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Brasil inicia retaliações contra a Argentina


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#1 Fernando M.

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Postou 27 outubro 2009 - 15:53

Na minha opinião, demorou para o Brasil tomar uma atitude contra essa decisão do governo argentino!


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Brasil inicia retaliações contra a Argentina
Após ter divulgado medidas de combate as imposições argentinas, como o fim das licenças automáticas para entrada de produtos argentinos no País, o Ministério do Desenvolvimento estuda ampliar o prazo de dois para quatro anos das empresas que utilizaram o incentivo do drawback para as exportações de produtos ao país vizinho. A medida tem como objetivo diminuir os prejuízos dos empresários brasileiros que tinham o comprometimento de indústrias argentinas para a compra de seus produtos, e que com a crise financeira cancelaram os pedidos ou foram impedidas pelo Governo argentino de concluírem as negociações.

De acordo com a analista de comércio exterior do MDIC, Tânia Fittipaldi Magalhães, as empresas brasileiras que compraram materiais no mercado internacional, por meio da isenção de tarifas e impostos do drawback, para compor seus produtos, e assim, atender a demanda de pedidos argentinos, correm o risco inclusive de falir caso tenham que pagar o valor do reajuste da tributação por não embarcarem os produtos no prazo de dois anos.

"As empresas teriam dois anos para exportar essas mercadorias, contudo, como a Argentina fechou as portas para indústrias brasileiras e colocou barreiras de importação, muitas empresas não terão como atender o prazo e exportar seus produtos. Por isso, o MDIC estendeu para mais um ano o prazo desses contratos e estuda adicionar mais um ano ao tempo limite para a venda dos produtos ao exterior", disse.

Para o secretário de comércio exterior do MDIC, Welber Barral, o drawback é um meio de incentivar as indústrias brasileiras a comercializar seus produtos com outros países, quando o benefício pode ser revertido em danos aos exportadores a função do MDIC é de auxiliá-los, de forma que não haja prejuízo.

"O incentivo do drawback, em todas as suas divisões [Suspensão, Intermediário e Verde Amarelo], é para elevar o comércio exterior, auxiliar as empresas a disseminarem suas marcas e melhorar a situação financeira do setor produtivo do Brasil. Quando ocorre algo que possa prejudicar as empresas, o governo tem por obrigação analisar e encontrar maneiras que revertam o quadro em questão", enfatizou Barral.

Outro modo de beneficiar a indústria exportadora foi a decisão, na última semana, de enfrentar as imposições argentinas. O governo informou que colocaria licenças não automáticas de importação para vários produtos vindos da Argentina. A medida foi tomada como retaliação ao governo argentino que impõe, há mais de um ano, licenças não automáticas para produtos brasileiros e percentuais de produtos e serviços do Brasil que devem entrar no país, prejudicando assim, os exportadores brasileiros.

No dia 13 deste mês entrou em vigor a lei 12.058 que estende as vantagens para do Drawback Integrado para as micro e pequenas empresas, que antes não poderiam usufruir do benefício.

"As MPEs antes não tinham a suspensão e isenção de tributos na compra de matéria-prima para a fabricação de seus produtos que eram vendidos para o exterior. Este fato, fazia com que perdessem a competitividade diante do mercado brasileiro e internacional, agora, qualquer empresa do Brasil poderá ter o benefício e a redução do preço nos produtos exportados", relatou Fittipaldi.

"O sistema de preenchimento para solicitação do drawback, denominado Siscomex estará adaptado em 30 dias, contudo as empresas já podem fazer as requisições por meio não eletrônico e aproveitar as novas vantagens", declarou Barral.

Segundo informações da Rais (Relação Anual de informações sociais) o Brasil conta com mais de 6,8 milhões de micro e pequenas empresas, divididas entre os setores: comercial (44%), serviços (38,6%), industrial (12,1%) e agricultura (5,3%), que com a nova lei, poderão utilizar do benefício .

"Quando há crescimento econômico aliado a um ambiente institucional estável, há maior sensação de previsibilidade, o planejamento se torna menos difícil e o empreendedor se sente mais confiante em investir", afirmou Ricardo Tortorella, superintendente do Sebrae.

Para Reinaldo Annicchino, dono da Cachaça do Rei, a nova lei adotada pelo governo é muito positiva para as MPEs, pois facilita a redução do preço dos produtos que, pelo tamanho das produções, não conseguem competir com grandes indústrias nacionais no mercado internacional.

"Podemos agora comprar embalagens no exterior, e não termos que pagar os impostos no produto final que será vendido ao exterior, possibilitando assim que nosso produto seja acessível para compradores mundiais".

FONTE: NEWSCOMEX



Fernando M.

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#2 Fernando M.

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Postou 28 outubro 2009 - 09:06

Nova regra sobre carga argentina tranca portos secos no país
Prejuízo diário pode chegar a R$ 1 mil por caminhão

Novas exigências da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento para a entrada de carga argentina têm causado congestionamento em portos secos brasileiros.

Em Uruguaiana (RS), cerca de 350 caminhões estão parados aguardando licença de importação (LI), que dá início ao processo de importação quando a carga entra no Brasil. Antes, em boa parte das cargas, a LI era liberada automaticamente pelo despachante. Agora, depende de avaliação da Secex. Importações cujo processo durava dois dias atualmente não têm tempo determinado. A restrição é apenas para cargas da Argentina – país que adotou medida semelhante referente à entrada de cargas brasileiras há cerca de um ano. A Secretaria de Comércio Exterior não fez comentário.

O Porto Seco ferroviário de Uruguaiana tem 90 contêineres de 25 toneladas de farinha cada aguardando liberação. No Porto Seco de Itaqui (RS), 29 carretas com farinha esperam licença. Cada dia parado, estima o presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros, Lauri Kotz, representa prejuízo de cerca de R$ 1 mil por caminhão.


Fonte: ZERO HORA


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#3 Fernando M.

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Postou 19 novembro 2009 - 12:49

Ministério das Relações Exteriores
Assessoria de Imprensa do Gabinete
Palácio Itamaraty


Telefones: 0(xx) 61-3411-6160/2/3
Fax: 0(xx) 61-3411-8002
E-mail: imprensa@mre.gov.br


Nota nº 587 - 18/11/2009
Visita ao Brasil da Presidenta da República Argentina, Cristina Fernández de Kirchner – Brasília, 18 de novembro de 2009 – Comunicado conjunto


Os Presidentes Cristina Fernández de Kirchner e Luiz Inácio Lula da Silva, a fim de encontrar solução para determinados aspectos das relações comerciais entre a Argentina e o Brasil, acordaram:

De forma imediata:

1. A partir do começo de 2010, ambos os países expedirão as Licenças Não-Automáticas em não mais de 60 dias. Será estabelecido um regime mais expedito para produtos perecíveis e sazonais. Será estabelecido um mecanismo de publicidade e transparência para tais Licenças Não-Automáticas, com suficiente antecedência, que evite a interrupção dos fluxos comerciais.

2. Ambos países realizarão um monitoramento estrito para evitar eventuais desvios de comércio.

3. Ambos países não exigirão visto consular no comércio bilateral.

4. Ambos países apresentarão uma proposta concernente à Lista de Exceções à TEC. Nesse exercício, se valorizará a oferta exportável existente no MERCOSUL.

5. Ambos países atuarão conjuntamente para alcançar a entrada em vigência do Protocolo de Compras Governamentais do MERCOSUL.

Adicionalmente:

6. Os dois países fortalecerão as ações para garantir desenvolvimento produtivo integrado, de modo a permitir progressivamente maior equilíbrio nas relações econômicas e comerciais e levando em consideração os acordos setoriais existentes. Para esse fim, trabalhar-se-á sobre uma agenda ampla em função daqueles objetivos e a meta comum de aprofundar a integração bilateral, e assim, fortalecer o MERCOSUL.

Entre as questões a serem abordadas, se contemplará o aperfeiçoamento dos acordos entre setores privados para assegurar seu cumprimento e evitar impactos adversos de aumentos substanciais de importações em determinados setores.

Da mesma forma, serão incluídas na agenda de trabalho todas as questões que possam afetar o comércio bilateral, tais como as relativas a valores-critério, procedimentos de investigação, incentivos e outras.

7. Fica estabelecida uma Comissão Ministerial integrada pelos respectivos Chanceleres e Ministros responsáveis das áreas de Economia, Fazenda, Produção e Indústria e Comércio, que se reunirá a cada 45 dias para avaliar o conjunto da relação comercial entre os dois países, inclusive as questões mencionadas no parágrafo anterior.

8.Os Presidentes decidiram, finalmente, que em suas reuniões que doravante realizarão a cada 90 dias, se dará especial atenção ao seguimento dessas questões e dos trabalhos da mencionada Comissão Ministerial, com o propósito de assegurar os objetivos de um espaço econômico integrado e dinâmico.



Fernando M.

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