O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Miguel Jorge, estará em Cuba, nos dias 8 e 9 de julho, chefiando missão oficial com o objetivo de buscar o incremento do comércio bilateral e dos investimentos brasileiros no país. A missão é organizada pelo MDIC e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). Participam da delegação representantes de 14 empresas dos setores de energia, construção, alimentação, siderurgia e medicamentos e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).
Nos dois dias em que estará no país, nas cidades de Havana, Muriel e Baracoa, Miguel Jorge participará de encontros empresariais e de reuniões com autoridades do governo cubano. Estão previstos encontros com os ministros de Comércio Exterior e Investimentos Estrangeiros, Rodrigo Malmiera; Indústria Básica, Yadira García; Indústria Alimentícia, María del Carmen Concepción González; Aço e Metalurgia, Salvador Pardo Cruz; da Informática e das Comunicações, Ramiro Valdés; e da Agricultura, Ulises Rosales.
A programação ainda inclui reuniões com o vice-presidente do Conselho de Ministros, Ricardo Cabrisas Ruiz, e os presidentes do Banco Central, Ernesto Medina, e do Banco Nacional de Cuba, Irma Martínez.
Comércio bilateral
A corrente de comércio entre Brasil e Cuba atingiu US$ 131 milhões no primeiro semestre deste ano, valor 46,7% inferior ao registrado no mesmo período de 2008, quando foi de US$ 245,6 milhões. O saldo comercial foi favorável ao Brasil, contabilizando US$ 97,8 milhões, valor inferior ao registrado nos seis primeiros meses do ano anterior, US$ 225,6 milhões.
No acumulado janeiro-junho de 2009, as exportações brasileiras para Cuba somaram US$ 114,4 milhões, o que representou queda de 51,4% sobre o mesmo período de 2008, quando as vendas externas para o país totalizaram US$ 235,6 milhões. A participação das exportações para o mercado cubano em relação ao total exportado pelo Brasil foi de 0,2% e o país ocupou a 64ª posição entre os mercados compradores de produtos brasileiros, contra a 52ª posição ocupada no primeiro semestre do ano passado. No período janeiro-junho de 2009, a pauta de exportação brasileira para Cuba foi constituída por 72,9% de bens industrializados e 27,1% de produtos básicos.
As importações brasileiras provenientes de Cuba, no primeiro semestre deste ano, ampliaram-se em 66%, ao passarem de US$ 10 milhões para US$ 16,6 milhões. Cuba ocupou a 75ª posição entre os mercados fornecedores de produtos ao Brasil, quinze abaixo da registrada no mesmo período de 2008, quando ocupou a 90ª. Na importação, os itens que compõem a pauta restringem-se praticamente a produtos industrializados (99,6%), representados exclusivamente por bens manufaturados.
Segundo levantamento da Secretaria de Comércio Exterior do MDIC, os produtos nacionais com mais potencial de exportação para Cuba são óleos combustíveis; leite e derivados; carnes; aparelhos de telecomunicação; artigos de plástico; preparações vegetais; veículos automotores autopeças; calçados; fertilizantes; produtos químicos e aparelhos de aquecimento e refrigeração, dentre outros.
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