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Pagamentos em R$ / SML


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3 replies to this topic

#1 Laélio Jr.

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Postou 18 agosto 2009 - 09:08

Colegas,

Alguém está operando com pgto em R$, especialmente nas importações da Argentina via SML?

Outro ponto: nas exportações alguém de vocês vem operando conforme a Resolução Bacen CMN 3.719/09, que permite o recebimento das divisas em R$ independente da moeda que consta na documentação? Isso parece muito interessante para as exportações especialmente neste momento de real se fortalecendo, mas talvez não seja viável comercialmente por falta de R$ para fechto câmbio no país do importador, ou mesmo pelo cliente não aceitar pagar o correspondente em R$ pois desembolsaria mais USD.

Aguardo comentários e pontos de vista.

Atenciosamente,
Laélio

#2 Fernando M.

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Postou 18 agosto 2009 - 23:33

Laélio, assim que o SML entrou em operação, fui a uma palestra da FIERGS sobre este meio de pagamento, onde estavam presentes um representante do BCB, uma representante do Banco Central da Argentina, entre outros.

A impressão que eu e outros presentes ficamos, foi de que o SML foi implementado como uma meta de uma inovação a ser feita, porém sem ouvir quem iria utilizar. Os dois representantes dos dos Bancos Centrais deixaram claro que: o método de pagamento foi criado, fica agora para os importadores, exportadores e instituições financeiras decidirem se irão utilizar ou não.

Incrível! Mas foi exatamente isso o que eles disseram. Ninguém ouviu importadores, exportadores e instituições financeiras para analisar se o SML é viável, se há interesse, quais as medidas necessárias para operar. Enfim, jogaram o SML na mesa e quem quiser, que pegue.

Eu, pessoalmente ainda não consegui ver a vantagem do SML, já que temos dois pontos-de-vista (exportador e importador). Veja meu exemplo abaixo, onde um importador brasileiro compra de um exportador argentino, acertando a venda em REAIS.

  • Importador
    O importador compra em reais, com uma condição de pagamento em 30 dias. Este tem a vantagem de saber no momento da compra, quanto pagará em reais, após os 30 dias fechados. Chegando no trigésimo dia, entra em contato com seu banco brasileiro e solicita que seja realizado o pagamento em reais, tendo debitado de sua conta o valor exato da compra realizada 30 dias antes.

  • Exportador
    O exportador ao receber o pagamento, como é de nosso conhecimento, não pode tomar posse dos reais na Argentina. Portanto, terá obrigatoriamente que fechar câmbio deste valor. Ah! Mas na terminologia do SML não há fechamento de câmbio e sim a conversão da moeda (me engana! :( ). A taxa para esta conversão deverá ser negociada entre o exportador e seu banco, onde como declarado na palestra que fui, haverá spread já que nenhum banco trabalha de graça.

A taxa SML publicada no site do Banco Central do Brasil é apenas o histórico do fechamento do dia (publicada somente após o fechamento do mercado na Argentina, inclusive), portanto atrasada. Como os dois bancos trabalham com paridade de sua moeda local frente ao dólar americano, não há equivalência REAL/PESO. Com isto, sabemos que os bancos passarão as moedas de REAL -> US$ -> PESO e vice-versa.

Portanto, amigo, lhe pergunto: qual a vantagem do SML se apenas UMA parte sairá beneficiada?


Quanto à resolução mencionada, não tenho conhecimento. Teria como colocar alguma referência para analisarmos?


Fernando M.

-- "Existem 10 tipos de pessoas no mundo: as que entendem binário e as que não entendem."

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#3 Cacá

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Postou 19 agosto 2009 - 12:01

Ver postFernando, em 18 agosto 2009 - 23:33, disse:

Laélio, assim que o SML entrou em operação, fui a uma palestra da FIERGS sobre este meio de pagamento, onde estavam presentes um representante do BCB, uma representante do Banco Central da Argentina, entre outros.

A impressão que eu e outros presentes ficamos, foi de que o SML foi implementado como uma meta de uma inovação a ser feita, porém sem ouvir quem iria utilizar. Os dois representantes dos dos Bancos Centrais deixaram claro que: o método de pagamento foi criado, fica agora para os importadores, exportadores e instituições financeiras decidirem se irão utilizar ou não.

Incrível! Mas foi exatamente isso o que eles disseram. Ninguém ouviu importadores, exportadores e instituições financeiras para analisar se o SML é viável, se há interesse, quais as medidas necessárias para operar. Enfim, jogaram o SML na mesa e quem quiser, que pegue.

Eu, pessoalmente ainda não consegui ver a vantagem do SML, já que temos dois pontos-de-vista (exportador e importador). Veja meu exemplo abaixo, onde um importador brasileiro compra de um exportador argentino, acertando a venda em REAIS.

  • Importador
    O importador compra em reais, com uma condição de pagamento em 30 dias. Este tem a vantagem de saber no momento da compra, quanto pagará em reais, após os 30 dias fechados. Chegando no trigésimo dia, entra em contato com seu banco brasileiro e solicita que seja realizado o pagamento em reais, tendo debitado de sua conta o valor exato da compra realizada 30 dias antes.
  • Exportador
    O exportador ao receber o pagamento, como é de nosso conhecimento, não pode tomar posse dos reais na Argentina. Portanto, terá obrigatoriamente que fechar câmbio deste valor. Ah! Mas na terminologia do SML não há fechamento de câmbio e sim a conversão da moeda (me engana! :( ). A taxa para esta conversão deverá ser negociada entre o exportador e seu banco, onde como declarado na palestra que fui, haverá spread já que nenhum banco trabalha de graça.

A taxa SML publicada no site do Banco Central do Brasil é apenas o histórico do fechamento do dia (publicada somente após o fechamento do mercado na Argentina, inclusive), portanto atrasada. Como os dois bancos trabalham com paridade de sua moeda local frente ao dólar americano, não há equivalência REAL/PESO. Com isto, sabemos que os bancos passarão as moedas de REAL -> US$ -> PESO e vice-versa.

Portanto, amigo, lhe pergunto: qual a vantagem do SML se apenas UMA parte sairá beneficiada?


Quanto à resolução mencionada, não tenho conhecimento. Teria como colocar alguma referência para analisarmos?


Fernando

Perfeita a sua análise, mais ainda se tratando de mercosul (Argentinos como sabemos, nunca querem perder nada) isso é bem coisa do nosso desgoverno.
Abraço
Carlos Santos

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#4 Fernando M.

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Postou 26 agosto 2009 - 09:55

Viram esta notícia?

-- update --
Mais uma notícia relacionada ao assunto:
Argentina quer dólares, e não reais, do Brasil
http://comexgui.word...eais-do-brasil/

Este post foi editado por Fernando: 26 agosto 2009 - 11:58
adicionar notícia



Fernando M.

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