Ir para conteúdo
Siscomex - Comércio Exterior

Siscomex (robô)

Premium
  • Total de itens

    49.688
  • Registro em

  • Última visita

  • Days Won

    5

Siscomex (robô) last won the day on August 21 2015

Siscomex (robô) had the most liked content!

Reputação

12 Boa

Sobre Siscomex (robô)

  • Rank
    Mestre do Fórum!

Profile Information

  • Sexo
    Não Informado
  • Estado
    Rio Grande do Sul
  • Perfil
    Pessoa física regular
  • Empresa
    siscomex.com.br

Últimos Visitantes

O bloco dos últimos visitantes está desativado e não está sendo visualizado por outros usuários.

  1. A principal liga de futebol da Alemanha dobrou as receitas nos últimos sete anos e projeta que o crescimento continuará, oferecendo um contraste bem-vindo na comparação com as perspectivas cada vez mais sombrias da maior economia da Europa. Impulsionada pelo crescimento das receitas com mídia, a Bundesliga, composta por 18 equipes, registrou um salto de 13 por cento, para um recorde de 3,81 bilhões de euros (US$ 4,32 bilhões) na temporada passada, anunciou a DFL, a associação do futebol alemão, nesta quarta-feira. Se incluída a segunda divisão, o esporte — que emprega mais de 55.000 pessoas na Alemanha — contribuiu com 1,28 bilhão de euros para os cofres públicos. “O futebol profissional alemão continuou se desenvolvendo de forma positiva”, disse Christian Seifert, diretor-gerente da DFL, em comunicado. “A digitalização e a globalização criarão oportunidades adicionais nos próximos anos.” Veja também ECONOMIAAlemanha escapa por pouco da recessão14 fev 2019 - 07h02 MERCADOSAções de times de futebol sobem no fim da janela europeia3 fev 2019 - 08h02 A Alemanha, que cortou sua previsão de crescimento para o ritmo mais lento em seis anos, esteve à beira da recessão no final de 2018, quando a queda do setor automotivo e os reflexos das tensões comerciais pesaram sobre a economia orientada para a exportação. Em contrapartida, a Bundesliga foi se dinamizando, com uma disputa acirrada pelo título e três clubes entre os 16 finalistas da Liga dos Campeões desta temporada. Ainda assim, o futebol alemão tem tido dificuldades para competir com os clubes de elite da Europa, investindo grandes somas em superestrelas caras. Isso aumentou a pressão sobre a DFL para relaxar as regras de propriedade e permitir que investidores endinheirados comprassem participações majoritárias nos clubes. Ler artigo completo
  2. Após entregar dinheiro vivo e incluir serviços como manicures e consertos residenciais em seu aplicativo, a startup colombiana de delivery Rappi dá mais um passo para se tornar “o app home screen dos smartphones da América Latina”, como prometeu seu cofundador Simón Borrero. No Brasil, mercado que cresce acima da média para a Rappi e concentra um quinto de seus mais de 3,6 milhões de usuários, a startup fechou uma parceria com o grupo de shopping centers Sonae Sierra para ter uma equipe dedicada de compradores em seis de seus centros de compras. Marcas internacionais que possuem estabelecimentos nos shoppings do grupo, como a rede de fast food McDonald’s e as cafeterias Starbucks, aderiram ao projeto piloto. Tais entregas, promete a Rappi, não farão os brasileiros desistirem dos passeios para compras. Estratégia: em busca do “super aplicativo” As mais de 100 mil lojas nos 571 centros de compras nacionais registraram 167,7 bilhões de reais em vendas em 2017, crescimento de 6,2% sobre o ano anterior, de acordo com a Associação Brasileira dos Shopping Centers (Abrasce). “Existe um potencial grande a ser trabalhado e essa parceria melhora nossa proposta de valor de ser um ‘super aplicativo’. Os shoppings concentram diversos estabelecimentos, de lojas de presentes a restaurantes, para os quais nosso cliente vê sentido em ter uma entrega com conveniência e rapidez”, afirma Camila Velzi, diretora de desenvolvimento de negócios da Rappi no Brasil. Se a estratégia parece com os megalomaníacos aplicativos chineses, como o mensageiro (e banco) WeChat, não é uma coincidência. Diferentemente de mercados como os Estados Unidos, onde há apps para todos os nichos, os donos de smartphones na América Latina e na China possuem pouca memória para armazenar diversas aplicações – e elas logo são desinstaladas para ceder espaço a fotos e vídeos. A ideia da Rappi não é entregar comida ou um remédio, mas tempo para usuários e renda extra para entregadores, chamados rappitenderos. Veja também PMEVirar unicórnio foi só o começo. Agora, plano da Rappi é dominar o Brasil1 out 2018 - 06h10 PMECompetição para a Rappi: Glovo cria plano mensal de entregas por R$ 16,905 fev 2019 - 11h02 Para a diretora, a entrada da Rappi nos centros de compras não tem como objetivo fazer os brasileiros pararem de adquirir produtos fisicamente. O shopping center é um local de compras que tem o benefício da experiência com os produtos e oferece passeios complementares, como idas a cafeterias e cinemas. “Estamos fazendo o omnichannel [diversos canais de venda integrados] dessas lojas, oferecendo um momento de compra diferente”. De acordo com Laureane Cavalcanti, diretora executiva de marketing e comunicação do grupo Sonae Sierra, a demanda por delivery pelos frequentadores dos shoppings centers sempre existiu. “Percebemos um aumento dessa procura nos últimos meses, até por conta da popularização da Rappi.” Vale lembrar que a Rappi também atua nas compras nesses estabelecimentos físicos por meio de QR Codes, que permitem pagamentos por meio do aplicativo e oferecem benefícios como a devolução de parte do dinheiro (cashback). Projeto piloto nos shoppings O primeiro shopping center a receber o aplicativo da Rappi é o Parque D. Pedro, em Campinas (São Paulo). As entregas começaram nesta semana. Em um dia do final de semana, cerca de 100 mil visitantes passam pelo local, de acordo com o grupo Sonae Sierra. No Parque D. Pedro, a Rappi terá uma equipe própria de compradores, ou rappitenderos. Esses profissionais receberão os pedidos, realizarão as compras nas lojas indicadas e entregarão a encomenda aos motoboys. O próprio motoboy fazia todo esse processo, o que aumentava o tempo de espera do consumidor. Das 395 lojas presentes no centro de compras, 80 participarão da primeira fase de implementação da Rappi. Alguns estabelecimentos do Parque D. Pedro integrantes são a rede de fast food McDonald’s, as cafeterias Starbucks, a sorveteria Bacio di Latte e o restaurante L’Entrecote de Paris. As primeiras verticais trabalhadas com os shoppings serão gastronomia, conveniência e presentes, que possuem mais demanda por entregas velozes. Mesmo assim, o grupo Sonae Sierra não descarta colocar futuramente estabelecimentos como lojas de roupas, por exemplo. A Rappi precisa firmar uma parceria tanto com os shopping centers, para colocar sua equipe de compradores, quanto com os estabelecimentos, para incluí-los no aplicativo. “A primeira expectativa é proporcionar aos lojistas um crescimento em vendas e em receita, atendendo o cliente onde quer que ele esteja. Mas, olhando para o futuro, faz parte da nossa estratégia de digitalização”, diz Cavalcanti, do Sonae Sierra. Veja também REVISTA EXAMEOs shopping centers e o apocalipse do comércio on-line17 jan 2019 - 05h01 A solução será expandida para outros centros de compras do grupo, como Metrópole (ABC, São Paulo), Plaza Sul (São Paulo), Passeio das Águas (Goiânia), Londrina Shopping (Paraná) e Manauara Shopping (Manaus). A Rappi não atua em cidades como Manaus e a associação com shopping centers pode ser uma estratégia de entrada, garantindo um volume significativo de estabelecimentos disponíveis na região logo de cara. O tamanho da Rappi A Rappi está em sete países da América Latina, com média de crescimento mensal de 20% no ano passado. No Brasil, o aplicativo de delivery está em 13 cidades e registra taxa de crescimento mensal de 30%. No acumulado de 2018, a startup afirma ter aumentado em sete vezes o número de produtos entregues. Até novembro do ano passado, a Rappi tinha 3,6 milhões de usuários, um quinto deles no Brasil. Com “milhares de estabelecimentos”, mediava 11 mil pedidos por hora. A startup não divulga dados atualizados, mas afirma ter superado tais números. Nos próximos três anos, o empreendimento de delivery projeta chegar a 80 milhões de usuários. Parte deles, a Rappi espera, frequentadores de shopping centers. Ler artigo completo
  3. São Paulo — Pesquisadores da ONG Wildlife Conservation Society (WCS) divulgaram nesta semana uma lista de espécies de animais icônicos em risco de extinção que devem ter bons sinais de recuperação neste ano. As nove ainda não estão livres do perigo de sumir — e nem devem ficar tão cedo —, mas ao menos a esperança de que sobrevivam está maior graças aos esforços de preservação ao redor do mundo. São elas: Onças-pintadas O desmatamento fez a população de onças-pintadas na América do Sul diminuir drasticamente e praticamente eliminou a espécie da América Central. Mas, segundo a WCS, os esforços de preservação recentes mantiveram as populações existentes estáveis ou as fizeram crescer uma média de 7,8% nas áreas de proteção. Veja também CIÊNCIAInsetos enfrentam extinção em massa — e vão trazer tudo abaixo consigo15 fev 2019 - 15h02 CIÊNCIAMaior extinção em massa de espécies foi provocada por aquecimento global10 dez 2018 - 14h12 Tigres da Tailândia Ocidental <em>Tigre na Tailândia</em>Divulgação Os tigres tailandeses ainda não estão nas melhores condições. Mas um aumento no patrulhamento do santuário de vida selvagem de Huai Kha Khaeng ajudou a fazer a população a saltar de 41 entre 2010 e 2011 para 66 hoje. Parece pouco, mas é um aumento de mais de 60%, nas contas da WCS. Baleias-jubarte <em>Cauda de baleia-jubarte</em>Divulgação Segundo análises da WCS, as populações de baleia-jubarte no Gabão e em Madasgacar se recuperaram e hoje já equivalem a 70 e 90%, respectivamente, do total existente antes da época de caça. Globalmente, a melhora não é tão grande, mas não deixa de ser representativa. Bisões americanos <em>Bisão americano</em>Divulgação Quase extintos no começo dos anos 1900, os bisões americanos já foram dezenas de milhões ocupando o território dos EUA. A caça indiscriminada foi controlada a tempo e iniciativas da WCS definiram áreas de proteção para que os animais circulem livremente. Em 2019, só a ONG pretende soltar mais 89 deles na natureza. Tartarugas-estrela-birmanesas <em>Tartaruga-estrela-birmanesa</em>Divulgação Encontradas apenas em uma região de Mianmar, as tartarugas-estrela-birmanesas quase sumiram na década de 90. Mas um programa de reprodução ajudou a população a se recuperar a ponto de chegar a cerca de 14 mil espécimes, entre os animais em cativeiro e soltos. Marabus-grandes – <em>Marabus-grandes</em>Divulgação Por muito pouco, essa espécie de pássaro não sumiu do Camboja. A população da ave quase desapareceu graças à falta de regulação acerca da coleta de ovos em seus ninhos. Mas um trabalho em conjunto entre a WCS e a população local ajudou a fazer o número a subir de 30 para 200 pares em um década — e o total deve continuar a aumentar. Sapos-de-kihansi <span class="hidden">–</span>Divulgação Quase extintos após a construção de uma barragem que modificou todo o seu hábitat, esses pequenos sapos foram salvos por um projeto do Zoológico do Bronx. Diversos filhotes foram criados em ambiente fechado, enquanto o governo da Tanzânia recriava o ambiente em que eles originalmente viviam. De 2009 para cá, desde o início do projeto, mais de 8 mil desses sapos foram enviados pelo zoológico para o país de origem. Maleos em Celebes, na Indonésia MaleosDivulgação Aqui, o resultado é ainda mais significativo. Mais de 15 mil filhotes dos pássaros Maleos foram soltos no parque nacional Boani Nani Wartaboni na ilha indonésia, e são todos protegidos por patrulhas que cobrem toda a extensão da propriedade. Há planos de até usar drones para melhorar a cobertura da área e o acompanhamento de espécimes marcadas. Araras da Guatemala <em>Araras na Guatemala</em>Divulgação Há, hoje, apenas 250 araras na reserva florestal Maya Biosphere (MBR), na Guatemala. Mas os esforços de recuperação aumentaram a média de filhotes por ninho para a maior marca nos últimos 17 anos: o número de passarinhos novos ocupando as “casas” chega a 1,14. Ler artigo completo
  4. São Paulo – O nome BEC tem um significado bem simples: B de “breja” e C de “churras”. Assim, fica bem apresentada a proposta do bar, que abriu as portas na região de Pinheiros, em São Paulo, apostando em produtos 100% nacionais e abusando dessa combinação que muitos brasileiros gostam. Veja também VIP – ESTILO DE VIDAComo escolher o vinho certo para acompanhar o churrasco5 jan 2019 - 07h01 Instalado em uma casinha da década de 1930 bem charmosa que pertenceu à avó de um dos sócios, o espaço tem um quintalzinho nos fundos com uma antiga jabuticabeira mantida após a reforma para abrir o bar. Xixo gaúcho, vegetais e petiscos Churrasco do BEC BarDivulgação Uma das especialidades da casa é o xixo gaúcho em várias versões. O prato com 450g de carne é uma “espetada” boa para compartilhar que mistura carnes e vegetais inspirado em um prato típico no oriente médio e nacionalizado na cozinha dos pampas chamado “sish kebab”. Dá pra escolher cortes como picanha de angus, copa lombo de leitão envolto por bacon e linguiça toscana entremeados com cebola, tomate e pimentões assados e até wangus, carne resultante do cruzamento das raças wagyu e angus extremamente macia e saborosa. Os pratos de carne individuais, em porções de 300g, podem levar acompanhamentos diversos. A dica é o grelhado de vegetais, que surpreende com maxixe, batata doce, abobrinha e muito mais. “Nosso cardápio é o churrasco tradicional com muita qualidade e técnica. Além disso, todos os molhos são receitas próprias, feitos dentro da nossa cozinha”, orgulha-se o chef responsável Alex Oliveira. Grelhado de vegetais do BEC BarDivulgação E, detalhe: é tudo feito na churrasqueira a gás. “Não gosto de fazer comparações porque cada método tem sua característica. Mas, tradicionalmente falando, o carvão permite que se aumente o fogo colocando mais lenha. No modelo a gás, a gente consegue chegar naquilo que a gente quer com qualidade, o que difere é a crosta que se forma na churrasqueira convencional”, garante Alex. Pode ser que você queira petiscar. Afinal, trata-se de um bar. E não um bar qualquer, já que abriga seis torneiras que oferecem opções de microcervejarias brasileiras. Nesse caso, vai muito bem o croquete de costela com molhinho chimichurri da casa. Croquete de costela com molhinho chimichurri do BEC BarDivulgação Cervejas nacionais As Burgman Lager e Startup Unicorn, cervejas fixas da casa, têm um excelente custo benefício entre preço e drinkability. “O chopp lager acompanha bem todos os pratos e faz parte da nossa cultura de churrasco porque é uma cerveja leve e raramente ‘empapuça'”, indica Leo Lima, um dos sócios e responsável pela seleção dos rótulos. “Já Ipas e ipls combinam com as carnes mais gordurosas, como picanha, cupim e croquete de costela, pois o amargor limpa o paladar e provoca a próxima garfada ou mordida”, sugere Leo. Serviço BEC Bar Ler artigo completo
  5. Pergunta do leitor: “Tenho um carro e pensei em vendê-lo para começar um investimento no Tesouro Direto. É uma boa opção?” Resposta de Marcela Kawauti*: Se você não tem necessidade de percorrer grandes distâncias com o automóvel diariamente, vendê-lo é, sim, uma boa opção financeira. O carro é o que chamamos de “passivo financeiro” para aqueles que não o utilizam como ferramenta de trabalho, ou seja, é um item que só gera gastos. Além do valor do automóvel em si, que fica imobilizado e se desvaloriza com o passar do tempo, ainda há os custos com combustível, impostos, estacionamento, seguro, manutenções ocasionais, limpeza… Se você ainda não somou todos os gastos que teve com o seu carro no último ano, provavelmente tomará um susto ao fazer isso. Também é verdade que o automóvel proporciona conforto e alguma segurança com relação a se deslocar durante imprevistos que podem acontecer, mas o ganho financeiro que você terá ao substituir seu carro pelo transporte público no dia a dia muito provavelmente compensará a perda de conforto. Os aplicativos de transporte dão a cobertura necessária em situações ocasionais ou de imprevistos para aqueles que não possuem carro próprio. É claro que essa regra se torna exceção para quem percorre distâncias muito longas todos os dias e o custo de oportunidade de abrir mão do carro depende também da sua rotina e da cidade em que você mora, por quesitos como trânsito e disponibilidade de transportes alternativos. Entretanto, o benefício financeiro de se desfazer do carro é considerável e, por esse motivo, muitas pessoas têm optado por vender seus carros e utilizar meios de transporte alternativos no dia a dia. O outro ponto a se analisar é onde aplicar o dinheiro que você ganhará com a venda do automóvel. Mesmo falando de Tesouro Direto, você precisa ter bem definida a finalidade dessa quantia para optar pelo melhor papel. Caso a intenção seja manter uma reserva de emergências, da qual pode ser necessário retirar o dinheiro a qualquer momento, a melhor opção é o Tesouro Selic. Ele possui baixa volatilidade, o que garante que você não tenha prejuízo se precisar tirar o dinheiro antes do vencimento do papel. Para o caso de investimentos com maior tempo de duração, você pode optar tanto pelo título pré-fixado, quanto pelo Tesouro IPCA+, que paga uma taxa de juros anual acrescida da inflação oficial do período, garantindo que o dinheiro aplicado no longo prazo tenha sempre um rendimento real, acima da inflação. No caso desses dois últimos papéis, é importante prestar atenção na data de vencimento no momento da compra, porque se você optar por resgatar a quantia antecipadamente, pode acabar tendo prejuízo. Preste atenção também na cobrança de Imposto de Renda sobre os rendimentos. A alíquota cobrada é menor quanto maior a duração da aplicação. Ler artigo completo
  6. SÃO PAULO – Desde que assumiu como presidente interino da Venezuela, o líder da oposição Juan Guaidó vem fazendo campanha para que o país consiga receber a ajuda humanitária internacional. A entrada de carregamentos de alimentos e remédios tem sido barrada nas fronteiras da Venezuela por grupos que apoiam o regime de Nicolás Maduro, e ela é fundamental para aliviar as condições de vida dos venezuelanos de forma emergencial. Guaidó marcou para o dia 23 de fevereiro a data para que a ajuda humanitária entre pelas fronteiras do país com a Colômbia e o Brasil. Mas ainda é uma incógnita como o presidente interino e a oposição vão conseguir distribuir os alimentos para a população, por toda a Venezuela. Na opinião de Ted Piccone, ex-assessor de política externa no governo de Bill Clinton e pesquisador especializado em América Latina, o sucesso de Guaidó em distribuir a ajuda humanitária na Venezuela será um passo importante para que ele consiga convencer a população a apoiá-lo. “Enquanto os militares, Maduro e seus aliados controlarem as agências governamentais, os ministérios, a infraestrutura, a produção de petróleo etc, há um número limitado de ações que Guaidó pode tomar”, disse o pesquisador em entrevista a EXAME por telefone. Para Piccone, que também é pesquisador no instituto Brookings, em Washington, o passo seguinte de Guaidó deve ser garantir um empréstimo de instituições multilaterais, como Fundo Monetário Internacional. Isso ajudaria o presidente interino a garantir uma ajuda financeira para combater a hiperinflação no país e fazer a economia venezuelana se recuperar. Leia a seguir os principais trechos da entrevista. O presidente interino Juan Guaidó tem os meios para instalar um novo governo na Venezuela? Não. Em termos práticos, Guaidó não tem esta habilidade, mas ele conseguiu algo importante. Ele ofereceu uma alternativa viável e legítima, que teve origem na Assembleia Nacional venezuelana, eleita democraticamente. E tem muito apoio entre os grupos que fazem o oposição ao governo Maduro. Acho que isso é algo que não víamos há muito tempo na Venezuela. E sem algum tipo de oposição unificada não é possível tomar nenhuma medida. É um importante passo em direção a alguma saída negociada para Maduro. O fator mais crítico nisso tudo são as Forças Armadas. Elas claramente ainda estão apoiando Maduro. Portanto, enquanto os militares, Maduro e seus aliados controlarem as agências governamentais, os ministérios, a infraestrutura, a produção de petróleo etc, há um número limitado de ações que Guaidó pode tomar. Mas a nomeação como presidente interino foi um marco no sentido de mover o país na direção de uma solução negociada para a crise. O que diferencia a estratégia atual de Guaidó de outras tentativas da oposição de enfrentar o chavismo? A oposição aprendeu algumas lições com o passado. Quando eles tentaram em 2002 retirar Hugo Chávez do poder, por meio de um golpe, foi um desastre. Foi totalmente contraproducente. Depois, eles tentaram outras medidas, seguindo a Constituição. E a cada ocasião, Chávez e Maduro conseguiram os bloquear. Houve somente uma única exceção: a eleição para a Assembleia Nacional, em 2015. A oposição ganhou uma maioria esmagadora e a Assembleia é a única instituição do país democraticamente eleita que restou na Venezuela. É nisso que a oposição precisa se apoiar (para manter sua legitimidade). E eles estão usando o argumento jurídico, sob as regras da Constituição, de dizer que as eleições de maio foram ilegítimas, a favor da reeleição de Maduro. Portanto, ele não poderia reivindicar o poder. A presidência do país ficou vaga. É papel da Assembleia chamar novas eleições. É tudo lógico e legal. É um argumento sensato. Não é um esquema ilegal, bolado por debaixo dos panos, para derrubar o governo e este tipo de coisa. A oposição também está estendendo a mão para alguns grupos dentro dos militares, dentro dos grupos chavistas, dizendo: “vamos trabalhar juntos, vamos dar anistia”. Isso é o tipo de atitude necessária para quebrar o apoio a Maduro. Há algum sinal que a negociação está progredindo? Não. O México e o Uruguai se ofereceram como mediadores para um diálogo. Talvez estes países possam ter um papel em fazer os dois lados conversarem, a portas fechadas. Mas, publicamente, não acho que a oposição vai aceitar este tipo de diálogo. Eles não confiam em Maduro. Porque eles tentaram outras vezes. E Maduro apenas utilizou a negociação para ganhar tempo e consolidar o seu próprio controle. Qual é a importância do apoio dado pela comunidade internacional a Guaidó? O apoio vem de uma combinação entre os governos de países vizinhos à Venezuela, os Estados Unidos, o Canadá e a Europa. Esta combinação é o que se precisa. É uma coalizão muito influente e diversa. Além disso, há o apoio das instituições financeiras internacionais, como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Interamericano de Desenvolvimento, que têm sinalizado que estão dispostos a ajudar na transição e trabalhar com o novo governo para colocar a economia de volta nos trilhos. E isso é algo que o país precisa desesperadamente também. Então Guaidó e a oposição tem uma legitimidade política e eles têm algumas vantagens para oferecer numa eventual negociação. São recursos que não podem ser desprezados. Por que esta ajuda internacional é importante? É muito importante que Guaidó receba uma assistência financeira internacional para lidar com a inflação e o problema com a moeda. A Venezuela precisa ter algum fundo de reserva para reequilibrar suas contas. Além disso, se há uma ajuda dos Estados Unidos — que ofereceu 20 milhões de dólares em assistência humanitária — e de outros países, pode haver um alívio imediato para melhorar as condições de vida para a maioria da população que tem dificuldade para encontrar comida e remédios. Este tipo de combinação de recursos pode ser significativa para que Guaidó ganhe apoio da população e de outros grupos, como os militares. A grande questão é como a oposição vai conseguir executar este plano. Como vão de fato conseguir levar a ajuda humanitária para o interior do país se Maduro se negar a sair do poder ou a abrir as fronteiras. Maduro tem alguma saída? O que pode fazer com que ele permaneça no poder? A produção de petróleo da Venezuela está caindo. Mas, se os preços dos barris começarem a subir de novo, Maduro provavelmente pode administrar a situação por mais tempo. Mas se os preços ficarem baixos… Outra questão importante é o apoio da China e da Rússia, que são basicamente os credores do governo da Venezuela. A Venezuela deve à China quase 20 bilhões de dólares. E a Rússia, outros 6 ou 7 bilhões. No passado, esses dois países aceitaram dar mais tempo e mais crédito para o regime chavista. Eles continuaram a arrastar a situação. Imaginando que haja uma transição pacífica na Venezuela, quais seriam as medidas iniciais para tentar reestabelecer a democracia e consertar a economia? Além um empréstimo rápido do Fundo Monetário Internacional para recompor as reservas, o novo governo precisaria receber uma assistência humanitária e um financiamento de longo prazo para realizar obras, como medidas emergenciais. E a outra necessidade é fazer que os imigrantes que deixaram o país voltem para a Venezuela. São médicos, professores, engenheiros. Eles precisam que estas pessoas voltem ao país, para que os serviços voltem a ser prestados. E eles também precisam que o capital da diáspora venezuelana volte para o país. Para voltar a investir no país. Este é um desafio difícil de ser superado também, não? Sim. Eu não acho que as pessoas voltariam para a Venezuela até que Maduro esteja fora do poder. O próximo passo, constitucionalmente, é chamar novas eleições. E eu não acho que ninguém confiaria em Maduro para organizar eleições livres e justas. É preciso ter alguma instituição crível. Os tribunais e Justiça eleitoral estão todos sob controle dos chavistas. Então é preciso criar alguma forma de realizar eleições livres e justas, que podem ser supervisionadas pela OEA (Organização dos Estados Americanos). Eu não sei se Maduro aceitaria isso. Mas este é o próximo passo. Porque sinalizaria, assumindo que a oposição ganhasse as eleições, que existe uma saída constitucional e eleitoral desta crise. Maduro pode até seguir este caminho. Mas se ele perder as eleições, não vai ter uma anistia. No momento, há uma oferta de anistia. Ele pode perder esta oportunidade. Maduro tem enfrentado protestos há alguns anos. Por que esta ação da oposição aconteceu agora? Uma das coisas é que os líderes da oposição anteriores foram presos ou colocados em prisão domiciliar, como Henrique Capriles e Leopoldo López. Isso abriu uma porta para Guaidó. A liderança da Assembleia Nacional tem sido compartilhada pelos partidos de oposição num processo de rotatividade. Isso explica porque Guaidó estava na liderança agora. Ele tem um histórico bastante humilde. O pai dele é um taxista. Ele vem de um bairro de classe baixa. As vantagens dele é que ele não tem um histórico longo. É de uma base política nova. Além disso, o simbolismo da data é importante também. Havia um novo mandato presidencial começando no dia 10 de janeiro. Este era um ponto político crítico no calendário. E havia ainda o aniversário da queda da ditadura militar, em 23 de janeiro, com uma série de protestos programados. Estes dois eventos se juntaram e a oposição parece ter acordado e decidido: “ok, desta vez vamos nos organizar, e se prepara para agir”. O tempo entre as eleições em maio passado e o mês de janeiro também os ajudou a se organizar e se alinhar ao apoio internacional. Há um risco de a crise escalar para um conflito armado ou algo mais sério? Este é um risco sério. Estou muito preocupado com esta possibilidade. Não se esqueça que há a polícia militar uniformizada, Maduro também conta com o apoio de milícias criadas ainda durante os governos de Hugo Chávez. E elas podem ser ativadas de uma forma que pode ser muito letal para os venezuelanos. Se Maduro usar estas milícias para atacar a oposição, isso seria muito perigoso. Eu não acho que isso deve acontecer de modo nenhum, mas, por exemplo, se Maduro decidir prender diplomatas americanos, jornalistas ou outros estrangeiros, e fazê-los de reféns, então as coisas podem ficar feias. Porque os Estados Unidos seriam forçados a entrar para resgatá-los e poderia haver um conflito militar. Os russos acabariam entrando na disputa. Este seria o pior cenário de todos. Eu não vejo isto acontecendo. Mas é uma possibilidade remota. Comparado a outras situações que o mundo já enfrentou, de regimes autoritários que são condenados pela comunidade internacional, você acha que o caso da Venezuela é algo novo? É uma ótima pergunta. É por isso que estou fascinado por esta situação da Venezuela. Eu acho que se trata de algo novo. É novo porque este é um caso em que houve uma eleição e ela foi considerada fraudulenta e injusta pela comunidade internacional. Este tipo de coisa acontece o tempo todo no mundo, não é mesmo? E então nada acontece depois disso. Os governos continuam com um assento nas Nações Unidas. Nada realmente muda. Mas, desta vez, não. Desta vez o Grupo de Lima, os Estados Unidos e outros países disseram não. Não vamos aceitar este como um governo legítimo. E agora temos uma alternativa eleita democraticamente. Não fazer mais negócios com o antigo líder e só vamos fazer negócios com o novo. E vamos de fato dar dinheiro apenas para este líder novo. Isso é algo novo para mim. Existe algum caso parecido com este na história recente? O único caso que me vem à mente é o do Haiti. O Haiti tinha Jean-Bertrand Aristide, que era um presidente democraticamente eleito. Os militares vieram e o tiraram do poder num golpe em 1991. Ele então teve que sair do país e ficou exilado nos Estados Unidos. E os Estados Unidos e alguns países da comunidade internacional continuaram a reconhecê-lo como o presidente legítimo do Haiti, mesmo que os militares estivessem no controle. E isso continuou por um tempão, e os militares se safaram por anos. Eventualmente, os Estados Unidos tentaram reinstalar Aristide no poder em 1994 e conseguiram. Mas não muito tempo. Depois ele teve que sair do poder de novo. Este é o único caso que posso me lembrar em que os Estados Unidos e a ONU tomaram a frente e disseram: “nós só reconhecemos Aristide como presidente legítimo e vamos levá-lo de volta para o poder”. Mas isso não é exatamente o que está acontecendo na Venezuela. Porque Maduro foi empossado. E não houve um golpe contra ele. Ele criou esta situação. Talvez, se Maduro não tivesse enfrentando esta crise econômica e humanitária, ele acabaria se safando sem problemas. Acabaria assumindo a presidência, mesmo depois de uma eleição fraudada, e a vida seguiria. Mas porque há mais de 3 milhões de venezuelanos deixando o país e afetando todos os outros vizinhos, acabou sendo uma história diferente. Ler artigo completo
  7. São Paulo – Em quatro meses, a Vivo selecionou 32 novos trainees em um grupo de 22 mil jovens inscritos no programa que é um dos mais cobiçados do mercado. A concorrência atingiu a marca de 687 candidatos por vaga. Anunciada em agosto, a seleção da turma deste ano oferecia um atrativo para os jovens: uma pós-graduação totalmente subsidiada pela Vivo na ESPM (em horário de trabalho) e módulo internacional em Barcelona. Voltado para recém-formados, o programa dura 18 meses exige formação universitária, nível de inglês ou de espanhol avançado. Entre os 32 escolhidos, 53% são mulheres. Isso representa um crescimento de 15% de selecionados do sexo feminino, segundo a Vivo. O programa existe desde 2000 na empresa. O valor do salário não foi divulgado pela Vivo, mas na plataforma Love Mondays é possível verificar que a média salarial é de 4.988 reais, com base em 26 salários informados anonimamente. A empresa recebeu mais de 600 avaliações nos últimos 12 meses. O índice de satisfação geral dos funcionários é de 3,96, em escala até 5, sendo 5 muito satisfeito e 1 muito insatisfeito. Veja também CARREIRA - VOCÊ S/AInscritos em trainee do Itaú, que paga R$6,7 mil, lotariam um estádio3 fev 2019 - 06h02 Como acontece com processos seletivos de grandes empresas, os candidatos passaram por etapas online e presenciais. Em uma delas precisaram criar um produto final, usando abordagem de design thinking. Esse modelo usado por designers para buscar soluções criativas também tem sido aplicado pela Vivo para acelerar projetos inovadores. Veja também CARREIRA - VOCÊ S/AVocê pode usar Design Thinking para conseguir emprego. Veja como28 ago 2018 - 14h08 No ano passado, a empresa colocou em atividade o Vivo Digital Labs, que é focado em melhorar o relacionamento com clientes. Além de Design Thinking, metodologias ágeis também são adotadas em projetos ali, segundo Ricardo Sanfelice, vice-presidente de Estratégia Digital e Inovação na Telefonica Vivo Ler artigo completo
  8. O desastre da Vale em Brumadinho, que até agora deixou 166 mortos e 155 desaparecidos, escancara um problema ainda presente em empresas brasileiras: falta de gestão de risco adequada. A tragédia ocorreu pouco mais de três anos depois do rompimento da barragem em Mariana, que deixou 19 mortos. A forma da Vale de se comunicar com o público e o mercado mudou nesses três anos, mas o que não sofreu avanços significativos foi o gerenciamento de riscos e crises, de acordo com espetas consultados por EXAME. Em Mariana, a responsável pela exploração e barragem era a Samarco, empresa controlada pela Vale e BHP Billiton. “Com o desastre em Mariana, as empresas tiveram uma grande oportunidade de levar a comunicação de crise e gestão de risco a sério, mas depois do episódio de Brumadinho vimos que isso não aconteceu”, afirma Rosangela Florczak, professora de comunicação corporativa da ESPM. Em sua tese de doutorado, a professora analisou a comunicação da Vale pós-Mariana nas redes sociais. Para ela, a Vale mudou muito a forma de se comunicar desde a tragédia em Mariana. Na ocasião, a Vale tentou ao máximo descolar sua imagem da tragédia e direcionar a responsabilidade para a Samarco, da qual é dona de 50%. “A associação da Vale e Samarco foi muito rápida e a Vale perdeu muitos dias tentando impedir o inevitável”, afirma a professora. Segundo ela, as primeiras respostas da mineradora foram duras e de enfrentamento. Apenas executivos da Samarco foram indicados como porta-vozes da empresa e a Vale se ausentou da discussão. A Samarco criou uma instituição, a Fundação Renova, para gerenciar os pagamentos de indenizações e multas. A previsão era de desembolsar 2 bilhões de reais em indenizações, mas até agora foram pagos apenas 1 bilhão de reais. Para Luiz Vieira, professor de estratégia do Insper, a instituição distancia ainda mais as mineradoras dos fatos e das suas obrigações. “Colocar mais um agente no meio das negociações dificulta a situação da cidade e dos parentes das vítimas”, diz. Já em Brumadinho, a postura de comunicação da Vale foi outra. As primeiras respostas foram dadas poucas horas depois da tragédia, pelo próprio presidente da mineradora, Fabio Schvartsman. Assim que chegou ao local da tragédia, afirmou: “Como vou dizer que a gente aprendeu (após o acidente de Mariana) se acaba de acontecer um acidente desses?”. Além disso, tomou medidas que, de fato, afetam sua produção e o dia a dia da empresa, afirma Vieira. A mineradora suspendeu sua política de remuneração aos acionistas, o pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio e o pagamento de bônus a seus executivos. A empresa também afirmou, poucos dias depois do rompimento da barragem, que vai paralisar operações equivalentes a 10% de sua produção anual de minério de ferro. São cerca de dez barragens construídas da mesma maneira que a de Brumadinho e a de Mariana e que são responsáveis por uma produção anual de 40 milhões de toneladas de minério de ferro. A paralisação e deve custar R$ 5 bilhões em investimentos ao longo de 3 anos. A mudança no estilo de comunicação é uma tendência global. Há alguns anos, o departamento jurídico tinha uma força maior na gestão de crises do que tem hoje. Antes, a recomendação era para a empresa não assumir a culpa, pois poderia pagar juridicamente, de acordo com Florczak. Foi a primeira reação do advogado contratado pela companhia, Sergio Bermudes, que disse que a empresa não via responsabilidade pelo ocorrido. No mesmo dia, a Vale informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que “não autorizou nem autoriza terceiros, inclusive advogados contratados, a falar em seu nome”. “As empresas entenderam que, ainda que o passivo a pagar pelo desastre fosse grande, o custo para a reputação em não assumir a culpa era muito maior”, diz a professora. A diretoria, o presidente e o conselho foram mantidos nos cargos. Veja também NEGÓCIOSDa sirene aos dividendos: as respostas da Vale à tragédia em MG até agora5 fev 2019 - 11h02 Gestão de risco Apesar do aprendizado na comunicação, a mineradora demonstrou que não avançou em outra área: a gestão de risco. Cada empresa precisa mapear o risco de suas atividades e construir sistemas para mitigar as crises. Mas, na visão dos espetas, essa preocupação ainda não é madura em muitas empresas. Entre os erros da Vale, está a construção de uma única sirene de aviso. Instalada para avisar a população de qualquer risco de desabamento, ela não funcionou no dia do desastre, porque era acionada manualmente, o que impediu que mais pessoas buscassem abrigo a tempo. Além disso, a população da cidade deveria ser treinada para responder a esse tipo de desastre, como acontece em países com alto risco de terremotos e outros desastres naturais. As decisões de cortar dividendos de acionistas e a produção de minério gera impacto real no negócio e não são apenas cosméticas, dizem espetas. “O problema é que esses cortes acontecem após o desastre, é uma reação e não prevenção”, diz Vieira. Investigações apontam que a Vale já sabia do risco na barragem de Brumadinho, além de outras nove estruturas em Minas Gerais. Essa informação consta de um documento da própria empresa sobre a situação dos reservatórios e foram obtidos pelo Ministério Público (MP) de Minas. De 57 barragens da Vale avaliadas pelo MP, 10 estavam enquadradas na chamada Zona de Atenção e havia “severo risco de rompimento” das estruturas. Nesta quinta-feira, 14, o presidente da Vale admitiu que as medidas de monitoramento da barragem em Brumadinho não funcionaram. “A Vale reconhece, humildemente, que seja lá o que vinha fazendo, não funcionou, já que uma barragem caiu”, disse na Comissão Externa de Brumadinho, na Câmara dos Deputados. “As empresas precisam parar de acreditar que uma boa gestão de risco é dinheiro jogado fora”, diz o professor. Veja também NEGÓCIOSVale admite que monitoramento em Brumadinho não funcionou14 fev 2019 - 12h02 Risco de esquecimento Depois da crise, vem a parte mais complexa e demorada: pagar multas ambientais e indenizar os familiares das vítimas. Três anos após o rompimento da barragem do Fundão, da mineradora Samarco, os moradores do povoado de Bento Rodrigues, em Mariana (MG), ainda esperam indenização da companhia. Eles afirmam que há diferenças entre os valores pagos para os cerca de 600 moradores e que isso dividiu a comunidade, dificultando as reivindicações. O Ibama também diz que a Samarco recorreu de todas as multas que foram aplicadas. A mineradora disse que até dezembro de 2018 destinou 5,2 bilhões de reais em ações de reparação dos impactos causados pelo rompimento da barragem e que já pagou multa de 45 milhões de reais aplicada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad). No novo caso, o risco é de repetir a demora no socorro aos familiares e à cidade. Com o passar do tempo, o assunto também deixa de ter tanto destaque no noticiário e na conversa entre as pessoas. Mas espetas garantem que os casos não serão esquecidos. “Com as redes sociais e a permanência da internet, a sociedade não deixa que uma crise seja esquecida”, diz Florczak. “As empresas perderam o direito ao esquecimento”. Veja também BRASILTrês anos depois, moradores ainda esperam indenização em Mariana1 fev 2019 - 06h02 Ler artigo completo
  9. Debaixo de lençóis cirúrgicos verdes e de um emaranhado de tubos, uma ovelha saudável e jovem está passando por um procedimento de bypass cardiopulmonar para ajudar a responder a uma de várias perguntas urgentes sobre um pilar da medicina moderna: a anestesia. Quase dois séculos depois de os anestésicos terem revolucionado a cirurgia, cada vez mais estudos estão apontando para efeitos colaterais perturbadores que variam do delírio a uma imunossupressão que prolifera o câncer. Pesquisadores sedaram a ovelha no mês passado na Universidade de Melbourne, na Austrália, para tentar entender por que operações comuns a coração aberto provocam lesão renal aguda em até um terço dos pacientes — como parte de um trabalho mais amplo para estudar o impacto da anestesia no sistema imunológico, no cérebro e em outros órgãos. As descobertas já estão contradizendo décadas de mensagens reconfortantes sobre o caráter inofensivo de ser colocado em um estado similar ao sono. “Os anestesistas, agora, procuram dizer que, na verdade, não é tão seguro assim”, disse Andrew Davidson, chefe de pesquisa em anestesia do Murdoch Children’s Research Institute, em Melbourne. “As pessoas não morrem na sala de cirurgia, mas muitos não voltam para casa.” Dos 200 milhões de adultos em todo o mundo que se submetem anualmente a cirurgias não-cardíacas, mais de 1 milhão morre nos 30 dias seguintes. Esse risco salta para 1 em 20 pacientes com 70 anos ou mais. Veja também CIÊNCIAInsetos enfrentam extinção em massa — e vão trazer tudo abaixo consigo15 fev 2019 - 15h02 Riscos A menos de dois quilômetros do centro de Davidson, no Royal Children’s Hospital em Melbourne, grupos separados do Florey Institute of Neuroscience and Mental Health e do Peter MacCallum Cancer Centre estão trabalhando para entender se os gases voláteis inalados, como o isoflurano e o sevoflurano — usados pelos anestesistas em 80 por cento dos pacientes para deixá-los inconscientes — podem ser mais prejudiciais do que agentes intravenosos como o propofol e o fentanil. Como 313 milhões de operações são realizadas a cada ano, as descobertas podem ter implicações econômicas e sociais globais significativas e podem ser o prenúncio de uma mudança de paradigma no tratamento cirúrgico, dizem os pesquisadores. O conhecimento científico sobre o assunto é conflitante e incompleto. Um estudo de Davidson e colegas, publicado na quinta-feira na revista médica Lancet, concluiu que uma hora de anestesia geral na primeira infância não tem impacto duradouro no desenvolvimento do cérebro humano. Mas algumas cirurgias podem durar mais tempo e os médicos da Mayo Clinic descobriram uma relação entre anestesia e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade em crianças (TDAH). A relação com o TDAH é “cientificamente plausível, mas a evidência não é sólida”, segundo Davidson. Veja também CIÊNCIAMítica “pantera negra” é fotografada pela 1ª vez em 100 anos na África13 fev 2019 - 10h02 Estado anormal As descobertas sobre a neurotoxicidade estão desafiando as crenças tradicionais de que a anestesia geral simplesmente “desliga o cérebro” por um período, após o qual ele volta ao estado pré-anestésico, disse Davidson. “A anestesia é um estado muito anormal para o cérebro”, disse ele. “Então faz sentido que os circuitos cerebrais não sejam os mesmos antes e depois do anestésico.” Isso provavelmente não seja importante em pacientes adultos jovens, disse Davidson. “Mas se o paciente for velho ou muito jovem, então talvez comece a ter importância.” Ler artigo completo
  10. Siscomex (robô)

    [EXAME] Túmulo de Karl Marx em Londres é vandalizado novamente

    O túmulo do filósofo alemão Karl Marx (1818-1883), no cemitério de Highgate, no norte de Londres, foi vandalizado pela segunda vez em duas semanas, anunciou neste sábado pelo Twitter a associação de gere o local. Os vândalos escreveram “Memorial do holocausto bolchevique – 1917-1953 – 66.000.000 mortos” com tinta vermelha no monumento, bem como “Arquiteto do genocídio – terror e opressão – assassino em massa”. A data de 1917 se refere à Revolução russa e a de 1953 à morte de Stálin. A parte mais antiga e frágil do monumento, uma placa de mármore com os nomes das pessoas enterradas ali, foi quebrada, aparentemente atingida por um instrumento metálico contundente, como já tinha acontecido em 4 de fevereiro. “Os vândalos voltaram ao memorial de Marx no cemitério de Highgate”, escreveram na rede social os gestores da conta @HighgateCemeter. “Insensato. Estúpido. Ignorante. Pense o que quiser sobre o legado de Marx, mas não é esta a forma de impor seu ponto de vista”, acrescentaram, ao lado de fotos mostrando os danos ao monumento. O autor de “O Capital” é um dos moradores mais conhecidos do cemitério de Highgate. Karl Marx se mudou para Londres em 1849 e morou na capital britânica até sua morte, em 1883. Ler artigo completo
  11. O secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebianno, não aceitou um convite feito pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir o comando de uma estatal, afirma reportagem do jornal O Globo. A medida teria sido sugerida em reunião com Jair Bolsonaro como forma de apaziguar situação de crise gerada no governo após denúncias de que Bebianno participou de esquema de candidaturas “laranjas” no PSL durante as eleições. A permanência do secretário foi negociada pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzonni, mas o presidente não aceitou e quis rebaixar Bebianno de cargo, que não aceitou a proposta. O assunto continua a ser discutido no fim de semana, afirma reportagem. O Planalto não deu informações sobre o status do auxiliar. Bebianno participou de reunião com Onyx e o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno nesta sexta-feira (15) e, só no final, ficou a sós com o presidente. Envolvido nas denúncias, o secretário entrou em um processo de fritura no governo no início desta semana, começado por Carlos, mas reforçado pelo pai. Veja também BRASILMaia: postergar solução de crise do governo pode atrapalhar Previdência15 fev 2019 - 15h02 BRASILMilitares e Maia agem para segurar Bebianno no governo de Bolsonaro15 fev 2019 - 10h02 Em entrevista ao Globo, na terça-feira, para mostrar que não havia crise no governo por conta das denúncias, Bebianno afirmou que havia conversado três vezes com Bolsonaro. No dia seguinte, Carlos usou sua conta no Twitter para negar as conversas e chamou Bebianno de mentiroso. Na quinta-feira, o ministro disse a um parlamentar da base aliada se sentir injustiçado. Segundo essa fonte, que preferiu falar sob anonimato, o ministro estava convicto de que não tinha motivos para deixar o cargo, uma vez que, a seu juízo, não haveria o que responder por recursos usados por candidatos a deputado nos Estados na época em que cuidava exclusivamente, como presidente do partido, da campanha do presidente. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), alertou para o risco de o caso contaminar as discussões sobre a reforma da Previdência e defendeu a permanência de Bebianno no governo. Os militares também entraram em campo para tentar amenizar a crise. Porta-voz do grupo, o vice-presidente, em entrevista à Reuters, afirmou que agora, recuperado, Bolsonaro precisaria dar um “ordem unida na rapaziada” –ou seja, nos três filhos, Flávio, Eduardo e Carlos. “O que ocorre é que compete ao presidente chamar os filhos e dizer: ‘olha, fulano atua no Senado, sicrano na Câmara dos Deputados e o outro na Câmara de Vereadores. Façam lá esse trabalho de apoio às ideias do governo'”, disse o vice-presidente, ecoando a posição dos ministros militares. Ler artigo completo
  12. Circulam no WhatsApp mensagens de alerta sobre um suposto ataque do Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo, por retaliação contra a transferência de presídio do principal líder da facção, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) e o governador João Doria negaram a autenticidade do “salve geral”. O texto que está sendo compartilhado no aplicativo avisa de um “toque de recolher” às 21h deste sábado, 16, e faz ameaças de “guerra”. Também circulam pelo aplicativo áudios que citam integrantes da força policial. Leitores enviaram os conteúdos enganosos ao WhatsApp do Estadão Verifica, (11) 99263-7900. A SSP emitiu nota afirmando que não há nenhum indício que comprove a iminência de ataques de organizações criminosas “contra o poder público ou seus agentes, em especial os integrantes das forças de segurança pública, como forma de retaliação a serem praticadas por indivíduos ligados aos presos recém transferidos.” A pasta também garantiu que as medidas adotadas pelo Comando da Polícia Militar que orientam o efetivo sobre reforços ou ações de ordem operacional são preventivas e “objetivam potencializar a sensação de segurança na sociedade.” Em coletiva nesta sexta-feira, 15, o governador Doria disse que as gravações de alerta já haviam sido identificadas pelo Estado e seriam de autoria de criminosos. “Quero deixar muito claro: fake news. Temos um monitoramento da Polícia Militar, da Polícia Civil. São notícias falsas. Ontem (quinta-feira, 14), no Conselho de Segurança Pública, esses áudios já tinham sido identificados por nós. São improcedentes. Não há nenhum movimento”, afirmou Doria. Marcola e mais 21 integrantes da cúpula do PCC foram transferidos da penitenciária de Presidente Venceslau (SP) para presídios federais em Mossoró (RN), Brasília e Porto Velho (RO) nesta semana. Com a movimentação, os comandos da Polícia Militar e da Polícia Civil colocaram em alerta 100 mil agentes nesta quarta-feira, 13. Um decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro autorizou o reforço de segurança das Forças Armadas nas cidades para as quais os criminosos foram enviados. Ler artigo completo
  13. Washington – O governo dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira o envio de mais ajuda humanitária à cidade colombiana de Cúcuta, na fronteira com a Venezuela, em resposta ao pedido do líder opositor Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente em exercício no último mês de janeiro. “No dia 16 de fevereiro, o Departamento de Estado, a USAID (agência para o desenvolvimento internacional) e o Departamento de Defesa, em um esforço cooperativo, entregarão ajuda pronta para sua distribuição dentro da Venezuela em Cúcuta, na Colômbia”, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Robert Palladino. Fontes diplomáticas que pediram para não serem identificadas confirmaram à Agência Efe que já há “aviões militares americanos” a caminho da Venezuela com ajuda humanitária. Consultado pela Efe, o Departamento de Defesa recusou pronunciar-se sobre este ponto, mas confirmou que Washington já transportou ajuda humanitária à região há dias. Veja também MUNDOMaduro chama ajuda humanitária de “migalhas de comida podre”15 fev 2019 - 18h02 “Os EUA posicionaram provisões de socorro – incluindo alimentos, pacotes de higiene e provisões médicas – na Colômbia na semana passada e seguirá coordenando-se com o presidente Guaidó e sua equipe de espetas, governos na região e parceiros humanitários para mobilizar ajuda para o povo da Venezuela”, afirmou em comunicado o tenente-coronel Jamie Davis, porta-voz do Pentágono. Palladino, por sua vez, declarou que um voo com ajuda, sobre a qual não ofereceu detalhes, partirá de Miami neste sábado. Em Cúcuta, funcionários de USAID e do Departamento de Estado, assim como responsáveis colombianos e representantes de Guaidó, “receberão as provisões para aumentar a ajuda já pré-posicionada no primeiro centro de ajuda humanitária internacional do presidente Interino venezuelano”, disse o porta-voz. “Esta resposta de várias agências do governo (americano) é uma das demonstrações do compromisso dos EUA com o povo da Venezuela”, indicou Palladino, que destacou que, em coordenação com o Executivo colombiano e os representantes de Guaidó, a assistência “tratará as maiores necessidades das populações (venezuelanas) mais vulneráveis”. Palladino ressaltou que “esta missão humanitária destaca o compromisso firme dos Estados Unidos e sua disposição para responder à crise política, econômica e humanitária criada por um homem”, em referência ao presidente Nicolás Maduro. Além disso, o diretor da USAID, Mark Green, viajou nesta sexta-feira à Colômbia, onde permanecerá até segunda-feira para “visitar o armazém” onde está estocada a ajuda humanitária americana na fronteira com a Venezuela, além de reunir-se com o pessoal da sua agência no terreno, informou o seu escritório em comunicado. No último dia 23 de janeiro, o líder opositor venezuelano Juan Guaidó invocou artigos da Constituição venezuelana para reivindicar que, como líder do parlamento, podia declarar-se presidente em exercício por considerar “ilegítima” a posse de Maduro. Guaidó fixou o próximo dia 23 de fevereiro como prazo para a entrada na Venezuela da ajuda humanitária internacional. Ler artigo completo
  14. São Paulo – A Eletrobras confirmou a decisão favorável do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) à venda do controle da Amazona Energia para o Consórcio Oliveira Energia (ATEM). A estatal ressalta que ainda há um prazo de 15 dias para que sejam pedidos recursos sobre a decisão, e portanto somente depois disso ela se tornará definitiva. A partir daí, a Eletrobras divulgará uma atualização do cronograma para a privatização da Amazonas. Veja também MERCADOSEletrobras seleciona bancos para debêntures de R$ 4 bilhões14 fev 2019 - 14h02 Em outro comunicado, a Eletrobras informa a eleição de Elvira Baracuhy Cavalcanti como diretor Financeira e de Relações com Investidores. Ela faz parte do conselho de administração da estatal eleita pelos acionistas minoritários titulares de ações preferenciais, e também faz parte do Comitê de Auditoria e Riscos Estatutário, cargos que ela deixará para assumir a diretoria. A posse ocorrerá em até 30 dias. Ler artigo completo
  15. Brasília – Por unanimidade, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter uma decisão do ministro Gilmar Mendes e negou recurso para conceder habeas corpus coletivo a condenados em segunda instância. O julgamento, ocorrido no plenário virtual da Segunda Turma, foi concluído nesta sexta-feira, 15. O habeas corpus coletivo, impetrado por um grupo de advogados do Ceará em março do ano passado, afirmava que a então presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, estava sendo omissa ao não pautar para o plenário do tribunal o julgamento das ações que tratam da prisão antes do esgotamento de todos os recursos. Os integrantes da Associação dos Advogados do Estado do Ceará (AACE) utilizavam como argumento uma decisão da Segunda Turma do STF que permitiu a possibilidade de grávidas e mães passarem para a prisão domiciliar. À época, Gilmar Mendes entendeu que “seria temerária a concessão” do habeas corpus coletivo, “um vez que geraria uma potencial quebra de normalidade institucional”. Além disso, o ministro – que já se posicionou reiteradas vezes contra a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância – apontou que o pedido era “genérico”, sendo necessário analisar a questão em cada caso concreto. O julgamento do mérito das ações sobre a execução antecipada de pena foi marcado pelo presidente do STF, ministro Dias Toffoli, para o dia 10 de abril. Ler artigo completo
×