Mercosul (Mercado Comun do Sul)
Foi criado em 1991 com a assinatura do Tratado de Assunção no Paraguai, pelos governos do Paraguai, Uruguai,Argentina e Brasil. Com objetivo de criar um mercado comun, estabelendo relações comercias privilegiadas entre si e atuar de forma conjunta no mercado internacional.
A principal estratégia dos blocos econômicos é a eliminação, total ou parcial, das alíquotas de importação, com o objetivo de criar zonas de livre comércio, ou seja, ter mais acesso a mercados não tardando assim, o processo generalizado de integração da América do Sul.
Mas nem tudo foram flores para o Bloco. É consensual entre os analistas e estudiosos do assunto, que a economia dos países da América Latina é extremamente dependente das economias dos paises chamados de primeiro mundo, ou seja, uma crise internacional era motivo mais que suficiente para uma desarticulação do bloco. Drummond (2002, p. 88) “argumenta que uma crise financeira que teve seu epicentro em 1997 nos países da Ásia, levaria a “maxidesvalorização” do Real em 1999, causando crescente desequilíbrio no Mercosul”.
Alguns economistas também afirmam que os ganhos em volume de comércio registrados desde a criação do Mercosul são ilusórios, porque produtos que um parceiro compra do outro muitas vezes poderiam ser adquiridos em condições mais vantajosas de países que não fazem parte do bloco.
Mas analistas ouvidos pela BBC Brasil acreditam que, apesar da crise econômica enfrentada pelos países do Mercosul, o bloco econômico é ainda a melhor saída para aumentar as exportações dos países-membros (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, além dos "sócios" Chile e Bolívia).
Embaixador Luiz Felipe Lampreia (2002, p. 205): Mercosul: ainda um projeto viável. Diz Lampreia que:
“O futuro do Mercosul vai depender das decisões políticas que tomem seus membros. É preciso que os governos decidam se querem efetivamente ter um Mercosul relevante, que promova uma crescente compatibilidade macroeconômica e uma efetiva integração comercial entre seus membros. Para tal, precisarão identificar os custos econômicos e políticos que estão dispostos a pagar para que isso ocorra. Em especial, deverão avaliar o grau de abdicação de soberania que lhe parece tolerável. Creio que o Brasil não deve aceitar o conceito de autoridade supranacional nos moldes da Comissão Européia, nem a idéia de que possa haver uma subordinação do sistema judiciário nacional a uma instância do Mercosul. Mas haverá certamente possibilidade de avaliar níveis intermediários, como a criação de um secretariado técnico capaz de realizar estudos e projetos para a consideração dos governos, que represente um avanço no sentido da maior institucionalização do Mercosul”.
Fontes: BBC brasil
Cenário Internacional periodico
Mercosul. Isso funciona?
Iniciado por Lia, Set 10 2009 12:52
8 replies to this topic
#2
Postou 10 setembro 2009 - 13:38
Lia, realmente o bloco parece estar quem xeque.
Se os governos dos países integrantes não tomarem medidas para reativar o bloco e torná-lo vantajoso, vai acabar enfraquecendo mais ainda. Em algum momento um dos países-membros verá alguma desvantagem, sendo assim decretado o fracasso total do Mercosul.
Torço para que isso não aconteça, mas a cada semana vemos mais e mais notícias desanimadoras em relação ao Mercosul. A Argentina, por exemplo, hoje aplica barreiras contra a cutelaria brasileira. Um processo de importação leva de 6 a 8 meses para ser autorizado o seu embarque. O Brasil, em contrapartida, passa a mão na cabeça de todos e convida a Venezuela a participar.
O Chávez, há muito desejando entrar no Mercosul, ao sentar e conversar sobre sua entrada, já não tem tanta certeza se terá vantagens. Se a Venezuela não está vendo vantagens em ser membro integrante do bloco, o que nos resta?
Se os governos dos países integrantes não tomarem medidas para reativar o bloco e torná-lo vantajoso, vai acabar enfraquecendo mais ainda. Em algum momento um dos países-membros verá alguma desvantagem, sendo assim decretado o fracasso total do Mercosul.
Torço para que isso não aconteça, mas a cada semana vemos mais e mais notícias desanimadoras em relação ao Mercosul. A Argentina, por exemplo, hoje aplica barreiras contra a cutelaria brasileira. Um processo de importação leva de 6 a 8 meses para ser autorizado o seu embarque. O Brasil, em contrapartida, passa a mão na cabeça de todos e convida a Venezuela a participar.
O Chávez, há muito desejando entrar no Mercosul, ao sentar e conversar sobre sua entrada, já não tem tanta certeza se terá vantagens. Se a Venezuela não está vendo vantagens em ser membro integrante do bloco, o que nos resta?
Fernando M.
-- "Existem 10 tipos de pessoas no mundo: as que entendem binário e as que não entendem."
-- "Qualquer idéia boa que precise ser realizada imediatamente, acredite, não é uma idéia boa."
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#3
Postou 10 setembro 2009 - 13:46
Na realidade o que deveria ser facilitado entre os menbros acaba sendo um problema.
O Mercosul desde o começo me parece existir somente no papel. Aqui no sul temos a conciencia do que é o Mercosul, e os outros estados a cima de são paulo, nem sabem da existencia desse tal Mercosul. E em relação ao Chavez será ele não seria mais um problema dentro do bloco?
O Mercosul desde o começo me parece existir somente no papel. Aqui no sul temos a conciencia do que é o Mercosul, e os outros estados a cima de são paulo, nem sabem da existencia desse tal Mercosul. E em relação ao Chavez será ele não seria mais um problema dentro do bloco?
#4
Postou 10 setembro 2009 - 14:04
Onde o Chávez não é problema? hehehe 
Eu até quero ver o tal do documentário que fizeram sobre ele, quase santificando-o. Devo ter uma impressão muito errada de quem ele é, se acharam tantos motivos bons sobre o "anjinho".
Eu até quero ver o tal do documentário que fizeram sobre ele, quase santificando-o. Devo ter uma impressão muito errada de quem ele é, se acharam tantos motivos bons sobre o "anjinho".
Fernando M.
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#5
Postou 11 setembro 2009 - 08:57
Você e muitas outras pessoas né...
Achei uma matéria na internet no blog, do O estado de S.Paulo que traz uma breve visão historica sobre Chavez, da uma olhada:
No país de Hugo Chávez
por Paulo Moreira Leite, Seção: brasil 10:40:49.
Popular, com muito dinheiro no bolso, Hugo Chávez é o senhor da situação na Venezuela. Ele fez um juramento em nome de “patria, socialismo ou morte” e tem repetido a frase em outras oportunidades. Num mundo de políticos cheios de segundas e terceiras intenções, Chávez tem aquela esperteza de sempre dizer o que pensa. Não se adapta ao interlocutor, por mais poderoso que seja, nem ao ambiente, por mais que lhe seja hostil. Estive duas vezes com o presidente da Venezuela, em 1999 e 2001. Foram conversas longas, que se transformaram em entrevistas. Obviamente ele não disse tudo o que pensa. Mas não fugiu de perguntas e nunca disse alguma frase que pudesse prejudicá-lo desnecessariamente.
Por mais que muitos intelectuais aliados digam que seu boliviarianismo se transformou em socialismo, eu acho que ele sempre soube o que pretendia e qual era seu projeto. Participou de estudos marxistas já na adolescência. É um militar que se preparou durante anos para a tomada do poder, numa atividade permanente, regular e clandestina. A ótima biografia “Chávez sem Uniforme” mostra que ele nunca deixou de conspirar. Quando considerou que sua hora havia chegado, tentou um golpe de Estado. Depois, a via eleitoral. Não esconde que adora o poder e irá conservá-lo enquanto achar que é possível. Não tem pudores de usar o petróleo em benefício de suas idéias nem acha que isso seja errado.
Se a legislação permite não renovar o registro de uma emissora, a RCTV, que não dá trégua ao governo em nenhum minuto do noticiário, Chávez não perderá esta ooportunidade. É justo informar ao público que o noticiário da RCTV, as entrevistas que realiza e o tom de seus comentários envolvem um grau de liberdade e mesmo agressividade que nunca se viu, por exemplo, nas emissoras brasileiras, em qualquer época, para criticar qualquer governo. A Constituição garante a liberdade de expressão como um direito universal e eu acho que não cabe a nenhum governo dirigir o conteúdo de qualquer emissora, até porque as concessões não foram criadas para serem manipuladas politicamente.
Construindo seu governo em sintonia fina com os acontecimentos, Chávez não abre mão de um milímetro de seu poder e é implacável para tirar proveito dos erros de uma oposição de baixíssima octanagem democrática. Se os adversários boicotaram as eleições legislativas e lhe entregaram 100% dos votos no parlamento até 2010, o problema não é do governo – que mudará o nome do país, já fez nova bandeira e pretende reformar a própria Constituição que havia refeito. O risco, obviamente, é aprovar na Assembléia Nacional uma legislação fora da realidade. O ano de 2007 teve início com propostas de mudança no regime de trabalho. O Partido Comunista fala em criar um regime de “controle operário” nas empresas. O Ministério do Trabalho tem discutido idéias semelhantes. Na prática, significa entregar a direção de empresas privadas aos assalariados. Não imagino de que forma as grandes multinacionais instaladas no país poderiam conviver com esse regime, que muda a natureza do negócio – em vez de atuar para os acionistas, passariam a cumprir, prioritariamente, planejamento dos empregados.
Chávez é um caso talvez único no mundo de quem anuncia uma revolução com muito dinheiro no bolso. Depois de subir regularmente nos últimos anos, o petróleo venezuelano caiu de U$ 63 para U$ 46 de agosto para cá. Embora alguns adversários digam que Chávez seria incapaz de fazer gastos de acordo com as receitas mesmo que o barril chegasse a U$ 100, acredita-se que o conjunto de sua política econômica entraria em risco se caisse para menos de U$ 36. Não se imagina que isso possa ocorrer – até onde a vista alcança. Nessa situação, poderá pagar as contas, investir, distribuir riqueza e estimular o consumo – num nível gigantesco e inédito, onde troca-se petróleo por automóveis, roupas de grife e bens de natureza de diversa, como se vê no comércio de Caracas.
O risco de seu governo não é a economia, mas a política – que pode criar um ambiente tão hostil aos negócios que acabe destruindo uma prosperidade de causar inveja em qualquer pessoa que visita o país.
(Leia mais sobre esse assunto em reportagem que escrevi na edição de hoje de o Estado de S.Paulo: http://txt.estado.co...070114.28.1.xml
Achei uma matéria na internet no blog, do O estado de S.Paulo que traz uma breve visão historica sobre Chavez, da uma olhada:
No país de Hugo Chávez
por Paulo Moreira Leite, Seção: brasil 10:40:49.
Popular, com muito dinheiro no bolso, Hugo Chávez é o senhor da situação na Venezuela. Ele fez um juramento em nome de “patria, socialismo ou morte” e tem repetido a frase em outras oportunidades. Num mundo de políticos cheios de segundas e terceiras intenções, Chávez tem aquela esperteza de sempre dizer o que pensa. Não se adapta ao interlocutor, por mais poderoso que seja, nem ao ambiente, por mais que lhe seja hostil. Estive duas vezes com o presidente da Venezuela, em 1999 e 2001. Foram conversas longas, que se transformaram em entrevistas. Obviamente ele não disse tudo o que pensa. Mas não fugiu de perguntas e nunca disse alguma frase que pudesse prejudicá-lo desnecessariamente.
Por mais que muitos intelectuais aliados digam que seu boliviarianismo se transformou em socialismo, eu acho que ele sempre soube o que pretendia e qual era seu projeto. Participou de estudos marxistas já na adolescência. É um militar que se preparou durante anos para a tomada do poder, numa atividade permanente, regular e clandestina. A ótima biografia “Chávez sem Uniforme” mostra que ele nunca deixou de conspirar. Quando considerou que sua hora havia chegado, tentou um golpe de Estado. Depois, a via eleitoral. Não esconde que adora o poder e irá conservá-lo enquanto achar que é possível. Não tem pudores de usar o petróleo em benefício de suas idéias nem acha que isso seja errado.
Se a legislação permite não renovar o registro de uma emissora, a RCTV, que não dá trégua ao governo em nenhum minuto do noticiário, Chávez não perderá esta ooportunidade. É justo informar ao público que o noticiário da RCTV, as entrevistas que realiza e o tom de seus comentários envolvem um grau de liberdade e mesmo agressividade que nunca se viu, por exemplo, nas emissoras brasileiras, em qualquer época, para criticar qualquer governo. A Constituição garante a liberdade de expressão como um direito universal e eu acho que não cabe a nenhum governo dirigir o conteúdo de qualquer emissora, até porque as concessões não foram criadas para serem manipuladas politicamente.
Construindo seu governo em sintonia fina com os acontecimentos, Chávez não abre mão de um milímetro de seu poder e é implacável para tirar proveito dos erros de uma oposição de baixíssima octanagem democrática. Se os adversários boicotaram as eleições legislativas e lhe entregaram 100% dos votos no parlamento até 2010, o problema não é do governo – que mudará o nome do país, já fez nova bandeira e pretende reformar a própria Constituição que havia refeito. O risco, obviamente, é aprovar na Assembléia Nacional uma legislação fora da realidade. O ano de 2007 teve início com propostas de mudança no regime de trabalho. O Partido Comunista fala em criar um regime de “controle operário” nas empresas. O Ministério do Trabalho tem discutido idéias semelhantes. Na prática, significa entregar a direção de empresas privadas aos assalariados. Não imagino de que forma as grandes multinacionais instaladas no país poderiam conviver com esse regime, que muda a natureza do negócio – em vez de atuar para os acionistas, passariam a cumprir, prioritariamente, planejamento dos empregados.
Chávez é um caso talvez único no mundo de quem anuncia uma revolução com muito dinheiro no bolso. Depois de subir regularmente nos últimos anos, o petróleo venezuelano caiu de U$ 63 para U$ 46 de agosto para cá. Embora alguns adversários digam que Chávez seria incapaz de fazer gastos de acordo com as receitas mesmo que o barril chegasse a U$ 100, acredita-se que o conjunto de sua política econômica entraria em risco se caisse para menos de U$ 36. Não se imagina que isso possa ocorrer – até onde a vista alcança. Nessa situação, poderá pagar as contas, investir, distribuir riqueza e estimular o consumo – num nível gigantesco e inédito, onde troca-se petróleo por automóveis, roupas de grife e bens de natureza de diversa, como se vê no comércio de Caracas.
O risco de seu governo não é a economia, mas a política – que pode criar um ambiente tão hostil aos negócios que acabe destruindo uma prosperidade de causar inveja em qualquer pessoa que visita o país.
(Leia mais sobre esse assunto em reportagem que escrevi na edição de hoje de o Estado de S.Paulo: http://txt.estado.co...070114.28.1.xml
#6
Postou 11 setembro 2009 - 10:03
Lia, esse artigo deixa ainda mais claro o desejo autoritarista do Chávez.
Tomara que ele não quebre o próprio país, pois quando acabarem seus petro-dólares, não haverá mais o que fazer por lá.
Tomara que ele não quebre o próprio país, pois quando acabarem seus petro-dólares, não haverá mais o que fazer por lá.
Fernando M.
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#7
Postou 15 setembro 2009 - 16:13
O Chávez disse essa semana que a instalação de 7 bases dos USA na Colômbia é uma declaração de guerra à revolução bolivariana. Por esse motivo fez uma compra bilionária de equipamentos militares russos, tais como tanques e mísseis anti-aéreos.
O Brasil fechou uma compra bilionária de equipamentos militares franceses na semana passada.
Haveria alguma relação Chávez/Lula nesse armamento conjunto?
O Brasil fechou uma compra bilionária de equipamentos militares franceses na semana passada.
Haveria alguma relação Chávez/Lula nesse armamento conjunto?
Fernando M.
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#8
Postou 16 setembro 2009 - 12:16
"Brasil arma-se por causa do petróleo que descobriu"
por SÉRGIO BARRETO MOTTA,, 13 Setembro 2009
O ministro brasileiro dos Negócios Estrangeiros, Celso Amorim, negou ao DN que a recente compra de armamento pelo Brasil seja o início de uma corrida às armas na região, numa altura em que o Presidente venezuelano, Hugo Chávez, acaba de adquirir material bélico à Rússia. O Brasil vai comprar cinco submarinos Scorpene, 30 helicópteros Eurocpter e 36 aviões. Os submarinos e helicópteros, sabe-se já, serão franceses. No caso dos aviões, tanto suecos como americanos, com os modelos Gripping e Boeing F-18, ainda estão na corrida, embora o Presidente Lula da Silva tenha já admitido haver mais hipóteses de importação do modelo Rafale, também de França. O valor total das compras é de 10,8 mil milhões de euros.
"O Brasil é um país que gasta uma baixa percentagem do seu orçamento com armas. A presente modernização visa apenas melhorar a nossa defesa. Não vou dizer que se deve só ao petróleo, mas a verdade é que o Brasil recentemente descobriu muito petróleo no mar e já houve muitas guerras por causa do petróleo, um produto que atrai a cobiça externa. É uma medida de prudência renovar os nossos equipamentos de defesa. Afinal nada impede que, um dia, alguma potência apresente uma tese esdrúxula em relação ao nosso óleo no mar", disse Celso Amorim ao DN.
Em relação ao pacto da União Europeia com o Mercosul - associação de países que une Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina -, o titular da política externa brasileira afirmou que persistem divergências no dossiê agrícola e, portanto, não se espera a assinatura de um acordo a curto prazo. Sobre a polémica concessão de território da Colômbia para a instalação de bases militares americanas, franziu o sobrolho: "Qualquer base de um país que domina tecnologia nuclear, como EUA, Rússia ou China, na América do Sul, preocuparia os países vizinhos. Sobre isso não há dúvida."
Sobre as informações de que o Presidente venezuelano, Hugo Chávez, teria ajudado as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), Celso Amorim recusou fazer comentários.
De acordo com o ministro, o Brasil, sob o mandato de Lula da Silva, rompeu uma velha tradição de fazer uma diplomacia "submissa a Washington".
"Temos boas relações com os americanos, mas dialogamos com todo o mundo, tanto em comércio como em política", frisou o ministro brasileiro dos Negócios Estrangeiros, lembrando que, em breve, Lula da Silva deverá receber em Brasília o Presidente do Irão, Mahmoud Ahmadinejad.
Na sua perspectiva, os americanos não podem criticar o Brasil, pois também eles dialogam com Teerão.
E concluiu: "Os portugueses legaram-nos um país grande, ri- co e com unidade linguística. Agora é a hora de não mais abdicarmos da nossa grandeza no cená- rio internacional. Com o Presidente Lula, o Brasil ganhou notoriedade e pôde exercer sua independência."
Fontes:DN Globo
por SÉRGIO BARRETO MOTTA,, 13 Setembro 2009
O ministro brasileiro dos Negócios Estrangeiros, Celso Amorim, negou ao DN que a recente compra de armamento pelo Brasil seja o início de uma corrida às armas na região, numa altura em que o Presidente venezuelano, Hugo Chávez, acaba de adquirir material bélico à Rússia. O Brasil vai comprar cinco submarinos Scorpene, 30 helicópteros Eurocpter e 36 aviões. Os submarinos e helicópteros, sabe-se já, serão franceses. No caso dos aviões, tanto suecos como americanos, com os modelos Gripping e Boeing F-18, ainda estão na corrida, embora o Presidente Lula da Silva tenha já admitido haver mais hipóteses de importação do modelo Rafale, também de França. O valor total das compras é de 10,8 mil milhões de euros.
"O Brasil é um país que gasta uma baixa percentagem do seu orçamento com armas. A presente modernização visa apenas melhorar a nossa defesa. Não vou dizer que se deve só ao petróleo, mas a verdade é que o Brasil recentemente descobriu muito petróleo no mar e já houve muitas guerras por causa do petróleo, um produto que atrai a cobiça externa. É uma medida de prudência renovar os nossos equipamentos de defesa. Afinal nada impede que, um dia, alguma potência apresente uma tese esdrúxula em relação ao nosso óleo no mar", disse Celso Amorim ao DN.
Em relação ao pacto da União Europeia com o Mercosul - associação de países que une Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina -, o titular da política externa brasileira afirmou que persistem divergências no dossiê agrícola e, portanto, não se espera a assinatura de um acordo a curto prazo. Sobre a polémica concessão de território da Colômbia para a instalação de bases militares americanas, franziu o sobrolho: "Qualquer base de um país que domina tecnologia nuclear, como EUA, Rússia ou China, na América do Sul, preocuparia os países vizinhos. Sobre isso não há dúvida."
Sobre as informações de que o Presidente venezuelano, Hugo Chávez, teria ajudado as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), Celso Amorim recusou fazer comentários.
De acordo com o ministro, o Brasil, sob o mandato de Lula da Silva, rompeu uma velha tradição de fazer uma diplomacia "submissa a Washington".
"Temos boas relações com os americanos, mas dialogamos com todo o mundo, tanto em comércio como em política", frisou o ministro brasileiro dos Negócios Estrangeiros, lembrando que, em breve, Lula da Silva deverá receber em Brasília o Presidente do Irão, Mahmoud Ahmadinejad.
Na sua perspectiva, os americanos não podem criticar o Brasil, pois também eles dialogam com Teerão.
E concluiu: "Os portugueses legaram-nos um país grande, ri- co e com unidade linguística. Agora é a hora de não mais abdicarmos da nossa grandeza no cená- rio internacional. Com o Presidente Lula, o Brasil ganhou notoriedade e pôde exercer sua independência."
Fontes:DN Globo
#9
Postou 16 setembro 2009 - 13:11
Se o Brasil acha que com essa pequena compra (não em valores, mas em poder de fogo) está defendendo contra superpotências uma das maiores reservas de petróleo encontradas até hoje, está muito enganado.
O Iraque na década de 90 possuía armamento muito superior ao Brasil e a força invasora demorou 2 dias para tomar conta de todo o espaço aéreo e entrar com portões livres em território do Saddam.
O Brasil possui um perímetro enorme a ser cuidado e na minha opinião deveríamos investir muito mais em nossas forças armadas, pois hoje contamos com a boa vontade de outras nações em não tomarem nosso território.
O Iraque na década de 90 possuía armamento muito superior ao Brasil e a força invasora demorou 2 dias para tomar conta de todo o espaço aéreo e entrar com portões livres em território do Saddam.
O Brasil possui um perímetro enorme a ser cuidado e na minha opinião deveríamos investir muito mais em nossas forças armadas, pois hoje contamos com a boa vontade de outras nações em não tomarem nosso território.
Fernando M.
-- "Existem 10 tipos de pessoas no mundo: as que entendem binário e as que não entendem."
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