreensão em vários endereços (inclusive no Palácio Laranjeiras residência oficial do governador) estavam Wilson Witzel e sua mulher, Helena Witzel. Um dos motivos para a deflagração da operação estavam documentos apreendidos na operação Favorito. Entre os quais um contrato entre o escritório de advocacia da primeira-dama, Helena Witzel, e a empresa DPAD Serviços Diagnósticos Ltda, que possui como sócio Alessandro de Araújo Duarte, apontado como operador do empresário Mário Peixoto. Na decisão, também são citados depósitos feitos em nome da mulher do governador. Ler artigo completo
  11. A Caixa paga, quarta-feira, 27, a segunda parcela do auxílio emergencial no valor de 600 reais para as pessoas inscritas no Bolsa Família, cujo último dígito do Número de Identificação Social (NIS) é igual a 8. O calendário de pagamento segue o número do NIS, assim, o final 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7 já receberam. Veja abaixo: Final NIS 1: 18 de maio Final NIS 2: 19 de maio Final NIS 3: 20 de maio Final NIS 4: 21 de maio Final NIS 5: 22 de maio Final NIS 6: 25 de maio Final NIS 7: 26 de maio Final NIS 8: 27 de maio Final NIS 9: 28 de maio Final NIS 0: 29 de maio EXAME Research — 30 dias grátis da melhor análise de investimentos O pagamento do auxílio aos inscritos no Bolsa Família é feito automaticamente, ou seja, os beneficiários não precisaram se cadastrar no programa. Entretanto, só recebe o auxílio emergencial se o valor for maior do que o creditado pelo Bolsa Família. Ler artigo completo
  12. Antes da pandemia do coronavírus, a Qualicorp não tinha home office para sua equipe. Com a necessidade de isolamento, a empresa comprou notebooks e colocou seus dois mil funcionários para trabalhar em casa. E viu que a mudança não afetou sua operação. Agora, eles já planejam manter o home office como parte permanente da cultura depois da pandemia. Os colaboradores ficarão em casa de duas a três vezes por semana. Veja tambémCarreiraQuando voltar ao escritório? As decisões das empresas sobre home office25 May 2020 - 12h05Carreira10 habilidades para manter sua carreira relevante em tempos de crise25 May 2020 - 12h05 Além das mudanças tecnológicas para se adaptar ao modo de trabalho virtual, a sede no centro de São Paulo também passará por grandes alterações: a empresa devolveu sete dos quinze andares que ocupava no prédio. E desde março, a Qualicorp já contratou mais de 100 pessoas – e ainda tem mais de 20 vagas. Eles procuram talentos para áreas como ouvidoria, comercial, experiência do consumidor, inovação, operações, TI, enfermagem e RH. O cargo de consultor de relacionamento, por exemplo, já aparece como requisitos adaptados para o home office, como internet fixa e ambiente para trabalho em casa. Os interessados podem encontrar as vagas pelo site da Kenoby. Ler artigo completo
  13. Operadora de planos de saúde com foco em idosos, a Prevent Senior esteve no centro do debate sobre como lidar com o novo coronavírus quando a pandemia ganhou força no Brasil. Um dos temas em foco foi o uso da hidroxicloroquina no tratamento dos pacientes com covid-19. A operadora chegou a iniciar um estudo sobre o tema, que foi suspenso. No entanto, os aprendizados trazidos pela pandemia para a empresa vão além da pesquisa com o remédio. Na visão do presidente da companhia, Fernando Parrillo, o novo coronavírus vai mudar o comportamento do paciente e a empresa vai precisar se adaptar a isso. Dentre as mudanças que devem ficar estão os atendimentos via telemedicina e a possibilidade de realizar exames no modelo drive-thru. Ambas as facilidades foram liberadas no Brasil por conta da necessidade de isolamento social e, segundo a operadora, estão sendo bem aceitas pelos pacientes, além de serem mais seguras. Os exames da Prevent Senior têm sido realizados no modelo drive-thru em um prédio da operadora na avenida Brigadeiro Luís Antônio, em São Paulo. Ela instalou uma operação de enfermagem na garagem do prédio, onde é feita a coleta de amostras de sangue, por exemplo. “Sabemos que o ambiente de um laboratório para coleta de exames às vezes é tumultuado. Com o sistema drive-thru a coleta não demora mais que seis minutos. Se for permitido, vamos manter depois da pandemia”, afirma Parrillo. Outra mudança que veio com o coronavírus e vai continuar na companhia é um serviço com foco no contato com os beneficiários. Com um público majoritariamente de idosos, a empresa percebeu que parte de seus beneficiários estava se sentindo sozinha com o isolamento social, o que fez aumentar os casos de depressão. Para lidar com isso, a Prevent Senior criou uma equipe para, basicamente, ligar para eles. “Cada ligação dura cerca 40 minutos. A ideia é bater papo, escutar suas histórias. O ser humano não foi feito para ficar isolado e na pessoa de mais idade isso piora o quadro clínico. E já aconteceu de ligarmos para um beneficiário de 92 anos, ele estava sozinho em casa e não estava bem. Enviamos uma ambulância para a casa dele por causa dessa ligação”, diz Parrillo. A equipe por enquanto tem doze pessoas, e pode ser ampliada para mais cem pessoas no futuro. Numa variação do projeto, parte da equipe começou também a escrever cartas a alguns dos beneficiários. “Com isso, estimulamos a escrita deles, desenvolvemos a parte motora e é um meio com o qual eles estão acostumados”, diz Parrillo. A pandemia também impulsionou iniciativas que já estavam em andamento na operadora. Uma delas é o centro de inteligência da empresa, com foco em buscar inovação e melhores práticas em tratamentos de saúde. O departamento começou a funcionar no meio do ano passado e tem ajudado a companhia a enfrentar o novo coronavírus. “Nosso centro de pesquisa científica trouxe agilidade ao processo decisório e evitou que entrássemos em uma situação complicada no contexto de uma pandemia que afeta principalmente os idosos”, diz Parrillo. Esse contato levou a Prevent Senior a usar um programa de inteligência artificial desenvolvido pela empresa sul-coreana Lunit. O programa compara a radiografia de tórax dos pacientes com um enorme banco de dados de radiografias, em busca de anormalidades que possam revelar características de pneumonia e ou de lesões causadas por covid-19. Desde março, mais de 10.000 radiografias de tórax já foram analisadas automaticamente pelo programa na Prevent Senior. De acordo com a Lunit, sua ferramenta já foi usada para analisar mais de 3 milhões de radiografias de tórax em 80 países. Segundo Parrillo, o número de internações por covid-19 nos hospitais da operadora estabilizou por ora. A Prevent Senior tem três unidades destinadas especificamente para o tratamento da doença. A hidroxicloroquina continua sendo usada pela operadora para o tratamento de covid-19, mas não é o único medicamento adotado. A pesquisa iniciada pela Prevent Senior para estudar o efeito do remédio em pacientes com o novo coronavírus foi suspensa por inconsistências entre a data do início do tratamento e a do pedido de autorização. A operadora diz que divulgou dados observados em seus beneficiários e que houve erro ao associá-los à pesquisa. A empresa não descarta retomar o estudo. A Organização Mundial da Saúde recentemente suspendeu os testes com a cloroquina para o tratamento de pessoas com a doença. Ler artigo completo
  14. O Brasil não se beneficia com o desmatamento na Amazônia, na Mata Atlântica, no Cerrado ou no Pantanal. Pouquíssimas pessoas se beneficiam disso e apostam na ineficiência do Estado em coibir a degradação e em estimular políticas públicas eficientes e capazes de dar respostas aos problemas atuais. Enquanto isso, uma grande parcela da sociedade, de empresas e cientistas busca desenvolver o país no campo socioambiental e, dessa forma, gerar melhor qualidade de vida, em um ambiente seguro para as atividades econômicas. É preciso despertar no Brasil o interesse na conservação das florestas com o objetivo de utilizar a Amazônia, a Mata Atlântica e os demais biomas como prestadores de serviços ambientais estratégicos para nossa sociedade e para o mundo. Porém, até hoje nossos governantes não valorizaram esses patrimônios de forma adequada. Em nossas mãos, está a condição perfeita para avançarmos na busca por soluções para uma economia de baixo carbono, respondendo aos anseios da sociedade por produções sustentáveis e produtos renováveis. Esse é um caminho seguro pelo qual devemos unir esforços para reconduzir o país pós pandemia. A natureza dos nossos negócios demanda conhecimento científico, parcerias e um marco regulatório ambiental que possibilite enfrentar os desafios relacionados à água, à energia e às mudanças climáticas. As características ambientais do Brasil colocam o país em um patamar de alta competitividade e eficiência em produtos como a celulose, que demandam investimentos em pesquisa, posturas e práticas socioambientais corretas, com certificação que garanta a sua credibilidade. A Lei da Mata Atlântica possibilitou investimentos em programas nas unidades florestais das nossas empresas relacionadas à restauração de áreas degradadas e à proteção de remanescentes de vegetação nativa. E isso por meio de uma estratégia de conduta socioambiental que contribui para o combate dos efeitos das mudanças climáticas, com o plantio de eucalipto e preservação de áreas de mata nativa, que potencializam o sequestro e de carbono. O braço de pesquisa da Suzano, a FuturaGene teve papel de destaque nessa conduta socioambiental, desenvolvendo espécies de eucalipto mais resistentes a pragas, mais produtivas e com menor necessidade de agroquímicos que impactam no meio ambiente. Em fazendas experimentais em São Paulo, temos no momento, em teste, árvores com uma proteína que possui efeito inseticida natural e que previne a infestação de alguns insetos. O apoio a proteção de florestas e matas nativas em Unidades de Conservação públicas e privadas, envolve comunidades de entorno, gestores públicos, estimulam negócios e mostram como a implementação local das leis ambientais, por meio dos Planos Municipais da Mata Atlântica, é um modelo que pode e deve ser ampliado para os outros biomas brasileiros, de forma eficiente e pacífica. Meio Ambiente, saúde, negócios e desenvolvimento caminham juntos. Apostamos nisso para hoje e para o futuro. Ler artigo completo
  15. Sem alteração em relação ao texto editado pelo governo, o plenário da Câmara aprovou o texto-base da medida provisória 919 que define em R$ 1.045,00 o salário mínimo para 2020 a partir de 1º de fevereiro. O valor é R$ 6 a mais do que o de R$ 1.039,00, inicialmente fixado pelo governo na MP 916, de 31 de dezembro de 2019, que foi revogada ainda em janeiro. Deputados avaliam agora os destaques ao texto e, depois disso, a proposta precisa passar ainda pelo Senado. O relator deputado Coronel Armando (PSL-SC), da base do presidente Jair Bolsonaro, não acatou em seu texto propostas de aumento real para o piso salarial. “Para esse ano não tem condições desta política ser implementada. Nesse momento temos de preservar emprego”, disse Armando ao Broadcast Político, se referindo à crise econômica provocada pela pandemia. Armando não acatou nenhuma das 44 emendas apresentadas à MP e isso deve gerar polêmica no plenário. “Eu enviei a cada parlamentar o relatório explicando porque não estava aceitando”, disse o deputado. Entre as emendas não aceitas, havia uma do presidente do Solidariedade, deputado Paulo Pereira da Silva (SP), o Paulinho da Força, que pretendia garantir aumento real ao piso nacional já este ano. Pela proposta, o valor subiria cerca de R$ 11 a mais em relação ao atual, o que representa mais de R$ 3,3 bilhões só neste ano. Em 31 de dezembro de 2019, uma medida provisória estipulou para 2020 o valor de R$ 1.039, com base em projeção de inflação. Mas o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que corrige o mínimo, ficou em 4,48% no ano passado. Assim, o reajuste do salário mínimo ficaria abaixo da inflação. De acordo com cálculos do governo, o aumento de cada R$ 1 no salário mínimo implica despesa extra em 2020 de aproximadamente R$ 355,5 milhões. Com o reajuste para R$ 1.045, o impacto estimado é de R$ 2,3 bilhões. Ler artigo completo
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